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quinta-feira, 6 de outubro de 2011 Serie A | 13:40

Os retardatários

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Abbiati (Getty Images)

Nas últimas cinco rodadas do campeonato passado, Abbiati levou só um gol. Neste torneio, já sofreu oito

Após a seleção dos melhores jogadores até a primeira parada do Campeonato Italiano, vários (dois) leitores pediram que fosse feita uma seleção reversa, com as principais decepções da Serie A até agora. Pois bem, eis os atletas que você não queria ter visto jogar nas cinco rodadas que já se passaram.

Goleiro:
Abbiati (Milan). Pela primeira vez campeão italiano como titular, parecia que Abbiati, no alto de seus 34 anos, finalmente havia se tornado um goleiro confiável. Mas parece que a temporada passada foi a exceção na carreira do camisa 32 milanista. As falhas contra a Udinese e a Juventus foram qualquer coisa…

Laterais: Nagatomo (Inter) e Gemiti (Novara). O japonês voador chegou à Inter em janeiro e conquistou o torcedor pela animação e pela velocidade. Mas isso não é suficiente para lateral de clube grande. Nagatomo foi humilhado por Maggio no jogo contra o Napoli e não se deu nada bem contra o Novara. Falando em Novara, chama atenção o péssimo início de campeonato do alemão Gemiti, um dos melhores jogadores na campanha piemontesa na segundona.

Zagueiros: Loria (Bologna) e Fideleff (Napoli). O zagueiro do Bologna é uma daquelas pessoas abençoadas. Nunca foi bom jogador, mas está em sua sexta temporada na Serie A. Loria fez três jogos, falhou em dois deles e colaborou para que o time esteja na lanterna do campeonato. Outra contratação frustrada é a do argentino Fideleff, que chegou com pinta de titular absoluto, mas começou mal demais, com uma falha pessoal que deu ao Napoli uma derrota para o Chievo.

Meias: Krasic (Juventus), Emanuelson (Milan) e Martínez (Cesena). Esqueça aquele sérvio que chegou a ser comparado com Nedved quando chegou à Juventus. O rendimento de Krasic já tinha passado por uma queda, mas o que vemos nessa temporada é algo assustador. Além da péssima fase técnica, ele ainda parece estar desconcentrado durante os jogos. Emanuelson decepciona por causa de seu treinador, que o coloca como trequartista, mesmo que o holandês já tenha provado várias vezes que não tem tino para a coisa. E Martínez, que saiu da Juventus pela porta dos fundos, tem conseguido ser ainda pior no Cesena. Já foi testado até como meia central do 4-3-3 de Giampaolo, mas é claro que não funcionou.

Atacantes: Pandev (Napoli), Di Vaio (Bologna) e Forlán (Inter). Outro que desaprendeu a jogar futebol é Pandev. O segundo melhor futebolista macedônio da história acabou emprestado para o Napoli e tem transformado aquela que era a chance de ressurreição numa decadência sem fim. Contra o Chievo, jogou 90 minutos e quase nem pegou na bola. Di Vaio, autor de 55 gols nos últimos três anos, ainda não marcou na atual temporada. Parece mal fisicamente e teve problemas com o treinador, Bisoli, que acabou demitido essa semana. E Forlán completa a lista com merecimento. Zárate até teve apresentações piores, com direito a substituição no primeiro tempo. Mas não era o uruguaio o substituto de Eto’o?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 3 de julho de 2011 Juventus, calciomercato | 07:51

Uma questão salarial

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Felipe Melo (Getty Images)

Felipe Melo tem o quinto maior salário da Juventus, mas é considerado dispensável. Alguém banca?

