Publicidade

Posts com a Tag Thiago Silva

domingo, 15 de julho de 2012 Milan, Serie A | 16:41

Os jovens dão conta do recado na Itália. Mesmo?

Compartilhe: Twitter

Os grandes jogadores estão sendo comprados por sheiks, mas nós ainda temos as jóias anti-crise. A Serie A agora deve focar os jovens talentos. De Destro, desejado por grandes clubes, a Jovetic, Ramirez, Cuadrado, Ogbonna, El Shaarawy e Coutinho.

É isso o que está escrito na capa deste domingo do jornal italiano Gazzetta dello Sport, motivado pela confirmação da transferência do zagueiro brasileiro Thiago Silva para o PSG e pelo fato de o atacante Zlatan Ibrahimovic estar bem próximo de também deixar o Milan para seguir o mesmo rumo.

O futebol italiano não precisa de estrelas, pois conta com jovens talentosos, todos prontos para brilhar em seus respectivos clubes e conquistar de vez o coração dos torcedores. Seria bom se isso realmente fosse verdade, mas não é. Os nomes citados pela Gazzetta ainda não estão totalmente amadurecidos e lutam para se firmar em suas equipes. Não são capazes de integrar de forma imediata a galeria de astros da Serie A, que contava com Thiago Silva e Ibrahimovic até a semana passada.

A saída da dupla do Milan deixa o Campeonato Italiano ainda mais carente de grandes craques. E os jovens em questão ainda precisam remar bastante para serem considerados jogadores de primeira linha. É por isso que a capa da Gazzetta representa muito mais um grito de otimismo, com tom de desabafo, do que uma análise fria e desprovida de paixão.

Autor: Luís Araújo Tags: , ,

sábado, 14 de julho de 2012 Internazionale, Juventus, Lazio, Milan, Napoli, Palermo, Serie A | 17:55

Saída de Thiago Silva está entre as dez mais caras da Itália

Compartilhe: Twitter

Está confirmado: Thiago Silva não é mais jogador do Milan. O PSG até colocou em seu site oficial uma mensagem de boas vindas ao zagueiro brasileiro neste sábado. A transferência foi fechada no valor de 42 milhões de euros (cerca de R$ 105 milhões) e entra na lista das dez saídas de jogadores do Campeonato Italiano mais caras da história.

Site do PSG dá as boas vindas a Thiago Silva (Foto: Site Oficial)

É o que mostra um levantamento muito bacana feito pelo Goal.com, que conta ainda com outros dois brasileiros: Kaká e Ronaldo. Das dez compras, Real Madrid e o próprio Paris Saint-Germain são responsáveis por três cada um.

Vale lembrar que o clube francês pode deixar os merengues para trás nesta corrida muito em breve, já que também está perto de anunciar Zlatan Ibrahimovic. O nome do atacante sueco já aparece relacionado por causa da transferência para o Barcelona em 2009 e tem tudo para pintar na lista pela segunda vez nos próximos dias.

Veja a lista completa abaixo:

10 – Mario Balotelli
De: Inter de Milão
Para: Manchester City
Quando: 2010
Valor: 28 milhões de euros (R$ 70 milhões)

9 – Ezequiel Lavezzi
De: Napoli
Para: Paris Saint-Germain
Quando: 2012
Valor: 31 milhões de euros (R$ 77,5 milhões)

8 – Javier Pastore
De: Palermo
Para: Paris Saint-Germain
Quando: 2011
Valor: 42 milhões de euros (R$ 105 milhões)

7 – Thiago Silva
De: Milan
Para: Paris Saint-Germain
Quando: 2012
Valor: 42 milhões de euros (R$ 105 milhões)

6 – Juan Sebastián Verón
De: Lazio
Para: Manchester United
Quando: 2001
Valor: 42,6 milhões de euros (R$ 106,5 milhões)

5 – Ronaldo
De: Inter de Milão
Para: Real Madrid
Quando: 2002
Valor: 45 milhões de euros (R$ 112,6 milhões)

4 – Andriy Shevchenko
De: Milan
Para: Chelsea
Quando: 2006
Valor: 46 milhões de euros (R$ 115 milhões)

3 – Kaká
De: Milan
Para: Real Madrid
Quando: 2009
Valor: 65 milhões de euros (R$ 162,7 milhões)

2 – Zlatan Ibrahimovic
De: Inter de Milão
Para: Barcelona
Quando: 2009
Valor: 69,5 milhões de euros (R$ 174 milhões)

1 – Zinedine Zidane
De: Juventus
Para: Real Madrid
Quando: 2001
Valor: 73,5 milhões de euros (R$ 184 milhões)

Autor: Luís Araújo Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Serie A | 00:40

