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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Chievo, Genoa, Udinese | 15:19

SdV, parte 8: Solitários e desiguais

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No último episódio do Show da Virada (SdV) do Tripletta, os times solitários serão assunto. No Friuli, só dá Udinese. Na Ligúria, sobrou apenas o Genoa. E no Vêneto, o minúsculo Chievo continua representando o nome de Verona. Com o trio, fechamos a conta e passamos a régua:

Udinese (3º lugar, 32 pontos, 20 gols marcados e 9 sofridos em 16 jogos)

Antonio Di Natale (Getty Images)

Antonio Di Natale

Vinho, seu nome é Antonio Di Natale. Aos 34 anos, o camisa 10 continua decisivo. Ele marcou gols em nove partidas diferentes da Serie A e a Udinese venceu oito delas. Na Liga Europa, onde Guidolin poupou as forças do time friulano, Di Natale fez dois jogos e dois gols. Frequentemente isolado no ataque de seu time, o artilheiro tomou as rédeas. Jogador que mais finaliza no campeonato (2,8 por jogo, em média), Di Natale fez metade dos gols de um time provinciano que está a dois pontos dos líderes.

A temporada tem mostrado que a Udinese é o melhor canteiro italiano para fazer um jovem crescer. Nenhuma compra histórica foi feita para substituir os até então insubstituíveis Zapata, Inler e Sánchez, vendidos em julho, mas Guidolin conseguiu se virar com contratações baratas e jogadores que estavam dentro do próprio elenco. Badu é o melhor exemplo. Em 2010-11, jogou 90 minutos apenas na última rodada. No campeonato atual, virou titular absoluto.

A tranquilidade no Friuli transformou até Pinzi em ídolo. Mais recuado do que nos últimos anos, o camisa 66 se tornou o motorzinho do meio-campo da Udinese. É o segundo que mais desarma na Serie A (4,9 desarmes por jogo) e completa boa parte dos passes que tenta. Um cuidado especial deverá ser tomado durante a disputa da Copa Africana de Nações, que vai até metade de fevereiro. A Udinese perderá os titulares Badu, Asamoah e Benatia. Somente um dos meias foi substituído, com a chegada de Gelson Fernandes.

Genoa (10º lugar, 21 pontos, 19 gols marcados e 24 sofridos em 16 jogos)

Sébastien Frey (Getty Images)

Sébastien Frey

A pretensa revolução no estádio Luigi Ferraris fracassou, mais uma vez. Dos 14 contratados, só um vingou até agora: o goleiro Frey, responsável direto pela situação ainda razoavelmente confortável do Genoa na tabela. Seguro sem ser espetacular, o goleiro tem salvado a retaguarda das pixotadas de Moretti, Dainelli e Kaladze – o georgiano, aliás, passou quatro das 16 rodadas até agora suspenso.

Além de Frey, há um recém-chegado que pode usar o returno para se firmar. O habilidoso chileno Jorquera muda a cara do time quando entra no segundo tempo, mas precisa ganhar consistência. De resto, só decepções. Caracciolo, Zé Love e Pratto, juntos, só marcaram dois gols. Constant e Seymour são motivo de piada, no meio-campo. Birsa e Bovo perderam quase todos os jogos do time, por lesão.

2011 terminou com um vexame. Para apagar aquela derrota por 6 x 1 sofrida para o Napoli, o que o presidente Preziosi resolveu fazer? Contratar! Já buscou Gilardino, a preço de ouro, e promete mais chegadas. Marino deverá ter em mãos, no fim de janeiro, um elenco um pouco diferente daquele que tinha Malesani. Do trabalho do recém-demitido, dá para salvar algumas coisas, como o aproveitamento ideal de Palacio, autor de seis gols e cinco assistências em 12 jogos, e a ressurreição de Miguel Veloso, que finalmente mostrou ter valdio o investimento para tirá-lo de Lisboa.

