Cesena | Futebol Italiano

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Bologna, Cesena, Parma | 15:10

SdV, parte 6: Acredite, eles estão no campeonato

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A galera da Emília-Romanha também merece espaço no Show da Virada (SdV) do Tripletta. Mais da metade dos times do Campeonato Italiano já passaram por aqui e eu tenho certeza de que você deve se lembrar de quase todos. Mas o trio que vem por aí tem feito um campeonato de coadjuvante:

Parma (13º lugar, 19 pontos, 21 gols marcados e 26 sofridos em 16 jogos)

Sebastian Giovinco (Getty Images)

Sebastian Giovinco

Nenhuma equipe da Serie A – nem a Fiorentina de Jovetic – representa tão bem a figura do exército de um homem só quanto o Parma de Giovinco. O problema é que a Formiga Atômica ainda não tem cacife para carregar o time nas costas. Junto de Floccari, é o jogador que mais perde a bola em todo o campeonato (em média, 3,1 vezes por jogo). Mesmo assim, marcou sete gols e deu seis assistências.

Quando Giovinco vai mal, o Parma desanda. Não há ninguém para segurar o rojão, mesmo que toda a marcação se dirija ao camisa 10. Um dos poucos a se salvar é Biabiany, o maior driblador do campeonato (3,7/jogo). O elenco é grande e “coeso”, como diria Tite, mas isso gera sérios problemas de continuidade. Muita gente de nível parecido acaba dividida entre o time titular e as tribunas de honra. Vinte e cinco atletas já foram utilizados e dois (Brandão e Marqués) sequer entraram em campo.

O trabalho contestável na rotatividade do elenco tem causado problemas para Colomba, que não é mais indiscutível no cargo. Deixar o habilidoso Marqués de lado tem causado polêmica, afinal o jogador saiu do time por lesão em novembro de 2010 e não ganhou nenhuma chance de voltar. Mas o principal problema está na gestão de Crespo. O centroavante argentino não se lesionou, mas mesmo assim jogou apenas 65 minutos, em 16 jogos. Conhecido por salvar times, Colomba vai mostrando que planejamento é seu calcanhar-de-Aquiles.

Bologna (17º lugar, 15 pontos, 14 gols marcados e 24 sofridos em 16 jogos)

Jean-François Gillet (Getty Images)

Jean-François Gillet

Depois de três temporadas sendo salvo graças aos gols do veterano Di Vaio, bem que alguém do Bologna poderia ter pensado que já era a hora de pensar em um plano B. Mas esqueça, ninguém parece ter tido essa ideia. Se o time rossoblù ainda está fora da zona de rebaixamento, deve muito a seu infindável capitão. Ele tem uma média de nove gols por semestre, pelo Bologna. Neste, marcou só quatro. Quando deixou o dele, foram duas vitórias e dois empates.

Pioli, quem diria, foi essencial para a ressurreição de Di Vaio. Contratado para o lugar do fraquíssimo Bisoli, há dois meses, o mesmo técnico escorraçado do Palermo na pré-temporada tem melhorado o rendimento ofensivo da equipe. Desde que ele chegou, Di Vaio fez três gols em seis jogos, contra apenas um tento nas dez partidas anteriores. O comandante terá outros desafios, ainda mais complexos. Sorte dele ter um goleiro como Gillet, que não deixou a torcida ter saudades de Viviano.

Talvez o maior deles seja aumentar a posse de bola da equipe, a pior no quesito entre os 20 times da Serie A. Sem alguém no meio-campo que consiga entender a função de uma bola de futebol, o time sofre para segurá-la. Nos jogos em casa, teve uma média de 43,5% de posse. A crise de abstinência também leva o Bologna a ser o time mais faltoso do torneio (17,8 faltas cometidas por jogo) e ter o jogador mais advertido do campeonato (Pérez, com nove amarelos). É preciso se impor: deixar a onda levar não salva ninguém da queda.

Cesena (19º lugar, 12 pontos, 8 gols marcados e 20 sofridos em 16 jogos)

Adrian Mutu (AP)

Adrian Mutu

Pelos desastres recentes, Marco Giampaolo merece ter caçada sua patente de treinador de futebol. Depois de fracassos retumbantes no Catania, no Siena e no Cagliari, chegou a vez do homem de fala mansa instalar o caos no Cesena. Ele durou dez rodadas, nas quais a equipe passou sete na lanterna da competição. Giampaolo tinha ideias estranhas e realmente tentou implantá-las.

A maior “falha”, para pegarmos leve com o homem, foi apostar em Mutu como centroavante. O Cesena fez milagre para conseguir contratar o romeno e Giampaolo decidiu que ele seria o Messi do Dino Manuzzi. Escalou Mutu como “falso 9″, mas se esqueceu que o Cesena não é lá um leito de criatividade. A bola não chegava nele, ele não entrava no jogo e o Cesena perdia, perdia, perdia.

