Competência premiada
Muita gente deve ter chamado Cesare Prandelli de louco quando os jogadores voltaram ao campo em Genebra (Suíça) para o segundo tempo do amistoso entre Itália e Brasil. Com a derrota parcial por 2 a 0, o treinador sacou Pirlo do time para a entrada de Cerci. El Shaarawy foi outro que entrou no intervalo. O esquema tático mudou do 4-3-1-2 para o 4-3-3. Foram necessários apenas 11 minutos para a ação dar resultado. A Itália não só chegou rapidamente ao empate como forçou Júlio César a trabalhar bastante para evitar a virada.
Não seria injustiça nenhuma se a virada acontecesse. Pelo contrário. Se uma das duas equipes tivesse de sair de campo vitoriosa, certamente seria a Itália. Além de servirem para fortalecer a decisão de Prandelli de tirar o maestro da Azzurra no intervalo, os gols de De Rossi e Balotelli deram justiça ao placar. A vitória por 2 a 0 do Brasil no primeiro tempo foi um exagero e não correspondia ao que tinha acontecido em campo durante os 45 minutos iniciais.
Prandelli não se deu por satisfeito após a igualdade. Ao promover a entrada de Poli no lugar de Giaccherini e de escolher Diamanti para a vaga de De Rossi, deixou o time ainda mais ofensivo. Enquanto isso, do outro lado, Luiz Felipe Scolari trocava seis por meia dúzia, fazendo substituições que pouco alteravam a forma de jogar da seleção brasileira. Por isso, só deu Itália no fim. Não à toa, Júlio César foi o brasileiro que teve a atuação mais exaltada após a partida.
O resultado final de 2 a 2 não chama a atenção e deve ser a última coisa a ser levada em consideração neste amistoso. O jogo contra o Brasil serviu para mostrar que Prandelli sabe muito bem o que fazer com as peças que tem em mãos. Sem Marchisio, desfalque de última hora porque estava com febre, colocou Giaccherini para atuar ao lado de Pirlo e De Rossi no meio de campo e manteve Montolivo na armação. As modificações no intervalo apagaram a desvantagem e deixaram a seleção bem perto da virada. Valeu também pelas novidades. Cerci aproveitou bem a chance que recebeu. Foi uma das peças mais perigosas do ataque italiano na segunda metade. O lateral De Sciglio também teve boa atuação, apesar da falha que originou o segundo gol brasileiro. Ambos devem receber mais chances de Prandelli no futuro.