Semisseleção do campeonato

Compartilhe: Twitter

Antes de tudo: não, não vai hífen no título. Agora, o post: acabou o primeiro turno do Campeonato Italiano. Dos 190 jogos programados, falta ser disputada apenas meia hora de Catania x Roma, partida adiada por causa da forte chuva que bateu na Sicília. Até agora, temos…

Pirlo e Conte (Getty Images)

Conte e Pirlo, os comandantes da líder Juventus, invicta

Líder: Juventus (41 pontos)
Liga dos Campeões: Milan (40) e Udinese (38)
Liga Europa: Inter (35) e Lazio (33)
Zona alta do agrião: Roma (30), Napoli (29), Palermo, Chievo e Genoa (24)
Zona baixa do agrião: Cagliari e Parma (23), Fiorentina e Catania (22), Atalanta e Bologna (20) e Siena (19)
Zona do rebaixamento: Cesena (15), Lecce (13) e Novara (12)

Este blogueiro, que tanto tem sofrido no bolão que criou (uma honrosa 21ª posição), também não anda com a pontaria muito boa. Dos 20 prognósticos realizados no guia do campeonato, dez teriam se concretizado, caso um meteoro atingisse hoje a Terra e a Serie A se encerrasse. Não que os erros estejam muito grotescos. Apostei contra Udinese, Chievo e Cesena e me dei mal. Confiei em Napoli, Roma e Fiorentina e também não fui bem. Coisas da vida, ainda temos 19 rodadas pela frente.

Mas vamos ao que interessa. Quem são os melhores do campeonato até agora, na opinião deste que vos bloga? Por absoluta falta de tempo, listo aqui os nomes e peço que as concordâncias e discordâncias venham por comentários, onde poderemos debater melhor.

Goleiro: Frey (Genoa)
Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Armero (Udinese)
Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Thiago Silva (Milan)
Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Marchisio (Juventus)
Atacantes: Ibrahimovic (Milan), Klose (Lazio) e Di Natale (Udinese)
Treinador: Conte (Juventus)

Quer saber também quais jogadores têm as melhores médias da Gazzetta dello Sport, o principal jornal esportivo italiano? (Número de jogos é critério de desempate.)

Rodrigo Palacio (Getty Images)

Será que dá para arrumar uma vaguinha para Palacio na seleção do Tripletta?

1. Palacio (Genoa, atacante) – 6,69
2. Ibrahimovic (Milan, atacante) – 6,67
3. Totti (Roma, atacante) – 6,64
4. De Rossi (Roma, meia) – 6,62
5. Lavezzi (Napoli, atacante) – 6,54
6. Frey (Genoa, goleiro) – 6,53
7. Di Natale (Udinese, atacante) – 6,5
7. Marchisio (Juventus, meia) – 6,5
9. Pepe (Juventus, meia) – 6,45
10. Biabiany (Parma, meia) – 6,44
11. Barzagli (Juventus, zagueiro) – 6,42
11. Lichtsteiner (Juventus, lateral) – 6,42
13. Pirlo (Juventus, meia) – 6,42
14. Klose (Lazio, atacante) – 6,41
15. Giovinco (Parma, atacante) – 6,41
16. Marchetti (Lazio, goleiro) – 6,39
17. Basta (Udinese, lateral) – 6,38
18. Domizzi (Udinese, zagueiro) – 6,38
19. Jovetic (Fiorentina, atacante) – 6,37
20. Consigli (Atalanta, goleiro) – 6,36

E você, trocaria Klose e Di Natale por Palacio e Totti? Sacaria Pirlo para colocar Pepe ou Biabiany? Mudaria Thiago Silva por Domizzi?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Serie A | 13:00

Na corrida

Compartilhe: Twitter

Thiago Silva e Vucinic (Getty Images)Jogos do Campeonato Italiano, a partir de agora, só às 15h de 7 de janeiro, quando Siena e Lazio reabrem os trabalhos do torneios. Até lá, as negociações e negociatas já terão tomado conta do noticiário esportivo. Como ainda não há nada de oficial para a próxima janela de transferências – mas falta pouco para Vargas no Napoli e Tévez no Milan – vamos ficar nos campos.

Depois de 16 rodadas disputadas, desenha-se uma temporada muito interessante. Como já era de se esperar mesmo antes do campeonato. Desta vez, não há um bicho-papão. O Milan, que vira o ano dividindo a ponta com a Juventus (34 pontos, cada), desceu um degrau, mas ainda é superior aos adversários. A Velha Senhora, sensação do início da temporada, já começou a mostrar graves defeitos no ataque – e a teimosia de Conte em usar Del Piero a conta-gotas não ajuda.

Logo atrás, vem a Udinese (32). Bela surpresa, esta. Em casa, venceu a Roma e empatou com a Juve; fora, bateu a Inter e segurou a Lazio e o Milan. Tudo isso após vender três dos melhores jogadores que tinha no elenco. Se conseguir aumentar o ritmo contra os rivais mais modestos, a vaga na Liga dos Campeões estará garantida. Mas será que dá para sonhar com um título inédito, que nem Zico conseguiu no Friuli?

