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Posts com a Tag Pato

domingo, 15 de janeiro de 2012 Internazionale, Milan, Serie A | 21:53

Ele não aprende

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Massimiliano Allegri (Getty Images)

Pode pensar um pouco mais antes de agir, Allegri

Antes de perder o clássico deste fim de semana para a Inter, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, tinha três vitórias em três dérbis de Milão. Mas ele não é invencível, como ficou bem provado na noite deste domingo (15/1).

Allegri insistiu em erros simplórios e pagou por isso. O Milan teve 67% de posse de bola, índice que se mostrou inútil para que o melhor ataque da competição conseguisse marcar pelo menos um golzinho.

É básico: não adianta, simplesmente, ter a bola. Há que fazer com que ela se torne jogada de gol. O Milan de Allegri, que tão bem costuma fazer isso, teve uma noite atípica, sem poder contar com Boateng e Robinho. E por quê? Porque o treinador não quis contar com a dupla. Pagou com a liderança da Serie A.

Sim, eles estiveram em campo. Boateng jogou os 90 minutos e se tornou um dos poucos a se salvar no naufrágio do Milan. Mas por que não atuou na posição em que está acostumado a render tão bem? Meio-campista à direita no 4-3-1-2 rubro-negro, o ganês não teve a liberdade que costuma contar e, mais longe do gol, teve seu dinamismo desperdiçado. Pior ainda é a insistência em escalar Emanuelson como armador, algo que o holandês já provou dezenas de vezes que não consegue fazer.

Robinho, que jogou por pouco menos de meia hora, fez quase nada enquanto esteve em campo. E olha que foi melhor que Alexandre Pato, surpreendentemente escolhido entre os onze iniciais, e que falhou absurdamente duas vezes na partida. Sem o essencial Robinho desde o começo e com Boateng recuado, o jogo do Milan se perdeu, o Milan perdeu e Allegri terá de se explicar.

E a Inter, moço do Tripletta?

Só o gol do argentino Milito não seria suficiente. Os brasileiros foram decisivos na sexta vitória consecutiva da Inter no campeonato. Mas isso será assunto para a coluna de futebol italiano da Trivela, que passo a assinar nesta terça-feira. Nos vemos por lá também, ok?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 Serie A | 17:53

Italianão, prévia da 18ª rodada

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Para os rivais de Milão, a hora da verdade chegou justamente na penúltima rodada do primeiro turno do Campeonato Italiano. Se o Milan vencer o derby della Madonina, continua na liderança do campeonato e aumenta a vantagem sobre a Inter para 11 pontos. Se der Inter, a distância cai para cinco pontos e o Milan pode até cair para terceira posição.

Alexandre Pato (Getty Images)

Pato decidiu o último dérbi na Serie A, com dois gols do 3 x 0 milanista. Dessa vez, fica no banco

Faltando tão pouco tempo para o clássico, poucas dúvidas seguem no ar. O Milan, que perdeu Aquilani, vai de Ambrosini no meio-campo; no ataque, Robinho deve fazer dupla com Ibrahimovic. Na Inter, tudo depende de Sneijder. Se Ranieri escalar o holandês, que não é titular há dois meses, Álvarez perde a vaga no time. No comando de ataque, Milito e Pazzini.

Só que, se você não tem um bom pacote de TV por assinatura em casa, vai ficar difícil assistir ao dérbi. Por causa dos horários vendidos a igrejas e a quem mais tenha dinheiro para comprá-los, a RedeTV! resolveu passar o jogo com meia hora de atraso. Mas o segundo tempo será exibido por inteiro, garantem…

Aquilo que está inteiro é o bolão do Tripletta. Quem vencê-lo, você sabe, leva para casa uma bela réplica da camisa do Genoa campeão ao 1915, oferecimento da parceira Liga Retrô. Já fez suas apostas?

Saiba o que vai passar na TV, veja a classificação e faça suas apostas:

Programação da TV
Sábado, 14/1
às 17h45, Catania x Roma – RedeTV!

