Gattuso | Futebol Italiano

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Posts com a Tag Gattuso

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 Azzurra, Vídeos | 16:57

Gattuso dá cartão amarelo em jogo na Suíça

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Velho conhecido do futebol italiano, sobretudo dos torcedores do Milan, o volante Gattuso protagonizou uma cena inusitada na Suíça neste final de semana. Durante a partida da sua equipe, o Sion, contra o Young Boys, ele resolveu facilitar o trabalho do árbitro do jogo e o mandou advertir o jogador rival com um cartão amarelo após uma entrada dura.

Surpreso com o que viu, o árbitro sorriu com a atitude de Gattuso. Em seguida, obedeceu a recomendação do volante italiano e acabou advertindo o jogador em questão: o suíço Raphael Nuzzolo. O Sion, que naquele momento perdia por 2 a 1, levou mais um gol nos minutos finais e saiu de campo derrotado por 3 a 1.

Veja o lance abaixo:

Autor: Luís Araújo Tags: , ,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Extracampo | 20:56

O inferno das apostas

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“Um momento de paciência pode evitar um grande desastre; um momento de impaciência pode arruinar toda uma vida.” Este é um provérbio chinês que vale muito para o período de investigações que o futebol italiano tem passado, fruto da segunda parte da operação Last Bet. A principal acusação é a de que alguns jogadores e dirigentes aceitavam favores financeiros para fraudar resultados e, assim, favorecer alguns apostadores.

>> Zagueiro da segundona recusou bolada e foi parar na seleção

Cristiano Doni (Blogo)

Cristiano Doni, momentos antes do último depoimento que prestou, em Cremona

Só como exemplo, digamos que alguém de Cingapura apostasse 100 mil dólares que uma partida sem muito destaque terminaria 4 x 2 para o visitante. É uma boa aposta, que poderia lhe render até mais de 1 milhão de dólares. Mas a casa caiu. Dezessete pessoas já foram presas, a maior parte delas com provas sérias contra si. Cristiano Doni (ex-capitão da Atalanta, participante da Copa de 2002) e Luigi Sartor (ex-Inter, Parma e Roma) são os mais conhecidos.

Nesta semana, surgiram no processo nomes de atletas da seleção italiana. Aqui entra o provérbio chinês. Despreparado ou em busca de glória efêmera, alguém (ou “alguéns”) da promotoria da cidade de Cremona continua vazando todos os passos da operação para a imprensa italiana, que tem feito uma cobertura infantil: primeiro, se publica; depois, se apura. Quando descobriu-se que os nomes dos campeões mundiais Buffon, Cannavaro e Gattuso haviam aparecido nas interceptações, instalou-se o caos.

Na gravação em que os três aparecem, porém, não há nada demais. E nenhuma outra prova foi colhida contra eles, até agora. O diálogo publicado pela Gazzetta dello Sport entre Nicola Santoni, preparador de goleiros do Ravenna, e um apostador é o seguinte:

Santoni: “As coisas grandes eram essas daqui… que faziam rodar dinheiro, esses daqui de Bolonha faziam apostas de cinco, seis mil euros… eram realmente organizados (…)… um ex-jogador… que está colaborando com a promotoria de Nápoles, porque o futebol está todo manipulado, está todo podre… e então… vai dizer dois nomes e vai ser solto… porque afinal tem Buffon que joga… até ele joga…”

Apostador: “Até Buffon…”

Santoni: “Joga 100, 200 mil euros por mês!… É, ele, Gattuso… Cannavaro… São verdadeiros viciados!… Só que não se poderia… igualmente… e (trecho incompreensível) ninguém o interrogou. Jogaram a Copa deles, depois a venceram, então que…”

São afirmações ainda sem fundamento e que a procuradoria confirmou que, provavelmente, jamais serão provadas. O próprio Santoni afirmou ter citado o trio por acaso, os primeiros nomes que “vieram na cabeça durante uma conversa normal”. Ter paciência suficiente para não culpar cedo demais aqueles que ainda não foram sequer investigados é o primeiro passo para um julgamento justo.

Curtas
- Cristiano Doni se deu mal. Até poucos dias atrás, era o maior ídolo da história da Atalanta. Quando a operação começou, em junho, ele jurou inocência e a torcida se pôs a seu lado. Agora, confessou. Saiu queimado e até o clube se colocou contra ele.

