Vucinic | Futebol Italiano

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012 Serie A | 23:33

Rodada tem Vucinic decisivo e Hernanes inspirado

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Vucinic comemora gol contra o Genoa. Atacante foi decisivo na virada da Juventus (Foto: Getty Images)

Vucinic comemora gol contra o Genoa. Atacante foi decisivo na virada da Juventus (Foto: Getty Images)

A segunda-feira foi corrida, da mesma maneira como promete ser esta terça – dia em que a Liga dos Campeões começa pra valer. Mas a rodada na Itália não pode passar batida. Portanto, vamos dar uma passada rápida pelo o que aconteceu de melhor na Serie A neste final de semana.

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Todas as quatro equipes que entraram na rodada com 100% de aproveitamento voltaram a vencer e seguem com campanha perfeita. Juventus, Napoli e Lazio somam nove pontos após três jogos. E a Sampdoria só não está junto do trio porque foi punida antes do início do campeonato com a perda de um ponto, fruto do envolvimento no escândalo de apostas.

O placar de 3 a 1 ao final do jogo podem dar a impressão de que a Juventus ganhou seu compromisso com tranquilidade, mas não foi nada disso que aconteceu. Apesar de ter controle da posse de bola, o clube de Turim deu muito espaço para o Genoa atacar. E o time da casa não demorou muito para abrir o placar, com Immobile.

A Juve foi para o intervalo perdendo e até correu o risco de ver a desvantagem ficar ainda maior na segunda metade. Mas a entrada de Vucinic, que começou a partida no banco, mudou a história do confronto. O atacante participou dos gols de Giaccherini e Asamoah e ainda marcou o seu, de pênalti.

Hernanes, a "luz da Lazio" (Foto: Getty Images)

Hernanes, a "luz da Lazio" (Foto: Getty Images)

Napoli e Lazio também venceram seus compromissos por 3 a 1, mas tiveram vida bem mais sossegada do que a Juventus. O time da capital italiana, aliás, contou com atuação pra lá de inspirada do brasileiro Hernanes, que balançou as redes duas vezes. Não à toa, o ex-são-paulino foi chamado pela Gazzetta dello Sport desta segunda-feira de “luz da Lazio”.

A festa da Lazio na rodada ficou completa graças ao tropeço da Roma, que abriu 2 a 0 sobre o Bologna dentro de casa na primeira metade, mas permitiu a virada nos 20 minutos finais e saiu de campo derrotada por 3 a 2. Foi uma exibição dos comandados de Zdenek Zeman que mostrou a falta de equilíbrio entre ataque e defesa que não deverá ser tão rara no decorrer da temporada.

Em Milão, os rivais da cidade também tiveram desempenho contrário nesta jornada. Em uma tarde (noite na Itália) para ser esquecida pela sua torcida, o Milan foi derrotado pela Atalanta por 1 a 0. O time mostrou-se muito pouco criativo e saiu de campo com o segundo revés em dois compromissos como mandante na Serie A, algo que não ocorria havia 81 anos.

Já a Inter se recuperou da derrota para a Roma na última rodada e venceu o Torino por 2 a 0. Longe de ter sido uma exibição brilhante, mas foi segura o suficiente para que a equipe triunfasse sem sustos. Um gol foi de Milito, o outro de Cassano.

O que isso significa? Que Cassano participou de gols da Inter em todas as partidas da Serie A até agora. Deixou sua marca nas duas últimas rodadas e deu uma assistência na estreia. Na comparação com Pazzini, com quem foi trocado antes da temporada, ganha pela regularidade. Afinal de contas, o atacante do Milan marcou todos os seus três gols em um único jogo, mas pouco apareceu nos outros dois.

Veja abaixo todos os resultados da terceira rodada do Campeonato Italiano:

Palermo 1 x 1 Cagliari
Gols: Arevalo (Palermo) e Sau (Cagliari)

Milan 0 x 1 Atalanta
Gol: Cigarini (Atalanta)

Chievo 1 x 3 Lazio
Gols: Hernanes (Lazio), Klose (Lazio), Hernanes (Lazio) e Pellissier (Chievo)

Fiorentina 2 x 0 Catania
Gols: Jovetic (Fiorentina) e Toni (Fiorentina)

Genoa 1 x 3 Juventus
Gols: Immobile (Genoa), Giaccherini (Juventus), Vucinic (Juventus) e Asamoah (Juventus)

Napoli 3 x 1 Parma
Gols: Cavani (Napoli), Pandev (Napoli), Parolo (Parma) e Insigne (Napoli)

