De Rossi | Futebol Italiano

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sexta-feira, 22 de março de 2013 Azzurra, Seleção italiana | 21:59

Competência premiada

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Muita gente deve ter chamado Cesare Prandelli de louco quando os jogadores voltaram ao campo em Genebra (Suíça) para o segundo tempo do amistoso entre Itália e Brasil. Com a derrota parcial por 2 a 0, o treinador sacou Pirlo do time para a entrada de Cerci. El Shaarawy foi outro que entrou no intervalo. O esquema tático mudou do 4-3-1-2 para o 4-3-3. Foram necessários apenas 11 minutos para a ação dar resultado. A Itália não só chegou rapidamente ao empate como forçou Júlio César a trabalhar bastante para evitar a virada.

Não seria injustiça nenhuma se a virada acontecesse. Pelo contrário. Se uma das duas equipes tivesse de sair de campo vitoriosa, certamente seria a Itália. Além de servirem para fortalecer a decisão de Prandelli de tirar o maestro da Azzurra no intervalo, os gols de De Rossi e Balotelli deram justiça ao placar. A vitória por 2 a 0 do Brasil no primeiro tempo foi um exagero e não correspondia ao que tinha acontecido em campo durante os 45 minutos iniciais.

Prandelli não se deu por satisfeito após a igualdade. Ao promover a entrada de Poli no lugar de Giaccherini e de escolher Diamanti para a vaga de De Rossi, deixou o time ainda mais ofensivo. Enquanto isso, do outro lado, Luiz Felipe Scolari trocava seis por meia dúzia, fazendo substituições que pouco alteravam a forma de jogar da seleção brasileira. Por isso, só deu Itália no fim. Não à toa, Júlio César foi o brasileiro que teve a atuação mais exaltada após a partida.

O resultado final de 2 a 2 não chama a atenção e deve ser a última coisa a ser levada em consideração neste amistoso. O jogo contra o Brasil serviu para mostrar que Prandelli sabe muito bem o que fazer com as peças que tem em mãos. Sem Marchisio, desfalque de última hora porque estava com febre, colocou Giaccherini para atuar ao lado de Pirlo e De Rossi no meio de campo e manteve Montolivo na armação. As modificações no intervalo apagaram a desvantagem e deixaram a seleção bem perto da virada. Valeu também pelas novidades. Cerci aproveitou bem a chance que recebeu. Foi uma das peças mais perigosas do ataque italiano na segunda metade. O lateral De Sciglio também teve boa atuação, apesar da falha que originou o segundo gol brasileiro. Ambos devem receber mais chances de Prandelli no futuro.

Autor: Luís Araújo Tags: , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Serie A | 00:40

Semisseleção do campeonato

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Antes de tudo: não, não vai hífen no título. Agora, o post: acabou o primeiro turno do Campeonato Italiano. Dos 190 jogos programados, falta ser disputada apenas meia hora de Catania x Roma, partida adiada por causa da forte chuva que bateu na Sicília. Até agora, temos…

Pirlo e Conte (Getty Images)

Conte e Pirlo, os comandantes da líder Juventus, invicta

Líder: Juventus (41 pontos)
Liga dos Campeões: Milan (40) e Udinese (38)
Liga Europa: Inter (35) e Lazio (33)
Zona alta do agrião: Roma (30), Napoli (29), Palermo, Chievo e Genoa (24)
Zona baixa do agrião: Cagliari e Parma (23), Fiorentina e Catania (22), Atalanta e Bologna (20) e Siena (19)
Zona do rebaixamento: Cesena (15), Lecce (13) e Novara (12)

Este blogueiro, que tanto tem sofrido no bolão que criou (uma honrosa 21ª posição), também não anda com a pontaria muito boa. Dos 20 prognósticos realizados no guia do campeonato, dez teriam se concretizado, caso um meteoro atingisse hoje a Terra e a Serie A se encerrasse. Não que os erros estejam muito grotescos. Apostei contra Udinese, Chievo e Cesena e me dei mal. Confiei em Napoli, Roma e Fiorentina e também não fui bem. Coisas da vida, ainda temos 19 rodadas pela frente.

Mas vamos ao que interessa. Quem são os melhores do campeonato até agora, na opinião deste que vos bloga? Por absoluta falta de tempo, listo aqui os nomes e peço que as concordâncias e discordâncias venham por comentários, onde poderemos debater melhor.

