Sacchi | Futebol Italiano

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de março de 2011 Extracampo, Seleção italiana | 05:10

Lugar de jovem é na segundona

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Macheda (Foto: Getty Images)

Macheda é o principal nome da atual sub-21 italiana. Dá para imaginá-lo "rebaixado" à Serie B?

Preocupado com a falta de espaço para jovens jogadores, eis que Cesare Prandelli, treinador da seleção italiana, foi acometido por uma ideia inovadora. Já que não se pode obrigar os times a colocarem atletas sub-21 em campo, por que não botar a própria seleção sub-21 na disputa da Serie B? Pois o plano foi levado em frente por Albertini e Sacchi, homens fortes na federação, e será proposta ao conselho.

A proposta é baseada na realidade de Espanha e Alemanha, lugares em que times reservas disputam campeonatos inferiores – o Barcelona B, por exemplo, está na quarta posição e tem o melhor ataque da segunda divisão. Assim, as equipes põe os jovens em contato com o futebol profissional. Para não sair da Catalunha, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta e Pedro jogaram três anos no time B blaugrana antes do “salto de qualidade”. Como o estatuto italiano não prevê a existência deste tipo de equipe, a solução encontrada por Prandelli é colocar a própria seleção em campo.

Seria formado um elenco de 25 a 30 jovens de 19 a 21 anos, emprestados gratuitamente por clubes da Serie A que topassem a ideia. Ao menos num primeiro momento, porém, o plano parece completamente impraticável. Em que estádio os azzurrini jogariam? Poderiam ser chamados de volta pelos clubes? As convocações respeitariam as janelas de mercado? As partidas seriam levadas a sério, já que a seleção não poderia subir ou cair de divisão? Os clubes da Serie B aceitariam mais duas datas em um calendário inchado? Muitas dúvidas.

Talvez fosse o caso de investir dinheiro e discussão em planos mais concretos. Em breve deve ser anunciada a queda da idade limite no Campeonato Primavera (o Brasileiro Sub-20 de lá, digamos), que hoje é de 21 anos. Com isso, os clubes serão forçados a subir jogadores mais cedo para o elenco profissional, nem que seja para emprestá-los a equipes mais modestas. O ato pode ser um bom primeiro passo. Mas de quantos primeiros passos o futebol italiano tem vivido?

Itália 150
Só para não passar batido, nesta quinta-feira (17/03) a Itália completa 150 anos de unificação. O país todo está envolvido na comemoração, mas tem torcedor que chia: a Sky de lá passou o início da semana anunciando que “a Itália torce pela Inter” na Liga dos Campeões. Forçado.

O dia virou com muita festa pelo país, numa Itália que vive aquela que talvez seja sua maior crise política neste século e meio, para não falar da economia estagnada e do enfraquecimento de alguns dos principais pilares da sociedade local: família e religião. A festa é bonita, mas a oportunidade de discussão não pode passar batida. O site 150 Propostas para a Itália está reunindo as melhores ideias em vários planos, que vão da música ao combate à máfia. Vale dar uma olhada.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,