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Posts com a Tag Gasperini

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Cagliari, Serie A | 20:15

Na Itália, o tempo voa

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Desde que a rodada das chuvas terminou, dois técnicos acabaram demitidos – Mihajlovic, da Fiorentina, e Ficcadenti, do Cagliari. Agora, já são sete mudanças no comando em apenas dez rodadas da Serie A, sendo que duas delas ocorreram ainda antes de o campeonato começar.

Ballardini (Getty Images)

Segure-se, Ballardini! O estiloso homem dos óculos escuros é o terceiro treinador do Cagliari desde agosto

É uma tendência: a cada ano que passa, mais treinadores caem. Em 2001-02, há dez anos, sete times trocaram de comandante. Em 2006-07, há cinco, nove equipes. Em 2010-11, ano passado, foram onze mudanças. Na atual temporada, seis times já mudaram de técnico. O número teria chegado a sete se Lotito, presidente da Lazio, tivesse aceitado o pedido de demissão de Edy Reja, no início do campeonato. E olha que nem um terço do torneio foi disputado e temos outros três senhores na corda bamba.

Na segunda divisão italiana, seis dos 22 times já mudaram de comando. Nas divisões inferiores, os dedos das mãos não são suficientes para fazer os cálculos. A Itália é exceção no futebol europeu. As equipes da França e da Inglaterra ainda estão com o mesmo técnico desde o início de seus campeonatos. Espanha (1), Holanda (1), Alemanha (2) e Portugal (3) também têm médias bem melhores do que a italiana.

A profissão de treinador está sempre na mira da imprensa, dos torcedores e dos presidentes de cada um dos times. Mas, na Itália, essa pressão beira o caos. Dá pra entender como é feita a gestão técnica da maioria dos clubes do país? Confesso que não consigo. Não é raro que um treinador demitido volte ao mesmo cargo algumas rodadas depois, nem que as alterações sejam feitas mudando totalmente uma filosofia de jogo, de grupo, de futebol. Exemplo? Trocar Gasperini por Ranieri, na Inter, ou Bisoli por Pioli, no Bologna. Fica evidente a falta de planejamento.

Afastar um treinador significa pagar dois salários até que os contratos se encerrem ou então dar ao demitido uma bela rescisão contratual. Mesmo assim, os comandantes italianos continuam reféns de presidentes tempestuosos, como Massimo Cellino. Seu Cagliari tem superado qualquer expectativa, na 10ª colocação, e chamado atenção por causa do bom jogo praticado. Mesmo assim, Ficcadenti acabou afastado para a chegada de Ballardini, que já foi demitido do clube duas vezes em apenas sete anos de carreira!

Não tem como não bater na tecla da falta de planejamento. Faz sentido a um Cagliari que tem como única ambição no campeonato uma vida fácil e sem ameaças de rebaixamento demitir o treinador estando em 10º lugar? Faz sentido a um Palermo na 5ª posição ameaçar demitir o cidadão que o botou ali? Faz sentido a uma Fiorentina em crise política e existencial afastar um técnico que tinha controle do grupo e vinha sofrendo com a ausência do comando diretivo?

Coisas do outono italiano: os técnicos têm caído mais do que as folhas. E a crise continua.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Bologna, Internazionale, Serie A | 15:15

Vitória do óbvio

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Pazzini (Getty Images)

Um gol e um passe decisivo. O que fazia no banco?

Arquive os jogos da Inter sob o comando de Gasperini: aquele time já acabou. Bastou uma partida para que Claudio Ranieri mudasse a cara da equipe, agora mais confiante e que se cobra a cada lance. O segredo de Ranieri na vitória por 3×1 sobre o Bologna? Fazer o óbvio.

Com sete jogadores no departamento médico e um suspenso, o novo treinador interista apostou em uma escalação sem grandes surpresas. O único sobressalto foi a escolha de Philippe Coutinho na meia direita de um 4-4-2 que se tornava um 4-3-1-2 enquanto havia posse de bola – Álvarez era o favorito para começar como titular.

