Publicidade

Posts com a Tag Ranocchia

terça-feira, 15 de novembro de 2011 Seleção italiana | 23:28

Acabou a invencibilidade

Compartilhe: Twitter

Cinco meses depois da última derrota, a seleção italiana percebeu que não é nada imbatível isso de jogar só pro gasto. No último amistoso do ano, no estádio Olímpico, perdeu para o Uruguai por 1 x 0. A onipresente Lilian Trigo se decepcionou com Prandelli e família, como não poderia deixar de ser:

Simone Pepe (Getty Images)

Pepe, o homem errado na hora mais errada ainda

“Um gol aos 4 minutos, cortesia do apagão de Ranocchia, Maggio e Chellini. Foi tudo que o Uruguai precisou pra demolir a seleção de açúcar de Prandelli. O jogo também não foi lá muito ‘amistoso’, com 30 faltas, uma expulsão e seis cartões amarelos. Quem sofreu mesmo foi a canela de Balotelli.

Eu e Balzaretti, certamente, não assistimos o mesmo jogo. Ele, no fim da partida, disse que a Itália merecia um empate. Eu achei que perder de 1 x 0 até foi um bom negócio. Numa noite apagada de Pirlo, Marchisio e De Rossi, ficou provado que, quando o meio de campo não está inspirado, a Itália não joga.

Prandelli segue apaixonado pelo 4-3-1-2, que só funciona quando o time adversário joga mais aberto e o meio de campo italiano pode tocar bola, mas não se acanhou em mudar o esquema, para 4-3-3, depois da entrada de Pepe. De boas intenções é acarpetado o piso do inferno e o treinador contribuiu hoje para a nova decoração do cafofo do Tinhoso.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: ‘O que Pepe faz na seleção?’. Não pode ser pelo futebol, porque ele nunca teve intimidade com a coisa. Não pode ser pelo que está fazendo na Juventus, já que ele passa mais tempo nas acolchoadas poltronas da reserva que no gramado do estádio novo. Pepe é um espinho na carne. A mesma pergunta serve para Montolivo, que até é esforçado, mas não tem criatividade, visão de jogo e está em péssima fase. É uma bigorna, o que destoa no afinadinho meio-campo de Prandelli.

Não dá para falar muita coisa de um time que chutou oito vezes ao gol, sem nunca ser realmente perigoso. A culpa não é de Osvaldo, que não comprometeu na estreia como titular, nem de Balotelli, que teve alguns lampejos de craque. A Itália de hoje não foi muito diferente da que jogou contra a Polônia. Só esqueceram de avisar que o Uruguai não é a Polônia. Squadra Azzurra, agora, só em 2012. Com um futebol e uma camisa mais bonitos que o de hoje.”

E Balotelli entrou em campo com a camisa antiga, viram? Na foto abaixo, o detalhe:

Balotelli

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Internazionale, Palermo, Serie A | 08:00

Morra de inveja, Adílson Batista

Compartilhe: Twitter

Um dos esportes favoritos de boa parte da torcida do São Paulo (e do Cruzeiro, do Corinthians, do Santos) é criticar o técnico Adílson Batista. “Professor Pardal” é a alcunha mais comum após improvisações difíceis de entender, como Denílson na zaga e João Filipe na lateral. Mas o Capitão América está longe de alcançar uma das referências na pardalice mundial: Gian Piero Gasperini.

Gian Piero Gasperini (Getty Images)

Sorria enquanto pode, Gasperini

O novo treinador da Inter não abre mão de seu pseudo-revolucionário 3-4-3. Teimoso, no Genoa morreu abraçado a ele. Agora, na Inter, arrisca não comer o panetone empregado. Moratti não costuma ser paciente com aqueles que têm uma concepção muito diferente da dele – e este é o caso de Gasperini, que insiste em seu esquema favorito e assim perdeu os dois jogos oficiais que disputou até aqui. Sem falar nas decepções em amistosos contra Galatasaray, Manchester City, Olympiacos e Chievo.

