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Posts com a Tag Marchisio

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 Serie A | 10:47

Italianão, prévia da 25ª rodada

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Além do relógio de pulso, acertem o horário biológico. À meia-noite do domingo (26/2), acaba o horário de verão e, com isso, o Campeonato Italiano passa a ser exibido uma hora antes, para o Brasil. Ou seja, quem ligar a TV ao meio-dia vai pegar apenas o segundo tempo de Atalanta x Roma.

Marchisio (Getty Images)

O juventino Marchisio tem sido decisivo nos grandes jogos da temporada

O papel de grande jogo da rodada, nem é preciso dizer, fica para o clássico entre Milan e Juventus, que decidirá a liderança da Serie A. Enquanto a Velha Senhora terá todo o elenco à disposição, Allegri terá que juntar os cacos do Milan.

Ibrahimovic continua suspenso, Boateng e Maxi López não devem se recuperar a tempo, Merkel, Seedorf e Aquilani são desfalques certos, e Gattuso, Cassano e Flamini ninguém sabe quando voltam. Com tanta gente de fora, Emanuelson e Muntari, que têm surpreendido nas últimas rodadas, devem ter papel importante no confronto.

Aproveite o ritmo de clássico para fazer suas apostas no bolão do Tripletta, liderado pelo Aluisio Bred. Clique no link, faça suas apostas e concorra a bela réplica da camisa do Genoa campeão de 1915, oferecimento da nossa parceira Liga Retrô.

Saiba o que vai passar na TV, veja a classificação e faça suas apostas:

Programação da TV
Sábado, 25/2
às 15h, Genoa x Parma – Rai
às 17h45, Milan x Juventus – ESPN Brasil, RedeTV! e Rai

Domingo, 26/2
às 11h, Atalanta x Roma – RedeTV! e Rai
às 16h45, Napoli x Inter – ESPN e Rai

Classificação do campeonato
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado)
Genoa 2 x 0 Parma
Milan 1 x 1 Juventus
Atalanta 0 x 2 Roma
Cagliari 2 x 1 Lecce
Catania 2 x 0 Novara
Chievo 2 x 1 Cesena
Siena 1 x 1 Palermo
Bologna 1 x 3 Udinese
Lazio 2 x 2 Fiorentina
Napoli 1 x 0 Inter

Não perca tempo, aposte no nosso bolão!

Autor: Braitner Moreira Tags: , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Serie A | 00:40

Semisseleção do campeonato

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Antes de tudo: não, não vai hífen no título. Agora, o post: acabou o primeiro turno do Campeonato Italiano. Dos 190 jogos programados, falta ser disputada apenas meia hora de Catania x Roma, partida adiada por causa da forte chuva que bateu na Sicília. Até agora, temos…

Pirlo e Conte (Getty Images)

Conte e Pirlo, os comandantes da líder Juventus, invicta

Líder: Juventus (41 pontos)
Liga dos Campeões: Milan (40) e Udinese (38)
Liga Europa: Inter (35) e Lazio (33)
Zona alta do agrião: Roma (30), Napoli (29), Palermo, Chievo e Genoa (24)
Zona baixa do agrião: Cagliari e Parma (23), Fiorentina e Catania (22), Atalanta e Bologna (20) e Siena (19)
Zona do rebaixamento: Cesena (15), Lecce (13) e Novara (12)

Este blogueiro, que tanto tem sofrido no bolão que criou (uma honrosa 21ª posição), também não anda com a pontaria muito boa. Dos 20 prognósticos realizados no guia do campeonato, dez teriam se concretizado, caso um meteoro atingisse hoje a Terra e a Serie A se encerrasse. Não que os erros estejam muito grotescos. Apostei contra Udinese, Chievo e Cesena e me dei mal. Confiei em Napoli, Roma e Fiorentina e também não fui bem. Coisas da vida, ainda temos 19 rodadas pela frente.

Mas vamos ao que interessa. Quem são os melhores do campeonato até agora, na opinião deste que vos bloga? Por absoluta falta de tempo, listo aqui os nomes e peço que as concordâncias e discordâncias venham por comentários, onde poderemos debater melhor.

Goleiro: Frey (Genoa)
Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Armero (Udinese)
Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Thiago Silva (Milan)
Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Marchisio (Juventus)
Atacantes: Ibrahimovic (Milan), Klose (Lazio) e Di Natale (Udinese)
Treinador: Conte (Juventus)

Quer saber também quais jogadores têm as melhores médias da Gazzetta dello Sport, o principal jornal esportivo italiano? (Número de jogos é critério de desempate.)

