Robinho | Futebol Italiano

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Internazionale, Juventus, Milan, Serie A | 12:02

Pato e Robinho entre os dez maiores salários da Itália

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Alexandre Pato, atacante do Milan (Foto: AP)

Alexandre Pato, atacante do Milan (Foto: AP)

A Gazzetta dello Sport divulgou nesta terça-feira a folha salarial dos clubes da primeira divisão do Campeonato Italiano para a temporada 2012/13. Dois atacantes brasileiros constam entre os dez atletas com os maiores salários do país: Robinho e Pato, ambos do Milan, que faturam 4 milhões de euros (cerca de R$ 10,4 milhões) por ano cada um. A lista é encabeçada Buffon (Juventus), De Rossi (Roma) e Sneijder (Inter de Milão).

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O Milan, aliás, é o clube que mais gasta com salários de jogadores na Itália. A folha de pagamento é de 120 milhões de euros (R$ 311,2 milhões) anuais e seria ainda maior se o clube ainda contasse com Thiago Silva e Ibrahimovic, ambos vendidos para o PSG justamente para ajustar as finanças.

A Inter de Milão também trabalhou para reduzir custos nesta temporada. Basta lembrar que quatro dos jogadores mais caros do elenco – Júlio César, Lúcio, Maicon e Forlán – foram negociados na última janela de transferências. O resultado disso é uma folha de pagamentos mais enxuta, com 100 milhões de euros (R$ 259,3 milhões) a serem pagos aos seus jogadores ao longo dos próximos 12 meses.

Veja abaixo os dez maiores salários da Itália e confira quanto cada clube da Serie A irá gastar:

  • -Buffon (Juventus), De Rossi (Roma) e Sneijder (Inter de Milão)  - 6 milhões de euros (cerca de R$ 15,5 milhões)
    -Totti (Roma) – 5 milhões (R$ 13 milhões)
    -Cavani (Napoli) e Milito (Inter de Milão) – 4,5 milhões (R$ 11,7 milhões)
    -Cambiasso (Inter), Mexes (Milan), Pato (Milan) and Robinho(Milan) – 4 milhões de euros (R$ 10,4 milhões)
  • Milan – 120 milhões de euros (cerca de R$ 311,2 milhões)
    Juventus – 115 milhões de euros (R$ 298,2 milhões)
    Inter de Milão – 100 milhões de euros (R$ 259,3 milhões)
    Roma – 95 milhões de euros (R$ 246,4 milhões)
    Lazio – 66,2 milhões de euros (R$ 171,7 milhões)
    Napoli – 53,2 milhões de euros (R$ 138 milhões)
    Fiorentina – 38,8 milhões de euros (R$ 100,6 milhões)
    Sampdoria – 29,8 milhões de euros (R$ 77,3 milhões)
    Genoa – 28,9 milhões de euros (R$ 75 milhões)
    Bologna – 28,4 milhões de euros (R$ 73,5 milhões)
    Atalanta – 23,7 milhões de euros (R$ 61,5 milhões)
    Palermo – 23,4 milhões de euros (R$ 60,7 milhões)
    Torino – 22 milhões de euros (R$ 57 milhões)
    Udinese e Parma – 21,2 milhões de euros (R$ 55 milhões)
    Siena – 18,9 milhões de euros (R$ 49 milhões)
    Catania – 18 milhões de euros (R$ 46,7 milhões)
    Cagliari e Chievo – 15,9 milhões de euros (R$ 41,2 milhões)
    Pescara – 10,8m milhões de euros (R$ 28 milhões)
Autor: Luís Araújo Tags: , , ,

domingo, 15 de janeiro de 2012 Internazionale, Milan, Serie A | 21:53

Ele não aprende

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Massimiliano Allegri (Getty Images)

Pode pensar um pouco mais antes de agir, Allegri

Antes de perder o clássico deste fim de semana para a Inter, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, tinha três vitórias em três dérbis de Milão. Mas ele não é invencível, como ficou bem provado na noite deste domingo (15/1).