Além de não abusar da boa vontade dos jogadores, com improvisações e exigências absudas, Ranieri optou por escolhas naturais. Pazzini ganhou a posição de Milito, que estava mal demais. Forlán passou a atuar mais centralizado e recuado. Chivu deixou de ser zagueiro. Cambiasso ganhou liberdade e vontade de jogar.

O meio-campo da Inter sofreu mais que o esperado, mas mostrou uma energia que estava em stand-by na curtíssima “Era Gasperini”. Quando o Bologna empatou, o medo da derrota parece ter voltado a assombrar o time nerazzurro, mas Pazzini desequilibrou com um belo passe para que Milito (entrou no segundo tempo) sofresse um pênalti. E Pazzini já havia deixado o dele.

A maior vitória de Ranieri é não repetir os erros da gestão anterior. Os tropeços atuais, como a entrada de Jonathan, a saída de Forlán ou a má abordagem após o intervalo, devem ser corrigidos com o tempo. O elenco já se livrou da má vontade como estava encarando as partidas. Bom começo.

Curtas
- “Quero dedicar essa vitória a Gasperini, que nos deu tanto, mas sem conseguir os resultados”, disse Milito. Tarde demais, meu caro.

- Mais acertada na defesa, a Inter pôde atacar com mais tranquilidade. Além dos três gols marcados, ainda acertou duas bolas na trave e só perdeu a tranquilidade por causa de um pênalti mal marcado para o Bologna.

- O desânimo de Bisoli no banco do Bologna é contagiante. Em momentos tensos da partida, o treinador ficou andando de um lado para o outro, de cabeça baixa. Conseguiu um só ponto em quatro jogos. Será o próximo a cair?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de setembro de 2011 Internazionale, Novara, Serie A | 19:59

Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros…

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Desde que José Mourinho, ás interista, deixou o clube rumo ao Real Madrid, o caldo da Internazionale desandou. Dezesseis meses depois, o presidente Massimo Moratti está prestes a contratar o quarto treinador desde que se viu viúvo do comandante português. Benítez e Gasperini, grandes apostas, fracassaram. Leonardo, bombeiro que vingou, pediu para sair. Caem e não fica nada, diria Ivan Lins.

Gasperini (Getty Images)

Gasperini, 6,67% de aproveitamento. O Íbis dos técnicos italianos

A Inter tem um grupo vitorioso, com vários títulos no currículo e difícil de ser domado. Os últimos anos provam tal tese. Mourinho e Leonardo, que conseguiram fazer com que os atletas corressem por eles, venceram. Benítez e Gasperini, com tantos problemas de vestiário, sucumbiram.

Gasperini é um dos melhores treinadores da atual safra italiana, mas sairá muito chamuscado dessa passagem da Inter. Enquanto escrevo este post, ele seguia empregado, afinal Moratti pediu “uma noite para decidir”, mesmo após deixar claro que a decisão já havia sido tomada. “Horas contadas” é a atual manchete da Gazzetta dello Sport.

Quando a demissão se confirmar, sairá de cena o pior treinador da história da Inter. São os números que afirmam isso: Gasperini será o primeiro a ser demitido sem conseguir sequer uma vitória, em 103 anos de história da Beneamata. O insistente 3-4-3 do treinador não é o que o derrubou, mas é um bom exemplo das dificuldades passadas até aqui. Ele quer que Sneijder e Zanetti se sacrifique, mas não pode fazer concessões por eles?

As entrevistas de Gasperini são vazias e não desviam a atenção de um grupo acostumado a ser mimado. A desmotivação do elenco, apenas cinco jogos após o início da temporada, é algo preocupante. Uma derrota para o animadíssimo Novara não pode ser o simples motivo de uma demissão. A forma como a Inter encarou a partida é que deve jogar a última pá de terra no túmulo de Gasperini. Que não deixará saudades.

