Inler | Futebol Italiano

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Milan, Serie A, Udinese | 18:31

Estratégia infalível

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A Udinese nunca cansa de nos impressionar. A melhor equipe provincial vista pelo futebol italiano nos últimos anos empatou com o Milan, em San Siro, e saiu de lá dividindo a liderança da Serie A com o Genoa e a Juventus. Nada mal para um time que perdeu três dos melhores jogadores há pouco tempo e conseguiu se reconstruir.

Di Natale x Abbiati (Reuters)

Di Natale abriu o placar após falha de Abbiati

Os milhões ganhos com Zapata, Inler e Sánchez poderiam ter sido revertidos no mercado para montar uma Udinese estrelada. Poderiam. Mas o trio acabou substituído por Danilo, Doubai e Torje. E aí poderia dar tudo errado e a Udinese sumir do mapa. Poderia. Mas o time ainda não perdeu na Serie A e venceu na estreia da Liga Europa. E Di Natale marcou gol nas cinco últimas partidas.

Poder desenvolver um bom futebol sem pressão ajuda bastante no projeto friulano, que não prevê grandes contratações, mas um trabalho de prospecção em todos os continentes. Basta olhar para o elenco da Udinese para ver que a estratégia tem funcionado: são 27 jogadores de 15 nacionalidades diferentes.

O time que arrancou o empate em Milão é menos brilhante do que o da última temporada, mas é tão ou mais eficiente do que aquele. E aí entra o dedo de Francesco Guidolin, treinador que consegue pensar em curto e longo prazo. Além de fazer o time funcionar, ele planeja os próximos “lançamentos” com cuidado.

É o caso do lateral direito Basta e do meia Agyemang-Badu. O sérvio passou mais de uma temporada lesionado, mas voltou em alto nível e assumiu o flanco. O ganês, contratado em janeiro de 2010, foi trabalhado até que pudesse assumir o lugar de Inler. Há um mês, tornou-se titular absoluto. Um processo sem torcida organizada pichando muros ou jogando amendoim no banco de reservas. E aguarde: Neuton, Ekstrand, Fabbrini e tantos outros já pedem passagem.

Curtas
- Não demorou para que a Juventus tropeçasse em casa. Logo na segunda partida na nova arena, contra um risível Bologna, veio o empate. E olha que o gol alvinegro foi irregular.

- Mazzarri, treinador do Napoli, vivia sendo criticado por não poupar titulares nas longas maratonas. Contra o Chievo, escalou sete reservas no time titular. Perdeu.

- Com dois gols, Palacio foi o protagonista da goleada do Genoa sobre o Catania. Tudo isso no dia em que Gasperini acabou demitido. “Eu pedi tanto esse cara”, deve estar pensando.

- E a Atalanta já tem pontos positivos! O time começou com -6 e segue invicto, com duas vitórias e um empate. A fuga do rebaixamento, nesse ritmo, estará no papo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 11:20

Italianão, prévia da 2ª rodada

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Com quase 15 dias de atraso, a Serie A começa nesta sexta-feira (9/9), com Milan x Lazio, no estádio Giuseppe Meazza. Por causa daquela greve sem sentido, a segunda rodada abre o campeonato e a primeira ainda não tem data para ser disputada.

E nosso bolão também terá início. Ao fim da temporada, o Tripletta e a parceira Liga Retrô oferecerão uma camisa retrô do Genoa, a do título italiano de 1915, a quem vencê-lo. Se você ainda não se cadastrou, basta clicar aqui, começar a apostar e avisar os amigos. Imperdível, não?

Hernanes (Getty Images)

Com responsabilidade dividida, Hernanes terá mais espaço para brilhar na Lazio

Na abertura do certame, o Milan deve entrar em campo com a mesma base da temporada passada. Dos recém-chegados, só Aquilani e El Shaarawy ficarão no banco. A Lazio terá pelo menos três novidades no time titular: o lateral direito Konko e os atacantes Cissé e Klose. A dupla ofensiva é a esperança da torcida para que a águia voe mais alto. O goleiro Marchetti cumprirá suspensão. Ele acabou expulso na última partida que fez, pelo Cagliari, em uma partida do time primavera.

