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Posts com a Tag Fiorentina

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Fiorentina, Siena | 18:07

SdV, parte 4: Perto demais da rabeira

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Setenta quilômetros separam Siena e Florença. Três pontos separam os times de cada cidade, no campeonato. É a vez de Fiorentina e Siena terem suas campanha passadas a limpo no Show da Virada (SdV). A vida não está fácil para ninguém ali na Toscana:

Fiorentina (14º lugar, 18 pontos, 15 gols marcados e 15 sofridos em 16 jogos)

Stefan Jovetic (AP)

Stefan Jovetic

“Life is now”, diz o slogan da Vodafone. A vida é agora, mas ninguém na Fiorentina parece ter se atentado a isso. A direção do clube, encabeçada pelo diretor esportivo Corvino, ainda vive do passado e mantém no elenco jogadores que não têm mais nada a dar ao clube. E que nem parecem estar interessados em jogar no mesmo nível a que haviam se acostumado.

Mihajlovic perdeu o cargo por causa disso e saiu de Florença cuspindo marimbondos. O principal alvo do treinador sérvio era o meia Vargas, irreconhecível durante o primeiro semestre da temporada. Gilardino também sumiu: ex-artilheiro, marcou apenas dois gols até agora e conseguiu se mandar. Depois de dois anos cavando uma transferência, passou a treinar com o Genoa. Quem não consegue sair é Montolivo.

O meia da seleção italiana permanece no clube contra a própria vontade e não têm jogado nada: em 13 jogos, nenhum gol, só uma assistência e um índice de erros de passe absurdo, pois falha uma a cada cinco tentativas. Com isso, bola para Jovetic, que tem levado o time nas costas. O montenegrino finaliza, em média, cinco vezes por partida e já marcou sete gols na temporada, recorde pessoal. Difícil entender como será a reta final da temporada, pois a torcida já deixou claro que não suporta mais jogar o campeonato sem ambições.

Siena (16º lugar, 15 pontos, 15 gols marcados e 17 sofridos em 16 jogos)

Zeljko Brkic (Getty Images)

Zeljko Brkic

Se você quer emoção, passe longe dos jogos do Siena. Além de realizar um estilo de jogo mais concentrado, o time toscano ainda sofre com a falta de um bom centroavante. Não é à toa que a equipe é a que menos finaliza na Serie A (média de 10,6 chutes a gol por jogo) e a que menos acerta o alvo (3,4 por partida). E não é à toa que o dérbi com a Fiorentina terminou em um modorrento 0 x 0.

Com pouco dinheiro em caixa, o Siena tem de se acertar com contratações baratas e jovens desconhecidos. Sannino, treinador estreante na Serie A, tem feito bom trabalho. Primeiro, acertou a defesa. O até então desconhecido Brkic tem se mostrado um dos melhores goleiros do campeonato. Na linha de quatro defensores, ninguém destoa – a exceção é o experiente Contini, único zagueiro do time com experiência internacional, mas que já foi parar no banco.

No ataque, porém, exceção é o que funciona. O jovem Destro não tem sido titular, mas já marcou três gols na Serie A, e o capitão Calaiò, com cinco tentos, é o artilheiro da equipe. Todo o resto por ali é decepção, a começar pelo brasileiro Reginaldo. Além de conseguir um bom centroavante, também seria de bom tom reforçar o meio-campo. Vergassola perdeu o fôlego e a titularidade, mas Bolzoni não o substitui bem. As opções para os lados no 4-4-2 de Sannino têm sido traumáticas. Na direita, Mannini e Ângelo não se firmaram; na esquerda, Gazzi, Brienza e Sestu se revezam, também sem sucesso.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 Fiorentina | 23:29

Nem precisou jogar

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Em seus anos de Fiorentina, Adrian Mutu fez mais pelo time violeta do que Sócrates. O romeno levou a Fiorentina à Liga dos Campeões, o brasileiro naufragou em uma campanha medíocre. Mesmo assim, aqueles onze meses entre 1985 e 1986 foram suficientes para que o Dottore se eternizasse na memória dos torcedores florentinos, os mesmos que defenestraram Mutu.