Rodrigo Palacio (Getty Images)

Será que dá para arrumar uma vaguinha para Palacio na seleção do Tripletta?

1. Palacio (Genoa, atacante) – 6,69
2. Ibrahimovic (Milan, atacante) – 6,67
3. Totti (Roma, atacante) – 6,64
4. De Rossi (Roma, meia) – 6,62
5. Lavezzi (Napoli, atacante) – 6,54
6. Frey (Genoa, goleiro) – 6,53
7. Di Natale (Udinese, atacante) – 6,5
7. Marchisio (Juventus, meia) – 6,5
9. Pepe (Juventus, meia) – 6,45
10. Biabiany (Parma, meia) – 6,44
11. Barzagli (Juventus, zagueiro) – 6,42
11. Lichtsteiner (Juventus, lateral) – 6,42
13. Pirlo (Juventus, meia) – 6,42
14. Klose (Lazio, atacante) – 6,41
15. Giovinco (Parma, atacante) – 6,41
16. Marchetti (Lazio, goleiro) – 6,39
17. Basta (Udinese, lateral) – 6,38
18. Domizzi (Udinese, zagueiro) – 6,38
19. Jovetic (Fiorentina, atacante) – 6,37
20. Consigli (Atalanta, goleiro) – 6,36

E você, trocaria Klose e Di Natale por Palacio e Totti? Sacaria Pirlo para colocar Pepe ou Biabiany? Mudaria Thiago Silva por Domizzi?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 31 de dezembro de 2011 Juventus, Novara | 12:03

SdV, parte 2: Contrastes no Piemonte

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Depois de falar sobre os times da Sicília e Sardenha no post inaugural do Show da Virada (SdV) do Tripletta, agora vamos subir as montanhas. No Piemonte, o futebol tem encontrado seus extremos. Vamos à dupla de lá:

Juventus (2º lugar, 34 pontos, 27 gols marcados e 11 sofridos em 16 jogos)

Pirlo (AP)

Andrea Pirlo

Desde que voltou da segundona, a Velha Senhora coleciona fracassos e queima jogadores por atacado. Depois de tanto sofrimento, virar o ano dividindo a liderança da Serie A com o Milan é mais do que o torcedor da Juve esperava. Os resultados animam: nos jogos mais difíceis, os alvinegros venceram Inter, Milan, Lazio e Fiorentina e empataram com a Roma.

Os números são ótimos. A Juventus é o time que mais finaliza no campeonato (17,8 vezes por jogo) e o que mais acerta o gol (6,6). Ainda é o que menos deixa o adversário finalizar (9,8) – e o meia chileno Vidal tem cumprido um belo papel, com média de 4,9 desarmes por partida. O meio-campo alvinegro, aliás, é o ponto forte do time. Recuperado, Pirlo é o jogador que mais dá passes no campeonato (75,3/jogo) e tem a seu lado o melhor jogador da Serie A: um Marchisio agora artilheiro, com seis gols.

Para reconquistar a Serie A, a Juventus tem o calendário a favor, pois não terá que se desgastar na Liga dos Campeões. Por isso, pode (e tem que) abrir mão de jogadores que não estão sendo aproveitados, como Grosso, Toni, Iaquinta e Amauri. A presença deles é suficiente para abalar o ambiente, afinal Conte é um ótimo motivador, mas ainda sofre como gerente de recursos humanos.

A gestão daquele que deve ser o último ano de Del Piero na Juventus tem sido lamentável. Mesmo com problemas recorrentes no ataque, Conte usa seu capitão a conta-gotas: em sete dos onze jogos que disputou até agora, jogou menos de 15 minutos. Com o holandês Elia, a situação é pior: na quinta rodada, ele fez um primeiro tempo horroroso com o Catania, foi substituído no intervalo e não teve outra chance. Tudo isso com o mesmo treinador que mandou o bom lateral esquerdo Ziegler embora sem nem testá-lo.