Pescara 2 x 3 Sampdoria
Gols: Maxi Lopez (Sampdoria), Estigarribia (Sampdoria), Celik (Pescara), Maxi Lopez (Sampdoria) e Caprari (Pescara)

Roma 2 x 3 Bologna
Gols: Florenzi (Roma), Lamela (Roma), Gilardino (Bologna), Diamanti (Bologna) e Gilardino (Bologna)

Siena 2 x 2 Udinese
Gols: Basta (Udinese), Di Natale (Udinese), Calaiò (Udinese) e Zé Eduardo (Udinese)

Torino 0 x 2 Inter de Milão
Gols: Milto (Inter) e Cassano (Inter)

Autor: Luís Araújo Tags: , , , ,

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Serie A | 13:00

Na corrida

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Thiago Silva e Vucinic (Getty Images)Jogos do Campeonato Italiano, a partir de agora, só às 15h de 7 de janeiro, quando Siena e Lazio reabrem os trabalhos do torneios. Até lá, as negociações e negociatas já terão tomado conta do noticiário esportivo. Como ainda não há nada de oficial para a próxima janela de transferências – mas falta pouco para Vargas no Napoli e Tévez no Milan – vamos ficar nos campos.

Depois de 16 rodadas disputadas, desenha-se uma temporada muito interessante. Como já era de se esperar mesmo antes do campeonato. Desta vez, não há um bicho-papão. O Milan, que vira o ano dividindo a ponta com a Juventus (34 pontos, cada), desceu um degrau, mas ainda é superior aos adversários. A Velha Senhora, sensação do início da temporada, já começou a mostrar graves defeitos no ataque – e a teimosia de Conte em usar Del Piero a conta-gotas não ajuda.

Logo atrás, vem a Udinese (32). Bela surpresa, esta. Em casa, venceu a Roma e empatou com a Juve; fora, bateu a Inter e segurou a Lazio e o Milan. Tudo isso após vender três dos melhores jogadores que tinha no elenco. Se conseguir aumentar o ritmo contra os rivais mais modestos, a vaga na Liga dos Campeões estará garantida. Mas será que dá para sonhar com um título inédito, que nem Zico conseguiu no Friuli?

Ainda na disputa pelo título, muita gente vai correr por fora nos próximos meses. Principalmente uma ótima Lazio (30), que agora conta com um Klose decisivo. Inter (26), Napoli (24) e Roma (24) também podem até sonhar. Só mesmo para dar graça a um campeonato que, mesmo com tantas deficiências técnicas, ainda continua garantindo boas emoções.

Para você, quem leva o título?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Internazionale, Juventus, Serie A | 16:45

Você precisa de alguém que te dê segurança

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Senão você dança. A filosofia de boteco de Humberto Gessinger explica bem o que foi a vitória da Juventus no dérbi com a Inter, disputado no sábado (29/10). Com dez minutos de jogo, já dava para apostar numa vitória juventina. O time entrou em campo seguro de si e não se assustou com uma Inter organizada, que fez um bom primeiro tempo, acima do que tem mostrado na temporada. De nada adiantou: no intervalo, a Juventus vencia por 2 x 1, naquele que seria o resultado final do jogo.

Estigarribia, Conte e Marchisio (Reuters)

O camisa 8 tem eclipsado Pirlo e já é o melhor jogador do campeonato

E olha que o gol da Inter, numa bomba de Maicon, só saiu porque Antonio Conte até hoje não conseguiu resolver o lado esquerdo de seu time. É um dos poucos pontos fracos de uma Juventus que mostra muita personalidade nos grandes jogos: vitórias contra Milan, Fiorentina e Inter. A segurança passa pelos pés de um formidável Marchisio, artilheiro do time na temporada.

Mario Sconcerti, autor de ótimos livros sobre o futebol italiano, escreveu um editorial muito interessante no Corriere della Sera. Para ele, existe “uma euforia quase infantil no time de Conte, difícil de encontrar nestes níveis de profissionalismo” e o diferencial da Juve é a “segurança extraordinária, quase islâmica”.

