Siena | Futebol Italiano

Publicidade

Posts com a Tag Siena

sábado, 7 de janeiro de 2012 Internazionale, Lazio, Parma, Serie A, Siena | 20:32

O campeonato das defesas?

Compartilhe: Twitter

Dois jogos, nove gols marcados pelos times da casa: Siena 4 x 0 Lazio e Inter 5 x 0 Parma. Goleadas inapeláveis que iniciam o 2012 do Campeonato Italiano, que até então contava com média de 2,43 gols por partida. Não era esse o torneio das defesas?

Diego Milito vs Parma (Corsport)

Ele voltou: Milito chegou ao sexto gol no campeonato

É claro que os vencedores têm boa parte do mérito pelos resultados alcançados no sábado (7/1), mas é fato que Lazio e Parma se apresentaram com defesas vexaminosas.

A Lazio merece o maior puxão de orelha. O time romano virou o ano com a terceira melhor defesa do campeonato e começa 2012 tendo que explicar uma derrota embaraçante. Levar quatro gols de um time que não marcava há cinco jogos beira o absurdo. Mais absurdo do que isso, só as oportunidades que o Siena perdeu durante a partida: o 4 x 0 ficou barato para uma equipe que aceitou ser agredida durante 90 minutos.

No primeiro gol do Siena, Destro correu com a bola por pelo menos 40 metros. Um avanço vertical, rumo ao gol laziale, sem ser parado por nenhum defensor. O mesmo Destro causaria a expulsão do goleiro Bizzarri, no fim do primeiro tempo. O camisa 22 passou (nem precisou driblar) por dois na grande área e acabou derrubado pelo arqueiro da Lazio. E o mesmo Destro fecharia o placar, de cabeça, desviando uma bola que Biava nem tentou tirar. Com os pífios Scaloni e Stankevicius nos lugares de Konko e André Dias, a defesa da Lazio fez o Siena parecer o Barcelona.

Em Milão, minutos mais tarde, a história foi parecida. Em um 4-4-2 disposto em linhas preguiçosas, o Parma praticamente se entregou à Inter. Com liberdade, Álvarez passeava pelo ataque nerazzurro, sempre levando complicação para os marcadores do Parma, sempre atrasados. Não demorou para que ele recebesse uma bola na esquerda, livre, aos 12 minutos de jogo. De primeira, cruzou; de primeira, Milito abriu o placar.

O inédito miolo de zaga do Parma sofreu bastante na partida. Brandão, que estreou na temporada, não fazia um jogo completo há dois anos. Deu para notar. Ele e Paletta não se entenderam em momento algum. Juntos, ainda falhariam feio nos terceiro e quarto gols da Inter. Para não falar do meio-campo mal liderado por Morrone, que não conseguia ganhar nenhuma bola rebatida – e assim Motta e Faraoni fizeram golaços de fora da área.

Na Itália, derrotas são difíceis de engolir. Derrotas com panes defensivas costumam derrubar treinadores. Só uma goleada por cinco gols de diferença havia ocorrido até agora, na Serie A. Depois dela, Malesani acabou devidamente demitido. Seria de uma bondade ingênua apostar que Colomba, treinador do Parma, consiga permanecer no cargo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Fiorentina, Siena | 18:07

SdV, parte 4: Perto demais da rabeira

Compartilhe: Twitter

Setenta quilômetros separam Siena e Florença. Três pontos separam os times de cada cidade, no campeonato. É a vez de Fiorentina e Siena terem suas campanha passadas a limpo no Show da Virada (SdV). A vida não está fácil para ninguém ali na Toscana:

Fiorentina (14º lugar, 18 pontos, 15 gols marcados e 15 sofridos em 16 jogos)

Stefan Jovetic (AP)

Stefan Jovetic

“Life is now”, diz o slogan da Vodafone. A vida é agora, mas ninguém na Fiorentina parece ter se atentado a isso. A direção do clube, encabeçada pelo diretor esportivo Corvino, ainda vive do passado e mantém no elenco jogadores que não têm mais nada a dar ao clube. E que nem parecem estar interessados em jogar no mesmo nível a que haviam se acostumado.