Domingo, 15/1
às 9h30, Lazio x Atalanta – ESPN Brasil e ESPN HD
às 12h, Juventus x Cagliari – ESPN, ESPN HD e SporTV
às 17h45, Milan x Inter – ESPN Brasil (na RedeTV!, começa às 18h15)

Segunda, 16/1
às 17h45, Napoli x Bologna – ESPN HD
*A Rai ainda não atualizou sua programação em 2012

Classificação do campeonato
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado)
Catania 1 x 2 Roma
Lazio 2 x 0 Atalanta
Cesena 0 x 0 Novara
Chievo 1 x 1 Palermo
Fiorentina 2 x 1 Lecce
Genoa 1 x 3 Udinese
Juventus 2 x 0 Cagliari
Parma 1 x 0 Siena
Milan 2 x 0 Inter
Napoli 2 x 1 Bologna

Corra e aposte no nosso bolão!

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões, Milan, Napoli | 15:27

Balanço bom

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Não que a crise do futebol italiano tenha acabado. Longe disso. Mas chama atenção o fato de o Belpaese ter sido a nação que mais colocou times nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Os três participantes da fase de grupos passaram de fase: a Inter sofreu, perdeu dois jogos, mas terminou na primeira posição do grupo B; Napoli e Milan se classificaram na segunda colocação.

Pato Plzen (ESPN)

Alexandre Pato marcou contra o Viktoria Plzen, na última rodada, mas não foi suficiente: vexame

Se os ingleses só botaram dois times na próxima fase, culpa de um italiano. O Napoli deu show, muito por causa da torcida apaixonada, e conseguiu eliminar o bilionário Manchester City. Nos confrontos entre os dois times, uma vitória por 2 x 1 para o Napoli e um empate em Manchester. Foi suficiente para desequilibrar a favor do time de Cavani, Lavezzi e Hamsík.

O Milan passou vergonha. Em um grupo fácil de lidar, se classificou com apenas duas vitórias em seis jogos. O time rubro-negro conseguiu até empatar com o bielorrusso BATE Borisov e com o tcheco Viktoria Plzen. Tropeçar no Barcelona era esperado. Mas passar vexame contra a turminha lado B…

Os resultados ainda não são bons em termos de ranking europeu e essas coisas mais matemáticas. Os times de Inglaterra, Espanha e Alemanha continuam pontuando mais do que os italianos. Até os franceses têm se dado melhor. Mas você há de convir que, pelas expectativas do início da temporada, ter tanta gente viva no terreno europeu já é um belo avanço.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Serie A | 00:20

Podcast: O velho ou o novo?

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O Milan (campeão da última Serie A) e a Inter (da Coppa Italia) decidirão a Supercoppa no próximo sábado (6). Além da rivalidade, será uma boa disputa para ver quem prevalece: um Milan que manteve a base da temporada passada ou uma Inter totalmente reformulada?

Nelson Oliveira, do QuattroTratti, está comigo novamente. É só dar o play:

O jogo será às 9h de Brasília, com transmissão da ESPN Brasil e da Rai. Prováveis formações:

Milan (4-3-1-2): Abbiati; Abate, Nesta, Thiago Silva, Zambrotta (Antonini); Gattuso, van Bommel, Seedorf; Boateng; Ibrahimovic, Pato.
Inter (3-4-3): Júlio César; Ranocchia, Samuel, Chivu; Santon, Thiago Motta (Stankovic), Sneijder, Zanetti; Pandev (Álvarez), Pazzini, Eto’o.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Serie A | 07:32

Contagem progressiva: Os camisas 9 mais eficientes

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Francesco Grandolfo (Ansa)

Na única partida de Grandolfo como titular, o promissor atacante do Bari marcou três gols. Poderia ter começado antes...

Como medir a capacidade de decisão de um atacante? Às vezes, comparar só o número de gols pode ser algo enganoso. Para escolher os grandes artilheiros da temporada, o Tripletta resolveu mostrar quantos minutos cada um deles gasta para fazer um gol – ah, e só um terço dos nove camisas 9 escolhidos realmente envergam este número nas costas.

9. Samuel Eto’o (Inter)
1 gol a cada 141 minutos. Matematicamente, foi a melhor temporada de Eto’o como profissional. O camaronês marcou 37 gols, mas na Serie A foram “apenas” 21. Regular durante boa parte do campeonato, a Inter penou justo quando o rendimento dele caiu. Na única vez em que Eto’o passou quatro jogos em branco, entre a 30ª e a 33ª rodadas, o time de Leonardo conseguiu vencer apenas duas vezes e deu tchau ao scudetto.