Novara (18º lugar, 12 pontos, 17 gols marcados e 29 sofridos em 16 jogos)

Marco Rigoni (Getty Images)

Marco Rigoni

Mesmo na zona de rebaixamento, a torcida do Novara não deixou de apoiar o time. Apaixonada, ainda está em lua de mel com a equipe, de volta à Serie A depois de 55 anos. Para um time que subiu duas divisões em apenas dois anos, a campanha azzurra é bem razoável, fruto do ótimo projeto da família De Salvo, que encontrou em Tesser um treinador de mentalidade vencedora e jogo ofensivo.

O problema do Novara foi ter que desmanchar boa parte de seu ataque para poder “financiar” as contratações do início da temporada. Com as novas opções, apostar no mesmo jogo atraente que encantou nos últimos anos realmente seria suicídio. Jeda, Morimoto e Meggiorini se tornaram grandes decepções. Um dos poucos que se salva na produção ofensiva do time é o meia Rigoni, autor de seis gols e quatro assistências na temporada.

A salvezza é possível, desde que contratações importantes sejam realizadas. O mercado nem se aqueceu e duas contratações que podem mudar o rumo dos acontecimentos estão fechadas: o meia dinamarquês Jensen, ex-Werder Bremen, e o centroavante Caracciolo, ex-Brescia e Genoa. Diz-se que outro meia deve chegar, além de um defensor (Mantovani, do Palermo?). O Novara ainda é um canteiro de obras e, quem diria, manter-se na primeira divisão poderá não ser só um sonho.

E amanhã…

2012 começará com os times da capital italiana: como está sendo a temporada de Lazio e Roma?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 15 de novembro de 2011 Seleção italiana | 23:28

Acabou a invencibilidade

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Cinco meses depois da última derrota, a seleção italiana percebeu que não é nada imbatível isso de jogar só pro gasto. No último amistoso do ano, no estádio Olímpico, perdeu para o Uruguai por 1 x 0. A onipresente Lilian Trigo se decepcionou com Prandelli e família, como não poderia deixar de ser:

Simone Pepe (Getty Images)

Pepe, o homem errado na hora mais errada ainda

“Um gol aos 4 minutos, cortesia do apagão de Ranocchia, Maggio e Chellini. Foi tudo que o Uruguai precisou pra demolir a seleção de açúcar de Prandelli. O jogo também não foi lá muito ‘amistoso’, com 30 faltas, uma expulsão e seis cartões amarelos. Quem sofreu mesmo foi a canela de Balotelli.

Eu e Balzaretti, certamente, não assistimos o mesmo jogo. Ele, no fim da partida, disse que a Itália merecia um empate. Eu achei que perder de 1 x 0 até foi um bom negócio. Numa noite apagada de Pirlo, Marchisio e De Rossi, ficou provado que, quando o meio de campo não está inspirado, a Itália não joga.

Prandelli segue apaixonado pelo 4-3-1-2, que só funciona quando o time adversário joga mais aberto e o meio de campo italiano pode tocar bola, mas não se acanhou em mudar o esquema, para 4-3-3, depois da entrada de Pepe. De boas intenções é acarpetado o piso do inferno e o treinador contribuiu hoje para a nova decoração do cafofo do Tinhoso.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: ‘O que Pepe faz na seleção?’. Não pode ser pelo futebol, porque ele nunca teve intimidade com a coisa. Não pode ser pelo que está fazendo na Juventus, já que ele passa mais tempo nas acolchoadas poltronas da reserva que no gramado do estádio novo. Pepe é um espinho na carne. A mesma pergunta serve para Montolivo, que até é esforçado, mas não tem criatividade, visão de jogo e está em péssima fase. É uma bigorna, o que destoa no afinadinho meio-campo de Prandelli.

Não dá para falar muita coisa de um time que chutou oito vezes ao gol, sem nunca ser realmente perigoso. A culpa não é de Osvaldo, que não comprometeu na estreia como titular, nem de Balotelli, que teve alguns lampejos de craque. A Itália de hoje não foi muito diferente da que jogou contra a Polônia. Só esqueceram de avisar que o Uruguai não é a Polônia. Squadra Azzurra, agora, só em 2012. Com um futebol e uma camisa mais bonitos que o de hoje.”

E Balotelli entrou em campo com a camisa antiga, viram? Na foto abaixo, o detalhe:

Balotelli

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Serie A | 06:12

Os melhores do primeiro quarto

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Passo a passo, a temporada do Campeonato Italiano vai ganhando corpo. Pouco mais de um quarto dos jogos foram realizados, então agora já é possível listar com mais precisão os destaques do torneio, aproveitando a parada para as partidas da seleção italiana. Há cinco semanas, publiquei a primeira seleção Tripletta. Vamos para a atual.