- De acordo com o promotor-chefe de Cremona, Roberto Di Martino, aquela primeira fase da operação Last Bet não fez parar as atividades ilícitas. “Os últimos episódios se referiam a partidas de 30 de novembro deste ano”, revelou. Ou seja, ainda temos muita água para correr.

- Três partidas da reta final da Serie A passada foram citadas no depoimento de Carlo Gervasoni, ex-zagueiro do Piacenza. Os placares Palermo 2 x 1 Bari, Lecce 2 x 4 Lazio e Lazio 4 x 2 Genoa teriam sido armados. Em duas das partidas, o resultado teria sido aquele que os apostadores desejavam. Logo abaixo, o vídeo das polêmicas nesses jogos:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 10:55

Italianão, prévia da 6ª rodada

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Gattuso (Getty Images)

Gattuso, decisivo da última vez, está fora por lesão

O jogo que praticamente decidiu o campeonato passado está de volta. Milan x Juventus, para muitos, é o verdadeiro derby d’Italia. O que faria sentido, pois são as duas equipes com mais títulos nacionais no país – o Milan, empatado com a Inter. Da última vez que se encontraram, o time rubro-negro bateu a Velha Senhora por 1×0, gol de um heroico Gattuso.

Ano passado, a Juventus bateu o Milan em Milão e o time de Allegri deu o troco no returno, também fora de casa. Será que a tendência se repetirá? Faça suas apostas no bolão do Tripletta e tente tirar a liderança de Enio Urbaneski Griss, que aumentou sua distância no certame. Quem vencer o tal bolão, vale lembrar, leva pra casa uma linda camisa do Genoa – oferecimento da parceira Liga Retrô.

Nas outras partidas, destaque para o reencontro entre Napoli e Claudio Ranieri. Há 20 anos, o agora treinador da Inter era contratado pelo clube partenopeu, que tentava manter o protagonismo apesar da saída de Maradona. Ranieri adiantou Zola e fez sucesso em sua primeira passagem por um time grande. Durou duas temporadas: em um jogo com o Milan, Marco van Basten fez quatro gols e selou sua demissão.

Programação da TV
Sábado, 1º/10
às 13h, Roma x Atalanta – ESPN, SporTV2 e Rai
às 15h45, Inter x Napoli – ESPN Brasil, ESPN HD, SporTV2, RedeTV! e Rai

Domingo, 2/10*
às 7h30, Novara x Catania – Rai
às 10h, Fiorentina x Lazio – ESPN Brasil e Rai
às 15h45, Juventus x Milan – ESPN e Rai

Classificação do campeonato
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa aí ao lado, va bene?)
Cesena 1 x 1 Chievo
Fiorentina 2 x 0 Lazio
Internazionale 2 x 1 Napoli
Juventus 1 x 0 Milan
Lecce 0 x 2 Cagliari
Novara 1 x 0 Catania
Palermo 1 x 0 Siena
Parma 1 x 3 Genoa
Roma 2 x 1 Atalanta
Udinese 2 x 0 Bologna

Corra e aposte no nosso bolão!

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Serie A | 12:00

Contagem progressiva: Os onze melhores da Serie A

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Thiago Silva (AP Photo)

É nóis na fita, Thiago

Quatro jogadores da Udinese, três atletas do Milan e mais um representante de Inter, Napoli, Palermo e até Cesena: eis a seleção Tripletta do campeonato, comandada pelo treinador… da Udinese, claro. Guidolin merece, após emplacar seu quarteto com facilidade no nosso top 11 – e convenhamos que outros dois ou três poderiam ter pintado por aqui.

Christian Abbiati (Milan)
Goleiro, 33 anos, 35 jogos, 19 gols sofridos. Nem Dida foi um campeão tão low-profile quanto Abbiati, que finalmente conseguiu ser incontestável, após tanto tempo de idas e vindas. Regular durante todo o campeonato, fez partidaças que ajudaram a definir o título. Destaque para o último clássico contra a Inter e o duelo com a Fiorentina, em Florença, no qual fez sete defesas na vitória por 1 a 0 do Milan.

Mauricio Isla (Udinese)
Lateral-direito, 22 anos, 34 jogos, 2 gols, 7 assistências. Difícil escolher o melhor lateral-direito do campeonato. Isla levou, mas não seria absurdo escolher Abate, Maggio ou até Cassani. O jogador da Udinese, meio-campista de origem, se adaptou de vez a uma função mais defensiva e foi tão consistente que fica difícil acreditar que seja o mais jovem entre os 11 escolhidos.

