Prandelli | Futebol Italiano

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Posts com a Tag Prandelli

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 Serie A | 22:35

Honestidade premiada

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Simone Farina (Repubblica)

Nessa época festiva, de natal e confraternizações, é bom ler histórias como a do zagueiro Simone Farina. Aos 29 anos, ele ainda sofre para se firmar no modesto Gubbio, antepenúltimo colocado da segunda divisão italiana. E recebeu uma convocação para fazer o próximo jogo da seleção, mesmo assim. O motivo? É honesto.

O zagueiro recusou 200 mil euros para fraudar o resultado de Gubbio x Cesena, na Coppa Italia. Ele recebe salários de pouco mais de 5 mil euros por mês. Além de recusar, Farina denunciou o fato, o que deve render punições severas a quem for descoberto – e ainda abrir investigações para tentar minar a banda podre do futebol italiano.

Farina está de parabéns. Cesare Prandelli, também. Convocar um atleta praticamente amador para a seleção italiana como prêmio pela honestidade mostra qual linha o esporte do país pretende tomar.

É legal ler casos como esse, mas devemos aproveitá-lo como reflexão. Nossa sociedade chegou a um ponto em que ser honesto é ótimo diferencial, em vez de parecer obrigação. Não é nem preciso sair do esporte para encontrar dezenas de casos de corrupção que jamais serão solucionados. E não é nem preciso ativar a memória para ver que a desonestidade tomou conta dos nossos dias.

Alguém pode chamar de “jeitinho”, quem sabe. Mas a desonestidade começa em pequenos momentos da vida, como na hora de pegar a fila do caixa rápido sabendo que o carrinho está cheio, ou ao entrar com um recurso inútil só para atrasar um processo perdido, ou na mentirinha contada para se livrar de um trabalho.

Não quero que o moralismo impere, longe disso. Farina não deve ser um desses moralistas e pode viver como qualquer um de nós, com pequenos luxos e tantas batalhas no dia a dia. Mas é honesto. Espero que um dia seja impossível premiar todos os que tenham princípios.

Fique aí!

O Tripletta dá uma parada e volta no dia 26, segunda-feira. Feliz natal a todos! Atualização: voltaremos no dia 27, por questões de saúde. Sim, este blogueiro é de vidro.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

domingo, 9 de outubro de 2011 Seleção italiana | 20:34

O perigo que vem do norte

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A Itália tem um partido difícil de entender, chamado Liga Norte (Lega Nord, no original). O grupo é composto por parlamentares ultrarregionalistas do norte do país, gente que têm como maior bandeira a independência da Padânia. Em busca da tal identidade local, o que querem mesmo é se separar do sul do país, que estaria atrapalhando o avanço econômico de Milão, Turim e Gênova. Muitos deles nem se consideram italianos: são padanos e ponto final.

Pablo Osvaldo (CDN)

Osvaldo com a camisa italiana, em 2007. Liga Norte chegou atrasada

O ultrarregionalismo europeu tem provado ser ainda mais delicado do que o ultranacionalismo – esta foi a ideia que deu no fascismo e no nazismo, lembra? Infelizmente, são sentimentos que ganham espaço em momentos de grave crise econômica, como a que a Itália vive hoje, inclusive com pequenas cidades sendo extintas. Cheios de xenofobia, os ideais da Liga Norte chegaram ao futebol. A vítima? O atacante Pablo Daniel Osvaldo, presente na última convocação de Cesare Prandelli para a seleção italiana.

“A convocação de Osvaldo é a prova do fracasso da política da federação. O projeto de Prandelli, que deveria ter levado nossos jovens talentos a vestir a camisa azzurra, está se transformando em uma pensão para imigrantes”, criticou o deputado leghista Davide Cavallotto. Argentino de nascimento, Osvaldo se mudou para a Itália aos 19 anos. Logo se casou com uma italiana e hoje tem dois filhos. Um ano depois de chegar ao Belpaese, o atacante foi chamado para a seleção sub-21. Isso deve ter passado despercebido a eles.