O sábado foi interessante para que pudéssemos assistir aos três principais postulantes ao título italiano. O Napoli, com cinco reservas, foi dominado pelo Catania e mostrou que ainda não consegue jogar sem o time completo. O Milan e a Juventus venceram jogos dificílimos. O Milan mostrou mais qualidade, mas depende demais de Ibrahimovic. A Juventus, porém, não precisa que Pirlo brilhe, ou que Vucinic decida, ou que Del Piero jogue. Não precisa nem do melhor Chiellini. Depende só de si mesma e, se parar de desperdiçar pontos contra os times menores, tem tudo para reconquistar a Itália.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de outubro de 2011 Juventus, Serie A | 22:09

Crise conjugal

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Líder de novo. A vitória da Juventus sobre a Fiorentina veio com suor e riscos desnecessários, mas recoloca a Velha Senhora na ponta – pelo menos até a Udinese e a Lazio entrarem em campo. No sábado, falei que o time vinha desperdiçando chances absurdas. Desta vez, o desperdício foi dos atacantes. No primeiro tempo, a Juve precisou finalizar 14 vezes para fazer um golzinho. Torcedora exigente que é, a Lilian Trigo não está nada satisfeita e pode falar melhor do que eu.

Matri (Getty Images)

Matri, a estrela da noite

Tripletta: A Juventus tá liderando… Por que essa insatisfação toda?
Lilian: A Juve e eu estamos vivendo uma daquelas crises de casal. Até segunda ordem, ela dorme no sofá. Desde 2006, ser juventina não tem sido fácil. Escândalo de apostas, perda de scudetto, Série B, debandada de jogadores… Mas amor é chupar a manga, mesmo quando é amarga.

Tripletta: Mas como uma vitória pode ser amarga? Conta aí como foi o jogo.
Lilian: Noite chuvosa em Turim, 5° C, estádio cheio e a Juventus em campo com a camisa mais feia do mundo. Debaixo do implante capilar, Antonio Conte sacou um esquema 4-2-3-1, pra dar uma chance de Vidal dizer a que veio. Krasic, que não tem nada a dizer desde setembro do ano passado, nem no banco ficou. O primeiro tempo foi bacaninha, mesmo com Pirlo apagado e o pé de Vucinic precisando de uma calibrada. O ataque perdeu bem uma dúzia de chances, mas, hoje, Bonucci desencantou e fez mais ou menos tudo o que fez no Bari nas duas últimas temporadas passadas. Espero que este não seja o gol de 15 milhões de euros. Fim do primeiro tempo.

Tripletta: Na volta, seu time quase entregou a rapadura, certo?
Lilian: Nas suas sábias palavras, no segundo tempo a Juventus voltou Roma. Mihajlovic colocou Gilardino e ele, logo de saída, resolveu infernizar a vida de Storari, dublê de goleiro e jockey nas horas vagas. Como lá pros lados de Turim empate é o sabor da estação, depois de 13 minutos de sofrimento, a Fiorentina faz o dela com Jovetic.

Tripletta: E aí foi a vez da Fiorentina “romar”.
Lilian: Porque Pepe, o jogador que eu amo odiar (e xingar), resolveu calar minha boca e fez um passe perfeito pra Matri desempatar a partida. Hoje a Juve dorme líder do campeonato. Eu devia estar feliz, não é? Devia, mas não consigo deixar de pensar naquele time de 1995, que, além de encher os olhos com o futebol, tinha a camisa mais bonita de todos os tempos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 22 de outubro de 2011 Genoa, Juventus, Serie A | 19:23

Desperdício

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As estatísticas dependem do otimismo de quem as proferem. Depois do empate em casa com o Genoa, a Juventus segue invicta na Serie A. Mas só o torcedor mais animado vai comemorar isso: são três vitórias e quatro empates em sete jogos. Um desperdício sem tamanho.

Matri (Reuters)

Matri fez a parte dele, mas os dois gols em sete finalizações não foram suficientes

Desde que começou a Serie A, a Juventus, que não disputa qualquer copa europeia, tem média de uma partida a cada 5,9 dias. O Milan, por exemplo, joga uma vez a cada 4,2 dias. Ou seja: entre um jogo e outro, dá para ter um descanso maior do que os rivais e ainda um período importante de trabalho para adaptar o elenco ao tipo de jogo exigido por Conte.

Fazer só os jogos caseiros faz diferença. Isso ficou claro no confronto direto entre Juventus em Milan, no início de outubro, vencido pelo time alvinegro. O elenco da Juve não é o melhor da Itália, mas a ausência europeia pode decidir a favor. Em 1999, por exemplo, o Milan de Alberto Zaccheroni venceu o scudetto e só fez 38 jogos na temporada, entre campeonato e copa. A Lazio, vice-campeã por um ponto de diferença, disputou 49 partidas.