Allegri insistiu em erros simplórios e pagou por isso. O Milan teve 67% de posse de bola, índice que se mostrou inútil para que o melhor ataque da competição conseguisse marcar pelo menos um golzinho.

É básico: não adianta, simplesmente, ter a bola. Há que fazer com que ela se torne jogada de gol. O Milan de Allegri, que tão bem costuma fazer isso, teve uma noite atípica, sem poder contar com Boateng e Robinho. E por quê? Porque o treinador não quis contar com a dupla. Pagou com a liderança da Serie A.

Sim, eles estiveram em campo. Boateng jogou os 90 minutos e se tornou um dos poucos a se salvar no naufrágio do Milan. Mas por que não atuou na posição em que está acostumado a render tão bem? Meio-campista à direita no 4-3-1-2 rubro-negro, o ganês não teve a liberdade que costuma contar e, mais longe do gol, teve seu dinamismo desperdiçado. Pior ainda é a insistência em escalar Emanuelson como armador, algo que o holandês já provou dezenas de vezes que não consegue fazer.

Robinho, que jogou por pouco menos de meia hora, fez quase nada enquanto esteve em campo. E olha que foi melhor que Alexandre Pato, surpreendentemente escolhido entre os onze iniciais, e que falhou absurdamente duas vezes na partida. Sem o essencial Robinho desde o começo e com Boateng recuado, o jogo do Milan se perdeu, o Milan perdeu e Allegri terá de se explicar.

E a Inter, moço do Tripletta?

Só o gol do argentino Milito não seria suficiente. Os brasileiros foram decisivos na sexta vitória consecutiva da Inter no campeonato. Mas isso será assunto para a coluna de futebol italiano da Trivela, que passo a assinar nesta terça-feira. Nos vemos por lá também, ok?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de dezembro de 2011 Milan, Serie A | 20:37

O fator Robinho

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Robinho e Cossu (Getty Images)

O Milan não foi muito superior ao Cagliari, na última partida dos times em 2011. Mesmo assim, venceu. O placar de 2 x 0 recolocou o time de Milão na liderança e botou pressão para cima da Juventus, que terá de bater a Udinese para manter o domínio na temporada.

Que Ibrahimovic foi o melhor em campo, não resta dúvida. De quebra, o sueco chegou a 105 gols em 200 jogos da Serie A, média melhor do que a dos lendários Piola e Altafini.

Mas o que me chama atenção é o “fator Robinho”. Na Sardenha, o brasileiro voltou a perder um gol absurdo. Apesar disso, é notável como o desempenho do Milan melhora quando o camisa 70 joga. Esqueça os preconceitos: agora coadjuvante, o Robinho “italiano” é um jogador decisivo, dedicado, solidário e vive sua melhor fase europeia. Com as duas assistências contra o Cagliari, são seis em doze partidas.

Nos nove jogos em que Robinho foi titular no campeonato, o Milan venceu oito e empatou um. Nas sete partidas restantes, foram duas derrotas, três empates e só duas vitórias. Não é preciso ser um gênio da matemática para decifrar esses números.

Robinho e Ibrahimovic terminaram 2011 como a melhor dupla de um ótimo ano milanista. Os dois se entendem bem e o atacante de São Vicente não se arrisca a invadir o território do sueco – defeito que Alexandre Pato ainda não deve ter percebido que possui. Pelo contrário, o ex-santista é boa opção pelos lados e ofereceu metade de suas assistências na temporada ao camisa 11.

E Ibra tem retribuído: os dois gols de Robinho na atual Serie A vieram em passes do sueco. Antes do campeonato, apostei que o Milan renovaria o scudetto. Com esta dupla em ação, reforço meu palpite.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Serie A | 00:20

Podcast: O velho ou o novo?

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O Milan (campeão da última Serie A) e a Inter (da Coppa Italia) decidirão a Supercoppa no próximo sábado (6). Além da rivalidade, será uma boa disputa para ver quem prevalece: um Milan que manteve a base da temporada passada ou uma Inter totalmente reformulada?

