Faraoni | Futebol Italiano

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Serie A | 10:06

Meninada sem rumo

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Lamela e Borini (AP)

Borini puxa Lamela, melhor sub-20 do 1º turno da Serie A

Os anos passam e a Itália continua sem dar espaço decente a seus jovens jogadores. Na coluna de futebol italiano desta terça-feira (24/1), na Trivela, escrevo sobre o tormento de ser um atleta sub-20 no Belpaese.

Passe por lá e veja aqui embaixo a lista dos jogadores nascidos depois de fevereiro de 1991 que pisaram nos campos da Serie A nesta temporada. Só 34 jogadores desta faixa etária tiveram chances até agora. Muito pouco.

A lista dos sub-20
Atalanta: Minotti (meia) e Gabbiadini (atacante)
Bologna: Taider (meia)
Cagliari: Murru (lateral) e Ceppelini (meia)
Catania: nenhum
Cesena: Arrigoni (meia), Livaja (atacante, agora na Inter) e Meza Colli (atacante, agora no Alavés)
Chievo: nenhum
Fiorentina: Acosty (atacante), Babacar (atacante), Ljajic (atacante), Nastasic (zagueiro) e Salifu (meia)
Genoa: Marchiori (zagueiro), Merkel (meia, agora no Milan) e Sampirisi (zagueiro)
Inter: Castaignos (atacante), Coutinho (atacante), Faraoni (lateral) e Obi (meia)
Juventus: nenhum
Lazio: nenhum
Lecce: Giandonato (meia) e Muriel (atacante)
Milan: El Shaarawy (atacante) e Merkel (meia)
Napoli: nenhum
Novara: nenhum
Palermo: Acquah (meia) e Lores (meia)
Parma: Danilo Pereira (meia), Nwankwo (meia, agora no Grosseto) e Zé Eduardo (meia, agora no Empoli)
Roma: Borini (atacante), Caprari (atacante), Lamela (atacante), Viviani (meia)
Siena: Destro (atacante)
Udinese: Battochio (meia)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de janeiro de 2012 Internazionale, Lazio, Parma, Serie A, Siena | 20:32

O campeonato das defesas?

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Dois jogos, nove gols marcados pelos times da casa: Siena 4 x 0 Lazio e Inter 5 x 0 Parma. Goleadas inapeláveis que iniciam o 2012 do Campeonato Italiano, que até então contava com média de 2,43 gols por partida. Não era esse o torneio das defesas?

Diego Milito vs Parma (Corsport)

Ele voltou: Milito chegou ao sexto gol no campeonato

É claro que os vencedores têm boa parte do mérito pelos resultados alcançados no sábado (7/1), mas é fato que Lazio e Parma se apresentaram com defesas vexaminosas.

A Lazio merece o maior puxão de orelha. O time romano virou o ano com a terceira melhor defesa do campeonato e começa 2012 tendo que explicar uma derrota embaraçante. Levar quatro gols de um time que não marcava há cinco jogos beira o absurdo. Mais absurdo do que isso, só as oportunidades que o Siena perdeu durante a partida: o 4 x 0 ficou barato para uma equipe que aceitou ser agredida durante 90 minutos.

No primeiro gol do Siena, Destro correu com a bola por pelo menos 40 metros. Um avanço vertical, rumo ao gol laziale, sem ser parado por nenhum defensor. O mesmo Destro causaria a expulsão do goleiro Bizzarri, no fim do primeiro tempo. O camisa 22 passou (nem precisou driblar) por dois na grande área e acabou derrubado pelo arqueiro da Lazio. E o mesmo Destro fecharia o placar, de cabeça, desviando uma bola que Biava nem tentou tirar. Com os pífios Scaloni e Stankevicius nos lugares de Konko e André Dias, a defesa da Lazio fez o Siena parecer o Barcelona.

Em Milão, minutos mais tarde, a história foi parecida. Em um 4-4-2 disposto em linhas preguiçosas, o Parma praticamente se entregou à Inter. Com liberdade, Álvarez passeava pelo ataque nerazzurro, sempre levando complicação para os marcadores do Parma, sempre atrasados. Não demorou para que ele recebesse uma bola na esquerda, livre, aos 12 minutos de jogo. De primeira, cruzou; de primeira, Milito abriu o placar.

O inédito miolo de zaga do Parma sofreu bastante na partida. Brandão, que estreou na temporada, não fazia um jogo completo há dois anos. Deu para notar. Ele e Paletta não se entenderam em momento algum. Juntos, ainda falhariam feio nos terceiro e quarto gols da Inter. Para não falar do meio-campo mal liderado por Morrone, que não conseguia ganhar nenhuma bola rebatida – e assim Motta e Faraoni fizeram golaços de fora da área.

Na Itália, derrotas são difíceis de engolir. Derrotas com panes defensivas costumam derrubar treinadores. Só uma goleada por cinco gols de diferença havia ocorrido até agora, na Serie A. Depois dela, Malesani acabou devidamente demitido. Seria de uma bondade ingênua apostar que Colomba, treinador do Parma, consiga permanecer no cargo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,