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Posts com a Tag Pirlo

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 Juventus, Serie A | 07:42

Arriscar para vencer

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Com a Velha Senhora, este blog teve seu pontapé inicial, há um ano. E, novamente com a Juventus, é hora deste blogueiro se despedir do Tripletta. Em breve, o espaço terá novo dono. Então não sumam, ok? Obrigado pela interação nestes meses!

Andrea Pirlo (Reuters)

Pirlo é, cada vez mais, rei do meio-campo da Juve. E isso não é tão bom

As mesmas 13 vitórias e, agora, 11 empates somados. Invicta depois de 24 rodadas do Campeonato Italiano, a Juventus continua um ponto atrás do líder Milan, com o qual empatou no fim de semana passado. A seu favor, a Velha Senhora tem um jogo a menos, que disputará contra o Bologna, fora de casa. Lá, bastará mais um empate para que os comandados de Conte possam reassumir a liderança do campeonato. Mas ainda é pouco: já era hora para essa Juventus estar voando mais alto.

Sem preocupações com competições europeias e apenas três jogos disputados na Copa da Itália, a Juventus disputou nove partidas a menos do que o Milan, rival na luta pelo scudetto. Apesar dos 810 minutos a menos nas pernas, conta com um elenco tão ou mais completo quanto o dos rubro-negros, que, por sua vez, têm enfrentado os jogos com o plantel dizimado por suspensões ou lesões. Flamini, por exemplo, nem estreou na temporada. Gattuso durou apenas 19 minutos.

O problema é que justamente agora, no momento crucial da temporada, a Juventus parece ter reencontrado um problema que a afligia no início do campeonato: decidir jogos. Nas últimas cinco rodadas, foram três empates, mesma marca dos cinco primeiros confrontos. Não bastassem os resultados ruins, o jogo alvinegro também tem regredido. E isso, sim, pode preocupar. Continue lendo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Serie A | 00:40

Semisseleção do campeonato

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Antes de tudo: não, não vai hífen no título. Agora, o post: acabou o primeiro turno do Campeonato Italiano. Dos 190 jogos programados, falta ser disputada apenas meia hora de Catania x Roma, partida adiada por causa da forte chuva que bateu na Sicília. Até agora, temos…

Pirlo e Conte (Getty Images)

Conte e Pirlo, os comandantes da líder Juventus, invicta

Líder: Juventus (41 pontos)
Liga dos Campeões: Milan (40) e Udinese (38)
Liga Europa: Inter (35) e Lazio (33)
Zona alta do agrião: Roma (30), Napoli (29), Palermo, Chievo e Genoa (24)
Zona baixa do agrião: Cagliari e Parma (23), Fiorentina e Catania (22), Atalanta e Bologna (20) e Siena (19)
Zona do rebaixamento: Cesena (15), Lecce (13) e Novara (12)

Este blogueiro, que tanto tem sofrido no bolão que criou (uma honrosa 21ª posição), também não anda com a pontaria muito boa. Dos 20 prognósticos realizados no guia do campeonato, dez teriam se concretizado, caso um meteoro atingisse hoje a Terra e a Serie A se encerrasse. Não que os erros estejam muito grotescos. Apostei contra Udinese, Chievo e Cesena e me dei mal. Confiei em Napoli, Roma e Fiorentina e também não fui bem. Coisas da vida, ainda temos 19 rodadas pela frente.

Mas vamos ao que interessa. Quem são os melhores do campeonato até agora, na opinião deste que vos bloga? Por absoluta falta de tempo, listo aqui os nomes e peço que as concordâncias e discordâncias venham por comentários, onde poderemos debater melhor.

Goleiro: Frey (Genoa)
Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Armero (Udinese)
Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Thiago Silva (Milan)
Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Marchisio (Juventus)
Atacantes: Ibrahimovic (Milan), Klose (Lazio) e Di Natale (Udinese)
Treinador: Conte (Juventus)

Quer saber também quais jogadores têm as melhores médias da Gazzetta dello Sport, o principal jornal esportivo italiano? (Número de jogos é critério de desempate.)