Na derrota de 4 a 3 para o Palermo, não faltaram invencionices. Um dos três zagueiros foi o capitão Zanetti, em detrimento ao selecionável Ranocchia, que ficou no banco apesar de ter sido o único atleta a atuar nos dez jogos da pré-temporada. O titular na lateral esquerda foi Nagatomo, que passou boa parte da pré-temporada lesionado e claramente sentiu o calor siciliano. Acabou substituído por Obi, que se deu bem melhor.

Sneijder ficou no banco e entrou com meia hora de jogo, no lugar de um Zárate totalmente perdido. No segundo tempo, “destaque” para a substituição de Cambiasso. Quando o argentino saiu, a Inter perdeu o meio-campo e não demorou a levar dois gols. No lugar dele, entrou Ricky Álvarez, que atuou centralizado e pelo menos 30 metros mais recuado do que está acostumado. Concepção de jogo não basta. Não importa se a Inter usa um 3-4-3, um 4-4-2 ou um 4-5-1, se falta concentração nos momentos decisivos e os erros de posicionamento se repetem a cada minuto. A lição que a viagem à Sicília ensina é que não dá pra fazer limonada usando laranjas.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

Compartilhe: Twitter

Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

Compartilhe: Twitter

AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Serie A | 12:00

Contagem progressiva: Os onze melhores da Serie A

Compartilhe: Twitter
Thiago Silva (AP Photo)

É nóis na fita, Thiago

Quatro jogadores da Udinese, três atletas do Milan e mais um representante de Inter, Napoli, Palermo e até Cesena: eis a seleção Tripletta do campeonato, comandada pelo treinador… da Udinese, claro. Guidolin merece, após emplacar seu quarteto com facilidade no nosso top 11 – e convenhamos que outros dois ou três poderiam ter pintado por aqui.

Christian Abbiati (Milan)
Goleiro, 33 anos, 35 jogos, 19 gols sofridos. Nem Dida foi um campeão tão low-profile quanto Abbiati, que finalmente conseguiu ser incontestável, após tanto tempo de idas e vindas. Regular durante todo o campeonato, fez partidaças que ajudaram a definir o título. Destaque para o último clássico contra a Inter e o duelo com a Fiorentina, em Florença, no qual fez sete defesas na vitória por 1 a 0 do Milan.

Mauricio Isla (Udinese)
Lateral-direito, 22 anos, 34 jogos, 2 gols, 7 assistências. Difícil escolher o melhor lateral-direito do campeonato. Isla levou, mas não seria absurdo escolher Abate, Maggio ou até Cassani. O jogador da Udinese, meio-campista de origem, se adaptou de vez a uma função mais defensiva e foi tão consistente que fica difícil acreditar que seja o mais jovem entre os 11 escolhidos.

Thiago Silva (Milan)
Zagueiro, 26 anos, 33 jogos, 1 gol, 1 assistência. Se já era bom no primeiro turno, Thiago Silva estraçalhou após a parada de inverno: jogou até de volante e segurou o nível lá em cima. Um dos melhores zagueiros do mundo, o brasileiro foi comparado a Baresi e merece, com honras, o posto de melhor jogador do campeonato. Quem diria que, há cinco anos, ele sofria de tuberculose…

Andrea Ranocchia (Genoa/Inter)
Zagueiro, 23 anos, 34 jogos, 3 gols, 1 assistência. O início de campeonato de Ranocchia foi espetacular, atuando como líder da complicada defesa do Genoa: ele, que já estava prometido à Inter, acabou indo a Milão ainda mais cedo, para substituir o lesionado Samuel. Cumpriu o papel muito bem e mostrou classe mesmo nos piores momentos do clube de Appiano Gentile.

Federico Balzaretti (Getty Images)

Depois de três anos de rosa, vez de vestir azul

Federico Balzaretti (Palermo)
Lateral-esquerdo, 29 anos, 33 jogos, 2 gols, 7 assistências. O show contra o Napoli, com direito a gol e assistência, foi a cereja no bolo da temporada do já experiente lateral, que encerra a temporada com espaço inquestionável na seleção italiana e na mira da tal “nova Roma norte-americana”.