Osvaldo poderia ter ficado calado, mas detonou Cavallotto. “Ouvir certas críticas me faz rir, talvez eu seja mais italiano do que alguns políticos da Liga Norte”, disparou. Perguntado se cantará o hino antes da partida, foi ainda mais enfático: “Eu sempre cantei, inclusive na seleção sub-21, inclusive sexta-feira, em Belgrado, quando fiquei no banco”.

Há quem seja completamente contra a convocação de jogadores estrangeiros. Eu tenho a mesma posição há anos: fronteiras querem dizer cada vez menos. Como dizer que Osvaldo não é identificado com a Itália, que inclusive defendeu na base? Argumentos contrários sempre serão aceitos. A não ser que venham contaminados pela xenofobia leghista.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de outubro de 2011 Seleção italiana | 22:15

A Itália de Regina Duarte

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Como não pude ver o empate da Itália com a Sérvia, pelas Eliminatórias da Eurocopa, pedi que a sempre presente Lilian Trigo me contasse o que foi o jogo. Com uma Itália já classificada, imaginei que não pudesse sair muita coisa dali. Vamos para o papo do dia:

Cesare Prandelli (Getty Images)

Prandelli, o grande expoente da reginaduartização italiana

Tripletta: Então Prandelli continua só com duas derrotas, agora em 13 jogos. É uma boa Itália, certo?
Lilian: A “nova Itália” é a cara dele. Cesare Prandelli é a Regina Duarte do futebol (antes da viúva Porcina e de Clô Hayalla, nos tempos de namoradinha do Brasil). Cesare é moço pra casar. Cara bacana, sonho de toda sogra, alívio de todo sogro, certeza que não vai comer a sobremesa antes do jantar, nunca vai aparecer vestindo uma camisa de bicheiro e o máximo de ousadia que se pode esperar é que ele, num momento de extrema loucura, ande a 61 km/h. Enfim, é a garantia de uma vida sem emoção. A moça que namora Prandelli, com certeza, no silêncio da noite, no escuro do quarto, sonha com Lippi.

Tripletta: Foi o primeiro jogo da Itália depois da classificação. Deu algum caldo?
Lilian: Hoje, contra a Sérvia, a Itália quase me enganou. Prandelli prometeu uma Itália com um ânimo diferente, que, apesar de entrar em campo já classificada, jogando no esquema 4-3-1-2, não iria se intimidar com o clima e a torcida sérvia. A coisa parecia bem, depois do gol de Marchisio aos 54 segundos e rendeu até 25 minutos de bom futebol. Aí, veio o gol de Ivanovic…

Tripletta: E acabou o jogo, imagino.
Lilian: O segundo tempo foi digno de um cochilo, com Montolivo fazendo um dos piores jogos da sua carreira. Cassano, brincando de homem invisível, não tocou na bola mais que meia dúzia de vezes. Sorte da Itália que Krasic gastou todo seu futebol naquele 4 x 2 de Juventus e Cagliari, em setembro do ano passado. Prandelli não soube nem aproveitar a oportunidade de testar Osvaldo. Pior que os que estavam em campo, certamente, não faria.

Tripletta: Não deu pra salvar nada? Vai ficar só na corneta?
Lilian: Barzagli voltou bem, depois de quatro anos longe da seleção. Chiellini na esquerda não comprometeu. O resto, da dimenticare (pra se esquecer).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Seleção italiana | 12:56

Testes adiados

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Se alguém esperava qualquer surpresa na última convocação de Cesare Prandelli, se decepcionou. A única novidade é Cigarini, da Atalanta, que entrou no lugar de Mauri, lesionado. Barzagli, zagueiro da Juventus e melhor beque nas cinco primeiras rodadas do campeonato, também foi chamado, mas dificilmente terá espaço.

Cigarini ganha espaço com ótima fase da Atalanta (Diretta News)

Em ótima fase na Atalanta, Cigarini pode ter chance com a camisa azzurra

A Itália já está classificada para a Eurocopa e disputará os dois últimos jogos do grupo (contra Sérvia e Irlanda do Norte) apenas para cumprir tabela. Como os rivais ainda têm chance de classificação, Prandelli decidiu não fazer testes, para “não falsear a ordem do grupo”. Bom para o esporte e para um time que precisa mais ganhar corpo do que encontrar novas peças.