8. Fabrizio Miccoli (Palermo)
1 gol a cada 134 minutos. Lesionado no início da temporada, Miccoli só pôde estrar na 10ª rodada. A partir daí, sofreu para se manter fisicamente inteiro: fez apenas duas partidas completas. Dos nove gols que o baixinho marcou, alguns em momentos importantes, contra a Juventus e a Roma, mostraram que ele segue com o faro apurado. Não deve continuar no Palermo.

7. Libor Kozák (Lazio)
1 gol a cada 126 minutos. Amuleto da Lazio, o jovem tcheco fez sucesso: no início da temporada, marcou gols fundamentais para vitórias contra a Fiorentina e a Sampdoria, sempre entrando no finalzinho. No primeiro jogo como titular, já no returno, repetiu a dose em cima da Fiorentina: 2 a 0 com gols dele. Kozák ainda marcaria mais dois gols de bom augúrio. Sempre que ele foi às redes, a Lazio saiu de campo vitoriosa. Veja os gols neste vídeo:

6. Alexandre Pato (Milan)
1 gol a cada 114 minutos. Ibrahimovic, Robinho e Pato marcaram, cada um, 14 gols na campanha do título do Milan. O genro de Silvio Berlusconi foi o mais prolífico, pois fez seus golzinhos em menos oportunidades que os “rivais”. E, entre eles, Pato foi o mais pé quente. Dividiu seus gols em dez jogos e o Milan não perdeu nenhum destes: dois empates e oito vitórias.

5. Edinson Cavani (Napoli)
1 gol a cada 112 minutos. Não fosse a suspensão que o tirou dos últimos dois jogos da temporada, talvez Cavani pudesse ter alcançado Di Natale na tabela de artilheiros. Mesmo assim, o número de Cavani é impressionante e o uruguaio se tornou o maior artilheiro do Napoli em uma só edição da Serie A. Ah, e foram três triplette durante o torneio: três gols contra Juventus, Lazio e Sampdoria.

4. Antonio Di Natale (Udinese)
1 gol a cada 105 minutos. O artilheiro da Serie A atingiu uma média de quase um gol por jogo. Pudera: só na sequência de 13 jogos de invencibilidade da Udinese, o capitão marcou 15 vezes. No total, 28 gols foram marcados, para não falar das quatro assistências. No vídeo abaixo, estão todos os gols de Totò no campeonato:

3. Mauro Boselli (Genoa)
1 gol a cada 92 minutos. O artilheiro da Libertadores ‘09 parece não emplacar na Europa: não conseguiu ser titular no Málaga, no Wigan e nem no Genoa. Contratado em janeiro pelo Grifone, ele logo se machucou e levou quase dois meses para estrear. Com poucas oportunidades e quase sempre sem sair do banco, a melhor oportunidade do argentino foi contra a Sampdoria. Ele marcou o gol da vitória aos 51 minutos do segundo tempo, praticamente rebaixou a rival e se transformou em ídolo.

2. Filippo Inzaghi (Milan)
1 gol a cada 91 minutos. O eterno camisa 9 jogou pouco, mas mostrou que o faro de gol continua intacto. Na Serie A, foram só cinco partidas antes da operação no joelho que o tirou de quase toda a temporada – ele só voltou nos minutos finais da penúltima rodada, para comemorar o título. Mesmo sumido, ainda marcou duas vezes. E vale lembrar que ele também foi importante na Liga dos Campeões: na meia hora que jogou contra o Real Madrid, fez os gols milanistas do empate em 2 a 2.

1. Francesco Grandolfo (Bari)
1 gol a cada 39 minutos. O garoto de 18 anos, que só conseguiu ser titular na última rodada, foi o atacante de melhor média em todo o campeonato e deixou um gostinho de “quero mais”. Grandolfo fez uma grande temporada pelo time sub-20 do Bari, ao marcar 16 gols em 23 jogos. Na única chance como titular no profissional, fez três gols. Até para um canhoto, ele começou com o pé direito.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 2: Montando o quebra-cabeça

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Cesena 0-2 Milan

Cesena 0-2 Milan, na 2ª rodada

Na Itália, não são poucos os que dizem que foi Massimiliano Allegri o maior personagem do título do Milan. Não é um pecado dizer isso. O jovem ex-treinador do Cagliari foi buscado pelo administrador-delegado milanista, Adriano Galliani, e recebeu total confiança. Forte no vestiário e fora dele, conseguiu até convencer Galliani de que precisava de reforços importantes em janeiro, mesmo com o Milan na liderança da Serie A.