Curtas
- O primeiro gol do Novara foi marcado por Meggiorini, atacante formado na Inter e emprestado justamente pelo Genoa, último clube de Gasperini. Ironia do destino.

- Milito não fez sequer uma boa partida até agora, seja nos jogos oficiais ou na pré-temporada. E Pazzini, ex-Sampdoria, continuou no banco. Rivalidade.

- Principal alvo das patadas de Mourinho nos tempos de Inter, o romanista Ranieri é apontado como favorito ao banco da Inter. Redimensionamento.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 17 de setembro de 2011 Internazionale, Roma, Serie A | 18:04

Sobe e desce

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Muito se discutiu sobre as tais “filosofias de jogo” de Gasperini e Luis Enrique, nos últimos dias. Inter e Roma empataram sem gols, na noite deste sábado, mas a partida foi suficiente para mostrar avanços e recuos nas duas equipes.

Kjaer e Forlán (AP)

Kjaer, o melhor em campo, contra Forlán, que não é Eto'o

A Roma sobe. Há o que criticar, é claro. A fase ofensiva precisa ser trabalhada, pois o time ainda se movimenta pouco quando tem a bola. Mas já dá para notar que o passe tem sido valorizado e que até gente como Lobont se esforçou para não entregar a bola de graça. E algumas escolhas parecem inacreditáveis: por que Taddei e Osvaldo continuaram em campo?

Personalidade não faltou para o time giallorosso, que marcou bem, fez do Giuseppe Meazza sua casa e conseguiu tocar a bola por quase um minuto, sem grandes problemas. De Rossi e Kjaer, melhores em campo, deram a consistência defensiva que faltava numa espécie de 3-4-1-2 que lembra um pouco aquele esquema do último título italiano da capital, há dez anos. Agora “basta” acertar o ataque. Com um pouco de tempo, será uma bela Roma.

A Inter desce. Bastante. Se os jogadores pareciam perdidos, o que dizer do treinador? A última escolha de Gasperini é difícil de entender. Tudo bem, o meio-campo nerazzurro estava frágil, mas a entrada de Muntari no lugar de Forlán não ajudou muito. Até porque o ganês teve que atuar bem mais avançado do que o habitual. Fracassou, é claro.

Taddei mostrou sérios problemas ao jogar improvisado como lateral esquerdo, mas a Inter não conseguiu forçar tanto o jogo por ali. Gasperini optou por Jonathan e o brasileiro acabou se centralizando demais. Lobont não deu segurança alguma ao gol romanista, ainda assim ninguém tentava dividir com ele. Uma Inter sem ideias, com pouco jogo e muitas vaias. O fim da linha está próximo para Gasperini. E ele fez por onde.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Internazionale, Palermo, Serie A | 08:00

Morra de inveja, Adílson Batista

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Um dos esportes favoritos de boa parte da torcida do São Paulo (e do Cruzeiro, do Corinthians, do Santos) é criticar o técnico Adílson Batista. “Professor Pardal” é a alcunha mais comum após improvisações difíceis de entender, como Denílson na zaga e João Filipe na lateral. Mas o Capitão América está longe de alcançar uma das referências na pardalice mundial: Gian Piero Gasperini.

Gian Piero Gasperini (Getty Images)

Sorria enquanto pode, Gasperini

O novo treinador da Inter não abre mão de seu pseudo-revolucionário 3-4-3. Teimoso, no Genoa morreu abraçado a ele. Agora, na Inter, arrisca não comer o panetone empregado. Moratti não costuma ser paciente com aqueles que têm uma concepção muito diferente da dele – e este é o caso de Gasperini, que insiste em seu esquema favorito e assim perdeu os dois jogos oficiais que disputou até aqui. Sem falar nas decepções em amistosos contra Galatasaray, Manchester City, Olympiacos e Chievo.