Nelson Oliveira, do QuattroTratti, está comigo novamente. É só dar o play:

O jogo será às 9h de Brasília, com transmissão da ESPN Brasil e da Rai. Prováveis formações:

Milan (4-3-1-2): Abbiati; Abate, Nesta, Thiago Silva, Zambrotta (Antonini); Gattuso, van Bommel, Seedorf; Boateng; Ibrahimovic, Pato.
Inter (3-4-3): Júlio César; Ranocchia, Samuel, Chivu; Santon, Thiago Motta (Stankovic), Sneijder, Zanetti; Pandev (Álvarez), Pazzini, Eto’o.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011 Serie A | 08:40

Contagem progressiva: Contratações nota dez

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Edinson Cavani (AP Photo)

Voe, Cavani: uruguaio do Napoli foi o melhor negócio de 2010

E o review da temporada vai chegando ao fim, aqui no Tripletta. Em nossa segunda semana, chegamos ao número dez: as contratações do ano. Muita gente boa, e muita gente boa que ficou de fora por falta de espaço.

A lista começa com Mark van Bommel, holandês contratado em janeiro porque Allegri queria um cão-de-guarda na frente da zaga do Milan. Ele chegou contestado e foi expulso logo na estreia, mas virou ídolo da torcida e peça fundamental para o scudetto. Depois, temos Sebastian Giovinco, que finalmente se livrou da pecha de eterna promessa ao se tornar protagonista de um Parma que, se mantiver as peças, poderá sonhar um pouco mais na próxima temporada.

Josip Ilicic, já escolhido uma das revelações do campeonato, é o mais jovem dos eleitos. Em seguida, que tal Giampaolo Pazzini? Em uma Inter com Milito em baixa, o Pazzo conseguiu uma estreia retumbante, tornou-se xodó da torcida e ainda conseguiu marcar 11 gols em um semestre, número essencial para que o sonho do scudetto continuasse em alta por um bom tempo.

Os brasileiros também estiveram em alta, com destaque para Robinho e Hernanes. O atacante chegou sob desconfiança e se tornou um dos pilares do Milan: soube aproveitar as boas oportunidades e não se importou em ser um ótimo coadjuvante, quando necessário. O meia teve início arrasador e caiu de produção no segundo turno, mas foi o que moveu uma Lazio que finalmente pôde dar seu salto de qualidade.

Na rabeira da classificação, o grande contratado foi o chileno Luis Jiménez. Mesmo jogando fora de posição em uma pá de partidas – e reclamando em público do treinador -, ele terminou a temporada como artilheiro do Cesena e mostrou que tem bola para voltar a um time de alto escalão. De volta ao topo, dois milanistas também merecem destaque: Zlatan Ibrahimovic foi essencial para que o time pegasse no tranco, no início do ano, e manteve a escrita ao vencer o oitavo título nacional consecutivo; Kevin-Prince Boateng deixou de ser um volante dispensável para se tornar o trequartista titular atrás de um ataque estrelado.

Bom mesmo é Edinson Cavani, a melhor contratação da temporada. A torcida do Napoli chiou pela perda do napolitano Quagliarella, mas ganhou um atacante ainda mais prolífico. Além de 26 gols e nove assistências na Serie A, ainda assinalou outros sete gols e duas assistências na Liga Europa. No trio de ouro que empurrou o Napoli à terceira posição, Cavani foi o cara. Ou você discorda?

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Serie A | 13:53

Contagem progressiva: Quatro gols “do professor”

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Pazzini e Leonardo (Reuters)

Valeu aí, Pazzo: com estilo, ele salvou o pescoço de Leonardo

A tal “vitória com dedo do treinador” tem virado lugar-comum, mas às vezes é um título merecido, especialmente quando ele bota algum reserva para marcar o gol da vitória – e tem atacante que, nessa temporada, só marcou gol quando saiu do banco. É o caso de Boselli, Paloschi, Paponi, Chevantón e Malonga. Mas Pazzini, Vucinic e Robinho é que surpreendem: cada um deles fez quatro gols após sair do banco. Essenciais para seus times.

