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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Lecce, Napoli | 20:39

SdV, parte 5: Decepções no sul

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O Show da Virada (SdV) do Tripletta já escarafunchou a campanha de nove times da Serie A. Agora a viagem é rumo ao sul, onde o Napoli está na primeira metade da tabela e o Lecce é o lanterna do torneio. E os dois decepcionam:

Napoli (6º lugar, 24 pontos, 29 gols marcados e 18 sofridos em 16 jogos)

Ezequiel Lavezzi (Getty Images)

Ezequiel Lavezzi

Não trema ao entrar no San Paolo para enfrentar o Napoli. Acabou o encanto do time que arrancava vitórias a fórceps dentro de casa. Dos nove jogos que os azuis fizeram em seus domínios até agora, na Serie A, só saíram com a vitória em quatro. Reflexo da campanha heroica na Liga dos Campeões, na qual o time partenopeu se classificou para as oitavas de final, deixando Manchester City e Villarreal para trás.

O Napoli até se reforçou bem, mas prever que seria viável disputar o scudetto junto da batalha nos campos europeus mostrou-se exagero. Em relação às 16 primeiras rodadas da temporada passada, são seis pontos a menos. Ok, montar um ataque com Cavani, Hamsík e Lavezzi é um luxo, mas não existiam outras opções até a chegada do chileno Vargas, recebido com festa em Nápoles. Sim, Pandev esteve lá, mas não conseguiu mostrar nada. Foi decisivo no 3 x 3 com a Juventus e depois sumiu outra vez.

A falta de opções ofensivas fica ainda mais clara quando Santana ou Zúñiga têm que entrar em campo na linha de frente. A defesa também já foi mais impenetrável, vale dizer. O jogo aéreo do Napoli anda fraquíssimo tanto no ataque quanto lá atrás. O zagueiro Aronica ganha apenas uma a cada dez disputas aéreas que tenta e é o pior do time no quesito. Se Mazzarri não tirar algum coelho da cartola, no ano que vem esqueça as noites mágicas de quarta-feira no estádio San Paolo.

Lecce (20º lugar, 9 pontos, 17 gols marcados e 33 sofridos em 16 jogos)

Massimo Oddo (Getty Images)

Massimo Oddo

Para um time modesto, atravessar uma fase de transição societária durante um campeonato raramente significará outra coisa que não seja rebaixamento. O Lecce que o diga. Dono da pior defesa do campeonato, o time ainda é o mais indisciplinado da Serie A – já recebeu 44 cartões amarelos e três vermelhos. Resultado? Passou 13 das 16 rodadas do torneio na zona de rebaixamento, cinco delas na lanterna, onde deve ficar por mais algum tempo.

O farfante Serse Cosmi foi contratado para tentar salvar o time, mas ainda é cedo para saber se a cura vai funcionar. Desde então, o Lecce marcou seis gols em três jogos… Mas sofreu dez. Como não existe dinheiro para contratações, há de se investir na parte psicológica. Só isso para explicar um time que, em casa, sai para o intervalo vencendo o Milan por 3 x 0 e consegue levar a virada. Os rubro-amarelos fizeram sete jogos no próprio estádio e perderam seis.

Se o Lecce da temporada passada já era fraco, imagine o de agora. A família Semeraro deixou o clube, o treinador De Canio também, e com isso qualquer confusão no elenco acaba transbordando e se tornando problema sério. Mestre em insuflar plantéis, Julio Sergio acabou caçado e deve ser negociado em breve. Falta um lateral para cada lado do campo, pois Oddo já é uma experiência fracassada e Mesbah se perdeu com o passar das rodadas. No ataque, Corvia luta bravamente pela condição de pior centroavante do campeonato. Nota engraçada: o Lecce é o time que mais dribla na Serie A, com média de 9,3 por jogo. Ou seja, só drible não leva a nada.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 4 de outubro de 2011 Serie A | 21:01

Quem largou melhor

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No último post, o leitor Mendes pediu uma seleção dos melhores do campeonato até aqui, depois de apenas cinco rodadas. Como o campeonato só volta no próximo dia 15, por causa dos jogos da seleção italiana, resolvi topar. E eu, que pensava que já era difícil fazer uma seleção da Serie A completa, descobri que é ainda mais difícil escolher os melhores de 13,2% do torneio.

Eis a seleção Tripletta na primeira parada do campeonato. Quem sabe na próxima pinta outra?

Barzagli (Zimbio)

Ótima fase levou Barzagli de volta à seleção

Goleiro: Handanovic (Udinese). Só um gol sofrido após cinco jogos. É claro que a toda defesa friulana está de parabéns, mas o número é baixo assim por causa do esloveno Handanovic, um dos melhores goleiros do mundo, autor de defesaças que seguraram o empate contra o Milan e também garantiram um ponto contra o Cagliari.

Zagueiros: Campagnaro (Napoli) e Barzagli (Juventus). Superação é a marca da dupla. O argentino Campagnaro sofreu um grave acidente automobilístico durante as férias, mas ressurgiu das cinzas. Bem na defesa, ainda marcou gols decisivos nas vitórias fora de casa sobre Cesena e Inter. Barzagli, tão criticado no fim da temporada passada, recuperou o ótimo futebol dos tempos de Palermo e tem eclipsado um inconstante Chiellini.

Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Zúñiga (Napoli). Depois de tantas tentativas, finalmente a Velha Senhora encontrou alguém para resolver o problema na posição. Verdadeiro guarda suíço, Lichtsteiner defende muito bem e até marcou gol contra o Parma. Zúñiga não para de melhorar. O colombiano não tinha espaço no lado direito, então se adaptou muito bem à esquerda, onde Dossena vinha patinando.

Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari). Difícil não colocar alguém da Atalanta nessa meiúca, mas os três nomes merecem a escolha. Metrônomo juventino, Pirlo recuperou a condição física e o futebol refinado. De Rossi transformou-se no homem que dá duas caras a uma Roma que tem ganhado eficiência: com ele mais recuado, o 3-4-1-2 vira 4-3-1-2 nos momentos com posse de bola. E Nainggolan mostrou porque já apareceu até na mira do Real Madrid. Incansável, segura a barra de um Cagliari ofensivo, com praticamente três atacantes, esbanjando fôlego e poder de marcação aliados a uma boa técnica na saída de bola.

Atacantes: Palacio (Genoa), Denis (Atalanta) e Cerci (Fiorentina). O argentino Palacio é o melhor jogador do campeonato até aqui, na opinião deste blogueiro. Ele marcou cinco gols e deu quatro assistências. O Genoa tem nove gols, então faça as contas. Denis é outro argentino escolhido. Depois de fracassar no Napoli e na Udinese, finalmente o centroavante começou a marcar gols na Itália. Foram quatro até aqui, que garantiram seis pontos à Atalanta. E por falar em redenção, Cerci é o último dos selecionados. Vaiado no último jogo da temporada passada, o atacante está com fôlego inesgotável e finalmente aprendeu a marcar gols. A média de Cerci na Serie A era de 0,15 gols por jogo. Em 2011-12, está em 0,6. Ótimo começo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,