Goleiro: Frey (Genoa)
Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Armero (Udinese)
Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Thiago Silva (Milan)
Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Marchisio (Juventus)
Atacantes: Ibrahimovic (Milan), Klose (Lazio) e Di Natale (Udinese)
Treinador: Conte (Juventus)

Quer saber também quais jogadores têm as melhores médias da Gazzetta dello Sport, o principal jornal esportivo italiano? (Número de jogos é critério de desempate.)

Rodrigo Palacio (Getty Images)

Será que dá para arrumar uma vaguinha para Palacio na seleção do Tripletta?

1. Palacio (Genoa, atacante) – 6,69
2. Ibrahimovic (Milan, atacante) – 6,67
3. Totti (Roma, atacante) – 6,64
4. De Rossi (Roma, meia) – 6,62
5. Lavezzi (Napoli, atacante) – 6,54
6. Frey (Genoa, goleiro) – 6,53
7. Di Natale (Udinese, atacante) – 6,5
7. Marchisio (Juventus, meia) – 6,5
9. Pepe (Juventus, meia) – 6,45
10. Biabiany (Parma, meia) – 6,44
11. Barzagli (Juventus, zagueiro) – 6,42
11. Lichtsteiner (Juventus, lateral) – 6,42
13. Pirlo (Juventus, meia) – 6,42
14. Klose (Lazio, atacante) – 6,41
15. Giovinco (Parma, atacante) – 6,41
16. Marchetti (Lazio, goleiro) – 6,39
17. Basta (Udinese, lateral) – 6,38
18. Domizzi (Udinese, zagueiro) – 6,38
19. Jovetic (Fiorentina, atacante) – 6,37
20. Consigli (Atalanta, goleiro) – 6,36

E você, trocaria Klose e Di Natale por Palacio e Totti? Sacaria Pirlo para colocar Pepe ou Biabiany? Mudaria Thiago Silva por Domizzi?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 1 de janeiro de 2012 Lazio, Roma | 22:50

SdV, parte 3: A capital da felicidade

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Para começar 2012 com os dois pés no otimismo, o Show da Virada (SdV) do Tripletta versará sobre o que os times da capital italiana têm realizado na temporada. É raro, mas tanto os torcedores da Roma quanto os da Lazio estão felizes. Entenda por quê:

Lazio (4º lugar, 30 pontos, 24 gols marcados e 13 sofridos em 16 jogos)

Miroslav Klose (Reuters)

Miroslav Klose

Até poucos meses atrás, Reja era persona non grata para boa parte da torcida da Lazio. Depois de quatro ou cinco rodadas, o treinador teria inclusive chegado a entregar o cargo, sem sucesso. Renasceu. Montou o melhor time possível com o que tinha em mãos e alcançou até a vice-liderança da Serie A. Agora na quarta posição, a Lazio inspira confiança e tem um jogo mais estável do que o do ano passado, quando quase conseguiu uma vaga na Liga dos Campeões.

A experiência que os novos reforços trouxeram mostrou-se fundamental. O destaque é o alemão Klose, que chegou de graça, cercado de desconfiança, e logo se tornou o dono do time. Já marcou oito gols (seis deles fora de casa) e decidiu o dérbi de Roma. Cissé, mesmo com uma infindável seca de gols, também faz boa temporada – até lembrando um pouco o papel de Robinho no Milan. E o lado esquerdo do time se tornou outro com o bósnio Lulic, uma espécie de Kolarov mais avançado.

Quem destoa é Hernanes. Com o brasileiro em má fase técnica e física, o meio-campo perdeu em imprevisibilidade. Os passes decisivos se tornaram passes insossos e a maioria dos dribles é inútil. Se está mais fácil de ser marcado, ao menos o meio celeste ganhou em consistência com a entrada do uruguaio González, ótimo cão de guarda. Merece parabéns o fair play laziale: o time não teve ninguém expulso, recebeu só 25 amarelos e é o mais disciplinado do campeonato.