Gennaro Gattuso (Milan)
Volante, 33 anos, 31 jogos, 2 gols, 2 assistências. Difícil achar alguém com espírito mais vitorioso do que Gattuso, que superou a fase terrível sob comando de Leonardo e voltou a ser protagonista. Essencial para cobrir as laterais do Milan, Ringhio evoluiu até tecnicamente e marcou um gol que ditou o rumo da temporada: contra a Juventus, o campeonato tornou-se rubro-negro.

Gökhan Inler (Udinese)
Meia, 26 anos, 35 jogos, 3 gols, 5 assistências. Mais recuado em relação à temporada passada, Inler evoluiu e se converteu em metrônomo da surpreendente Udinese. Poucos meias na Europa estão no nível do suíço em fundamentos como posicionamento e passe. Falta só uma boa temporada na Liga dos Campeões para se tornar referência mundial.

Marco Parolo (Cesena)
Meia, 26 anos, 37 jogos, 5 gols, 4 assistências. Grande revelação da temporada, o jovem nem tão jovem assim cresceu no momento das dificuldades e foi decisivo em vitórias contra a Lazio e a Juventus, fundamentais para que o Cesena se salvasse do rebaixamento. O segundo turno quase perfeito foi a garantia de que Parolo não ficará em Cesena para a próxima temporada.

Alexis Sánchez (Getty Images)

"El Niño Maravilla" Sánchez finalmente mostrou a que veio

Alexis Sánchez (Udinese)
Atacante, 22 anos, 31 jogos, 12 gols, 10 assistências. O que dizer dos quatro gols marcados contra o Palermo ou das duas assistências sobre o Cagliari, em jogos fora de casa? Nada mal para quem começou o campeonato patinando e mudou de posicionamento para se encontrar em campo. Sánchez acabou centralizado, subiu de rendimento e virou objeto de desejo dos gigantes europeus.

Edinson Cavani (Napoli)
Atacante, 24 anos, 35 jogos, 26 gols, 9 assistências. O esquema de notas da Gazzetta dello Sport é bem rígido. Os jornalistas de lá não costumam dar a nota 9 mais de cinco vezes por temporada, para se ter uma noção. Pois Cavani foi avaliado assim três vezes, em jogos complicados contra a Lazio, a Juventus e a Sampdoria. Em Gênova, fez chover: foram três gols e uma assistência no 4 a 0 final.

Antonio Di Natale (Udinese)
Atacante, 33 anos, 36 jogos, 28 gols, 6 assistências. Artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo, Di Natale chegou a uma média de 16,3 gols por temporada na Serie A. Bem mais que Totti, Del Piero e Inzaghi, por exemplo. Além disso, nos 13 jogos de invencibilidade da Udinese no torneio, o capitão marcou 15 vezes. Suficiente?

Francesco Guidolin (Udinese)
Treinador, 55 anos, 20 vitórias, 6 empates, 12 derrotas. Ele já havia treinado a Udinese, 12 anos antes, e terminado na sexta posição da Serie A. Desta vez, conseguiu um feito ainda maior ao recolocar o time friulano na Liga dos Campeões. Guidolin demorou para colocar a Udinese nos trilhos e começou a temporada com quatro derrotas e um empate. Nos meses seguintes, o time deu show e virou um Barcelonazinho ao lado do Mar Adriático. E ele ganhou um contrato até 2015.