Ainda na disputa pelo título, muita gente vai correr por fora nos próximos meses. Principalmente uma ótima Lazio (30), que agora conta com um Klose decisivo. Inter (26), Napoli (24) e Roma (24) também podem até sonhar. Só mesmo para dar graça a um campeonato que, mesmo com tantas deficiências técnicas, ainda continua garantindo boas emoções.

Para você, quem leva o título?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de setembro de 2011 Liga dos Campeões, Milan | 19:49

Um minuto, uma vitória

Compartilhe: Twitter
Thiago Silva e Alexandre Pato (Getty Images)

Samba, o segredo do Milan

“É suicídio só se defender do Barcelona”, pregou o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, antes da estreia dos times na Liga dos Campeões. A promessa de atacar foi cumprida por 24 segundos, tempo suficiente para Alexandre Pato dar uma disparada fantástica e abrir o placar.

Daí em diante, o Milan só se defendeu. Suicidou-se, portanto, e levou um baile do Barcelona. O meio-campo rubro-negro inexistiu, sugado pelos “extraterrestres” espanhóis. Atordoados, van Bommel não mostrou a eficiência do ano passado e Nocerino parecia não acreditar que estava jogando no Camp Nou. Ambrosini, que entrou ainda no primeiro tempo, mostrou-se mais um perdedor de bolas do que um desarmador. Para não falar do incógnito Zambrotta.

O problema do Barça foi não converter a posse de bola em gols. Aos 47 minutos do segundo tempo, ainda estávamos em 2×1. Eis que Thiago Silva deu uma cabeçada fulminante em escanteio de Seedorf e empatou o jogo. Serafino Ingardia, jornalista italiano, é quem fez o melhor resumo da partida: “Milan, o único time capaz de segurar o Barcelona jogando 30 segundos no início e 30 segundos no final do jogo”. O suficiente para sair de campo com uma baita vitória. Ou vai dizer que alguém esperava mais?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

Compartilhe: Twitter

AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Serie A | 12:00

Contagem progressiva: Os onze melhores da Serie A

Compartilhe: Twitter
Thiago Silva (AP Photo)

É nóis na fita, Thiago

Quatro jogadores da Udinese, três atletas do Milan e mais um representante de Inter, Napoli, Palermo e até Cesena: eis a seleção Tripletta do campeonato, comandada pelo treinador… da Udinese, claro. Guidolin merece, após emplacar seu quarteto com facilidade no nosso top 11 – e convenhamos que outros dois ou três poderiam ter pintado por aqui.

Christian Abbiati (Milan)
Goleiro, 33 anos, 35 jogos, 19 gols sofridos. Nem Dida foi um campeão tão low-profile quanto Abbiati, que finalmente conseguiu ser incontestável, após tanto tempo de idas e vindas. Regular durante todo o campeonato, fez partidaças que ajudaram a definir o título. Destaque para o último clássico contra a Inter e o duelo com a Fiorentina, em Florença, no qual fez sete defesas na vitória por 1 a 0 do Milan.

Mauricio Isla (Udinese)
Lateral-direito, 22 anos, 34 jogos, 2 gols, 7 assistências. Difícil escolher o melhor lateral-direito do campeonato. Isla levou, mas não seria absurdo escolher Abate, Maggio ou até Cassani. O jogador da Udinese, meio-campista de origem, se adaptou de vez a uma função mais defensiva e foi tão consistente que fica difícil acreditar que seja o mais jovem entre os 11 escolhidos.

Thiago Silva (Milan)
Zagueiro, 26 anos, 33 jogos, 1 gol, 1 assistência. Se já era bom no primeiro turno, Thiago Silva estraçalhou após a parada de inverno: jogou até de volante e segurou o nível lá em cima. Um dos melhores zagueiros do mundo, o brasileiro foi comparado a Baresi e merece, com honras, o posto de melhor jogador do campeonato. Quem diria que, há cinco anos, ele sofria de tuberculose…

Andrea Ranocchia (Genoa/Inter)
Zagueiro, 23 anos, 34 jogos, 3 gols, 1 assistência. O início de campeonato de Ranocchia foi espetacular, atuando como líder da complicada defesa do Genoa: ele, que já estava prometido à Inter, acabou indo a Milão ainda mais cedo, para substituir o lesionado Samuel. Cumpriu o papel muito bem e mostrou classe mesmo nos piores momentos do clube de Appiano Gentile.

Federico Balzaretti (Getty Images)

Depois de três anos de rosa, vez de vestir azul

Federico Balzaretti (Palermo)
Lateral-esquerdo, 29 anos, 33 jogos, 2 gols, 7 assistências. O show contra o Napoli, com direito a gol e assistência, foi a cereja no bolo da temporada do já experiente lateral, que encerra a temporada com espaço inquestionável na seleção italiana e na mira da tal “nova Roma norte-americana”.

