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domingo, 12 de junho de 2011 Serie A | 08:00

Às compras!

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Fecha a conta e passa a régua: falta só Novara e Padova decidirem qual será o 20º integrante da próxima Serie A e a temporada italiana estará finalizada. De agora até agosto, o protagonista será o mercado, que já está quente e fez meia Serie A mudar de treinador. Todos os domingos, você irá conferir aqui no Tripletta um balanço do que foi o vai e vem da semana. Para começar, é bom saber o que está decidido:

Alessandro Del Piero e Andrea Pirlo (Getty Images)

Valeu o esforço, Del Piero: Pirlo é da Juve

O campeão Milan trabalhou antecipadamente e colheu bons frutos: conseguiu acertar a compra do xodó Boateng e trouxe, sem custos, o zagueiro Mexès (Roma) e o lateral-esquerdo Taiwo (Olympique). Sem contrato, Jankulovski, Legrottaglie e Pirlo deram adeus. Sokratis e Vilà foram emprestados e Paloschi e Merkel devem ter o mesmo destino.

A Inter fechou com Castaignos, o “Henry holandês”, que custou apenas 1,5 milhão de euros. Pelo Feyenoord, o atacante de 18 anos já marcou 15 gols como profissional e é artilheiro da Holanda Sub-19. Falta saber se será agregado ao time. Destro (Genoa), Caldirola (Vitesse) e Santon (Cesena) voltarão de empréstimo, mas devem ser negociados. Suazo foi dispensado a custo zero e ainda falta definir a situação de Kharja, que está em co-propriedade com o Genoa.

Com a chegada de Klose (Bayern), a Lazio se reforçou – e de graça – com um centroavante de nível internacional. Por enquanto, Meghni foi o único a sair, com o contrato rescindido. Na Roma, apenas incógnitas. Luis Enrique é o novo treinador e, com ele, pelo menos um jogador do Barcelona B pode pintar: Soriano, Montoya, Fontàs ou até Bojan. Da turma que volta de empréstimo, apenas Cicinho (Villarreal), Bertolacci (Lecce) e Crescenzi (Crotone) estão na lista dos aproveitáveis. Só mesmo as saídas já são certas: sem contrato, os zagueiros Mexès e Loria deram tchau.

O Napoli que estará na Liga dos Campeões já fechou com o ótimo zagueiro Fernández (Estudiantes) e tem buscado um meio-campista. Cigarini, que pode voltar do empréstimo ao Sevilla, não parece ser cogitado, e Pazienza já partiu. E falta um atacante: Lucarelli e Dumitru não ficarão. Também na LC, a Udinese aguarda alguma saída antes de reforçar o elenco e a única chegada confirmada é a do zagueiro Danilo (Palmeiras).

Michele Pazienza (Getty Images)

Reserva no Napoli, Pazienza virou reforço da Juve. Vai entender...

Após a temporada fracassada da Juventus, as contratações não animam. Pazienza (Napoli) e Ziegler (Sampdoria) chegaram de graça, uma dupla que “nem sentaria no banco, em meus anos”, segundo o polêmico Luciano Moggi. Além deles, Pirlo (Milan) também já é reforço certo. Agora é esperar a confirmação de Lichtsteiner (Lazio) e negociar quase um time inteiro: Manninger, Salihamidzic e Motta já se foram.

O Palermo aguarda a chegada de várias apostas: já fechou com o atacante argentino González (Novara), o volante húngaro Simon (Haladás) o zagueiro Labrín (Huachipato e seleção chilena) e o armador Zahavi (Hapoel e seleção israelense). Falta definir quem sai: meio time é especulado em meia Europa e só Liverani deu adeus. No rival Catania, o único movimento foi a chegada do treinador Montella (Roma).

O promissor atacante Borini (Chelsea) já é reforço do Parma, onde encontrará a eterna promessa Pellè (AZ Alkmaar). Falta saber se o time conseguirá manter Amauri e Giovinco, essenciais no returno do campeonato. O Genoa se prepara para mais um mercado faraônico: o mercado nem bem começou e o time se reforçou com o zagueiro Acerbi (Reggina), os meias Birsa (Auxerre) e Seymour (Universidad de Chile) e os atacantes Zé Love (Santos) e Ribas (Dijon); Rafinha (Bayern) foi o primeiro a sair.