O sábado verá um Cesena de ataque reformulado. Os estreantes Éder, Mutu e Martínez puxarão os galões pela equipe alvinegra, que receberá um Napoli bem reforçado no meio-campo. Inler e Dzemaili podem ser o que faltava para que o ex-time de Maradona dispute o título de forma séria.

Das oito partidas de domingo, as três mais chamativas terão transmissão na TV. Será o dia da inauguração da Juventus Arena, belíssimo estádio que pode ser a pedra fundamental na reconstrução do clube. Teremos a volta do ídolo Conte a Turim, agora como treinador.

Também veremos a  ”Roma norte-americana”, que estreará seis contratações recentes no time titular, enfrentar um Cagliari com problemas no ataque, pois Larrivey está suspenso e Thiago Ribeiro ainda não foi regularizado. (Atualização: conseguiram acertar os documentos de Thiago, na tarde de hoje). Para fechar, um tira-teima entre dois times que parecem enfraquecidos: Palermo e Inter terão de vencer para superar as desconfianças deste início da temporada. Mangia e Gasperini chegarão a comer o panetone ou serão mandados para a forca antes do natal?

Programação da TV
Sexta, 9/9
às 15h45, Milan x Lazio – ESPN Brasil e Rai

Sábado, 10/9
às 15h45, Cesena x Napoli – RedeTV! e Rai

Domingo, 11/9
às 7h30, Juventus x Parma – ESPN, ESPN HD e Rai
às 10h, Roma x Cagliari – ESPN, RedeTV! e Rai
às 15h45, Palermo x Inter – ESPN Brasil, SporTV e Rai

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado!)
Catania 2×0 Siena
Cesena 1×1 Napoli
Chievo 1×0 Novara
Fiorentina 3×1 Bologna
Genoa 2×2 Atalanta
Juventus 2×0 Parma
Lecce 1×3 Udinese
Milan 2×0 Lazio
Palermo 1×2 Inter
Roma 2×1 Cagliari

E você, apostou em quem no nosso bolão?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Serie A | 12:00

Contagem progressiva: Os onze melhores da Serie A

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Thiago Silva (AP Photo)

É nóis na fita, Thiago

Quatro jogadores da Udinese, três atletas do Milan e mais um representante de Inter, Napoli, Palermo e até Cesena: eis a seleção Tripletta do campeonato, comandada pelo treinador… da Udinese, claro. Guidolin merece, após emplacar seu quarteto com facilidade no nosso top 11 – e convenhamos que outros dois ou três poderiam ter pintado por aqui.

Christian Abbiati (Milan)
Goleiro, 33 anos, 35 jogos, 19 gols sofridos. Nem Dida foi um campeão tão low-profile quanto Abbiati, que finalmente conseguiu ser incontestável, após tanto tempo de idas e vindas. Regular durante todo o campeonato, fez partidaças que ajudaram a definir o título. Destaque para o último clássico contra a Inter e o duelo com a Fiorentina, em Florença, no qual fez sete defesas na vitória por 1 a 0 do Milan.

Mauricio Isla (Udinese)
Lateral-direito, 22 anos, 34 jogos, 2 gols, 7 assistências. Difícil escolher o melhor lateral-direito do campeonato. Isla levou, mas não seria absurdo escolher Abate, Maggio ou até Cassani. O jogador da Udinese, meio-campista de origem, se adaptou de vez a uma função mais defensiva e foi tão consistente que fica difícil acreditar que seja o mais jovem entre os 11 escolhidos.