Na derrota de 4 a 3 para o Palermo, não faltaram invencionices. Um dos três zagueiros foi o capitão Zanetti, em detrimento ao selecionável Ranocchia, que ficou no banco apesar de ter sido o único atleta a atuar nos dez jogos da pré-temporada. O titular na lateral esquerda foi Nagatomo, que passou boa parte da pré-temporada lesionado e claramente sentiu o calor siciliano. Acabou substituído por Obi, que se deu bem melhor.

Sneijder ficou no banco e entrou com meia hora de jogo, no lugar de um Zárate totalmente perdido. No segundo tempo, “destaque” para a substituição de Cambiasso. Quando o argentino saiu, a Inter perdeu o meio-campo e não demorou a levar dois gols. No lugar dele, entrou Ricky Álvarez, que atuou centralizado e pelo menos 30 metros mais recuado do que está acostumado. Concepção de jogo não basta. Não importa se a Inter usa um 3-4-3, um 4-4-2 ou um 4-5-1, se falta concentração nos momentos decisivos e os erros de posicionamento se repetem a cada minuto. A lição que a viagem à Sicília ensina é que não dá pra fazer limonada usando laranjas.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 11:20

Italianão, prévia da 2ª rodada

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Com quase 15 dias de atraso, a Serie A começa nesta sexta-feira (9/9), com Milan x Lazio, no estádio Giuseppe Meazza. Por causa daquela greve sem sentido, a segunda rodada abre o campeonato e a primeira ainda não tem data para ser disputada.

E nosso bolão também terá início. Ao fim da temporada, o Tripletta e a parceira Liga Retrô oferecerão uma camisa retrô do Genoa, a do título italiano de 1915, a quem vencê-lo. Se você ainda não se cadastrou, basta clicar aqui, começar a apostar e avisar os amigos. Imperdível, não?

Hernanes (Getty Images)

Com responsabilidade dividida, Hernanes terá mais espaço para brilhar na Lazio

Na abertura do certame, o Milan deve entrar em campo com a mesma base da temporada passada. Dos recém-chegados, só Aquilani e El Shaarawy ficarão no banco. A Lazio terá pelo menos três novidades no time titular: o lateral direito Konko e os atacantes Cissé e Klose. A dupla ofensiva é a esperança da torcida para que a águia voe mais alto. O goleiro Marchetti cumprirá suspensão. Ele acabou expulso na última partida que fez, pelo Cagliari, em uma partida do time primavera.

O sábado verá um Cesena de ataque reformulado. Os estreantes Éder, Mutu e Martínez puxarão os galões pela equipe alvinegra, que receberá um Napoli bem reforçado no meio-campo. Inler e Dzemaili podem ser o que faltava para que o ex-time de Maradona dispute o título de forma séria.

Das oito partidas de domingo, as três mais chamativas terão transmissão na TV. Será o dia da inauguração da Juventus Arena, belíssimo estádio que pode ser a pedra fundamental na reconstrução do clube. Teremos a volta do ídolo Conte a Turim, agora como treinador.

Também veremos a  ”Roma norte-americana”, que estreará seis contratações recentes no time titular, enfrentar um Cagliari com problemas no ataque, pois Larrivey está suspenso e Thiago Ribeiro ainda não foi regularizado. (Atualização: conseguiram acertar os documentos de Thiago, na tarde de hoje). Para fechar, um tira-teima entre dois times que parecem enfraquecidos: Palermo e Inter terão de vencer para superar as desconfianças deste início da temporada. Mangia e Gasperini chegarão a comer o panetone ou serão mandados para a forca antes do natal?