Rodrigo Palacio (Getty Images)

Será que dá para arrumar uma vaguinha para Palacio na seleção do Tripletta?

1. Palacio (Genoa, atacante) – 6,69
2. Ibrahimovic (Milan, atacante) – 6,67
3. Totti (Roma, atacante) – 6,64
4. De Rossi (Roma, meia) – 6,62
5. Lavezzi (Napoli, atacante) – 6,54
6. Frey (Genoa, goleiro) – 6,53
7. Di Natale (Udinese, atacante) – 6,5
7. Marchisio (Juventus, meia) – 6,5
9. Pepe (Juventus, meia) – 6,45
10. Biabiany (Parma, meia) – 6,44
11. Barzagli (Juventus, zagueiro) – 6,42
11. Lichtsteiner (Juventus, lateral) – 6,42
13. Pirlo (Juventus, meia) – 6,42
14. Klose (Lazio, atacante) – 6,41
15. Giovinco (Parma, atacante) – 6,41
16. Marchetti (Lazio, goleiro) – 6,39
17. Basta (Udinese, lateral) – 6,38
18. Domizzi (Udinese, zagueiro) – 6,38
19. Jovetic (Fiorentina, atacante) – 6,37
20. Consigli (Atalanta, goleiro) – 6,36

E você, trocaria Klose e Di Natale por Palacio e Totti? Sacaria Pirlo para colocar Pepe ou Biabiany? Mudaria Thiago Silva por Domizzi?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 31 de dezembro de 2011 Juventus, Novara | 12:03

SdV, parte 2: Contrastes no Piemonte

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Depois de falar sobre os times da Sicília e Sardenha no post inaugural do Show da Virada (SdV) do Tripletta, agora vamos subir as montanhas. No Piemonte, o futebol tem encontrado seus extremos. Vamos à dupla de lá:

Juventus (2º lugar, 34 pontos, 27 gols marcados e 11 sofridos em 16 jogos)

Pirlo (AP)

Andrea Pirlo

Desde que voltou da segundona, a Velha Senhora coleciona fracassos e queima jogadores por atacado. Depois de tanto sofrimento, virar o ano dividindo a liderança da Serie A com o Milan é mais do que o torcedor da Juve esperava. Os resultados animam: nos jogos mais difíceis, os alvinegros venceram Inter, Milan, Lazio e Fiorentina e empataram com a Roma.

Os números são ótimos. A Juventus é o time que mais finaliza no campeonato (17,8 vezes por jogo) e o que mais acerta o gol (6,6). Ainda é o que menos deixa o adversário finalizar (9,8) – e o meia chileno Vidal tem cumprido um belo papel, com média de 4,9 desarmes por partida. O meio-campo alvinegro, aliás, é o ponto forte do time. Recuperado, Pirlo é o jogador que mais dá passes no campeonato (75,3/jogo) e tem a seu lado o melhor jogador da Serie A: um Marchisio agora artilheiro, com seis gols.

Para reconquistar a Serie A, a Juventus tem o calendário a favor, pois não terá que se desgastar na Liga dos Campeões. Por isso, pode (e tem que) abrir mão de jogadores que não estão sendo aproveitados, como Grosso, Toni, Iaquinta e Amauri. A presença deles é suficiente para abalar o ambiente, afinal Conte é um ótimo motivador, mas ainda sofre como gerente de recursos humanos.

A gestão daquele que deve ser o último ano de Del Piero na Juventus tem sido lamentável. Mesmo com problemas recorrentes no ataque, Conte usa seu capitão a conta-gotas: em sete dos onze jogos que disputou até agora, jogou menos de 15 minutos. Com o holandês Elia, a situação é pior: na quinta rodada, ele fez um primeiro tempo horroroso com o Catania, foi substituído no intervalo e não teve outra chance. Tudo isso com o mesmo treinador que mandou o bom lateral esquerdo Ziegler embora sem nem testá-lo.