E se é para ganhar corpo, fica difícil entender a convocação de Cigarini. O meia de 25 anos surgiu muito bem no Parma, mas depois desapareceu. Nas melhores chances da carreira, fracassou no Napoli e no Sevilla. No 4-3-1-2 de Prandelli, Cigarini pode ser encaixado em qualquer lugar do meio-campo. Um bom reserva para Pirlo, será? Uma opção para a criação, se Montolivo abaixar o nível? Pode ser. Mas mesmo a surpreendente Atalanta tinha opções melhores, como Padoin ou Schelotto.

Os convocados
Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Salvatore Sirigu (Paris Saint Germain).
Defensores: Davide Astori (Cagliari), Federico Balzaretti (Palermo), Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Mattia Cassani (Fiorentina), Giorgio Chiellini (Juventus), Domenico Criscito (Zenit), Christian Maggio (Napoli).
Meias: Alberto Aquilani (Milan), Luca Cigarini (Atalanta), Daniele De Rossi (Roma), Claudio Marchisio (Juventus), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Antonio Nocerino (Milan), Andrea Pirlo (Juventus).
Atacantes: Mario Balotelli (Manchester City), Antonio Cassano (Milan), Sebastian Giovinco (Parma), Giampaolo Pazzini (Inter), Giuseppe Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Seleção italiana | 21:15

Itália 1-0 Ilhas Feroe, o resumo definitivo

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Antonio Cassano (Getty Images)

Cassano recebe, dribla, chuta, marca... e descansa o resto da partida, que ninguém é de ferro

Dá para ter uma noção do que foi o jogo só de olhar o placar apertado contra o combinado de moradores da ilha que fica entre o Reino Unido e a Islândia. Como não pude assistir à partida, pedi que a Lilian Trigo resumisse o que foi este grande cotejo:

“Não dá nem um parágrafo: Itália entrou em campo, jogou 15 minutos, Cassano fez um gol impedido, e foi mais ou menos tudo que ele fez. FIM. Não gosto desse meio de campo do Prandelli. Pra dar certo, Montolivo precisaria de 58% a mais de talento e não tem. Não gosto de Giuseppe Rossi.”

Então é isso.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Fiorentina | 06:41

Fantasma violeta

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O elenco da Fiorentina embarca nesta segunda-feira (1º) para San Piero a Sieve, cidadezinha a 30km de Florença, para fazer a última parte da pré-temporada. Desde que Cesare Prandelli deixou o time para assumir a seleção italiana e a família Della Valle (proprietária do clube) passou a ter problemas com a prefeitura local, a camisa violeta parece ter murchado e perdido o appeal.

Riccardo Montolivo (Getty Images)

Pressão de Montolivo para sair da Fiorentina, até aqui, foi em vão: só perdeu a faixa de capitão para Gamberini

Aos poucos, a equipe dos últimos anos vai sumindo por entre os dedos. Mutu, Frey, Santana, Donadel e Comotto, cinco ex-titulares, saíram da Fiorentina sem o clube levasse um tostão furado. Quem os substitui? O mais completo vácuo. A contratação de Lazzari (Cagliari) é muito boa, mas as de Rômulo (Atlético-PR) e Munari (Lecce) são sinal forte do redimensionamento.

E a situação tende a piorar. A menos de um mês do início do campeonato, não faltam especulações que tirem Gilardino, Montolivo, Vargas e Cerci do clube. É improvável que os quatro sejam mantidos, mas não é impossível que todos saiam. Se pelo menos dois se forem, o caos estará implantado. Hoje, o elenco da Fiorentina é bem mediano – e parece não ter grandes possibilidades de crescimento. Aquilani, que tinha tudo para ser a grande contratação violeta, recusou a proposta. Na melhor das hipóteses, o maior golpe comercial será trazer um entre Kharja (Genoa), Ramírez (Bologna) ou Floccari (Lazio).