Klose (Reuters)

Klose decidiu o primeiro dérbi romano em que botou o pé. Precisa falar mais algo?

Goleiro: Handanovic (Udinese). Titular na primeira seleção, não perdeu o posto. Em dez jogos, levou só quatro gols e lidera a defesa alvinegra, a melhor das grandes ligas europeias. Handanovic fez milagres contra Milan, Cagliari, Palermo e Atalanta. Pelo menos cinco pontos da Udinese entram na conta dele.

Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Benatia (Udinese). O juventino mantém o posto de melhor zagueiro do campeonato, mas o marroquino está por perto. Barzagli tem carregado uma defesa difícil, que sofre com os dias ruins de Chiellini e com a falta de um lateral esquerdo. Benatia nem parece ter vindo da segunda divisão francesa: seguro atrás, também é importante nas bolas paradas ofensivas. Menção honrosa a André Dias (Lazio).

Laterais: Basta (Udinese) e Marchese (Catania). É bem provável que você não conhecesse esta dupla antes de o campeonato começar. O lateral direito da Udinese passou a temporada passada inteira lesionado e se recuperou. Ótimo marcador, ninguém passa por ele. A fase do defensor do Catania é bem pior, mas como está difícil arrumar alguém na esquerda…

Meias: Marchisio (Juventus), Pirlo (Juventus) e Aquilani (Milan). Não dá para não colocar a dupla da Velha Senhora. Pirlo só não é o melhor jogador do campeonato porque acabou ofuscado por Marchisio, que simplesmente marcou os gols decisivos nos jogos contra Inter e Milan. Aquilani merece espaço porque subiu demais de rendimento nas cinco vitórias seguidas do Milan, nas quais fez quatro assistências. Vale citar De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari).

Atacantes: Klose (Lazio), Denis (Atalanta) e Di Natale (Udinese). Dos escolhidos há cinco semanas, só sobrou Denis, autor de sete gols em dez jogos jogando pela modesta Atalanta. Nada mal. Di Natale também não poderia ficar de fora, com oito gols marcados em nove partidas, quase todos decisivos. Mas o melhor da turma é um alemão que levou a Lazio a outro patamar. Klose está dando ao time romano aquele algo a mais tão difícil de explicar com palavras. A Lazio, agora, consegue vencer partidas sofridas, fazer gols nos últimos minutos e, claro, derrotar a Roma com autoridade. E Ibrahimovic (Milan)? Pelo que o sueco tem mostrado nas últimas rodadas, já vou ter que arrumar lugar para ele nas próximas seleções…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Seleção italiana | 11:10

O problema são os outros

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A Itália futebolística andou meio tensa nas últimas semanas, depois de a seleção perder seus dois atacantes titulares. Rossi teve de operar o joelho e Cassano se recupera de um acidente vascular cerebral. A dupla até corre o risco de perder a Eurocopa. Quem os substituiria? O amistoso com a Polônia mostrou que este é o menor problema de Cesare Prandelli.

Balotelli (Getty Images)

Balotelli chamou a responsabilidade e marcou o primeiro gol com a seleção

Balotelli assumiu o papel de Cassano e infernizou a defesa polonesa. Correu, marcou saída de bola, procurou o diferente – e achou, vale dizer. Para um primeiro gol com a camisa italiana, aquela bola por cobertura não está nada mal.

Com Pazzini no lugar de Rossi, o ataque perdeu velocidade e ficou um pouco mais previsível – e mais letal, vale ressaltar. O Pazzo só teve uma grande chance na partida. Tudo bem, estava impedido, mas botou entre as pernas do goleiro Szczesny.

A vitória por 2 x 0, mesmo assim, escancara as dificuldades criativas de um time que depende demais de Montolivo, escalado como armador no 4-3-1-2 de Prandelli pelo quinto jogo seguido. Em má fase perene, o camisa 18 até acerta um passe ou outro, mas é pouco para um time que, com alguém de qualidade no setor, poderia até pensar com carinho na final da Eurocopa.

Aquilani, que seria a outra opção para a vaga, tem atuado mais recuado no Milan e na própria seleção. Mauri se recupera de lesão. E termina aí. Faltou usar as três últimas convocações para testar alguém na posição. Cigarini foi chamado, mas nem chegou a estrear.