Novara (18º lugar, 12 pontos, 17 gols marcados e 29 sofridos em 16 jogos)

Marco Rigoni (Getty Images)

Marco Rigoni

Mesmo na zona de rebaixamento, a torcida do Novara não deixou de apoiar o time. Apaixonada, ainda está em lua de mel com a equipe, de volta à Serie A depois de 55 anos. Para um time que subiu duas divisões em apenas dois anos, a campanha azzurra é bem razoável, fruto do ótimo projeto da família De Salvo, que encontrou em Tesser um treinador de mentalidade vencedora e jogo ofensivo.

O problema do Novara foi ter que desmanchar boa parte de seu ataque para poder “financiar” as contratações do início da temporada. Com as novas opções, apostar no mesmo jogo atraente que encantou nos últimos anos realmente seria suicídio. Jeda, Morimoto e Meggiorini se tornaram grandes decepções. Um dos poucos que se salva na produção ofensiva do time é o meia Rigoni, autor de seis gols e quatro assistências na temporada.

A salvezza é possível, desde que contratações importantes sejam realizadas. O mercado nem se aqueceu e duas contratações que podem mudar o rumo dos acontecimentos estão fechadas: o meia dinamarquês Jensen, ex-Werder Bremen, e o centroavante Caracciolo, ex-Brescia e Genoa. Diz-se que outro meia deve chegar, além de um defensor (Mantovani, do Palermo?). O Novara ainda é um canteiro de obras e, quem diria, manter-se na primeira divisão poderá não ser só um sonho.

E amanhã…

2012 começará com os times da capital italiana: como está sendo a temporada de Lazio e Roma?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 15 de novembro de 2011 Seleção italiana | 23:28

Acabou a invencibilidade

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Cinco meses depois da última derrota, a seleção italiana percebeu que não é nada imbatível isso de jogar só pro gasto. No último amistoso do ano, no estádio Olímpico, perdeu para o Uruguai por 1 x 0. A onipresente Lilian Trigo se decepcionou com Prandelli e família, como não poderia deixar de ser:

Simone Pepe (Getty Images)

Pepe, o homem errado na hora mais errada ainda

“Um gol aos 4 minutos, cortesia do apagão de Ranocchia, Maggio e Chellini. Foi tudo que o Uruguai precisou pra demolir a seleção de açúcar de Prandelli. O jogo também não foi lá muito ‘amistoso’, com 30 faltas, uma expulsão e seis cartões amarelos. Quem sofreu mesmo foi a canela de Balotelli.

Eu e Balzaretti, certamente, não assistimos o mesmo jogo. Ele, no fim da partida, disse que a Itália merecia um empate. Eu achei que perder de 1 x 0 até foi um bom negócio. Numa noite apagada de Pirlo, Marchisio e De Rossi, ficou provado que, quando o meio de campo não está inspirado, a Itália não joga.

Prandelli segue apaixonado pelo 4-3-1-2, que só funciona quando o time adversário joga mais aberto e o meio de campo italiano pode tocar bola, mas não se acanhou em mudar o esquema, para 4-3-3, depois da entrada de Pepe. De boas intenções é acarpetado o piso do inferno e o treinador contribuiu hoje para a nova decoração do cafofo do Tinhoso.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: ‘O que Pepe faz na seleção?’. Não pode ser pelo futebol, porque ele nunca teve intimidade com a coisa. Não pode ser pelo que está fazendo na Juventus, já que ele passa mais tempo nas acolchoadas poltronas da reserva que no gramado do estádio novo. Pepe é um espinho na carne. A mesma pergunta serve para Montolivo, que até é esforçado, mas não tem criatividade, visão de jogo e está em péssima fase. É uma bigorna, o que destoa no afinadinho meio-campo de Prandelli.

Não dá para falar muita coisa de um time que chutou oito vezes ao gol, sem nunca ser realmente perigoso. A culpa não é de Osvaldo, que não comprometeu na estreia como titular, nem de Balotelli, que teve alguns lampejos de craque. A Itália de hoje não foi muito diferente da que jogou contra a Polônia. Só esqueceram de avisar que o Uruguai não é a Polônia. Squadra Azzurra, agora, só em 2012. Com um futebol e uma camisa mais bonitos que o de hoje.”