Em Fiorentina, Chievo, Bologna, Lecce, Cesena e Cagliari, nenhuma novidade até aqui. E, ufa, por enquanto é só. Domingo que vem, estamos de volta.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Serie A | 10:25

Contagem progressiva: Zagueiros no sétimo céu

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Matías Silvestre (AP)

Boa marca de Silvestre pode lhe render uma transferência para Lazio, Roma ou Fiorentina

Os defensores também têm espaço no nosso review da temporada. Até porque assumiram um raro protagonismo nessa temporada: desde 2007, quando Materazzi tirou 10 gols da cartola, algum time não conseguia marcar mais de seis vezes contando apenas com tentos de zagueiros. Três times ultrapassaram a marca: Catania, Roma e Udinese.

O argentino Matías Silvestre foi o zagueiro com mais gols na temporada e fechou o ano como vice-artilheiro do Catania. Foram seis gols importantíssimos, todos em cruzamentos para a grande área: quatro de cabeça, dois com o pé direito, essenciais nas vitórias contra Lecce, Cesena e Brescia. Não demorou a se tornar ídolo da torcida e herdar a faixa de capitão, após a saída de Mascara. O outro gol de um zagueiro do Catania foi do reserva Terlizzi, contra o Palermo.

Na parte de cima da tabela, destaque para o trio titular da Udinese. A melhor marca foi a do estreante Benatia. O primeiro gol do marroquino veio na primeira vitória da Udinese no campeonato, já na sexta rodada, vitória de 1 a 0 sobre o Cesena. Ele abriu o placar contra Palermo e Cagliari e daí saíram duas vitórias. Domizzi e Zapata, ambos com dois gols, completam a lista dos artilheiros azul-e-rosa. Os zagueiros de lá têm pé quente: nas sete partidas em que marcaram, foram seis vitórias e um empate.

A turma da Roma, que fecha nossa lista, é a mais democrática: quatro zagueiros foram às redes. Mas o pessoal de lá é mais azarado. O único gol de Mexès foi na inacreditável derrota de virada para o Genoa, por 4 a 3. Burdisso também deixou sua marca, nesta partida e na vitória contra o Lecce. Juan deu mais sorte: fez o gol da vitória contra o Bari e anotou o dele no empatezinho sofrido com o Parma, 2 a 2. Mas está para nascer alguém mais azarado que Loria. Reservaço, o estabanado zagueiro fez apenas seis jogos, e ainda assim marcou dois gols inúteis, nas derrotas para Inter e Catania.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 4: O time que virá

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Mexès (Foto: AP)

Fora da Roma, Mexès será o primeiro reforço do Milan

Mexès, zagueiro da Roma, e Taiwo, um dos melhores laterais-esquerdos do futebol francês, são os primeiros reforços do Milan. Já anunciados por Allegri, os defensores chegam sem custos. Não fosse a lesão sofrida na final do Paulistão, Ganso deveria ser o próximo reforço, por algo próximo a 25 milhões de euros. Seria um bom jeito de abrir o “mercado sul-americano” anunciado por Silvio Berlusconi. Sem ele, fica mais difícil descobrir qual será a aposta milanista por nossas bandas.

A prioridade parece ser trazer dois meio-campistas e buscar alguma estrela midiática. Caso Amelia e Roma, reservas de Abbiati, deixem o time, ainda haverá a busca por outro goleiro. Mas isso seria tranquilo: o Milan já avançou nas negociações por Marchetti, do Cagliari, que passou o ano afastado pelo presidente Massimo Cellino.

O meio-campo deverá receber sangue novo. Lazzari, também do Cagliari, é homem de confiança de Allegri, quase foi contratado em janeiro e continua na mira. Pazienza (Napoli) e Sandro (Tottenham) são boas opções. Hernanes (Lazio) parece ser o grande sonho. Mas nenhum deles se encaixa na categoria “estrela”. Berlusconi ironizou, dizendo que buscaria Cristiano Ronaldo, mas, no máximo, conseguirá fechar com Kaká. O brasileiro é o sonho proibido de Galliani, que declarou amá-lo incondicionalmente.