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato
10. Dois brasileiros entre as dez melhores contratações da Serie A

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 14 de abril de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões | 00:16

Pela porta dos fundos

Compartilhe: Twitter
Ranocchia (Foto: Getty Images)

Inter encerrou a campanha na Liga dos Campeões como pior defesa do torneio: foram 21 gols sofridos

Por compromissos profissionais, não pude assistir à queda definitiva da Inter para o Schalke 04, com mais uma derrota na Liga dos Campeões. Passo a palavra a quem pôde acompanhar de perto, Nelson Oliveira, editor do Quattro Tratti:

O roteiro já estava escrito e necessitava apenas de uma revisão para cortar excessos e acrescentar uma ou outra linha. Apagar tudo o que havia escrito e começar uma nova história, ainda que baseada na antiga, dependeria da Inter. Porém, a vontade e a confiança de virar o resultado negativo da semana passada parece ter ficado apenas no discurso. A boa organização defensiva do Schalke 04 logo calou o pequeno ímpeto interista, demonstrado só em alguns momentos da primeira etapa. No final, a vitória por 2 a 1 da equipe alemã foi mais que merecida.

Claramente cansado, o time de Leonardo quase não testou Neuer. A única vez que o goleiro teve trabalho foi em um chute forte de Stankovic, ainda no primeiro tempo. No mais, teve apenas de subir para defender os muitos cruzamentos da Inter, que não conseguia verticalizar seu jogo, tanto pelo bom entrosamento de Metzelder e Höwedes quanto pela partida apagadíssima de Sneijder, que chegou a ser substituído no fim do segundo tempo.

Leonardo voltou a ter responsabilidade pelo resultado. Depois de, no último sábado, acenar com a volta de Cambiasso ao vértice baixo do meio-campo nerazzurro, o técnico barrou o argentino e preferiu que Thiago Motta exercesse a função, por passar melhor a bola. O resultado? Com ou sem Stankovic em campo (o sérvio foi substituído no intervalo para a entrada de um nulo Pandev), Motta não apoiou o ataque e esteve mal posicionado no lance dos dois gols dos azuis-reais.

Eto'o (Foto: Getty Images)

Fisicamente esgotado e pouco lúcido, Eto'o esteve longe do jogador decisivo que foi na primeira fase do torneio

O posicionamento da defesa continua sem correção. Sempre em linha, sofreu com Raúl, que se infiltrou por ela no primeiro gol sem a companhia de Lúcio para marcar seu gol e assistir para o de Höwedes. Com os gols da noite de hoje, a Beneamata chegou aos 21 sofridos – nove sob o comando de Leonardo – e fechou a participação na LC com a pior defesa do torneio. Com José Mourinho, o retrospecto era diametralmente oposto: apenas nove gols sofridos em treze partidas fizeram a Inter vencer o torneio no posto de melhor defesa.

Hoje, a Inter tem apenas dois motivos para se consolar: o primeiro é que, depois das semifinais da Coppa Italia, o time jogará apenas uma vez por semana e os jogadores poderão se recuperar com mais eficiência. O outro aspecto é que, mais uma vez, o melhor em campo pela equipe voltou a ser Nagatomo, talvez por estar em melhor condicionamento físico. O japonês fez a segunda partida consecutiva no lugar a Chivu e em ambas foi melhor do que o titular,. Mais um dado que Leonardo deve anotar, na tentativa de diminuir os espaços de sua defesa, ainda que na reta final da temporada – quando já pode ser tarde demais.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 5 de abril de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões | 20:57

Tchau, tchalke

Compartilhe: Twitter
Sneijder e Eto'o (Reuters)

Decisivos até pouco tempo atrás, Sneijder e Eto'o tiveram atuação fantasmagórica contra o Schalke

Difícil que, depois da goleada sofrida para o Schalke 04, algum torcedor da Inter admita que ficou animado com o sorteio que colocou os times frente a frente nas quartas-de-final da Liga dos Campeões.

Açoitada por Raúl, Edu e companhia, a Inter conseguiu passar por um vexame ainda maior do que a derrota para o Milan. Desta vez, todo o San Siro era nerazzurro e o time ainda abriu o placar, com um chute de Stankovic a 50 metros do gol. O 5 a 2 final ficou barato, depois do show alemão no segundo tempo.