Thiago Silva (Milan)
Zagueiro, 26 anos, 33 jogos, 1 gol, 1 assistência. Se já era bom no primeiro turno, Thiago Silva estraçalhou após a parada de inverno: jogou até de volante e segurou o nível lá em cima. Um dos melhores zagueiros do mundo, o brasileiro foi comparado a Baresi e merece, com honras, o posto de melhor jogador do campeonato. Quem diria que, há cinco anos, ele sofria de tuberculose…

Andrea Ranocchia (Genoa/Inter)
Zagueiro, 23 anos, 34 jogos, 3 gols, 1 assistência. O início de campeonato de Ranocchia foi espetacular, atuando como líder da complicada defesa do Genoa: ele, que já estava prometido à Inter, acabou indo a Milão ainda mais cedo, para substituir o lesionado Samuel. Cumpriu o papel muito bem e mostrou classe mesmo nos piores momentos do clube de Appiano Gentile.

Federico Balzaretti (Getty Images)

Depois de três anos de rosa, vez de vestir azul

Federico Balzaretti (Palermo)
Lateral-esquerdo, 29 anos, 33 jogos, 2 gols, 7 assistências. O show contra o Napoli, com direito a gol e assistência, foi a cereja no bolo da temporada do já experiente lateral, que encerra a temporada com espaço inquestionável na seleção italiana e na mira da tal “nova Roma norte-americana”.

Gennaro Gattuso (Milan)
Volante, 33 anos, 31 jogos, 2 gols, 2 assistências. Difícil achar alguém com espírito mais vitorioso do que Gattuso, que superou a fase terrível sob comando de Leonardo e voltou a ser protagonista. Essencial para cobrir as laterais do Milan, Ringhio evoluiu até tecnicamente e marcou um gol que ditou o rumo da temporada: contra a Juventus, o campeonato tornou-se rubro-negro.

Gökhan Inler (Udinese)
Meia, 26 anos, 35 jogos, 3 gols, 5 assistências. Mais recuado em relação à temporada passada, Inler evoluiu e se converteu em metrônomo da surpreendente Udinese. Poucos meias na Europa estão no nível do suíço em fundamentos como posicionamento e passe. Falta só uma boa temporada na Liga dos Campeões para se tornar referência mundial.

Marco Parolo (Cesena)
Meia, 26 anos, 37 jogos, 5 gols, 4 assistências. Grande revelação da temporada, o jovem nem tão jovem assim cresceu no momento das dificuldades e foi decisivo em vitórias contra a Lazio e a Juventus, fundamentais para que o Cesena se salvasse do rebaixamento. O segundo turno quase perfeito foi a garantia de que Parolo não ficará em Cesena para a próxima temporada.

Alexis Sánchez (Getty Images)

"El Niño Maravilla" Sánchez finalmente mostrou a que veio

Alexis Sánchez (Udinese)
Atacante, 22 anos, 31 jogos, 12 gols, 10 assistências. O que dizer dos quatro gols marcados contra o Palermo ou das duas assistências sobre o Cagliari, em jogos fora de casa? Nada mal para quem começou o campeonato patinando e mudou de posicionamento para se encontrar em campo. Sánchez acabou centralizado, subiu de rendimento e virou objeto de desejo dos gigantes europeus.

Edinson Cavani (Napoli)
Atacante, 24 anos, 35 jogos, 26 gols, 9 assistências. O esquema de notas da Gazzetta dello Sport é bem rígido. Os jornalistas de lá não costumam dar a nota 9 mais de cinco vezes por temporada, para se ter uma noção. Pois Cavani foi avaliado assim três vezes, em jogos complicados contra a Lazio, a Juventus e a Sampdoria. Em Gênova, fez chover: foram três gols e uma assistência no 4 a 0 final.

Antonio Di Natale (Udinese)
Atacante, 33 anos, 36 jogos, 28 gols, 6 assistências. Artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo, Di Natale chegou a uma média de 16,3 gols por temporada na Serie A. Bem mais que Totti, Del Piero e Inzaghi, por exemplo. Além disso, nos 13 jogos de invencibilidade da Udinese no torneio, o capitão marcou 15 vezes. Suficiente?