Allegri teve liberdade e soube aproveitá-la. Mesmo pressionado pela imprensa a escalar Ibrahimovic, Pato, Robinho e Ronaldinho juntos, não sucumbiu – e olha que a Gazzetta dello Sport fez até simulações táticas, mostrando como eles se encaixariam. No decorrer do campeonato, driblou as lesões de Inzaghi, Ambrosini e Pirlo, deu confiança a Abate, Zambrotta e Abbiati, reinventou Boateng e Robinho e mandou Seedorf para o banco quando achou necessário.

A engenharia de Allegri foi essencial para segurar um time com diversos problemas físicos – todos os atletas do elenco ficaram ao menos uma rodada no departamento médico. Dos jogadores de linha, quem mais jogou foi Thiago Silva: 31 partidas em 36 possíveis. Com isso, 35 atletas foram usados em 36 rodadas, número bem acima do que a Internazionale pentacampeã costumava usar. No Milan dos ausentes, Allegri conseguiu montar um quebra-cabeça que poderia ter custado a dele próprio.

Milan 3-0 Brescia

Milan 3-0 Brescia, na 15ª rodada

Com o passar das rodadas, o Milan se tornou um time consistente e ganhou bastante em solidez, mesmo com mudanças constantes e 36 escalações diferentes durante o torneio. Talvez tenha sido o primeiro campeão da história italiana que não perdeu qualquer jogo de virada – nem sequer venceu partida alguma assim.

A chegada de Ibrahimovic foi um marco na campanha rubro-negra. O sueco foi contratado no fim de agosto e estreou contra o Cesena (veja o primeiro campinho tático, à direita). Ibra perdeu um pênalti e bateu-se com Pato, buscando os mesmos espaços do brasileiro. Tudo isso por conta do ataque isolado. Culpa de um meio-campo inócuo que era, no máximo, guiado por lançamentos de Pirlo. Isolado na ponta-esquerda, Ronaldinho não conseguiu decidir, ficou nervoso e acertou uma cotovelada em Pellegrino. Mas o caos foi mesmo na defesa, onde Sokratis, mal protegido por Bonera, falhou nos dois gols do Cesena.

Não demorou para que Allegri derrubasse o 4-3-3, o transformando em 4-3-1-2. O elo entre meio-campo e ataque foi dúvida por muito tempo. Na 15ª rodada (veja o segundo campinho), no início de dezembro, foi possível notar a primeira guinada tática do Milan. Allegri barrou Seedorf, em má fase, e inventou Boateng de trequartista. O ganês vinha jogando mais recuado e estreou na nova posição marcando gol. Recuperou bolas, distribuiu o jogo rapidamente e esbanjou caráter. Virou xodó, claro.

Milan 4-0 Parma

Milan 4-0 Parma, na 25ª rodada

Foi mais ou menos nesta época que Robinho começou a evoluir. Com um papel menos incisivo que o tradicional, o camisa 70 foi instruído a procurar mais jogos pelas laterais, onde encontraria mais espaços, e aprimorou seus cortes diagonais, praticamente impossíveis de serem marcados. Para não falar da consciência tática aprimorada: Robinho ajuda na marcação, se desdobra como garçom e ainda conseguiu colocar doze golzinhos na conta.

Na defesa, já era possível observar um Abate em evolução, bem acima do que mostrou no ano passado e com o trauma da expulsão no primeiro dérbi contra a Inter já superado. Com Gattuso em boa fase e a zaga segura sob o comando de Nesta e Thiago Silva, a tarefa do lateral-direito ficou mais fácil.

O Milan da perfeição defensiva foi encontrado na 25ª rodada, na goleada contra o Parma, com a ajuda de van Bommel (veja o terceiro campinho). Desde então, foram quatro gols sofridos em doze jogos. O holandês deixou o time mais seguro e atendeu à expectativa de Allegri em ter um verdadeiro cão de guarda à frente de sua defesa. Ele já havia testado Ambrosini por ali, antes de o capitão se lesionar, mas os resultados não haviam sido tão satisfatórios. Com van Bommel, Pirlo acabou no banco. Se o italiano ficou satisfeito, é outra história.

