Totti | Futebol Italiano

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 Internazionale, Juventus, Lazio, Milan, Napoli, Roma, Serie A | 16:08

Show de Cavani, honestidade de Klose e marco de Totti

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Cavani comanda vitória do Napoli (Foto: Getty Images)

Cavani comanda vitória do Napoli (Foto: Getty Images)

A Juventus tropeçou pela primeira vez no campeonato e não tem mais 100% de aproveitamento. Fora de casa, empatou sem gols com a Fiorentina na terça-feira, em um jogo no qual foi inferior. Se alguém tivesse que ter saído de campo vitorioso, esse alguém seria o time de Florença. Com o resultado, a Velha Senhora foi alcançada na tabela de classificação pelo Napoli, que venceu a Lazio por 3 a 0 dentro de casa, na grande partida desta quinta rodada.

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Cavani, por si só, já seria capaz de colocar o jogo no San Paolo em posição de destaque. Afinal de contas, foram dele os três gols que saíram no confronto. Em apenas dois anos, o uruguaio já soma 72 gols pelo Napoli e está a apenas 43 de Diego Maradona, maior artilheiro da história da equipe. Além disso, restam apenas mais quatro hat-tricks para ele igualar o recorde de dez na Serie A, que pertence ao recém-aposentado Filippo Inzaghi.

LEIA TAMBÉM: Klose é elogiado por Blatter após admitir gol de mão

Mas antes mesmo de os três gols nascerem, aconteceu o lance que mais chamou a atenção na partida. Logo aos três minutos, Klose desviou a bola para o fundo das redes após cobrança de escanteio. O problema é que o toque foi com a mão. O árbitro chegou a validar o gol para a Lazio, e os jogadores do Napoli começaram a protestar. Mas nem deu tempo de as reclamações se intensificarem. Isso porque o atacante alemão imediatamente admitiu a infração, fazendo com que o gol fosse anulado. Em seguida, recebeu os justos cumprimentos dos adversários, que reconheceram o gesto bacana de Klose. (Veja o lance abaixo)

Cavani e Klose, ainda que por motivos distintos, foram dois dos atacantes que brilharam nesta rodada, mas não foram os únicos. No empate da Roma dentro de casa com a Sampdoria em 1 a 1, Totti marcou o seu 216º no Campeonato Italiano. Dessa maneira, tornou-se o terceiro maior artilheiro da história da competição, ao lado de Giuseppe Meazza e a José Altafini. Apenas Silvio Piola (274) e o sueco Gunnar Nordahl (225) estão acima nesta contagem.

Veja abaixo um vídeo que a Sky Sport fez em 2011 com os primeiros 201 gols de Totti na Serie A:

Vale a pena registrar, também, a recuperação dos times de Milão nesta quinta rodada. A Inter bateu o Chievo fora de casa por 2 a 0, com gols de Alvaro Pereira e Cassano, que balançou as redes pela terceira vez neste campeonato. Quem também chegou aos três gols é o jovem El-Shaarawy, que fez os dois na primeira vitória do Milan no San Siro, conquistada sobre o Cagliari pelo placar de 2 a 0.

Após o jogo, El-Shaarawy revelou que terá suas férias bancadas por Ambrosini caso chegue a sete gols até a pausa do natal. Será que ele consegue?

Veja abaixo todos os resultados da quinta rodada do Campeonato Italiano:

Fiorentina 0 x 0 Juventus

Pescara 1 x 0 Palermo
Gol: Weiss (Pescara)

Catania 2 x 1 Atalanta
Gols: Moralez (Catania), Spolli (Catania) e Barrientos (Catania)

Chievo 0 x 2 Inter de Milão
Gols: Alvaro Pereira (Inter de Milão) e Cassano (Inter de Milão)

Genoa 1 x 1 Parma
Gols: Lucarelli (Parma) e Borriello (Genoa)

Milan 2 x 0 Cagliari
Gols: El-Shaarawy (Milan) e El-Shaarawy (Milan)

