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Posts com a Tag Lecce

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Lecce, Napoli | 20:39

SdV, parte 5: Decepções no sul

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O Show da Virada (SdV) do Tripletta já escarafunchou a campanha de nove times da Serie A. Agora a viagem é rumo ao sul, onde o Napoli está na primeira metade da tabela e o Lecce é o lanterna do torneio. E os dois decepcionam:

Napoli (6º lugar, 24 pontos, 29 gols marcados e 18 sofridos em 16 jogos)

Ezequiel Lavezzi (Getty Images)

Ezequiel Lavezzi

Não trema ao entrar no San Paolo para enfrentar o Napoli. Acabou o encanto do time que arrancava vitórias a fórceps dentro de casa. Dos nove jogos que os azuis fizeram em seus domínios até agora, na Serie A, só saíram com a vitória em quatro. Reflexo da campanha heroica na Liga dos Campeões, na qual o time partenopeu se classificou para as oitavas de final, deixando Manchester City e Villarreal para trás.

O Napoli até se reforçou bem, mas prever que seria viável disputar o scudetto junto da batalha nos campos europeus mostrou-se exagero. Em relação às 16 primeiras rodadas da temporada passada, são seis pontos a menos. Ok, montar um ataque com Cavani, Hamsík e Lavezzi é um luxo, mas não existiam outras opções até a chegada do chileno Vargas, recebido com festa em Nápoles. Sim, Pandev esteve lá, mas não conseguiu mostrar nada. Foi decisivo no 3 x 3 com a Juventus e depois sumiu outra vez.

A falta de opções ofensivas fica ainda mais clara quando Santana ou Zúñiga têm que entrar em campo na linha de frente. A defesa também já foi mais impenetrável, vale dizer. O jogo aéreo do Napoli anda fraquíssimo tanto no ataque quanto lá atrás. O zagueiro Aronica ganha apenas uma a cada dez disputas aéreas que tenta e é o pior do time no quesito. Se Mazzarri não tirar algum coelho da cartola, no ano que vem esqueça as noites mágicas de quarta-feira no estádio San Paolo.

Lecce (20º lugar, 9 pontos, 17 gols marcados e 33 sofridos em 16 jogos)

Massimo Oddo (Getty Images)

Massimo Oddo

Para um time modesto, atravessar uma fase de transição societária durante um campeonato raramente significará outra coisa que não seja rebaixamento. O Lecce que o diga. Dono da pior defesa do campeonato, o time ainda é o mais indisciplinado da Serie A – já recebeu 44 cartões amarelos e três vermelhos. Resultado? Passou 13 das 16 rodadas do torneio na zona de rebaixamento, cinco delas na lanterna, onde deve ficar por mais algum tempo.

O farfante Serse Cosmi foi contratado para tentar salvar o time, mas ainda é cedo para saber se a cura vai funcionar. Desde então, o Lecce marcou seis gols em três jogos… Mas sofreu dez. Como não existe dinheiro para contratações, há de se investir na parte psicológica. Só isso para explicar um time que, em casa, sai para o intervalo vencendo o Milan por 3 x 0 e consegue levar a virada. Os rubro-amarelos fizeram sete jogos no próprio estádio e perderam seis.

Se o Lecce da temporada passada já era fraco, imagine o de agora. A família Semeraro deixou o clube, o treinador De Canio também, e com isso qualquer confusão no elenco acaba transbordando e se tornando problema sério. Mestre em insuflar plantéis, Julio Sergio acabou caçado e deve ser negociado em breve. Falta um lateral para cada lado do campo, pois Oddo já é uma experiência fracassada e Mesbah se perdeu com o passar das rodadas. No ataque, Corvia luta bravamente pela condição de pior centroavante do campeonato. Nota engraçada: o Lecce é o time que mais dribla na Serie A, com média de 9,3 por jogo. Ou seja, só drible não leva a nada.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de novembro de 2011 Roma, Vídeos | 00:58

O gol que foi, mas não foi

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Caros leitores, não abandonei o espaço. Mas, nestes dias que têm sido os mais corridos do ano para este que vos bloga, ficarei devendo algo além do vídeo abaixo, do gol mais absurdamente anulado da rodada. Foi marcado (?) pelo romanista Osvaldo, em uma bela bicicleta após linha de passe entre Totti, Lamela e Gago. Onde está o impedimento?