Sobre o lado vitorioso, você lê no Blog do Alemão. Aqui, ficaremos só com o irreversível vexame da atual defensora do título europeu. Sim, irreversível. Esperar que Pandev volte a fazer milagres, em um 4 a 0 em Gelsenkirchen, é demais.

Antagonista no dérbi de Milão, o Judas Leonardo voltou a pecar. Repetiu a defesa que naufragou três dias antes, talvez achando que bastasse escalar outro meio-campista para segurar o adversário. Longe disso. A expulsão de Chivu depois do quarto gol foi só mais um episódio lamentável na noite do romeno, pior em campo, o que fez Ranocchia se desdobrar para (não) dar conta da marcação – nem Maicon ajudava. Antes do fim, o jovem zagueiro ainda falharia duas vezes.

Na frente, imperou a desordem. O 4-3-1-2 foi ressuscitado com um sério problema: Sneijder fez sua pior partida da temporada. Responsável pela ligação entre meio e ataque, foi pouco ajudado por Kharja e Thiago Motta. Mesmo Eto’o, que até se vira bem sozinho, teve uma participação omissa e desinteressante. Há sete dias, o sonho era repetir a Tríplice Coroa. Dois vexames depois, mesmo o interista mais animado há de convir que lutar até o fim pelo scudetto já estará ótimo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 15 de março de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões | 19:11

Em nome de Pandev

Compartilhe: Twitter
Pandev e Luiz Gustavo (Foto: AP)

Pandev levou o time nas costas e, se preciso fosse, levaria até Luiz Gustavo junto

Pandev não foi o melhor jogador contra o Bayern, longe disso. Fazia um jogo terrível, errava vários passes e, convenhamos, só não foi substituído antes porque Leonardo não tinha opção menos pior no banco. Mas o futebol tem essa coisa de consagrar pessoas inesperadas, como Adriano Gabiru. Foi o que aconteceu.

Faltando cinco minutos para o fim do jogo, Eto’o viu Pandev chegar livre, pela direita, e tocou para ele. O macedônio emendou de primeira e disparou para comemorar com a torcida. O mesmo Pandev que, com menos de cinco minutos de jogo, havia dado o passe para que Eto’o abrisse o placar. Em suas duas únicas boas jogadas na partida, se consagrou. Contra tudo e contra todos, é ele o homem-símbolo da classificação da Inter às quartas-de-final da Liga dos Campeões, única italiana a alcançar a fase.

Super Eto’o
Melhor jogador da partida, o camaronês já fez oito gols e deu cinco assistências na Liga dos Campeões. Ou seja, participou de 13 dos 15 gols da Inter no torneio, inclusive os três de hoje. Com todo respeito, mas pensar que foi moeda de troca para que o Barcelona conseguisse Ibrahimovic

Por centímetros
A virada da Inter só foi possível porque o Bayern se cansou de perder gols no primeiro tempo: Júlio César fez um milagre em chute de Ribéry e Ranocchia salvou em cima da linha. O jogo poderia ter ido para o intervalo em 4 a 1. Mas não foi.

Brasil feliz…
Philippe Coutinho e Lúcio têm muito o que comemorar. O meia entrou no segundo tempo, se movimentou bastante e deu outro fôlego ao time. O zagueiro se recuperou de última hora de uma lesão muscular e formou com Ranocchia uma zaga absurda, que segurou o tranco no segundo tempo.

…Brasil triste
Pelo lado do Bayern, Breno foi lastimável e Luiz Gustavo foi dominado por Sneijder no segundo tempo. Do lado da Inter, Júlio César cometeu uma falha tétrica no primeiro gol bávaro, Thiago Motta entregou o segundo e Maicon nem atacou nem defendeu. Ao menos os três últimos continuam na disputa.