Gennaro Gattuso (Milan)
Volante, 33 anos, 31 jogos, 2 gols, 2 assistências. Difícil achar alguém com espírito mais vitorioso do que Gattuso, que superou a fase terrível sob comando de Leonardo e voltou a ser protagonista. Essencial para cobrir as laterais do Milan, Ringhio evoluiu até tecnicamente e marcou um gol que ditou o rumo da temporada: contra a Juventus, o campeonato tornou-se rubro-negro.

Gökhan Inler (Udinese)
Meia, 26 anos, 35 jogos, 3 gols, 5 assistências. Mais recuado em relação à temporada passada, Inler evoluiu e se converteu em metrônomo da surpreendente Udinese. Poucos meias na Europa estão no nível do suíço em fundamentos como posicionamento e passe. Falta só uma boa temporada na Liga dos Campeões para se tornar referência mundial.

Marco Parolo (Cesena)
Meia, 26 anos, 37 jogos, 5 gols, 4 assistências. Grande revelação da temporada, o jovem nem tão jovem assim cresceu no momento das dificuldades e foi decisivo em vitórias contra a Lazio e a Juventus, fundamentais para que o Cesena se salvasse do rebaixamento. O segundo turno quase perfeito foi a garantia de que Parolo não ficará em Cesena para a próxima temporada.

Alexis Sánchez (Getty Images)

"El Niño Maravilla" Sánchez finalmente mostrou a que veio

Alexis Sánchez (Udinese)
Atacante, 22 anos, 31 jogos, 12 gols, 10 assistências. O que dizer dos quatro gols marcados contra o Palermo ou das duas assistências sobre o Cagliari, em jogos fora de casa? Nada mal para quem começou o campeonato patinando e mudou de posicionamento para se encontrar em campo. Sánchez acabou centralizado, subiu de rendimento e virou objeto de desejo dos gigantes europeus.

Edinson Cavani (Napoli)
Atacante, 24 anos, 35 jogos, 26 gols, 9 assistências. O esquema de notas da Gazzetta dello Sport é bem rígido. Os jornalistas de lá não costumam dar a nota 9 mais de cinco vezes por temporada, para se ter uma noção. Pois Cavani foi avaliado assim três vezes, em jogos complicados contra a Lazio, a Juventus e a Sampdoria. Em Gênova, fez chover: foram três gols e uma assistência no 4 a 0 final.

Antonio Di Natale (Udinese)
Atacante, 33 anos, 36 jogos, 28 gols, 6 assistências. Artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo, Di Natale chegou a uma média de 16,3 gols por temporada na Serie A. Bem mais que Totti, Del Piero e Inzaghi, por exemplo. Além disso, nos 13 jogos de invencibilidade da Udinese no torneio, o capitão marcou 15 vezes. Suficiente?

Francesco Guidolin (Udinese)
Treinador, 55 anos, 20 vitórias, 6 empates, 12 derrotas. Ele já havia treinado a Udinese, 12 anos antes, e terminado na sexta posição da Serie A. Desta vez, conseguiu um feito ainda maior ao recolocar o time friulano na Liga dos Campeões. Guidolin demorou para colocar a Udinese nos trilhos e começou a temporada com quatro derrotas e um empate. Nos meses seguintes, o time deu show e virou um Barcelonazinho ao lado do Mar Adriático. E ele ganhou um contrato até 2015.

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato
10. Dois brasileiros entre as dez melhores contratações da Serie A

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 2: Montando o quebra-cabeça

Compartilhe: Twitter
Cesena 0-2 Milan

Cesena 0-2 Milan, na 2ª rodada

Na Itália, não são poucos os que dizem que foi Massimiliano Allegri o maior personagem do título do Milan. Não é um pecado dizer isso. O jovem ex-treinador do Cagliari foi buscado pelo administrador-delegado milanista, Adriano Galliani, e recebeu total confiança. Forte no vestiário e fora dele, conseguiu até convencer Galliani de que precisava de reforços importantes em janeiro, mesmo com o Milan na liderança da Serie A.

Allegri teve liberdade e soube aproveitá-la. Mesmo pressionado pela imprensa a escalar Ibrahimovic, Pato, Robinho e Ronaldinho juntos, não sucumbiu – e olha que a Gazzetta dello Sport fez até simulações táticas, mostrando como eles se encaixariam. No decorrer do campeonato, driblou as lesões de Inzaghi, Ambrosini e Pirlo, deu confiança a Abate, Zambrotta e Abbiati, reinventou Boateng e Robinho e mandou Seedorf para o banco quando achou necessário.