Pois bem, Giampaolo acabou devidamente demitido, contrataram Arrigoni e é claro que o time deu uma levantada – como sempre acontece quando Giampaolo é demitido, vale lembrar. Até Parolo, que cavou vaga na seleção italiana na temporada passada, voltou a jogar bola. Mas o importante é que Arrigoni descobriu que Mutu deve jogar para o time, e não o contrário. Trocou o 4-3-3 por um 4-4-2 ortodoxo, o romeno passou a jogar bem, o Cesena venceu três dos últimos seis jogos e Mutu marcou três dos quatro gols do time nessa vitórias. Não atrapalhar é a melhor forma de ajudar.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 10 de setembro de 2011 Cesena, Napoli, Serie A | 17:56

Messi, eu?

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Adrian Mutu (Getty Images)

Mutu já teria de chamar a responsabilidade. Aí recebeu mais alguns quilos nos ombros

Pouco antes de a temporada começar, o treinador do Cesena disse que Mutu seria o Messi da equipe. “Deve ficar livre para fazer o que quiser e o time deve se adaptar aos seus movimentos”, pregou Giampaolo. Depois da derrota por 3 a 1 para o Napoli, já descobriu que o romeno até pode ser Messi… Mas aquele que joga na seleção argentina.

O gol que abriu o placar do jogo foi construído num lance em que Mutu veio de trás e lançou Éder. No resto da partida, o romeno ficou bem isolado e não conseguiu fazer o ataque do Cesena funcionar. Ele tinha de chamar a responsabilidade, mas só acertou 20 passes durante todo o jogo. Para efeito comparativo, Hamsík jogou meia hora pelo Napoli e fez 30 passes. Completou todos.

É só a estreia na Serie A, mas se o bom dia já se vê de manhã, o Cesena não anima tanto assim. No outro jogo oficial da temporada, a vitória por 1 a 0 sobre o Ascoli, na Coppa Italia, foi suada e só veio na prorrogação. Giampaolo quer ousar e mexeu demais nas engrenagens de um time que funcionava bem, na temporada passada. Só que ele também não é Guardiola.

Curtas
- Fora de casa? Que nada. No Dino Manuzzi lotado, 7 mil lugares foram ocupados por torcedores do Napoli – quase um terço da capacidade do estádio. O Cesena era vaiado quando atacava e levou olé no segundo tempo.

- Finalmente Mazzarri mostrou alternativas para seu Napoli. O time jogou por cerca de 15 minutos num 4-2-3-1, com Lavezzi e Pandev pelas pontas. A falta de opções era um problema sério.

- O Napoli não vencia na estreia desde 1994, quando bateu a Reggiana por 1 a 0. Adeus, tabu.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 11:20

Italianão, prévia da 2ª rodada

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Com quase 15 dias de atraso, a Serie A começa nesta sexta-feira (9/9), com Milan x Lazio, no estádio Giuseppe Meazza. Por causa daquela greve sem sentido, a segunda rodada abre o campeonato e a primeira ainda não tem data para ser disputada.

E nosso bolão também terá início. Ao fim da temporada, o Tripletta e a parceira Liga Retrô oferecerão uma camisa retrô do Genoa, a do título italiano de 1915, a quem vencê-lo. Se você ainda não se cadastrou, basta clicar aqui, começar a apostar e avisar os amigos. Imperdível, não?

Hernanes (Getty Images)

Com responsabilidade dividida, Hernanes terá mais espaço para brilhar na Lazio

Na abertura do certame, o Milan deve entrar em campo com a mesma base da temporada passada. Dos recém-chegados, só Aquilani e El Shaarawy ficarão no banco. A Lazio terá pelo menos três novidades no time titular: o lateral direito Konko e os atacantes Cissé e Klose. A dupla ofensiva é a esperança da torcida para que a águia voe mais alto. O goleiro Marchetti cumprirá suspensão. Ele acabou expulso na última partida que fez, pelo Cagliari, em uma partida do time primavera.

O sábado verá um Cesena de ataque reformulado. Os estreantes Éder, Mutu e Martínez puxarão os galões pela equipe alvinegra, que receberá um Napoli bem reforçado no meio-campo. Inler e Dzemaili podem ser o que faltava para que o ex-time de Maradona dispute o título de forma séria.

Das oito partidas de domingo, as três mais chamativas terão transmissão na TV. Será o dia da inauguração da Juventus Arena, belíssimo estádio que pode ser a pedra fundamental na reconstrução do clube. Teremos a volta do ídolo Conte a Turim, agora como treinador.

Também veremos a  ”Roma norte-americana”, que estreará seis contratações recentes no time titular, enfrentar um Cagliari com problemas no ataque, pois Larrivey está suspenso e Thiago Ribeiro ainda não foi regularizado. (Atualização: conseguiram acertar os documentos de Thiago, na tarde de hoje). Para fechar, um tira-teima entre dois times que parecem enfraquecidos: Palermo e Inter terão de vencer para superar as desconfianças deste início da temporada. Mangia e Gasperini chegarão a comer o panetone ou serão mandados para a forca antes do natal?