Do lado de lá
Com foco no lado bávaro, Mário André Monteiro conta a história da partida em seu Blog do Alemão, confiram lá.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de março de 2011 Internazionale, Milan, Serie A | 16:15

A batalha de Milão

Compartilhe: Twitter

A última rodada da Serie A serviu para definir quem lutará pelo scudetto até o fim da temporada. Milan e Inter venceram suas partidas e o Napoli praticamente deu adeus à briga ao empatar em casa com o Brescia. E tomando sufoco, vale dizer.

Desde a temporada 1992-93 a dupla de Milão não disputava o título entre si, nos tempos de van Basten e Bergomi. Desde então, sempre existiram Juventus, Roma ou Lazio entre os dois rivais. A dez rodadas para o fim do campeonato, a briga está acirrada. Por enquanto, o Tripletta não tomará partido. Mas dá os cinco motivos pelos quais cada um dos times pode se dizer favorito. Quem leva?

MILAN (61 pontos, 50 gols marcados e 20 sofridos)

Inzaghi (Foto: AP)

Tremam, goleiros. Inzaghi voltará a tempo da reta final

1. São cinco pontos de vantagem sobre a Inter, a dez rodadas para o fim. Ainda há muita estrada a percorrer, mas chegar ao confronto direto (3 de abril) sem o nervosismo de poder perder ali a liderança pode ser de grande ajuda.

2. Há o efeito Ibrahimovic, que venceu os últimos sete campeonatos nacionais que disputou, por quatro clubes diferentes. No Milan, surpreende uma versão menos individualista do sueco. São “apenas” 14 gols até aqui, mas já foram 11 assistências decisivas.

3. Se as previsões mais otimistas se confirmarem, Inzaghi voltará no fim de abril e ainda poderá disputar cinco jogos. O artilheiro não é um oásis de habilidade, mas alguém ousa dizer que SuperPippo não é pé quente?

4. Com Pirlo sempre lesionado, Allegri apostou em um meio-campo de força. Gattuso é o principal expoente, mas van Bommel merece destaque. Muito contestado, o holandês começou mal, mas dá o sangue em todos os jogos, acertou a marcação do meio-campo e se tornou ídolo instantâneo.

5. Após tantas passagens pelo departamento médico, Nesta parece ter voltado para ficar. Ao lado de Thiago Silva, forma a melhor dupla de zaga do campeonato. Se ficarem inteiros até o fim, são uma garantia e tanto para quem não pode perder pontos bobos.

INTER (56 pontos, 54 gols marcados e 31 sofridos)

Leonardo (Foto: Getty Images)

O "traíra" Leonardo, quem diria, virou um técnico paizão

1. A Inter aposta as fichas no confronto direto com o Milan, daqui a três rodadas. Uma vitória nerazzurra no dérbi pode desestabilizar o adversário, que não vence a Serie A desde 2004.

2. O calendário da Inter também é mais “abordável”. No papel, serão três partidas complicadas: Napoli, Cesena e Parma, todas fora de casa, com os dois últimos jogando pela permanência na Serie A. O Milan terá cinco jogos tensos longe do San Siro: os desesperados Brescia e Sampdoria, o instável Palermo e as ambiciosas Roma e Udinese.

3. Leonardo é a prova de como um treinador pode mudar o ambiente. Desde que o brasileiro assumiu no lugar de Benítez, foram 13 vitórias em 16 jogos, com 100% de aproveitamento no San Siro. O time agora joga para vencer e deixou o corpo mole de lado.

4. Calcanhar de Aquiles no início da temporada, o condicionamento físico agora é arma letal. Em dois meses, quase todos os titulares foram recuperados e disputam 90 minutos em alto nível. Em 2011, a Inter começou quatro jogos perdendo. Virou três.