Aliás, os árbitros auxiliares da Serie A já foram melhores, hein? No sábado (19/11), o gol de Thiago Motta era irregular, mas foi aceito; o de Seedorf, regular, acabou anulado. No domingo (20/11), pararam um provável gol do Napoli ao marcar impedimento inexistente de Maggio. Que fase.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,

domingo, 23 de outubro de 2011 Milan, Serie A | 20:19

Allegri aprendeu

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Há quase vinte anos, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, esteve em campo naquela que talvez tenha sido a maior virada da história do clube. Naquele 13 de setembro de 1992, o time alvinegro venceu o Pescara por 5 x 4, fora de casa.

Boateng (Reuters)

Essencial para o título da temporada passada, Boateng finalmente voltou a jogar bem

Foi de Allegri o primeiro gol do jogo – sim, ele jogava no Pescara – mas, aos 6 minutos, o Milan vencia por 2 x 1. E aí os donos da casa resolveram jogar. Massara marcou um vez e Baresi fez dois gols contra (!). Pescara 4 x 2. Quando Van Basten resolveu entrar na partida, tudo mudou. Fez três gols e virou o jogo para 4 x 5.

Pelos relatos daquele jogo, o Milan não precisou de alterações para vencer um adversário claramente inferior. Bastou mudar a mentalidade. Foi o que Allegri, que naquele dia saiu derrotado, parece ter levado de lição. Soube aplicar muito bem na partida contra o Lecce, neste domingo (23/10).

No intervalo, o Milan perdia por 3 x 0. Para injetar ânimo no time, Allegri fez duas alterações. As entradas de Aquilani e Boateng foram essenciais. O ganês, que ainda estava devendo uma boa partida na temporada, destruiu a defesa do Lecce com três gols.

A supremacia do Milan ficou tão grande que Yepes decidiu o jogo, no finalzinho, e transformou o 3 x 4 num resultado justíssimo. A virada é um prêmio à humildade de Allegri, que reconheceu alguns erros que cometeu na escalação, como a entrada de Ambrosini, e soube corrigi-los a tempo. E dá um gás ao último campeão italiano, que agora está a apenas quatro pontos de distância da líder Udinese. Para quem vira jogos assim, nada é impossível.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Atalanta, Serie A | 08:22

Rainha virtual

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Brighi, Cigarini e Denis (Getty Images)

Em uma temporada em que os grandes italianos começam patinando, o ótimo início da Atalanta não pode passar batido: são três vitórias e um empate em quatro jogos. A rainha dos provinciais vai reeditando seu melhor começo de campeonato – em 2000-01, passou invicta pelas oito primeiras rodadas. Digamos que a boa largada dá ao clube o título de “líder virtual” da Serie A. Os dez pontos conquistados em campo colocariam o time na frente de Udinese e Juventus, mas a punição (entenda o que houve) por causa do escândalo de apostas dá apenas quatro pontos à Atalanta.

Para quem abriu o torneio com -6 e entrou nele só para evitar o retorno à segunda divisão, já estar fora da zona de rebaixamento é um grande feito. Não é uma “tabela fácil” que deu à Atalanta uma ótima campanha. Tudo bem, a  equipe ainda não enfrentou algum postulante ao título, mas passou por adversários hostis: fora de casa, um empate com o Genoa e uma vitória sobre o Lecce; em casa, bateu o Novara e se tornou o único time capaz de bater o Palermo da sensação Devis Mangia.

