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Posts com a Tag Pazzini

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 3 de dezembro de 2011 Internazionale, Serie A, Udinese | 20:51

A emoção da incompetência

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Pazzini (Reuters)

A vitória da Udinese sobre a Inter, em Milão, neste sábado (03/12), não foi um daqueles jogos cheios de boas oportunidades. Das 27 finalizações das duas equipes, apenas oito acertaram o alvo. E só uma virou gol, num contra-ataque perfeito, concluído por Isla, o melhor em campo.

As maiores emoções da partida ficaram por conta dos sete minutos finais: um cartão vermelho e um pênalti perdido para cada lado. Ruim para a Udinese, que perdeu a chance de ampliar a vantagem, depois quase viu a Inter empatar e ainda perdeu Ferronetti, expulso.

Péssimo para a Inter. Se Júlio César havia defendido a cobrança de Di Natale dois minutos antes, Pazzini nem fez Handanovic trabalhar. Escorregou e isolou a bola que daria aos nerazzurri um empate heróico, a cinco minutos do fim e três minutos após a expulsão de Zanetti, que não levava um cartão vermelho desde 1999.

A Udinese voltou a liderar o campeonato, ao lado do Milan. Pode ser por pouco tempo, mas os resultados de um time provincial que perdeu três dos principais jogadores impressiona – e ganhará um post especial no Tripletta em breve, pode esperar. E a Inter também impressiona. Como pode a atual campeã do mundo arriscar cair para a 17ª posição, no fim da rodada?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Seleção italiana | 11:10

O problema são os outros

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A Itália futebolística andou meio tensa nas últimas semanas, depois de a seleção perder seus dois atacantes titulares. Rossi teve de operar o joelho e Cassano se recupera de um acidente vascular cerebral. A dupla até corre o risco de perder a Eurocopa. Quem os substituiria? O amistoso com a Polônia mostrou que este é o menor problema de Cesare Prandelli.

Balotelli (Getty Images)

Balotelli chamou a responsabilidade e marcou o primeiro gol com a seleção

Balotelli assumiu o papel de Cassano e infernizou a defesa polonesa. Correu, marcou saída de bola, procurou o diferente – e achou, vale dizer. Para um primeiro gol com a camisa italiana, aquela bola por cobertura não está nada mal.

Com Pazzini no lugar de Rossi, o ataque perdeu velocidade e ficou um pouco mais previsível – e mais letal, vale ressaltar. O Pazzo só teve uma grande chance na partida. Tudo bem, estava impedido, mas botou entre as pernas do goleiro Szczesny.

A vitória por 2 x 0, mesmo assim, escancara as dificuldades criativas de um time que depende demais de Montolivo, escalado como armador no 4-3-1-2 de Prandelli pelo quinto jogo seguido. Em má fase perene, o camisa 18 até acerta um passe ou outro, mas é pouco para um time que, com alguém de qualidade no setor, poderia até pensar com carinho na final da Eurocopa.

Aquilani, que seria a outra opção para a vaga, tem atuado mais recuado no Milan e na própria seleção. Mauri se recupera de lesão. E termina aí. Faltou usar as três últimas convocações para testar alguém na posição. Cigarini foi chamado, mas nem chegou a estrear.

Alguém melhor que Montolivo levaria esta Itália a outro patamar. A defesa está bem ajustada e a linha dos três meio-campistas é uma das melhores do mundo, com De Rossi, Pirlo e Marchisio, aqueles que talvez sejam os três melhores jogadores italianos da Serie A. O ataque, que funcionou bem contra a Polônia, ainda tem ótimas opções, como Matri, Giovinco e Osvaldo.

Depois do amistoso com o Uruguai, que será disputado na terça-feira (22/11), a Itália ainda terá duas convocações e três amistosos antes da Euro. Talvez valha a pena testar alguém que mude a cara desta seleção, aumentando o nível de eficiência ao mesmo tempo em que a qualidade dê um passo a frente. Por enquanto, a imprevisibilidade fica só por conta de Balotelli. Fique com o gol dele:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Bologna, Internazionale, Serie A | 15:15

Vitória do óbvio

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Pazzini (Getty Images)

Um gol e um passe decisivo. O que fazia no banco?