Thiago Silva (Milan)
Zagueiro, 26 anos, 33 jogos, 1 gol, 1 assistência. Se já era bom no primeiro turno, Thiago Silva estraçalhou após a parada de inverno: jogou até de volante e segurou o nível lá em cima. Um dos melhores zagueiros do mundo, o brasileiro foi comparado a Baresi e merece, com honras, o posto de melhor jogador do campeonato. Quem diria que, há cinco anos, ele sofria de tuberculose…

Andrea Ranocchia (Genoa/Inter)
Zagueiro, 23 anos, 34 jogos, 3 gols, 1 assistência. O início de campeonato de Ranocchia foi espetacular, atuando como líder da complicada defesa do Genoa: ele, que já estava prometido à Inter, acabou indo a Milão ainda mais cedo, para substituir o lesionado Samuel. Cumpriu o papel muito bem e mostrou classe mesmo nos piores momentos do clube de Appiano Gentile.

Federico Balzaretti (Getty Images)

Depois de três anos de rosa, vez de vestir azul

Federico Balzaretti (Palermo)
Lateral-esquerdo, 29 anos, 33 jogos, 2 gols, 7 assistências. O show contra o Napoli, com direito a gol e assistência, foi a cereja no bolo da temporada do já experiente lateral, que encerra a temporada com espaço inquestionável na seleção italiana e na mira da tal “nova Roma norte-americana”.

Gennaro Gattuso (Milan)
Volante, 33 anos, 31 jogos, 2 gols, 2 assistências. Difícil achar alguém com espírito mais vitorioso do que Gattuso, que superou a fase terrível sob comando de Leonardo e voltou a ser protagonista. Essencial para cobrir as laterais do Milan, Ringhio evoluiu até tecnicamente e marcou um gol que ditou o rumo da temporada: contra a Juventus, o campeonato tornou-se rubro-negro.

Gökhan Inler (Udinese)
Meia, 26 anos, 35 jogos, 3 gols, 5 assistências. Mais recuado em relação à temporada passada, Inler evoluiu e se converteu em metrônomo da surpreendente Udinese. Poucos meias na Europa estão no nível do suíço em fundamentos como posicionamento e passe. Falta só uma boa temporada na Liga dos Campeões para se tornar referência mundial.

Marco Parolo (Cesena)
Meia, 26 anos, 37 jogos, 5 gols, 4 assistências. Grande revelação da temporada, o jovem nem tão jovem assim cresceu no momento das dificuldades e foi decisivo em vitórias contra a Lazio e a Juventus, fundamentais para que o Cesena se salvasse do rebaixamento. O segundo turno quase perfeito foi a garantia de que Parolo não ficará em Cesena para a próxima temporada.

Alexis Sánchez (Getty Images)

"El Niño Maravilla" Sánchez finalmente mostrou a que veio

Alexis Sánchez (Udinese)
Atacante, 22 anos, 31 jogos, 12 gols, 10 assistências. O que dizer dos quatro gols marcados contra o Palermo ou das duas assistências sobre o Cagliari, em jogos fora de casa? Nada mal para quem começou o campeonato patinando e mudou de posicionamento para se encontrar em campo. Sánchez acabou centralizado, subiu de rendimento e virou objeto de desejo dos gigantes europeus.

Edinson Cavani (Napoli)
Atacante, 24 anos, 35 jogos, 26 gols, 9 assistências. O esquema de notas da Gazzetta dello Sport é bem rígido. Os jornalistas de lá não costumam dar a nota 9 mais de cinco vezes por temporada, para se ter uma noção. Pois Cavani foi avaliado assim três vezes, em jogos complicados contra a Lazio, a Juventus e a Sampdoria. Em Gênova, fez chover: foram três gols e uma assistência no 4 a 0 final.

Antonio Di Natale (Udinese)
Atacante, 33 anos, 36 jogos, 28 gols, 6 assistências. Artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo, Di Natale chegou a uma média de 16,3 gols por temporada na Serie A. Bem mais que Totti, Del Piero e Inzaghi, por exemplo. Além disso, nos 13 jogos de invencibilidade da Udinese no torneio, o capitão marcou 15 vezes. Suficiente?