Na quinta-feira, o elenco da Juventus se reunirá para o retiro de pré-temporada. Se o encontro fosse hoje, 36 jogadores estariam presentes, sem contar que o clube ainda busca quatro ou cinco reforços: um atacante, um meia-esquerda, um meia, um zagueiro e talvez um meia-direita. Um número absurdo, se levarmos em consideração que a Velha Senhora terá apenas duas competições para disputar: Serie A e Coppa Italia. A óbvia função de Beppe Marotta, diretor esportivo, é conseguir negociar quase um time inteiro até o fim de agosto, quando fecha o mercado. Antonio Conte não precisará da dor de cabeça de gerir um elenco tão extenso.

O que a parte séria da imprensa italiana tem noticiado segue a lógica: pelo menos dez jogadores estão fora do projeto de Conte, que pretende trabalhar com cerca de trinta atletas. Mas o trabalho de Marotta é mais difícil do que parece. É importante tentar recuperar parte do investimento realizado, mas a missão mais difícil é fazer com que os jogadores aceitem uma redução salarial para sair da Juventus, afinal dificilmente deles conseguirá um contrato tão bom nos próximos meses.

Se a Juventus conseguir dar adeus a todo mundo que quer ver pelas costas, economizará 20 milhões de euros na folha salarial 2011-12 – mais que suficiente para bancar os rendimentos de Agüero, Vucinic e Vidal, sonhos de consumo. Estão de saída os laterais Motta e Grosso, o zagueiro Grygera, os meias Sissoko, Felipe Melo e Almirón e os atacantes Amauri, Martínez, Iaquinta e Pasquato. Para voltar ao Parma, por exemplo, Amauri teria de se encaixar em um teto salarial de 1 milhão de euros por temporada. Se você estivesse levando 4,2 milhões por ano, toparia isso?

E é assim que a reconstrução da Juventus vai caminhando a passos curtos. As contrações de Pirlo, Lichtsteiner e Ziegler são animadoras, mas, sozinhas, não fazem uma revolução de verdade.

Oficializações
Na Trivela, você confere todas as transferências envolvendo os clubes da Serie A. O Bologna foi o protagonista desta semana: acertou com o ótimo goleiro Gillet (Bari), o meia Pulzetti (Torino) e o lateral Crespo (Padova). A Fiorentina surpreendeu ao anunciar o lateral brasileiro Rômulo, que jamais empolgou por aqui, seja por Cruzeiro ou Atlético Paranaense. A Lazio confirmou o que já era sabido ao fechar com o lateral Konko (Genoa) para o lugar de Lichtsteiner, vendido à Juventus. E o Napoli finalmente conseguiu acertar com Dzemaili (Parma) e Rosati (Lecce). Na semana que vem, Inter e Roma prometem movimentar o mercado.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 4 de junho de 2011 Serie A | 08:00

Contagem progressiva: Oito tentativas fracassadas

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Adriano (Getty Images)

Ser titular em uma derrota para o Brescia foi um dos grandes feitos de Adriano com a camisa da Roma

Nunca antes na história da Serie A foi tão fácil escolher a pior contratação da temporada. Em 2010-11, os louros são de Adriano, que escolheu envergar a camisa 8 da Roma durante seu contrato de três anos. A passagem durou apenas oito meses. Em homenagem ao ex-Imperador, o Tripletta escolhe as oito piores contratações do ano. Muita gente que mereceria destaque, mas que acabou ofuscada por ele.

8. Cavalieri, ex-goleiro do Cesena
Eterna promessa do futebol brasileiro, era bem comum ouvir dizer que Diego Cavalieri só não era titular absoluto do Palmeiras porque era eclipsado por Marcos. Pois ele foi vendido ao Liverpool – acabou ofuscado por Reina. E aí rescindiu o contrato e foi para o Cesena. Já dava entrevistas como titular, mas então Ficcadenti decidiu manter o veteraníssimo Antonioli, 41 anos, no gol. E Cavalieri nem estreou. Foi para o Fluminense e agora é reserva de Ricardo Berna. E aí?