Chievo (12º lugar, 20 pontos, 13 gols marcados e 18 sofridos em 16 jogos)

Përparim Hetemaj (Getty Images)

Përparim Hetemaj

Os anos passam e o Chievo vai ficando. Depois de perder Marcolini, Mantovani e Constant e não contratar sequer um jogador com experiência razoável na Serie A, este blogueiro apostou que os burros alados não resistiriam na primeira divisão. Mas Di Carlo voltou para casa e arrumou a sala e a cozinha. O Chievo continua com seu jogo chato e eficiente: ótima defesa, péssimo ataque e um lugarzinho no meio da tabela, sem nem passar pela zona de rebaixamento.

Os números não são bons. O Chievo é o time que menos acerta passes no campeonato. Com 73% de aproveitamento no quesito, falha aproximadamente uma vez a cada quatro tentativas – o que explica parcialmente porque a equipe tem em média 44,4% de posse de bola por jogo e é o time que mais desarma na Serie A (26,3 vezes por partida). Hetemaj é o rei do meio-campo clivense. Ele chegou do Brescia sob desconfiança e se tornou titular absoluto. É o jogador do campeonato que mais acerta desarmes (5,5).

Di Carlo recuperou ao mundo dos vivos o brasileiro Luciano, que não jogava bem há meses. Desde a lesão de Rigoni, ele forma com Hetemaj e Bradley um trio de meio-campo complicado de ser ultrapassado. Na ligação, depois de testar Sammarco e Cruzado sem bons resultados, o treinador encontrou em Théréau uma ótima e inesperada opção nas últimas rodadas. Quem decepciona é o capitão Pellissier, que só marcou três gols até o fim de 2011. Na temporada passada, havia virado o ano com seis tentos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Bolão, Serie A | 11:42

Italianão, prévia da 13ª rodada

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A Udinese está só a um ponto de distância da líder da Serie A, Juventus. Já conquistou 21 pontos em 11 jogos. Mesmo assim, o treinador Francesco Guidolin segue de mimimi. “Nossa meta é fazer 40 pontos para fugir do rebaixamento”, diz todo santo dia.

Guidolin (Getty Images)

Guidolin não quer sair da moita

Contra a Roma, em jogo adiantado para a sexta-feira (25/11), a Udinese de Guidolin terá mais uma oportunidade para mostrar que vai, sim, fugir do rebaixamento. E que tem tudo para lutar até o fim por uma vaga na Liga dos Campeões e, quem sabe, disputar até o título.

O confronto promete. Perguntado sobre como sua Roma jogará no Friuli, Luis Enrique não titubeou: “Todos ao ataque”. E como a gente sabe que o asturiano gosta de botar o time pra frente…

Já fez as apostas no bolão? Quem vencê-lo, vale lembrar, leva ao fim da temporada aquela linda réplica da camisa do Genoa campeão em 1915, oferecimento da parceira Liga Retrô. Quem acertar Udinese x Roma e Lazio x Juventus consegue uma boa vantagem na disputa. Você aposta em quem?

Saiba o que vai passar na TV, veja a classificação e faça suas apostas:

Programação da TV
Sexta, 25/11
às 17h45, Udinese x Roma – ESPN e Rai

Sábado, 26/11
às 17h45, Lazio x Juventus – RedeTV! e Rai

Domingo, 27/11
às 12h, Siena x Inter – ESPN Brasil, SporTV2, RedeTV! e ESPN HD
às 12h, Palermo x Fiorentina – Rai
às 17h45, Milan x Chievo – ESPN e Rai

Classificação do campeonato
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado)
Udinese 1 x 3 Roma
Lecce 1 x 1 Catania
Novara 0 x 2 Parma
Atalanta 2 x 0 Napoli
Lazio 2 x 2 Juventus
Cagliari 1 x 0 Bologna
Cesena 0 x 0 Genoa
Palermo 2 x 0 Fiorentina
Siena 0 x 1 Inter
Milan 3 x 1 Chievo

Corra e aposte no nosso bolão!