Antes de mirar as próximas contratações, o Milan terá de acertar suas saídas. Pirlo deve ser o primeiro a dar adeus, pois só aguarda o fim do campeonato para anunciar a transferência para a Juventus. Em fim de contrato, será o sétimo jogador a atuar pelos três gigantes italianos. Nesta, Ambrosini, van Bommel e Seedorf também ficarão sem contrato no fim de junho. Nenhum deles tem a renovação garantida. O comportamento de Galliani, de não negociar antes do fim da temporada, parece não ter sido bem aceito.

Outros jogadores também devem dar adeus ao Milan. Flamini, terceiro maior salário do elenco, jamais conseguiu provar que vale os milhões que recebe. Cassano, que não conseguiu se firmar como titular, é o sonho da Fiorentina. A permanência dos dois pode se complicar. Os casos de Jankulovski, Sokratis, Oddo e Bonera são mais críticos: a saída do quarteto garantiria 7 milhões de economia – um pouco mais do Mexès e Taiwo receberão, juntos.

Pirlo, Sokratis e Bonera (Foto: Getty Images)

Pirlo, Sokratis e Bonera já podem ir se despedindo

Para que o Milan se reforce sem explodir a folha de pagamentos, terá de se despedir de jogadores “desnecessários”. Hoje, é o time que mais gasta com salários na Itália – cerca de 125 milhões de euros ao ano, o que daria para bancar a folha salarial de Lazio, Udinese, Palermo e Fiorentina. Este valor terá de cair rapidamente, já que os contratos televisivos da próxima temporada destinarão menos grana para os grandes clubes italianos, uma forma de dividir melhor a fatia, beneficiando os times menores. E é por isso que os “senadores” parecem estar com as horas contadas. Assim, os 6 milhões de euros de Pirlo tornam-se inaceitáveis.

As mudanças são urgentes porque o fair play financeiro está chegando. Na temporada 2013-14, os clubes europeus poderão ter, no máximo, 45 milhões de euros de prejuízo ao somarem os dois últimos balanços anuais. Dois anos depois, o limite cairá para 30 milhões. Clubes que ultrapassarem o valor não poderão se inscrever nas competições europeias. O Milan fechou 2010 com 69,8 milhões em perdas. Em 2009, o prejuízo foi de 9,8 milhões – salvo pela venda milionária de Kaká. Há um segredo para equilibrar os gastos. É o que veremos amanhã, no último capitulo do nosso dossiê.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de abril de 2011 Roma | 11:21

Bem-vindo e boa sorte

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Torcedor da Roma levanta bandeira norte-americana rubro-amarela (Foto: Getty Images)

Estados Unidos da Roma: esperançosa, torcida espera que americanos tirem o time da lama

Aos poucos, vai se construindo o cenário que Thomas DiBenedetto encontrará ao assumir a presidência da Roma, provavelmente em junho. Muito se especula que o clube tem uma dívida de 200 milhões de euros. O jornal La Repubblica trouxe um dado alarmante: do montante, cerca de 60 milhões de euros estão sendo cobrados na justiça. Horas depois, um comunicado oficial da Roma disse que o artigo é “totalmente enganoso”, mas não desmentiu qualquer informação publicada.

Se, em um cenário calamitoso, a Roma perder todas as ações judiciais, terá de gastar mais do que pretende investir na próxima janela de mercado – fala-se que a Unicredit, uma das credoras do clube, vai financiar 40 milhões de euros. A fila na justiça é tão grande que os assessores do banco simplesmente desconsideraram valores menores que 100 mil euros para calcular os prejuízos.

Além das dívidas, há relatos de que vários sindicatos já acusaram a Roma de atrasar salários, abstrair férias e ser antiprofissional na relação com os funcionários. Também chama atenção a Roma ter firmado 402 contratos nos últimos cinco anos – 189 destes com pessoas já aposentadas! Um deles é o agrimensor que recebe 70 mil euros anuais para buscar terrenos para que um estádio seja construído; outro é o ídolo Bruno Conti, que recebe o mesmo salário que Handanovic ganha na Udinese e mais do que Cossu leva do Cagliari.

Tudo isso para não falar do clima no elenco, que parece ter ido por água abaixo após uma lua-de-mel no início da gestão de Montella. Mexès já acertou com o Milan, Vucinic e Ménez estão em guerra com torcida e comissão técnica e De Rossi parece viver seus últimos momentos com a camisa da Roma. Para não falar de tanta gente que não tem mais muito a dar ao futebol, como Doni, Cassetti, Juan, Riise, Castellini, Perrotta, Taddei, Rosi… Nada mal. Os norte-americanos terão trabalho.