Francesco Guidolin (Udinese)
Treinador, 55 anos, 20 vitórias, 6 empates, 12 derrotas. Ele já havia treinado a Udinese, 12 anos antes, e terminado na sexta posição da Serie A. Desta vez, conseguiu um feito ainda maior ao recolocar o time friulano na Liga dos Campeões. Guidolin demorou para colocar a Udinese nos trilhos e começou a temporada com quatro derrotas e um empate. Nos meses seguintes, o time deu show e virou um Barcelonazinho ao lado do Mar Adriático. E ele ganhou um contrato até 2015.

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato
10. Dois brasileiros entre as dez melhores contratações da Serie A

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 2: Montando o quebra-cabeça

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Cesena 0-2 Milan

Cesena 0-2 Milan, na 2ª rodada

Na Itália, não são poucos os que dizem que foi Massimiliano Allegri o maior personagem do título do Milan. Não é um pecado dizer isso. O jovem ex-treinador do Cagliari foi buscado pelo administrador-delegado milanista, Adriano Galliani, e recebeu total confiança. Forte no vestiário e fora dele, conseguiu até convencer Galliani de que precisava de reforços importantes em janeiro, mesmo com o Milan na liderança da Serie A.

Allegri teve liberdade e soube aproveitá-la. Mesmo pressionado pela imprensa a escalar Ibrahimovic, Pato, Robinho e Ronaldinho juntos, não sucumbiu – e olha que a Gazzetta dello Sport fez até simulações táticas, mostrando como eles se encaixariam. No decorrer do campeonato, driblou as lesões de Inzaghi, Ambrosini e Pirlo, deu confiança a Abate, Zambrotta e Abbiati, reinventou Boateng e Robinho e mandou Seedorf para o banco quando achou necessário.

A engenharia de Allegri foi essencial para segurar um time com diversos problemas físicos – todos os atletas do elenco ficaram ao menos uma rodada no departamento médico. Dos jogadores de linha, quem mais jogou foi Thiago Silva: 31 partidas em 36 possíveis. Com isso, 35 atletas foram usados em 36 rodadas, número bem acima do que a Internazionale pentacampeã costumava usar. No Milan dos ausentes, Allegri conseguiu montar um quebra-cabeça que poderia ter custado a dele próprio.

Milan 3-0 Brescia

Milan 3-0 Brescia, na 15ª rodada

Com o passar das rodadas, o Milan se tornou um time consistente e ganhou bastante em solidez, mesmo com mudanças constantes e 36 escalações diferentes durante o torneio. Talvez tenha sido o primeiro campeão da história italiana que não perdeu qualquer jogo de virada – nem sequer venceu partida alguma assim.

A chegada de Ibrahimovic foi um marco na campanha rubro-negra. O sueco foi contratado no fim de agosto e estreou contra o Cesena (veja o primeiro campinho tático, à direita). Ibra perdeu um pênalti e bateu-se com Pato, buscando os mesmos espaços do brasileiro. Tudo isso por conta do ataque isolado. Culpa de um meio-campo inócuo que era, no máximo, guiado por lançamentos de Pirlo. Isolado na ponta-esquerda, Ronaldinho não conseguiu decidir, ficou nervoso e acertou uma cotovelada em Pellegrino. Mas o caos foi mesmo na defesa, onde Sokratis, mal protegido por Bonera, falhou nos dois gols do Cesena.

Não demorou para que Allegri derrubasse o 4-3-3, o transformando em 4-3-1-2. O elo entre meio-campo e ataque foi dúvida por muito tempo. Na 15ª rodada (veja o segundo campinho), no início de dezembro, foi possível notar a primeira guinada tática do Milan. Allegri barrou Seedorf, em má fase, e inventou Boateng de trequartista. O ganês vinha jogando mais recuado e estreou na nova posição marcando gol. Recuperou bolas, distribuiu o jogo rapidamente e esbanjou caráter. Virou xodó, claro.

Milan 4-0 Parma

Milan 4-0 Parma, na 25ª rodada

Foi mais ou menos nesta época que Robinho começou a evoluir. Com um papel menos incisivo que o tradicional, o camisa 70 foi instruído a procurar mais jogos pelas laterais, onde encontraria mais espaços, e aprimorou seus cortes diagonais, praticamente impossíveis de serem marcados. Para não falar da consciência tática aprimorada: Robinho ajuda na marcação, se desdobra como garçom e ainda conseguiu colocar doze golzinhos na conta.