Programação da TV
Sexta, 9/9
às 15h45, Milan x Lazio – ESPN Brasil e Rai

Sábado, 10/9
às 15h45, Cesena x Napoli – RedeTV! e Rai

Domingo, 11/9
às 7h30, Juventus x Parma – ESPN, ESPN HD e Rai
às 10h, Roma x Cagliari – ESPN, RedeTV! e Rai
às 15h45, Palermo x Inter – ESPN Brasil, SporTV e Rai

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado!)
Catania 2×0 Siena
Cesena 1×1 Napoli
Chievo 1×0 Novara
Fiorentina 3×1 Bologna
Genoa 2×2 Atalanta
Juventus 2×0 Parma
Lecce 1×3 Udinese
Milan 2×0 Lazio
Palermo 1×2 Inter
Roma 2×1 Cagliari

E você, apostou em quem no nosso bolão?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 4 de setembro de 2011 Internazionale | 03:55

Amadorismo

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Ainda é difícil acreditar que a Inter tenha cometido um erro tão grosseiro. Forlán, decantado substituto de Eto’o, foi inscrito pela equipe na Liga dos Campeões. Só um probleminha: o uruguaio fez dois jogos pelas preliminares da Liga Europa, enquanto ainda estava no Atlético de Madri. Como os espanhóis passaram de fase, o atacante só poderá defender outro time em competições continentais a partir da janeiro. E, por algum motivo, ninguém na Inter havia atentado para isso.

Forlán, Reyes e Salvio (Yahoo!)

A prova do crime: Forlán comemora com Silvio e Reyes

As negociações para garantir Forlán duraram semanas, o que só torna o erro ainda mais inacreditável. Bastaria abrir o site da Uefa e ver que o Atlético havia eliminado o norueguês Stromsgodset. E pensar que o uruguaio adiou as férias pós-Copa América justamente pra disputar esse jogo e agora ficou de fora da fase de grupos da Liga dos Campeões…

A trapalhada complica os planos de Gasperini, que insiste em um 3-4-3 que tem tudo para dar errado. Sem Forlán na LC, talvez a melhor opção seja colocar Philippe Coutinho no ataque, já que Castaignos não foi inscrito na competição. Mas o maior dano é para a imagem da Inter, que praticou um ato de amadorismo sem tamanho.

Nocerino joga
Como o Palermo acabou eliminado para o Thun, nas preliminares da Liga Europa, quem jogou as duas partidas poderá disputar qualquer competição europeia por outra equipe. É o caso de Nocerino, vendido para o Milan nos minutos finais do mercado e inscrito na Liga dos Campeões. Aí sim.

Inzaghi, não
O mítico artilheiro do Milan teve o contrato renovado no início da temporada, mas foi preterido por Allegri e não está entre os 25 inscritos para a LC. Em Milanello, dizem que Inzaghi não engoliu muito bem a exclusão.

Não revelou…
Também na Liga dos Campeões, o Napoli sofreu para montar a lista de 25 jogadores. A Uefa exige quatro atletas formados pelo próprio clube. Aí complicou: no elenco principal, só o capitão Cannavaro surgiu no San Paolo. Para encaixar Allegra, D’Urso e Ammendola, que nem têm chances de jogar, acabaram ficando de fora Britos, Chávez e Lucarelli.

A lista das três equipes? Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Serie A | 00:20

Podcast: O velho ou o novo?

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O Milan (campeão da última Serie A) e a Inter (da Coppa Italia) decidirão a Supercoppa no próximo sábado (6). Além da rivalidade, será uma boa disputa para ver quem prevalece: um Milan que manteve a base da temporada passada ou uma Inter totalmente reformulada?

Nelson Oliveira, do QuattroTratti, está comigo novamente. É só dar o play:

O jogo será às 9h de Brasília, com transmissão da ESPN Brasil e da Rai. Prováveis formações:

Milan (4-3-1-2): Abbiati; Abate, Nesta, Thiago Silva, Zambrotta (Antonini); Gattuso, van Bommel, Seedorf; Boateng; Ibrahimovic, Pato.
Inter (3-4-3): Júlio César; Ranocchia, Samuel, Chivu; Santon, Thiago Motta (Stankovic), Sneijder, Zanetti; Pandev (Álvarez), Pazzini, Eto’o.

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