Os principais credores potenciais (em euros):

  • Gabriel Batistuta (atacante da Roma entre 2000 e 2003): 9 milhões
  • Gustavo Bartelt (atacante entre 1998 e 2003): 9 milhões
  • Filippo Lubrano (advogado, ex-administrador do clube): 2,5 milhões
  • Vila Stuart (centro de reabilitação): 1,3 milhão
  • DIs (empresa de marketing): 2,5 milhões
  • Mauro Esposito (atacante entre 2007 e 2010): 475 mil
  • Iván Helguera (zagueiro entre 1997 e 1998): 185 mil
  • Sebastiano Siviglia (zagueiro entre 2001 e 2002): valor indefinido
  • Mario Brozzi (ex-médico do clube): valor indefinido
Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Liga dos Campeões, Roma | 00:56

Há vida dentro de campo

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Borriello, Totti, Cassetti e Castellini

Borriello, Totti, Cassetti e Castellini saem de campo sem entender a derrota para o Shakhtar, que deixará marcas

Se alguém voltar de um coma profundo direto para o noticiário da Roma, pensará que a temporada já terminou. O futebol está em segundo plano. A equipe vive uma fase decisiva para seu futuro, mas parece ter se esquecido de que ainda faltam alguns meses para as férias.

Fala-se da compra do clube por investidores americanos, hipótese mais que provável e que deve ser confirmada em no máximo 20 dias, garantem os especialistas. Com a nova propriedade, a Roma receberia investimentos de pelo menos 200 milhões de euros em dois anos. Muito disso para pagamento de dívidas, salários e compromissos herdados da família Sensi. Mas a ala giallorossa da cidade parece contagiada por especulações de novos jogadores, novo treinador e até novos dirigentes.

Contagiado pelo clima, coisa comum na capital italiana, o time parece ter se esquecido de jogar futebol. Em fevereiro, foram quatro partidas: um empate (em casa, contra o Brescia) e três derrotas, a última em uma virada inapelável do Shakhtar Donetsk. Com os resultados, a Roma praticamente se despediu da Liga dos Campeões e do sonho de dar aos Sensi um último scudetto antes da troca de comando. Em médio prazo, porém, o que mais preocupa é a possibilidade de classificação para a próxima Liga dos Campeões estar cada vez mais complicada. Uma crise que deixa marcas hoje, claro, mas que pode comprometer fatalmente o início da próxima gestão, liderada por Tommaso DiBenedetto.

Doni

Doni fez boas defesas, mas foi refém da péssima retaguarda romanista

A derrota para o Shakhtar serve para derrubar, de vez, o moral de uma equipe que parece destroçada psicologicamente. Riise é apenas o melhor personagem para ilustrar a situação. Hoje, a (ainda) presidente Rosella Sensi deverá visitar Trigoria, centro de treinamentos do clube, pela terceira vez no mês. Não é impossível que o encontro sele a despedida do treinador Claudio Ranieri, mesmo que fosse mais sábio aguardar a chegada dos novos proprietários. Se a situação estiver insustentável, não é impossível que Vincenzo Montella, ex-parceiro de Totti no scudetto de 2001, assuma a equipe até maio.

Dentro de campo, a equipe é um amontoado de atletas que jogam desanimados e parecem ter perdido qualquer noção tática. Fora dele, os problemas são ainda maiores. Ao que parece, Mexès já estaria acertado com o Milan para a próxima temporada. Borriello, artilheiro do time na temporada, não aceita ficar no banco e deixa claro. Adriano proporciona dores de cabeça até quando está machucado. Riise claramente não superou a lesão sofrida em setembro, e desde então é outro jogador. Burdisso e Juan vivem situação inexplicável: mesmo sem pancada na cabeça, viram o rendimento cair absurdamente.

Com tantas dificuldades extracampo, não é de estranhar o afastamento da torcida, que não encheu nem metade das arquibancadas do Estádio Olímpico. E que, aliás, passou mais da metade do jogo em um silêncio constrangedor. A Roma do futuro, com a chegada de norte-americanos que prometem uma “equipe global”, com estádio próprio, novos patrocínios, ascendência no mercado asiático e valorização da marca, promete bastante. O alicerce para esta reformulação tem que ser criado o mais cedo possível. Ainda nesta temporada.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,