Inzaghi | Futebol Italiano

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domingo, 2 de outubro de 2011 Juventus, Milan, Serie A | 18:19

À espera do segundo milagre

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“Conte, depois dos cabelos, dê-nos um outro milagre: o título”. Este foi um dos coros da torcida da Juventus na vitória deste domingo, sobre o Milan, por 2×0. Uma homenagem ao ex-meia careca da Velha Senhora, que fez um implante para se tornar um treinador com belas madeixas.

Marchisio (Getty Images)

Marchisio, o nome do jogo

Depois da prova de força do Napoli, foi a vez da Juventus mostrar que fará um campeonato como protagonista. O início da última temporada também era animador, mas agora há o “algo mais”. Conte sabe o que tem em mãos e consegue arrumar alternativas táticas. Contra o Milan, Chiellini voltou à lateral esquerda e funcionou. Protegido por um meio-campo mais robusto, Pirlo esbanjou categoria e foi fundamental para que a Juve tivesse 56% de posse de bola. Na frente, um soberbo Vucinic.

Marchisio merece um parágrafo à parte. No início da temporada, o camisa 8 parecia ter perdido terreno. Chegou a ser centro de especulações de mercado. Mas este 4-1-4-1 encontrado por Conte nas últimas duas partidas valoriza demais as características mais ofensivas de Marchisio, autor dos dois gols contra o Milan.

Ter seis pontos a mais do que o atual campeão Milan, com apenas cinco jogos disputados, é muita coisa. Com uma pontaria mais calibrada (foram 53 finalizações nos três últimos jogos, mas só quatro gols) e uma defesa mais confiável (e parece que Chiellini na lateral será ótima opção), a Juventus fará a disputa pelo título ficar ainda mais interessante. E isso porque a liderança do campeonato já é alvinegra.

Curtas
- O Milan jogou como time pequeno e acabou punido. Não conseguiu segurar a bola, não chutou e, no ápice desta pequenez, viu Allegri sacar Cassano para colocar Emanuelson. Inzaghi e Aquilani ficaram no banco até o fim do jogo…

- Surpreende a queda de rendimento do goleiro milanista Abbiati. Melhor arqueiro do último campeonato, voltou a falhar bisonhamente. Será que a temporada passada é que foi a exceção?

- Na Juventus, Krasic destoou. Craque nos primeiros seis meses em Turim, o rendimento do sérvio tem caído assustadoramente. Contra o Milan, errou praticamente tudo o que tentou, até jogadas banais. Fica para a próxima.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 4 de setembro de 2011 Internazionale | 03:55

Amadorismo

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Ainda é difícil acreditar que a Inter tenha cometido um erro tão grosseiro. Forlán, decantado substituto de Eto’o, foi inscrito pela equipe na Liga dos Campeões. Só um probleminha: o uruguaio fez dois jogos pelas preliminares da Liga Europa, enquanto ainda estava no Atlético de Madri. Como os espanhóis passaram de fase, o atacante só poderá defender outro time em competições continentais a partir da janeiro. E, por algum motivo, ninguém na Inter havia atentado para isso.

Forlán, Reyes e Salvio (Yahoo!)

A prova do crime: Forlán comemora com Silvio e Reyes

As negociações para garantir Forlán duraram semanas, o que só torna o erro ainda mais inacreditável. Bastaria abrir o site da Uefa e ver que o Atlético havia eliminado o norueguês Stromsgodset. E pensar que o uruguaio adiou as férias pós-Copa América justamente pra disputar esse jogo e agora ficou de fora da fase de grupos da Liga dos Campeões…

A trapalhada complica os planos de Gasperini, que insiste em um 3-4-3 que tem tudo para dar errado. Sem Forlán na LC, talvez a melhor opção seja colocar Philippe Coutinho no ataque, já que Castaignos não foi inscrito na competição. Mas o maior dano é para a imagem da Inter, que praticou um ato de amadorismo sem tamanho.

Nocerino joga
Como o Palermo acabou eliminado para o Thun, nas preliminares da Liga Europa, quem jogou as duas partidas poderá disputar qualquer competição europeia por outra equipe. É o caso de Nocerino, vendido para o Milan nos minutos finais do mercado e inscrito na Liga dos Campeões. Aí sim.

Inzaghi, não
O mítico artilheiro do Milan teve o contrato renovado no início da temporada, mas foi preterido por Allegri e não está entre os 25 inscritos para a LC. Em Milanello, dizem que Inzaghi não engoliu muito bem a exclusão.

