Nocerino | Futebol Italiano

Publicidade

Posts com a Tag Nocerino

quarta-feira, 26 de outubro de 2011 Milan, Serie A | 22:04

Garoto-propaganda inusitado

Compartilhe: Twitter

Até pouco tempo atrás, Nocerino havia marcado apenas sete gols em 156 jogos na Serie A. Bastou 90 minutos para que fizesse três contra o Parma, uma tripletta inédita na carreira. Dois dos gols são belíssimos. Que tal convidá-lo para ser garoto-propaganda do Tripletta, hein? Com a vitória por 4 x 1, o Milan subiu para a quinta posição do campeonato e está a apenas dois pontos da líder, Juventus. Veja os gols:

Curtas
- Pouco antes do jogo entre Roma e Genoa, saiu uma entrevista do goleiro romanista Stekelenburg. O holandês disse que não consegue se comunicar com o elenco, quase todo de jogadores que só falam em italiano ou em espanhol. A falha no segundo gol foi só uma falha idiomática?

- A Lazio passou quase uma hora na liderança, mas acabou tropeçando no Catania, dentro de casa. Bergessio aproveitou uma falha de Stankevius e marcou de cabeça. E a torcida voltou a pegar no pé do treinador Edy Reja, que novamente fez substituições polêmicas.

- Primeira derrota no campeonato para a Udinese. Sem Di Natale, que estava machucado, a ex-líder não chegou a preocupar o Napoli, que venceu por 2 x 0 e quebrou a sequência do goleirão Handanovic, que ficou 407 minutos sem levar gol.

- A Inter voltou a tropeçar e está apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento. A situação só não é pior porque o goleirão reserva Castellazzi defendeu um pênalti da Atalanta já nos acréscimos do segundo tempo. Depois do jogo, houve reclamação de que muitos penais têm sido marcados contra a Inter. Mas se o lance de Chivu não foi pênalti…

- O Bologna venceu o Chievo fora de casa, chegou aos sete pontos e saiu da zona de rebaixamento. O incrível é que todos os pontos do time foram conquistados longe da Emília-Romanha! O único gol do jogo foi marcado por Acquafresca – aquele mesmo que havia feito um gol contra na rodada passada.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de setembro de 2011 Liga dos Campeões, Milan | 19:49

Um minuto, uma vitória

Compartilhe: Twitter
Thiago Silva e Alexandre Pato (Getty Images)

Samba, o segredo do Milan

“É suicídio só se defender do Barcelona”, pregou o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, antes da estreia dos times na Liga dos Campeões. A promessa de atacar foi cumprida por 24 segundos, tempo suficiente para Alexandre Pato dar uma disparada fantástica e abrir o placar.

Daí em diante, o Milan só se defendeu. Suicidou-se, portanto, e levou um baile do Barcelona. O meio-campo rubro-negro inexistiu, sugado pelos “extraterrestres” espanhóis. Atordoados, van Bommel não mostrou a eficiência do ano passado e Nocerino parecia não acreditar que estava jogando no Camp Nou. Ambrosini, que entrou ainda no primeiro tempo, mostrou-se mais um perdedor de bolas do que um desarmador. Para não falar do incógnito Zambrotta.

O problema do Barça foi não converter a posse de bola em gols. Aos 47 minutos do segundo tempo, ainda estávamos em 2×1. Eis que Thiago Silva deu uma cabeçada fulminante em escanteio de Seedorf e empatou o jogo. Serafino Ingardia, jornalista italiano, é quem fez o melhor resumo da partida: “Milan, o único time capaz de segurar o Barcelona jogando 30 segundos no início e 30 segundos no final do jogo”. O suficiente para sair de campo com uma baita vitória. Ou vai dizer que alguém esperava mais?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 4 de setembro de 2011 Internazionale | 03:55

Amadorismo

Compartilhe: Twitter

Ainda é difícil acreditar que a Inter tenha cometido um erro tão grosseiro. Forlán, decantado substituto de Eto’o, foi inscrito pela equipe na Liga dos Campeões. Só um probleminha: o uruguaio fez dois jogos pelas preliminares da Liga Europa, enquanto ainda estava no Atlético de Madri. Como os espanhóis passaram de fase, o atacante só poderá defender outro time em competições continentais a partir da janeiro. E, por algum motivo, ninguém na Inter havia atentado para isso.

Forlán, Reyes e Salvio (Yahoo!)

A prova do crime: Forlán comemora com Silvio e Reyes

As negociações para garantir Forlán duraram semanas, o que só torna o erro ainda mais inacreditável. Bastaria abrir o site da Uefa e ver que o Atlético havia eliminado o norueguês Stromsgodset. E pensar que o uruguaio adiou as férias pós-Copa América justamente pra disputar esse jogo e agora ficou de fora da fase de grupos da Liga dos Campeões…

A trapalhada complica os planos de Gasperini, que insiste em um 3-4-3 que tem tudo para dar errado. Sem Forlán na LC, talvez a melhor opção seja colocar Philippe Coutinho no ataque, já que Castaignos não foi inscrito na competição. Mas o maior dano é para a imagem da Inter, que praticou um ato de amadorismo sem tamanho.