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Milan, Serie A, Udinese | 18:31

Estratégia infalível

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A Udinese nunca cansa de nos impressionar. A melhor equipe provincial vista pelo futebol italiano nos últimos anos empatou com o Milan, em San Siro, e saiu de lá dividindo a liderança da Serie A com o Genoa e a Juventus. Nada mal para um time que perdeu três dos melhores jogadores há pouco tempo e conseguiu se reconstruir.

Di Natale x Abbiati (Reuters)

Di Natale abriu o placar após falha de Abbiati

Os milhões ganhos com Zapata, Inler e Sánchez poderiam ter sido revertidos no mercado para montar uma Udinese estrelada. Poderiam. Mas o trio acabou substituído por Danilo, Doubai e Torje. E aí poderia dar tudo errado e a Udinese sumir do mapa. Poderia. Mas o time ainda não perdeu na Serie A e venceu na estreia da Liga Europa. E Di Natale marcou gol nas cinco últimas partidas.

Poder desenvolver um bom futebol sem pressão ajuda bastante no projeto friulano, que não prevê grandes contratações, mas um trabalho de prospecção em todos os continentes. Basta olhar para o elenco da Udinese para ver que a estratégia tem funcionado: são 27 jogadores de 15 nacionalidades diferentes.

O time que arrancou o empate em Milão é menos brilhante do que o da última temporada, mas é tão ou mais eficiente do que aquele. E aí entra o dedo de Francesco Guidolin, treinador que consegue pensar em curto e longo prazo. Além de fazer o time funcionar, ele planeja os próximos “lançamentos” com cuidado.

É o caso do lateral direito Basta e do meia Agyemang-Badu. O sérvio passou mais de uma temporada lesionado, mas voltou em alto nível e assumiu o flanco. O ganês, contratado em janeiro de 2010, foi trabalhado até que pudesse assumir o lugar de Inler. Há um mês, tornou-se titular absoluto. Um processo sem torcida organizada pichando muros ou jogando amendoim no banco de reservas. E aguarde: Neuton, Ekstrand, Fabbrini e tantos outros já pedem passagem.

Curtas
- Não demorou para que a Juventus tropeçasse em casa. Logo na segunda partida na nova arena, contra um risível Bologna, veio o empate. E olha que o gol alvinegro foi irregular.

- Mazzarri, treinador do Napoli, vivia sendo criticado por não poupar titulares nas longas maratonas. Contra o Chievo, escalou sete reservas no time titular. Perdeu.

- Com dois gols, Palacio foi o protagonista da goleada do Genoa sobre o Catania. Tudo isso no dia em que Gasperini acabou demitido. “Eu pedi tanto esse cara”, deve estar pensando.

- E a Atalanta já tem pontos positivos! O time começou com -6 e segue invicto, com duas vitórias e um empate. A fuga do rebaixamento, nesse ritmo, estará no papo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de setembro de 2011 Serie A | 08:02

Guilhotina neles

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Stefano Pioli (Zimbio)

"Obrigado e até nunca mais": Pioli durou só dois jogos oficiais e não deixará saudade

Na temporada passada, foram necessárias dez rodadas para que duas cabeças de treinadores rolassem – e olha que o campeonato teve 14 mudanças de comando ao longo de oito meses. A atual Serie A só começa na sexta-feira e dois técnicos já caíram. Com os pescoços de Pioli e Donadoni, a história agora registra sete comandantes demitidos antes do início do campeonato.

Como o Tripletta antecipou no fim de julho, Pioli já havia saído bem chamuscado da queda do Palermo na Liga Europa. Nos amistosos seguintes, vieram derrotas para o Napoli e o Fenerbahçe que não ajudaram muito. Contra os turcos, o presidente Zamparini ficou irado. Tentou contratar Delio Rossi e Ranieri, não conseguiu. Demitiu Pioli mesmo assim e promoveu Devis Mangia, das categorias de base.