Homenagem a Sócrates (AP)

Homenagem a Sócrates, no estádio Artemio Franchi

Na Itália, aquele homem de 1m91 de altura que conseguia acertar passes de calcanhar como se fosse alguns palmos menor fracassou. Contratado para substituir Giancarlo Antognoni, melhor jogador da história da Fiorentina, que passaria pelo menos um ano lesionado, Sócrates não conseguiu manter o nível. De postulante ao título, os viola terminaram o campeonato na nona posição e eliminados para o belga Anderlecht na Copa Uefa.

Mais recuado do que estava acostumado a jogar nos tempos da Democracia Corintiana ou na seleção histórica de Telê Santana, Sócrates conseguiu provar à Itália que a Fiorentina havia contratado um dos jogadores mais técnicos e inteligentes do mundo. Tarde demais, talvez. Aos 30 anos, dizem que Magrão teve muitas dificuldades em se encaixar no time, culpa de uma deficiência atlética que não poderia ser diferente, por causa da badalada vida extracampo. Quando conseguia decidir, o fazia por uma questão de talento puro.

Com concentrações antes dos jogos e treinos físicos sem bola, Sócrates viveu meses insatisfeito. Tornou-se figura constante nas noites agitadas do litoral toscano. Voltou a ser visto acompanhado do cigarro e dos tantos copos de bebidas alcoólicas.  E ainda começava a desconfiar das movimentações que levaram ao escândalo do Totonero. Acabou isolado. Esbanjava qualidade, mas não rendia em campo. Quando Antognoni voltou de lesão, o Doutor voltou ao Brasil.

Difícil explicar, mas o fato é que Sócrates deixou saudade, esse sentimento que só mesmo o brasileiro para explicar. Na goleada da Fiorentina sobre a Roma, neste domingo (04/12), Magrão recebeu uma bonita homenagem póstuma naquele Artemio Franchi que costumava lotar nos tempos de Stadio Comunale. Justo contra a Roma, vítima do segundo dos seis gols que Sócrates marcou pelo Campeonato Italiano.

Plim-plim
Em 1984, quando Sócrates deixou o Brasil rumo à Fiorentina, o Globo Esporte fez uma matéria que vale a pena ver de novo. Manda ver, Vannucci:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Cagliari, Serie A | 20:15

Na Itália, o tempo voa

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Desde que a rodada das chuvas terminou, dois técnicos acabaram demitidos – Mihajlovic, da Fiorentina, e Ficcadenti, do Cagliari. Agora, já são sete mudanças no comando em apenas dez rodadas da Serie A, sendo que duas delas ocorreram ainda antes de o campeonato começar.

Ballardini (Getty Images)

Segure-se, Ballardini! O estiloso homem dos óculos escuros é o terceiro treinador do Cagliari desde agosto

É uma tendência: a cada ano que passa, mais treinadores caem. Em 2001-02, há dez anos, sete times trocaram de comandante. Em 2006-07, há cinco, nove equipes. Em 2010-11, ano passado, foram onze mudanças. Na atual temporada, seis times já mudaram de técnico. O número teria chegado a sete se Lotito, presidente da Lazio, tivesse aceitado o pedido de demissão de Edy Reja, no início do campeonato. E olha que nem um terço do torneio foi disputado e temos outros três senhores na corda bamba.

Na segunda divisão italiana, seis dos 22 times já mudaram de comando. Nas divisões inferiores, os dedos das mãos não são suficientes para fazer os cálculos. A Itália é exceção no futebol europeu. As equipes da França e da Inglaterra ainda estão com o mesmo técnico desde o início de seus campeonatos. Espanha (1), Holanda (1), Alemanha (2) e Portugal (3) também têm médias bem melhores do que a italiana.