Nocerino joga
Como o Palermo acabou eliminado para o Thun, nas preliminares da Liga Europa, quem jogou as duas partidas poderá disputar qualquer competição europeia por outra equipe. É o caso de Nocerino, vendido para o Milan nos minutos finais do mercado e inscrito na Liga dos Campeões. Aí sim.

Inzaghi, não
O mítico artilheiro do Milan teve o contrato renovado no início da temporada, mas foi preterido por Allegri e não está entre os 25 inscritos para a LC. Em Milanello, dizem que Inzaghi não engoliu muito bem a exclusão.

Não revelou…
Também na Liga dos Campeões, o Napoli sofreu para montar a lista de 25 jogadores. A Uefa exige quatro atletas formados pelo próprio clube. Aí complicou: no elenco principal, só o capitão Cannavaro surgiu no San Paolo. Para encaixar Allegra, D’Urso e Ammendola, que nem têm chances de jogar, acabaram ficando de fora Britos, Chávez e Lucarelli.

A lista das três equipes? Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

Compartilhe: Twitter

Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de maio de 2011 Bologna, Palermo | 21:23

Contagem progressiva: A dupla Duracell

Compartilhe: Twitter
Hora de descansar, Di Vaio (Getty Images)

Hora de descansar, Di Vaio. Próxima temporada exigirá mais milagres

É possível que você já saiba que De Sanctis, goleiro do Napoli, foi o único atleta a jogar todos os minutos de todas as partidas da última Serie A. O que você não sabe é que outros seis jogadores foram titulares nas 38 rodadas, mas perderam minutos por conta de uma mísera substituição. Entre estes, apenas dois jogam na linha: Di Vaio e Nocerino.

Di Vaio, atacante e capitão do Bologna, 34 anos, perdeu apenas seis minutos de campeonato. Ele foi o líder de uma equipe que, durante 80% do campeonato, foi guerreira e difícil de bater – não à toa, se livrou do rebaixamento muito antes do esperado, mesmo com uma punição de três pontos. Talvez alcançar a meta tão rápido tenha sido o motivo desta queda de rendimento nas rodadas finais, o que culminou na saída de Malesani e pode marcar o adeus até de Di Vaio.

Se o Bologna está na primeira divisão há três anos, deve muito disso a Marco Di Vaio, que parece estar no clube há muito mais do que isso. É ele quem manda prender e soltar por ali. Dos 35 gols que o Bologna marcou na temporada, 19 foram do atacante que rodou por Genoa, Monaco, Valencia e Juventus antes de reencontrar o futebol dos tempos de Parma, há uma década.

Antonio Nocerino (Getty Images)

Quem diria: não é que o "Gattusino" aprendeu até a atacar?

O outro integrante da dupla movida a pilhas alcalinas é Antonio Nocerino, 26 anos. Ele é titular absoluto do Palermo, sensação italiana no primeiro turno do campeonato, e disputará contra a Inter a final da Coppa Italia. Se Pastore e Ilicic brilharam, devem muito a Nocerino, que só ficou de fora de 27 minutos durante a Serie A.

Outro que deve bastante a Nocerino é o lateral-esquerdo Balzaretti, melhor jogador da posição durante o campeonato. Como o camisa 23 do time rosanero (titular pela esquerda do meio-campo no 4-3-2-1 habitual) pressiona a saída de bola do adversário, Balzaretti teve menos trabalho defensivo. E, sob o comando de Delio Rossi, Nocerino parece ter ganhado até um pouco de habilidade – o que ajudou bastante nos duetos com o colega lateral.

Marcador incansável, Nocerino aprendeu a jogar com a bola nos pés e ganhou mais liberdade quando Bacinovic foi colocado para destruir o jogo adversário, um verdadeiro volante. Bom no passe, no posicionamento e esforçado demais, Nocerino é um dos jogadores italianos que mais evoluiu nos últimos dois anos. Pode parecer exagero vê-lo na seleção italiana. Mas acredite: não é.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 25 de março de 2011 Seleção italiana | 19:56

No caminho certo

Compartilhe: Twitter
Thiago Motta comemora com Cassano (Foto: Getty Images)

Thiago Motta comemora com Cassano: brasileiro marcou seu primeiro gol logo na estreia em jogos oficiais

Apesar da discutível exclusão de Balotelli e De Rossi do elenco, a seleção italiana não teve problemas para bater a Eslovênia por 1 a 0. Com a vitória, Prandelli e comandados chegam a quatro vitórias e um empate no grupo C das eliminatórias para a Eurocopa, o que coloca a Nazionale bem próxima de uma vaga na competição. E, mais do que isso, confirma a ascensão do time azzurro.

Os pontos fortes mostrados no empate com a Alemanha, no início de fevereiro, continuaram presentes: superação, correria, confiabilidade, humildade, volúpia. A técnica e o bom jogo ainda são objetivos para o futuro, mas os bons resultados garantem tranquilidade e aumentam a autoestima.