Na defesa, já era possível observar um Abate em evolução, bem acima do que mostrou no ano passado e com o trauma da expulsão no primeiro dérbi contra a Inter já superado. Com Gattuso em boa fase e a zaga segura sob o comando de Nesta e Thiago Silva, a tarefa do lateral-direito ficou mais fácil.

O Milan da perfeição defensiva foi encontrado na 25ª rodada, na goleada contra o Parma, com a ajuda de van Bommel (veja o terceiro campinho). Desde então, foram quatro gols sofridos em doze jogos. O holandês deixou o time mais seguro e atendeu à expectativa de Allegri em ter um verdadeiro cão de guarda à frente de sua defesa. Ele já havia testado Ambrosini por ali, antes de o capitão se lesionar, mas os resultados não haviam sido tão satisfatórios. Com van Bommel, Pirlo acabou no banco. Se o italiano ficou satisfeito, é outra história.

Milan 3-0 Inter

Milan 3-0 Inter, na 31ª rodada

Por toda a campanha, a defesa só aparentava ter um calcanhar de Aquiles, na lateral-esquerda. Fraco no apoio, Antonini parece não ter evoluído nos últimos meses e, lá atrás, cometeu várias falhas bobas. Não demorou a ser sacado. Allegri testou Jankulovski, mas escolheu o veterano Zambrotta, que retomou a titularidade no dérbi contra a Inter, na 31ª rodada (veja no quarto campinho). Mesmo depois de tanto tempo parado e uma cirurgia no joelho, o campeão mundial anulou Maicon com sobras, o que lhe deu garantias até o fim da temporada.

De resto, foram poucas alterações estruturais, que não mudaram a cara deste quebra-cabeça milanista. Seedorf também deu a volta por cima e reassumiu seu posto de titular no meio-campo, mostrando que não encerrou a carreira. No ataque, Allegri se virou para escolher a dupla ideal. Robinho parece ter uma vaga cativa de titular, o que deixaria a outra para Pato ou Ibrahimovic. Mas para que fazer uma escolha tão difícil numa hora dessas, não é mesmo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Milan | 18:12

Allegria, allegria

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Foto: AFP

“Faz sete anos desde a última vez. Eles disseram que a velha guarda estava morta e ainda estamos aqui. Espero que seja o começo de um novo ciclo no Milan, pois eu estou no fim.” Novamente campeão, Gattuso foi a alma de um Milan corajoso, lutador e voluntarioso. A campanha do título pode não ter sido brilhante, mas premia por merecimento. Consistente, o time de Massimiliano Allegri exterminou os rivais diretos, com duas vitórias sobre o Napoli e outras duas na Inter.

No decorrer da semana, o Tripletta fará um dossiê sobre o scudetto do Milan. O que o time fez para vencer com antecipação, qual a importância dos brasileiros, o que mudou desde o último título, qual a importância política da conquista, como manter a equipe nos trilhos… Esta série substituirá o Domingo é dia de história, que não será publicado amanhã. Fique de olho!

As notas do Milan campeão:

Alexandre Pato e Thiago Silva (Foto: Getty Images)