A engenharia de Allegri foi essencial para segurar um time com diversos problemas físicos – todos os atletas do elenco ficaram ao menos uma rodada no departamento médico. Dos jogadores de linha, quem mais jogou foi Thiago Silva: 31 partidas em 36 possíveis. Com isso, 35 atletas foram usados em 36 rodadas, número bem acima do que a Internazionale pentacampeã costumava usar. No Milan dos ausentes, Allegri conseguiu montar um quebra-cabeça que poderia ter custado a dele próprio.

Milan 3-0 Brescia

Milan 3-0 Brescia, na 15ª rodada

Com o passar das rodadas, o Milan se tornou um time consistente e ganhou bastante em solidez, mesmo com mudanças constantes e 36 escalações diferentes durante o torneio. Talvez tenha sido o primeiro campeão da história italiana que não perdeu qualquer jogo de virada – nem sequer venceu partida alguma assim.

A chegada de Ibrahimovic foi um marco na campanha rubro-negra. O sueco foi contratado no fim de agosto e estreou contra o Cesena (veja o primeiro campinho tático, à direita). Ibra perdeu um pênalti e bateu-se com Pato, buscando os mesmos espaços do brasileiro. Tudo isso por conta do ataque isolado. Culpa de um meio-campo inócuo que era, no máximo, guiado por lançamentos de Pirlo. Isolado na ponta-esquerda, Ronaldinho não conseguiu decidir, ficou nervoso e acertou uma cotovelada em Pellegrino. Mas o caos foi mesmo na defesa, onde Sokratis, mal protegido por Bonera, falhou nos dois gols do Cesena.

Não demorou para que Allegri derrubasse o 4-3-3, o transformando em 4-3-1-2. O elo entre meio-campo e ataque foi dúvida por muito tempo. Na 15ª rodada (veja o segundo campinho), no início de dezembro, foi possível notar a primeira guinada tática do Milan. Allegri barrou Seedorf, em má fase, e inventou Boateng de trequartista. O ganês vinha jogando mais recuado e estreou na nova posição marcando gol. Recuperou bolas, distribuiu o jogo rapidamente e esbanjou caráter. Virou xodó, claro.

Milan 4-0 Parma

Milan 4-0 Parma, na 25ª rodada

Foi mais ou menos nesta época que Robinho começou a evoluir. Com um papel menos incisivo que o tradicional, o camisa 70 foi instruído a procurar mais jogos pelas laterais, onde encontraria mais espaços, e aprimorou seus cortes diagonais, praticamente impossíveis de serem marcados. Para não falar da consciência tática aprimorada: Robinho ajuda na marcação, se desdobra como garçom e ainda conseguiu colocar doze golzinhos na conta.

Na defesa, já era possível observar um Abate em evolução, bem acima do que mostrou no ano passado e com o trauma da expulsão no primeiro dérbi contra a Inter já superado. Com Gattuso em boa fase e a zaga segura sob o comando de Nesta e Thiago Silva, a tarefa do lateral-direito ficou mais fácil.

O Milan da perfeição defensiva foi encontrado na 25ª rodada, na goleada contra o Parma, com a ajuda de van Bommel (veja o terceiro campinho). Desde então, foram quatro gols sofridos em doze jogos. O holandês deixou o time mais seguro e atendeu à expectativa de Allegri em ter um verdadeiro cão de guarda à frente de sua defesa. Ele já havia testado Ambrosini por ali, antes de o capitão se lesionar, mas os resultados não haviam sido tão satisfatórios. Com van Bommel, Pirlo acabou no banco. Se o italiano ficou satisfeito, é outra história.

Milan 3-0 Inter

Milan 3-0 Inter, na 31ª rodada

Por toda a campanha, a defesa só aparentava ter um calcanhar de Aquiles, na lateral-esquerda. Fraco no apoio, Antonini parece não ter evoluído nos últimos meses e, lá atrás, cometeu várias falhas bobas. Não demorou a ser sacado. Allegri testou Jankulovski, mas escolheu o veterano Zambrotta, que retomou a titularidade no dérbi contra a Inter, na 31ª rodada (veja no quarto campinho). Mesmo depois de tanto tempo parado e uma cirurgia no joelho, o campeão mundial anulou Maicon com sobras, o que lhe deu garantias até o fim da temporada.

De resto, foram poucas alterações estruturais, que não mudaram a cara deste quebra-cabeça milanista. Seedorf também deu a volta por cima e reassumiu seu posto de titular no meio-campo, mostrando que não encerrou a carreira. No ataque, Allegri se virou para escolher a dupla ideal. Robinho parece ter uma vaga cativa de titular, o que deixaria a outra para Pato ou Ibrahimovic. Mas para que fazer uma escolha tão difícil numa hora dessas, não é mesmo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 1: Brasileiro como sempre

Compartilhe: Twitter
Thiago Silva (Getty Images)

Thiago Silva, o herdeiro predileto de Maldini

Dos 18 títulos italianos do Milan, seis foram conquistados com brasileiros em campo. Em 1959, José Altafini abriu a porteira e também venceu três anos depois, este na companhia de Dino Sani. Em 1968, foi a vez de Sormani ser campeão. Depois, o rubro-negro e o verde-e-amarelo só voltaram a se unir em 1999, quando André Cruz e Leonardo levaram o scudetto.

