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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Bologna, Cesena, Parma | 15:10

SdV, parte 6: Acredite, eles estão no campeonato

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A galera da Emília-Romanha também merece espaço no Show da Virada (SdV) do Tripletta. Mais da metade dos times do Campeonato Italiano já passaram por aqui e eu tenho certeza de que você deve se lembrar de quase todos. Mas o trio que vem por aí tem feito um campeonato de coadjuvante:

Parma (13º lugar, 19 pontos, 21 gols marcados e 26 sofridos em 16 jogos)

Sebastian Giovinco (Getty Images)

Sebastian Giovinco

Nenhuma equipe da Serie A – nem a Fiorentina de Jovetic – representa tão bem a figura do exército de um homem só quanto o Parma de Giovinco. O problema é que a Formiga Atômica ainda não tem cacife para carregar o time nas costas. Junto de Floccari, é o jogador que mais perde a bola em todo o campeonato (em média, 3,1 vezes por jogo). Mesmo assim, marcou sete gols e deu seis assistências.

Quando Giovinco vai mal, o Parma desanda. Não há ninguém para segurar o rojão, mesmo que toda a marcação se dirija ao camisa 10. Um dos poucos a se salvar é Biabiany, o maior driblador do campeonato (3,7/jogo). O elenco é grande e “coeso”, como diria Tite, mas isso gera sérios problemas de continuidade. Muita gente de nível parecido acaba dividida entre o time titular e as tribunas de honra. Vinte e cinco atletas já foram utilizados e dois (Brandão e Marqués) sequer entraram em campo.

O trabalho contestável na rotatividade do elenco tem causado problemas para Colomba, que não é mais indiscutível no cargo. Deixar o habilidoso Marqués de lado tem causado polêmica, afinal o jogador saiu do time por lesão em novembro de 2010 e não ganhou nenhuma chance de voltar. Mas o principal problema está na gestão de Crespo. O centroavante argentino não se lesionou, mas mesmo assim jogou apenas 65 minutos, em 16 jogos. Conhecido por salvar times, Colomba vai mostrando que planejamento é seu calcanhar-de-Aquiles.

Bologna (17º lugar, 15 pontos, 14 gols marcados e 24 sofridos em 16 jogos)

Jean-François Gillet (Getty Images)

Jean-François Gillet

Depois de três temporadas sendo salvo graças aos gols do veterano Di Vaio, bem que alguém do Bologna poderia ter pensado que já era a hora de pensar em um plano B. Mas esqueça, ninguém parece ter tido essa ideia. Se o time rossoblù ainda está fora da zona de rebaixamento, deve muito a seu infindável capitão. Ele tem uma média de nove gols por semestre, pelo Bologna. Neste, marcou só quatro. Quando deixou o dele, foram duas vitórias e dois empates.

Pioli, quem diria, foi essencial para a ressurreição de Di Vaio. Contratado para o lugar do fraquíssimo Bisoli, há dois meses, o mesmo técnico escorraçado do Palermo na pré-temporada tem melhorado o rendimento ofensivo da equipe. Desde que ele chegou, Di Vaio fez três gols em seis jogos, contra apenas um tento nas dez partidas anteriores. O comandante terá outros desafios, ainda mais complexos. Sorte dele ter um goleiro como Gillet, que não deixou a torcida ter saudades de Viviano.

Talvez o maior deles seja aumentar a posse de bola da equipe, a pior no quesito entre os 20 times da Serie A. Sem alguém no meio-campo que consiga entender a função de uma bola de futebol, o time sofre para segurá-la. Nos jogos em casa, teve uma média de 43,5% de posse. A crise de abstinência também leva o Bologna a ser o time mais faltoso do torneio (17,8 faltas cometidas por jogo) e ter o jogador mais advertido do campeonato (Pérez, com nove amarelos). É preciso se impor: deixar a onda levar não salva ninguém da queda.