Arquive os jogos da Inter sob o comando de Gasperini: aquele time já acabou. Bastou uma partida para que Claudio Ranieri mudasse a cara da equipe, agora mais confiante e que se cobra a cada lance. O segredo de Ranieri na vitória por 3×1 sobre o Bologna? Fazer o óbvio.

Com sete jogadores no departamento médico e um suspenso, o novo treinador interista apostou em uma escalação sem grandes surpresas. O único sobressalto foi a escolha de Philippe Coutinho na meia direita de um 4-4-2 que se tornava um 4-3-1-2 enquanto havia posse de bola – Álvarez era o favorito para começar como titular.

Além de não abusar da boa vontade dos jogadores, com improvisações e exigências absudas, Ranieri optou por escolhas naturais. Pazzini ganhou a posição de Milito, que estava mal demais. Forlán passou a atuar mais centralizado e recuado. Chivu deixou de ser zagueiro. Cambiasso ganhou liberdade e vontade de jogar.

O meio-campo da Inter sofreu mais que o esperado, mas mostrou uma energia que estava em stand-by na curtíssima “Era Gasperini”. Quando o Bologna empatou, o medo da derrota parece ter voltado a assombrar o time nerazzurro, mas Pazzini desequilibrou com um belo passe para que Milito (entrou no segundo tempo) sofresse um pênalti. E Pazzini já havia deixado o dele.

A maior vitória de Ranieri é não repetir os erros da gestão anterior. Os tropeços atuais, como a entrada de Jonathan, a saída de Forlán ou a má abordagem após o intervalo, devem ser corrigidos com o tempo. O elenco já se livrou da má vontade como estava encarando as partidas. Bom começo.

Curtas
- “Quero dedicar essa vitória a Gasperini, que nos deu tanto, mas sem conseguir os resultados”, disse Milito. Tarde demais, meu caro.

- Mais acertada na defesa, a Inter pôde atacar com mais tranquilidade. Além dos três gols marcados, ainda acertou duas bolas na trave e só perdeu a tranquilidade por causa de um pênalti mal marcado para o Bologna.

- O desânimo de Bisoli no banco do Bologna é contagiante. Em momentos tensos da partida, o treinador ficou andando de um lado para o outro, de cabeça baixa. Conseguiu um só ponto em quatro jogos. Será o próximo a cair?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de setembro de 2011 Internazionale, Novara, Serie A | 19:59

Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros…

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Desde que José Mourinho, ás interista, deixou o clube rumo ao Real Madrid, o caldo da Internazionale desandou. Dezesseis meses depois, o presidente Massimo Moratti está prestes a contratar o quarto treinador desde que se viu viúvo do comandante português. Benítez e Gasperini, grandes apostas, fracassaram. Leonardo, bombeiro que vingou, pediu para sair. Caem e não fica nada, diria Ivan Lins.

Gasperini (Getty Images)

Gasperini, 6,67% de aproveitamento. O Íbis dos técnicos italianos

A Inter tem um grupo vitorioso, com vários títulos no currículo e difícil de ser domado. Os últimos anos provam tal tese. Mourinho e Leonardo, que conseguiram fazer com que os atletas corressem por eles, venceram. Benítez e Gasperini, com tantos problemas de vestiário, sucumbiram.

Gasperini é um dos melhores treinadores da atual safra italiana, mas sairá muito chamuscado dessa passagem da Inter. Enquanto escrevo este post, ele seguia empregado, afinal Moratti pediu “uma noite para decidir”, mesmo após deixar claro que a decisão já havia sido tomada. “Horas contadas” é a atual manchete da Gazzetta dello Sport.

Quando a demissão se confirmar, sairá de cena o pior treinador da história da Inter. São os números que afirmam isso: Gasperini será o primeiro a ser demitido sem conseguir sequer uma vitória, em 103 anos de história da Beneamata. O insistente 3-4-3 do treinador não é o que o derrubou, mas é um bom exemplo das dificuldades passadas até aqui. Ele quer que Sneijder e Zanetti se sacrifique, mas não pode fazer concessões por eles?