Alguém melhor que Montolivo levaria esta Itália a outro patamar. A defesa está bem ajustada e a linha dos três meio-campistas é uma das melhores do mundo, com De Rossi, Pirlo e Marchisio, aqueles que talvez sejam os três melhores jogadores italianos da Serie A. O ataque, que funcionou bem contra a Polônia, ainda tem ótimas opções, como Matri, Giovinco e Osvaldo.

Depois do amistoso com o Uruguai, que será disputado na terça-feira (22/11), a Itália ainda terá duas convocações e três amistosos antes da Euro. Talvez valha a pena testar alguém que mude a cara desta seleção, aumentando o nível de eficiência ao mesmo tempo em que a qualidade dê um passo a frente. Por enquanto, a imprevisibilidade fica só por conta de Balotelli. Fique com o gol dele:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Internazionale, Juventus, Serie A | 16:45

Você precisa de alguém que te dê segurança

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Senão você dança. A filosofia de boteco de Humberto Gessinger explica bem o que foi a vitória da Juventus no dérbi com a Inter, disputado no sábado (29/10). Com dez minutos de jogo, já dava para apostar numa vitória juventina. O time entrou em campo seguro de si e não se assustou com uma Inter organizada, que fez um bom primeiro tempo, acima do que tem mostrado na temporada. De nada adiantou: no intervalo, a Juventus vencia por 2 x 1, naquele que seria o resultado final do jogo.

Estigarribia, Conte e Marchisio (Reuters)

O camisa 8 tem eclipsado Pirlo e já é o melhor jogador do campeonato

E olha que o gol da Inter, numa bomba de Maicon, só saiu porque Antonio Conte até hoje não conseguiu resolver o lado esquerdo de seu time. É um dos poucos pontos fracos de uma Juventus que mostra muita personalidade nos grandes jogos: vitórias contra Milan, Fiorentina e Inter. A segurança passa pelos pés de um formidável Marchisio, artilheiro do time na temporada.

Mario Sconcerti, autor de ótimos livros sobre o futebol italiano, escreveu um editorial muito interessante no Corriere della Sera. Para ele, existe “uma euforia quase infantil no time de Conte, difícil de encontrar nestes níveis de profissionalismo” e o diferencial da Juve é a “segurança extraordinária, quase islâmica”.

O sábado foi interessante para que pudéssemos assistir aos três principais postulantes ao título italiano. O Napoli, com cinco reservas, foi dominado pelo Catania e mostrou que ainda não consegue jogar sem o time completo. O Milan e a Juventus venceram jogos dificílimos. O Milan mostrou mais qualidade, mas depende demais de Ibrahimovic. A Juventus, porém, não precisa que Pirlo brilhe, ou que Vucinic decida, ou que Del Piero jogue. Não precisa nem do melhor Chiellini. Depende só de si mesma e, se parar de desperdiçar pontos contra os times menores, tem tudo para reconquistar a Itália.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Juventus, Milan, Serie A | 18:19

À espera do segundo milagre

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“Conte, depois dos cabelos, dê-nos um outro milagre: o título”. Este foi um dos coros da torcida da Juventus na vitória deste domingo, sobre o Milan, por 2×0. Uma homenagem ao ex-meia careca da Velha Senhora, que fez um implante para se tornar um treinador com belas madeixas.

Marchisio (Getty Images)

Marchisio, o nome do jogo

Depois da prova de força do Napoli, foi a vez da Juventus mostrar que fará um campeonato como protagonista. O início da última temporada também era animador, mas agora há o “algo mais”. Conte sabe o que tem em mãos e consegue arrumar alternativas táticas. Contra o Milan, Chiellini voltou à lateral esquerda e funcionou. Protegido por um meio-campo mais robusto, Pirlo esbanjou categoria e foi fundamental para que a Juve tivesse 56% de posse de bola. Na frente, um soberbo Vucinic.

Marchisio merece um parágrafo à parte. No início da temporada, o camisa 8 parecia ter perdido terreno. Chegou a ser centro de especulações de mercado. Mas este 4-1-4-1 encontrado por Conte nas últimas duas partidas valoriza demais as características mais ofensivas de Marchisio, autor dos dois gols contra o Milan.