Napoi 3 x 0 Lazio
Gols: Cavani (Napoli), Cavani (Napoli) e Cavani (Napoli)

Roma 1 x 1 Sampdoria
Gols: Totti (Roma) e Munari (Sampdoria)

Torino 0 x 0 Udinese

Siena 1 x 0 Bologna
Gol: Calaiò (Siena)

Autor: Luís Araújo Tags: , , ,

terça-feira, 4 de setembro de 2012 Internazionale, Juventus, Roma, Serie A, Udinese | 00:18

Roma vence Inter com atuação de gala de Totti

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Giampaolo Pazzini fez os três gols do Milan na vitória por 3 a 1 sobre o Bologna. Quem também teve atuação inspirada neste final de semana na Itália foi Sebastian Giovinco, melhor em campo na goleada da Juventus sobre a Udinese por 4 a 1. Mas o grande destaque da segunda rodada da Serie A foi um velho conhecido de quem acompanha o futebol italiano há algum tempo. Ele atende pelo nome de Francesco Totti.

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Totti, maestro da vitória da Roma (Foto: Getty Images)

Totti, maestro da vitória da Roma (Foto: Getty Images)

O camisa 10 foi o grande maestro da vitória da Roma fora de casa sobre a Inter de Milão por 3 a 1. Exibindo o toque diferenciado, a inteligência e a visão de jogo privilegiada de sempre, participou de dois gols da sua equipe. Primeiro, botou a bola na cabeça de Alessandro Florenzi, que abriu o placar em favor dos visitantes. Depois, enxergou Pablo Osvaldo se infiltrar no meio da defesa adversária e deu passe açucarado para o atacante, que esbanjou categoria no toque para o gol.

Após o jogo, Totti disse que se sente em boa forma física e classificou a exibição da Roma frente a Inter como “perfeita”. Contudo, fez questão de conter a animação, especialmente por se lembrar do tropeço diante do Catania na rodada de estreia. “É fácil ficar entusiasmado demais agora. É por isso que precisamos manter os pés no chão”, declarou.

O revés dentro de casa faz acender a luz amarela na Inter, que havia causado boa impressão na estreia. Vale lembrar que a equipe, também atuando dentro de casa, passou um sufoco desnecessário para carimbar o passaporte à fase de grupos da Liga Europa na quinta-feira ao empatar em 2 a 2 com o fraco Vaslui, da Romênia. Com as duas semanas de pausa no campeonato em decorrência dos compromissos da seleção italiana pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, o técnico Andrea Stramaccioni terá tempo de sobra para arrumar a casa e fazer o time voltar aos trilhos.

Juve vence com arbitragem polêmica de novo

Já mencionei que Giovinco foi o melhor em campo na vitória da Juventus por 4 a 1 sobre a Udinese. Incisivo, marcou dois gols e levou perigo à defesa adversária sempre que tocou na bola. Antes de fazer isso tudo, sofreu pênalti de Brkic aos 12 minutos de partida, em lance que resultou na expulsão do goleiro rival e, consequentemente, mudou a história do confronto.

A marcação dividiu opiniões. Há quem realmente tenha enxergado falta de Brkic em Giovinco, como há os que não viram infração alguma. Giampaolo Pozzo, proprietário da Udinese, faz parte da segunda turma, é claro. “Ele (o árbitro) arruinou o jogo”, disparou.

Veja o lance abaixo e tire suas próprias conclusões:

Confira todos os resultados da segunda rodada do Campeonato Italiano:

Torino 3 x 0 Pescara
Bologna 1 x 3 Milan
Udinese 1 x 4 Juventus
Inter de Milão 1 x 3 Roma
Sampdoria 2 x 1 Siena
Parma 2 x 0 Chievo Verona
Napoli 2 x 1 Fiorentina
Lazio 3 x 0 Palermo
Catania 3 x 2 Genoa
Cagliari 1 x 1 Atalanta

Autor: Luís Araújo Tags: , , , ,

domingo, 8 de janeiro de 2012 Chievo, Roma, Serie A | 21:32

Não adianta só treinar

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A vitória da Roma sobre o Chievo, neste domingo (8/1), poderia servir para provar que um treinador durão e com métodos ultrapassados nem sempre leva seu time ao sucesso. Não se discute a grande diferença técnica entre os dois times, mas é fato que os romanos esbanjaram preparo físico e controlaram a partida durante 90 minutos.