O bom trabalho é reflexo da temporada passada, quando os bergamascos não se contentaram em montar um time para subir de divisão. Campeã com relativa facilidade, a Atalanta pagou caro para ter os promissores Marilungo e Carmona e segurar o camisa 10 Bonaventura. Mais da metade dos titulares do time é remanescente da campanha da Serie B, a outra metade é de contratações cirúrgicas. Faltavam um centroavante de garantia, um lateral direito, um armador e experiência no meio-campo. Chegaram Denis, Masiello, Maxi Moralez, Cigarini e Brighi.

Em um time de ótimos valores individuais, Schelotto tem se destacado. O jovem meia direito pode ser a surpresa da próxima convocação de Prandelli. Impressiona como ele consegue, como dizem os italianos, “criar situações de superioridade numérica”. Incansável, sobe e desce pela ala durante toda a partida e ainda tem técnica suficiente para criar boas oportunidades e marcar gols, como fez contra o Novara. Uma espécie de Camoranesi em seus bons tempos.

Também chama atenção a adaptação rápida de Denis, que decepcionou no Napoli e na Udinese. O aríete argentino marcou três gols em quatro jogos, decidiu dois deles e tem liderado a nuova gioventù da Atalanta. A animação contagiou a torcida, que comprou quase 10 mil carnês para a temporada – 2 mil a mais do que a última temporada do time na Serie A. É uma Atalanta que já mostrou que não há motivo para se preocupar com rebaixamento. Será que dá pra sonhar um pouco mais?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 11 de setembro de 2011 Juventus, Parma, Serie A | 15:33

Meu nome é Pirlo. Andrea Pirlo.

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Andrea Pirlo (Getty Images)

Pirlo, o maestro que faltava à Velha Senhora

Antes da estreia na Serie A, a maior discussão em torno de uma Juventus que torrou mais de 80 milhões de euros em contratações era o aproveitamento de Pirlo, que havia chegado de graça. A maior dúvida: como o experiente meia se encaixaria no 4-4-2 superofensivo de Conte? Se sobrecarregaria demais no meio-campo e a condição física do camisa 21, que nunca foi uma beleza, causava calafrios nos mais pessimistas.

O problema era motivacional, pelo jeito. Nos 4 a 1 sobre o Parma, primeiro jogo oficial da Juventus na temporada, Pirlo não economizou e fez uma partida digna de seus melhores anos no Milan. Esbanjou estilo no estádio novo, com um gramado feito sob medida para alguém como ele, que trata tão bem a bola. E vale dizer que não sumiu quando precisou ajudar defensivamente. Dos quatro gols da Velha Senhora, dois saíram após passes milimétricos, perfeitos. Com esse Pirlo, autor de 108 passes em 90 minutos, já é hora de sonhar.

Curtas
- Nesta rodada de estreia, foram marcados 35 gols, média surreal de 3,5 por jogo. A temporada passada começou com média de 1,5. Com mais treinadores jovens, que apostam em estratégias ofensivas, a tendência é que tenhamos mais bola na rede.

- Um dos novatos é Luis Enrique, que montou uma Roma que não se cansa de trocar passes. Já dá pra notar que o time tem se esforçado para fazer funcionar os novos métodos. O problema é a pressão interna: na temporada, são três jogos sem vitória.

- Até quem era medroso tem jogado pra frente. É o caso de Colantuono, da Atalanta. Nos movimentos ofensivos, são pelo menos cinco jogadores pressionando o adversário. Contra o Genoa, deu certo. O empate fora de casa é um bom resultado.