Mihajlovic perdeu o cargo por causa disso e saiu de Florença cuspindo marimbondos. O principal alvo do treinador sérvio era o meia Vargas, irreconhecível durante o primeiro semestre da temporada. Gilardino também sumiu: ex-artilheiro, marcou apenas dois gols até agora e conseguiu se mandar. Depois de dois anos cavando uma transferência, passou a treinar com o Genoa. Quem não consegue sair é Montolivo.

O meia da seleção italiana permanece no clube contra a própria vontade e não têm jogado nada: em 13 jogos, nenhum gol, só uma assistência e um índice de erros de passe absurdo, pois falha uma a cada cinco tentativas. Com isso, bola para Jovetic, que tem levado o time nas costas. O montenegrino finaliza, em média, cinco vezes por partida e já marcou sete gols na temporada, recorde pessoal. Difícil entender como será a reta final da temporada, pois a torcida já deixou claro que não suporta mais jogar o campeonato sem ambições.

Siena (16º lugar, 15 pontos, 15 gols marcados e 17 sofridos em 16 jogos)

Zeljko Brkic (Getty Images)

Zeljko Brkic

Se você quer emoção, passe longe dos jogos do Siena. Além de realizar um estilo de jogo mais concentrado, o time toscano ainda sofre com a falta de um bom centroavante. Não é à toa que a equipe é a que menos finaliza na Serie A (média de 10,6 chutes a gol por jogo) e a que menos acerta o alvo (3,4 por partida). E não é à toa que o dérbi com a Fiorentina terminou em um modorrento 0 x 0.

Com pouco dinheiro em caixa, o Siena tem de se acertar com contratações baratas e jovens desconhecidos. Sannino, treinador estreante na Serie A, tem feito bom trabalho. Primeiro, acertou a defesa. O até então desconhecido Brkic tem se mostrado um dos melhores goleiros do campeonato. Na linha de quatro defensores, ninguém destoa – a exceção é o experiente Contini, único zagueiro do time com experiência internacional, mas que já foi parar no banco.

No ataque, porém, exceção é o que funciona. O jovem Destro não tem sido titular, mas já marcou três gols na Serie A, e o capitão Calaiò, com cinco tentos, é o artilheiro da equipe. Todo o resto por ali é decepção, a começar pelo brasileiro Reginaldo. Além de conseguir um bom centroavante, também seria de bom tom reforçar o meio-campo. Vergassola perdeu o fôlego e a titularidade, mas Bolzoni não o substitui bem. As opções para os lados no 4-4-2 de Sannino têm sido traumáticas. Na direita, Mannini e Ângelo não se firmaram; na esquerda, Gazzi, Brienza e Sestu se revezam, também sem sucesso.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Roma, Serie A, Siena | 18:15

Questão de tradição

Compartilhe: Twitter

Se partidas de futebol tivessem 80 minutos, em vez de 90, a Roma ainda estaria na Liga Europa e já teria vencido na Serie A. E, possivelmente, possuiria pelo menos o dobro de títulos do que tem. Não é difícil arrumar culpados pelo empate de com o Siena, nesta quinta-feira – da mesma forma como sempre foi fácil apontar o indicador em diversos resultados históricos. Questão de tradição. Tão certo quanto “existem coisas que só acontecem com o Botafogo”, a Roma gosta de… romar.

Luis Enrique (Reuters)

Por enquanto, tradição vai batendo o "pojéto"

O verbo poderia ser “decepcionar”, “amarelar”, “arrefecer”. Ou algo mais composto como “sofrer o inacreditável”. Para ficar nos últimos anos, que tal a derrota de virada para a Sampdoria que valeu um título italiano a menos? A nova Roma tem ótimos projetos, ganhará um novo estádio em dois ou três anos, aposta em bons jovens, dá espaço a uma filosofia interessante de jogo, busca novos espaços de merchandisign. Mas esbarra nesta velha tradição das romadas, verbo que virou substantivo.