Programação da TV
Sexta, 9/9
às 15h45, Milan x Lazio – ESPN Brasil e Rai

Sábado, 10/9
às 15h45, Cesena x Napoli – RedeTV! e Rai

Domingo, 11/9
às 7h30, Juventus x Parma – ESPN, ESPN HD e Rai
às 10h, Roma x Cagliari – ESPN, RedeTV! e Rai
às 15h45, Palermo x Inter – ESPN Brasil, SporTV e Rai

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado!)
Catania 2×0 Siena
Cesena 1×1 Napoli
Chievo 1×0 Novara
Fiorentina 3×1 Bologna
Genoa 2×2 Atalanta
Juventus 2×0 Parma
Lecce 1×3 Udinese
Milan 2×0 Lazio
Palermo 1×2 Inter
Roma 2×1 Cagliari

E você, apostou em quem no nosso bolão?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Serie A | 12:32

Guia do Campeonato Italiano 2011-12

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Que os presidentes dos times italianos são (no mínimo) passionais, não é segredo pra ninguém. Com um mercado de poucas emoções foi o último, os homens da grana viraram manchete. Compra da Roma, troca de farpas entre a Inter e a Juventus, politicagem no Milan, crises no Palermo, na Fiorentina e no Bologna, revoltas no Cagliari e no Napoli, o cabo-de-guerra entre clubes e jogadores que adiou o início de campeonato… O “presidencialismo” está em alta.


Famiglia Corleone (Wikia)

Zamparini, Berlusconi, Agnelli e Accornero, digam "xis"!

Para elencar as 20 equipes que disputarão a próxima Serie A, que começa nesta sexta-feira, o Tripletta apresentará a você os presidentes de todos os clubes do Italianão. E não é só isso: para efeito comparativo, os manda-chuvas serão transportados ao universo mafioso d’O Poderoso Chefão, obra-prima de Mario Puzo que virou trilogia na brilhante adaptação de Francis Ford Coppola na telona. Deixe a arma, pegue o cannoli e…

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Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Serie A | 00:01

Boletim do mercado de verão

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A janela de transferências na Itália se fechou nesta quarta-feira. Eu poderia escrever um texto enorme para abrir este post, mas você pularia direto para as notas de cada clube, certo? Então não vamos perder tempo:

Alberto Aquilani

Milan será quarto time de Aquilani nos últimos quatro anos

Milan, nota 8,5: a melhor equipe da Itália ainda não está no nível do Barcelona ou do Manchester United, mas não tem rivais no país. Quatro dos contratados vêm (no papel) para a reserva. Um luxo e tanto ter Mexès, Aquilani e Nocerino no banco, não? Taiwo pode melhorar a lateral esquerda e El Sharaawy tem tudo para surpreender. Faltou, no máximo, um lateral direito.

Napoli, 8: a grande ação no mercado foi manter Hamsík, Lavezzi e Cavani. O resto é lucro. Inler e Britos elevarão o nível no meio-campo e na zaga, respectivamente. Pandev, Santana e Dzemaili serão opções de luxo para o banco. Fideleff, Fernández e Chávez poderão demonstrar ao que vieram. Mas por que raios Trezeguet não foi contratado? Lucarelli e Mascara não são suficientes.

Lazio, 8: pouco barulho e muita ação. Faltava um goleador e chegaram Klose e Cissé, que juntos têm 455 gols na carreira. Faltava um goleiro, um volante reserva, um substituto para Lichtsteiner… Marchetti, Cana e Konko foram contratados. As saídas de Foggia, Floccari e Zárate tendem a ajudar na gestão do elenco, mas a torcida lamentou muito a saída do argentino.

Atalanta, 7,5: melhor mercado entre as equipes provincianas. O ataque, ponto fraco do time campeão da Serie B, ganhou Denis e Moralez – o argentino pode ser uma das ótimas surpresas do campeonato. A defesa terá o ótimo Lucchini e o meio-campo, que lamentará a perta de Barreto, poderá contar com Brighi e Cigarini, conquistas do último dia de transferências. Será fácil se salvar.

Juventus, 7,5: o elenco está consideravelmente mais forte e contratações como Pirlo, Vidal e Vucinic mostraram boas coisas na pré-temporada. As chagadas de Elia, Giaccherini e Lichtsteiner também animam. Existem ideias e um projeto, mas também muitas dificuldades. Amauri, Iaquinta, Pepe e Ziegler continuaram na equipe, contra a vontade de Conte. Ainda falta um zagueiro.

Cesena, 7: se no ano passado o Cesena já animou, imagine agora. O ataque recebeu os melhores reforços. Mutu ainda pode ser um jogador excepcional e Martínez e Éder terão a chance de se recuperar em um ambiente mais tranquilo. A permanência de Parolo é uma boa notícia para o meio-campo, que contará com Candreva. E Comotto dará segurança à lateral direita.