7. Jonathan Biabiany, atacante da Sampdoria e ex-Inter
Revelado na base da Inter, Biabiany fez um bom campeonato pelo Parma na última temporada, o que o levou a ganhar chances em seu time de origem, que o buscou por 4,5 milhões de euros. O francês marcou gol na final do Mundial de Clubes, mas nas demais partidas se queimou no esquema de Benítez: atacante veloz, ele só se dava bem em lances de contra-ataque. O parisiense virou moeda de troca e foi repassado à Sampdoria para que Pazzini fosse contratado. Pois não fez quase nada e, de campeão mundial, acabou a temporada rebaixado.

6. Eduardo, goleiro do Genoa
O goleiro menos vazado da última Copa do Mundo tornou-se motivo de piada em campos italianos. Eduardo foi contratado por 4 milhões de euros após o Genoa vencer a concorrência dos gigantes portugueses, mas colecionou vários frangos. Em um de seus piores lances, aceitou um chute de longe de Muntari. Um vídeo vale mais do que mil palavras:

5. Luca Toni, atacante da Juventus e ex-Genoa
Decadência, seu nome é Luca Toni. Ele já foi artilheiro da Serie A, tem mais de 230 gols na carreira e foi decisivo em Copa do Mundo. Mas o atacante que surgiu tarde parece ter sumido cedo: depois de decepcionar na Roma e jogar até no time B do Bayern de Munique, Toni teve momentos terríveis por Genoa e Juventus. Na Ligúria, chegou estourando o teto salarial do clube e, em um semestre, fez três gols. Não se sabe como alguém na Juventus pensou que, por lá, ele seria solução: o salário caiu pela metade, mas foram só mais dois gols em 14 partidas, na pior temporada de Toni nos últimos oito anos.

4. Jorge Martínez, meia da Juventus
El Malaka estourou no Catania e Beppe Marotta, diretor da Juve, achou que seria interessante torrar 12 milhões de euros em um jogador de 27 anos que finalmente havia desabrochado. A aposta não poderia ter dado mais errado. Somando todas as competições, foram 20 jogos, nenhum gol, nenhuma assistência e quatro lesões. Ah, sim: quando atuou, muitas vezes foi improvisado no ataque, função que não conseguiu cumprir. E aí deu no que deu.

Massimo Maccarone (Getty Images)

Maccarone, um exemplo de escolhas ruins

3. Massimo Maccarone, atacante da Sampdoria e ex-Palermo
Um dos poucos destaques do Siena em 2009-10, Maccarone pediu para ser negociado. O Palermo torrou 4,5 milhões de euros nele, que seria uma opção aos titulares rosanero. Na melhor oportunidade da carreira, Big Mac fracassou. Posto de lado por Delio Rossi, recebeu duas propostas: Cesena e Sampdoria. Recusou o primeiro time porque já havia “passado da fase da carreira em que lutaria contra o rebaixamento”. Assinou com a Samp e o resto vocês já sabem. Merece os parabéns pela escolha.

2. Federico Macheda, atacante da Sampdoria
O jovem Kiko surgiu no futebol com o pé direito. Aos 17 anos, em sua estreia como profissional, marcou dois gols decisivos para o título do Manchester United na Premier League. Em janeiro último, Macheda foi emprestado à Sampdoria para que ganhasse experiência. Foram 15 partidas, nenhum gol marcado e péssimas atuações que lhe renderam a pior média entre os jogadores do campeonato, segundo as notas da Gazzetta dello Sport. Melhor voltar para a Inglaterra, meu caro.