- E a Udinese segue voando. Perdeu três jogadores essenciais no mercado e outros dois por lesão, antes da estreia com o Lecce. Mas não importa: Di Natale está sempre lá, principalmente contra a terrível defesa do Lecce.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Serie A | 00:01

Boletim do mercado de verão

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A janela de transferências na Itália se fechou nesta quarta-feira. Eu poderia escrever um texto enorme para abrir este post, mas você pularia direto para as notas de cada clube, certo? Então não vamos perder tempo:

Alberto Aquilani

Milan será quarto time de Aquilani nos últimos quatro anos

Milan, nota 8,5: a melhor equipe da Itália ainda não está no nível do Barcelona ou do Manchester United, mas não tem rivais no país. Quatro dos contratados vêm (no papel) para a reserva. Um luxo e tanto ter Mexès, Aquilani e Nocerino no banco, não? Taiwo pode melhorar a lateral esquerda e El Sharaawy tem tudo para surpreender. Faltou, no máximo, um lateral direito.

Napoli, 8: a grande ação no mercado foi manter Hamsík, Lavezzi e Cavani. O resto é lucro. Inler e Britos elevarão o nível no meio-campo e na zaga, respectivamente. Pandev, Santana e Dzemaili serão opções de luxo para o banco. Fideleff, Fernández e Chávez poderão demonstrar ao que vieram. Mas por que raios Trezeguet não foi contratado? Lucarelli e Mascara não são suficientes.

Lazio, 8: pouco barulho e muita ação. Faltava um goleador e chegaram Klose e Cissé, que juntos têm 455 gols na carreira. Faltava um goleiro, um volante reserva, um substituto para Lichtsteiner… Marchetti, Cana e Konko foram contratados. As saídas de Foggia, Floccari e Zárate tendem a ajudar na gestão do elenco, mas a torcida lamentou muito a saída do argentino.

Atalanta, 7,5: melhor mercado entre as equipes provincianas. O ataque, ponto fraco do time campeão da Serie B, ganhou Denis e Moralez – o argentino pode ser uma das ótimas surpresas do campeonato. A defesa terá o ótimo Lucchini e o meio-campo, que lamentará a perta de Barreto, poderá contar com Brighi e Cigarini, conquistas do último dia de transferências. Será fácil se salvar.

Juventus, 7,5: o elenco está consideravelmente mais forte e contratações como Pirlo, Vidal e Vucinic mostraram boas coisas na pré-temporada. As chagadas de Elia, Giaccherini e Lichtsteiner também animam. Existem ideias e um projeto, mas também muitas dificuldades. Amauri, Iaquinta, Pepe e Ziegler continuaram na equipe, contra a vontade de Conte. Ainda falta um zagueiro.

Cesena, 7: se no ano passado o Cesena já animou, imagine agora. O ataque recebeu os melhores reforços. Mutu ainda pode ser um jogador excepcional e Martínez e Éder terão a chance de se recuperar em um ambiente mais tranquilo. A permanência de Parolo é uma boa notícia para o meio-campo, que contará com Candreva. E Comotto dará segurança à lateral direita.

Zé Love

Giuseppe Amore, o novo artilheiro do Genoa. Ou não

Genoa, 7: pra variar, mais de um time titular foi contratado. Mesmo assim, não há um centroavante decente para a torcida que sonhou com Gilardino e acordou com Caracciolo – desconsideremos Zé Eduardo. Mas o problema é só esse. As chegadas de Frey e Bovo devem dar um jeito na defesa que andou se perdendo. O meio-campo ficará fortíssimo com Birsa, Seymour e Constant.

Inter, 6,5: Forlán e Zárate são ótimos jogadores, mas não substituirão Eto’o. Principalmente se este insano 3-4-3 for mantido. O meio-campo idoso ganhou Poli, mas talvez seja pouco. Álvarez e Castaignos são mistérios a serem descobertos. Tassi (16 anos) é uma ótima aposta para o futuro. Mas, neste mercado, a Inter deu um passo para trás.

Roma, 6,5: um mercado atípico, com quatro contrações em 12 horas. Em relação à temporada passada, são 14 caras novas e 11 saídas. A revolução foi feita, agora é descobrir como Gago, Pjanic, Borini, Lamela, Bojan e Osvaldo se encaixarão do meio para a frente. A nota é menor por causa do péssimo mercado de saídas. Vucinic se foi barato demais e Borriello, Okaka e Simplício, inacreditavelmente, continuam no elenco. E o reserva de José Ángel tende a ser Taddei.