O pato e o monstro

5 estrelas

  • Abbiati, goleiro: com 18 gols sofridos em 34 partidas, o arqueiro supera a média de Dida, titular no último scudetto vencido pelo clube. Vale lembrar que Abbiati era reserva naquela ocasião. Sempre dispensável, visto como moeda de troca, emprestado com frequência, parecia que seria novamente jogado para escanteio quando Amelia foi contratado. Mas esbanjou discrição e segurança. Aos 33 anos, venceu como protagonista pela primeira vez.
  • Allegri, treinador: jovem e com ideias fortes, às vezes pareceu estar na corda-bamba, mas sempre superou as dificuldades. Pressionado pela imprensa italiana a escalar quatro atacantes no início da temporada, não cedeu. Começou com três e, com o tempo, escolheu apenas dois. Psicologicamente, esbanjou tranquilidade ao fazer o time atravessar bem os momentos de êxtase (goleadas contra Inter e Napoli) e superar os traumas (sobretudo a queda para o Tottenham na Liga dos Campeões). Vencer na temporada de estreia é um grande feito: Allegri se iguala a Capello, Sacchi e Zaccheroni.
  • Gattuso, meia: alma guerreira de um time que não se entregou, o camisa 8 brilhou no pior momento do Milan na temporada. No returno, quando a Inter se aproximava a passos largos e tudo parecia estar se perdendo, Gattuso marcou o gol de uma vitória suada contra a Juventus. O desabafo depois da conquista só fará aumentar o carinho da torcida por ele.
  • Nesta, zagueiro: lutou e venceu as lesões que o tiraram de combate na temporada passada e ressurgiu das cinzas para formar, com Thiago Silva, uma das defesas mais confiáveis da Europa. O preparo físico não é o mesmo do auge de alguns anos atrás, mas a classe de Nesta parece aumentar ano após ano. Quem disse que o zagueiro romano já estava cumprindo aposentadoria deve ter se arrependido.
  • Pato, atacante: o início de temporada foi difícil e parece que o brasileiro terminará a campanha do título sem ter conseguido fazer uma boa dupla com Ibrahimovic. Isso não importa, porém. Jogou seis partidas a menos que o sueco e marcou o mesmo número de gols. De quebra, foi decisivo no delicadíssimo dérbi contra a Inter, que poderia ter empurrado o Milan para a terceira posição. Tornou-se o atacante sub-23 mais goleador desde Giuseppe Meazza e ainda conquistou a filha do chefe.
  • Seedorf, meia: reforço do Corinthians? Difícil. O camisa 10 não teve um começo espetacular de temporada e passou por sérias dificuldades até convencer Allegri de sua titularidade. Na reta final do campeonato, tornou-se indiscutível e esbanjou a classe que estava faltando ao Milan desde o início do torneio. Inteligência, bom passe, domínio do jogo, controle emocional e poucas falhas – enfim, tudo o que um bom armador precisa.
  • Thiago Silva, zagueiro: melhor jogador da campanha do título milanista, não é à toa que o brasileiro passou a ser conhecido como “O Monstro” e arrancou elogios dos ícones Baresi e Maldini. Hoje, é o melhor zagueiro do mundo e é tão técnico que foi utilizado até como volante, com bons resultados. Thiago Silva foi à Europa na hora certa, no time certo. Aos 25 anos, chegou para suprir um lugar carente de um time internacionalmente reconhecido por ter defensores top de linha. Venceu.

Massimiliano Allegri e Zlatan Ibrahimovic (Foto: Getty Images)

O estreante e o octacampeão

4 estrelas

  • Boateng, meia: chegou cercado de desconfiança, um novo volante para um time que já era recheado deles. Improvisado por Allegri como trequartista, deu à equipe um dinamismo desaparecido há alguns anos e foi o principal responsável por empurrar Ronaldinho para o banco. Sua importância pode ser medida pela dificuldade do Milan em vencer quando esteve lesionado – nessa época, a Inter esteve a uma vitória da liderança.
  • Cassano, atacante: contratado em janeiro, distribuiu seis assistências e ainda marcou quatro golzinhos mesmo sem jamais ser titular absoluto. Peça essencial na comemoração do título, afinal foi ele (claro) quem jogou a champanhe na cara do treinador.
  • Robinho, atacante: na melhor temporada do brasileiro desde que chegou à Europa, Robinho se afirmou como um atacante completo e bastante útil. Na hora do aperto, jogou até como centroavante. Semeou pânico nas defesas adversárias no mesmo ritmo em que perdia gols inacreditáveis. Se acertar a mira, quem sabe possa retomar a meta de tentar ser o melhor do mundo?
  • Ibrahimovic, atacante: 14 gols e 11 assistências poderiam colocar o sueco como jogador mais importante na campanha do título, o oitavo dele consecutivo, por cinco times diferentes. Mas o atacante essencial no primeiro semestre virou dor de cabeça no returno e, desnecessariamente, colocou o time em dificuldades em um momento crucial.
  • van Bommel, meia: também chegou em janeiro e logo mostrou o cartão de visitas, sendo expulso na partida de estreia. Apesar disso, o holandês deu a volta por cima e se tornou insubstituível no meio-campo, um verdadeiro destruidor de jogadas que restituiu o equilíbrio ao setor. No returno, o Milan só sofreu seis gols. Não é coincidência.