Em apenas cinco jogos até aqui, Luis Enrique usou 26 atletas. Pode ser interessante para conhecer o que tem em mãos e manter o grupo motivado, porém não dá para esperar que um time seja montado com tantas alterações. Da concentração ao estádio, tem sido normal que pelo menos dois jogadores percam a titularidade. Se o resultado não vem rápido, o ambiente se mostra mais propenso a mudanças. A torcida aplaudiu os últimos esforços. Contra o Siena, as vaias finalmente chegaram.

Todos os treinadores que passam pela Roma lamentam o difícil ambiente, tão predisposto a crises exageradas e decisões tomadas de cabeça quente. Tempo será necessário, mas já é possível ver avanços. Não é qualquer time que consegue ter 70% de posse de bola e acertar mais de 600 passes em um jogo, por exemplo. Domingo, será a vez de enfrentar o Parma. Enquanto os aperfeiçoamentos não chegam, que a tradição continue.

Curtas
- A inconstância de Kjaer impressiona. Bom no desarme e na interceptação, o dinamarquês ainda salvou um gol sobre a linha. Falta aprender a marcar.

- José Ángel já se mostra uma aposta vitoriosa. Excelente no apoio, tem melhorado na marcação e puxou a jogada para o único gol da Roma. Tem tudo para se tornar um dos melhores na posição.

- Totti continua longe demais do gol. Assim, só consegue finalizar nas cobranças de falta. Mais recuado, esbanja belos passes, mas parece chegar sem fôlego ao fim da partida.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 07:40

Italianão, prévia da 4ª rodada

Compartilhe: Twitter

Nem deu tempo de comemorar, de lamentar, de trabalhar. Menos de 48 horas depois da grande virada do Napoli sobre o Milan, a Serie A já estará de volta. Quem disse que só o calendário brasileiro é apertado?

Seedorf e Di Natale (Getty Images)

Na última rodada da temporada passada, 0x0 bom pros dois lados. Agora, o Milan precisa vencer

De terça a quinta-feira, serão dez partidas pelo campeonato. Claro que nosso bolão continua a todo vapor, agora com o FELIPÃOdf na liderança. Será que ele conseguirá levar a bela camisa retrô do Genoa (oferecimento da parceira Liga Retrô, vale lembrar) para casa?

Três partidas serão exibidas na TV. Na terça-feira, uma Inter desesperada visita um Novara sem desfalques, jogo que promete lotar o estádio Silvio Piola. Como problema pouco é bobagem, Gasperini ainda não terá conseguido recuperar nenhum dos lesionados. Quem deve ter chance é o artilheiro Pazzini, até agora escanteado de forma inexplicável.

Na quarta-feira, mais crise em campo: o Milan não vence há três jogos e receberá uma Udinese animada, que ganhou as últimas três partidas, sempre com o onipresente Di Natale de protagonista. O departamento médico do atual campeão italiano também está lotado. Você não verá Mexès, Ambrosini, Gattuso, Flamini, Boateng, Ibrahimovic e Robinho em campo.

Roma e Siena fecham a rodada, na quinta-feira. Será que os comandados de Luis Enrique finalmente conseguirão marcar gols? Difícil furar o bom goleiro Brkic, ótima surpresa alvinegra. Mais difícil que isso, só prever quais serão os titulares romanistas nesse novo 3-4-1-2. José Ángel? Perrotta? Pizarro? Gago? Borriello? Bojan? Osvaldo? É o que descobriremos.