Milan 3-0 Inter

Milan 3-0 Inter, na 31ª rodada

Por toda a campanha, a defesa só aparentava ter um calcanhar de Aquiles, na lateral-esquerda. Fraco no apoio, Antonini parece não ter evoluído nos últimos meses e, lá atrás, cometeu várias falhas bobas. Não demorou a ser sacado. Allegri testou Jankulovski, mas escolheu o veterano Zambrotta, que retomou a titularidade no dérbi contra a Inter, na 31ª rodada (veja no quarto campinho). Mesmo depois de tanto tempo parado e uma cirurgia no joelho, o campeão mundial anulou Maicon com sobras, o que lhe deu garantias até o fim da temporada.

De resto, foram poucas alterações estruturais, que não mudaram a cara deste quebra-cabeça milanista. Seedorf também deu a volta por cima e reassumiu seu posto de titular no meio-campo, mostrando que não encerrou a carreira. No ataque, Allegri se virou para escolher a dupla ideal. Robinho parece ter uma vaga cativa de titular, o que deixaria a outra para Pato ou Ibrahimovic. Mas para que fazer uma escolha tão difícil numa hora dessas, não é mesmo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 1: Brasileiro como sempre

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Thiago Silva (Getty Images)

Thiago Silva, o herdeiro predileto de Maldini

Dos 18 títulos italianos do Milan, seis foram conquistados com brasileiros em campo. Em 1959, José Altafini abriu a porteira e também venceu três anos depois, este na companhia de Dino Sani. Em 1968, foi a vez de Sormani ser campeão. Depois, o rubro-negro e o verde-e-amarelo só voltaram a se unir em 1999, quando André Cruz e Leonardo levaram o scudetto.

Agora, são 13 jogadores brasileiros que venceram a Serie A com o Milan: Thiago Silva, Alexandre Pato, Robinho e até Ronaldinho entraram na lista. Com exceção de André Cruz e do atual camisa 10 do Flamengo todos foram importantíssimos – jogaram ao menos metade dos jogos do Milan no torneio.

Berlusconi é um amante declarado dos jogadores daqui. Quando Lula visitou a Itália, em 2008, o primeiro-ministro fez com que os atletas brasileiros do Milan o visitassem na residência oficial. Demorou a concordar com a liberação de Ronaldinho, “o melhor jogador do mundo, não o trocaria por ninguém”. Depois do título deste fim de semana, prometeu contratar mais brasileiros, “campeões como Thiago Silva e Pato”.

Normal que o Milan “venha pescar no Brasil”, como dizem os jornalistas de lá. É muito mais fácil tirar um jogador dos times daqui. Juntos, Fluminense e Internacional ganharam 32 milhões de euros por Thiago Silva e Pato. Quase os 30,5 milhões que a Juventus pagou por Bonucci e Quagliarella, e menos que os 37,5 milhões da Internazionale por Ranocchia e Pazzini.

País de cultura latina, dá pra dizer que a Itália é o país mais similar ao Brasil, entre os grandes centros de futebol. Desde a culinária até o hábito da conversa alta, é normal que o jogador daqui tenha maior facilidade de adaptação por lá. No Milan, fica ainda mais fácil. Em entrevista ao iG, Thiago Silva disse que os brasileiros “são muito bem vistos entre jogadores, diretoria e a torcida”, por sempre terem feito parte da história do clube. Com esse clima, não é difícil sentir-se em casa e mostrar o melhor futebol.

Que o diga Robinho, brasileiro mais vitorioso nesta empreitada. Depois de sair pela porta dos fundos do Manchester City e fazer um início de 2010 turbinado no Santos, muitos diziam que o rei das pedaladas teria na Itália sua última oportunidade em um grande time europeu. Não foram poucos os detratores que diziam que era uma aposta destinada ao fracasso, mas ele os venceu. Desde que Allegri optou por apenas dois atacantes, Robinho ganhou espaço: jogou de centroavante, caiu pelos lados, fechou em diagonal e até fechou o losango do meio-campo, como armador.

Alexandre Pato e Robinho (AP Photo)

Pato e Robinho, surpresas mais que positivas

Agora experiente, Robinho parece ter aprendido bastante com Dorival Júnior antes de seguir para a Europa. Mais consistente do que era em seus bons tempos de Real Madrid, se tornou um jogador disponível, taticamente obediente e bastante versátil. Apesar de ter perdido caminhões de gols durante as rodadas, criou inúmeras jogadas de perigo e mostrou ótimo entrosamento tanto com Ibrahimovic quanto com Alexandre Pato.