1. Adriano, ex-atacante da Roma
O ex-Imperador fez oito jogos, não marcou um golzinho sequer e passou mais tempo no departamento médico. Para não falar nas diversas confusões extracampo. A ex-presidente romanista Rosella Sensi até que tentou segurar Adriano, sua última grande aposta no poder, mas não conseguiu. Quando perdeu o poder do clube para o banco Unicredit, foi obrigada a dispensar o brasileiro, que jamais fez a torcida suspirar: atuou bem em um jogo contra o Milan e nada mais. No fim de março, Adriano assinou com o Corinthians. Ainda não estreou.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 Cesena, Juventus, Serie A | 20:04

Outro ano na fila

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Bergonzi expulsa Motta (Foto: Ansa)

Expulsão de Motta é bom retrato da péssima temporada daquele que foi capitão de diversas seleções de base

Definitivamente, não será desta vez que a Juventus retornará à Liga dos Campeões. O empate em 2 a 2 com o Cesena deixou o time nove pontos atrás da Lazio, quarta colocada, e a tendência é que a diferença aumente.

Dois gols de Matri colocaram os visitantes em vantagem, mas um blecaute na defesa da Juve colocou tudo a perder. Primeiro, Buffon fez um pênalti em Parolo e dois minutos depois Motta foi expulso por levantar o pé na altura do rosto de Giaccherini. No segundo tempo, o Cesena só não virou o jogo por pouca pontaria e pelas defesas de Buffon. Parolo, melhor em campo, fez o gol dele e fechou as contas. As notas do jogo, com os melhores em negrito:

CESENA
Antonioli, 6 – sem culpa nos gols, também não fez nenhum milagre
Santon, 5,5 – defendeu bem, atacou mal: nada a ver com o Santon dos tempos de Inter
Ceccarelli (aos 34’st), sem nota
Pellegrino, 6 – sofreu com Matri durante meia hora e depois só assistiu à partida
Von Bergen, 6,5 – xerife da defesa, deu segurança à área
Lauro, 6,5 – venceu a batalha com Motta, Krasic, Pepe e quem mais se arriscasse por ali
Caserta, 6 – pareceu fisicamente recuperado, o que já é muito, mas ainda falta atacar
Malonga (7’st), 6 – entrou esbanjando velocidade, com um pouco mais definiria o jogo
Colucci, 6,5 – administrou bem o meio-campo e anulou a dupla Aquilani-Marchisio
Parolo, 8 – melhor em campo, sofreu o pênalti e empatou o jogo. Bela temporada de estreia
Giaccherini, 4,5 – errou um gol inacreditável, sem goleiro, e jogou sem confiança pelo resto da partida
Rosina (28’st), 5,5 – cobrou a falta do empate e deixou a impressão de que deveria ter entrado antes
Jiménez, 6,5 – tecnicamente, é muito superior. Quando joga pelo centro, se reencontra
Bogdani, 5 – não conseguiu ganhar nenhum lance e terminou o jogo exausto

JUVENTUS
Buffon, 6 – fez pênalti, arriscou ser expulso, mas salvou o empate pelo menos três vezes
Motta, 4 – mal na defesa, o cartão vermelho aos 42 minutos foi a cereja do bolo
Bonucci, 5,5 – ganhou todas de Bogdani, o que não é grande coisa
Chiellini, 5 – o melhor zagueiro da Itália falhou demais e deu sorte: Giaccherini não aproveitou
Traoré, 5,5 – não marcou história, mas ao menos não fez grandes cagadas, o que já é grande coisa
Krasic, 5 – onde está o jogador do início da temporada?
Grygera (1’st), 5,5 – com muito custo e muitas faltas, conseguiu parar o lado esquerdo do Cesena
Aquilani, 5 – participa pouco do jogo, parece estar com a cabeça em outro lugar
Marchisio, 5,5 – marca bem, luta bastante, mas ainda falta maior produção ofensiva
Pepe, 6 – corre pela esquerda de uma ponta a outra, mas vai melhor defendendo do que atacando
Del Piero, 8 – provou que não pode ser reserva neste time e tirou os gols da cartola
Martínez (22’st), 5 – merecia meio ponto a mais, mas entrou no lugar de Del Piero
Matri, 7,5 – estava ali para fazer gols: anotou dois
Iaquinta (32’st), sem nota

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,