Cesena (19º lugar, 12 pontos, 8 gols marcados e 20 sofridos em 16 jogos)

Adrian Mutu (AP)

Adrian Mutu

Pelos desastres recentes, Marco Giampaolo merece ter caçada sua patente de treinador de futebol. Depois de fracassos retumbantes no Catania, no Siena e no Cagliari, chegou a vez do homem de fala mansa instalar o caos no Cesena. Ele durou dez rodadas, nas quais a equipe passou sete na lanterna da competição. Giampaolo tinha ideias estranhas e realmente tentou implantá-las.

A maior “falha”, para pegarmos leve com o homem, foi apostar em Mutu como centroavante. O Cesena fez milagre para conseguir contratar o romeno e Giampaolo decidiu que ele seria o Messi do Dino Manuzzi. Escalou Mutu como “falso 9″, mas se esqueceu que o Cesena não é lá um leito de criatividade. A bola não chegava nele, ele não entrava no jogo e o Cesena perdia, perdia, perdia.

Pois bem, Giampaolo acabou devidamente demitido, contrataram Arrigoni e é claro que o time deu uma levantada – como sempre acontece quando Giampaolo é demitido, vale lembrar. Até Parolo, que cavou vaga na seleção italiana na temporada passada, voltou a jogar bola. Mas o importante é que Arrigoni descobriu que Mutu deve jogar para o time, e não o contrário. Trocou o 4-3-3 por um 4-4-2 ortodoxo, o romeno passou a jogar bem, o Cesena venceu três dos últimos seis jogos e Mutu marcou três dos quatro gols do time nessa vitórias. Não atrapalhar é a melhor forma de ajudar.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 11 de dezembro de 2011 Bologna, Milan, Serie A | 18:34

Meteu a mão

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Depois dos erros de arbitragem de Gianluca Rocchi, nem há tanto o que falar sobre o empate em 2 x 2 entre Bologna e Milan deste domingo (11/12). Quando o jogo estava 1 x 1, ele deixou de dar um pênalti claríssimo para o Bologna. No segundo tempo, ainda em 1 x 1, marcou uma penalidade inexistente para o Milan. Faça as contas, veja os melhores momentos no vídeo abaixo e veja se o resultado teve alguma justiça…


szólj hozzá: MIL

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

quarta-feira, 26 de outubro de 2011 Milan, Serie A | 22:04

Garoto-propaganda inusitado

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Até pouco tempo atrás, Nocerino havia marcado apenas sete gols em 156 jogos na Serie A. Bastou 90 minutos para que fizesse três contra o Parma, uma tripletta inédita na carreira. Dois dos gols são belíssimos. Que tal convidá-lo para ser garoto-propaganda do Tripletta, hein? Com a vitória por 4 x 1, o Milan subiu para a quinta posição do campeonato e está a apenas dois pontos da líder, Juventus. Veja os gols:

Curtas
- Pouco antes do jogo entre Roma e Genoa, saiu uma entrevista do goleiro romanista Stekelenburg. O holandês disse que não consegue se comunicar com o elenco, quase todo de jogadores que só falam em italiano ou em espanhol. A falha no segundo gol foi só uma falha idiomática?

- A Lazio passou quase uma hora na liderança, mas acabou tropeçando no Catania, dentro de casa. Bergessio aproveitou uma falha de Stankevius e marcou de cabeça. E a torcida voltou a pegar no pé do treinador Edy Reja, que novamente fez substituições polêmicas.

- Primeira derrota no campeonato para a Udinese. Sem Di Natale, que estava machucado, a ex-líder não chegou a preocupar o Napoli, que venceu por 2 x 0 e quebrou a sequência do goleirão Handanovic, que ficou 407 minutos sem levar gol.