5. A Inter ainda possui o melhor elenco da Itália. Há pelo menos uma dúzia de jogadores capazes de decidir partidas sozinhos. E, na falta de um titular, os reservas (até Pandev!) dão conta do recado. As contratações em janeiro foram cirúrgicas: Ranocchia e Pazzini já são indiscutíveis.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 19 de fevereiro de 2011 Cagliari, Internazionale, Serie A | 22:45

A dois pontos do paraíso

Compartilhe: Twitter
Ranocchia

3 em 1: o gol de Ranocchia/Kharja/Canini (contra) definiu a partida

A dupla personalidade da Inter versão 2011 segue a todo vapor. Os nerazzurri fizeram um bom primeiro tempo: marcaram um gol, não sofreram riscos, pouparam o time para a Liga dos Campeões. Depois do intervalo, foram completamente dominados, mas conseguiram se safar bem na primeira vitória por 1 a 0 na gestão de Leonardo.

Tudo bem que o gol, como diriam os italianos, estava “viciado” por um impedimento não marcado de Ranocchia. Mesmo assim, foi suficiente para a nona vitória de Leo em onze jogos disputados na Serie A. E s suficiente para encher de pressão o Milan, que enfrentará o Chievo em Verona com a missão de aumentar a distância para a Inter, que agora é só de dois pontos. As notas do jogo, com os melhores em negrito:

INTER
Júlio César, 6,5 – boas defesas em dois chutes de Lazzari e um de Conti
Maicon, 6 – defendeu bem, atacou pouco e levou um cartão bobo que o suspendeu da próxima partida
Ranocchia, 7 – zagueiro frio e calculista, o melhor da Inter ainda levou um gol de presente
Córdoba, 5,5 – sofreu demais para segurar o ímpeto de Nenê e amigos
Nagatomo, 6 – corre muito, muito. Tem melhorado, mas ainda é pouco, pouco
Zanetti, 7 – duvide do homem que disser que o argentino já tem 37 anos
Thiago Motta, 5,5 – errou um passe na intermediária que quase valeu o empate rossoblù
Cambiasso (aos 27’st), 6 – a luta de sempre, cheia da categoria habitual
Kharja, 6 – o chute para o gol e pouco mais que isso: ainda erra passes demais em jogadas decisivas
Mariga (33’st), sem nota
Eto’o, 5,5 – causa perigo mesmo se joga mal. Passar direto por Leonardo quando saiu gerou climão
Stankovic (16’st), 5,5 – entrou em um momento tenso da partida e não comprometeu
Pazzini, 5,5 – sofreu a falta que originou o gol e se degladiou com Astori, nada mais que isso
Pandev, 5 – antes do intervalo, tentou chamar o jogo para si. Depois, sumiu da partida
Leonardo, 5,5 – arriscou o 4-2-1-3 fracassado em seu Milan, com direito a Eto’o de volta ao lado direito. Com as substituições, acabou cercado pelo Cagliari. A cabeça já estava no Bayern, certamente

CAGLIARI
Agazzi, 6 – uma defesa tranquila no início, depois assistiu à partida
Pisano, 7 – fisicamente recuperado, é um dos melhores laterais italianos da atualidade
Canini, 6,5 – discreto como sempre
Astori, 7 – anulou Pazzini por conta própria e nem precisou sofrer
Agostini, 6 – venceu o duelo com Maicon, mas errou passes demais no ataque
Biondini, 5,5 – é só cuore e grinta. Isolou uma bola a minutos do fim de jogo
Conti, 7 – capitão e melhor em campo. A imagem do time: grande prestação e outra derrota
Lazzari, 6 – só melhorou ao ser adiantado. Não lembra aquele meia que quase foi para o Milan
Cossu, 6 – bom nas bolas paradas, tentou apitar a partida e se esqueceu de jogá-la
Nainggolan (25’st), 6 – entrou calmo e tomou conta do meio-campo, logo retomará o lugar de Biondini
Nenê, 6 – correu por todo campo, chamou o time para o ataque. Quase não finalizou, mas é detalhe
Acquafresca, 4,5 – parece ter sentido a atmosfera de San Siro. Pior em campo, com méritos
Ragatzu (19’st), 6 – veloz, técnico e cheio de personalidade, entrou e apanhou bastante
Donadoni, 6,5 – escalou bem e fez as substituições corretas. Por muito pouco não conseguiu o empate

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última