A profissão de treinador está sempre na mira da imprensa, dos torcedores e dos presidentes de cada um dos times. Mas, na Itália, essa pressão beira o caos. Dá pra entender como é feita a gestão técnica da maioria dos clubes do país? Confesso que não consigo. Não é raro que um treinador demitido volte ao mesmo cargo algumas rodadas depois, nem que as alterações sejam feitas mudando totalmente uma filosofia de jogo, de grupo, de futebol. Exemplo? Trocar Gasperini por Ranieri, na Inter, ou Bisoli por Pioli, no Bologna. Fica evidente a falta de planejamento.

Afastar um treinador significa pagar dois salários até que os contratos se encerrem ou então dar ao demitido uma bela rescisão contratual. Mesmo assim, os comandantes italianos continuam reféns de presidentes tempestuosos, como Massimo Cellino. Seu Cagliari tem superado qualquer expectativa, na 10ª colocação, e chamado atenção por causa do bom jogo praticado. Mesmo assim, Ficcadenti acabou afastado para a chegada de Ballardini, que já foi demitido do clube duas vezes em apenas sete anos de carreira!

Não tem como não bater na tecla da falta de planejamento. Faz sentido a um Cagliari que tem como única ambição no campeonato uma vida fácil e sem ameaças de rebaixamento demitir o treinador estando em 10º lugar? Faz sentido a um Palermo na 5ª posição ameaçar demitir o cidadão que o botou ali? Faz sentido a uma Fiorentina em crise política e existencial afastar um técnico que tinha controle do grupo e vinha sofrendo com a ausência do comando diretivo?

Coisas do outono italiano: os técnicos têm caído mais do que as folhas. E a crise continua.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de outubro de 2011 Juventus, Serie A | 22:09

Crise conjugal

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Líder de novo. A vitória da Juventus sobre a Fiorentina veio com suor e riscos desnecessários, mas recoloca a Velha Senhora na ponta – pelo menos até a Udinese e a Lazio entrarem em campo. No sábado, falei que o time vinha desperdiçando chances absurdas. Desta vez, o desperdício foi dos atacantes. No primeiro tempo, a Juve precisou finalizar 14 vezes para fazer um golzinho. Torcedora exigente que é, a Lilian Trigo não está nada satisfeita e pode falar melhor do que eu.

Matri (Getty Images)

Matri, a estrela da noite

Tripletta: A Juventus tá liderando… Por que essa insatisfação toda?
Lilian: A Juve e eu estamos vivendo uma daquelas crises de casal. Até segunda ordem, ela dorme no sofá. Desde 2006, ser juventina não tem sido fácil. Escândalo de apostas, perda de scudetto, Série B, debandada de jogadores… Mas amor é chupar a manga, mesmo quando é amarga.

Tripletta: Mas como uma vitória pode ser amarga? Conta aí como foi o jogo.
Lilian: Noite chuvosa em Turim, 5° C, estádio cheio e a Juventus em campo com a camisa mais feia do mundo. Debaixo do implante capilar, Antonio Conte sacou um esquema 4-2-3-1, pra dar uma chance de Vidal dizer a que veio. Krasic, que não tem nada a dizer desde setembro do ano passado, nem no banco ficou. O primeiro tempo foi bacaninha, mesmo com Pirlo apagado e o pé de Vucinic precisando de uma calibrada. O ataque perdeu bem uma dúzia de chances, mas, hoje, Bonucci desencantou e fez mais ou menos tudo o que fez no Bari nas duas últimas temporadas passadas. Espero que este não seja o gol de 15 milhões de euros. Fim do primeiro tempo.

Tripletta: Na volta, seu time quase entregou a rapadura, certo?
Lilian: Nas suas sábias palavras, no segundo tempo a Juventus voltou Roma. Mihajlovic colocou Gilardino e ele, logo de saída, resolveu infernizar a vida de Storari, dublê de goleiro e jockey nas horas vagas. Como lá pros lados de Turim empate é o sabor da estação, depois de 13 minutos de sofrimento, a Fiorentina faz o dela com Jovetic.