Roma (7º lugar, 24 pontos, 21 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Daniele De Rossi (Reuters)

Daniele De Rossi

Pelo segundo ano seguido, a Roma está atrás da Lazio. Ainda assim, seu torcedor terminou o ano alegre. Fácil explicar: as vitórias nas duas últimas rodadas de 2011 elevaram o moral e fizeram renascer as esperanças sobre o planejamento de longo prazo pelo qual a equipe tem passado. O começo tortuoso era esperado por parte de um time que contratou dez jogadores e perdeu outros doze, mas a dificuldade de Luis Enrique em manter uma base titular atrapalhou ainda mais.

Apesar de ser cabeça dura, Luis Enrique não é bobo e conseguiu adaptar seu estilo de jogo ao elenco que possui. O 4-3-3 virou uma espécie de 4-3-1-2 com muita liberdade para seu armador – e, assim, Totti aceitou voltar a jogar recuado. O camisa 10 ainda não marcou gols no campeonato, mas continua desequilibrando partidas e dando ótimos passes. Para um time recém-montado, alguns números da Roma chamam bastante atenção. É a equipe com mais tempo de posse de bola em jogos fora de casa (média de 58,3% por jogo) e a segunda que mais acerta passes (84,9%). Boa parte dos méritos fica com De Rossi, que está na melhor fase da carreira e tem jogado bem até como zagueiro.

Para subir na tabela, porém, a Roma terá que ser mais eficiente. Os números de posse de bola impressionam, mas o time é o que menos desarma no campeonato (média de 19,1 por jogo) e o segundo que menos faz faltas (12,8). A Roma enrola para agir e tem muita dificuldade em recuperar a bola quando a perde. O que deixa o time de cabeça quente – dos 33 cartões recebidos até agora pelo elenco, cinco foram vermelhos, um número absurdo. Pjanic, Osvaldo, Stekelenburg e Heinze já mostraram a que vieram. Lamela, José Ángel e Gago estão no caminho. Se Bojan e Kjaer vingarem, a temporada estará bem encaminhada.

E amanhã…

Que tal uma passada pelo litoral toscano? Só três pontos separam Fiorentina e Siena, na tabela, mas quem vem atrás está mais feliz.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de dezembro de 2011 Roma, Serie A | 00:03

O time dos vampiros

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Um vampiro é um ser morto ou um ser vivo? Ou um ser meio a meio? Confesso que jamais parei para analisar muito bem essa questão. Mas estas dúvidas também pairam sobre um time italiano: a Roma.

Heinze (Getty Images)

Vivo ou morto? Contra a Juventus, Heinze jogou demais. Em Nápoles, vai manter o ritmo?

No empate com a Juventus, conquistado nesta terça-feira (12/12), a Roma ressuscitou. Mesmo com De Rossi improvisado na zaga, os giallorossi conseguiram segurar o ímpeto da Velha Senhora, que precisava vencer para retomar a liderança. O camisa 16, aliás, marcou o gol que abriu a partida e foi o melhor em campo. Um jogador totalmente diferente daquele que parecia perdido há uma semana, em Florença, quando seu time levou três gols e três cartões vermelhos.

Perder para a Juventus poderia ser o suficiente para fechar o caixão de Luis Enrique, que ganhou mais uma sobrevida. O time entrou com a faca nos dentes (ou com os dentes no pescoço alvinegro) e salvou o cargo de seu treinador. O que é mais uma prova de que Lucho está com moral em Trigoria. Sempre que esteve na corda-bamba, foi salvo pelos seus comandados.

Difícil é entender porque a Roma não joga bem o tempo inteiro. O mesmo time que dá pressão na líder leva sufoco quando enfrenta a turma que luta contra o rebaixamento. Luis Enrique só comandou o time em 16 partidas, mas já jogou por seu emprego em outros três jogos: o empate com a Inter e as vitórias contra Novara e Palermo.

Quando a situação fica tranquila, o vampirismo romanista volta a todo vapor: vai me dizer que o time entrou em campo contra Genoa ou Fiorentina querendo ganhar? Ainda que continue sendo blindado pelo elenco e pela diretoria, Luis Enrique sabe que a distância para o crucifixo não é muito grande. E Ney Latorraca já ensinou que vampiro não resiste a um desses.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

terça-feira, 15 de novembro de 2011 Seleção italiana | 23:28

Acabou a invencibilidade

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Cinco meses depois da última derrota, a seleção italiana percebeu que não é nada imbatível isso de jogar só pro gasto. No último amistoso do ano, no estádio Olímpico, perdeu para o Uruguai por 1 x 0. A onipresente Lilian Trigo se decepcionou com Prandelli e família, como não poderia deixar de ser:

Simone Pepe (Getty Images)

Pepe, o homem errado na hora mais errada ainda

“Um gol aos 4 minutos, cortesia do apagão de Ranocchia, Maggio e Chellini. Foi tudo que o Uruguai precisou pra demolir a seleção de açúcar de Prandelli. O jogo também não foi lá muito ‘amistoso’, com 30 faltas, uma expulsão e seis cartões amarelos. Quem sofreu mesmo foi a canela de Balotelli.