- A Inter voltou a tropeçar e está apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento. A situação só não é pior porque o goleirão reserva Castellazzi defendeu um pênalti da Atalanta já nos acréscimos do segundo tempo. Depois do jogo, houve reclamação de que muitos penais têm sido marcados contra a Inter. Mas se o lance de Chivu não foi pênalti…

- O Bologna venceu o Chievo fora de casa, chegou aos sete pontos e saiu da zona de rebaixamento. O incrível é que todos os pontos do time foram conquistados longe da Emília-Romanha! O único gol do jogo foi marcado por Acquafresca – aquele mesmo que havia feito um gol contra na rodada passada.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Bologna, Internazionale, Serie A | 15:15

Vitória do óbvio

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Pazzini (Getty Images)

Um gol e um passe decisivo. O que fazia no banco?

Arquive os jogos da Inter sob o comando de Gasperini: aquele time já acabou. Bastou uma partida para que Claudio Ranieri mudasse a cara da equipe, agora mais confiante e que se cobra a cada lance. O segredo de Ranieri na vitória por 3×1 sobre o Bologna? Fazer o óbvio.

Com sete jogadores no departamento médico e um suspenso, o novo treinador interista apostou em uma escalação sem grandes surpresas. O único sobressalto foi a escolha de Philippe Coutinho na meia direita de um 4-4-2 que se tornava um 4-3-1-2 enquanto havia posse de bola – Álvarez era o favorito para começar como titular.

Além de não abusar da boa vontade dos jogadores, com improvisações e exigências absudas, Ranieri optou por escolhas naturais. Pazzini ganhou a posição de Milito, que estava mal demais. Forlán passou a atuar mais centralizado e recuado. Chivu deixou de ser zagueiro. Cambiasso ganhou liberdade e vontade de jogar.

O meio-campo da Inter sofreu mais que o esperado, mas mostrou uma energia que estava em stand-by na curtíssima “Era Gasperini”. Quando o Bologna empatou, o medo da derrota parece ter voltado a assombrar o time nerazzurro, mas Pazzini desequilibrou com um belo passe para que Milito (entrou no segundo tempo) sofresse um pênalti. E Pazzini já havia deixado o dele.

A maior vitória de Ranieri é não repetir os erros da gestão anterior. Os tropeços atuais, como a entrada de Jonathan, a saída de Forlán ou a má abordagem após o intervalo, devem ser corrigidos com o tempo. O elenco já se livrou da má vontade como estava encarando as partidas. Bom começo.

Curtas
- “Quero dedicar essa vitória a Gasperini, que nos deu tanto, mas sem conseguir os resultados”, disse Milito. Tarde demais, meu caro.

- Mais acertada na defesa, a Inter pôde atacar com mais tranquilidade. Além dos três gols marcados, ainda acertou duas bolas na trave e só perdeu a tranquilidade por causa de um pênalti mal marcado para o Bologna.

- O desânimo de Bisoli no banco do Bologna é contagiante. Em momentos tensos da partida, o treinador ficou andando de um lado para o outro, de cabeça baixa. Conseguiu um só ponto em quatro jogos. Será o próximo a cair?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 16:25

Italianão, prévia da 5ª rodada

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Caro fã de futebol italiano, pague um hotel-fazenda para sua família, encomende comida, tranque a casa e ligue a televisão. Das dez partidas da rodada do fim de semana, sete serão transmitidas ao vivo para o Brasil. É bola a dar com a bota.

Ranieri (AP)

Repare na cara de animação de Ranieri, novo treinador da Inter

Nem preciso mais te lembrar do nosso bolão, né? Enio Urbaneski Griss cravou dois resultados e assumiu a liderança. Quem vencer o bolão, leva pra casa uma linda camisa do Genoa – oferecimento da parceira Liga Retrô, que também possui um belo uniforme do Palermo, já viram?

As três partidas do sábado serão exibidas na TV. Destaque para o encontro entre Bologna e Inter, que tinha tudo para ser a última partida do treinador que fosse derrotado. Mas, como Gasperini já caiu, agora só Bisoli continua em risco. Enfrentar a Inter com quatro titulares lesionados será um baita desafio.