Pato, aliás, foi o atacante fundamental. Sim, mais do que Ibrahimovic. Aos 21 anos, marcou o mesmo número de vezes que o sueco, sem cobrar pênaltis ou faltas. Acima de tudo, marcou nas partidas decisivas. Foi dele o primeiro gol do Milan no campeonato, na estreia contra o Lecce, e foi ele o melhor em campo nas goleadas por 3 a 0 sobre Napoli e Inter. Ele sofreu com lesões, realmente. Mas, na hora H, conseguiu deixar sua marca.

A onipresença atende pelo nome de Thiago Silva, melhor jogador do Milan na campanha do título. Ágil, leal, bom na marcação, no desarme e na antecipação, virou a referência da defesa e foi comparado a Maldini pelo próprio Maldini. Em 31 jogos disputados, cometeu 25 faltas e levou só um cartão amarelo. Ano passado, Thiago sofria quando Nesta não estava em campo. Desta vez, foi ele o farol de Alexandria da defesa. Com sobras, Thiago Silva foi o melhor desta torre de Babel que é o Milan com jogadores de 16 países diferentes.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Milan | 18:12

Allegria, allegria

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Foto: AFP

“Faz sete anos desde a última vez. Eles disseram que a velha guarda estava morta e ainda estamos aqui. Espero que seja o começo de um novo ciclo no Milan, pois eu estou no fim.” Novamente campeão, Gattuso foi a alma de um Milan corajoso, lutador e voluntarioso. A campanha do título pode não ter sido brilhante, mas premia por merecimento. Consistente, o time de Massimiliano Allegri exterminou os rivais diretos, com duas vitórias sobre o Napoli e outras duas na Inter.

No decorrer da semana, o Tripletta fará um dossiê sobre o scudetto do Milan. O que o time fez para vencer com antecipação, qual a importância dos brasileiros, o que mudou desde o último título, qual a importância política da conquista, como manter a equipe nos trilhos… Esta série substituirá o Domingo é dia de história, que não será publicado amanhã. Fique de olho!

As notas do Milan campeão:

Alexandre Pato e Thiago Silva (Foto: Getty Images)

O pato e o monstro

5 estrelas

  • Abbiati, goleiro: com 18 gols sofridos em 34 partidas, o arqueiro supera a média de Dida, titular no último scudetto vencido pelo clube. Vale lembrar que Abbiati era reserva naquela ocasião. Sempre dispensável, visto como moeda de troca, emprestado com frequência, parecia que seria novamente jogado para escanteio quando Amelia foi contratado. Mas esbanjou discrição e segurança. Aos 33 anos, venceu como protagonista pela primeira vez.
  • Allegri, treinador: jovem e com ideias fortes, às vezes pareceu estar na corda-bamba, mas sempre superou as dificuldades. Pressionado pela imprensa italiana a escalar quatro atacantes no início da temporada, não cedeu. Começou com três e, com o tempo, escolheu apenas dois. Psicologicamente, esbanjou tranquilidade ao fazer o time atravessar bem os momentos de êxtase (goleadas contra Inter e Napoli) e superar os traumas (sobretudo a queda para o Tottenham na Liga dos Campeões). Vencer na temporada de estreia é um grande feito: Allegri se iguala a Capello, Sacchi e Zaccheroni.
  • Gattuso, meia: alma guerreira de um time que não se entregou, o camisa 8 brilhou no pior momento do Milan na temporada. No returno, quando a Inter se aproximava a passos largos e tudo parecia estar se perdendo, Gattuso marcou o gol de uma vitória suada contra a Juventus. O desabafo depois da conquista só fará aumentar o carinho da torcida por ele.
  • Nesta, zagueiro: lutou e venceu as lesões que o tiraram de combate na temporada passada e ressurgiu das cinzas para formar, com Thiago Silva, uma das defesas mais confiáveis da Europa. O preparo físico não é o mesmo do auge de alguns anos atrás, mas a classe de Nesta parece aumentar ano após ano. Quem disse que o zagueiro romano já estava cumprindo aposentadoria deve ter se arrependido.
  • Pato, atacante: o início de temporada foi difícil e parece que o brasileiro terminará a campanha do título sem ter conseguido fazer uma boa dupla com Ibrahimovic. Isso não importa, porém. Jogou seis partidas a menos que o sueco e marcou o mesmo número de gols. De quebra, foi decisivo no delicadíssimo dérbi contra a Inter, que poderia ter empurrado o Milan para a terceira posição. Tornou-se o atacante sub-23 mais goleador desde Giuseppe Meazza e ainda conquistou a filha do chefe.
  • Seedorf, meia: reforço do Corinthians? Difícil. O camisa 10 não teve um começo espetacular de temporada e passou por sérias dificuldades até convencer Allegri de sua titularidade. Na reta final do campeonato, tornou-se indiscutível e esbanjou a classe que estava faltando ao Milan desde o início do torneio. Inteligência, bom passe, domínio do jogo, controle emocional e poucas falhas – enfim, tudo o que um bom armador precisa.
  • Thiago Silva, zagueiro: melhor jogador da campanha do título milanista, não é à toa que o brasileiro passou a ser conhecido como “O Monstro” e arrancou elogios dos ícones Baresi e Maldini. Hoje, é o melhor zagueiro do mundo e é tão técnico que foi utilizado até como volante, com bons resultados. Thiago Silva foi à Europa na hora certa, no time certo. Aos 25 anos, chegou para suprir um lugar carente de um time internacionalmente reconhecido por ter defensores top de linha. Venceu.