Agora, são 13 jogadores brasileiros que venceram a Serie A com o Milan: Thiago Silva, Alexandre Pato, Robinho e até Ronaldinho entraram na lista. Com exceção de André Cruz e do atual camisa 10 do Flamengo todos foram importantíssimos – jogaram ao menos metade dos jogos do Milan no torneio.

Berlusconi é um amante declarado dos jogadores daqui. Quando Lula visitou a Itália, em 2008, o primeiro-ministro fez com que os atletas brasileiros do Milan o visitassem na residência oficial. Demorou a concordar com a liberação de Ronaldinho, “o melhor jogador do mundo, não o trocaria por ninguém”. Depois do título deste fim de semana, prometeu contratar mais brasileiros, “campeões como Thiago Silva e Pato”.

Normal que o Milan “venha pescar no Brasil”, como dizem os jornalistas de lá. É muito mais fácil tirar um jogador dos times daqui. Juntos, Fluminense e Internacional ganharam 32 milhões de euros por Thiago Silva e Pato. Quase os 30,5 milhões que a Juventus pagou por Bonucci e Quagliarella, e menos que os 37,5 milhões da Internazionale por Ranocchia e Pazzini.

País de cultura latina, dá pra dizer que a Itália é o país mais similar ao Brasil, entre os grandes centros de futebol. Desde a culinária até o hábito da conversa alta, é normal que o jogador daqui tenha maior facilidade de adaptação por lá. No Milan, fica ainda mais fácil. Em entrevista ao iG, Thiago Silva disse que os brasileiros “são muito bem vistos entre jogadores, diretoria e a torcida”, por sempre terem feito parte da história do clube. Com esse clima, não é difícil sentir-se em casa e mostrar o melhor futebol.

Que o diga Robinho, brasileiro mais vitorioso nesta empreitada. Depois de sair pela porta dos fundos do Manchester City e fazer um início de 2010 turbinado no Santos, muitos diziam que o rei das pedaladas teria na Itália sua última oportunidade em um grande time europeu. Não foram poucos os detratores que diziam que era uma aposta destinada ao fracasso, mas ele os venceu. Desde que Allegri optou por apenas dois atacantes, Robinho ganhou espaço: jogou de centroavante, caiu pelos lados, fechou em diagonal e até fechou o losango do meio-campo, como armador.

Alexandre Pato e Robinho (AP Photo)

Pato e Robinho, surpresas mais que positivas

Agora experiente, Robinho parece ter aprendido bastante com Dorival Júnior antes de seguir para a Europa. Mais consistente do que era em seus bons tempos de Real Madrid, se tornou um jogador disponível, taticamente obediente e bastante versátil. Apesar de ter perdido caminhões de gols durante as rodadas, criou inúmeras jogadas de perigo e mostrou ótimo entrosamento tanto com Ibrahimovic quanto com Alexandre Pato.

Pato, aliás, foi o atacante fundamental. Sim, mais do que Ibrahimovic. Aos 21 anos, marcou o mesmo número de vezes que o sueco, sem cobrar pênaltis ou faltas. Acima de tudo, marcou nas partidas decisivas. Foi dele o primeiro gol do Milan no campeonato, na estreia contra o Lecce, e foi ele o melhor em campo nas goleadas por 3 a 0 sobre Napoli e Inter. Ele sofreu com lesões, realmente. Mas, na hora H, conseguiu deixar sua marca.

A onipresença atende pelo nome de Thiago Silva, melhor jogador do Milan na campanha do título. Ágil, leal, bom na marcação, no desarme e na antecipação, virou a referência da defesa e foi comparado a Maldini pelo próprio Maldini. Em 31 jogos disputados, cometeu 25 faltas e levou só um cartão amarelo. Ano passado, Thiago sofria quando Nesta não estava em campo. Desta vez, foi ele o farol de Alexandria da defesa. Com sobras, Thiago Silva foi o melhor desta torre de Babel que é o Milan com jogadores de 16 países diferentes.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Milan | 18:12

Allegria, allegria

Compartilhe: Twitter

Foto: AFP

“Faz sete anos desde a última vez. Eles disseram que a velha guarda estava morta e ainda estamos aqui. Espero que seja o começo de um novo ciclo no Milan, pois eu estou no fim.” Novamente campeão, Gattuso foi a alma de um Milan corajoso, lutador e voluntarioso. A campanha do título pode não ter sido brilhante, mas premia por merecimento. Consistente, o time de Massimiliano Allegri exterminou os rivais diretos, com duas vitórias sobre o Napoli e outras duas na Inter.