A situação de Donadoni é mais difícil de entender. Num belo dia de agosto, surgiu a notícia de uma discussão entre ele e Cellino, presidente do Cagliari. O ex-treinador da seleção italiana acabou demitido menos de 24 horas depois e até agora ninguém explicou o que houve.

Mesmo assim, nenhum deles supera Guidolin. Quem o vê com ótimos resultados na Udinese, nem imagina que ele tenha sido mandado embora, em 1999, poucos dias antes de a Serie A começar. Acabou substituído por Luigi De Canio. Quatro anos depois, o pesadelo se repetiu, pelo Bologna, e Guidolin tornou-se o único técnico duas vezes demitido durante a pré-temporada italiana.

Voltando aos tempos atuais, assusta notar que o treinador mais “estável” da Serie A seja Attilio Tesser, do Novara, que assumiu o time faz 2 anos e 3 meses. Oito dos 20 treinadores do Campeonato Inglês estão no emprego há mais tempo, para efeito comparativo. Ou seja: menos mal que a Itália não tem campeonatos estaduais. Uns tropeços no Lombardião, no Lacião ou no Piemontão poderiam fazer a fila da forca andar bem mais rápido.

Quem será o próximo na fila da previdência? Aposto em Bisoli, do Bologna. E você?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 16 de agosto de 2011 Liga dos Campeões, Udinese | 23:48

Vale a pena ver de novo

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Guidolin (Getty Images)Mesmo jogando no Emirates Stadium, a Udinese encarou o Arsenal de peito aberto, no jogo de ida dos play-offs da Liga dos Campeões. Depois de um levar um sufoco normal nos primeiros minutos, dominou a partida e teve as melhores oportunidades – não fosse a estreia ruim de Neuton na lateral-esquerda, o sufoco teria sido ainda menor. Ainda assim, perdeu por 1-0.

>> Leia o relato do jogo

O azar alvinegro foi ter levado o gol de Walcott logo no início da partida, em boa jogada de Ramsey numa área que deverá ser trabalhada. Neuton e Armero não se entenderam pelo setor esquerdo, e Danilo também teve dificuldades de posicionamento. Depois que o time se acertou, por volta dos 20 minutos de jogo, várias chances de gol foram desperdiçadas, Di Natale acertou a trave uma vez e, no fim, o Handanovic teve de provar que é um dos melhores goleiros do mundo, apesar de subvalorizado.

Se repetir no Friuli o que jogou em Londres, o time de Francesco Guidolin tem tudo para acabar com a sequência dos Gunners, que há 15 anos disputam a fase de grupos da Liga dos Campeões. Sánchez e Inler fazem uma falta absurda, mas dá para se virar com o que se tem disponível, desde que Badu não seja tão exigido quanto hoje. Desde a temporada passada, o ganense tem mostrado que é um bom cão de guarda, nada mais que isso. Não conseguirá fazer a função de Inler, que conseguia combater e reconstruir o jogo.

Pela postura fora de casa, a Udinese merece aplausos. Se pensarmos no Palermo, que caiu para o Thun na Liga Europa, o pessoal de Friuli nem parece ser um time italiano…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

Liga dos Campeões, Udinese | 11:32

O sonho recomeça

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VERONA, ITALY - MAY 15: Antonio Di Natale of Udinese looks on during the Serie A match between AC Chievo Verona and Udinese Calcio at Stadio Marc'Antonio Bentegodi on May 15, 2011 in Verona, Italy.A partida na Inglaterra contra o Arsenal, às 15h45 desta terça-feira (16) e transmissão de ESPN Brasil e Esporte Interativo, é o primeiro passo do sonho da Udinese. O time alvinegro está de volta à Liga dos Campeões, após alguns anos de espera. Em 2005, passou do Sporting Lisboa nas preliminares, mas foi eliminado ao cair no grupo de Werder Bremen e Barcelona. Nada mal para uma equipe provinciana, de arrecadação baixíssima.