Programação da TV
Terça-feira, 20/9
às 15h45, Novara x Inter – SporTV e Rai

Quarta-feira, 21/9
às 15h45, Milan x Udinese – ESPN Brasil, RedeTV! e Rai
às 15h45, Juventus x Bologna – SporTV

Quinta-feira, 22/9
às 15h45, Roma x Siena – ESPN Brasil e Rai

Classificação atual
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado!)
Novara 0×2 Inter
Cesena 1×1 Lazio
Chievo 0×2 Napoli
Fiorentina 1×0 Parma
Genoa 2×1 Catania
Juventus 3×0 Bologna
Lecce 0×1 Atalanta
Milan 3×1 Udinese
Palermo 2×1 Cagliari
Roma 3×0 Siena

Já fez suas apostas no nosso bolão?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 00:43

Italianão, prévia da 3ª rodada

Compartilhe: Twitter

Depois das paradas para os jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, a Serie A está de volta. Neste fim de semana, teremos a terceira rodada do campeonato – que na verdade é a segunda.

A rodada terá dois jogaços. Napoli e Milan, que conseguiram bons resultados na Liga dos Campeões, se enfrentarão no domingo. No sábado, a Inter receberá a Roma em uma partida tensa, que pode marcar a despedida do treinador que sair derrotado. E nosso bolão, valendo uma camisa retrô do Genoa (oferecimento da parceira Liga Retrô), também vai bombar. O Rodrigo Antonelli é quem mais pontuou na primeira rodada, mas será que vai aguentar tanta gente no cangote?

Eto'o e Leonardo (Reuters)

Na última vez em que a Inter recebeu a Roma, Eto'o marcou e Leonardo comemorou. Bons tempos?

Além das duas partidas que dispensam comentários, a TV ofertará boas opções para quem curte o Italianão. Cagliari e Novara, que abrirão a rodada tentando confirmar a boa imagem que causaram nas estreias, devem começar com os brasileiros Thiago Ribeiro e Jeda no banco.

No domingo, quem acordar a tempo de assistir a Atalanta x Palermo deve ver uma partida emocionante – apesar do horário terrível. A dona da casa tem que descontar os cinco pontos abaixo de zero e os visitantes podem garantir o jovem Mangia no comando palermitano, caso o time não seja batido.

Em um horário mais ortodoxo, a Juventus terá de confirmar no campo do Siena a ótima impressão da rodada passada. Se golear outra vez – o que não é difícil, pelos precedentes do confronto, – a “nova senhora” se credenciará, de vez, a lutar pelo título.

Programação da TV
Sábado, 17/9
às 13h, Cagliari x Novara – ESPN HD e Rai
às 15h45, Inter x Roma – ESPN Brasil, SporTV2, RedeTV! e Rai

Domingo, 18/9
às 7h30, Atalanta x Palermo – Rai
às 10h, Siena x Juventus – ESPN e Rai
às 10h, Lazio x Genoa – RedeTV!
às 15h45, Napoli x Milan – ESPN, ESPN HD e Rai

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado!)
Cagliari 1×0 Novara
Inter 1×2 Roma
Atalanta 1×1 Palermo
Bologna 2×0 Lecce
Catania 0×1 Cesena
Lazio 3×1 Genoa
Parma 0×0 Chievo
Siena 0×2 Juventus
Udinese 2×1 Fiorentina
Napoli 1×1 Milan

E você, apostou em quem no nosso bolão?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Serie A | 12:32

Guia do Campeonato Italiano 2011-12

Compartilhe: Twitter

Que os presidentes dos times italianos são (no mínimo) passionais, não é segredo pra ninguém. Com um mercado de poucas emoções foi o último, os homens da grana viraram manchete. Compra da Roma, troca de farpas entre a Inter e a Juventus, politicagem no Milan, crises no Palermo, na Fiorentina e no Bologna, revoltas no Cagliari e no Napoli, o cabo-de-guerra entre clubes e jogadores que adiou o início de campeonato… O “presidencialismo” está em alta.


Famiglia Corleone (Wikia)

Zamparini, Berlusconi, Agnelli e Accornero, digam "xis"!