Totti vs Chievo (Getty Images)

"Desculpem o atraso", pede a camiseta de Totti. Contra o Chievo, o capitão da Roma encerrou jejum de sete meses

A Roma é o time que deu maior folga ao elenco, na virada do ano: onze dias, algo inédito no futebol italiano. Enquanto Totti e companhia voltaram em 3 de janeiro, os jogadores do Chievo retomaram os treinamentos em 28 de dezembro e ficaram fechados na concentração mesmo no réveillon. Tiveram apenas algumas horas de “liberdade” para a ceia do dia 31.

Os burros alados não mostraram nenhuma alternativa que não existisse no primeiro semestre. Nada de inovador. Nada que explique porque treinaram a mais. Foram o mesmo time de semanas atrás, apenas mais desgastado. Os dois gols da Roma foram marcados em pênaltis convertidos por Totti, mas a equipe da casa ainda teve pelo menos outras duas penalidades claras a seu favor, que acabaram não marcadas. Sem falar do jogo cada vez mais fluido, na melhor partida de Bojan em giallorosso.

Os métodos de Luis Enrique não param de surpreender os italianos. A Roma do espanhol não se concentra. Quando joga em casa, os jogadores se reúnem na manhã da partida; quando viagens são necessárias, tudo é organizado para que ida e volta sejam no mesmo dia do jogo. O grupo está fechado e as exibições do time têm melhorado a cada rodada. Será que realmente vale a pena tratar como crianças os profissionais do futebol, todo o tempo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

domingo, 1 de janeiro de 2012 Lazio, Roma | 22:50

SdV, parte 3: A capital da felicidade

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Para começar 2012 com os dois pés no otimismo, o Show da Virada (SdV) do Tripletta versará sobre o que os times da capital italiana têm realizado na temporada. É raro, mas tanto os torcedores da Roma quanto os da Lazio estão felizes. Entenda por quê:

Lazio (4º lugar, 30 pontos, 24 gols marcados e 13 sofridos em 16 jogos)

Miroslav Klose (Reuters)

Miroslav Klose

Até poucos meses atrás, Reja era persona non grata para boa parte da torcida da Lazio. Depois de quatro ou cinco rodadas, o treinador teria inclusive chegado a entregar o cargo, sem sucesso. Renasceu. Montou o melhor time possível com o que tinha em mãos e alcançou até a vice-liderança da Serie A. Agora na quarta posição, a Lazio inspira confiança e tem um jogo mais estável do que o do ano passado, quando quase conseguiu uma vaga na Liga dos Campeões.

A experiência que os novos reforços trouxeram mostrou-se fundamental. O destaque é o alemão Klose, que chegou de graça, cercado de desconfiança, e logo se tornou o dono do time. Já marcou oito gols (seis deles fora de casa) e decidiu o dérbi de Roma. Cissé, mesmo com uma infindável seca de gols, também faz boa temporada – até lembrando um pouco o papel de Robinho no Milan. E o lado esquerdo do time se tornou outro com o bósnio Lulic, uma espécie de Kolarov mais avançado.

Quem destoa é Hernanes. Com o brasileiro em má fase técnica e física, o meio-campo perdeu em imprevisibilidade. Os passes decisivos se tornaram passes insossos e a maioria dos dribles é inútil. Se está mais fácil de ser marcado, ao menos o meio celeste ganhou em consistência com a entrada do uruguaio González, ótimo cão de guarda. Merece parabéns o fair play laziale: o time não teve ninguém expulso, recebeu só 25 amarelos e é o mais disciplinado do campeonato.