Zé Love

Giuseppe Amore, o novo artilheiro do Genoa. Ou não

Genoa, 7: pra variar, mais de um time titular foi contratado. Mesmo assim, não há um centroavante decente para a torcida que sonhou com Gilardino e acordou com Caracciolo – desconsideremos Zé Eduardo. Mas o problema é só esse. As chegadas de Frey e Bovo devem dar um jeito na defesa que andou se perdendo. O meio-campo ficará fortíssimo com Birsa, Seymour e Constant.

Inter, 6,5: Forlán e Zárate são ótimos jogadores, mas não substituirão Eto’o. Principalmente se este insano 3-4-3 for mantido. O meio-campo idoso ganhou Poli, mas talvez seja pouco. Álvarez e Castaignos são mistérios a serem descobertos. Tassi (16 anos) é uma ótima aposta para o futuro. Mas, neste mercado, a Inter deu um passo para trás.

Roma, 6,5: um mercado atípico, com quatro contrações em 12 horas. Em relação à temporada passada, são 14 caras novas e 11 saídas. A revolução foi feita, agora é descobrir como Gago, Pjanic, Borini, Lamela, Bojan e Osvaldo se encaixarão do meio para a frente. A nota é menor por causa do péssimo mercado de saídas. Vucinic se foi barato demais e Borriello, Okaka e Simplício, inacreditavelmente, continuam no elenco. E o reserva de José Ángel tende a ser Taddei.

Bologna, 6,5: difícil dizer o que esperar de uma defesa que perdeu Britos e terá de contar com Antonsson, que estreará em uma grande liga aos 30 anos. Mas o ataque desequilibra. Ramírez e Di Vaio continuam, agora com companhia nova de Acquafresca, Diamanti, Kone e Vantaggiato. A saída de Della Rocca deixou um gosto amargo na boca do torcedor.

Catania, 6: o mais importante foi conseguir segurar o milagroso diretor esportivo Pietro Lo Monaco, que até tinha dito que sairia. Legrottaglie é um bom reforço para a zaga, ainda que não substitua Silvestre. O retorno de Bergessio é ótimo para o ataque, que terá que descobrir em que condições chega Suazo. O jovem Keko pode surpreender.

Chievo, 6: ano após ano, o Chievo se mantém na Serie A com a mesma base. Desta vez, quase tudo mudou. Várias promessas (Paloschi, Dramé, Bradley, Grandolfo) terão de aparecer para garantir que a fuga do rebaixamento não seja complicada. A defesa será o ponto de força, já que Sardo e Sorrentino ficam e a chegada de Acerti é animadora.

Massimo Oddo

É, Oddo, a situação ficou complicada. Pronto para voltar para a segundona?

Lecce, 6: as novidades animam, a carteira de identidade, não. Di Francesco, treinador estreante na Serie A, recebeu os jovens Pasquato, Giandonato, Strasser, Cuadrado e Muriel. Para balancear, o veterano lateral direito Oddo foi a grande contratação do último dia de mercado e o zagueiro Carrozzieri tentará se recuperar. O goleiro Julio Sergio conseguiu um time para ser titular.

Parma, 5,5: a permanência de Giovinco animará uma cidade que vai se reacostumando à Serie A. Pellè e Floccari terão a chance para a consagração, no ataque, enquanto Valdés volta de Portugal como ótima aposta para o meio-campo. Difícil é entender como o clube se privou tão facilmente do promissor Borini, que durou pouco mais de um mês antes de ser negociado com a Roma.

Udinese, 5,5: Sánchez, Inler e Zapata renderam 60 milhões de euros, mas o dinheiro não foi reinvestido e o elenco, novamente, foi rechado de jovens. Vai funcionar de novo, com o time na disputa da Liga Europa? A nova promessa é Torje, “o Messi romeno”. A defesa ganhou os brasileiros Neuton e Danilo, que podem dar bons frutos. O “fantasista” Fabbrini é uma ótima aposta.

Novara, 5,5: o elenco parece um combinado de jogadores em busca de revanche pessoal. Muito mudou desde a boa equipe que subiu de divisão, o que pode ser preocupante. Bertani e González são perdas irreparáveis para o ataque, pois Granoche, Morimoto e Meggiorini não dão segurança. A defesa ganhou em experiência, com Paci e Dellafiore. Mas o meio-campo ainda é fraco.

Siena, 5: muitas apostas, poucas certezas. Na pré-temporada, D’Agostino mostrou que será o craque solitário do time. Terá a ajuda de Mannini. O jovem goleiro Brkic, recém-chegado, é rodeado de dúvidas. A defesa terá de apostar Angella, Milanovic, Contini e Belmonte – experiência não faria mal. No ataque, a torcida torce para que González e Destro bastem para fazer par com Calaiò.