Massimo Ambrosini e Christian Abbiati (Foto: Getty Images)

O novo protagonista e o capitão sumido

3 estrelas

  • Abate, lateral-direito: afobado, estabanado e ingênuo, porém voluntarioso e disponível. Abate não é o melhor lateral do mundo, mas evoluiu bastante, conseguiu se firmar como titular e não comprometeu nas grandes partidas.
  • Ambrosini, meia: o capitão da equipe ficou lesionado por quase todos os jogos, mas teve papel relevante enquanto esteve disponível.
  • Antonini, lateral-esquerdo: esteve um pouco abaixo do que Abate mostrou e nunca foi muito confiável, mas merece seu espaço pela garra mostrada em campo.
  • Pirlo, meia: machucado durante boa parte do ano, perdeu espaço com Allegri, que prefere utilizá-lo mais adiantado do que o próprio Pirlo gosta de jogar, e deve sair. Dizia-se que um Milan vencedor começaria por seus pés. O scudetto mostra que sua importância para o Milan já pertence à história.
  • Yepes, zagueiro: contratação discutível no início da temporada, o veteraníssimo colombiano pode dizer que teve sua importância no scudetto milanista. Fez onze partidas em alto nível quando foi escalado e virou xodó da torcida.

Clarence Seedorf e Filippo Inzaghi (Foto: Reuters)

O cerebral e o interminável

2 estrelas

  • Bonera, lateral-direito/zagueiro: nem ao céu, nem à terra. Duvide de quem disser que se lembrará de Bonera daqui a dez anos.
  • Flamini, meia: autor de um gol decisivo contra o Bologna, mas pouco mais que isso. Com Allegri, recuperou o espaço perdido com Leonardo, mas não recuperou o futebol dos tempos de Arsenal.
  • Inzaghi, atacante: dois gols em cinco jogos e uma lesão que o tirou da temporada, mas que não apagou a idolatria da torcida do Milan por ele.
  • Merkel, meia: com boas partidas quando o parte do meio-campo esteve no departamento médico, o alemãozinho provou que pode ser uma boa opção para o futuro.
  • Strasser, meia: assim como Merkel, só troque o alemãozinho por serraleonêsão.
  • Oddo, lateral-direito: jogou pouquíssimo, mas deu três assistências em sete partidas.
  • Zambrotta, lateral-esquerdo: nem sombra do que foi na Copa do Mundo em 2006, o ex-melhor lateral do mundo fez partidas seguras na defesa e medíocres no ataque.

Ronaldinho no Flamengo (Foto: Reuters)

E o campeão distante

1 estrela

  • Amelia, goleiro: segundo título italiano do goleiro campeão do mundo em 2006 – e que não foi titular em nenhuma das conquistas. Quando jogou pelo Milan, não convenceu.
  • Beretta, atacante: oito minutos na campanha do título.
  • Borriello, atacante: foi vendido para a Roma depois da primeira rodada.
  • Emanuelson, meia/lateral-esquerdo: chegou para ser a solução da lateral. Teve chances no meio-campo e deve ficar por lá, ainda que não tenha convencido.
  • Jankulovski, lateral-esquerdo: mesmo bem fisicamente, não conseguiu ser titular.
  • Legrottaglie, zagueiro: contratado para ser a primeira opção da defesa, se machucou gravemente logo na estreia. Azarado.
  • Oduamadi, atacante: disputou dez minutos de campeonato e nada mais.
  • Papastathopoulos, zagueiro/lateral-direito: as prestações terríveis do início da temporada o empurraram para as margens do elenco.
  • Roma, goleiro: nem chegou a entrar em campo.
  • Ronaldinho, atacante: nenhum gol nas várias partidas que fez antes de ir para o Flamengo, contra a vontade de Silvio Berlusconi.
Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 16 de março de 2011 Extracampo | 08:44

Cada vez mais rosa

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Um vídeo viral tem feito sucesso na Itália. É o tal do marketing de guerrilha, um tipo de promoção publicitária cada vez mais comum no universo esportivo – a Heineken que o diga. O último hit foi produzido pela agência de comunicação G-Com, contratada pelo jornal italiano Gazzetta dello Sport.

Antes de Milan x Bari, na rodada passada, sósias dos jogadores dos dois clubes foram colocados em campo. Seedorf vira boxeador, Nesta joga tênis, Yepes e Gattuso dançam, Codrea e Cassano trocam exemplares do jornal, Almirón faz natação, Bentivoglio lança frisbee… As imagens amadoras, filmadas por quem estava no estádio San Siro durante as gravações, já foram vistas mais de 700 mil vezes no Youtube.

