Jiménez | Futebol Italiano

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segunda-feira, 6 de junho de 2011 Serie A | 08:40

Contagem progressiva: Contratações nota dez

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Edinson Cavani (AP Photo)

Voe, Cavani: uruguaio do Napoli foi o melhor negócio de 2010

E o review da temporada vai chegando ao fim, aqui no Tripletta. Em nossa segunda semana, chegamos ao número dez: as contratações do ano. Muita gente boa, e muita gente boa que ficou de fora por falta de espaço.

A lista começa com Mark van Bommel, holandês contratado em janeiro porque Allegri queria um cão-de-guarda na frente da zaga do Milan. Ele chegou contestado e foi expulso logo na estreia, mas virou ídolo da torcida e peça fundamental para o scudetto. Depois, temos Sebastian Giovinco, que finalmente se livrou da pecha de eterna promessa ao se tornar protagonista de um Parma que, se mantiver as peças, poderá sonhar um pouco mais na próxima temporada.

Josip Ilicic, já escolhido uma das revelações do campeonato, é o mais jovem dos eleitos. Em seguida, que tal Giampaolo Pazzini? Em uma Inter com Milito em baixa, o Pazzo conseguiu uma estreia retumbante, tornou-se xodó da torcida e ainda conseguiu marcar 11 gols em um semestre, número essencial para que o sonho do scudetto continuasse em alta por um bom tempo.

Os brasileiros também estiveram em alta, com destaque para Robinho e Hernanes. O atacante chegou sob desconfiança e se tornou um dos pilares do Milan: soube aproveitar as boas oportunidades e não se importou em ser um ótimo coadjuvante, quando necessário. O meia teve início arrasador e caiu de produção no segundo turno, mas foi o que moveu uma Lazio que finalmente pôde dar seu salto de qualidade.

Na rabeira da classificação, o grande contratado foi o chileno Luis Jiménez. Mesmo jogando fora de posição em uma pá de partidas – e reclamando em público do treinador -, ele terminou a temporada como artilheiro do Cesena e mostrou que tem bola para voltar a um time de alto escalão. De volta ao topo, dois milanistas também merecem destaque: Zlatan Ibrahimovic foi essencial para que o time pegasse no tranco, no início do ano, e manteve a escrita ao vencer o oitavo título nacional consecutivo; Kevin-Prince Boateng deixou de ser um volante dispensável para se tornar o trequartista titular atrás de um ataque estrelado.

Bom mesmo é Edinson Cavani, a melhor contratação da temporada. A torcida do Napoli chiou pela perda do napolitano Quagliarella, mas ganhou um atacante ainda mais prolífico. Além de 26 gols e nove assistências na Serie A, ainda assinalou outros sete gols e duas assistências na Liga Europa. No trio de ouro que empurrou o Napoli à terceira posição, Cavani foi o cara. Ou você discorda?

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 Cesena, Juventus, Serie A | 20:04

Outro ano na fila

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Bergonzi expulsa Motta (Foto: Ansa)

Expulsão de Motta é bom retrato da péssima temporada daquele que foi capitão de diversas seleções de base

Definitivamente, não será desta vez que a Juventus retornará à Liga dos Campeões. O empate em 2 a 2 com o Cesena deixou o time nove pontos atrás da Lazio, quarta colocada, e a tendência é que a diferença aumente.

Dois gols de Matri colocaram os visitantes em vantagem, mas um blecaute na defesa da Juve colocou tudo a perder. Primeiro, Buffon fez um pênalti em Parolo e dois minutos depois Motta foi expulso por levantar o pé na altura do rosto de Giaccherini. No segundo tempo, o Cesena só não virou o jogo por pouca pontaria e pelas defesas de Buffon. Parolo, melhor em campo, fez o gol dele e fechou as contas. As notas do jogo, com os melhores em negrito:

CESENA
Antonioli, 6 – sem culpa nos gols, também não fez nenhum milagre
Santon, 5,5 – defendeu bem, atacou mal: nada a ver com o Santon dos tempos de Inter
Ceccarelli (aos 34’st), sem nota
Pellegrino, 6 – sofreu com Matri durante meia hora e depois só assistiu à partida
Von Bergen, 6,5 – xerife da defesa, deu segurança à área
Lauro, 6,5 – venceu a batalha com Motta, Krasic, Pepe e quem mais se arriscasse por ali
Caserta, 6 – pareceu fisicamente recuperado, o que já é muito, mas ainda falta atacar
Malonga (7’st), 6 – entrou esbanjando velocidade, com um pouco mais definiria o jogo
Colucci, 6,5 – administrou bem o meio-campo e anulou a dupla Aquilani-Marchisio
Parolo, 8 – melhor em campo, sofreu o pênalti e empatou o jogo. Bela temporada de estreia
Giaccherini, 4,5 – errou um gol inacreditável, sem goleiro, e jogou sem confiança pelo resto da partida
Rosina (28’st), 5,5 – cobrou a falta do empate e deixou a impressão de que deveria ter entrado antes
Jiménez, 6,5 – tecnicamente, é muito superior. Quando joga pelo centro, se reencontra
Bogdani, 5 – não conseguiu ganhar nenhum lance e terminou o jogo exausto