Massimiliano Allegri e Zlatan Ibrahimovic (Foto: Getty Images)

O estreante e o octacampeão

4 estrelas

  • Boateng, meia: chegou cercado de desconfiança, um novo volante para um time que já era recheado deles. Improvisado por Allegri como trequartista, deu à equipe um dinamismo desaparecido há alguns anos e foi o principal responsável por empurrar Ronaldinho para o banco. Sua importância pode ser medida pela dificuldade do Milan em vencer quando esteve lesionado – nessa época, a Inter esteve a uma vitória da liderança.
  • Cassano, atacante: contratado em janeiro, distribuiu seis assistências e ainda marcou quatro golzinhos mesmo sem jamais ser titular absoluto. Peça essencial na comemoração do título, afinal foi ele (claro) quem jogou a champanhe na cara do treinador.
  • Robinho, atacante: na melhor temporada do brasileiro desde que chegou à Europa, Robinho se afirmou como um atacante completo e bastante útil. Na hora do aperto, jogou até como centroavante. Semeou pânico nas defesas adversárias no mesmo ritmo em que perdia gols inacreditáveis. Se acertar a mira, quem sabe possa retomar a meta de tentar ser o melhor do mundo?
  • Ibrahimovic, atacante: 14 gols e 11 assistências poderiam colocar o sueco como jogador mais importante na campanha do título, o oitavo dele consecutivo, por cinco times diferentes. Mas o atacante essencial no primeiro semestre virou dor de cabeça no returno e, desnecessariamente, colocou o time em dificuldades em um momento crucial.
  • van Bommel, meia: também chegou em janeiro e logo mostrou o cartão de visitas, sendo expulso na partida de estreia. Apesar disso, o holandês deu a volta por cima e se tornou insubstituível no meio-campo, um verdadeiro destruidor de jogadas que restituiu o equilíbrio ao setor. No returno, o Milan só sofreu seis gols. Não é coincidência.

Massimo Ambrosini e Christian Abbiati (Foto: Getty Images)

O novo protagonista e o capitão sumido

3 estrelas

  • Abate, lateral-direito: afobado, estabanado e ingênuo, porém voluntarioso e disponível. Abate não é o melhor lateral do mundo, mas evoluiu bastante, conseguiu se firmar como titular e não comprometeu nas grandes partidas.
  • Ambrosini, meia: o capitão da equipe ficou lesionado por quase todos os jogos, mas teve papel relevante enquanto esteve disponível.
  • Antonini, lateral-esquerdo: esteve um pouco abaixo do que Abate mostrou e nunca foi muito confiável, mas merece seu espaço pela garra mostrada em campo.
  • Pirlo, meia: machucado durante boa parte do ano, perdeu espaço com Allegri, que prefere utilizá-lo mais adiantado do que o próprio Pirlo gosta de jogar, e deve sair. Dizia-se que um Milan vencedor começaria por seus pés. O scudetto mostra que sua importância para o Milan já pertence à história.
  • Yepes, zagueiro: contratação discutível no início da temporada, o veteraníssimo colombiano pode dizer que teve sua importância no scudetto milanista. Fez onze partidas em alto nível quando foi escalado e virou xodó da torcida.