E Balotelli entrou em campo com a camisa antiga, viram? Na foto abaixo, o detalhe:

Balotelli

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Serie A | 06:12

Os melhores do primeiro quarto

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Passo a passo, a temporada do Campeonato Italiano vai ganhando corpo. Pouco mais de um quarto dos jogos foram realizados, então agora já é possível listar com mais precisão os destaques do torneio, aproveitando a parada para as partidas da seleção italiana. Há cinco semanas, publiquei a primeira seleção Tripletta. Vamos para a atual.

Klose (Reuters)

Klose decidiu o primeiro dérbi romano em que botou o pé. Precisa falar mais algo?

Goleiro: Handanovic (Udinese). Titular na primeira seleção, não perdeu o posto. Em dez jogos, levou só quatro gols e lidera a defesa alvinegra, a melhor das grandes ligas europeias. Handanovic fez milagres contra Milan, Cagliari, Palermo e Atalanta. Pelo menos cinco pontos da Udinese entram na conta dele.

Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Benatia (Udinese). O juventino mantém o posto de melhor zagueiro do campeonato, mas o marroquino está por perto. Barzagli tem carregado uma defesa difícil, que sofre com os dias ruins de Chiellini e com a falta de um lateral esquerdo. Benatia nem parece ter vindo da segunda divisão francesa: seguro atrás, também é importante nas bolas paradas ofensivas. Menção honrosa a André Dias (Lazio).

Laterais: Basta (Udinese) e Marchese (Catania). É bem provável que você não conhecesse esta dupla antes de o campeonato começar. O lateral direito da Udinese passou a temporada passada inteira lesionado e se recuperou. Ótimo marcador, ninguém passa por ele. A fase do defensor do Catania é bem pior, mas como está difícil arrumar alguém na esquerda…

Meias: Marchisio (Juventus), Pirlo (Juventus) e Aquilani (Milan). Não dá para não colocar a dupla da Velha Senhora. Pirlo só não é o melhor jogador do campeonato porque acabou ofuscado por Marchisio, que simplesmente marcou os gols decisivos nos jogos contra Inter e Milan. Aquilani merece espaço porque subiu demais de rendimento nas cinco vitórias seguidas do Milan, nas quais fez quatro assistências. Vale citar De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari).

Atacantes: Klose (Lazio), Denis (Atalanta) e Di Natale (Udinese). Dos escolhidos há cinco semanas, só sobrou Denis, autor de sete gols em dez jogos jogando pela modesta Atalanta. Nada mal. Di Natale também não poderia ficar de fora, com oito gols marcados em nove partidas, quase todos decisivos. Mas o melhor da turma é um alemão que levou a Lazio a outro patamar. Klose está dando ao time romano aquele algo a mais tão difícil de explicar com palavras. A Lazio, agora, consegue vencer partidas sofridas, fazer gols nos últimos minutos e, claro, derrotar a Roma com autoridade. E Ibrahimovic (Milan)? Pelo que o sueco tem mostrado nas últimas rodadas, já vou ter que arrumar lugar para ele nas próximas seleções…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Seleção italiana | 11:10

O problema são os outros

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A Itália futebolística andou meio tensa nas últimas semanas, depois de a seleção perder seus dois atacantes titulares. Rossi teve de operar o joelho e Cassano se recupera de um acidente vascular cerebral. A dupla até corre o risco de perder a Eurocopa. Quem os substituiria? O amistoso com a Polônia mostrou que este é o menor problema de Cesare Prandelli.

Balotelli (Getty Images)

Balotelli chamou a responsabilidade e marcou o primeiro gol com a seleção

Balotelli assumiu o papel de Cassano e infernizou a defesa polonesa. Correu, marcou saída de bola, procurou o diferente – e achou, vale dizer. Para um primeiro gol com a camisa italiana, aquela bola por cobertura não está nada mal.

Com Pazzini no lugar de Rossi, o ataque perdeu velocidade e ficou um pouco mais previsível – e mais letal, vale ressaltar. O Pazzo só teve uma grande chance na partida. Tudo bem, estava impedido, mas botou entre as pernas do goleiro Szczesny.