Francesco Guidolin (Udinese)
Treinador, 55 anos, 20 vitórias, 6 empates, 12 derrotas. Ele já havia treinado a Udinese, 12 anos antes, e terminado na sexta posição da Serie A. Desta vez, conseguiu um feito ainda maior ao recolocar o time friulano na Liga dos Campeões. Guidolin demorou para colocar a Udinese nos trilhos e começou a temporada com quatro derrotas e um empate. Nos meses seguintes, o time deu show e virou um Barcelonazinho ao lado do Mar Adriático. E ele ganhou um contrato até 2015.

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato
10. Dois brasileiros entre as dez melhores contratações da Serie A

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Udinese | 11:10

Contagem progressiva: Um presidente que faz diferença

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Giampaolo Pozzo (Getty Images)

O império de Pozzo começou com uma madereira e culminou na melhor equipe provinciana da Itália

Começa aqui o review que o Tripletta fará da temporada italiana. Será uma contagem “progressiva”, de 1 a 11. O personagem de hoje será o empresário Giampaolo Pozzo, presidente da Udinese e melhor mandatário da Serie A.

Pozzo comprou a Udinese em julho de 1986. Dos titulares da Udinese de hoje, seis jogadores nasceram depois desta data, gente como Sánchez, Isla e Zapata. Já dá pra ter uma medida da extensão de seu poder. E todos chegaram ao clube a preços módicos, com 18 anos ou menos.

Reflexo de um ótimo trabalho de observação, com gente em todos os continentes. Juntos, Isla, Zapata, Inler e Asamoah custaram 2 milhões de euros. O capitão Di Natale foi buscado por 100 mil. Com isso, Pozzo vai lucrando: disse que recusou, por Sánchez, uma proposta 15 vezes superior ao que já gastou com ele e a possível venda de Asamoah ao Milan deve render lucro de mais de 1000%.

Não é uma tendência nova. Exemplos podem ser pinçados desde o fim da década de 1980, com os argentinos Balbo e Sensini, levados à Itália pela Udinese. Nos últimos anos, outros vieram quase de graça e saíram por um caminhão de dinheiro: Amoroso, Bierhoff, Iaquinta, Pizarro, Pepe, Muntari… Desde que assumiu a Udinese, Pozzo percebeu que o lucro na venda dos jogadores seria o truque para tornar a equipe ambiciosa, já que a receita com TV e ingressos é bem menor que a dos rivais.

Gokhan Inler (Getty Images)

O suíço Inler, na mira do Napoli há anos, deverá ser o primeiro da atual geração a dizer adeus

A rede de olheiros começou atuando em Brasil, Argentina e divisões inferiores da Itália. Depois, avançou para o resto da América Latina e países de menor tradição futebolística na Europa, antes de aportar na África. Além de olheiros, há uma infraestrutura televisiva em dezenas de países, que monitora milhares de jogos por mês. Não é coicidência que, só entre compras e vendas de jogadores, a Udinese tenha lucrado 54 milhões de euros nos últimos três anos.

Em 2008, entrevistei Antonello Preiti, então diretor técnico da Udinese. Ele disse que, no clube, a única prioridade era o custo-benefício. Para Preiti, o segredo da formação dos jovens alvinegros é que “eles possuem todo o tempo para amadurecer, pois na Udinese não há pressa por resultados ou retorno financeiro”. Pouco mudou. Tudo bancado pelo presidente Pozzo, que investiu bastante desde que chegou e agora colhe os louros.

Ano passado, 35% das receitas da Udinese vieram de vendas de jogadores. E, nos dois últimos anos, a Udinese fechou “no branco”: não lucrou, mas não deu prejuízo. Algo de causar inveja à Inter e seu passivo de 223 milhões acumulado apenas em duas temporadas. Empreendedor que saiu do nada para se tornar o homem mais rico da região do Friuli, Pozzo levou ao clube o tino comercial, contratou gente que entende de futebol e até colocou esposa e filho para trabalhar pela evolução da Udinese. E assim o clube se classificou à Liga dos Campeões pela segunda vez em seis anos.