Eu e Balzaretti, certamente, não assistimos o mesmo jogo. Ele, no fim da partida, disse que a Itália merecia um empate. Eu achei que perder de 1 x 0 até foi um bom negócio. Numa noite apagada de Pirlo, Marchisio e De Rossi, ficou provado que, quando o meio de campo não está inspirado, a Itália não joga.

Prandelli segue apaixonado pelo 4-3-1-2, que só funciona quando o time adversário joga mais aberto e o meio de campo italiano pode tocar bola, mas não se acanhou em mudar o esquema, para 4-3-3, depois da entrada de Pepe. De boas intenções é acarpetado o piso do inferno e o treinador contribuiu hoje para a nova decoração do cafofo do Tinhoso.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: ‘O que Pepe faz na seleção?’. Não pode ser pelo futebol, porque ele nunca teve intimidade com a coisa. Não pode ser pelo que está fazendo na Juventus, já que ele passa mais tempo nas acolchoadas poltronas da reserva que no gramado do estádio novo. Pepe é um espinho na carne. A mesma pergunta serve para Montolivo, que até é esforçado, mas não tem criatividade, visão de jogo e está em péssima fase. É uma bigorna, o que destoa no afinadinho meio-campo de Prandelli.

Não dá para falar muita coisa de um time que chutou oito vezes ao gol, sem nunca ser realmente perigoso. A culpa não é de Osvaldo, que não comprometeu na estreia como titular, nem de Balotelli, que teve alguns lampejos de craque. A Itália de hoje não foi muito diferente da que jogou contra a Polônia. Só esqueceram de avisar que o Uruguai não é a Polônia. Squadra Azzurra, agora, só em 2012. Com um futebol e uma camisa mais bonitos que o de hoje.”

E Balotelli entrou em campo com a camisa antiga, viram? Na foto abaixo, o detalhe:

Balotelli

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Seleção italiana | 11:10

O problema são os outros

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A Itália futebolística andou meio tensa nas últimas semanas, depois de a seleção perder seus dois atacantes titulares. Rossi teve de operar o joelho e Cassano se recupera de um acidente vascular cerebral. A dupla até corre o risco de perder a Eurocopa. Quem os substituiria? O amistoso com a Polônia mostrou que este é o menor problema de Cesare Prandelli.

Balotelli (Getty Images)

Balotelli chamou a responsabilidade e marcou o primeiro gol com a seleção

Balotelli assumiu o papel de Cassano e infernizou a defesa polonesa. Correu, marcou saída de bola, procurou o diferente – e achou, vale dizer. Para um primeiro gol com a camisa italiana, aquela bola por cobertura não está nada mal.

Com Pazzini no lugar de Rossi, o ataque perdeu velocidade e ficou um pouco mais previsível – e mais letal, vale ressaltar. O Pazzo só teve uma grande chance na partida. Tudo bem, estava impedido, mas botou entre as pernas do goleiro Szczesny.

A vitória por 2 x 0, mesmo assim, escancara as dificuldades criativas de um time que depende demais de Montolivo, escalado como armador no 4-3-1-2 de Prandelli pelo quinto jogo seguido. Em má fase perene, o camisa 18 até acerta um passe ou outro, mas é pouco para um time que, com alguém de qualidade no setor, poderia até pensar com carinho na final da Eurocopa.

Aquilani, que seria a outra opção para a vaga, tem atuado mais recuado no Milan e na própria seleção. Mauri se recupera de lesão. E termina aí. Faltou usar as três últimas convocações para testar alguém na posição. Cigarini foi chamado, mas nem chegou a estrear.