A vitória por 2 x 0, mesmo assim, escancara as dificuldades criativas de um time que depende demais de Montolivo, escalado como armador no 4-3-1-2 de Prandelli pelo quinto jogo seguido. Em má fase perene, o camisa 18 até acerta um passe ou outro, mas é pouco para um time que, com alguém de qualidade no setor, poderia até pensar com carinho na final da Eurocopa.

Aquilani, que seria a outra opção para a vaga, tem atuado mais recuado no Milan e na própria seleção. Mauri se recupera de lesão. E termina aí. Faltou usar as três últimas convocações para testar alguém na posição. Cigarini foi chamado, mas nem chegou a estrear.

Alguém melhor que Montolivo levaria esta Itália a outro patamar. A defesa está bem ajustada e a linha dos três meio-campistas é uma das melhores do mundo, com De Rossi, Pirlo e Marchisio, aqueles que talvez sejam os três melhores jogadores italianos da Serie A. O ataque, que funcionou bem contra a Polônia, ainda tem ótimas opções, como Matri, Giovinco e Osvaldo.

Depois do amistoso com o Uruguai, que será disputado na terça-feira (22/11), a Itália ainda terá duas convocações e três amistosos antes da Euro. Talvez valha a pena testar alguém que mude a cara desta seleção, aumentando o nível de eficiência ao mesmo tempo em que a qualidade dê um passo a frente. Por enquanto, a imprevisibilidade fica só por conta de Balotelli. Fique com o gol dele:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Internazionale, Juventus, Serie A | 16:45

Você precisa de alguém que te dê segurança

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Senão você dança. A filosofia de boteco de Humberto Gessinger explica bem o que foi a vitória da Juventus no dérbi com a Inter, disputado no sábado (29/10). Com dez minutos de jogo, já dava para apostar numa vitória juventina. O time entrou em campo seguro de si e não se assustou com uma Inter organizada, que fez um bom primeiro tempo, acima do que tem mostrado na temporada. De nada adiantou: no intervalo, a Juventus vencia por 2 x 1, naquele que seria o resultado final do jogo.

Estigarribia, Conte e Marchisio (Reuters)

O camisa 8 tem eclipsado Pirlo e já é o melhor jogador do campeonato

E olha que o gol da Inter, numa bomba de Maicon, só saiu porque Antonio Conte até hoje não conseguiu resolver o lado esquerdo de seu time. É um dos poucos pontos fracos de uma Juventus que mostra muita personalidade nos grandes jogos: vitórias contra Milan, Fiorentina e Inter. A segurança passa pelos pés de um formidável Marchisio, artilheiro do time na temporada.

Mario Sconcerti, autor de ótimos livros sobre o futebol italiano, escreveu um editorial muito interessante no Corriere della Sera. Para ele, existe “uma euforia quase infantil no time de Conte, difícil de encontrar nestes níveis de profissionalismo” e o diferencial da Juve é a “segurança extraordinária, quase islâmica”.

O sábado foi interessante para que pudéssemos assistir aos três principais postulantes ao título italiano. O Napoli, com cinco reservas, foi dominado pelo Catania e mostrou que ainda não consegue jogar sem o time completo. O Milan e a Juventus venceram jogos dificílimos. O Milan mostrou mais qualidade, mas depende demais de Ibrahimovic. A Juventus, porém, não precisa que Pirlo brilhe, ou que Vucinic decida, ou que Del Piero jogue. Não precisa nem do melhor Chiellini. Depende só de si mesma e, se parar de desperdiçar pontos contra os times menores, tem tudo para reconquistar a Itália.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de outubro de 2011 Juventus, Serie A | 22:09

Crise conjugal

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Líder de novo. A vitória da Juventus sobre a Fiorentina veio com suor e riscos desnecessários, mas recoloca a Velha Senhora na ponta – pelo menos até a Udinese e a Lazio entrarem em campo. No sábado, falei que o time vinha desperdiçando chances absurdas. Desta vez, o desperdício foi dos atacantes. No primeiro tempo, a Juve precisou finalizar 14 vezes para fazer um golzinho. Torcedora exigente que é, a Lilian Trigo não está nada satisfeita e pode falar melhor do que eu.