No decorrer da semana, o Tripletta fará um dossiê sobre o scudetto do Milan. O que o time fez para vencer com antecipação, qual a importância dos brasileiros, o que mudou desde o último título, qual a importância política da conquista, como manter a equipe nos trilhos… Esta série substituirá o Domingo é dia de história, que não será publicado amanhã. Fique de olho!

As notas do Milan campeão:

Alexandre Pato e Thiago Silva (Foto: Getty Images)

O pato e o monstro

5 estrelas

  • Abbiati, goleiro: com 18 gols sofridos em 34 partidas, o arqueiro supera a média de Dida, titular no último scudetto vencido pelo clube. Vale lembrar que Abbiati era reserva naquela ocasião. Sempre dispensável, visto como moeda de troca, emprestado com frequência, parecia que seria novamente jogado para escanteio quando Amelia foi contratado. Mas esbanjou discrição e segurança. Aos 33 anos, venceu como protagonista pela primeira vez.
  • Allegri, treinador: jovem e com ideias fortes, às vezes pareceu estar na corda-bamba, mas sempre superou as dificuldades. Pressionado pela imprensa italiana a escalar quatro atacantes no início da temporada, não cedeu. Começou com três e, com o tempo, escolheu apenas dois. Psicologicamente, esbanjou tranquilidade ao fazer o time atravessar bem os momentos de êxtase (goleadas contra Inter e Napoli) e superar os traumas (sobretudo a queda para o Tottenham na Liga dos Campeões). Vencer na temporada de estreia é um grande feito: Allegri se iguala a Capello, Sacchi e Zaccheroni.
  • Gattuso, meia: alma guerreira de um time que não se entregou, o camisa 8 brilhou no pior momento do Milan na temporada. No returno, quando a Inter se aproximava a passos largos e tudo parecia estar se perdendo, Gattuso marcou o gol de uma vitória suada contra a Juventus. O desabafo depois da conquista só fará aumentar o carinho da torcida por ele.
  • Nesta, zagueiro: lutou e venceu as lesões que o tiraram de combate na temporada passada e ressurgiu das cinzas para formar, com Thiago Silva, uma das defesas mais confiáveis da Europa. O preparo físico não é o mesmo do auge de alguns anos atrás, mas a classe de Nesta parece aumentar ano após ano. Quem disse que o zagueiro romano já estava cumprindo aposentadoria deve ter se arrependido.
  • Pato, atacante: o início de temporada foi difícil e parece que o brasileiro terminará a campanha do título sem ter conseguido fazer uma boa dupla com Ibrahimovic. Isso não importa, porém. Jogou seis partidas a menos que o sueco e marcou o mesmo número de gols. De quebra, foi decisivo no delicadíssimo dérbi contra a Inter, que poderia ter empurrado o Milan para a terceira posição. Tornou-se o atacante sub-23 mais goleador desde Giuseppe Meazza e ainda conquistou a filha do chefe.
  • Seedorf, meia: reforço do Corinthians? Difícil. O camisa 10 não teve um começo espetacular de temporada e passou por sérias dificuldades até convencer Allegri de sua titularidade. Na reta final do campeonato, tornou-se indiscutível e esbanjou a classe que estava faltando ao Milan desde o início do torneio. Inteligência, bom passe, domínio do jogo, controle emocional e poucas falhas – enfim, tudo o que um bom armador precisa.
  • Thiago Silva, zagueiro: melhor jogador da campanha do título milanista, não é à toa que o brasileiro passou a ser conhecido como “O Monstro” e arrancou elogios dos ícones Baresi e Maldini. Hoje, é o melhor zagueiro do mundo e é tão técnico que foi utilizado até como volante, com bons resultados. Thiago Silva foi à Europa na hora certa, no time certo. Aos 25 anos, chegou para suprir um lugar carente de um time internacionalmente reconhecido por ter defensores top de linha. Venceu.

Massimiliano Allegri e Zlatan Ibrahimovic (Foto: Getty Images)