Bologna, 6,5: difícil dizer o que esperar de uma defesa que perdeu Britos e terá de contar com Antonsson, que estreará em uma grande liga aos 30 anos. Mas o ataque desequilibra. Ramírez e Di Vaio continuam, agora com companhia nova de Acquafresca, Diamanti, Kone e Vantaggiato. A saída de Della Rocca deixou um gosto amargo na boca do torcedor.

Catania, 6: o mais importante foi conseguir segurar o milagroso diretor esportivo Pietro Lo Monaco, que até tinha dito que sairia. Legrottaglie é um bom reforço para a zaga, ainda que não substitua Silvestre. O retorno de Bergessio é ótimo para o ataque, que terá que descobrir em que condições chega Suazo. O jovem Keko pode surpreender.

Chievo, 6: ano após ano, o Chievo se mantém na Serie A com a mesma base. Desta vez, quase tudo mudou. Várias promessas (Paloschi, Dramé, Bradley, Grandolfo) terão de aparecer para garantir que a fuga do rebaixamento não seja complicada. A defesa será o ponto de força, já que Sardo e Sorrentino ficam e a chegada de Acerti é animadora.

Massimo Oddo

É, Oddo, a situação ficou complicada. Pronto para voltar para a segundona?

Lecce, 6: as novidades animam, a carteira de identidade, não. Di Francesco, treinador estreante na Serie A, recebeu os jovens Pasquato, Giandonato, Strasser, Cuadrado e Muriel. Para balancear, o veterano lateral direito Oddo foi a grande contratação do último dia de mercado e o zagueiro Carrozzieri tentará se recuperar. O goleiro Julio Sergio conseguiu um time para ser titular.

Parma, 5,5: a permanência de Giovinco animará uma cidade que vai se reacostumando à Serie A. Pellè e Floccari terão a chance para a consagração, no ataque, enquanto Valdés volta de Portugal como ótima aposta para o meio-campo. Difícil é entender como o clube se privou tão facilmente do promissor Borini, que durou pouco mais de um mês antes de ser negociado com a Roma.

Udinese, 5,5: Sánchez, Inler e Zapata renderam 60 milhões de euros, mas o dinheiro não foi reinvestido e o elenco, novamente, foi rechado de jovens. Vai funcionar de novo, com o time na disputa da Liga Europa? A nova promessa é Torje, “o Messi romeno”. A defesa ganhou os brasileiros Neuton e Danilo, que podem dar bons frutos. O “fantasista” Fabbrini é uma ótima aposta.

Novara, 5,5: o elenco parece um combinado de jogadores em busca de revanche pessoal. Muito mudou desde a boa equipe que subiu de divisão, o que pode ser preocupante. Bertani e González são perdas irreparáveis para o ataque, pois Granoche, Morimoto e Meggiorini não dão segurança. A defesa ganhou em experiência, com Paci e Dellafiore. Mas o meio-campo ainda é fraco.

Siena, 5: muitas apostas, poucas certezas. Na pré-temporada, D’Agostino mostrou que será o craque solitário do time. Terá a ajuda de Mannini. O jovem goleiro Brkic, recém-chegado, é rodeado de dúvidas. A defesa terá de apostar Angella, Milanovic, Contini e Belmonte – experiência não faria mal. No ataque, a torcida torce para que González e Destro bastem para fazer par com Calaiò.

Massimo Cellino

Dig din dig din dig din: Cellino

Cagliari, 5: o caos na Sardenha não tem hora para acabar, graças ao presidente Cellino. A demissão de Donadoni jogou fora o projeto anterior e traz incógnitas. Como Biondini será aproveitado, afinal? Ekdal, Ibarbo e El Kabir conseguirão vingar, com tanta pressão? Thiago Ribeiro é isso tudo? Alguém conseguirá substituir Lazzari? A caixa de comentários tá aí, fique à vontade.

