Campagnaro | Futebol Italiano

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terça-feira, 4 de outubro de 2011 Serie A | 21:01

Quem largou melhor

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No último post, o leitor Mendes pediu uma seleção dos melhores do campeonato até aqui, depois de apenas cinco rodadas. Como o campeonato só volta no próximo dia 15, por causa dos jogos da seleção italiana, resolvi topar. E eu, que pensava que já era difícil fazer uma seleção da Serie A completa, descobri que é ainda mais difícil escolher os melhores de 13,2% do torneio.

Eis a seleção Tripletta na primeira parada do campeonato. Quem sabe na próxima pinta outra?

Barzagli (Zimbio)

Ótima fase levou Barzagli de volta à seleção

Goleiro: Handanovic (Udinese). Só um gol sofrido após cinco jogos. É claro que a toda defesa friulana está de parabéns, mas o número é baixo assim por causa do esloveno Handanovic, um dos melhores goleiros do mundo, autor de defesaças que seguraram o empate contra o Milan e também garantiram um ponto contra o Cagliari.

Zagueiros: Campagnaro (Napoli) e Barzagli (Juventus). Superação é a marca da dupla. O argentino Campagnaro sofreu um grave acidente automobilístico durante as férias, mas ressurgiu das cinzas. Bem na defesa, ainda marcou gols decisivos nas vitórias fora de casa sobre Cesena e Inter. Barzagli, tão criticado no fim da temporada passada, recuperou o ótimo futebol dos tempos de Palermo e tem eclipsado um inconstante Chiellini.

Laterais: Lichtsteiner (Juventus) e Zúñiga (Napoli). Depois de tantas tentativas, finalmente a Velha Senhora encontrou alguém para resolver o problema na posição. Verdadeiro guarda suíço, Lichtsteiner defende muito bem e até marcou gol contra o Parma. Zúñiga não para de melhorar. O colombiano não tinha espaço no lado direito, então se adaptou muito bem à esquerda, onde Dossena vinha patinando.

Meias: Pirlo (Juventus), De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari). Difícil não colocar alguém da Atalanta nessa meiúca, mas os três nomes merecem a escolha. Metrônomo juventino, Pirlo recuperou a condição física e o futebol refinado. De Rossi transformou-se no homem que dá duas caras a uma Roma que tem ganhado eficiência: com ele mais recuado, o 3-4-1-2 vira 4-3-1-2 nos momentos com posse de bola. E Nainggolan mostrou porque já apareceu até na mira do Real Madrid. Incansável, segura a barra de um Cagliari ofensivo, com praticamente três atacantes, esbanjando fôlego e poder de marcação aliados a uma boa técnica na saída de bola.

Atacantes: Palacio (Genoa), Denis (Atalanta) e Cerci (Fiorentina). O argentino Palacio é o melhor jogador do campeonato até aqui, na opinião deste blogueiro. Ele marcou cinco gols e deu quatro assistências. O Genoa tem nove gols, então faça as contas. Denis é outro argentino escolhido. Depois de fracassar no Napoli e na Udinese, finalmente o centroavante começou a marcar gols na Itália. Foram quatro até aqui, que garantiram seis pontos à Atalanta. E por falar em redenção, Cerci é o último dos selecionados. Vaiado no último jogo da temporada passada, o atacante está com fôlego inesgotável e finalmente aprendeu a marcar gols. A média de Cerci na Serie A era de 0,15 gols por jogo. Em 2011-12, está em 0,6. Ótimo começo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 1 de outubro de 2011 Internazionale, Napoli, Serie A | 23:46

Dois indícios constituem uma prova?

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Menos de um mês depois de vencer o Milan com relativa tranquilidade, desta vez o Napoli passou pela Inter com direto a goleada. Se, como diz o ditado, dois indícios constituem uma prova, o Napoli mostrou que é sério candidato ao título italiano desta temporada. Agora, com potencial muito maior que o do ano passado: um Inler, um Pandev, um Dzemaili e um Fideleff a mais, basicamente.

Campagnaro e Lavezzi (Reuters)

Campagnaro, que abriu o placar, comemora com Lavezzi. Como jogaram!

A vitória sobre a Inter foi recheada de polêmicas, com direito a expulsão incorreta e pênalti duvidoso. Tirando os meios pelo fim, premiou o melhor time em campo. O Napoli dominou a partida em pleno Giuseppe Meazza e, mais essencial, conseguiu fazer três gols.

Talvez o ponto mais importante seja o Napoli não ter dado chance para que o time de Ranieri pudesse reagir – aliás, quanto nervosismo em campo e fora dele, com a expulsão do próprio Ranieri e os amarelos para Zanetti e Júlio César. Um “cinismo”, como dizem os italianos, essencial para quem sonha com o título. E o Napoli jamais foi tão forte, desde a saída de Maradona.

O compositor italiano Francesco De Gregori escreveu, certa feita, que não dá para julgar uma apresentação através de um pênalti. Tinha razão. Indiscutivelmente superior, o Napoli teve uma noite de humildade e muito trabalho, na qual todos seus jogadores brilharam. Até Mascara conseguiu um belo passe que acabou se tornando o gol de Hamsík. O pênalti pode ter decidido a partida, mas não tira uma certeza: é um belo Napoli, pronto para voos mais altos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,