Para elencar as 20 equipes que disputarão a próxima Serie A, que começa nesta sexta-feira, o Tripletta apresentará a você os presidentes de todos os clubes do Italianão. E não é só isso: para efeito comparativo, os manda-chuvas serão transportados ao universo mafioso d’O Poderoso Chefão, obra-prima de Mario Puzo que virou trilogia na brilhante adaptação de Francis Ford Coppola na telona. Deixe a arma, pegue o cannoli e…

Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Serie A | 00:01

Boletim do mercado de verão

Compartilhe: Twitter

A janela de transferências na Itália se fechou nesta quarta-feira. Eu poderia escrever um texto enorme para abrir este post, mas você pularia direto para as notas de cada clube, certo? Então não vamos perder tempo:

Alberto Aquilani

Milan será quarto time de Aquilani nos últimos quatro anos

Milan, nota 8,5: a melhor equipe da Itália ainda não está no nível do Barcelona ou do Manchester United, mas não tem rivais no país. Quatro dos contratados vêm (no papel) para a reserva. Um luxo e tanto ter Mexès, Aquilani e Nocerino no banco, não? Taiwo pode melhorar a lateral esquerda e El Sharaawy tem tudo para surpreender. Faltou, no máximo, um lateral direito.

Napoli, 8: a grande ação no mercado foi manter Hamsík, Lavezzi e Cavani. O resto é lucro. Inler e Britos elevarão o nível no meio-campo e na zaga, respectivamente. Pandev, Santana e Dzemaili serão opções de luxo para o banco. Fideleff, Fernández e Chávez poderão demonstrar ao que vieram. Mas por que raios Trezeguet não foi contratado? Lucarelli e Mascara não são suficientes.

Lazio, 8: pouco barulho e muita ação. Faltava um goleador e chegaram Klose e Cissé, que juntos têm 455 gols na carreira. Faltava um goleiro, um volante reserva, um substituto para Lichtsteiner… Marchetti, Cana e Konko foram contratados. As saídas de Foggia, Floccari e Zárate tendem a ajudar na gestão do elenco, mas a torcida lamentou muito a saída do argentino.

Atalanta, 7,5: melhor mercado entre as equipes provincianas. O ataque, ponto fraco do time campeão da Serie B, ganhou Denis e Moralez – o argentino pode ser uma das ótimas surpresas do campeonato. A defesa terá o ótimo Lucchini e o meio-campo, que lamentará a perta de Barreto, poderá contar com Brighi e Cigarini, conquistas do último dia de transferências. Será fácil se salvar.

Juventus, 7,5: o elenco está consideravelmente mais forte e contratações como Pirlo, Vidal e Vucinic mostraram boas coisas na pré-temporada. As chagadas de Elia, Giaccherini e Lichtsteiner também animam. Existem ideias e um projeto, mas também muitas dificuldades. Amauri, Iaquinta, Pepe e Ziegler continuaram na equipe, contra a vontade de Conte. Ainda falta um zagueiro.

Cesena, 7: se no ano passado o Cesena já animou, imagine agora. O ataque recebeu os melhores reforços. Mutu ainda pode ser um jogador excepcional e Martínez e Éder terão a chance de se recuperar em um ambiente mais tranquilo. A permanência de Parolo é uma boa notícia para o meio-campo, que contará com Candreva. E Comotto dará segurança à lateral direita.

Zé Love

Giuseppe Amore, o novo artilheiro do Genoa. Ou não

Genoa, 7: pra variar, mais de um time titular foi contratado. Mesmo assim, não há um centroavante decente para a torcida que sonhou com Gilardino e acordou com Caracciolo – desconsideremos Zé Eduardo. Mas o problema é só esse. As chegadas de Frey e Bovo devem dar um jeito na defesa que andou se perdendo. O meio-campo ficará fortíssimo com Birsa, Seymour e Constant.

Inter, 6,5: Forlán e Zárate são ótimos jogadores, mas não substituirão Eto’o. Principalmente se este insano 3-4-3 for mantido. O meio-campo idoso ganhou Poli, mas talvez seja pouco. Álvarez e Castaignos são mistérios a serem descobertos. Tassi (16 anos) é uma ótima aposta para o futuro. Mas, neste mercado, a Inter deu um passo para trás.