Fiorentina, 4,5: por fim, Montolivo, Gilardino, Vargas e Cerci não saíram. Péssima notícia. A geração-Prandelli se encerrou há tempos, mas falta a pá de cal. Contratações como as de Munari, Santiago Silva e Rômulo não são exatamente o que a torcida esperava para um grande salto de qualidade. Lazzarri e Nastasic podem ser boas surpresas. Cassani é a única certeza.

Palermo, 3: o presidente Zamparini havia prometido uma equipe que lutasse pelas primeiras colocações. Mas os 43 milhões que Pastore rendeu devem estar bem guardados. Bovo, Cassani, Nocerino e Sirigu também se foram, assim como o treinador, Pioli. Serão substituídos por Cetto, Aguirregaray, Mantovani, Tzorvas, Zahavi, Álvarez. Dos recém-chegados, só Silvestre, Della Rocca e Barreto se salvam. Tudo mudou.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 21 de agosto de 2011 Coppa Italia | 23:00

Aquecimento

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O Campeonato Italiano só volta no próximo fim de semana, então as equipes vão entrando na reta final das preparações. Como o mercado se fechará três dias após a primeira rodada, as impressões dessa fase de testes acabam se tornando mais relevantes. Além dos amistosos e das eliminatórias europeias, 12 dos 20 times da Serie A finalmente estrearam na Coppa Italia – os oito primeiros da temporada passada só entram nas oitavas-de-final.

Bologna (Getty Images)

O Bologna estreou novo uniforme com vitória suada sobre o Ascoli

O terceiro turno da Coppa Italia causou algumas quedas de respeito: dois times da Serie A já deram adeus ao torneio. A Atalanta perdeu em casa para o Gubbio (4 a 3, com expulsão de Tiribocchi e boa estreia do argentino Maxi Moralez) e o Lecce, também em casa, caiu para o Crotone (2 a 0). A Sampdoria, recém-rebaixada, foi outra eliminada. Perdeu para o Empoli de um renascido Tavano, por 2 a 1.

Novara (4 a 0 na Triestina), Cagliari (5 a 1 no Albinoleffe, com três de Larrivey) e Parma (4 a 1 no Grosseto, com dois de Crespo) passearam em casa. Dos times da primeira divisão, o Cesena foi o que mais passou sufoco: Bogdani marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ascoli no penúltimo minuto da prorrogação. O Bologna também penou e só conseguiu o gol da virada sobre o Padova nos acréscimos do segundo tempo, com o bom meia Della Rocca.

Ah, os brasileiros: nossos compatriotas foram coadjuvantes nesse fim de semana. Dos 59 gols marcados, só três vieram daqui – nenhum de peso considerável. O zagueiro Emerson (ex-Caxias) estreou na Reggina e marcou um gol inútil na derrota por 2 a 1 para o Modena e o atacante Jonathas (ex-Cruzeiro) abriu o placar para o Brescia que levou virada do Catania. Só Nenê (ex-Santa Cruz e Cruzeiro) decidiu: marcou o primeiro dos cinco gols do Cagliari.

É isso. O torneio só volta no fim de novembro, com o quarto turno. E as equipes grandes só entram nas oitavas-de-final, em dezembro. Então esqueçam a Coppa Italia depois desse post, falaremos dela daqui a alguns meses.