O time friulano tornou-se uma máquina perfeita, pronta para gerar lucros, e que busca atletas semi-amadores para vendê-los a um custo milionário. Enquanto isso, paga salários bem abordáveis – Di Natale ganha o mesmo que o laziale Floccari, Sánchez leva quatro vezes menos que o interista Pandev. Tudo isso em uma cidade provinciana e com pouquíssima pressão por resultados: vale lembrar que Pozzo bancou Guidolin no comando mesmo com a Udinese na zona de rebaixamento nas seis primeiras rodadas do torneio. Se o tempo é senhor da razão, Pozzo mostrou-se senhor do tempo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 Bologna, Udinese | 14:40

Pedido de desculpas

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Viviano leva gol do Chievo (Foto: Getty Images)

A fase do Bologna está tão ruim que Viviano tem tomado gol até de Constant

O Tripletta reconhece que errou ao elogiar o Bologna (em fevereiro e em abril) e a Udinese (em fevereiro). As equipes vinham em ótima fase, mas este blogueiro parece ter lançado uma praga sobre a dupla: a Udinese perdeu quatro das últimas cinco partidas, enquanto o Bologna foi derrotado em todas estas.

Elogiei um Bologna de caráter, guerreiro, capaz de milagres nos últimos minutos. Um time que se superou para afastar a crise política que marcou o início da temporada. E elogiei uma Udinese goleadora, equipe que mais havia pontuado em 2011, uma espécie de Barcelona italiano.

A dupla acumula fracassos nas últimas rodadas. O Bologna sonhava com Liga Europa, mas voltou a se preocupar com o rebaixamento, e a Udinese tinha a vaga na Liga dos Campeões já encaminhada, mas deve terminar a rodada na sexta posição.

No Bologna, o problema parece ser de preparação física. Após o ápice nos últimos meses, com vitórias arrancadas a fórceps nos minutos finais, o time sentiu o cansaço. Isso ficou claro na derrota para o Cesena, na semana passada. Contra o Milan, mais cedo, surgiu um restinho de esperança: foi a derrota menos dura da série e o empate não veio por capricho.

É mais difícil entender o que passa na Udinese. Talvez seja a falta de um Sánchez em alto nível, já que o chileno tem jogado no sacrifício. Ou um Inler em crise, envolvido em tantas especulações e com dificuldade para reeditar as exibições no início do ano. Mas a campanha recente é marcada de falhas pontuais. Contra a Roma, a arbitragem; contra o Lecce, o sono; contra a Fiorentina, Benatia.

Peço desculpas aos torcedores dos dois times. Daqui para o fim do campeonato, Udinese e Bologna eu não elogio mais. Até porque será difícil arranjar um motivo…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,

sábado, 23 de abril de 2011 Serie A, Udinese | 16:39

O presidente falou, o presidente avisou

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Paolo Valeri (Foto: Getty Images)

Fazer o quê? Péssima arbitragem de Valeri reduziu as pretensões europeias da Udinese

Quando os árbitros da 34ª rodada da Serie A foram designados, o presidente da Udinese, Gimpaolo Pozzo, chiou bastante. O escolhido para apitar Udinese x Parma foi o romano Paolo Valeri – vale lembrar que o time da casa disputa uma vaga na Liga dos Campeões com Roma e Lazio,.

Mas Valeri foi confirmado. E a Udinese foi derrotada por 2 a 0. Os dois gols de Amauri foram ilegais (o brasileiro estava impedido) e ainda houve um cartão vermelho (ok, esse até aceitável) para o suíço Inler no primeiro tempo. Depois da partida, o treinador alvinegro, Guidolin, resumiu bem: “A Itália é um país estranho”.

Confira os lances no vídeo abaixo:

Super Amauri
O brasileiro tem sete gols em onze partidas pelo Parma, mesma marca de Matri na Juventus. Amauri tem sido essencial para a ressurreição de um time que havia perdido o brilho.