Roma, 6,5: um mercado atípico, com quatro contrações em 12 horas. Em relação à temporada passada, são 14 caras novas e 11 saídas. A revolução foi feita, agora é descobrir como Gago, Pjanic, Borini, Lamela, Bojan e Osvaldo se encaixarão do meio para a frente. A nota é menor por causa do péssimo mercado de saídas. Vucinic se foi barato demais e Borriello, Okaka e Simplício, inacreditavelmente, continuam no elenco. E o reserva de José Ángel tende a ser Taddei.

Bologna, 6,5: difícil dizer o que esperar de uma defesa que perdeu Britos e terá de contar com Antonsson, que estreará em uma grande liga aos 30 anos. Mas o ataque desequilibra. Ramírez e Di Vaio continuam, agora com companhia nova de Acquafresca, Diamanti, Kone e Vantaggiato. A saída de Della Rocca deixou um gosto amargo na boca do torcedor.

Catania, 6: o mais importante foi conseguir segurar o milagroso diretor esportivo Pietro Lo Monaco, que até tinha dito que sairia. Legrottaglie é um bom reforço para a zaga, ainda que não substitua Silvestre. O retorno de Bergessio é ótimo para o ataque, que terá que descobrir em que condições chega Suazo. O jovem Keko pode surpreender.

Chievo, 6: ano após ano, o Chievo se mantém na Serie A com a mesma base. Desta vez, quase tudo mudou. Várias promessas (Paloschi, Dramé, Bradley, Grandolfo) terão de aparecer para garantir que a fuga do rebaixamento não seja complicada. A defesa será o ponto de força, já que Sardo e Sorrentino ficam e a chegada de Acerti é animadora.

Massimo Oddo

É, Oddo, a situação ficou complicada. Pronto para voltar para a segundona?

Lecce, 6: as novidades animam, a carteira de identidade, não. Di Francesco, treinador estreante na Serie A, recebeu os jovens Pasquato, Giandonato, Strasser, Cuadrado e Muriel. Para balancear, o veterano lateral direito Oddo foi a grande contratação do último dia de mercado e o zagueiro Carrozzieri tentará se recuperar. O goleiro Julio Sergio conseguiu um time para ser titular.

Parma, 5,5: a permanência de Giovinco animará uma cidade que vai se reacostumando à Serie A. Pellè e Floccari terão a chance para a consagração, no ataque, enquanto Valdés volta de Portugal como ótima aposta para o meio-campo. Difícil é entender como o clube se privou tão facilmente do promissor Borini, que durou pouco mais de um mês antes de ser negociado com a Roma.

Udinese, 5,5: Sánchez, Inler e Zapata renderam 60 milhões de euros, mas o dinheiro não foi reinvestido e o elenco, novamente, foi rechado de jovens. Vai funcionar de novo, com o time na disputa da Liga Europa? A nova promessa é Torje, “o Messi romeno”. A defesa ganhou os brasileiros Neuton e Danilo, que podem dar bons frutos. O “fantasista” Fabbrini é uma ótima aposta.

Novara, 5,5: o elenco parece um combinado de jogadores em busca de revanche pessoal. Muito mudou desde a boa equipe que subiu de divisão, o que pode ser preocupante. Bertani e González são perdas irreparáveis para o ataque, pois Granoche, Morimoto e Meggiorini não dão segurança. A defesa ganhou em experiência, com Paci e Dellafiore. Mas o meio-campo ainda é fraco.

Siena, 5: muitas apostas, poucas certezas. Na pré-temporada, D’Agostino mostrou que será o craque solitário do time. Terá a ajuda de Mannini. O jovem goleiro Brkic, recém-chegado, é rodeado de dúvidas. A defesa terá de apostar Angella, Milanovic, Contini e Belmonte – experiência não faria mal. No ataque, a torcida torce para que González e Destro bastem para fazer par com Calaiò.