Quarto turno

Bologna x Crotone (o vencedor enfrenta a Juventus nas oitavas-de-final)
Fiorentina x Empoli (Roma nas oitavas-de-final)
Parma x Hellas Verona (Lazio nas oitavas-de-final)
Catania x Novara (Milan nas oitavas-de-final)
Cagliari x Siena (Palermo nas oitavas-de-final)
Chievo x Modena (Udinese nas oitavas-de-final)
Genoa x Bari (Inter nas oitavas-de-final)
Cesena x Gubbio (Napoli nas oitavas-de-final)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 28 de maio de 2011 Serie A, Vídeos | 00:46

Contagem progressiva: Os três golaços

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Depois de um grande presidente e dois jogadores fundamentais, os gols são o número 3 de nossa contagem progressiva. Não faltaram golaços durante o campeonato, então foi difícil escolher um top 3. Faltou algum aí?

- Medalha de bronze para Diamanti, meia-atacante do rebaixado Brescia. Na 11ª rodada da Serie A, jogando em casa, ele marcou o gol de empate no 1 a 1 com a Juventus com essa linda finalização. Se você não torce para a Juve, vale a pena ver de novo:

- Medalha de prata para Ibrahimovic, um dos artilheiros do Milan campeão. No empate com o Lecce, na 20ª rodada, ele abriu o placar com esta pintura. Thiago Silva deu um chutão da defesa e Ibra dominou no peito a 25 metros do gol, de costas, antes de encobrir Rosati. E ele só deu uma olhadinha:

- Medalha de ouro para o uruguaio Cavani, vice-artilheiro do campeonato, máquina de gols do surpreendente Napoli. Na 17ª rodada, ele foi personagem de uma vitória heróica contra o Lecce. Aos 48 minutos do segundo tempo, Grava tirou de cima da linha a bola que seria o gol do Lecce. No contra-ataque, segundos depois, Cavani executou o milagre com um tiro potente de fora da área. Um gol para entrar para a história da Serie A:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Extracampo, Serie A | 09:28

Guerra fria

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Pois bem, é guerra. Ainda não declarada, mas guerra. O que pega entre os times italianos é a Lei Melandri-Gentilone, aprovada no ano passado. Ela obriga as equipes a negociarem os direitos de transmissão de suas partidas de forma coletiva, um retorno aos moldes que foi usado até a virada do século – era o modelo no último período dourado do futebol italiano, na década de 90.

Alexis Sánchez (Getty Images)

A queda de braço pelos direitos televisivos pode impedir a ida de Sánchez para a Inter

Com a nova lei, 40% do acordo com as TVs será dividido de forma igual, 30% da grana será destinada por mérito esportivo e o resto será definido pea área de influência de cada equipe: 5% de acordo com a população da cidade de cada clube 25% segundo o tamanho das torcidas. E é aí que o bicho pegou. Juventus, Inter, Milan, Napoli e Roma dizem que só se pode torcer para um time. Os outros 15 clubes da Serie A dizem que se pode torcer para Milan e Udinese, por exemplo, o que tiraria dinheiro dos grandes italianos.

A previsão é que o acordo televisivo para a próxima temporada renda perto de 1 bilhão de euros à Serie A. Para quem ainda não entendeu o racha entre os clubes recomendo ler este post altamente didático do Leonardo Bertozzi antes de continuar.

Pois bem, os “cinco grandes” perderam a queda de braço. A diferença de faturamento da Inter para o Lecce, por exemplo, cairá em pelo menos 30 milhões de euros. Uma perda considerada absurda pelos times maiores, que tentam se encaixar no fair-play financeiro da Uefa. E um ganho que pode salvar equipes mais modestas e tornar o torneio bem mais competitivo, como era há uns 15 anos.