Massimo Cellino

Dig din dig din dig din: Cellino

Cagliari, 5: o caos na Sardenha não tem hora para acabar, graças ao presidente Cellino. A demissão de Donadoni jogou fora o projeto anterior e traz incógnitas. Como Biondini será aproveitado, afinal? Ekdal, Ibarbo e El Kabir conseguirão vingar, com tanta pressão? Thiago Ribeiro é isso tudo? Alguém conseguirá substituir Lazzari? A caixa de comentários tá aí, fique à vontade.

Fiorentina, 4,5: por fim, Montolivo, Gilardino, Vargas e Cerci não saíram. Péssima notícia. A geração-Prandelli se encerrou há tempos, mas falta a pá de cal. Contratações como as de Munari, Santiago Silva e Rômulo não são exatamente o que a torcida esperava para um grande salto de qualidade. Lazzarri e Nastasic podem ser boas surpresas. Cassani é a única certeza.

Palermo, 3: o presidente Zamparini havia prometido uma equipe que lutasse pelas primeiras colocações. Mas os 43 milhões que Pastore rendeu devem estar bem guardados. Bovo, Cassani, Nocerino e Sirigu também se foram, assim como o treinador, Pioli. Serão substituídos por Cetto, Aguirregaray, Mantovani, Tzorvas, Zahavi, Álvarez. Dos recém-chegados, só Silvestre, Della Rocca e Barreto se salvam. Tudo mudou.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 21 de agosto de 2011 Coppa Italia | 23:00

Aquecimento

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O Campeonato Italiano só volta no próximo fim de semana, então as equipes vão entrando na reta final das preparações. Como o mercado se fechará três dias após a primeira rodada, as impressões dessa fase de testes acabam se tornando mais relevantes. Além dos amistosos e das eliminatórias europeias, 12 dos 20 times da Serie A finalmente estrearam na Coppa Italia – os oito primeiros da temporada passada só entram nas oitavas-de-final.

Bologna (Getty Images)

O Bologna estreou novo uniforme com vitória suada sobre o Ascoli

O terceiro turno da Coppa Italia causou algumas quedas de respeito: dois times da Serie A já deram adeus ao torneio. A Atalanta perdeu em casa para o Gubbio (4 a 3, com expulsão de Tiribocchi e boa estreia do argentino Maxi Moralez) e o Lecce, também em casa, caiu para o Crotone (2 a 0). A Sampdoria, recém-rebaixada, foi outra eliminada. Perdeu para o Empoli de um renascido Tavano, por 2 a 1.

Novara (4 a 0 na Triestina), Cagliari (5 a 1 no Albinoleffe, com três de Larrivey) e Parma (4 a 1 no Grosseto, com dois de Crespo) passearam em casa. Dos times da primeira divisão, o Cesena foi o que mais passou sufoco: Bogdani marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ascoli no penúltimo minuto da prorrogação. O Bologna também penou e só conseguiu o gol da virada sobre o Padova nos acréscimos do segundo tempo, com o bom meia Della Rocca.

Ah, os brasileiros: nossos compatriotas foram coadjuvantes nesse fim de semana. Dos 59 gols marcados, só três vieram daqui – nenhum de peso considerável. O zagueiro Emerson (ex-Caxias) estreou na Reggina e marcou um gol inútil na derrota por 2 a 1 para o Modena e o atacante Jonathas (ex-Cruzeiro) abriu o placar para o Brescia que levou virada do Catania. Só Nenê (ex-Santa Cruz e Cruzeiro) decidiu: marcou o primeiro dos cinco gols do Cagliari.

É isso. O torneio só volta no fim de novembro, com o quarto turno. E as equipes grandes só entram nas oitavas-de-final, em dezembro. Então esqueçam a Coppa Italia depois desse post, falaremos dela daqui a alguns meses.

Quarto turno

Bologna x Crotone (o vencedor enfrenta a Juventus nas oitavas-de-final)
Fiorentina x Empoli (Roma nas oitavas-de-final)
Parma x Hellas Verona (Lazio nas oitavas-de-final)
Catania x Novara (Milan nas oitavas-de-final)
Cagliari x Siena (Palermo nas oitavas-de-final)
Chievo x Modena (Udinese nas oitavas-de-final)
Genoa x Bari (Inter nas oitavas-de-final)
Cesena x Gubbio (Napoli nas oitavas-de-final)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Serie A | 10:46

Quem manda é o norte

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(Kataweb)Como o norte italiano é consideravelmente mais rico que o sul (na Lombardia, o PIB per capita é de mais de 25 mil euros; na Sardenha, menos de 16 mil), é normal que haja uma espécie de predomínio setentrional na Serie A.

Com a queda do Bari e a promoção do Novara, serão 11 times do norte italiano na próxima Serie A. O maior número desde a temporada 2002-03, quando foram 13 equipes em um campeonato com 18 times.

