A janela de transferências na Itália se fechou nesta quarta-feira. Eu poderia escrever um texto enorme para abrir este post, mas você pularia direto para as notas de cada clube, certo? Então não vamos perder tempo:

Milan será quarto time de Aquilani nos últimos quatro anos
Milan, nota 8,5: a melhor equipe da Itália ainda não está no nível do Barcelona ou do Manchester United, mas não tem rivais no país. Quatro dos contratados vêm (no papel) para a reserva. Um luxo e tanto ter Mexès, Aquilani e Nocerino no banco, não? Taiwo pode melhorar a lateral esquerda e El Sharaawy tem tudo para surpreender. Faltou, no máximo, um lateral direito.
Napoli, 8: a grande ação no mercado foi manter Hamsík, Lavezzi e Cavani. O resto é lucro. Inler e Britos elevarão o nível no meio-campo e na zaga, respectivamente. Pandev, Santana e Dzemaili serão opções de luxo para o banco. Fideleff, Fernández e Chávez poderão demonstrar ao que vieram. Mas por que raios Trezeguet não foi contratado? Lucarelli e Mascara não são suficientes.
Lazio, 8: pouco barulho e muita ação. Faltava um goleador e chegaram Klose e Cissé, que juntos têm 455 gols na carreira. Faltava um goleiro, um volante reserva, um substituto para Lichtsteiner… Marchetti, Cana e Konko foram contratados. As saídas de Foggia, Floccari e Zárate tendem a ajudar na gestão do elenco, mas a torcida lamentou muito a saída do argentino.
Atalanta, 7,5: melhor mercado entre as equipes provincianas. O ataque, ponto fraco do time campeão da Serie B, ganhou Denis e Moralez – o argentino pode ser uma das ótimas surpresas do campeonato. A defesa terá o ótimo Lucchini e o meio-campo, que lamentará a perta de Barreto, poderá contar com Brighi e Cigarini, conquistas do último dia de transferências. Será fácil se salvar.
Juventus, 7,5: o elenco está consideravelmente mais forte e contratações como Pirlo, Vidal e Vucinic mostraram boas coisas na pré-temporada. As chagadas de Elia, Giaccherini e Lichtsteiner também animam. Existem ideias e um projeto, mas também muitas dificuldades. Amauri, Iaquinta, Pepe e Ziegler continuaram na equipe, contra a vontade de Conte. Ainda falta um zagueiro.
Cesena, 7: se no ano passado o Cesena já animou, imagine agora. O ataque recebeu os melhores reforços. Mutu ainda pode ser um jogador excepcional e Martínez e Éder terão a chance de se recuperar em um ambiente mais tranquilo. A permanência de Parolo é uma boa notícia para o meio-campo, que contará com Candreva. E Comotto dará segurança à lateral direita.

Giuseppe Amore, o novo artilheiro do Genoa. Ou não
Genoa, 7: pra variar, mais de um time titular foi contratado. Mesmo assim, não há um centroavante decente para a torcida que sonhou com Gilardino e acordou com Caracciolo – desconsideremos Zé Eduardo. Mas o problema é só esse. As chegadas de Frey e Bovo devem dar um jeito na defesa que andou se perdendo. O meio-campo ficará fortíssimo com Birsa, Seymour e Constant.
Inter, 6,5: Forlán e Zárate são ótimos jogadores, mas não substituirão Eto’o. Principalmente se este insano 3-4-3 for mantido. O meio-campo idoso ganhou Poli, mas talvez seja pouco. Álvarez e Castaignos são mistérios a serem descobertos. Tassi (16 anos) é uma ótima aposta para o futuro. Mas, neste mercado, a Inter deu um passo para trás.
Roma, 6,5: um mercado atípico, com quatro contrações em 12 horas. Em relação à temporada passada, são 14 caras novas e 11 saídas. A revolução foi feita, agora é descobrir como Gago, Pjanic, Borini, Lamela, Bojan e Osvaldo se encaixarão do meio para a frente. A nota é menor por causa do péssimo mercado de saídas. Vucinic se foi barato demais e Borriello, Okaka e Simplício, inacreditavelmente, continuam no elenco. E o reserva de José Ángel tende a ser Taddei.
Bologna, 6,5: difícil dizer o que esperar de uma defesa que perdeu Britos e terá de contar com Antonsson, que estreará em uma grande liga aos 30 anos. Mas o ataque desequilibra. Ramírez e Di Vaio continuam, agora com companhia nova de Acquafresca, Diamanti, Kone e Vantaggiato. A saída de Della Rocca deixou um gosto amargo na boca do torcedor.
Catania, 6: o mais importante foi conseguir segurar o milagroso diretor esportivo Pietro Lo Monaco, que até tinha dito que sairia. Legrottaglie é um bom reforço para a zaga, ainda que não substitua Silvestre. O retorno de Bergessio é ótimo para o ataque, que terá que descobrir em que condições chega Suazo. O jovem Keko pode surpreender.
Chievo, 6: ano após ano, o Chievo se mantém na Serie A com a mesma base. Desta vez, quase tudo mudou. Várias promessas (Paloschi, Dramé, Bradley, Grandolfo) terão de aparecer para garantir que a fuga do rebaixamento não seja complicada. A defesa será o ponto de força, já que Sardo e Sorrentino ficam e a chegada de Acerti é animadora.