No domingo, Catania x Juventus tende a ser um dos jogos mais disputados da rodada. A Velha Senhora costuma ter problemas na Sicília, mas será que o Catania tem condições de causar problemas? Até aqui, o time de Montella fez só um gol em três jogos – e de pênalti. Mais fácil confiar na Juve, que finalmente estreará o holandês Elia.

Programação da TV
Sábado, 24/9
às 13h, Bologna x Inter – ESPN HD e Rai
às 15h45, Milan x Cesena – ESPN e RedeTV!
às 15h45, Napoli x Fiorentina – Rai

Domingo, 25/9
às 7h30, Chievo x Genoa – Rai
às 10h, Lazio x Palermo – ESPN Brasil
às 10h, Catania x Juventus – ESPN, ESPN HD, RedeTV! e Rai
às 15h45, Parma x Roma – Rai

Classificação atual
Clique aqui para ver.

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado, você já sabe)
Atalanta 1×0 Novara
Bologna 0×2 Inter
Cagliari 0×1 Udinese
Catania 1×1 Juventus
Chievo 1×3 Genoa
Lazio 1×2 Palermo
Milan 2×0 Cesena
Napoli 2×1 Fiorentina
Parma 0×1 Roma
Siena 1×0 Lecce

Corra e aposte no nosso bolão!

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Serie A | 12:32

Guia do Campeonato Italiano 2011-12

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Que os presidentes dos times italianos são (no mínimo) passionais, não é segredo pra ninguém. Com um mercado de poucas emoções foi o último, os homens da grana viraram manchete. Compra da Roma, troca de farpas entre a Inter e a Juventus, politicagem no Milan, crises no Palermo, na Fiorentina e no Bologna, revoltas no Cagliari e no Napoli, o cabo-de-guerra entre clubes e jogadores que adiou o início de campeonato… O “presidencialismo” está em alta.


Famiglia Corleone (Wikia)

Zamparini, Berlusconi, Agnelli e Accornero, digam "xis"!

Para elencar as 20 equipes que disputarão a próxima Serie A, que começa nesta sexta-feira, o Tripletta apresentará a você os presidentes de todos os clubes do Italianão. E não é só isso: para efeito comparativo, os manda-chuvas serão transportados ao universo mafioso d’O Poderoso Chefão, obra-prima de Mario Puzo que virou trilogia na brilhante adaptação de Francis Ford Coppola na telona. Deixe a arma, pegue o cannoli e…

Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Serie A | 00:01

Boletim do mercado de verão

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A janela de transferências na Itália se fechou nesta quarta-feira. Eu poderia escrever um texto enorme para abrir este post, mas você pularia direto para as notas de cada clube, certo? Então não vamos perder tempo:

Alberto Aquilani

Milan será quarto time de Aquilani nos últimos quatro anos

Milan, nota 8,5: a melhor equipe da Itália ainda não está no nível do Barcelona ou do Manchester United, mas não tem rivais no país. Quatro dos contratados vêm (no papel) para a reserva. Um luxo e tanto ter Mexès, Aquilani e Nocerino no banco, não? Taiwo pode melhorar a lateral esquerda e El Sharaawy tem tudo para surpreender. Faltou, no máximo, um lateral direito.

Napoli, 8: a grande ação no mercado foi manter Hamsík, Lavezzi e Cavani. O resto é lucro. Inler e Britos elevarão o nível no meio-campo e na zaga, respectivamente. Pandev, Santana e Dzemaili serão opções de luxo para o banco. Fideleff, Fernández e Chávez poderão demonstrar ao que vieram. Mas por que raios Trezeguet não foi contratado? Lucarelli e Mascara não são suficientes.