Tripletta: E aí foi a vez da Fiorentina “romar”.
Lilian: Porque Pepe, o jogador que eu amo odiar (e xingar), resolveu calar minha boca e fez um passe perfeito pra Matri desempatar a partida. Hoje a Juve dorme líder do campeonato. Eu devia estar feliz, não é? Devia, mas não consigo deixar de pensar naquele time de 1995, que, além de encher os olhos com o futebol, tinha a camisa mais bonita de todos os tempos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Serie A | 12:32

Guia do Campeonato Italiano 2011-12

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Que os presidentes dos times italianos são (no mínimo) passionais, não é segredo pra ninguém. Com um mercado de poucas emoções foi o último, os homens da grana viraram manchete. Compra da Roma, troca de farpas entre a Inter e a Juventus, politicagem no Milan, crises no Palermo, na Fiorentina e no Bologna, revoltas no Cagliari e no Napoli, o cabo-de-guerra entre clubes e jogadores que adiou o início de campeonato… O “presidencialismo” está em alta.


Famiglia Corleone (Wikia)

Zamparini, Berlusconi, Agnelli e Accornero, digam "xis"!

Para elencar as 20 equipes que disputarão a próxima Serie A, que começa nesta sexta-feira, o Tripletta apresentará a você os presidentes de todos os clubes do Italianão. E não é só isso: para efeito comparativo, os manda-chuvas serão transportados ao universo mafioso d’O Poderoso Chefão, obra-prima de Mario Puzo que virou trilogia na brilhante adaptação de Francis Ford Coppola na telona. Deixe a arma, pegue o cannoli e…

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Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Serie A | 00:01

Boletim do mercado de verão

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A janela de transferências na Itália se fechou nesta quarta-feira. Eu poderia escrever um texto enorme para abrir este post, mas você pularia direto para as notas de cada clube, certo? Então não vamos perder tempo:

Alberto Aquilani

Milan será quarto time de Aquilani nos últimos quatro anos

Milan, nota 8,5: a melhor equipe da Itália ainda não está no nível do Barcelona ou do Manchester United, mas não tem rivais no país. Quatro dos contratados vêm (no papel) para a reserva. Um luxo e tanto ter Mexès, Aquilani e Nocerino no banco, não? Taiwo pode melhorar a lateral esquerda e El Sharaawy tem tudo para surpreender. Faltou, no máximo, um lateral direito.

Napoli, 8: a grande ação no mercado foi manter Hamsík, Lavezzi e Cavani. O resto é lucro. Inler e Britos elevarão o nível no meio-campo e na zaga, respectivamente. Pandev, Santana e Dzemaili serão opções de luxo para o banco. Fideleff, Fernández e Chávez poderão demonstrar ao que vieram. Mas por que raios Trezeguet não foi contratado? Lucarelli e Mascara não são suficientes.

Lazio, 8: pouco barulho e muita ação. Faltava um goleador e chegaram Klose e Cissé, que juntos têm 455 gols na carreira. Faltava um goleiro, um volante reserva, um substituto para Lichtsteiner… Marchetti, Cana e Konko foram contratados. As saídas de Foggia, Floccari e Zárate tendem a ajudar na gestão do elenco, mas a torcida lamentou muito a saída do argentino.

Atalanta, 7,5: melhor mercado entre as equipes provincianas. O ataque, ponto fraco do time campeão da Serie B, ganhou Denis e Moralez – o argentino pode ser uma das ótimas surpresas do campeonato. A defesa terá o ótimo Lucchini e o meio-campo, que lamentará a perta de Barreto, poderá contar com Brighi e Cigarini, conquistas do último dia de transferências. Será fácil se salvar.

Juventus, 7,5: o elenco está consideravelmente mais forte e contratações como Pirlo, Vidal e Vucinic mostraram boas coisas na pré-temporada. As chagadas de Elia, Giaccherini e Lichtsteiner também animam. Existem ideias e um projeto, mas também muitas dificuldades. Amauri, Iaquinta, Pepe e Ziegler continuaram na equipe, contra a vontade de Conte. Ainda falta um zagueiro.

Cesena, 7: se no ano passado o Cesena já animou, imagine agora. O ataque recebeu os melhores reforços. Mutu ainda pode ser um jogador excepcional e Martínez e Éder terão a chance de se recuperar em um ambiente mais tranquilo. A permanência de Parolo é uma boa notícia para o meio-campo, que contará com Candreva. E Comotto dará segurança à lateral direita.