A grana do norte, sempre mais desenvolvido que o sul, também ajuda a explicar a distribuição dos títulos italianos: nos últimos 50 anos, só oito títulos fugiram do eixo. E o futebol vai afunilando…

Serie A 2011-12

Noroeste: Atalanta, Genoa, Inter, Juventus, Milan e Novara
Nordeste: Bologna, Cesena, Chievo, Genoa e Parma
Centro: Fiorentina, Lazio, Roma e Siena
Sul: Lecce e Napoli
Ilhas: Cagliari, Catania e Palermo

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Serie A | 12:00

Contagem progressiva: Os onze melhores da Serie A

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Thiago Silva (AP Photo)

É nóis na fita, Thiago

Quatro jogadores da Udinese, três atletas do Milan e mais um representante de Inter, Napoli, Palermo e até Cesena: eis a seleção Tripletta do campeonato, comandada pelo treinador… da Udinese, claro. Guidolin merece, após emplacar seu quarteto com facilidade no nosso top 11 – e convenhamos que outros dois ou três poderiam ter pintado por aqui.

Christian Abbiati (Milan)
Goleiro, 33 anos, 35 jogos, 19 gols sofridos. Nem Dida foi um campeão tão low-profile quanto Abbiati, que finalmente conseguiu ser incontestável, após tanto tempo de idas e vindas. Regular durante todo o campeonato, fez partidaças que ajudaram a definir o título. Destaque para o último clássico contra a Inter e o duelo com a Fiorentina, em Florença, no qual fez sete defesas na vitória por 1 a 0 do Milan.

Mauricio Isla (Udinese)
Lateral-direito, 22 anos, 34 jogos, 2 gols, 7 assistências. Difícil escolher o melhor lateral-direito do campeonato. Isla levou, mas não seria absurdo escolher Abate, Maggio ou até Cassani. O jogador da Udinese, meio-campista de origem, se adaptou de vez a uma função mais defensiva e foi tão consistente que fica difícil acreditar que seja o mais jovem entre os 11 escolhidos.

Thiago Silva (Milan)
Zagueiro, 26 anos, 33 jogos, 1 gol, 1 assistência. Se já era bom no primeiro turno, Thiago Silva estraçalhou após a parada de inverno: jogou até de volante e segurou o nível lá em cima. Um dos melhores zagueiros do mundo, o brasileiro foi comparado a Baresi e merece, com honras, o posto de melhor jogador do campeonato. Quem diria que, há cinco anos, ele sofria de tuberculose…

Andrea Ranocchia (Genoa/Inter)
Zagueiro, 23 anos, 34 jogos, 3 gols, 1 assistência. O início de campeonato de Ranocchia foi espetacular, atuando como líder da complicada defesa do Genoa: ele, que já estava prometido à Inter, acabou indo a Milão ainda mais cedo, para substituir o lesionado Samuel. Cumpriu o papel muito bem e mostrou classe mesmo nos piores momentos do clube de Appiano Gentile.

Federico Balzaretti (Getty Images)

Depois de três anos de rosa, vez de vestir azul

Federico Balzaretti (Palermo)
Lateral-esquerdo, 29 anos, 33 jogos, 2 gols, 7 assistências. O show contra o Napoli, com direito a gol e assistência, foi a cereja no bolo da temporada do já experiente lateral, que encerra a temporada com espaço inquestionável na seleção italiana e na mira da tal “nova Roma norte-americana”.

Gennaro Gattuso (Milan)
Volante, 33 anos, 31 jogos, 2 gols, 2 assistências. Difícil achar alguém com espírito mais vitorioso do que Gattuso, que superou a fase terrível sob comando de Leonardo e voltou a ser protagonista. Essencial para cobrir as laterais do Milan, Ringhio evoluiu até tecnicamente e marcou um gol que ditou o rumo da temporada: contra a Juventus, o campeonato tornou-se rubro-negro.

Gökhan Inler (Udinese)
Meia, 26 anos, 35 jogos, 3 gols, 5 assistências. Mais recuado em relação à temporada passada, Inler evoluiu e se converteu em metrônomo da surpreendente Udinese. Poucos meias na Europa estão no nível do suíço em fundamentos como posicionamento e passe. Falta só uma boa temporada na Liga dos Campeões para se tornar referência mundial.

Marco Parolo (Cesena)
Meia, 26 anos, 37 jogos, 5 gols, 4 assistências. Grande revelação da temporada, o jovem nem tão jovem assim cresceu no momento das dificuldades e foi decisivo em vitórias contra a Lazio e a Juventus, fundamentais para que o Cesena se salvasse do rebaixamento. O segundo turno quase perfeito foi a garantia de que Parolo não ficará em Cesena para a próxima temporada.

Alexis Sánchez (Getty Images)

"El Niño Maravilla" Sánchez finalmente mostrou a que veio

Alexis Sánchez (Udinese)
Atacante, 22 anos, 31 jogos, 12 gols, 10 assistências. O que dizer dos quatro gols marcados contra o Palermo ou das duas assistências sobre o Cagliari, em jogos fora de casa? Nada mal para quem começou o campeonato patinando e mudou de posicionamento para se encontrar em campo. Sánchez acabou centralizado, subiu de rendimento e virou objeto de desejo dos gigantes europeus.