As entrevistas de Gasperini são vazias e não desviam a atenção de um grupo acostumado a ser mimado. A desmotivação do elenco, apenas cinco jogos após o início da temporada, é algo preocupante. Uma derrota para o animadíssimo Novara não pode ser o simples motivo de uma demissão. A forma como a Inter encarou a partida é que deve jogar a última pá de terra no túmulo de Gasperini. Que não deixará saudades.

Curtas
- O primeiro gol do Novara foi marcado por Meggiorini, atacante formado na Inter e emprestado justamente pelo Genoa, último clube de Gasperini. Ironia do destino.

- Milito não fez sequer uma boa partida até agora, seja nos jogos oficiais ou na pré-temporada. E Pazzini, ex-Sampdoria, continuou no banco. Rivalidade.

- Principal alvo das patadas de Mourinho nos tempos de Inter, o romanista Ranieri é apontado como favorito ao banco da Inter. Redimensionamento.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011 Serie A | 08:40

Contagem progressiva: Contratações nota dez

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Edinson Cavani (AP Photo)

Voe, Cavani: uruguaio do Napoli foi o melhor negócio de 2010

E o review da temporada vai chegando ao fim, aqui no Tripletta. Em nossa segunda semana, chegamos ao número dez: as contratações do ano. Muita gente boa, e muita gente boa que ficou de fora por falta de espaço.

A lista começa com Mark van Bommel, holandês contratado em janeiro porque Allegri queria um cão-de-guarda na frente da zaga do Milan. Ele chegou contestado e foi expulso logo na estreia, mas virou ídolo da torcida e peça fundamental para o scudetto. Depois, temos Sebastian Giovinco, que finalmente se livrou da pecha de eterna promessa ao se tornar protagonista de um Parma que, se mantiver as peças, poderá sonhar um pouco mais na próxima temporada.

Josip Ilicic, já escolhido uma das revelações do campeonato, é o mais jovem dos eleitos. Em seguida, que tal Giampaolo Pazzini? Em uma Inter com Milito em baixa, o Pazzo conseguiu uma estreia retumbante, tornou-se xodó da torcida e ainda conseguiu marcar 11 gols em um semestre, número essencial para que o sonho do scudetto continuasse em alta por um bom tempo.

Os brasileiros também estiveram em alta, com destaque para Robinho e Hernanes. O atacante chegou sob desconfiança e se tornou um dos pilares do Milan: soube aproveitar as boas oportunidades e não se importou em ser um ótimo coadjuvante, quando necessário. O meia teve início arrasador e caiu de produção no segundo turno, mas foi o que moveu uma Lazio que finalmente pôde dar seu salto de qualidade.

Na rabeira da classificação, o grande contratado foi o chileno Luis Jiménez. Mesmo jogando fora de posição em uma pá de partidas – e reclamando em público do treinador -, ele terminou a temporada como artilheiro do Cesena e mostrou que tem bola para voltar a um time de alto escalão. De volta ao topo, dois milanistas também merecem destaque: Zlatan Ibrahimovic foi essencial para que o time pegasse no tranco, no início do ano, e manteve a escrita ao vencer o oitavo título nacional consecutivo; Kevin-Prince Boateng deixou de ser um volante dispensável para se tornar o trequartista titular atrás de um ataque estrelado.

Bom mesmo é Edinson Cavani, a melhor contratação da temporada. A torcida do Napoli chiou pela perda do napolitano Quagliarella, mas ganhou um atacante ainda mais prolífico. Além de 26 gols e nove assistências na Serie A, ainda assinalou outros sete gols e duas assistências na Liga Europa. No trio de ouro que empurrou o Napoli à terceira posição, Cavani foi o cara. Ou você discorda?