Nesta estatística de pancareti, “gols que saem do banco”, a melhor média é de Pazzini. Ele chegou à Inter em janeiro e estreou com tudo: a Inter perdia por 2 a 0 para o Palermo, Pazzini entrou no intervalo, marcou dois gols e sofreu o pênalti para que Eto’o virasse a partida. Algumas rodadas mais tarde, contra o Cesena, outro show solo. A Inter perdia por 1 a 0, o Pazzo entrou no segundo tempo e marcou os gols da virada: um aos 46 minutos, outro aos 50. Dos artilheiros que saíram do banco, ninguém é melhor que ele: quatro gols em apenas quatro jogos como opção de banco. No vídeo, relembre os gols contra o Palermo:

Vucinic chegou perto: foram quatro gols em cinco partidas. O primeiro deles, de alta importância. A Roma empatava sem gols com a Inter, no Estádio Olímpico, quando o montenegrino entrou em ação. Ele entrou no lugar de Totti e marcou o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo (veja o vídeo abaixo). Vuvu também garantiu uma vitória difícil contra o Catania: o 2 a 2 durou até os 36 do segundo tempo. Logo na primeira vez em que ele pegou na bola, virou o jogo. Aos 49, fechou o placar em 4 a 2. O único gol inútil foi na derrota de 3 a 2, em casa, para o Palermo.

O outro artilheiro-bancário foi Robinho, acionado oito vezes no segundo tempo, autor de quatro gols nessas condições. Nenhum milagre, porém. Com gols no finalzinho, apenas confirmou as vitórias sobre o Chievo, na 7ª rodada, e contra o Palermo, na 11ª, ambas por 3 a 1. Nos 4 a 0 contra o Parma, precisou de apenas meia hora para marcar duas vezes. Mas o jogo já estava decidido.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 2: Montando o quebra-cabeça

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Cesena 0-2 Milan

Cesena 0-2 Milan, na 2ª rodada

Na Itália, não são poucos os que dizem que foi Massimiliano Allegri o maior personagem do título do Milan. Não é um pecado dizer isso. O jovem ex-treinador do Cagliari foi buscado pelo administrador-delegado milanista, Adriano Galliani, e recebeu total confiança. Forte no vestiário e fora dele, conseguiu até convencer Galliani de que precisava de reforços importantes em janeiro, mesmo com o Milan na liderança da Serie A.

Allegri teve liberdade e soube aproveitá-la. Mesmo pressionado pela imprensa a escalar Ibrahimovic, Pato, Robinho e Ronaldinho juntos, não sucumbiu – e olha que a Gazzetta dello Sport fez até simulações táticas, mostrando como eles se encaixariam. No decorrer do campeonato, driblou as lesões de Inzaghi, Ambrosini e Pirlo, deu confiança a Abate, Zambrotta e Abbiati, reinventou Boateng e Robinho e mandou Seedorf para o banco quando achou necessário.

A engenharia de Allegri foi essencial para segurar um time com diversos problemas físicos – todos os atletas do elenco ficaram ao menos uma rodada no departamento médico. Dos jogadores de linha, quem mais jogou foi Thiago Silva: 31 partidas em 36 possíveis. Com isso, 35 atletas foram usados em 36 rodadas, número bem acima do que a Internazionale pentacampeã costumava usar. No Milan dos ausentes, Allegri conseguiu montar um quebra-cabeça que poderia ter custado a dele próprio.

Milan 3-0 Brescia

Milan 3-0 Brescia, na 15ª rodada

Com o passar das rodadas, o Milan se tornou um time consistente e ganhou bastante em solidez, mesmo com mudanças constantes e 36 escalações diferentes durante o torneio. Talvez tenha sido o primeiro campeão da história italiana que não perdeu qualquer jogo de virada – nem sequer venceu partida alguma assim.