Isso ajuda a explicar porque um Milan que tinha Helveg, N’Gotty, Guly e Sala entre os titulares habituais foi campeão e porque a Lazio de Mihajlovic, Nesta, Stankovic, Nedved e Vieri terminou na segunda posição. As semanas sem jogos europeus significam menos viagens, lesões e desgastes. E podem ser decisivas para que a Juventus volte a conquistar um scudetto, algo essencial para que a Velha Senhora possa voltar a ser o que já foi, com tantos craques desfilando com a camisa alvinegra. Vacilos como a entrega do gol de empate a Caracciolo representam um desperdício que pode, sim, mudar o futuro do clube.

Curtas
- Chiellini tinha recuperado o bom futebol jogando na lateral esquerda. Tinha. Desta vez com a faixa de capitão, fez outra partida lamentável e merece visitar o banco de reservas.

- O Vucinic da Juventus é aquele mesmo dos tempos de Roma. Sonolento em vários momentos da partida, perde bolas, não consegue finalizar, não dá combate. Só a técnica não lhe basta.

- O empate pode garantir o emprego de Malesani por pelo menos mais alguns jogos. Ele colocou Kucka e Caracciolo em campo no segundo tempo. Um fez a jogada e o outro marcou o gol de empate.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Juventus, Milan, Serie A | 18:19

À espera do segundo milagre

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“Conte, depois dos cabelos, dê-nos um outro milagre: o título”. Este foi um dos coros da torcida da Juventus na vitória deste domingo, sobre o Milan, por 2×0. Uma homenagem ao ex-meia careca da Velha Senhora, que fez um implante para se tornar um treinador com belas madeixas.

Marchisio (Getty Images)

Marchisio, o nome do jogo

Depois da prova de força do Napoli, foi a vez da Juventus mostrar que fará um campeonato como protagonista. O início da última temporada também era animador, mas agora há o “algo mais”. Conte sabe o que tem em mãos e consegue arrumar alternativas táticas. Contra o Milan, Chiellini voltou à lateral esquerda e funcionou. Protegido por um meio-campo mais robusto, Pirlo esbanjou categoria e foi fundamental para que a Juve tivesse 56% de posse de bola. Na frente, um soberbo Vucinic.

Marchisio merece um parágrafo à parte. No início da temporada, o camisa 8 parecia ter perdido terreno. Chegou a ser centro de especulações de mercado. Mas este 4-1-4-1 encontrado por Conte nas últimas duas partidas valoriza demais as características mais ofensivas de Marchisio, autor dos dois gols contra o Milan.

Ter seis pontos a mais do que o atual campeão Milan, com apenas cinco jogos disputados, é muita coisa. Com uma pontaria mais calibrada (foram 53 finalizações nos três últimos jogos, mas só quatro gols) e uma defesa mais confiável (e parece que Chiellini na lateral será ótima opção), a Juventus fará a disputa pelo título ficar ainda mais interessante. E isso porque a liderança do campeonato já é alvinegra.

Curtas
- O Milan jogou como time pequeno e acabou punido. Não conseguiu segurar a bola, não chutou e, no ápice desta pequenez, viu Allegri sacar Cassano para colocar Emanuelson. Inzaghi e Aquilani ficaram no banco até o fim do jogo…

- Surpreende a queda de rendimento do goleiro milanista Abbiati. Melhor arqueiro do último campeonato, voltou a falhar bisonhamente. Será que a temporada passada é que foi a exceção?

- Na Juventus, Krasic destoou. Craque nos primeiros seis meses em Turim, o rendimento do sérvio tem caído assustadoramente. Contra o Milan, errou praticamente tudo o que tentou, até jogadas banais. Fica para a próxima.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de julho de 2011 Roma | 02:11

Totti, o coadjuvante

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Totti (Bleafer Report)

Nos últimos anos de carreira, o capitão romanista passará por um processo de "normalização"

O profissionalismo da “nova Roma”, comandada por norte-americanos, parece ter feito a primeira vítima: o guru Francesco Totti, prestes a completar 35 anos. Se você acompanhou o noticiário da Roma em qualquer jornal italiano nos últimos três dias, deve ter sentido que o clima com o camisa 10 não é bom.

Algo irônico, pois a pré-temporada romanista segue quase toda em alto astral. O treinador Luis Enrique, sempre de óculos de sol estilosos, participa de alguns treinamentos, só fala em italiano e tem até jogado sinuca com os torcedores. Cinco jovens da base estão treinando com os profissionais e outros três sub-20 já foram contratados. De Rossi e Vucinic parecem, finalmente, motivados e com menos possibilidades de sair do time da capital. Só Totti não tem tantos motivos para comemorar.