Não revelou…
Também na Liga dos Campeões, o Napoli sofreu para montar a lista de 25 jogadores. A Uefa exige quatro atletas formados pelo próprio clube. Aí complicou: no elenco principal, só o capitão Cannavaro surgiu no San Paolo. Para encaixar Allegra, D’Urso e Ammendola, que nem têm chances de jogar, acabaram ficando de fora Britos, Chávez e Lucarelli.

A lista das três equipes? Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Serie A | 07:32

Contagem progressiva: Os camisas 9 mais eficientes

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Francesco Grandolfo (Ansa)

Na única partida de Grandolfo como titular, o promissor atacante do Bari marcou três gols. Poderia ter começado antes...

Como medir a capacidade de decisão de um atacante? Às vezes, comparar só o número de gols pode ser algo enganoso. Para escolher os grandes artilheiros da temporada, o Tripletta resolveu mostrar quantos minutos cada um deles gasta para fazer um gol – ah, e só um terço dos nove camisas 9 escolhidos realmente envergam este número nas costas.

9. Samuel Eto’o (Inter)
1 gol a cada 141 minutos. Matematicamente, foi a melhor temporada de Eto’o como profissional. O camaronês marcou 37 gols, mas na Serie A foram “apenas” 21. Regular durante boa parte do campeonato, a Inter penou justo quando o rendimento dele caiu. Na única vez em que Eto’o passou quatro jogos em branco, entre a 30ª e a 33ª rodadas, o time de Leonardo conseguiu vencer apenas duas vezes e deu tchau ao scudetto.

8. Fabrizio Miccoli (Palermo)
1 gol a cada 134 minutos. Lesionado no início da temporada, Miccoli só pôde estrar na 10ª rodada. A partir daí, sofreu para se manter fisicamente inteiro: fez apenas duas partidas completas. Dos nove gols que o baixinho marcou, alguns em momentos importantes, contra a Juventus e a Roma, mostraram que ele segue com o faro apurado. Não deve continuar no Palermo.

7. Libor Kozák (Lazio)
1 gol a cada 126 minutos. Amuleto da Lazio, o jovem tcheco fez sucesso: no início da temporada, marcou gols fundamentais para vitórias contra a Fiorentina e a Sampdoria, sempre entrando no finalzinho. No primeiro jogo como titular, já no returno, repetiu a dose em cima da Fiorentina: 2 a 0 com gols dele. Kozák ainda marcaria mais dois gols de bom augúrio. Sempre que ele foi às redes, a Lazio saiu de campo vitoriosa. Veja os gols neste vídeo:

6. Alexandre Pato (Milan)
1 gol a cada 114 minutos. Ibrahimovic, Robinho e Pato marcaram, cada um, 14 gols na campanha do título do Milan. O genro de Silvio Berlusconi foi o mais prolífico, pois fez seus golzinhos em menos oportunidades que os “rivais”. E, entre eles, Pato foi o mais pé quente. Dividiu seus gols em dez jogos e o Milan não perdeu nenhum destes: dois empates e oito vitórias.

5. Edinson Cavani (Napoli)
1 gol a cada 112 minutos. Não fosse a suspensão que o tirou dos últimos dois jogos da temporada, talvez Cavani pudesse ter alcançado Di Natale na tabela de artilheiros. Mesmo assim, o número de Cavani é impressionante e o uruguaio se tornou o maior artilheiro do Napoli em uma só edição da Serie A. Ah, e foram três triplette durante o torneio: três gols contra Juventus, Lazio e Sampdoria.

4. Antonio Di Natale (Udinese)
1 gol a cada 105 minutos. O artilheiro da Serie A atingiu uma média de quase um gol por jogo. Pudera: só na sequência de 13 jogos de invencibilidade da Udinese, o capitão marcou 15 vezes. No total, 28 gols foram marcados, para não falar das quatro assistências. No vídeo abaixo, estão todos os gols de Totò no campeonato:

3. Mauro Boselli (Genoa)
1 gol a cada 92 minutos. O artilheiro da Libertadores ‘09 parece não emplacar na Europa: não conseguiu ser titular no Málaga, no Wigan e nem no Genoa. Contratado em janeiro pelo Grifone, ele logo se machucou e levou quase dois meses para estrear. Com poucas oportunidades e quase sempre sem sair do banco, a melhor oportunidade do argentino foi contra a Sampdoria. Ele marcou o gol da vitória aos 51 minutos do segundo tempo, praticamente rebaixou a rival e se transformou em ídolo.

2. Filippo Inzaghi (Milan)
1 gol a cada 91 minutos. O eterno camisa 9 jogou pouco, mas mostrou que o faro de gol continua intacto. Na Serie A, foram só cinco partidas antes da operação no joelho que o tirou de quase toda a temporada – ele só voltou nos minutos finais da penúltima rodada, para comemorar o título. Mesmo sumido, ainda marcou duas vezes. E vale lembrar que ele também foi importante na Liga dos Campeões: na meia hora que jogou contra o Real Madrid, fez os gols milanistas do empate em 2 a 2.

