Convocação | Futebol Italiano

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Seleção italiana | 12:56

Testes adiados

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Se alguém esperava qualquer surpresa na última convocação de Cesare Prandelli, se decepcionou. A única novidade é Cigarini, da Atalanta, que entrou no lugar de Mauri, lesionado. Barzagli, zagueiro da Juventus e melhor beque nas cinco primeiras rodadas do campeonato, também foi chamado, mas dificilmente terá espaço.

Cigarini ganha espaço com ótima fase da Atalanta (Diretta News)

Em ótima fase na Atalanta, Cigarini pode ter chance com a camisa azzurra

A Itália já está classificada para a Eurocopa e disputará os dois últimos jogos do grupo (contra Sérvia e Irlanda do Norte) apenas para cumprir tabela. Como os rivais ainda têm chance de classificação, Prandelli decidiu não fazer testes, para “não falsear a ordem do grupo”. Bom para o esporte e para um time que precisa mais ganhar corpo do que encontrar novas peças.

E se é para ganhar corpo, fica difícil entender a convocação de Cigarini. O meia de 25 anos surgiu muito bem no Parma, mas depois desapareceu. Nas melhores chances da carreira, fracassou no Napoli e no Sevilla. No 4-3-1-2 de Prandelli, Cigarini pode ser encaixado em qualquer lugar do meio-campo. Um bom reserva para Pirlo, será? Uma opção para a criação, se Montolivo abaixar o nível? Pode ser. Mas mesmo a surpreendente Atalanta tinha opções melhores, como Padoin ou Schelotto.

Os convocados
Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Salvatore Sirigu (Paris Saint Germain).
Defensores: Davide Astori (Cagliari), Federico Balzaretti (Palermo), Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Mattia Cassani (Fiorentina), Giorgio Chiellini (Juventus), Domenico Criscito (Zenit), Christian Maggio (Napoli).
Meias: Alberto Aquilani (Milan), Luca Cigarini (Atalanta), Daniele De Rossi (Roma), Claudio Marchisio (Juventus), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Antonio Nocerino (Milan), Andrea Pirlo (Juventus).
Atacantes: Mario Balotelli (Manchester City), Antonio Cassano (Milan), Sebastian Giovinco (Parma), Giampaolo Pazzini (Inter), Giuseppe Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

domingo, 20 de março de 2011 Seleção italiana | 17:49

Hipocrisia azzurra

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Daniele De Rossi (Foto: Getty Images)

Vice-capitão da seleção italiana, De Rossi é (ou era) pilar do time de Prandelli

Cesare Prandelli anunciou hoje a lista de convocados para os próximos jogos da seleção italiana: Eslovênia (eliminatórias para a Euro, em Ljubljana, dia 25) e Ucrânia (amistoso, em Kiev, dia 29). Como antecipado por todos os jornais do país, De Rossi e Balotelli ficaram de fora por motivos disciplinares.

O motivo? Violaram o código ético implantado por Prandelli quando o técnico chegou. As regras foram definidas junto de alguns “senadores” do elenco: Zambrotta, Pirlo, Palombo e o próprio De Rossi. “Quem joga na seleção representa todo o país e deve ser sempre um modelo, por isso comportamentos errados não serão mais tolerados”, garantiu Prandelli na época.

O problema é que fica difícil manter este código ético acima do bom senso. De Rossi e Balotelli não foram convocados pela conduta violenta demonstrada em partidas pela Roma e pelo Manchester City. Digamos que os dois representam um modelo para o país. Mas o país preferiria ser representado por dois grandes jogadores, fundamentais no elenco de Prandelli, ou por seus reservas? A partida contra a Eslovênia, fora de casa, vale a primeira posição do grupo C das eliminatórias e pode ser decisiva.

Não há um grande nome no meio-campo azzurro e, hoje, pode-se dizer que De Rossi é imprescindível. A dupla da Juventus (Aquilani e Marchisio) vive má fase, Mauri tem ficado na reserva da Lazio, Montolivo faz sua pior temporada nos últimos anos e Thiago Motta ainda se adapta à “nova nacionalidade”. Os dois jogadores em melhor fase no setor são os novatos Nocerino e Parolo, que ainda buscam espaço – o último é estreante em convocações.