Massimo Cellino

Dig din dig din dig din: Cellino

Cagliari, 5: o caos na Sardenha não tem hora para acabar, graças ao presidente Cellino. A demissão de Donadoni jogou fora o projeto anterior e traz incógnitas. Como Biondini será aproveitado, afinal? Ekdal, Ibarbo e El Kabir conseguirão vingar, com tanta pressão? Thiago Ribeiro é isso tudo? Alguém conseguirá substituir Lazzari? A caixa de comentários tá aí, fique à vontade.

Fiorentina, 4,5: por fim, Montolivo, Gilardino, Vargas e Cerci não saíram. Péssima notícia. A geração-Prandelli se encerrou há tempos, mas falta a pá de cal. Contratações como as de Munari, Santiago Silva e Rômulo não são exatamente o que a torcida esperava para um grande salto de qualidade. Lazzarri e Nastasic podem ser boas surpresas. Cassani é a única certeza.

Palermo, 3: o presidente Zamparini havia prometido uma equipe que lutasse pelas primeiras colocações. Mas os 43 milhões que Pastore rendeu devem estar bem guardados. Bovo, Cassani, Nocerino e Sirigu também se foram, assim como o treinador, Pioli. Serão substituídos por Cetto, Aguirregaray, Mantovani, Tzorvas, Zahavi, Álvarez. Dos recém-chegados, só Silvestre, Della Rocca e Barreto se salvam. Tudo mudou.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de julho de 2011 Fiorentina, Siena | 17:25

Ah, o amor

Compartilhe: Twitter
PARMA, ITALY - FEBRUARY 06:  Gaetano D'Agostino of ACF Fiorentina celebrates scoring the first goal during the Serie A match between Parma FC and ACF Fiorentina at Stadio Ennio Tardini on February 6, 2011 in Parma, Italy.

20 jogos, 5 gols marcados e um amor para recordar

Nesta semana, foi realizado o sorteio que definiu o calendário da Serie A 2011-12. O campeonato começará em 27 de agosto, com o dérbi toscano entre Siena e Fiorentina. A partida marcará o primeiro grande reencontro da temporada: Gaetano D’Agostino e sua Fiorentina.

D’Agostino é um cara pegajoso. Nasceu na Sicília e foi revelado pela Roma, mas não perde a chance de mostrar todo o amor que tem pela Fiorentina. Um amor não correspondido, coitado. Ele estava por lá em co-propriedade com a Udinese. Ficou só um ano. Quando viu que o negócio estava salgando, começou a tornar público seu sentimento. De nada adiantou: a Fiorentina ofereceu ínfimos 50 mil euros para contratá-lo de vez e ele teve de voltar à Udinese, que o repassou ao Siena.

Desde que saiu da Fiorentina, a paixão de D’Agostino virou piada. Foram dezenas de entrevistas nas quais ele dizia que estava saindo de Florença, mas deixaria ali seu coração. Quando foi contratado pelo Siena, comemorou: bastaria 1h de carro e voltaria a Florença. Abstraiu a rivalidade toscana e só tinha olhos para o ex-clube. Depois do sorteio, que o colocará contra seu amor platônico, é claro que D’Ago falou à imprensa. Entre outras coisas, que continua a amar a cidade, que foi vendido rápido demais e que não vai comemorar se marcar gols.

Em resumo: um corno de respeito, hein, Reginaldo?

Para ver os jogos da 1ª rodada, com horários de Brasília, siga aí: Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 2 de maio de 2011 Roma, Serie A | 08:48

O verdadeiro herói

Compartilhe: Twitter
Aleandro Rosi (Foto: Getty Images)

E não é que um dos jogadores mais supérfluos da Roma pode ter marcado um gol decisivo na luta pela Liga dos Campeões?

Até a morte de Osama Bin Laden, Totti era a notícia de domingo.  Na vitória da Roma por 3 a 2 sobre o já rebaixado Bari, o capitão rubro-amarelo marcou dois gols e superou Baggio na lista dos maiores artilheiros da história da Serie A. Com 206 na conta, Totti está atrás apenas de Meazza, Altafini, Nordahl e Pioli. Um feito e tanto.