Neste ano, o rival é mais poderoso. Mas é um Arsenal cheio de dúvidas este que a Udinese vai encarar. Um Arsenal que perdeu o principal jogador (Fàbregas), logo deve se ver sem outro (Nasri) e que vive momentos de incertezas. A Udinese também está sem alguns atletas essenciais na última temporada. Como montar um time sem Zapata, Inler e Sánchez, afinal, é uma pergunta que Guidolin deverá responder.

Os amistosos mostram uma Udinese forte. As goleadas contra times amadores são sempre esperadas, mas os ótimos resultados contra rivais franceses (3-1 no Bordeaux e 2-1 no Olympique de Marselha) deram animação. Falta é definir qual será o esquema tático de uma Udinese sem três dos principais jogadores. A pré-temporada mostrou um time que abandonou o sistema de três zagueiros e já colocou dois brasileiros entre os titulares.

O time de hoje deve ir num 4-1-4-1: Handanovic; Basta, Benatia, Danilo, Neuton; Doubai; Isla, Pinzi, Asamoah, Armero; Di Natale. Se optar por algo mais ofensivo, Abdi deve ser a primeira opção.

Atualização às 15h12: Basta não se recuperou de lesão e Ekstrand o substitui, na lateral-direita. No meio, Badu ganhou concorrência e botou Doubai no banco. O resto do time é o mesmo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Serie A | 12:00

Contagem progressiva: Os onze melhores da Serie A

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Thiago Silva (AP Photo)

É nóis na fita, Thiago

Quatro jogadores da Udinese, três atletas do Milan e mais um representante de Inter, Napoli, Palermo e até Cesena: eis a seleção Tripletta do campeonato, comandada pelo treinador… da Udinese, claro. Guidolin merece, após emplacar seu quarteto com facilidade no nosso top 11 – e convenhamos que outros dois ou três poderiam ter pintado por aqui.

Christian Abbiati (Milan)
Goleiro, 33 anos, 35 jogos, 19 gols sofridos. Nem Dida foi um campeão tão low-profile quanto Abbiati, que finalmente conseguiu ser incontestável, após tanto tempo de idas e vindas. Regular durante todo o campeonato, fez partidaças que ajudaram a definir o título. Destaque para o último clássico contra a Inter e o duelo com a Fiorentina, em Florença, no qual fez sete defesas na vitória por 1 a 0 do Milan.

Mauricio Isla (Udinese)
Lateral-direito, 22 anos, 34 jogos, 2 gols, 7 assistências. Difícil escolher o melhor lateral-direito do campeonato. Isla levou, mas não seria absurdo escolher Abate, Maggio ou até Cassani. O jogador da Udinese, meio-campista de origem, se adaptou de vez a uma função mais defensiva e foi tão consistente que fica difícil acreditar que seja o mais jovem entre os 11 escolhidos.

Thiago Silva (Milan)
Zagueiro, 26 anos, 33 jogos, 1 gol, 1 assistência. Se já era bom no primeiro turno, Thiago Silva estraçalhou após a parada de inverno: jogou até de volante e segurou o nível lá em cima. Um dos melhores zagueiros do mundo, o brasileiro foi comparado a Baresi e merece, com honras, o posto de melhor jogador do campeonato. Quem diria que, há cinco anos, ele sofria de tuberculose…

Andrea Ranocchia (Genoa/Inter)
Zagueiro, 23 anos, 34 jogos, 3 gols, 1 assistência. O início de campeonato de Ranocchia foi espetacular, atuando como líder da complicada defesa do Genoa: ele, que já estava prometido à Inter, acabou indo a Milão ainda mais cedo, para substituir o lesionado Samuel. Cumpriu o papel muito bem e mostrou classe mesmo nos piores momentos do clube de Appiano Gentile.