Alguém melhor que Montolivo levaria esta Itália a outro patamar. A defesa está bem ajustada e a linha dos três meio-campistas é uma das melhores do mundo, com De Rossi, Pirlo e Marchisio, aqueles que talvez sejam os três melhores jogadores italianos da Serie A. O ataque, que funcionou bem contra a Polônia, ainda tem ótimas opções, como Matri, Giovinco e Osvaldo.

Depois do amistoso com o Uruguai, que será disputado na terça-feira (22/11), a Itália ainda terá duas convocações e três amistosos antes da Euro. Talvez valha a pena testar alguém que mude a cara desta seleção, aumentando o nível de eficiência ao mesmo tempo em que a qualidade dê um passo a frente. Por enquanto, a imprevisibilidade fica só por conta de Balotelli. Fique com o gol dele:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 16 de outubro de 2011 Lazio, Roma, Serie A | 19:25

Ponto para Zeman

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A Lazio tem o melhor time e a Roma, o melhor futuro. Foi o que previu Zdenek Zeman, ex-treinador das duas equipes, antes do dérbi da capital. E que dérbi! Em termos de emoção, talvez tenha sido o melhor jogo do campeonato até aqui. Praticamente uma homenagem a Zeman: uma partida aberta, com 29 finalizações e outra dezena de chance de gols.

Klose (Reuters)

Klose finalizou seis vezes e acertou só uma no gol. Bastou.

Venceu o melhor time. A Lazio penou para conseguir bater a rival e só arrancou o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo, com uma finalização perfeita de um gélido Klose. Vitória merecida. O elenco celeste tem quem decida e mostrou isso. Cissé não jogou bem, mas poderia ter definido a vitória pouco antes. Parou na trave. Hernanes finalmente fez uma ótima partida contra a Roma, para honrar o apelido de “Profeta”.

Além dos jogadores, a Lazio colhe os frutos do trabalho incansável de Edy Reja, que nesses quase dois anos como treinador esteve prestes a sair diversas vezes. Aos trancos e barrancos, se manteve no cargo, mesmo após perder cinco dérbis seguidos. Finalmente poderá dormir em paz.

A Roma de Luis Enrique ainda é um canteiro de obras. Oito dos onze titulares jamais haviam jogado o dérbi da capital – quer um indicativo melhor do que esse? O time, jovem demais, peca pela inexperiência. Kjaer é o melhor exemplo. Tem 22 anos e já deixou claro que será um grande zagueiro, mas precisa controlar o nervosismo e os blecautes. Falhou apenas duas vezes na partida: na primeira, acabou salvo por Cassetti; na outra, cometeu um pênalti bobo e acabou expulso.

Jogar com um a menos por 45 minutos condicionou a partida romanista. Luis Enrique tinha voltado a apostar em um jogo mais veloz e com menos posse de bola. Com dez jogadores, a Roma não conseguiu manter a superioridade numérica no meio-campo e, aos poucos, se entregou. De Rossi e Pjanic, essenciais para que o time funcione, acabaram sacrificados e caíram de rendimento. Mas basta dar tempo ao tempo. O ciclo da Roma está começando e perder para quem está no auge é normal.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 4 de outubro de 2011 Serie A | 21:01

Quem largou melhor

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No último post, o leitor Mendes pediu uma seleção dos melhores do campeonato até aqui, depois de apenas cinco rodadas. Como o campeonato só volta no próximo dia 15, por causa dos jogos da seleção italiana, resolvi topar. E eu, que pensava que já era difícil fazer uma seleção da Serie A completa, descobri que é ainda mais difícil escolher os melhores de 13,2% do torneio.

Eis a seleção Tripletta na primeira parada do campeonato. Quem sabe na próxima pinta outra?

Barzagli (Zimbio)

Ótima fase levou Barzagli de volta à seleção

Goleiro: Handanovic (Udinese). Só um gol sofrido após cinco jogos. É claro que a toda defesa friulana está de parabéns, mas o número é baixo assim por causa do esloveno Handanovic, um dos melhores goleiros do mundo, autor de defesaças que seguraram o empate contra o Milan e também garantiram um ponto contra o Cagliari.