Lazio, 8: pouco barulho e muita ação. Faltava um goleador e chegaram Klose e Cissé, que juntos têm 455 gols na carreira. Faltava um goleiro, um volante reserva, um substituto para Lichtsteiner… Marchetti, Cana e Konko foram contratados. As saídas de Foggia, Floccari e Zárate tendem a ajudar na gestão do elenco, mas a torcida lamentou muito a saída do argentino.

Atalanta, 7,5: melhor mercado entre as equipes provincianas. O ataque, ponto fraco do time campeão da Serie B, ganhou Denis e Moralez – o argentino pode ser uma das ótimas surpresas do campeonato. A defesa terá o ótimo Lucchini e o meio-campo, que lamentará a perta de Barreto, poderá contar com Brighi e Cigarini, conquistas do último dia de transferências. Será fácil se salvar.

Juventus, 7,5: o elenco está consideravelmente mais forte e contratações como Pirlo, Vidal e Vucinic mostraram boas coisas na pré-temporada. As chagadas de Elia, Giaccherini e Lichtsteiner também animam. Existem ideias e um projeto, mas também muitas dificuldades. Amauri, Iaquinta, Pepe e Ziegler continuaram na equipe, contra a vontade de Conte. Ainda falta um zagueiro.

Cesena, 7: se no ano passado o Cesena já animou, imagine agora. O ataque recebeu os melhores reforços. Mutu ainda pode ser um jogador excepcional e Martínez e Éder terão a chance de se recuperar em um ambiente mais tranquilo. A permanência de Parolo é uma boa notícia para o meio-campo, que contará com Candreva. E Comotto dará segurança à lateral direita.

Zé Love

Giuseppe Amore, o novo artilheiro do Genoa. Ou não

Genoa, 7: pra variar, mais de um time titular foi contratado. Mesmo assim, não há um centroavante decente para a torcida que sonhou com Gilardino e acordou com Caracciolo – desconsideremos Zé Eduardo. Mas o problema é só esse. As chegadas de Frey e Bovo devem dar um jeito na defesa que andou se perdendo. O meio-campo ficará fortíssimo com Birsa, Seymour e Constant.

Inter, 6,5: Forlán e Zárate são ótimos jogadores, mas não substituirão Eto’o. Principalmente se este insano 3-4-3 for mantido. O meio-campo idoso ganhou Poli, mas talvez seja pouco. Álvarez e Castaignos são mistérios a serem descobertos. Tassi (16 anos) é uma ótima aposta para o futuro. Mas, neste mercado, a Inter deu um passo para trás.

Roma, 6,5: um mercado atípico, com quatro contrações em 12 horas. Em relação à temporada passada, são 14 caras novas e 11 saídas. A revolução foi feita, agora é descobrir como Gago, Pjanic, Borini, Lamela, Bojan e Osvaldo se encaixarão do meio para a frente. A nota é menor por causa do péssimo mercado de saídas. Vucinic se foi barato demais e Borriello, Okaka e Simplício, inacreditavelmente, continuam no elenco. E o reserva de José Ángel tende a ser Taddei.

Bologna, 6,5: difícil dizer o que esperar de uma defesa que perdeu Britos e terá de contar com Antonsson, que estreará em uma grande liga aos 30 anos. Mas o ataque desequilibra. Ramírez e Di Vaio continuam, agora com companhia nova de Acquafresca, Diamanti, Kone e Vantaggiato. A saída de Della Rocca deixou um gosto amargo na boca do torcedor.

Catania, 6: o mais importante foi conseguir segurar o milagroso diretor esportivo Pietro Lo Monaco, que até tinha dito que sairia. Legrottaglie é um bom reforço para a zaga, ainda que não substitua Silvestre. O retorno de Bergessio é ótimo para o ataque, que terá que descobrir em que condições chega Suazo. O jovem Keko pode surpreender.

Chievo, 6: ano após ano, o Chievo se mantém na Serie A com a mesma base. Desta vez, quase tudo mudou. Várias promessas (Paloschi, Dramé, Bradley, Grandolfo) terão de aparecer para garantir que a fuga do rebaixamento não seja complicada. A defesa será o ponto de força, já que Sardo e Sorrentino ficam e a chegada de Acerti é animadora.