É, Oddo, a situação ficou complicada. Pronto para voltar para a segundona?
Lecce, 6: as novidades animam, a carteira de identidade, não. Di Francesco, treinador estreante na Serie A, recebeu os jovens Pasquato, Giandonato, Strasser, Cuadrado e Muriel. Para balancear, o veterano lateral direito Oddo foi a grande contratação do último dia de mercado e o zagueiro Carrozzieri tentará se recuperar. O goleiro Julio Sergio conseguiu um time para ser titular.
Parma, 5,5: a permanência de Giovinco animará uma cidade que vai se reacostumando à Serie A. Pellè e Floccari terão a chance para a consagração, no ataque, enquanto Valdés volta de Portugal como ótima aposta para o meio-campo. Difícil é entender como o clube se privou tão facilmente do promissor Borini, que durou pouco mais de um mês antes de ser negociado com a Roma.
Udinese, 5,5: Sánchez, Inler e Zapata renderam 60 milhões de euros, mas o dinheiro não foi reinvestido e o elenco, novamente, foi rechado de jovens. Vai funcionar de novo, com o time na disputa da Liga Europa? A nova promessa é Torje, “o Messi romeno”. A defesa ganhou os brasileiros Neuton e Danilo, que podem dar bons frutos. O “fantasista” Fabbrini é uma ótima aposta.
Novara, 5,5: o elenco parece um combinado de jogadores em busca de revanche pessoal. Muito mudou desde a boa equipe que subiu de divisão, o que pode ser preocupante. Bertani e González são perdas irreparáveis para o ataque, pois Granoche, Morimoto e Meggiorini não dão segurança. A defesa ganhou em experiência, com Paci e Dellafiore. Mas o meio-campo ainda é fraco.
Siena, 5: muitas apostas, poucas certezas. Na pré-temporada, D’Agostino mostrou que será o craque solitário do time. Terá a ajuda de Mannini. O jovem goleiro Brkic, recém-chegado, é rodeado de dúvidas. A defesa terá de apostar Angella, Milanovic, Contini e Belmonte – experiência não faria mal. No ataque, a torcida torce para que González e Destro bastem para fazer par com Calaiò.

Dig din dig din dig din: Cellino
Cagliari, 5: o caos na Sardenha não tem hora para acabar, graças ao presidente Cellino. A demissão de Donadoni jogou fora o projeto anterior e traz incógnitas. Como Biondini será aproveitado, afinal? Ekdal, Ibarbo e El Kabir conseguirão vingar, com tanta pressão? Thiago Ribeiro é isso tudo? Alguém conseguirá substituir Lazzari? A caixa de comentários tá aí, fique à vontade.
Fiorentina, 4,5: por fim, Montolivo, Gilardino, Vargas e Cerci não saíram. Péssima notícia. A geração-Prandelli se encerrou há tempos, mas falta a pá de cal. Contratações como as de Munari, Santiago Silva e Rômulo não são exatamente o que a torcida esperava para um grande salto de qualidade. Lazzarri e Nastasic podem ser boas surpresas. Cassani é a única certeza.
Palermo, 3: o presidente Zamparini havia prometido uma equipe que lutasse pelas primeiras colocações. Mas os 43 milhões que Pastore rendeu devem estar bem guardados. Bovo, Cassani, Nocerino e Sirigu também se foram, assim como o treinador, Pioli. Serão substituídos por Cetto, Aguirregaray, Mantovani, Tzorvas, Zahavi, Álvarez. Dos recém-chegados, só Silvestre, Della Rocca e Barreto se salvam. Tudo mudou.