Matri (Getty Images)

Matri, a estrela da noite

Tripletta: A Juventus tá liderando… Por que essa insatisfação toda?
Lilian: A Juve e eu estamos vivendo uma daquelas crises de casal. Até segunda ordem, ela dorme no sofá. Desde 2006, ser juventina não tem sido fácil. Escândalo de apostas, perda de scudetto, Série B, debandada de jogadores… Mas amor é chupar a manga, mesmo quando é amarga.

Tripletta: Mas como uma vitória pode ser amarga? Conta aí como foi o jogo.
Lilian: Noite chuvosa em Turim, 5° C, estádio cheio e a Juventus em campo com a camisa mais feia do mundo. Debaixo do implante capilar, Antonio Conte sacou um esquema 4-2-3-1, pra dar uma chance de Vidal dizer a que veio. Krasic, que não tem nada a dizer desde setembro do ano passado, nem no banco ficou. O primeiro tempo foi bacaninha, mesmo com Pirlo apagado e o pé de Vucinic precisando de uma calibrada. O ataque perdeu bem uma dúzia de chances, mas, hoje, Bonucci desencantou e fez mais ou menos tudo o que fez no Bari nas duas últimas temporadas passadas. Espero que este não seja o gol de 15 milhões de euros. Fim do primeiro tempo.

Tripletta: Na volta, seu time quase entregou a rapadura, certo?
Lilian: Nas suas sábias palavras, no segundo tempo a Juventus voltou Roma. Mihajlovic colocou Gilardino e ele, logo de saída, resolveu infernizar a vida de Storari, dublê de goleiro e jockey nas horas vagas. Como lá pros lados de Turim empate é o sabor da estação, depois de 13 minutos de sofrimento, a Fiorentina faz o dela com Jovetic.

Tripletta: E aí foi a vez da Fiorentina “romar”.
Lilian: Porque Pepe, o jogador que eu amo odiar (e xingar), resolveu calar minha boca e fez um passe perfeito pra Matri desempatar a partida. Hoje a Juve dorme líder do campeonato. Eu devia estar feliz, não é? Devia, mas não consigo deixar de pensar naquele time de 1995, que, além de encher os olhos com o futebol, tinha a camisa mais bonita de todos os tempos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 4 de outubro de 2011 Serie A | 21:01

Quem largou melhor

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No último post, o leitor Mendes pediu uma seleção dos melhores do campeonato até aqui, depois de apenas cinco rodadas. Como o campeonato só volta no próximo dia 15, por causa dos jogos da seleção italiana, resolvi topar. E eu, que pensava que já era difícil fazer uma seleção da Serie A completa, descobri que é ainda mais difícil escolher os melhores de 13,2% do torneio.

Eis a seleção Tripletta na primeira parada do campeonato. Quem sabe na próxima pinta outra?

Barzagli (Zimbio)

Ótima fase levou Barzagli de volta à seleção

Goleiro: Handanovic (Udinese). Só um gol sofrido após cinco jogos. É claro que a toda defesa friulana está de parabéns, mas o número é baixo assim por causa do esloveno Handanovic, um dos melhores goleiros do mundo, autor de defesaças que seguraram o empate contra o Milan e também garantiram um ponto contra o Cagliari.

Zagueiros: Campagnaro (Napoli) e Barzagli (Juventus). Superação é a marca da dupla. O argentino Campagnaro sofreu um grave acidente automobilístico durante as férias, mas ressurgiu das cinzas. Bem na defesa, ainda marcou gols decisivos nas vitórias fora de casa sobre Cesena e Inter. Barzagli, tão criticado no fim da temporada passada, recuperou o ótimo futebol dos tempos de Palermo e tem eclipsado um inconstante Chiellini.

Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Zúñiga (Napoli). Depois de tantas tentativas, finalmente a Velha Senhora encontrou alguém para resolver o problema na posição. Verdadeiro guarda suíço, Lichtsteiner defende muito bem e até marcou gol contra o Parma. Zúñiga não para de melhorar. O colombiano não tinha espaço no lado direito, então se adaptou muito bem à esquerda, onde Dossena vinha patinando.

Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari). Difícil não colocar alguém da Atalanta nessa meiúca, mas os três nomes merecem a escolha. Metrônomo juventino, Pirlo recuperou a condição física e o futebol refinado. De Rossi transformou-se no homem que dá duas caras a uma Roma que tem ganhado eficiência: com ele mais recuado, o 3-4-1-2 vira 4-3-1-2 nos momentos com posse de bola. E Nainggolan mostrou porque já apareceu até na mira do Real Madrid. Incansável, segura a barra de um Cagliari ofensivo, com praticamente três atacantes, esbanjando fôlego e poder de marcação aliados a uma boa técnica na saída de bola.

Atacantes: Palacio (Genoa), Denis (Atalanta) e Cerci (Fiorentina). O argentino Palacio é o melhor jogador do campeonato até aqui, na opinião deste blogueiro. Ele marcou cinco gols e deu quatro assistências. O Genoa tem nove gols, então faça as contas. Denis é outro argentino escolhido. Depois de fracassar no Napoli e na Udinese, finalmente o centroavante começou a marcar gols na Itália. Foram quatro até aqui, que garantiram seis pontos à Atalanta. E por falar em redenção, Cerci é o último dos selecionados. Vaiado no último jogo da temporada passada, o atacante está com fôlego inesgotável e finalmente aprendeu a marcar gols. A média de Cerci na Serie A era de 0,15 gols por jogo. Em 2011-12, está em 0,6. Ótimo começo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Seleção italiana | 12:56

Testes adiados

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Se alguém esperava qualquer surpresa na última convocação de Cesare Prandelli, se decepcionou. A única novidade é Cigarini, da Atalanta, que entrou no lugar de Mauri, lesionado. Barzagli, zagueiro da Juventus e melhor beque nas cinco primeiras rodadas do campeonato, também foi chamado, mas dificilmente terá espaço.

Cigarini ganha espaço com ótima fase da Atalanta (Diretta News)

Em ótima fase na Atalanta, Cigarini pode ter chance com a camisa azzurra

A Itália já está classificada para a Eurocopa e disputará os dois últimos jogos do grupo (contra Sérvia e Irlanda do Norte) apenas para cumprir tabela. Como os rivais ainda têm chance de classificação, Prandelli decidiu não fazer testes, para “não falsear a ordem do grupo”. Bom para o esporte e para um time que precisa mais ganhar corpo do que encontrar novas peças.

E se é para ganhar corpo, fica difícil entender a convocação de Cigarini. O meia de 25 anos surgiu muito bem no Parma, mas depois desapareceu. Nas melhores chances da carreira, fracassou no Napoli e no Sevilla. No 4-3-1-2 de Prandelli, Cigarini pode ser encaixado em qualquer lugar do meio-campo. Um bom reserva para Pirlo, será? Uma opção para a criação, se Montolivo abaixar o nível? Pode ser. Mas mesmo a surpreendente Atalanta tinha opções melhores, como Padoin ou Schelotto.

Os convocados
Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Salvatore Sirigu (Paris Saint Germain).
Defensores: Davide Astori (Cagliari), Federico Balzaretti (Palermo), Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Mattia Cassani (Fiorentina), Giorgio Chiellini (Juventus), Domenico Criscito (Zenit), Christian Maggio (Napoli).
Meias: Alberto Aquilani (Milan), Luca Cigarini (Atalanta), Daniele De Rossi (Roma), Claudio Marchisio (Juventus), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Antonio Nocerino (Milan), Andrea Pirlo (Juventus).
Atacantes: Mario Balotelli (Manchester City), Antonio Cassano (Milan), Sebastian Giovinco (Parma), Giampaolo Pazzini (Inter), Giuseppe Rossi (Villarreal).

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