Super Robinho
Meio que improvisado como referência no ataque do Milan, Robinho fez uma grande partida e marcou o gol da vitória rossonera. Agora, faltam quatro pontos em quatro jogos para o scudetto.

Super Sneijder
Essencial na virada da Inter sobre a Lazio, o holandês marcou o gol do empate e jogou quase meia hora no sacrifício. Regenerado.

Super Pastore
Na virada do Palermo sobre o Napoli, o argentino provou que voltou a ser aquele do início da temporada. Principalmente quando se esquecem de marcá-lo…

Super Totti
Desde que Montella assumiu o time, Totti parece cinco anos mais jovem. Se Vucinic tivesse aproveitado metade das chances criadas pelo camisa 10, o dia seria de goleada no Olímpico.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 27 de fevereiro de 2011 Serie A, Udinese | 20:09

O Barcelona italiano

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Sirigu e Sánchez (Foto: Getty Images)

Sirigu pula... E não defende mais um gol da Udinese. Esse aí foi o quinto

Melhor ataque da competição, dez jogos de invencibilidade, time que mais pontuou em 2011, 18 gols marcados nas últimas cinco partidas fora de casa… É claro que estamos falando da Udinese. A sensação da atual temporada italiana ganhou os holofotes por ter enfiado sete gols no Palermo, mesmo jogando na Sicília.

Não houve muita democracia na distribuição dos gols (veja todos aqui), convenhamos. Quatro foram de Sánchez, que em seis anos de carreira jamais havia marcado mais de uma vez na mesma partida, e três ficaram para Di Natale, que assumiu a artilharia da Serie A. Desde Boniperti e Hansen, da Juventus 1951-52, dois jogadores da mesma equipe não marcavam pelo menos três gols.

A Udinese de hoje é uma vitória pessoal do presidente Giampaolo Pozzo, que lucrou mais de 20 milhões de euros no mercado de pré-temporada. Perdeu bons nomes, D’Agostino, Pepe, Lukovic e Candreva. Para compensar, se reforçou apenas com jogadores a preço de banana (Denis e Armero) e uma pá de jovens desconhecidos (Angella, Benatia, Abdi e Vydra).

O início foi bem complicado e quase custou a cabeça de Guidolin. A Udinese só venceu na sexta rodada do campeonato, quando já somava quatro derrotas. Foi quando o treinador achou o tal do “encaixe”. Ele apostava em um esquema parecido com o que Mazzarri usa no Napoli, um 3-4-2-1, mas que era desequilibrado demais no Friuli. Guidolin sacou Floro Flores para escalar Pinzi, um volantão que passou a ser utilizado mais ofensivamente, no melhor estilo Perrotta.

Campinho do Championship Manager emula Udinese 2010-2011. Alas atacam o jogo inteiro

A mudança deu certo e ocorreu junto do crescimento de Asamoah e do retorno de Isla, que passou por problemas físicos no início da temporada. Na lateral-esquerda, Armero não demorou a colocar o medíocre Pasquale no banco. Com Domizzi na cobertura, o colombiano ex-Palmeiras pode atacar à vontade, do jeito que gosta. Contra o Palermo, foi responsável pelas duas expulsões adversárias.

A Udinese é, de longe, o time italiano de futebol mais vistoso na temporada. Deve muito disso à habilidade de Sánchez, que finalmente desabrochou e tem feito ótimas exibições regularmente. Ele e Di Natale têm total liberdade ofensiva e não costumam guardar posição. Juntos, fizeram 32 gols até aqui, marca melhor que a de 11 dos 20 times da Serie A.

Com Guidolin, até a defesa do time tomou jeito. O combate começa lá na frente e não estoura mais na zaga, como nos anos de Pasquale Marino. Benatia e Domizzi, quando necessário, ficam mais lateralizados para que a Udinese não seja pega de surpresa. O time está encaixadinho e 7×0 só não virou 10×0 por pena do adversário. A classificação para a Liga dos Campeões deixou de ser sonho e agora é meta.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,