Com a saída de Rosella Sensi e Pradè, era claro que o capitão perderia espaço “lá em cima”. A chegada do quarteto DiBenedetto, Fenucci, Baldini e Sabatini só potencializou o processo. Agora, Totti é apenas um jogador. Ele só se encontrou com o novo presidente pela primeira vez junto de todo o elenco, não conseguiu manter seu fisioterapeuta particular na folha de pagamentos romanista, não foi o modelo na apresentação do novo uniforme e, principalmente, perdeu o quarto-e-sala que tinha em Trigoria, centro de treinamentos da Roma.

Em entrevista do diário La Repubblica, o diretor geral Franco Baldini disse que Totti terá ainda quatro a cinco anos de carreira se, entre outras coisas, “se liberar de sua preguiça”. O mesmo Baldini que já havia exigido que o capitão não tomasse mais as rédeas em questões de mercado – como os telefonemas (inúteis) que fez para Buffon inúmeras vezes. Todos os repórteres que estão cobrindo a preparação da Roma escreveram a mesma coisa: Totti não aceitou bem as críticas de Baldini e murmurou aos mais próximos que só ficaria calado para evitar desgastes.

E Totti se calou. Ainda não organizou nenhuma coletiva de imprensa, algo habitual em toda pré-temporada, desde que ganhou a faixa de capitão. Não fala com jornalistas desde quinta-feira da semana passada. Talvez tenha percebido que, para a Roma crescer, ele terá de diminuir. O processo será doloroso, mas só assim ele poderá se aposentar com mais um grande título na carreira.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Serie A | 13:53

Contagem progressiva: Quatro gols “do professor”

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Pazzini e Leonardo (Reuters)

Valeu aí, Pazzo: com estilo, ele salvou o pescoço de Leonardo

A tal “vitória com dedo do treinador” tem virado lugar-comum, mas às vezes é um título merecido, especialmente quando ele bota algum reserva para marcar o gol da vitória – e tem atacante que, nessa temporada, só marcou gol quando saiu do banco. É o caso de Boselli, Paloschi, Paponi, Chevantón e Malonga. Mas Pazzini, Vucinic e Robinho é que surpreendem: cada um deles fez quatro gols após sair do banco. Essenciais para seus times.

Nesta estatística de pancareti, “gols que saem do banco”, a melhor média é de Pazzini. Ele chegou à Inter em janeiro e estreou com tudo: a Inter perdia por 2 a 0 para o Palermo, Pazzini entrou no intervalo, marcou dois gols e sofreu o pênalti para que Eto’o virasse a partida. Algumas rodadas mais tarde, contra o Cesena, outro show solo. A Inter perdia por 1 a 0, o Pazzo entrou no segundo tempo e marcou os gols da virada: um aos 46 minutos, outro aos 50. Dos artilheiros que saíram do banco, ninguém é melhor que ele: quatro gols em apenas quatro jogos como opção de banco. No vídeo, relembre os gols contra o Palermo:

Vucinic chegou perto: foram quatro gols em cinco partidas. O primeiro deles, de alta importância. A Roma empatava sem gols com a Inter, no Estádio Olímpico, quando o montenegrino entrou em ação. Ele entrou no lugar de Totti e marcou o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo (veja o vídeo abaixo). Vuvu também garantiu uma vitória difícil contra o Catania: o 2 a 2 durou até os 36 do segundo tempo. Logo na primeira vez em que ele pegou na bola, virou o jogo. Aos 49, fechou o placar em 4 a 2. O único gol inútil foi na derrota de 3 a 2, em casa, para o Palermo.

O outro artilheiro-bancário foi Robinho, acionado oito vezes no segundo tempo, autor de quatro gols nessas condições. Nenhum milagre, porém. Com gols no finalzinho, apenas confirmou as vitórias sobre o Chievo, na 7ª rodada, e contra o Palermo, na 11ª, ambas por 3 a 1. Nos 4 a 0 contra o Parma, precisou de apenas meia hora para marcar duas vezes. Mas o jogo já estava decidido.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de abril de 2011 Roma | 11:21

Bem-vindo e boa sorte

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Torcedor da Roma levanta bandeira norte-americana rubro-amarela (Foto: Getty Images)

Estados Unidos da Roma: esperançosa, torcida espera que americanos tirem o time da lama

Aos poucos, vai se construindo o cenário que Thomas DiBenedetto encontrará ao assumir a presidência da Roma, provavelmente em junho. Muito se especula que o clube tem uma dívida de 200 milhões de euros. O jornal La Repubblica trouxe um dado alarmante: do montante, cerca de 60 milhões de euros estão sendo cobrados na justiça. Horas depois, um comunicado oficial da Roma disse que o artigo é “totalmente enganoso”, mas não desmentiu qualquer informação publicada.