Zé Love

Giuseppe Amore, o novo artilheiro do Genoa. Ou não

Genoa, 7: pra variar, mais de um time titular foi contratado. Mesmo assim, não há um centroavante decente para a torcida que sonhou com Gilardino e acordou com Caracciolo – desconsideremos Zé Eduardo. Mas o problema é só esse. As chegadas de Frey e Bovo devem dar um jeito na defesa que andou se perdendo. O meio-campo ficará fortíssimo com Birsa, Seymour e Constant.

Inter, 6,5: Forlán e Zárate são ótimos jogadores, mas não substituirão Eto’o. Principalmente se este insano 3-4-3 for mantido. O meio-campo idoso ganhou Poli, mas talvez seja pouco. Álvarez e Castaignos são mistérios a serem descobertos. Tassi (16 anos) é uma ótima aposta para o futuro. Mas, neste mercado, a Inter deu um passo para trás.

Roma, 6,5: um mercado atípico, com quatro contrações em 12 horas. Em relação à temporada passada, são 14 caras novas e 11 saídas. A revolução foi feita, agora é descobrir como Gago, Pjanic, Borini, Lamela, Bojan e Osvaldo se encaixarão do meio para a frente. A nota é menor por causa do péssimo mercado de saídas. Vucinic se foi barato demais e Borriello, Okaka e Simplício, inacreditavelmente, continuam no elenco. E o reserva de José Ángel tende a ser Taddei.

Bologna, 6,5: difícil dizer o que esperar de uma defesa que perdeu Britos e terá de contar com Antonsson, que estreará em uma grande liga aos 30 anos. Mas o ataque desequilibra. Ramírez e Di Vaio continuam, agora com companhia nova de Acquafresca, Diamanti, Kone e Vantaggiato. A saída de Della Rocca deixou um gosto amargo na boca do torcedor.

Catania, 6: o mais importante foi conseguir segurar o milagroso diretor esportivo Pietro Lo Monaco, que até tinha dito que sairia. Legrottaglie é um bom reforço para a zaga, ainda que não substitua Silvestre. O retorno de Bergessio é ótimo para o ataque, que terá que descobrir em que condições chega Suazo. O jovem Keko pode surpreender.

Chievo, 6: ano após ano, o Chievo se mantém na Serie A com a mesma base. Desta vez, quase tudo mudou. Várias promessas (Paloschi, Dramé, Bradley, Grandolfo) terão de aparecer para garantir que a fuga do rebaixamento não seja complicada. A defesa será o ponto de força, já que Sardo e Sorrentino ficam e a chegada de Acerti é animadora.

Massimo Oddo

É, Oddo, a situação ficou complicada. Pronto para voltar para a segundona?

Lecce, 6: as novidades animam, a carteira de identidade, não. Di Francesco, treinador estreante na Serie A, recebeu os jovens Pasquato, Giandonato, Strasser, Cuadrado e Muriel. Para balancear, o veterano lateral direito Oddo foi a grande contratação do último dia de mercado e o zagueiro Carrozzieri tentará se recuperar. O goleiro Julio Sergio conseguiu um time para ser titular.

Parma, 5,5: a permanência de Giovinco animará uma cidade que vai se reacostumando à Serie A. Pellè e Floccari terão a chance para a consagração, no ataque, enquanto Valdés volta de Portugal como ótima aposta para o meio-campo. Difícil é entender como o clube se privou tão facilmente do promissor Borini, que durou pouco mais de um mês antes de ser negociado com a Roma.

Udinese, 5,5: Sánchez, Inler e Zapata renderam 60 milhões de euros, mas o dinheiro não foi reinvestido e o elenco, novamente, foi rechado de jovens. Vai funcionar de novo, com o time na disputa da Liga Europa? A nova promessa é Torje, “o Messi romeno”. A defesa ganhou os brasileiros Neuton e Danilo, que podem dar bons frutos. O “fantasista” Fabbrini é uma ótima aposta.