Massimo Oddo

É, Oddo, a situação ficou complicada. Pronto para voltar para a segundona?

Lecce, 6: as novidades animam, a carteira de identidade, não. Di Francesco, treinador estreante na Serie A, recebeu os jovens Pasquato, Giandonato, Strasser, Cuadrado e Muriel. Para balancear, o veterano lateral direito Oddo foi a grande contratação do último dia de mercado e o zagueiro Carrozzieri tentará se recuperar. O goleiro Julio Sergio conseguiu um time para ser titular.

Parma, 5,5: a permanência de Giovinco animará uma cidade que vai se reacostumando à Serie A. Pellè e Floccari terão a chance para a consagração, no ataque, enquanto Valdés volta de Portugal como ótima aposta para o meio-campo. Difícil é entender como o clube se privou tão facilmente do promissor Borini, que durou pouco mais de um mês antes de ser negociado com a Roma.

Udinese, 5,5: Sánchez, Inler e Zapata renderam 60 milhões de euros, mas o dinheiro não foi reinvestido e o elenco, novamente, foi rechado de jovens. Vai funcionar de novo, com o time na disputa da Liga Europa? A nova promessa é Torje, “o Messi romeno”. A defesa ganhou os brasileiros Neuton e Danilo, que podem dar bons frutos. O “fantasista” Fabbrini é uma ótima aposta.

Novara, 5,5: o elenco parece um combinado de jogadores em busca de revanche pessoal. Muito mudou desde a boa equipe que subiu de divisão, o que pode ser preocupante. Bertani e González são perdas irreparáveis para o ataque, pois Granoche, Morimoto e Meggiorini não dão segurança. A defesa ganhou em experiência, com Paci e Dellafiore. Mas o meio-campo ainda é fraco.

Siena, 5: muitas apostas, poucas certezas. Na pré-temporada, D’Agostino mostrou que será o craque solitário do time. Terá a ajuda de Mannini. O jovem goleiro Brkic, recém-chegado, é rodeado de dúvidas. A defesa terá de apostar Angella, Milanovic, Contini e Belmonte – experiência não faria mal. No ataque, a torcida torce para que González e Destro bastem para fazer par com Calaiò.

Massimo Cellino

Dig din dig din dig din: Cellino

Cagliari, 5: o caos na Sardenha não tem hora para acabar, graças ao presidente Cellino. A demissão de Donadoni jogou fora o projeto anterior e traz incógnitas. Como Biondini será aproveitado, afinal? Ekdal, Ibarbo e El Kabir conseguirão vingar, com tanta pressão? Thiago Ribeiro é isso tudo? Alguém conseguirá substituir Lazzari? A caixa de comentários tá aí, fique à vontade.

Fiorentina, 4,5: por fim, Montolivo, Gilardino, Vargas e Cerci não saíram. Péssima notícia. A geração-Prandelli se encerrou há tempos, mas falta a pá de cal. Contratações como as de Munari, Santiago Silva e Rômulo não são exatamente o que a torcida esperava para um grande salto de qualidade. Lazzarri e Nastasic podem ser boas surpresas. Cassani é a única certeza.

Palermo, 3: o presidente Zamparini havia prometido uma equipe que lutasse pelas primeiras colocações. Mas os 43 milhões que Pastore rendeu devem estar bem guardados. Bovo, Cassani, Nocerino e Sirigu também se foram, assim como o treinador, Pioli. Serão substituídos por Cetto, Aguirregaray, Mantovani, Tzorvas, Zahavi, Álvarez. Dos recém-chegados, só Silvestre, Della Rocca e Barreto se salvam. Tudo mudou.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 21 de agosto de 2011 Coppa Italia | 23:00

Aquecimento

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O Campeonato Italiano só volta no próximo fim de semana, então as equipes vão entrando na reta final das preparações. Como o mercado se fechará três dias após a primeira rodada, as impressões dessa fase de testes acabam se tornando mais relevantes. Além dos amistosos e das eliminatórias europeias, 12 dos 20 times da Serie A finalmente estrearam na Coppa Italia – os oito primeiros da temporada passada só entram nas oitavas-de-final.