Roma (7º lugar, 24 pontos, 21 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Daniele De Rossi (Reuters)

Daniele De Rossi

Pelo segundo ano seguido, a Roma está atrás da Lazio. Ainda assim, seu torcedor terminou o ano alegre. Fácil explicar: as vitórias nas duas últimas rodadas de 2011 elevaram o moral e fizeram renascer as esperanças sobre o planejamento de longo prazo pelo qual a equipe tem passado. O começo tortuoso era esperado por parte de um time que contratou dez jogadores e perdeu outros doze, mas a dificuldade de Luis Enrique em manter uma base titular atrapalhou ainda mais.

Apesar de ser cabeça dura, Luis Enrique não é bobo e conseguiu adaptar seu estilo de jogo ao elenco que possui. O 4-3-3 virou uma espécie de 4-3-1-2 com muita liberdade para seu armador – e, assim, Totti aceitou voltar a jogar recuado. O camisa 10 ainda não marcou gols no campeonato, mas continua desequilibrando partidas e dando ótimos passes. Para um time recém-montado, alguns números da Roma chamam bastante atenção. É a equipe com mais tempo de posse de bola em jogos fora de casa (média de 58,3% por jogo) e a segunda que mais acerta passes (84,9%). Boa parte dos méritos fica com De Rossi, que está na melhor fase da carreira e tem jogado bem até como zagueiro.

Para subir na tabela, porém, a Roma terá que ser mais eficiente. Os números de posse de bola impressionam, mas o time é o que menos desarma no campeonato (média de 19,1 por jogo) e o segundo que menos faz faltas (12,8). A Roma enrola para agir e tem muita dificuldade em recuperar a bola quando a perde. O que deixa o time de cabeça quente – dos 33 cartões recebidos até agora pelo elenco, cinco foram vermelhos, um número absurdo. Pjanic, Osvaldo, Stekelenburg e Heinze já mostraram a que vieram. Lamela, José Ángel e Gago estão no caminho. Se Bojan e Kjaer vingarem, a temporada estará bem encaminhada.

E amanhã…

Que tal uma passada pelo litoral toscano? Só três pontos separam Fiorentina e Siena, na tabela, mas quem vem atrás está mais feliz.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 29 de outubro de 2011 Milan, Roma, Serie A | 16:32

Cinismo

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Em um esporte tão quente como o futebol, sangue frio costuma ser algo decisivo. Que o diga o Milan, que venceu o último campeonato derrotando diversos adversários que jogavam melhor, mas não conseguiam chegar ao gol. Foi assim que os rubro-negros bateram a Roma, fora de casa, por 3 x 2, e chegaram à liderança – ao menos temporária – da Serie A.

Ibrahimovic e José Ángel (Getty Images)

Ibrahimovic deitou e rolou na terrível defesa romanista

A Roma teve a bola, o Milan fez os gols. Bastou acertar o gol de Stekelenburg quatro vezes. O holandês defendeu um chute fraco de Aquilani e levou três gols de cabeça, dois deles de Ibrahimovic. A Roma finalizou 23 vezes e só conseguiu dois gols – o último deles, só porque Abbiati deu uma forcinha.

É legal ver a Roma jogar. O time tem um jogo interessante de posse de bola, não desiste das partidas, acerta ótimas sequências de passes. O elenco parece já entender as novas ideias de Luis Enrique, contratado para executar uma revolução cultural. O problema é o tal cinismo.

Nas últimas quatro partidas, a Roma perdeu três. E só conseguiu marcar cinco gols, apesar do futebol ofensivo e de ter finalizado 61 vezes. Na prática, são necessários 12 chutes a gol para que a torcida consiga comemorar um destes. Para efeito comparativo, o Siena finalizou 70 vezes em oito jogos. Parte da culpa é dos atacantes, que mostram um incrível nervosismo na hora de finalizar – os jovens Bojan e Borini, principalmente. Quem chuta de fora da área, não tem acertado o alvo – nesta lista, José Ángel é o mais notável.