Clarence Seedorf e Filippo Inzaghi (Foto: Reuters)

O cerebral e o interminável

2 estrelas

  • Bonera, lateral-direito/zagueiro: nem ao céu, nem à terra. Duvide de quem disser que se lembrará de Bonera daqui a dez anos.
  • Flamini, meia: autor de um gol decisivo contra o Bologna, mas pouco mais que isso. Com Allegri, recuperou o espaço perdido com Leonardo, mas não recuperou o futebol dos tempos de Arsenal.
  • Inzaghi, atacante: dois gols em cinco jogos e uma lesão que o tirou da temporada, mas que não apagou a idolatria da torcida do Milan por ele.
  • Merkel, meia: com boas partidas quando o parte do meio-campo esteve no departamento médico, o alemãozinho provou que pode ser uma boa opção para o futuro.
  • Strasser, meia: assim como Merkel, só troque o alemãozinho por serraleonêsão.
  • Oddo, lateral-direito: jogou pouquíssimo, mas deu três assistências em sete partidas.
  • Zambrotta, lateral-esquerdo: nem sombra do que foi na Copa do Mundo em 2006, o ex-melhor lateral do mundo fez partidas seguras na defesa e medíocres no ataque.

Ronaldinho no Flamengo (Foto: Reuters)

E o campeão distante

1 estrela

  • Amelia, goleiro: segundo título italiano do goleiro campeão do mundo em 2006 – e que não foi titular em nenhuma das conquistas. Quando jogou pelo Milan, não convenceu.
  • Beretta, atacante: oito minutos na campanha do título.
  • Borriello, atacante: foi vendido para a Roma depois da primeira rodada.
  • Emanuelson, meia/lateral-esquerdo: chegou para ser a solução da lateral. Teve chances no meio-campo e deve ficar por lá, ainda que não tenha convencido.
  • Jankulovski, lateral-esquerdo: mesmo bem fisicamente, não conseguiu ser titular.
  • Legrottaglie, zagueiro: contratado para ser a primeira opção da defesa, se machucou gravemente logo na estreia. Azarado.
  • Oduamadi, atacante: disputou dez minutos de campeonato e nada mais.
  • Papastathopoulos, zagueiro/lateral-direito: as prestações terríveis do início da temporada o empurraram para as margens do elenco.
  • Roma, goleiro: nem chegou a entrar em campo.
  • Ronaldinho, atacante: nenhum gol nas várias partidas que fez antes de ir para o Flamengo, contra a vontade de Silvio Berlusconi.
Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 11 de abril de 2011 Milan | 13:23

O genro de ouro

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Alexandre Pato (Foto: AP)

Contra a Fiorentina, Pato alcançou número de Giuseppe Meazza

Expulso novamente contra a Fiorentina, Ibrahimovic foi julgado e pegará três jogos de suspensão. Péssimo para as pretensões do Milan, já que só faltam seis rodadas para o fim do campeonato. Mas, de certa forma, é bom para Alexandre Pato. Não é segredo que o sueco e o brasileiro não são melhores amigos e que, mesmo dentro de campo, têm sérios problemas para jogarem juntos.

Quando Ibrahimovic não joga, Pato perde em liberdade, mas passa a jogar mais perto do gol adversário. No dérbi contra a Inter, o posicionamento deu certo e ele decidiu a partida com dois gols. Depois que voltou de lesão, o atacante voltou a ser notícia. Nos jornais esportivos, pelos quatro gols nos últimos cinco jogos. Nos outros, pelo namoro com Barbara Berlusconi, herdeira de meia Itália.

A vitória magra com a Fiorentina encheu Ibrahimovic de críticas pelos gols perdidos facilmente e pela expulsão – discutível, diga-se passagem. Por outro lado, Pato chegou a uma marca histórica: 50 gols marcados na Serie A com apenas 21 anos, igualando recorde de Giuseppe Meazza, o último a alcançar a marca, em 1929. O número é melhor que o de vários artilheiros que despontaram cedo, como Amadei, Piola, Boniperti, Riva, Totti, Del Piero… Ou seja, um número absurdo, ainda mais se considerarmos que nenhum destes foi anotado de pênalti.

Para o Milan confirmar o scudetto que parecia tão seguro há algumas semanas, quando Ibrahimovic ainda estava destruindo as defesas adversárias, é Pato quem terá que decidir. Contra Sampdoria, Brescia e Bologna, terá a chance de se confirmar o melhor centroavante brasileiro em atividade. Nada mal para se consagrar como genro favorito de Silvio Berlusconi, hein?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

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