Com esta (falta de) perspectiva, a Fiorentina se encaminha para a última parte da preparação. Um fantasma assombra: se liberar suas estrelas e não investir bem, arriscará uma luta contra o rebaixamento; se segurá-las, arriscará manter no elenco jogadores desmotivados e que logo sairão do clube de graça. Quem disse que a nona posição no campeonato passado era tão ruim?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 7 de abril de 2011 Extracampo | 10:22

Forçando a barra

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Prandelli (Foto: Getty Images)

Cesare Prandelli foi a última vítima do jornalismo esportivo italiano

Hoje é o dia do jornalista, aquele profissional que faz um serviço de interesse público sem estar vinculado ao Estado. É uma grande responsabilidade porque, de certa forma, acabamos controlando a informação que é repassada às pessoas. Mas nem sempre cumprimos nosso papel. Nesta semana, a Itália teve um ótimo exemplo de desinformação e o treinador da seleção, Cesare Prandelli, foi o protagonista.

Na terça-feira, vários jornais publicaram que Prandelli torcia para o Napoli na luta pelo título italiano. “Culpa” de uma entrevista concedida à Radio CRC e repercutida em todo o país. “Torço para o Napoli por vários motivos”, “Quero o Napoli” e “Scudetto ao Napoli” foram manchetes que pipocaram no Belpaese.

As “declarações” não pegaram bem, é lógico. Adriano Galliani, administrador-delegado do Milan, se disse “amargurado e decepcionado” com Prandelli e telefonou para o presidente da federação italiana para reclamar. A tréplica de Prandelli foi forte, publicada no site da própria federação. O treinador disse que não torce por ninguém e que só elogiou o Napoli porque sua organização é um fenômeno que faz bem ao futebol italiano. Para ele, a confusão é um “equívoco criado por quem quer criar discódia”.

Confira o que Prandelli disse na entrevista original e tire sua própria conclusão. Feliz dia do jornalista aos envolvidos.

“O Napoli é uma equipe que não dá pontos de referência, aqueles três lá da frente são realmente formidáveis. A sociedade, graças à sua programação, tem muitos méritos, mas Walter Mazzarri também deve ser parabenizado. O projeto azzurro parece muito com aquele da minha Fiorentina. Do ponto de vista técnico, societário e ambiental, o Napoli já é uma realidade consolidada do futebol italiano, está dando continuidade à ótima temporada que disputou no ano passado. No passado, não tive qualquer tipo de contato com o time partenopeu, mas há uma estima recíproca com o presidente De Laurentiis. O scudetto deste ano só o Milan pode perdê-lo, o Napoli é a equipe que teve mais continuidade de rendimento, acredito que possa manter essa posição e até melhorá-la, e não subestimarei a Udinese, que joga um futebol fantástico.”

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 4 de abril de 2011 Palermo | 23:36

Você está demitido

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Maurizio Zamparini (Foto: Getty Images)

"O Aprendiz"? Esqueça. Os treinadores de Guidolin não tem direito de errar

Maurizio Zamparini é uma das figuraças do Campeonato Italiano. O presidente do Palermo é conhecido por conceder declarações tensas, levar a rivalidade para fora dos campos e, claro, demitir treinadores. No domingo, seu time levou de 4 a 0 do Catania, o grande rival siciliano. Zamparini não teve dúvidas: horas depois, mandou Serse Cosmi embora, depois de apenas quatro jogos como técnico rosanero.

Com a queda de Cosmi, Zamparini deve ter alcançado algum tipo de recorde na Itália. Ele é presidente do Palermo desde 2002 e, se somarmos o tempo que comandou o Venezia, está nesta vida há quase 24 anos. Foram 35 treinadores contratados no período, sendo que 30 deixaram o clube demitidos. Nada mal.

Entre os 30, muita gente com grife. A primeira demissão foi a de Giovan Battista Fabbri, em 1988, e a ele se seguiram Alberto Zaccheroni, Giampiero Ventura, Luigi Maifredi, Luciano Spalletti, Cesare Prandelli e outros dez treinadores. Só nos anos de Venezia.