A ausência de Balotelli deve ser menos sentida. A seleção conta com Rossi e Pazzini, dupla em ótima fase, e ainda tem como opções Cassano e Giovinco para criar o jogo e Matri e Gilardino para finalizá-lo. Ainda assim, dá para justificar a ausência de Di Natale? Idade à parte, não dá para simplesmente descartar quem fez mais de 50 gols nos últimos dois anos.

Se qualquer “conduta violenta” for motivo para sacar jogadores da seleção italiana, o clima por lá pode ficar instável gratuitamente. O código ético é uma boa sacada de segurança, mas não seria melhor oferecer apoio psicológico aos jogadores que representariam um modelo ao país? Antes assim do que esbarrar na hipocrisia: antes dois “violentos” em campo do que uma derrota decisiva, convenhamos.

Os 25 de Prandelli
Goleiros: Buffon (Juventus), Sirigu (Palermo), Viviano (Bologna);
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Chiellini (Juventus), Criscito (Genoa), Gastaldello (Sampdoria), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter), Santon (Cesena);
Meio-campistas: Aquilani (Juventus), Marchisio (Juventus), Mauri (Lazio), Montolivo (Fiorentina), Thiago Motta (Inter), Nocerino (Palermo, Parolo (Cesena);
Atacantes: Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Matri (Juventus), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 6 de fevereiro de 2011 Azzurra, Internazionale | 19:58

E aí, Fifa?

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Thiago Motta e Leonardo

Com Leonardo, Thiago Motta virou titular absoluto e correspondeu às expectativas

A convocação de Cesare Prandelli para o amistoso contra a Alemanha (quarta-feira, em Dortmund) trouxe três novidades: as primeiras chamadas dos atacantes Giovinco (Parma) e Matri (Juventus) e do brasileiro Thiago Motta (Inter), único estrangeiro entre os 23 da lista. Surpresa foi Marchisio ter ficado de fora.

Autor de um dos gols da Inter na vitória sobre a Roma, Thiago Motta foi criado nas categorias de base do Barcelona, mas uma série de lesões minou o futuro dele pelo clube. Na Itália, fez uma temporada espetacular pelo Genoa e está em grande fase pela Internazionale. Há pelo menos dois anos, surge com certa frequência a notícia de que Motta aceitaria uma convocação, que Prandelli o convocaria, juras de amor constantes. Afinal de contas, o meia de 28 anos nunca jogou pela seleção brasileira.

Errado. No vice-campeonato brasileiro da Copa Ouro de 2003, Motta participou das duas primeiras partidas, contra México e Honduras. E não foi lá muito bem, diga-se de passagem. Preocupada com o Pré-Olímpico para Atenas 2004, a CBF optou por enviar àquele torneio uma seleção sub-23 – sim, aquela mesma que fracassaria no Pré-Olímpico. Junto de Diego, Robinho e Kaká, Motta foi chamado por Ricardo Gomes.

O fato de a CBF ter mandado a seleção sub-23 não muda o ponto de que a Copa Ouro é um torneio oficial, de “adultos”. O artigo 18 do estatuto da Fifa (página 69) permite a um atleta jogar por uma seleção nas categorias de base e ir para a outra quando chegar ao time adulto. Com a convocação de Prandelli, a Federação Italiana (FIGC) bota pressão na Fifa, esperando a interpretação da entidade. Há boatos de que a CBF poderia dar um parecer defendendo que Motta jamais atuou pela seleção principal brasileira. Mas a regra a clara: poder, não pode. A Fifa vai liberar?

Atualizado na segunda-feira (7) à tarde: é, a Fifa liberou.

Os 23 de Prandelli
Goleiros: Buffon (Juventus), Sirigu (Palermo) e Viviano (Bologna);
Defensores: Astori (Cagliari), Bonucci (Juventus), Cassani (Palermo), Criscito (Genoa), Chiellini (Juventus),  Maggio (Napoli) e Ranocchia (Inter);
Meio-campistas: Aquilani (Juventus), De Rossi (Roma), Giovinco (Parma), Mauri (Lazio), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo) e Palombo (Sampdoria);
Atacantes: Borriello (Roma), Cassano (Milan), Matri (Juventus), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,