Se, em um cenário calamitoso, a Roma perder todas as ações judiciais, terá de gastar mais do que pretende investir na próxima janela de mercado – fala-se que a Unicredit, uma das credoras do clube, vai financiar 40 milhões de euros. A fila na justiça é tão grande que os assessores do banco simplesmente desconsideraram valores menores que 100 mil euros para calcular os prejuízos.

Além das dívidas, há relatos de que vários sindicatos já acusaram a Roma de atrasar salários, abstrair férias e ser antiprofissional na relação com os funcionários. Também chama atenção a Roma ter firmado 402 contratos nos últimos cinco anos – 189 destes com pessoas já aposentadas! Um deles é o agrimensor que recebe 70 mil euros anuais para buscar terrenos para que um estádio seja construído; outro é o ídolo Bruno Conti, que recebe o mesmo salário que Handanovic ganha na Udinese e mais do que Cossu leva do Cagliari.

Tudo isso para não falar do clima no elenco, que parece ter ido por água abaixo após uma lua-de-mel no início da gestão de Montella. Mexès já acertou com o Milan, Vucinic e Ménez estão em guerra com torcida e comissão técnica e De Rossi parece viver seus últimos momentos com a camisa da Roma. Para não falar de tanta gente que não tem mais muito a dar ao futebol, como Doni, Cassetti, Juan, Riise, Castellini, Perrotta, Taddei, Rosi… Nada mal. Os norte-americanos terão trabalho.

Os principais credores potenciais (em euros):

  • Gabriel Batistuta (atacante da Roma entre 2000 e 2003): 9 milhões
  • Gustavo Bartelt (atacante entre 1998 e 2003): 9 milhões
  • Filippo Lubrano (advogado, ex-administrador do clube): 2,5 milhões
  • Vila Stuart (centro de reabilitação): 1,3 milhão
  • DIs (empresa de marketing): 2,5 milhões
  • Mauro Esposito (atacante entre 2007 e 2010): 475 mil
  • Iván Helguera (zagueiro entre 1997 e 1998): 185 mil
  • Sebastiano Siviglia (zagueiro entre 2001 e 2002): valor indefinido
  • Mario Brozzi (ex-médico do clube): valor indefinido
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sábado, 16 de abril de 2011 Internazionale, Roma, Serie A | 20:09

Fim da linha

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Giovinco contra Chivu (Foto: Getty Images)

Contra o Parma de Giovinco, Chivu voltou a fracassar. O romeno é o destaque negativo da terrível fase da Inter

No guia da rodada, este blogueiro disse que os favoritos deveriam confirmar as expectativas para continuar na luta por seus objetivos. De minhas três apostas para o sábado, porém, duas fracassaram. Inter e Roma perderam e deram adeus às pretensões de scudetto e Liga dos Campeões, respectivamente. A atual pentacampeã ficou a oito pontos de distância do líder Milan e o novo time de Thomas DiBenedetto estacionou a quatro pontos da rival Lazio, que tem um jogo a menos.

O fracasso mais “clamoroso”, como dizem os italianos, é o da Inter. A Beneamata perdeu quatro dos últimos cinco jogos que disputou, dois deles pela Serie A, o que tira do time qualquer esperança de alcançar o Milan. A queda para o Parma escancarou os problemas físicos dos jogadores de Leonardo: no lance que gerou o gol de Giovinco, Zanetti, Lúcio e Cambiasso chegaram atrasados; quando Amauri matou o jogo, todo o meio-campo apenas assistiu à jogada.

Em casa, a Roma também passou vergonha. Com a ex-presidente Rosella Sensi ocupando o lugar de sempre no estádio, o time voltou a “romar”: vencia com tranquilidade, teve duas chances de matar o jogo, levou o empate, teve outras duas chances, e levou a virada. Nada como algo tão comum na Era Sensi marcar o início dos anos norte-americanos. Totti, De Rossi, Taddei e Riise foram os poucos a se salvar. Ménez voltou a ser irritante, Pizarro errou mais que o normal e Vucinic foi vaiado pela torcida que habitualmente o adora. Depois da troca societária, chegará a hora de mudar o espírito.

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