De 2002 pra cá, Zamparini enlouqueceu de vez. Quando chegou ao Palermo, o clube havia acabado de fechar com Roberto Pruzzo. O ex-artilheiro foi mandado embora para a chegada de Ezio Glerean, que por sua vez caiu logo depois da primeira rodada, uma derrota para o Ancona. Daniele Arrigoni durou cinco meses, Nedo Sonetti menos que isso e Silvio Baldini outros cinco.

Foi quando chegou Francesco Guidolin, que guiou o time na subida para a Serie A e na conquista de uma vaga na Copa da Uefa. A ele se seguiram Luigi Delneri e Giuseppe Papadopulo, Guidolin voltou e se foi, outros dois foram contratados, Guidolin voltou de novo, se foi de novo, Stefano Colantuono chegou, Guidolin voltou e se foi pela última vez, Colantuono voltou, Davide Ballardini chegou e foi mandado embora porque não aguentava Zamparini, Walter Zenga chegou e ficou por cinco meses. Tudo isso em cinco anos.

E eis que Delio Rossi foi contratado e quebrou um recorde: durou um ano e três meses no cargo. Substituído por Serse Cosmi, o último demitido, Rossi está de volta até junho, quando Zamparini fechará com o 36º treinador de sua carreira. Como bem lembraram os amigos André Rocha e Gustavo Hofman, está a um passo de igualar o lendário Beto Zini, que teve 39 técnicos diferentes em 11 anos na presidência do Guarani.

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sexta-feira, 25 de março de 2011 Seleção italiana | 19:56

No caminho certo

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Thiago Motta comemora com Cassano (Foto: Getty Images)

Thiago Motta comemora com Cassano: brasileiro marcou seu primeiro gol logo na estreia em jogos oficiais

Apesar da discutível exclusão de Balotelli e De Rossi do elenco, a seleção italiana não teve problemas para bater a Eslovênia por 1 a 0. Com a vitória, Prandelli e comandados chegam a quatro vitórias e um empate no grupo C das eliminatórias para a Eurocopa, o que coloca a Nazionale bem próxima de uma vaga na competição. E, mais do que isso, confirma a ascensão do time azzurro.

Os pontos fortes mostrados no empate com a Alemanha, no início de fevereiro, continuaram presentes: superação, correria, confiabilidade, humildade, volúpia. A técnica e o bom jogo ainda são objetivos para o futuro, mas os bons resultados garantem tranquilidade e aumentam a autoestima.

Prandelli escalou seu 4-3-1-2 sem nenhum incontrista (nenhum Gattuso ou Jonílson, por exemplo) e teve o trabalho facilitado pela dificuldade eslovena em colocar pressão – muito disso pelo desfalque de Matavz. O meio-campo leve e técnico, então, não teve grandes desafios. Mas não foi tão efetivo assim e só ganhou equilíbrio quando Nocerino entrou para ajudar a anular Kirm, que jogou muito e sabe-se lá porque está no futebol polonês. As notas do jogo:

ITÁLIA
Buffon, 6 – uma boa defesa em chute de Koren e várias bolas interceptadas pelo alto
Maggio, 7 – atacou bem e defendeu ainda melhor, serviu Pazzini com bons passes
Bonucci, 5,5 – não chegou a falhar, mas jogou sem segurança e passou dificuldades com Dedic
Chiellini, 6 – vai melhor com a camisa da seleção do que com a da Juventus
Balzaretti, 6,5 – não sentiu o peso da camisa, atacou com desenvoltura e tabelou com Motta para o gol
Aquilani, 5,5 – os melhores lances eslovenos saíram nas suas costas. Ineficiente no ataque
Motta, 7 – responsável pelo primeiro combate aos adversários, de quebra marcou um gol
Montolivo, 7 – impecável, fez sua melhor exibição em azzurro até hoje

Marchisio (entrou aos 42’st), sem nota
Mauri, 5,5 – se movimentou bem, mas não basta para ser titular – o que não é mais nem na Lazio
Nocerino (aos 18’st), 6 – acertou a marcação e permitiu que Motta avançasse no lance do gol
Cassano, 6 – em alguns lampejos foi bem, mas ainda falta consistência
Rossi (aos 29’st), sem nota
Pazzini, 6,5 – lutou bastante, fez pressão e acertou a trave no primeiiro tempo

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