Federico Balzaretti (Getty Images)

Depois de três anos de rosa, vez de vestir azul

Federico Balzaretti (Palermo)
Lateral-esquerdo, 29 anos, 33 jogos, 2 gols, 7 assistências. O show contra o Napoli, com direito a gol e assistência, foi a cereja no bolo da temporada do já experiente lateral, que encerra a temporada com espaço inquestionável na seleção italiana e na mira da tal “nova Roma norte-americana”.

Gennaro Gattuso (Milan)
Volante, 33 anos, 31 jogos, 2 gols, 2 assistências. Difícil achar alguém com espírito mais vitorioso do que Gattuso, que superou a fase terrível sob comando de Leonardo e voltou a ser protagonista. Essencial para cobrir as laterais do Milan, Ringhio evoluiu até tecnicamente e marcou um gol que ditou o rumo da temporada: contra a Juventus, o campeonato tornou-se rubro-negro.

Gökhan Inler (Udinese)
Meia, 26 anos, 35 jogos, 3 gols, 5 assistências. Mais recuado em relação à temporada passada, Inler evoluiu e se converteu em metrônomo da surpreendente Udinese. Poucos meias na Europa estão no nível do suíço em fundamentos como posicionamento e passe. Falta só uma boa temporada na Liga dos Campeões para se tornar referência mundial.

Marco Parolo (Cesena)
Meia, 26 anos, 37 jogos, 5 gols, 4 assistências. Grande revelação da temporada, o jovem nem tão jovem assim cresceu no momento das dificuldades e foi decisivo em vitórias contra a Lazio e a Juventus, fundamentais para que o Cesena se salvasse do rebaixamento. O segundo turno quase perfeito foi a garantia de que Parolo não ficará em Cesena para a próxima temporada.

Alexis Sánchez (Getty Images)

"El Niño Maravilla" Sánchez finalmente mostrou a que veio

Alexis Sánchez (Udinese)
Atacante, 22 anos, 31 jogos, 12 gols, 10 assistências. O que dizer dos quatro gols marcados contra o Palermo ou das duas assistências sobre o Cagliari, em jogos fora de casa? Nada mal para quem começou o campeonato patinando e mudou de posicionamento para se encontrar em campo. Sánchez acabou centralizado, subiu de rendimento e virou objeto de desejo dos gigantes europeus.

Edinson Cavani (Napoli)
Atacante, 24 anos, 35 jogos, 26 gols, 9 assistências. O esquema de notas da Gazzetta dello Sport é bem rígido. Os jornalistas de lá não costumam dar a nota 9 mais de cinco vezes por temporada, para se ter uma noção. Pois Cavani foi avaliado assim três vezes, em jogos complicados contra a Lazio, a Juventus e a Sampdoria. Em Gênova, fez chover: foram três gols e uma assistência no 4 a 0 final.

Antonio Di Natale (Udinese)
Atacante, 33 anos, 36 jogos, 28 gols, 6 assistências. Artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo, Di Natale chegou a uma média de 16,3 gols por temporada na Serie A. Bem mais que Totti, Del Piero e Inzaghi, por exemplo. Além disso, nos 13 jogos de invencibilidade da Udinese no torneio, o capitão marcou 15 vezes. Suficiente?

Francesco Guidolin (Udinese)
Treinador, 55 anos, 20 vitórias, 6 empates, 12 derrotas. Ele já havia treinado a Udinese, 12 anos antes, e terminado na sexta posição da Serie A. Desta vez, conseguiu um feito ainda maior ao recolocar o time friulano na Liga dos Campeões. Guidolin demorou para colocar a Udinese nos trilhos e começou a temporada com quatro derrotas e um empate. Nos meses seguintes, o time deu show e virou um Barcelonazinho ao lado do Mar Adriático. E ele ganhou um contrato até 2015.