A chegada de Ibrahimovic foi um marco na campanha rubro-negra. O sueco foi contratado no fim de agosto e estreou contra o Cesena (veja o primeiro campinho tático, à direita). Ibra perdeu um pênalti e bateu-se com Pato, buscando os mesmos espaços do brasileiro. Tudo isso por conta do ataque isolado. Culpa de um meio-campo inócuo que era, no máximo, guiado por lançamentos de Pirlo. Isolado na ponta-esquerda, Ronaldinho não conseguiu decidir, ficou nervoso e acertou uma cotovelada em Pellegrino. Mas o caos foi mesmo na defesa, onde Sokratis, mal protegido por Bonera, falhou nos dois gols do Cesena.

Não demorou para que Allegri derrubasse o 4-3-3, o transformando em 4-3-1-2. O elo entre meio-campo e ataque foi dúvida por muito tempo. Na 15ª rodada (veja o segundo campinho), no início de dezembro, foi possível notar a primeira guinada tática do Milan. Allegri barrou Seedorf, em má fase, e inventou Boateng de trequartista. O ganês vinha jogando mais recuado e estreou na nova posição marcando gol. Recuperou bolas, distribuiu o jogo rapidamente e esbanjou caráter. Virou xodó, claro.

Milan 4-0 Parma

Milan 4-0 Parma, na 25ª rodada

Foi mais ou menos nesta época que Robinho começou a evoluir. Com um papel menos incisivo que o tradicional, o camisa 70 foi instruído a procurar mais jogos pelas laterais, onde encontraria mais espaços, e aprimorou seus cortes diagonais, praticamente impossíveis de serem marcados. Para não falar da consciência tática aprimorada: Robinho ajuda na marcação, se desdobra como garçom e ainda conseguiu colocar doze golzinhos na conta.

Na defesa, já era possível observar um Abate em evolução, bem acima do que mostrou no ano passado e com o trauma da expulsão no primeiro dérbi contra a Inter já superado. Com Gattuso em boa fase e a zaga segura sob o comando de Nesta e Thiago Silva, a tarefa do lateral-direito ficou mais fácil.

O Milan da perfeição defensiva foi encontrado na 25ª rodada, na goleada contra o Parma, com a ajuda de van Bommel (veja o terceiro campinho). Desde então, foram quatro gols sofridos em doze jogos. O holandês deixou o time mais seguro e atendeu à expectativa de Allegri em ter um verdadeiro cão de guarda à frente de sua defesa. Ele já havia testado Ambrosini por ali, antes de o capitão se lesionar, mas os resultados não haviam sido tão satisfatórios. Com van Bommel, Pirlo acabou no banco. Se o italiano ficou satisfeito, é outra história.

Milan 3-0 Inter

Milan 3-0 Inter, na 31ª rodada

Por toda a campanha, a defesa só aparentava ter um calcanhar de Aquiles, na lateral-esquerda. Fraco no apoio, Antonini parece não ter evoluído nos últimos meses e, lá atrás, cometeu várias falhas bobas. Não demorou a ser sacado. Allegri testou Jankulovski, mas escolheu o veterano Zambrotta, que retomou a titularidade no dérbi contra a Inter, na 31ª rodada (veja no quarto campinho). Mesmo depois de tanto tempo parado e uma cirurgia no joelho, o campeão mundial anulou Maicon com sobras, o que lhe deu garantias até o fim da temporada.

De resto, foram poucas alterações estruturais, que não mudaram a cara deste quebra-cabeça milanista. Seedorf também deu a volta por cima e reassumiu seu posto de titular no meio-campo, mostrando que não encerrou a carreira. No ataque, Allegri se virou para escolher a dupla ideal. Robinho parece ter uma vaga cativa de titular, o que deixaria a outra para Pato ou Ibrahimovic. Mas para que fazer uma escolha tão difícil numa hora dessas, não é mesmo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 1: Brasileiro como sempre

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Thiago Silva (Getty Images)

Thiago Silva, o herdeiro predileto de Maldini

Dos 18 títulos italianos do Milan, seis foram conquistados com brasileiros em campo. Em 1959, José Altafini abriu a porteira e também venceu três anos depois, este na companhia de Dino Sani. Em 1968, foi a vez de Sormani ser campeão. Depois, o rubro-negro e o verde-e-amarelo só voltaram a se unir em 1999, quando André Cruz e Leonardo levaram o scudetto.