Mas é importante ressaltar que o meio-campo faz a bola chegar lá na frente, mas não nas melhores condições possíveis. E aí falta Totti. Mesmo com tantas contratações, a Roma ainda depende de seu capitão, menos pelos gols e mais pelos passes e pela presença capaz de desequilibrar adversários. Como o ataque não funciona, tudo estoura na defesa. E aí falta Juan. Desde que voltou de lesão, o brasileiro tem empilhado partidas terríveis.

Dependendo dos resultados do domingo, a Roma, agora 10ª colocada, pode cair até para a 15ª posição. Por quanto tempo vai durar a paciência da torcida com um elenco que joga como nunca e perde como sempre?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Bolão, Serie A | 11:01

Italianão, prévia da 7ª rodada

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Totti derby (Getty Images)

Decisivo no último jogo contra a Lazio, Totti estará fora da partida de domingo: lesão muscular

Ok, um campeonato não parar para que as seleções joguem é péssimo e desfalca os clubes. Mas como é ruim esperar para a bola voltar a rolar, hein? Pois bem, dois fins de semana depois, o campeonato retornou.

E voltou com tudo: três jogos chamam atenção especial. No sábado (15/10), o Milan tem uma bela prova de força. Recebe o Palermo, uma das grandes surpresas da primeira parte do campeonato, ressuscitado pelas mãos do novato Devis Mangia. Pode ser o primeiro jogo de Robinho como titular, na temporada.

Para o almoço de domingo, temos uma partida sem badalação, mas de qualidade. Atalanta e Udinese, as duas equipes de melhor futebol na temporada italiana, se encaram. E sem nenhum desfalque. Boa opção para quem tem a Rai em casa.

E, enfim, o jogo mais esperado da rodada: o dérbi da capital. A Roma venceu os últimos cinco embates com a Lazio, será que vai conseguir manter o ritmo, mesmo sem Totti? Será o clássico das estreias: pegando pelos prováveis titulares, a Roma terá seis jogadores que jamais jogaram o dérbi, além do técnico Luis Enrique. Na Lazio, são cinco atletas. Sabe desde quando tanta gente não estreava em um dérbi? Há 82 anos. (Sim, desde o primeiro deles.)

Pois bem, então faça suas apostas no bolão do Tripletta e tente tirar a liderança do Rodrigo Antonelli, que recuperou terreno. Quem vencer o bolão, como vocês sabem melhor do que eu, leva pra casa uma linda camisa do Genoa – oferecimento da parceira Liga Retrô.

Programação da TV
Sábado, 15/10
às 13h, Catania x Inter – ESPN HD, SporTV2 e Rai
às 15h45, Milan x Palermo – ESPN Brasil, RedeTV! e Rai

Domingo, 16/10
às 8h30, Cesena x Fiorentina – Rai
às 11h, Chievo x Juventus – ESPN e RedeTV!
às 11h, Atalanta x Udinese – Rai
às 16h45, Lazio x Roma – ESPN Brasil e Rai

Classificação do campeonato
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa aí ao lado, lembra?)
Atalanta 0 x 2 Udinese
Cagliari 1 x 0 Siena
Catania 1 x 3 Inter
Cesena 0 x 2 Fiorentina
Chievo 1 x 1 Juventus
Genoa 2 x 0 Lecce
Lazio 1 x 2 Roma
Milan 2 x 1 Palermo
Napoli 3 x 1 Parma
Novara 0 x 0 Bologna

Corra e aposte no nosso bolão!

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de setembro de 2011 Roma, Vídeos | 05:43

Totti, 35

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Nesta terça-feira, Francesco Totti completa 35 anos, mais um passo rumo à aposentadoria. Campeão italiano e mundial quando teve parceiros à altura, o capitão romanista está em sua 20ª temporada profissional e tem contrato até 2014. Quando pendurar as chuteiras, terá mais do que ultrapassado Falcão no posto de maior ídolo da história do clube.