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato
10. Dois brasileiros entre as dez melhores contratações da Serie A

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Udinese | 11:10

Contagem progressiva: Um presidente que faz diferença

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Giampaolo Pozzo (Getty Images)

O império de Pozzo começou com uma madereira e culminou na melhor equipe provinciana da Itália

Começa aqui o review que o Tripletta fará da temporada italiana. Será uma contagem “progressiva”, de 1 a 11. O personagem de hoje será o empresário Giampaolo Pozzo, presidente da Udinese e melhor mandatário da Serie A.

Pozzo comprou a Udinese em julho de 1986. Dos titulares da Udinese de hoje, seis jogadores nasceram depois desta data, gente como Sánchez, Isla e Zapata. Já dá pra ter uma medida da extensão de seu poder. E todos chegaram ao clube a preços módicos, com 18 anos ou menos.

Reflexo de um ótimo trabalho de observação, com gente em todos os continentes. Juntos, Isla, Zapata, Inler e Asamoah custaram 2 milhões de euros. O capitão Di Natale foi buscado por 100 mil. Com isso, Pozzo vai lucrando: disse que recusou, por Sánchez, uma proposta 15 vezes superior ao que já gastou com ele e a possível venda de Asamoah ao Milan deve render lucro de mais de 1000%.

Não é uma tendência nova. Exemplos podem ser pinçados desde o fim da década de 1980, com os argentinos Balbo e Sensini, levados à Itália pela Udinese. Nos últimos anos, outros vieram quase de graça e saíram por um caminhão de dinheiro: Amoroso, Bierhoff, Iaquinta, Pizarro, Pepe, Muntari… Desde que assumiu a Udinese, Pozzo percebeu que o lucro na venda dos jogadores seria o truque para tornar a equipe ambiciosa, já que a receita com TV e ingressos é bem menor que a dos rivais.

Gokhan Inler (Getty Images)

O suíço Inler, na mira do Napoli há anos, deverá ser o primeiro da atual geração a dizer adeus

A rede de olheiros começou atuando em Brasil, Argentina e divisões inferiores da Itália. Depois, avançou para o resto da América Latina e países de menor tradição futebolística na Europa, antes de aportar na África. Além de olheiros, há uma infraestrutura televisiva em dezenas de países, que monitora milhares de jogos por mês. Não é coicidência que, só entre compras e vendas de jogadores, a Udinese tenha lucrado 54 milhões de euros nos últimos três anos.

Em 2008, entrevistei Antonello Preiti, então diretor técnico da Udinese. Ele disse que, no clube, a única prioridade era o custo-benefício. Para Preiti, o segredo da formação dos jovens alvinegros é que “eles possuem todo o tempo para amadurecer, pois na Udinese não há pressa por resultados ou retorno financeiro”. Pouco mudou. Tudo bancado pelo presidente Pozzo, que investiu bastante desde que chegou e agora colhe os louros.

Ano passado, 35% das receitas da Udinese vieram de vendas de jogadores. E, nos dois últimos anos, a Udinese fechou “no branco”: não lucrou, mas não deu prejuízo. Algo de causar inveja à Inter e seu passivo de 223 milhões acumulado apenas em duas temporadas. Empreendedor que saiu do nada para se tornar o homem mais rico da região do Friuli, Pozzo levou ao clube o tino comercial, contratou gente que entende de futebol e até colocou esposa e filho para trabalhar pela evolução da Udinese. E assim o clube se classificou à Liga dos Campeões pela segunda vez em seis anos.