Mas acontece que Gillet, ótimo goleiro do Bari, defendeu o pênalti que seria o terceiro gol de Totti e consagraria a virada da Roma, que ainda persegue a classificação para a Liga dos Campeões. Se o jogo terminasse empatado, é possível que as glórias para o camisa 10 seriam mais comedidas. Mas a Roma venceu.

A partida não poderia ter sido mais intensa: foram três pênaltis marcados, três bolas na trave, três expulsões e cinco gols. O último deles, marcado pela pessoa mais inesperada, do jeito mais inesperado. Aos 42 minutos do segundo tempo, Montella colocou Rosi em campo com um pedido: “Entre e faça o gol”. De barriga, ele cumpriu a demanda já no quinto minuto de acréscimo.

Foi Aleandro Rosi o verdadeiro herói da rodada. O herói mais imprevisto que se possa imaginar. Descoberto pela Lazio, ele chegou à Roma aos 12 anos. Tinha sérios problemas de adaptação no lado celeste da capital porque cantava músicas romanistas no vestiário. No time do coração, chegou aos profissionais, mas não convenceu e acabou emprestado nos três últimos anos. Em julho passado, acabou ficando para a temporada. E foi ficando, ficando.

Rosi não marcava pela Roma desde maio de 2007, quando fez o gol da vitória contra o Messina. Para o garoto estabanado, mas esforçado, é um belo prêmio pelo esforço.

Coincidência, parte 1
O último gol de Rosi havia sido justamente contra o Bari, em abril de 2010, quando ele ainda jogava pelo Siena. O Bari abriu o placar e o Siena conseguiu virar no finalzinho. A partida também ficou 3 a 2 e foi de Rosi o último gol. Decisivo.

Coincidência, parte 2
Foi a 45ª doppietta (o ato de marcar dois gols em um só jogo) de Totti na carreira. A primeira veio em novembro de 1997, também contra o Bari, também no estádio San Nicola. O primeiro gol também foi de falta. E a Roma também jogou de preto com detalhes alaranjados. Ufa.

Sem cabeça
Com o cartão vermelho recebido por acertar uma cotovelada em Bentivoglio, De Rossi chegou a dez expulsões na carreira, a nona com a camisa da Roma. Nestes nove jogos, foram cinco derrotas, dois empates e duas vitórias. Essencial.

Estatosca
Desde outubro de 1998, contra a Fiorentina, a Roma não ganhava um jogo de virada após ter dois jogadores expulsos. Naquela partida, Candela e Di Biagio foram para o chuveiro mais cedo. Batistuta abriu o placar, Totti e Alenichev viraram. Emocionante.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 22 de abril de 2011 Extracampo, Siena | 08:35

Estádio no fundo do poço

Compartilhe: Twitter

Líder da Serie B e a uma vitória em cinco jogos de confirmar o retorno à primeira divisão, o Siena tem uma ideia inovadora. A equipe toscana contratou um escritório de arquitetura, que projetou um estádio semi-subterrâneo para que o time deixe o Artemio Franchi, estádio da prefeitura que não é reformado há bons anos.

O plano do grupo responsável pelo design se baseia nos antigos teatros gregos de arena e ganhou até prêmio internacional pela inovação. O estádio deve ter 20 mil lugares (caberia nele mais de um terço da população da cidade) e teto retrátil. Isso tudo se conseguir se livrar de um “pequeno” problema: o Siena não tem grana para o projeto e ainda não conseguiu parceiros para a empreita.

O projeto está orçado em 68 milhões de euros, algo em torno de 155 milhões de reais. Ou seja, seria possível construir sete estádios subterrâneos em Siena com o 1,1 bilhão previsto para a reforma do Maracanã. Sorte a nossa que não resolveram escavar nada por aqui. As projeções:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última