Zagueiros: Campagnaro (Napoli) e Barzagli (Juventus). Superação é a marca da dupla. O argentino Campagnaro sofreu um grave acidente automobilístico durante as férias, mas ressurgiu das cinzas. Bem na defesa, ainda marcou gols decisivos nas vitórias fora de casa sobre Cesena e Inter. Barzagli, tão criticado no fim da temporada passada, recuperou o ótimo futebol dos tempos de Palermo e tem eclipsado um inconstante Chiellini.

Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Zúñiga (Napoli). Depois de tantas tentativas, finalmente a Velha Senhora encontrou alguém para resolver o problema na posição. Verdadeiro guarda suíço, Lichtsteiner defende muito bem e até marcou gol contra o Parma. Zúñiga não para de melhorar. O colombiano não tinha espaço no lado direito, então se adaptou muito bem à esquerda, onde Dossena vinha patinando.

Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari). Difícil não colocar alguém da Atalanta nessa meiúca, mas os três nomes merecem a escolha. Metrônomo juventino, Pirlo recuperou a condição física e o futebol refinado. De Rossi transformou-se no homem que dá duas caras a uma Roma que tem ganhado eficiência: com ele mais recuado, o 3-4-1-2 vira 4-3-1-2 nos momentos com posse de bola. E Nainggolan mostrou porque já apareceu até na mira do Real Madrid. Incansável, segura a barra de um Cagliari ofensivo, com praticamente três atacantes, esbanjando fôlego e poder de marcação aliados a uma boa técnica na saída de bola.

Atacantes: Palacio (Genoa), Denis (Atalanta) e Cerci (Fiorentina). O argentino Palacio é o melhor jogador do campeonato até aqui, na opinião deste blogueiro. Ele marcou cinco gols e deu quatro assistências. O Genoa tem nove gols, então faça as contas. Denis é outro argentino escolhido. Depois de fracassar no Napoli e na Udinese, finalmente o centroavante começou a marcar gols na Itália. Foram quatro até aqui, que garantiram seis pontos à Atalanta. E por falar em redenção, Cerci é o último dos selecionados. Vaiado no último jogo da temporada passada, o atacante está com fôlego inesgotável e finalmente aprendeu a marcar gols. A média de Cerci na Serie A era de 0,15 gols por jogo. Em 2011-12, está em 0,6. Ótimo começo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 17 de setembro de 2011 Internazionale, Roma, Serie A | 18:04

Sobe e desce

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Muito se discutiu sobre as tais “filosofias de jogo” de Gasperini e Luis Enrique, nos últimos dias. Inter e Roma empataram sem gols, na noite deste sábado, mas a partida foi suficiente para mostrar avanços e recuos nas duas equipes.

Kjaer e Forlán (AP)

Kjaer, o melhor em campo, contra Forlán, que não é Eto'o

A Roma sobe. Há o que criticar, é claro. A fase ofensiva precisa ser trabalhada, pois o time ainda se movimenta pouco quando tem a bola. Mas já dá para notar que o passe tem sido valorizado e que até gente como Lobont se esforçou para não entregar a bola de graça. E algumas escolhas parecem inacreditáveis: por que Taddei e Osvaldo continuaram em campo?

Personalidade não faltou para o time giallorosso, que marcou bem, fez do Giuseppe Meazza sua casa e conseguiu tocar a bola por quase um minuto, sem grandes problemas. De Rossi e Kjaer, melhores em campo, deram a consistência defensiva que faltava numa espécie de 3-4-1-2 que lembra um pouco aquele esquema do último título italiano da capital, há dez anos. Agora “basta” acertar o ataque. Com um pouco de tempo, será uma bela Roma.

A Inter desce. Bastante. Se os jogadores pareciam perdidos, o que dizer do treinador? A última escolha de Gasperini é difícil de entender. Tudo bem, o meio-campo nerazzurro estava frágil, mas a entrada de Muntari no lugar de Forlán não ajudou muito. Até porque o ganês teve que atuar bem mais avançado do que o habitual. Fracassou, é claro.

Taddei mostrou sérios problemas ao jogar improvisado como lateral esquerdo, mas a Inter não conseguiu forçar tanto o jogo por ali. Gasperini optou por Jonathan e o brasileiro acabou se centralizando demais. Lobont não deu segurança alguma ao gol romanista, ainda assim ninguém tentava dividir com ele. Uma Inter sem ideias, com pouco jogo e muitas vaias. O fim da linha está próximo para Gasperini. E ele fez por onde.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

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