O estreante e o octacampeão

4 estrelas

  • Boateng, meia: chegou cercado de desconfiança, um novo volante para um time que já era recheado deles. Improvisado por Allegri como trequartista, deu à equipe um dinamismo desaparecido há alguns anos e foi o principal responsável por empurrar Ronaldinho para o banco. Sua importância pode ser medida pela dificuldade do Milan em vencer quando esteve lesionado – nessa época, a Inter esteve a uma vitória da liderança.
  • Cassano, atacante: contratado em janeiro, distribuiu seis assistências e ainda marcou quatro golzinhos mesmo sem jamais ser titular absoluto. Peça essencial na comemoração do título, afinal foi ele (claro) quem jogou a champanhe na cara do treinador.
  • Robinho, atacante: na melhor temporada do brasileiro desde que chegou à Europa, Robinho se afirmou como um atacante completo e bastante útil. Na hora do aperto, jogou até como centroavante. Semeou pânico nas defesas adversárias no mesmo ritmo em que perdia gols inacreditáveis. Se acertar a mira, quem sabe possa retomar a meta de tentar ser o melhor do mundo?
  • Ibrahimovic, atacante: 14 gols e 11 assistências poderiam colocar o sueco como jogador mais importante na campanha do título, o oitavo dele consecutivo, por cinco times diferentes. Mas o atacante essencial no primeiro semestre virou dor de cabeça no returno e, desnecessariamente, colocou o time em dificuldades em um momento crucial.
  • van Bommel, meia: também chegou em janeiro e logo mostrou o cartão de visitas, sendo expulso na partida de estreia. Apesar disso, o holandês deu a volta por cima e se tornou insubstituível no meio-campo, um verdadeiro destruidor de jogadas que restituiu o equilíbrio ao setor. No returno, o Milan só sofreu seis gols. Não é coincidência.

Massimo Ambrosini e Christian Abbiati (Foto: Getty Images)

O novo protagonista e o capitão sumido

3 estrelas

  • Abate, lateral-direito: afobado, estabanado e ingênuo, porém voluntarioso e disponível. Abate não é o melhor lateral do mundo, mas evoluiu bastante, conseguiu se firmar como titular e não comprometeu nas grandes partidas.
  • Ambrosini, meia: o capitão da equipe ficou lesionado por quase todos os jogos, mas teve papel relevante enquanto esteve disponível.
  • Antonini, lateral-esquerdo: esteve um pouco abaixo do que Abate mostrou e nunca foi muito confiável, mas merece seu espaço pela garra mostrada em campo.
  • Pirlo, meia: machucado durante boa parte do ano, perdeu espaço com Allegri, que prefere utilizá-lo mais adiantado do que o próprio Pirlo gosta de jogar, e deve sair. Dizia-se que um Milan vencedor começaria por seus pés. O scudetto mostra que sua importância para o Milan já pertence à história.
  • Yepes, zagueiro: contratação discutível no início da temporada, o veteraníssimo colombiano pode dizer que teve sua importância no scudetto milanista. Fez onze partidas em alto nível quando foi escalado e virou xodó da torcida.

Clarence Seedorf e Filippo Inzaghi (Foto: Reuters)

O cerebral e o interminável

2 estrelas

  • Bonera, lateral-direito/zagueiro: nem ao céu, nem à terra. Duvide de quem disser que se lembrará de Bonera daqui a dez anos.
  • Flamini, meia: autor de um gol decisivo contra o Bologna, mas pouco mais que isso. Com Allegri, recuperou o espaço perdido com Leonardo, mas não recuperou o futebol dos tempos de Arsenal.
  • Inzaghi, atacante: dois gols em cinco jogos e uma lesão que o tirou da temporada, mas que não apagou a idolatria da torcida do Milan por ele.
  • Merkel, meia: com boas partidas quando o parte do meio-campo esteve no departamento médico, o alemãozinho provou que pode ser uma boa opção para o futuro.
  • Strasser, meia: assim como Merkel, só troque o alemãozinho por serraleonêsão.
  • Oddo, lateral-direito: jogou pouquíssimo, mas deu três assistências em sete partidas.
  • Zambrotta, lateral-esquerdo: nem sombra do que foi na Copa do Mundo em 2006, o ex-melhor lateral do mundo fez partidas seguras na defesa e medíocres no ataque.

Ronaldinho no Flamengo (Foto: Reuters)

E o campeão distante

1 estrela

  • Amelia, goleiro: segundo título italiano do goleiro campeão do mundo em 2006 – e que não foi titular em nenhuma das conquistas. Quando jogou pelo Milan, não convenceu.
  • Beretta, atacante: oito minutos na campanha do título.
  • Borriello, atacante: foi vendido para a Roma depois da primeira rodada.
  • Emanuelson, meia/lateral-esquerdo: chegou para ser a solução da lateral. Teve chances no meio-campo e deve ficar por lá, ainda que não tenha convencido.
  • Jankulovski, lateral-esquerdo: mesmo bem fisicamente, não conseguiu ser titular.
  • Legrottaglie, zagueiro: contratado para ser a primeira opção da defesa, se machucou gravemente logo na estreia. Azarado.
  • Oduamadi, atacante: disputou dez minutos de campeonato e nada mais.
  • Papastathopoulos, zagueiro/lateral-direito: as prestações terríveis do início da temporada o empurraram para as margens do elenco.
  • Roma, goleiro: nem chegou a entrar em campo.
  • Ronaldinho, atacante: nenhum gol nas várias partidas que fez antes de ir para o Flamengo, contra a vontade de Silvio Berlusconi.
Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última