Novara, 5,5: o elenco parece um combinado de jogadores em busca de revanche pessoal. Muito mudou desde a boa equipe que subiu de divisão, o que pode ser preocupante. Bertani e González são perdas irreparáveis para o ataque, pois Granoche, Morimoto e Meggiorini não dão segurança. A defesa ganhou em experiência, com Paci e Dellafiore. Mas o meio-campo ainda é fraco.

Siena, 5: muitas apostas, poucas certezas. Na pré-temporada, D’Agostino mostrou que será o craque solitário do time. Terá a ajuda de Mannini. O jovem goleiro Brkic, recém-chegado, é rodeado de dúvidas. A defesa terá de apostar Angella, Milanovic, Contini e Belmonte – experiência não faria mal. No ataque, a torcida torce para que González e Destro bastem para fazer par com Calaiò.

Massimo Cellino

Dig din dig din dig din: Cellino

Cagliari, 5: o caos na Sardenha não tem hora para acabar, graças ao presidente Cellino. A demissão de Donadoni jogou fora o projeto anterior e traz incógnitas. Como Biondini será aproveitado, afinal? Ekdal, Ibarbo e El Kabir conseguirão vingar, com tanta pressão? Thiago Ribeiro é isso tudo? Alguém conseguirá substituir Lazzari? A caixa de comentários tá aí, fique à vontade.

Fiorentina, 4,5: por fim, Montolivo, Gilardino, Vargas e Cerci não saíram. Péssima notícia. A geração-Prandelli se encerrou há tempos, mas falta a pá de cal. Contratações como as de Munari, Santiago Silva e Rômulo não são exatamente o que a torcida esperava para um grande salto de qualidade. Lazzarri e Nastasic podem ser boas surpresas. Cassani é a única certeza.

Palermo, 3: o presidente Zamparini havia prometido uma equipe que lutasse pelas primeiras colocações. Mas os 43 milhões que Pastore rendeu devem estar bem guardados. Bovo, Cassani, Nocerino e Sirigu também se foram, assim como o treinador, Pioli. Serão substituídos por Cetto, Aguirregaray, Mantovani, Tzorvas, Zahavi, Álvarez. Dos recém-chegados, só Silvestre, Della Rocca e Barreto se salvam. Tudo mudou.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Fiorentina | 06:41

Fantasma violeta

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O elenco da Fiorentina embarca nesta segunda-feira (1º) para San Piero a Sieve, cidadezinha a 30km de Florença, para fazer a última parte da pré-temporada. Desde que Cesare Prandelli deixou o time para assumir a seleção italiana e a família Della Valle (proprietária do clube) passou a ter problemas com a prefeitura local, a camisa violeta parece ter murchado e perdido o appeal.

Riccardo Montolivo (Getty Images)

Pressão de Montolivo para sair da Fiorentina, até aqui, foi em vão: só perdeu a faixa de capitão para Gamberini

Aos poucos, a equipe dos últimos anos vai sumindo por entre os dedos. Mutu, Frey, Santana, Donadel e Comotto, cinco ex-titulares, saíram da Fiorentina sem o clube levasse um tostão furado. Quem os substitui? O mais completo vácuo. A contratação de Lazzari (Cagliari) é muito boa, mas as de Rômulo (Atlético-PR) e Munari (Lecce) são sinal forte do redimensionamento.

E a situação tende a piorar. A menos de um mês do início do campeonato, não faltam especulações que tirem Gilardino, Montolivo, Vargas e Cerci do clube. É improvável que os quatro sejam mantidos, mas não é impossível que todos saiam. Se pelo menos dois se forem, o caos estará implantado. Hoje, o elenco da Fiorentina é bem mediano – e parece não ter grandes possibilidades de crescimento. Aquilani, que tinha tudo para ser a grande contratação violeta, recusou a proposta. Na melhor das hipóteses, o maior golpe comercial será trazer um entre Kharja (Genoa), Ramírez (Bologna) ou Floccari (Lazio).