As pernas não são as mesmas do início da carreira, é claro, mas o fôlego do camisa 10 ainda impressiona. Desde a chegada de Luis Enrique, Totti voltou a jogar atrás dos atacantes. Os gols já rarearam (foram 82 durante os quatro anos em que jogou de centroavante, sob o comando de Spalletti), mas a importância dele para o time parece maior, dentro e fora de campo.

Os vídeos a seguir servem como resumo da habilidade de um dos jogadores mais técnicos da história do futebol italiano. O primeiro deles é o trecho de um documentário que exalta a facilidade que Totti possui para dominar a bola:

O segundo é uma compilação de passes fenomenais de Totti:

Depois disso, nem preciso mostrar todos os gols dele pela Serie A, certo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Roma, Serie A, Siena | 18:15

Questão de tradição

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Se partidas de futebol tivessem 80 minutos, em vez de 90, a Roma ainda estaria na Liga Europa e já teria vencido na Serie A. E, possivelmente, possuiria pelo menos o dobro de títulos do que tem. Não é difícil arrumar culpados pelo empate de com o Siena, nesta quinta-feira – da mesma forma como sempre foi fácil apontar o indicador em diversos resultados históricos. Questão de tradição. Tão certo quanto “existem coisas que só acontecem com o Botafogo”, a Roma gosta de… romar.

Luis Enrique (Reuters)

Por enquanto, tradição vai batendo o "pojéto"

O verbo poderia ser “decepcionar”, “amarelar”, “arrefecer”. Ou algo mais composto como “sofrer o inacreditável”. Para ficar nos últimos anos, que tal a derrota de virada para a Sampdoria que valeu um título italiano a menos? A nova Roma tem ótimos projetos, ganhará um novo estádio em dois ou três anos, aposta em bons jovens, dá espaço a uma filosofia interessante de jogo, busca novos espaços de merchandisign. Mas esbarra nesta velha tradição das romadas, verbo que virou substantivo.

Em apenas cinco jogos até aqui, Luis Enrique usou 26 atletas. Pode ser interessante para conhecer o que tem em mãos e manter o grupo motivado, porém não dá para esperar que um time seja montado com tantas alterações. Da concentração ao estádio, tem sido normal que pelo menos dois jogadores percam a titularidade. Se o resultado não vem rápido, o ambiente se mostra mais propenso a mudanças. A torcida aplaudiu os últimos esforços. Contra o Siena, as vaias finalmente chegaram.

Todos os treinadores que passam pela Roma lamentam o difícil ambiente, tão predisposto a crises exageradas e decisões tomadas de cabeça quente. Tempo será necessário, mas já é possível ver avanços. Não é qualquer time que consegue ter 70% de posse de bola e acertar mais de 600 passes em um jogo, por exemplo. Domingo, será a vez de enfrentar o Parma. Enquanto os aperfeiçoamentos não chegam, que a tradição continue.

Curtas
- A inconstância de Kjaer impressiona. Bom no desarme e na interceptação, o dinamarquês ainda salvou um gol sobre a linha. Falta aprender a marcar.

- José Ángel já se mostra uma aposta vitoriosa. Excelente no apoio, tem melhorado na marcação e puxou a jogada para o único gol da Roma. Tem tudo para se tornar um dos melhores na posição.

- Totti continua longe demais do gol. Assim, só consegue finalizar nas cobranças de falta. Mais recuado, esbanja belos passes, mas parece chegar sem fôlego ao fim da partida.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Lazio, Liga Europa, Roma | 22:05

Os homens e os meninos

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Duas equipes italianas estrearam hoje na Liga Europa: a Roma perdeu por 1 a 0 para o eslovaco Slovan, fora de casa, e a Lazio enfiou 6 a 0 no macedônio Rabotnick. Os dois times da capital dominaram suas partidas e tiveram mais de 15 finalizações, cada um. Qual a diferença, então?