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Serie A | 13:53

Contagem progressiva: Quatro gols “do professor”

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Pazzini e Leonardo (Reuters)

Valeu aí, Pazzo: com estilo, ele salvou o pescoço de Leonardo

A tal “vitória com dedo do treinador” tem virado lugar-comum, mas às vezes é um título merecido, especialmente quando ele bota algum reserva para marcar o gol da vitória – e tem atacante que, nessa temporada, só marcou gol quando saiu do banco. É o caso de Boselli, Paloschi, Paponi, Chevantón e Malonga. Mas Pazzini, Vucinic e Robinho é que surpreendem: cada um deles fez quatro gols após sair do banco. Essenciais para seus times.

Nesta estatística de pancareti, “gols que saem do banco”, a melhor média é de Pazzini. Ele chegou à Inter em janeiro e estreou com tudo: a Inter perdia por 2 a 0 para o Palermo, Pazzini entrou no intervalo, marcou dois gols e sofreu o pênalti para que Eto’o virasse a partida. Algumas rodadas mais tarde, contra o Cesena, outro show solo. A Inter perdia por 1 a 0, o Pazzo entrou no segundo tempo e marcou os gols da virada: um aos 46 minutos, outro aos 50. Dos artilheiros que saíram do banco, ninguém é melhor que ele: quatro gols em apenas quatro jogos como opção de banco. No vídeo, relembre os gols contra o Palermo:

Vucinic chegou perto: foram quatro gols em cinco partidas. O primeiro deles, de alta importância. A Roma empatava sem gols com a Inter, no Estádio Olímpico, quando o montenegrino entrou em ação. Ele entrou no lugar de Totti e marcou o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo (veja o vídeo abaixo). Vuvu também garantiu uma vitória difícil contra o Catania: o 2 a 2 durou até os 36 do segundo tempo. Logo na primeira vez em que ele pegou na bola, virou o jogo. Aos 49, fechou o placar em 4 a 2. O único gol inútil foi na derrota de 3 a 2, em casa, para o Palermo.

O outro artilheiro-bancário foi Robinho, acionado oito vezes no segundo tempo, autor de quatro gols nessas condições. Nenhum milagre, porém. Com gols no finalzinho, apenas confirmou as vitórias sobre o Chievo, na 7ª rodada, e contra o Palermo, na 11ª, ambas por 3 a 1. Nos 4 a 0 contra o Parma, precisou de apenas meia hora para marcar duas vezes. Mas o jogo já estava decidido.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 30 de abril de 2011 Serie A | 19:51

No apagar das luzes

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Até os 45 minutos do segundo tempo de Cesena x Inter, o lado rubro-negro de Milão comemorava. A vitória dos donos da casa, com um gol de Budan, deixaria o Milan a três pontos do título: bastaria vencer o Bologna para comemorar, no San Siro, o scudetto que não vem desde 2004.

Mas essa “vitória” do Milan bateu na trave. Pazzini estragou os planos do rival e deu à Inter a sexta virada em quatro meses sob comando de Leonardo. Em quatro minutos, o atacante marcou dois gols. Nada mal para quem era criticado por estar em um jejum de 40 dias.

A Inter ainda sonha, é claro. No embalo da virada dramática, é bem possível que os jornais italianos de domingo estampem na capa “O sonho não acabou”, ou algo do tipo. Mas a missão é praticamente impossível e prevê três tropeços do Milan em quatro jogos. Será que dá?

As notas do Tripletta para Cesena 1-2 Inter, com os destaques em negrito:

Giampaolo Pazzini (Foto: Reuters)

Para a "Pazza Inter", um Pazzo assim até que vai bem

CESENA
Antonioli, 6
Ceccarelli, 6,5
Piangerelli (aos 39’st), sem nota
Von Bergen, 6
Pellegrino, 6,5
Lauro, 6
Sammarco, 5,5
Caserta, 7
Parolo, 6
Giaccherini, 6,5
Benalouane (aos 28’st), 5,5
Jiménez, 6,5
Budan, 7
Malonga (aos 32’st), 6

INTER

Castellazzi, 6
Maicon, 6,5
Lúcio, 6
Ranocchia, 5
Nagatomo, 6
Zanetti, 6,5
Cambiasso, 5,5
Thiago Motta, 5
Mariga (aos 19’st), 5,5
Pandev, 5
Pazzini (aos 14’st), 8
Milito, 5,5
Eto’o, 6

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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última