Agora, são 13 jogadores brasileiros que venceram a Serie A com o Milan: Thiago Silva, Alexandre Pato, Robinho e até Ronaldinho entraram na lista. Com exceção de André Cruz e do atual camisa 10 do Flamengo todos foram importantíssimos – jogaram ao menos metade dos jogos do Milan no torneio.

Berlusconi é um amante declarado dos jogadores daqui. Quando Lula visitou a Itália, em 2008, o primeiro-ministro fez com que os atletas brasileiros do Milan o visitassem na residência oficial. Demorou a concordar com a liberação de Ronaldinho, “o melhor jogador do mundo, não o trocaria por ninguém”. Depois do título deste fim de semana, prometeu contratar mais brasileiros, “campeões como Thiago Silva e Pato”.

Normal que o Milan “venha pescar no Brasil”, como dizem os jornalistas de lá. É muito mais fácil tirar um jogador dos times daqui. Juntos, Fluminense e Internacional ganharam 32 milhões de euros por Thiago Silva e Pato. Quase os 30,5 milhões que a Juventus pagou por Bonucci e Quagliarella, e menos que os 37,5 milhões da Internazionale por Ranocchia e Pazzini.

País de cultura latina, dá pra dizer que a Itália é o país mais similar ao Brasil, entre os grandes centros de futebol. Desde a culinária até o hábito da conversa alta, é normal que o jogador daqui tenha maior facilidade de adaptação por lá. No Milan, fica ainda mais fácil. Em entrevista ao iG, Thiago Silva disse que os brasileiros “são muito bem vistos entre jogadores, diretoria e a torcida”, por sempre terem feito parte da história do clube. Com esse clima, não é difícil sentir-se em casa e mostrar o melhor futebol.

Que o diga Robinho, brasileiro mais vitorioso nesta empreitada. Depois de sair pela porta dos fundos do Manchester City e fazer um início de 2010 turbinado no Santos, muitos diziam que o rei das pedaladas teria na Itália sua última oportunidade em um grande time europeu. Não foram poucos os detratores que diziam que era uma aposta destinada ao fracasso, mas ele os venceu. Desde que Allegri optou por apenas dois atacantes, Robinho ganhou espaço: jogou de centroavante, caiu pelos lados, fechou em diagonal e até fechou o losango do meio-campo, como armador.

Alexandre Pato e Robinho (AP Photo)

Pato e Robinho, surpresas mais que positivas

Agora experiente, Robinho parece ter aprendido bastante com Dorival Júnior antes de seguir para a Europa. Mais consistente do que era em seus bons tempos de Real Madrid, se tornou um jogador disponível, taticamente obediente e bastante versátil. Apesar de ter perdido caminhões de gols durante as rodadas, criou inúmeras jogadas de perigo e mostrou ótimo entrosamento tanto com Ibrahimovic quanto com Alexandre Pato.

Pato, aliás, foi o atacante fundamental. Sim, mais do que Ibrahimovic. Aos 21 anos, marcou o mesmo número de vezes que o sueco, sem cobrar pênaltis ou faltas. Acima de tudo, marcou nas partidas decisivas. Foi dele o primeiro gol do Milan no campeonato, na estreia contra o Lecce, e foi ele o melhor em campo nas goleadas por 3 a 0 sobre Napoli e Inter. Ele sofreu com lesões, realmente. Mas, na hora H, conseguiu deixar sua marca.

A onipresença atende pelo nome de Thiago Silva, melhor jogador do Milan na campanha do título. Ágil, leal, bom na marcação, no desarme e na antecipação, virou a referência da defesa e foi comparado a Maldini pelo próprio Maldini. Em 31 jogos disputados, cometeu 25 faltas e levou só um cartão amarelo. Ano passado, Thiago sofria quando Nesta não estava em campo. Desta vez, foi ele o farol de Alexandria da defesa. Com sobras, Thiago Silva foi o melhor desta torre de Babel que é o Milan com jogadores de 16 países diferentes.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

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