Com esta (falta de) perspectiva, a Fiorentina se encaminha para a última parte da preparação. Um fantasma assombra: se liberar suas estrelas e não investir bem, arriscará uma luta contra o rebaixamento; se segurá-las, arriscará manter no elenco jogadores desmotivados e que logo sairão do clube de graça. Quem disse que a nona posição no campeonato passado era tão ruim?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de julho de 2011 Fiorentina, Siena | 17:25

Ah, o amor

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PARMA, ITALY - FEBRUARY 06:  Gaetano D'Agostino of ACF Fiorentina celebrates scoring the first goal during the Serie A match between Parma FC and ACF Fiorentina at Stadio Ennio Tardini on February 6, 2011 in Parma, Italy.

20 jogos, 5 gols marcados e um amor para recordar

Nesta semana, foi realizado o sorteio que definiu o calendário da Serie A 2011-12. O campeonato começará em 27 de agosto, com o dérbi toscano entre Siena e Fiorentina. A partida marcará o primeiro grande reencontro da temporada: Gaetano D’Agostino e sua Fiorentina.

D’Agostino é um cara pegajoso. Nasceu na Sicília e foi revelado pela Roma, mas não perde a chance de mostrar todo o amor que tem pela Fiorentina. Um amor não correspondido, coitado. Ele estava por lá em co-propriedade com a Udinese. Ficou só um ano. Quando viu que o negócio estava salgando, começou a tornar público seu sentimento. De nada adiantou: a Fiorentina ofereceu ínfimos 50 mil euros para contratá-lo de vez e ele teve de voltar à Udinese, que o repassou ao Siena.

Desde que saiu da Fiorentina, a paixão de D’Agostino virou piada. Foram dezenas de entrevistas nas quais ele dizia que estava saindo de Florença, mas deixaria ali seu coração. Quando foi contratado pelo Siena, comemorou: bastaria 1h de carro e voltaria a Florença. Abstraiu a rivalidade toscana e só tinha olhos para o ex-clube. Depois do sorteio, que o colocará contra seu amor platônico, é claro que D’Ago falou à imprensa. Entre outras coisas, que continua a amar a cidade, que foi vendido rápido demais e que não vai comemorar se marcar gols.

Em resumo: um corno de respeito, hein, Reginaldo?

Para ver os jogos da 1ª rodada, com horários de Brasília, siga aí: Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

terça-feira, 28 de junho de 2011 Extracampo, Fiorentina | 07:43

Devolva-me

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Que a fase na Fiorentina não é boa, não é segredo. Novidade é o caso de polícia que tomou conta do clube. Tudo por causa do sumiço de… um par de óculos escuros.

Na sexta-feira, o treinador Sinisa Mihajlovic concedeu uma entrevista coletiva dizendo que continuaria na Fiorentina, encerrando as especulações de que seria contratado pela Inter. Ele chegou com um par de óculos Oliver Peoples, modelo dos anos 50 que custa por volta de 500 euros. Quando saiu, deixou os óculos na mesa e, ao voltar, eles já não estavam mais lá.

A Fiorentina deu uma chance ao ladrão e, em seu site oficial, disse que Mihajlovic tem “um particular valor afetivo” ao par de óculos, “subtraído sob os olhos das telecâmeras do Violachannel (canal da equipe)”. De quebra, convida quem efetuou o furto a devolver o objeto de forma anônima, antes que as fitas sejam verificadas. Vão pagar pra ver?

Atualização: devolveram os óculos do homem!

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 30 de maio de 2011 Serie A | 13:45

Contagem progressiva: Revelações de mão cheia

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Radja Nainggolan (Getty Images)

Nainggolan, em menos de um ano, tornou-se outro jogador

Fato: o campeonato italiano tem sérias dificuldades de renovação. Um atleta de 20 anos precisa fazer chover se quiser a titularidade em seu time. Não à toa, entre as cinco grandes revelações da temporada, apenas o zagueiro Camporese é prata-da-casa e teve as primeiras oportunidades como profissional em 2010-11.