O time friulano tornou-se uma máquina perfeita, pronta para gerar lucros, e que busca atletas semi-amadores para vendê-los a um custo milionário. Enquanto isso, paga salários bem abordáveis – Di Natale ganha o mesmo que o laziale Floccari, Sánchez leva quatro vezes menos que o interista Pandev. Tudo isso em uma cidade provinciana e com pouquíssima pressão por resultados: vale lembrar que Pozzo bancou Guidolin no comando mesmo com a Udinese na zona de rebaixamento nas seis primeiras rodadas do torneio. Se o tempo é senhor da razão, Pozzo mostrou-se senhor do tempo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Udinese, Vídeos | 20:35

Professor no embalo do Armeration

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Para encerrar a sequência de vídeos aqui no Tripletta, é hora de uma dança mais latina. Espaço mais que merecido, depois do moon walk de Boateng e do break de Marcos De Paula. Vamos de kuduro, ritmo que ficou famoso no Brasil por causa do gingado do colombiano Armero, que comemorava com o “Armeration” os gols dos tempos de Palmeiras.

Armero levou à Udinese não só um bom futebol. Levou a dancinha também. Depois de comemorar alguns gols com o “Armeration”, o rebolation colombiano caiu no gosto do elenco e até do treinador. Durante a comemoração pela vaga na Liga dos Campeões, Guidolin se uniu aos jogadores para dar aquela comemorada. E o professor provou que ainda precisa entrar no ritmo. Veja aí:

Dica de Nelson Oliveira

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 20 de maio de 2011 Serie A | 22:59

Muda tudo!

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Walter Mazzarri (Reuters)

Sem espaço na Juve, há quem diga que Mazzarri está prestes a fazer as pazes com o presidente Di Laurentiis

60% dos treinadores da atual Serie A mudarão de time no próximo mês. E é possível que o número chegue a 80%, pelo andar da carruagem. Só quatro comandantes têm vaga cativa na próxima temporada: Guidolin, Colomba, Donadoni e Allegri. E há quem se encaminhe tranquilamente para a confirmação (Leonardo), quem terá de se resolver com o presidente do clube (Mazzarri), quem enfrentará a torcida em caso de permanência (Reja) e quem só fica se não receber proposta melhor (Pioli).

O campeonato nem terminou e a dança das cadeiras já está a todo vapor. Hoje, De Canio e Ficcadenti confirmaram que não irão renovar, o que é surpreendente, já que a dupla atingiu o objetivo de seus times: não ser rebaixado. A saída que mais impressiona é a de Gigi De Canio, um dos poucos treinadores italianos que tinha liberdade para atuar como manager e fez milagre com um elenco terrível.

Difícil é prever o futuro. Até Montella, que há três meses era treinador de time sub-17, parece ter virado objeto de desejo de Sampdoria e Lecce. Torrente, que comandou o azarão Gubbio na terceirona, tem sido especulado em Palermo, Catania, Cesena e Genoa.

Confira abaixo um pequeno raio X do mercado dos “professores” italianos. Lembrando que até aqui nenhum dos clubes que ficará sem treinador confirmou algum nome para 2010-11. Ao que tudo indica, Juventus e Genoa serão os primeiros da fila. A Velha Senhora está prestes a confirmar Conte (vice-líder da Serie B, pelo Siena) e o Grifone deve acertar com Malesani (do Bologna).

Vincenzo Montella (Getty Images)

Primeiro, Montella caiu da bicicleta e quebrou o braço. Depois, caiu do cavalo: ele achou que continuaria na Roma

Quem sai
Alberto Cavasin (Sampdoria)
Alberto Malesani (Bologna)
Bortolo Mutti (Bari)
Davide Ballardini (Genoa)
Delio Rossi (Palermo)
Diego Simeone (Catania)
Giuseppe Iachini (Brescia)
Luigi Delneri (Juventus)
Luigi De Canio (Lecce)
Massimo Ficcadenti (Cesena)
Sinisa Mihajlovic (Fiorentina)
Vincenzo Montella (Roma)

Quem é dúvida
Edy Reja (Lazio)
Leonardo (Inter)
Stefano Pioli (Chievo)
Walter Mazzarri (Napoli)

Quem fica
Francesco Guidolin (Udinese)
Franco Colomba (Parma)
Massimiliano Allegri (Milan)
Roberto Donadoni (Cagliari)

Alguma injustiça na lista do seguro-desemprego?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última