Edinson Cavani (Napoli)
Atacante, 24 anos, 35 jogos, 26 gols, 9 assistências. O esquema de notas da Gazzetta dello Sport é bem rígido. Os jornalistas de lá não costumam dar a nota 9 mais de cinco vezes por temporada, para se ter uma noção. Pois Cavani foi avaliado assim três vezes, em jogos complicados contra a Lazio, a Juventus e a Sampdoria. Em Gênova, fez chover: foram três gols e uma assistência no 4 a 0 final.

Antonio Di Natale (Udinese)
Atacante, 33 anos, 36 jogos, 28 gols, 6 assistências. Artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo, Di Natale chegou a uma média de 16,3 gols por temporada na Serie A. Bem mais que Totti, Del Piero e Inzaghi, por exemplo. Além disso, nos 13 jogos de invencibilidade da Udinese no torneio, o capitão marcou 15 vezes. Suficiente?

Francesco Guidolin (Udinese)
Treinador, 55 anos, 20 vitórias, 6 empates, 12 derrotas. Ele já havia treinado a Udinese, 12 anos antes, e terminado na sexta posição da Serie A. Desta vez, conseguiu um feito ainda maior ao recolocar o time friulano na Liga dos Campeões. Guidolin demorou para colocar a Udinese nos trilhos e começou a temporada com quatro derrotas e um empate. Nos meses seguintes, o time deu show e virou um Barcelonazinho ao lado do Mar Adriático. E ele ganhou um contrato até 2015.

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato
10. Dois brasileiros entre as dez melhores contratações da Serie A

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011 Serie A | 08:40

Contagem progressiva: Contratações nota dez

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Edinson Cavani (AP Photo)

Voe, Cavani: uruguaio do Napoli foi o melhor negócio de 2010

E o review da temporada vai chegando ao fim, aqui no Tripletta. Em nossa segunda semana, chegamos ao número dez: as contratações do ano. Muita gente boa, e muita gente boa que ficou de fora por falta de espaço.

A lista começa com Mark van Bommel, holandês contratado em janeiro porque Allegri queria um cão-de-guarda na frente da zaga do Milan. Ele chegou contestado e foi expulso logo na estreia, mas virou ídolo da torcida e peça fundamental para o scudetto. Depois, temos Sebastian Giovinco, que finalmente se livrou da pecha de eterna promessa ao se tornar protagonista de um Parma que, se mantiver as peças, poderá sonhar um pouco mais na próxima temporada.

Josip Ilicic, já escolhido uma das revelações do campeonato, é o mais jovem dos eleitos. Em seguida, que tal Giampaolo Pazzini? Em uma Inter com Milito em baixa, o Pazzo conseguiu uma estreia retumbante, tornou-se xodó da torcida e ainda conseguiu marcar 11 gols em um semestre, número essencial para que o sonho do scudetto continuasse em alta por um bom tempo.

Os brasileiros também estiveram em alta, com destaque para Robinho e Hernanes. O atacante chegou sob desconfiança e se tornou um dos pilares do Milan: soube aproveitar as boas oportunidades e não se importou em ser um ótimo coadjuvante, quando necessário. O meia teve início arrasador e caiu de produção no segundo turno, mas foi o que moveu uma Lazio que finalmente pôde dar seu salto de qualidade.

Na rabeira da classificação, o grande contratado foi o chileno Luis Jiménez. Mesmo jogando fora de posição em uma pá de partidas – e reclamando em público do treinador -, ele terminou a temporada como artilheiro do Cesena e mostrou que tem bola para voltar a um time de alto escalão. De volta ao topo, dois milanistas também merecem destaque: Zlatan Ibrahimovic foi essencial para que o time pegasse no tranco, no início do ano, e manteve a escrita ao vencer o oitavo título nacional consecutivo; Kevin-Prince Boateng deixou de ser um volante dispensável para se tornar o trequartista titular atrás de um ataque estrelado.

Bom mesmo é Edinson Cavani, a melhor contratação da temporada. A torcida do Napoli chiou pela perda do napolitano Quagliarella, mas ganhou um atacante ainda mais prolífico. Além de 26 gols e nove assistências na Serie A, ainda assinalou outros sete gols e duas assistências na Liga Europa. No trio de ouro que empurrou o Napoli à terceira posição, Cavani foi o cara. Ou você discorda?