Prandelli escalou seu 4-3-1-2 sem nenhum incontrista (nenhum Gattuso ou Jonílson, por exemplo) e teve o trabalho facilitado pela dificuldade eslovena em colocar pressão – muito disso pelo desfalque de Matavz. O meio-campo leve e técnico, então, não teve grandes desafios. Mas não foi tão efetivo assim e só ganhou equilíbrio quando Nocerino entrou para ajudar a anular Kirm, que jogou muito e sabe-se lá porque está no futebol polonês. As notas do jogo:

ITÁLIA
Buffon, 6 – uma boa defesa em chute de Koren e várias bolas interceptadas pelo alto
Maggio, 7 – atacou bem e defendeu ainda melhor, serviu Pazzini com bons passes
Bonucci, 5,5 – não chegou a falhar, mas jogou sem segurança e passou dificuldades com Dedic
Chiellini, 6 – vai melhor com a camisa da seleção do que com a da Juventus
Balzaretti, 6,5 – não sentiu o peso da camisa, atacou com desenvoltura e tabelou com Motta para o gol
Aquilani, 5,5 – os melhores lances eslovenos saíram nas suas costas. Ineficiente no ataque
Motta, 7 – responsável pelo primeiro combate aos adversários, de quebra marcou um gol
Montolivo, 7 – impecável, fez sua melhor exibição em azzurro até hoje

Marchisio (entrou aos 42’st), sem nota
Mauri, 5,5 – se movimentou bem, mas não basta para ser titular – o que não é mais nem na Lazio
Nocerino (aos 18’st), 6 – acertou a marcação e permitiu que Motta avançasse no lance do gol
Cassano, 6 – em alguns lampejos foi bem, mas ainda falta consistência
Rossi (aos 29’st), sem nota
Pazzini, 6,5 – lutou bastante, fez pressão e acertou a trave no primeiiro tempo

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 20 de março de 2011 Seleção italiana | 17:49

Hipocrisia azzurra

Compartilhe: Twitter
Daniele De Rossi (Foto: Getty Images)

Vice-capitão da seleção italiana, De Rossi é (ou era) pilar do time de Prandelli

Cesare Prandelli anunciou hoje a lista de convocados para os próximos jogos da seleção italiana: Eslovênia (eliminatórias para a Euro, em Ljubljana, dia 25) e Ucrânia (amistoso, em Kiev, dia 29). Como antecipado por todos os jornais do país, De Rossi e Balotelli ficaram de fora por motivos disciplinares.

O motivo? Violaram o código ético implantado por Prandelli quando o técnico chegou. As regras foram definidas junto de alguns “senadores” do elenco: Zambrotta, Pirlo, Palombo e o próprio De Rossi. “Quem joga na seleção representa todo o país e deve ser sempre um modelo, por isso comportamentos errados não serão mais tolerados”, garantiu Prandelli na época.

O problema é que fica difícil manter este código ético acima do bom senso. De Rossi e Balotelli não foram convocados pela conduta violenta demonstrada em partidas pela Roma e pelo Manchester City. Digamos que os dois representam um modelo para o país. Mas o país preferiria ser representado por dois grandes jogadores, fundamentais no elenco de Prandelli, ou por seus reservas? A partida contra a Eslovênia, fora de casa, vale a primeira posição do grupo C das eliminatórias e pode ser decisiva.

Não há um grande nome no meio-campo azzurro e, hoje, pode-se dizer que De Rossi é imprescindível. A dupla da Juventus (Aquilani e Marchisio) vive má fase, Mauri tem ficado na reserva da Lazio, Montolivo faz sua pior temporada nos últimos anos e Thiago Motta ainda se adapta à “nova nacionalidade”. Os dois jogadores em melhor fase no setor são os novatos Nocerino e Parolo, que ainda buscam espaço – o último é estreante em convocações.

A ausência de Balotelli deve ser menos sentida. A seleção conta com Rossi e Pazzini, dupla em ótima fase, e ainda tem como opções Cassano e Giovinco para criar o jogo e Matri e Gilardino para finalizá-lo. Ainda assim, dá para justificar a ausência de Di Natale? Idade à parte, não dá para simplesmente descartar quem fez mais de 50 gols nos últimos dois anos.

Se qualquer “conduta violenta” for motivo para sacar jogadores da seleção italiana, o clima por lá pode ficar instável gratuitamente. O código ético é uma boa sacada de segurança, mas não seria melhor oferecer apoio psicológico aos jogadores que representariam um modelo ao país? Antes assim do que esbarrar na hipocrisia: antes dois “violentos” em campo do que uma derrota decisiva, convenhamos.

Os 25 de Prandelli
Goleiros: Buffon (Juventus), Sirigu (Palermo), Viviano (Bologna);
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Chiellini (Juventus), Criscito (Genoa), Gastaldello (Sampdoria), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter), Santon (Cesena);
Meio-campistas: Aquilani (Juventus), Marchisio (Juventus), Mauri (Lazio), Montolivo (Fiorentina), Thiago Motta (Inter), Nocerino (Palermo, Parolo (Cesena);
Atacantes: Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Matri (Juventus), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,