Kozák já disputou as segundonas tcheca e italiana, Ilicic era sensação no campeonato esloveno, Parolo está na sétima temporada como profissional e Nainggolan já tinha até jogo pela seleção belga. Se fôssemos falar apenas de jogadores que estrearam em 2010-11, teríamos mais problemas para fazer uma lista de respeito: Camporese estaria ao lado de Merkel (Milan), Destro (Genoa), Sorensen (Juventus) e Acquah (Palermo). Sem mais delongas, vamos aos escolhidos.

5. Libor Kozák, atacante da Lazio
Com 21 anos nas costas, o tcheco de 1,93m fez seis gols e acertou três bolas na trave em 19 jogos nesta temporada. Por alguns momentos, foi até tratado como amuleto. Mas não adiantou muito: ele será emprestado pela Lazio, apesar de ter atuado mais que o capitão Rocchi – e marcado o dobro de gols. O maior problema de Kozák é a dificuldade em jogar como titular, pois rende muito melhor quando entra no segundo tempo. Se conseguir superá-la, se tornará um dos melhores centroavantes da Serie A.

4. Radja Nainggolan, volante do Cagliari
O belga de origem indonésia chegou ao Cagliari sem chamar atenção, em janeiro do ano passado. Não teve oportunidades com Allegri, mas tudo mudou com a chegada de Bisoli, que transformou aquele que não passava que de um Jonílson belga. Em apenas uma temporada, Nainggolan parece ter aprendido a dar bons passes, finalizar e até driblar – tudo isso sem perder a ótima capacidade de marcação e desarme. O Nainggolan que se viu não parecia um jogador de apenas 23 anos. Foram dois gols em 36 jogos. Mais do que Lazzari, Conti, Laner e até Cossu. Um prodígio.

3. Josip Ilicic, meia do Palermo
No último mês de junho, o Maribor pagou 80 mil euros por Ilicic. Dois meses depois, o Palermo investiu 2,2 milhões nele. Agora, diz-se que Chelsea, Inter, Tottenham e Liverpool teriam de pagar 20 milhões para tirá-lo do Palermo. Difícil encontrar uma valorização mais rápida. Meia de 23 anos e canhotinho essencial na dupla com Pastore no 4-3-2-1 de Delio Rossi, Ilicic chamou atenção por dribles de calcanhar e a boa finalização que lhe garantiu oito gols em 34 jogos. O primeiro deles foi marcado contra a Inter, em seu primeiro jogo como titular. Não faltou colhão.

Marco Parolo (Getty Images)

Há dois anos, Parolo era o destaque da terceira divisão. Subiu na vida

2. Michele Camporese, zagueiro da Fiorentina
É bem possível que você veja Camporese com a camisa da seleção italiana em um prazo máximo de dois anos. Titular em todas as seleções de base desde o sub-16, ele já tem lugar na sub-21, mesmo com apenas 19 anos. Se mantiver na próxima temporada o bom nível que apresentou em seus primeiros jogos como profissional, Camporese estará no nível de Ranocchia ou Chiellini, titulares da zaga azzurra, e ainda pode beliscar a vaga de titular com uma possível ida de Chiellini para a lateral. Camporese não é gigante, mas se dá bem na impulsão e é bastante técnico, talvez por ter iniciado a carreira como meia-atacante. Fez nove jogos na Serie A, com direito a prestações excelentes contra Milan e Juventus. O começo é animador.

1. Marco Parolo, meia do Cesena
Dá pra dizer que um jogador de 26 anos é revelação? No caso de Parolo, sim. O meia lombardo subiu um degrau de cada vez até alcançar, quem diria, um posto na seleção italiana. Na temporada passada, ele já era titular do Cesena, mas nem era o grande destaque da equipe. Eclipsado por De Feudis, ganhou importância por conta da venda do ex-chefe do meio-campo e assumiu a posição. Perdeu apenas um jogo da temporada, fez cinco gols e estreou pela seleção. Meia forte, bom na marcação e com pés azeitados. Assisti-lo em campo pela Liga dos Campeões é questão de tempo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
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  3. 2
  4. Última