Djibril Cissé (Getty Images)

Com quatro artilharias e sete títulos na carreira, não deve ser difícil para Cissé estrear contra um time macedônio

Para a Lazio, Cissé marcou dois gols e os outros tentos foram de Klose, Rocchi, Hernanes e Mauri. A Roma penou ofensivamente: Caprari acertou a trave, Viviani teve algumas chances de gol, Okaka perdeu diversas oportunidades. O time está se reconstruindo e parece ter sentido o golpe de ter estreado fora de casa com cinco jogadores de idade olímpica.

As escolhas de Luis Enrique causarão polêmica por alguns dias, com certeza. Com problemas no meio-campo, o espanhol escalou Fábio Simplício, que nem fez a pré-temporada com o grupo, pois havia sido afastado por deficiência técnica. Mas polêmico mesmo foi botar Caprari e Okaka em campo, deixando Totti e Borriello no banco. Posse de bola não falta à Roma. Difícil é fazer gol, pelo jeito.

A Lazio jogou em casa contra um adversário mais frágil e contou com a animação da torcida, que viu estrear Cissé, Klose e Marchetti. A goleada foi questão de tempo e não poderia ser diferente. Edy Reja não inventou, escolheu o esquema que deu os melhores resultados na pré-temporada (com Cissé pela esquerda e Mauri na direita do 4-2-3-1) e foi feliz. Aguardemos os próximos capítulos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de julho de 2011 Roma | 02:11

Totti, o coadjuvante

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Totti (Bleafer Report)

Nos últimos anos de carreira, o capitão romanista passará por um processo de "normalização"

O profissionalismo da “nova Roma”, comandada por norte-americanos, parece ter feito a primeira vítima: o guru Francesco Totti, prestes a completar 35 anos. Se você acompanhou o noticiário da Roma em qualquer jornal italiano nos últimos três dias, deve ter sentido que o clima com o camisa 10 não é bom.

Algo irônico, pois a pré-temporada romanista segue quase toda em alto astral. O treinador Luis Enrique, sempre de óculos de sol estilosos, participa de alguns treinamentos, só fala em italiano e tem até jogado sinuca com os torcedores. Cinco jovens da base estão treinando com os profissionais e outros três sub-20 já foram contratados. De Rossi e Vucinic parecem, finalmente, motivados e com menos possibilidades de sair do time da capital. Só Totti não tem tantos motivos para comemorar.

Com a saída de Rosella Sensi e Pradè, era claro que o capitão perderia espaço “lá em cima”. A chegada do quarteto DiBenedetto, Fenucci, Baldini e Sabatini só potencializou o processo. Agora, Totti é apenas um jogador. Ele só se encontrou com o novo presidente pela primeira vez junto de todo o elenco, não conseguiu manter seu fisioterapeuta particular na folha de pagamentos romanista, não foi o modelo na apresentação do novo uniforme e, principalmente, perdeu o quarto-e-sala que tinha em Trigoria, centro de treinamentos da Roma.

Em entrevista do diário La Repubblica, o diretor geral Franco Baldini disse que Totti terá ainda quatro a cinco anos de carreira se, entre outras coisas, “se liberar de sua preguiça”. O mesmo Baldini que já havia exigido que o capitão não tomasse mais as rédeas em questões de mercado – como os telefonemas (inúteis) que fez para Buffon inúmeras vezes. Todos os repórteres que estão cobrindo a preparação da Roma escreveram a mesma coisa: Totti não aceitou bem as críticas de Baldini e murmurou aos mais próximos que só ficaria calado para evitar desgastes.

E Totti se calou. Ainda não organizou nenhuma coletiva de imprensa, algo habitual em toda pré-temporada, desde que ganhou a faixa de capitão. Não fala com jornalistas desde quinta-feira da semana passada. Talvez tenha percebido que, para a Roma crescer, ele terá de diminuir. O processo será doloroso, mas só assim ele poderá se aposentar com mais um grande título na carreira.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

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