1. Francesco Grandolfo (Bari)
1 gol a cada 39 minutos. O garoto de 18 anos, que só conseguiu ser titular na última rodada, foi o atacante de melhor média em todo o campeonato e deixou um gostinho de “quero mais”. Grandolfo fez uma grande temporada pelo time sub-20 do Bari, ao marcar 16 gols em 23 jogos. Na única chance como titular no profissional, fez três gols. Até para um canhoto, ele começou com o pé direito.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de março de 2011 Internazionale, Milan, Serie A | 16:15

A batalha de Milão

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A última rodada da Serie A serviu para definir quem lutará pelo scudetto até o fim da temporada. Milan e Inter venceram suas partidas e o Napoli praticamente deu adeus à briga ao empatar em casa com o Brescia. E tomando sufoco, vale dizer.

Desde a temporada 1992-93 a dupla de Milão não disputava o título entre si, nos tempos de van Basten e Bergomi. Desde então, sempre existiram Juventus, Roma ou Lazio entre os dois rivais. A dez rodadas para o fim do campeonato, a briga está acirrada. Por enquanto, o Tripletta não tomará partido. Mas dá os cinco motivos pelos quais cada um dos times pode se dizer favorito. Quem leva?

MILAN (61 pontos, 50 gols marcados e 20 sofridos)

Inzaghi (Foto: AP)

Tremam, goleiros. Inzaghi voltará a tempo da reta final

1. São cinco pontos de vantagem sobre a Inter, a dez rodadas para o fim. Ainda há muita estrada a percorrer, mas chegar ao confronto direto (3 de abril) sem o nervosismo de poder perder ali a liderança pode ser de grande ajuda.

2. Há o efeito Ibrahimovic, que venceu os últimos sete campeonatos nacionais que disputou, por quatro clubes diferentes. No Milan, surpreende uma versão menos individualista do sueco. São “apenas” 14 gols até aqui, mas já foram 11 assistências decisivas.

3. Se as previsões mais otimistas se confirmarem, Inzaghi voltará no fim de abril e ainda poderá disputar cinco jogos. O artilheiro não é um oásis de habilidade, mas alguém ousa dizer que SuperPippo não é pé quente?

4. Com Pirlo sempre lesionado, Allegri apostou em um meio-campo de força. Gattuso é o principal expoente, mas van Bommel merece destaque. Muito contestado, o holandês começou mal, mas dá o sangue em todos os jogos, acertou a marcação do meio-campo e se tornou ídolo instantâneo.

5. Após tantas passagens pelo departamento médico, Nesta parece ter voltado para ficar. Ao lado de Thiago Silva, forma a melhor dupla de zaga do campeonato. Se ficarem inteiros até o fim, são uma garantia e tanto para quem não pode perder pontos bobos.

INTER (56 pontos, 54 gols marcados e 31 sofridos)

Leonardo (Foto: Getty Images)

O "traíra" Leonardo, quem diria, virou um técnico paizão

1. A Inter aposta as fichas no confronto direto com o Milan, daqui a três rodadas. Uma vitória nerazzurra no dérbi pode desestabilizar o adversário, que não vence a Serie A desde 2004.

2. O calendário da Inter também é mais “abordável”. No papel, serão três partidas complicadas: Napoli, Cesena e Parma, todas fora de casa, com os dois últimos jogando pela permanência na Serie A. O Milan terá cinco jogos tensos longe do San Siro: os desesperados Brescia e Sampdoria, o instável Palermo e as ambiciosas Roma e Udinese.

3. Leonardo é a prova de como um treinador pode mudar o ambiente. Desde que o brasileiro assumiu no lugar de Benítez, foram 13 vitórias em 16 jogos, com 100% de aproveitamento no San Siro. O time agora joga para vencer e deixou o corpo mole de lado.

4. Calcanhar de Aquiles no início da temporada, o condicionamento físico agora é arma letal. Em dois meses, quase todos os titulares foram recuperados e disputam 90 minutos em alto nível. Em 2011, a Inter começou quatro jogos perdendo. Virou três.

5. A Inter ainda possui o melhor elenco da Itália. Há pelo menos uma dúzia de jogadores capazes de decidir partidas sozinhos. E, na falta de um titular, os reservas (até Pandev!) dão conta do recado. As contratações em janeiro foram cirúrgicas: Ranocchia e Pazzini já são indiscutíveis.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,