A primeira campanha publicitária da rosea dentro de um estádio surge em uma fase em que o jornal tem investido bastante em publicidade. Ao Dia Internacional da Mulher, por exemplo, foi dedicada uma bela homenagem no início do mês.

O vídeo dos sósias você pode ver logo abaixo:

Dica de Francisco De Laurentiis, repórter do iG Esporte

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de março de 2011 Internazionale, Milan, Serie A | 16:15

A batalha de Milão

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A última rodada da Serie A serviu para definir quem lutará pelo scudetto até o fim da temporada. Milan e Inter venceram suas partidas e o Napoli praticamente deu adeus à briga ao empatar em casa com o Brescia. E tomando sufoco, vale dizer.

Desde a temporada 1992-93 a dupla de Milão não disputava o título entre si, nos tempos de van Basten e Bergomi. Desde então, sempre existiram Juventus, Roma ou Lazio entre os dois rivais. A dez rodadas para o fim do campeonato, a briga está acirrada. Por enquanto, o Tripletta não tomará partido. Mas dá os cinco motivos pelos quais cada um dos times pode se dizer favorito. Quem leva?

MILAN (61 pontos, 50 gols marcados e 20 sofridos)

Inzaghi (Foto: AP)

Tremam, goleiros. Inzaghi voltará a tempo da reta final

1. São cinco pontos de vantagem sobre a Inter, a dez rodadas para o fim. Ainda há muita estrada a percorrer, mas chegar ao confronto direto (3 de abril) sem o nervosismo de poder perder ali a liderança pode ser de grande ajuda.

2. Há o efeito Ibrahimovic, que venceu os últimos sete campeonatos nacionais que disputou, por quatro clubes diferentes. No Milan, surpreende uma versão menos individualista do sueco. São “apenas” 14 gols até aqui, mas já foram 11 assistências decisivas.

3. Se as previsões mais otimistas se confirmarem, Inzaghi voltará no fim de abril e ainda poderá disputar cinco jogos. O artilheiro não é um oásis de habilidade, mas alguém ousa dizer que SuperPippo não é pé quente?

4. Com Pirlo sempre lesionado, Allegri apostou em um meio-campo de força. Gattuso é o principal expoente, mas van Bommel merece destaque. Muito contestado, o holandês começou mal, mas dá o sangue em todos os jogos, acertou a marcação do meio-campo e se tornou ídolo instantâneo.

5. Após tantas passagens pelo departamento médico, Nesta parece ter voltado para ficar. Ao lado de Thiago Silva, forma a melhor dupla de zaga do campeonato. Se ficarem inteiros até o fim, são uma garantia e tanto para quem não pode perder pontos bobos.

INTER (56 pontos, 54 gols marcados e 31 sofridos)

Leonardo (Foto: Getty Images)

O "traíra" Leonardo, quem diria, virou um técnico paizão

1. A Inter aposta as fichas no confronto direto com o Milan, daqui a três rodadas. Uma vitória nerazzurra no dérbi pode desestabilizar o adversário, que não vence a Serie A desde 2004.

2. O calendário da Inter também é mais “abordável”. No papel, serão três partidas complicadas: Napoli, Cesena e Parma, todas fora de casa, com os dois últimos jogando pela permanência na Serie A. O Milan terá cinco jogos tensos longe do San Siro: os desesperados Brescia e Sampdoria, o instável Palermo e as ambiciosas Roma e Udinese.

3. Leonardo é a prova de como um treinador pode mudar o ambiente. Desde que o brasileiro assumiu no lugar de Benítez, foram 13 vitórias em 16 jogos, com 100% de aproveitamento no San Siro. O time agora joga para vencer e deixou o corpo mole de lado.

4. Calcanhar de Aquiles no início da temporada, o condicionamento físico agora é arma letal. Em dois meses, quase todos os titulares foram recuperados e disputam 90 minutos em alto nível. Em 2011, a Inter começou quatro jogos perdendo. Virou três.

5. A Inter ainda possui o melhor elenco da Itália. Há pelo menos uma dúzia de jogadores capazes de decidir partidas sozinhos. E, na falta de um titular, os reservas (até Pandev!) dão conta do recado. As contratações em janeiro foram cirúrgicas: Ranocchia e Pazzini já são indiscutíveis.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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