Ernesto Paolillo, administrador-delegado da Inter, prometeu abrir fogo contra os “pequenos”, caso eles não voltem atrás. Com menos dinheiro nos grandes clubes, o interista ameaça não comprar nem vender para os 15 rivais italianos, dizendo que o quinteto se resolverá sozinho: “Trocaremos os jogadores entre nós”. Tommaso Ghirardi, presidente do Parma, rebateu. Afirmou que se os grandes não respeitarem o que o conselho da liga decidiu, será o baixo clero a se recusar a vender aos grandes. E aí, adeus Hamsík no Milan, Sánchez na Inter, Lichtsteiner na Lazio… Essa guerra fria faz bem a alguém ou só acabaria de detonar um campeonato enfraquecido?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 3 de abril de 2011 Serie A | 19:17

Cinco em um

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Primeiramente, peço desculpas aos leitores do Tripletta pelo meu afastamento nos últimos dias. Com as questões de saúde devidamente resolvidas, pude assistir ao vivo cinco dos dez jogos da 31ª rodada e recomeçar os trabalhos por aqui. Minhas impressões em ordem cronológica:

Brescia 3×1 Bologna
Convenhamos que o jogo serviu como esquenta para o de mais tarde. O Brescia botou pressão no Bologna e não teve problemas para vencer: com 9 minutos de jogo, Hetemaj e Zoboli haviam marcado 2×0 e hipotecado a vitória. Passemos ao que interessa.

Milan 3×0 Inter

Pato (Foto: Getty Images)

O artilheiro do amor supriu bem a ausência de Ibrahimovic. Agora, o sueco vai ter de engolir

Não sobrou tanto o que dizer sobre o aguardado dérbi. A análise tática de André Rocha está impecável, o relato de Nelson Oliveira é irretocável e a simplicidade de Ubiratan Leal mostra o que foi a partida. Mantenho minha opinião na disputa pelo título: a Inter colocaria a mão na taça se vencesse, o Milan não. A tabela rossonera é mais complicada e o Milan ainda demonstra dificuldade ao enfrentar adversários “menores”. Mas é claro que a vitória maiúscula no clássico é um bom passo para o scudetto que não vem há tanto tempo. Deixar o oba-oba de lado será o principal papel de Massimiliano Allegri, que agora terá de encaixar um redivivo Pato ao desafeto Ibrahimovic. Fechar a boca de Berlusconi seria um bom começo.

Napoli 4×3 Lazio
Na provável melhor partida do campeonato até aqui, Cavani executou mais um trabalho hercúleo ao empurrar seu Napoli na vitória sobre a Lazio. Enquanto durar o encanto do trio maravilha Cavani-Lavezzi-Hamsík, os azzurri lutarão pelo título. A partida em casa, porém, foi uma boa demonstração de que os nervos à flor da pele podem atrapalhar o time nesta reta final. Do lado laziale, a situação só não ficou pior porque Udinese e Roma também perderam. O semblante de Reja ao fim do jogo mostra em que buraco o treinador da Lazio se meteu. Barrar Hernanes e levar a virada não o tornará mais popular.

Lecce 2×0 Udinese
Todos os jogos de invencibilidade de Di Natale e amigos foram por água abaixo justamente em uma partida tão abordável. Pois a Udinese, quem diria, parece ter sentido a falta do metrônomo Pinzi, tão mal substituído por Abdi, que parecia enferrujado após dezenas de partidas no banco de reservas. Quem decidiu foi Bertolacci, jovem armador emprestado ao Lecce pela Roma, autor dos dois gols do jogo. Um bom augúrio para os romanistas na partida que viria logo em seguida. Ou não.

Roma 0×2 Juventus
A dona da casa entrou como favorita, com todos resultados a seu favor e nada poderia dar errado, certo? Eis que a Roma perdeu para a Juventus pela 72ª vez em sua história, uma freguesia incontestável. A partida foi um combo do que tem sido a temporada romanista: Riise e Juan falhando, Perrotta e Taddei sumindo, De Rossi e Vucinic caindo de produção no segundo tempo, a presidente Rosella Sensi exasperada na tribuna de honra e Totti lutando contra o próprio time. Depois de duas intervenções milagrosas de Storari (que praticamente tirou o scudetto da Roma há um ano), a Juventus com dez desfalques, três titulares baleados e num inelegível 4-1-4-1 abateu a Roma facilmente. Até Grosso jogou bem.

E as impressões de vocês?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última