JUVENTUS
Buffon, 6 – fez pênalti, arriscou ser expulso, mas salvou o empate pelo menos três vezes
Motta, 4 – mal na defesa, o cartão vermelho aos 42 minutos foi a cereja do bolo
Bonucci, 5,5 – ganhou todas de Bogdani, o que não é grande coisa
Chiellini, 5 – o melhor zagueiro da Itália falhou demais e deu sorte: Giaccherini não aproveitou
Traoré, 5,5 – não marcou história, mas ao menos não fez grandes cagadas, o que já é grande coisa
Krasic, 5 – onde está o jogador do início da temporada?
Grygera (1’st), 5,5 – com muito custo e muitas faltas, conseguiu parar o lado esquerdo do Cesena
Aquilani, 5 – participa pouco do jogo, parece estar com a cabeça em outro lugar
Marchisio, 5,5 – marca bem, luta bastante, mas ainda falta maior produção ofensiva
Pepe, 6 – corre pela esquerda de uma ponta a outra, mas vai melhor defendendo do que atacando
Del Piero, 8 – provou que não pode ser reserva neste time e tirou os gols da cartola
Martínez (22’st), 5 – merecia meio ponto a mais, mas entrou no lugar de Del Piero
Matri, 7,5 – estava ali para fazer gols: anotou dois
Iaquinta (32’st), sem nota

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Cesena, Extracampo | 23:23

Todos contra dois

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Igor Campedelli

As palavras polêmicas de Campedelli só pioraram a situação

“Parem de ameaças ou deixo o clube. Vendo os jogadores úteis e não inscrevo o time no próximo campeonato. Devolvo o clube ao limbo, assim como estava quando comprei.”

A declaração forte aí de cima é de Igor Campedelli, presidente do Cesena, vice-lanterna da Serie A. Em uma coletiva tensa, o empresário disse que é preciso civilidade para que a torcida conteste o que tem sido feito e pediu que entendessem as dificuldades de um retorno à primeira divisão após 20 anos.

As principais críticas recaem sobre a última campanha do Cesena no mercado de contratações (realmente lastimável) e sobre o trabalho de Massimo Ficcadenti (realmente contestável). O que não torna aceitável que quatro torcedores do time invadam a loja oficial do clube dizendo que “quebrarão tudo” caso o treinador não seja demitido.

O clima quente tem sido alimentado inclusive por alguns jogadores, de certa forma. Pouco depois do empate contra o Parma, Jiménez reclamou publicamente que ele e Rosina são “armadores, não atacantes laterais”. O capitão Colucci veio dizer que já se havia se esclarecido com os torcedores. Sammarco disparou que o time levou o empate porque havia deixado de ser inteligente.

O trabalho de Ficcadenti não entrará para a história do Cesena, de fato. E o treinador peca bastante ao deixar seus favoritos em péssima fase, como Lauro, Parolo e Bogdani, entre os titulares. As escolhas têm sido contestáveis, as substituções ainda mais, e a personalidade arrogante é mais um entrave na relação com a torcida. No último jogo em casa, foi vaiado sempre que possível. O clima no estádio tem sido insuportável e Ficcadenti parece ter apenas o presidente Campedelli na luta contra todos os outros.

O relacionamento entre torcida e torcidos só tende a piorar. A principal organizada do Cesena redigiu um comunicado oferecendo um Oscar à atuação de Campedelli na entrevista aqui do primeiro parágrafo, dizendo não aceitar “que se jogue no mesmo caldeirão quem contesta e quem ameaça”. E foram além, insinuando que a ameaça de tirar o time do circuito profissional jogaria “toda a região contra Campedelli, amigos, colegas e familiares”.

Itália, um país de todos – inclusive dos imbecis

Roma

A foto é de 2009, mas o clima na Roma, dois anos depois, mudou bem pouco. Paciência da torcida continua em baixa

Esse clima hostil tem sido comum na Itália. Há alguns dias, torcedores da Roma receberam a equipe no aeroporto atirando algumas dúzias de ovos. A torcida da Sampdoria tem entoado cantos nada elogiosos a Domenico Di Carlo durante os jogos. Em Bari, uma carta-bomba foi enviada à casa do presidente Matarrese.

Os casos não ficam só na Serie A. Nos últimos 12 meses, cartas-bomba explodiram na sede do Torino, e nos estádios da da Pro Patria e da Carrarese. Aí pergunto: falta mais alguma morte para que a segurança volte a ser pauta no futebol italiano?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,