Ter seis pontos a mais do que o atual campeão Milan, com apenas cinco jogos disputados, é muita coisa. Com uma pontaria mais calibrada (foram 53 finalizações nos três últimos jogos, mas só quatro gols) e uma defesa mais confiável (e parece que Chiellini na lateral será ótima opção), a Juventus fará a disputa pelo título ficar ainda mais interessante. E isso porque a liderança do campeonato já é alvinegra.

Curtas
- O Milan jogou como time pequeno e acabou punido. Não conseguiu segurar a bola, não chutou e, no ápice desta pequenez, viu Allegri sacar Cassano para colocar Emanuelson. Inzaghi e Aquilani ficaram no banco até o fim do jogo…

- Surpreende a queda de rendimento do goleiro milanista Abbiati. Melhor arqueiro do último campeonato, voltou a falhar bisonhamente. Será que a temporada passada é que foi a exceção?

- Na Juventus, Krasic destoou. Craque nos primeiros seis meses em Turim, o rendimento do sérvio tem caído assustadoramente. Contra o Milan, errou praticamente tudo o que tentou, até jogadas banais. Fica para a próxima.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Juventus | 00:31

Vai encaixar, Pirlo?

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Antonio Conte (Getty Images)

Já pode ir se preocupando, Conte

Nesta sexta-feira (15), às 12h (de Brasília), a Juventus fará seu primeiro jogo na temporada, um amistoso contra um combinado de Val di Susa. Será o nono dia da pré-temporada comandada pelo novo treinador do clube, Antonio Conte. Nesta época da temporada, ainda há bastante o que fazer, é claro. Mas, nos treinamentos, Conte tem insistido em testar seu 4-4-2 que preza bastante os ataques pelas laterais, esquema que usou com sucesso em sua carreira. E que a imprensa italiana insiste em chamar de 4-2-4, tamanha ofensividade.

No Bari (2007-09) e no Siena (2010-11), melhores trabalhos da carreira de Conte (veja os campinhos no fim do post), o esquema deu certo. Em Arezzo e Atalanta, a tática fracassou, ele se perdeu quando tentou treinar outros módulos e acabou sendo demitido. Para que Conte vingue nesta reconstrução bianconera - e qualquer resultado que não seja a Juventus chegando entre os três primeiros colocados será um fracasso – , portanto, será importante que este 4-4-2 com cara de 4-2-4 dê certo.

O maior problema do módulo pode ser, ironicamente, a grande contratação até aqui da temporada juventina: Andrea Pirlo, que chega com o segundo maior salário do clube, grana legal para um jogador de 32 anos com poucas garantias físicas. No esquema que Conte costuma usar, os dois meias centrais são extremamente sacrificados, com a função de retomar o jogo rapidamente para os ataques laterais e dar um combate eficiente no meio-campo. Ser efetivo na marcação é essencial, afinal o treinador avança bastante seus meias externos – e às vezes coloca até atacantes para jogar pelas laterais, como fez com Calaiò na última temporada, pelo Siena, na Serie B.

É difícil imaginar como Pirlo conseguirá se adaptar, especialmente ao ter Marchisio como parceiro – ao contrário de um verdadeiro cão-de-guarda, como Felipe Melo ou Pazienza. No último treino antes da partida de ontem, a Juventus titular treinou com Storari no gol, Motta e Grygera nas laterais, Bonucci e Barzagli na zaga, Pirlo e Marchisio no meio-campo, Matri e Toni no ataque e os jovens Marrone e De Silvestro cumprindo este papel de pontas. Com o tempo, muita coisa vai mudar, é claro: Lichtsteiner, Chiellini, Ziegler e Krasic serão titulares, por exemplo. Mas o suposto problema continuará.

Em seu Siena da última temporada, vale lembrar, Conte conseguiu um feito notável ao transformar Brienza, com 31 anos, em um destes meias centrais. Meia-atacante durante a carreira, o baixinho ex-Palermo e Reggina conseguiu jogar mais recuado e foi bem. A nova missão será “sacrificar” Pirlo, 11 títulos e 74 jogos a mais pela seleção italiana do que o outro. Se vai funcionar, é outra história e começaremos a descobrir já, já.

Siena, Antonio Conte formationBari, Antonio Conte formation

O 4-4-2 de Conte em seus melhores trabalhos até aqui: Siena (esquerda) e Bari (direita). Defesa muito recuada e meio-campo próximo do ataque. Pelos flancos, saem as melhores oportunidades.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

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