Balanço da Serie A 2010-11

1. Giampaolo Pozzo, da Udinese, um presidente diferenciado
2. Di Vaio e Nocerino, dupla movida a pilhas Duracell
3. As pinturas de Diamanti, Ibra e Cavani que ficarão para sempre
4. Os gols salvadores de Pazzini, Vucinic e Robinho
5. Selecionável, Parolo lidera a nova geração da Serie A
6. Possível reforço do Botafogo esteve entre os sumidos da temporada
7. Os zagueiros-artilheiros deixaram sua marca
8. Adriano puxa a fila dos bondes cheios de freio
9. O garoto de 19 anos que superou os artilheiros do campeonato

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de maio de 2011 Serie A | 13:45

Contagem progressiva: Revelações de mão cheia

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Radja Nainggolan (Getty Images)

Nainggolan, em menos de um ano, tornou-se outro jogador

Fato: o campeonato italiano tem sérias dificuldades de renovação. Um atleta de 20 anos precisa fazer chover se quiser a titularidade em seu time. Não à toa, entre as cinco grandes revelações da temporada, apenas o zagueiro Camporese é prata-da-casa e teve as primeiras oportunidades como profissional em 2010-11.

Kozák já disputou as segundonas tcheca e italiana, Ilicic era sensação no campeonato esloveno, Parolo está na sétima temporada como profissional e Nainggolan já tinha até jogo pela seleção belga. Se fôssemos falar apenas de jogadores que estrearam em 2010-11, teríamos mais problemas para fazer uma lista de respeito: Camporese estaria ao lado de Merkel (Milan), Destro (Genoa), Sorensen (Juventus) e Acquah (Palermo). Sem mais delongas, vamos aos escolhidos.

5. Libor Kozák, atacante da Lazio
Com 21 anos nas costas, o tcheco de 1,93m fez seis gols e acertou três bolas na trave em 19 jogos nesta temporada. Por alguns momentos, foi até tratado como amuleto. Mas não adiantou muito: ele será emprestado pela Lazio, apesar de ter atuado mais que o capitão Rocchi – e marcado o dobro de gols. O maior problema de Kozák é a dificuldade em jogar como titular, pois rende muito melhor quando entra no segundo tempo. Se conseguir superá-la, se tornará um dos melhores centroavantes da Serie A.

4. Radja Nainggolan, volante do Cagliari
O belga de origem indonésia chegou ao Cagliari sem chamar atenção, em janeiro do ano passado. Não teve oportunidades com Allegri, mas tudo mudou com a chegada de Bisoli, que transformou aquele que não passava que de um Jonílson belga. Em apenas uma temporada, Nainggolan parece ter aprendido a dar bons passes, finalizar e até driblar – tudo isso sem perder a ótima capacidade de marcação e desarme. O Nainggolan que se viu não parecia um jogador de apenas 23 anos. Foram dois gols em 36 jogos. Mais do que Lazzari, Conti, Laner e até Cossu. Um prodígio.

3. Josip Ilicic, meia do Palermo
No último mês de junho, o Maribor pagou 80 mil euros por Ilicic. Dois meses depois, o Palermo investiu 2,2 milhões nele. Agora, diz-se que Chelsea, Inter, Tottenham e Liverpool teriam de pagar 20 milhões para tirá-lo do Palermo. Difícil encontrar uma valorização mais rápida. Meia de 23 anos e canhotinho essencial na dupla com Pastore no 4-3-2-1 de Delio Rossi, Ilicic chamou atenção por dribles de calcanhar e a boa finalização que lhe garantiu oito gols em 34 jogos. O primeiro deles foi marcado contra a Inter, em seu primeiro jogo como titular. Não faltou colhão.

Marco Parolo (Getty Images)

Há dois anos, Parolo era o destaque da terceira divisão. Subiu na vida

2. Michele Camporese, zagueiro da Fiorentina
É bem possível que você veja Camporese com a camisa da seleção italiana em um prazo máximo de dois anos. Titular em todas as seleções de base desde o sub-16, ele já tem lugar na sub-21, mesmo com apenas 19 anos. Se mantiver na próxima temporada o bom nível que apresentou em seus primeiros jogos como profissional, Camporese estará no nível de Ranocchia ou Chiellini, titulares da zaga azzurra, e ainda pode beliscar a vaga de titular com uma possível ida de Chiellini para a lateral. Camporese não é gigante, mas se dá bem na impulsão e é bastante técnico, talvez por ter iniciado a carreira como meia-atacante. Fez nove jogos na Serie A, com direito a prestações excelentes contra Milan e Juventus. O começo é animador.

1. Marco Parolo, meia do Cesena
Dá pra dizer que um jogador de 26 anos é revelação? No caso de Parolo, sim. O meia lombardo subiu um degrau de cada vez até alcançar, quem diria, um posto na seleção italiana. Na temporada passada, ele já era titular do Cesena, mas nem era o grande destaque da equipe. Eclipsado por De Feudis, ganhou importância por conta da venda do ex-chefe do meio-campo e assumiu a posição. Perdeu apenas um jogo da temporada, fez cinco gols e estreou pela seleção. Meia forte, bom na marcação e com pés azeitados. Assisti-lo em campo pela Liga dos Campeões é questão de tempo.

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