Bologna (Getty Images)

O Bologna estreou novo uniforme com vitória suada sobre o Ascoli

O terceiro turno da Coppa Italia causou algumas quedas de respeito: dois times da Serie A já deram adeus ao torneio. A Atalanta perdeu em casa para o Gubbio (4 a 3, com expulsão de Tiribocchi e boa estreia do argentino Maxi Moralez) e o Lecce, também em casa, caiu para o Crotone (2 a 0). A Sampdoria, recém-rebaixada, foi outra eliminada. Perdeu para o Empoli de um renascido Tavano, por 2 a 1.

Novara (4 a 0 na Triestina), Cagliari (5 a 1 no Albinoleffe, com três de Larrivey) e Parma (4 a 1 no Grosseto, com dois de Crespo) passearam em casa. Dos times da primeira divisão, o Cesena foi o que mais passou sufoco: Bogdani marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ascoli no penúltimo minuto da prorrogação. O Bologna também penou e só conseguiu o gol da virada sobre o Padova nos acréscimos do segundo tempo, com o bom meia Della Rocca.

Ah, os brasileiros: nossos compatriotas foram coadjuvantes nesse fim de semana. Dos 59 gols marcados, só três vieram daqui – nenhum de peso considerável. O zagueiro Emerson (ex-Caxias) estreou na Reggina e marcou um gol inútil na derrota por 2 a 1 para o Modena e o atacante Jonathas (ex-Cruzeiro) abriu o placar para o Brescia que levou virada do Catania. Só Nenê (ex-Santa Cruz e Cruzeiro) decidiu: marcou o primeiro dos cinco gols do Cagliari.

É isso. O torneio só volta no fim de novembro, com o quarto turno. E as equipes grandes só entram nas oitavas-de-final, em dezembro. Então esqueçam a Coppa Italia depois desse post, falaremos dela daqui a alguns meses.

Quarto turno

Bologna x Crotone (o vencedor enfrenta a Juventus nas oitavas-de-final)
Fiorentina x Empoli (Roma nas oitavas-de-final)
Parma x Hellas Verona (Lazio nas oitavas-de-final)
Catania x Novara (Milan nas oitavas-de-final)
Cagliari x Siena (Palermo nas oitavas-de-final)
Chievo x Modena (Udinese nas oitavas-de-final)
Genoa x Bari (Inter nas oitavas-de-final)
Cesena x Gubbio (Napoli nas oitavas-de-final)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de junho de 2011 calciomercato | 13:37

Ecos da co-propriedade

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BOLOGNA, ITALY - MARCH 06: Emiliano Viviano goal keeper of Bologna celebratese at the end of the Serie A match between Bologna FC and Cagliari Calcio at Stadio Renato Dall'Ara on March 6, 2011 in Bologna, Italy.

Valeu aí, diretor do Bologna

A Itália tem um sistema bem esdrúxulo de dividir o passe dos jogadores. É a tal da co-propriedade, na qual um clube continua como “dono” do atleta, mas cede 50% dos direitos dele para outro time por um ou dois anos. Geralmente, este artifício é usado para que uma equipe maior bote suas promessas para jogar mais, em times menores – e assim os meninos vão parar até na quarta divisão…

Aí as equipes têm até um dia tal para acertarem quem ficará com os 100% do atleta. Se não houver acordo, é simples: cada time bota um valor no papel, entrega para a federação e a maior proposta leva. Este ano foi marcado por dois momentos absolutamente inacreditáveis.

O goleiro Emiliano Viviano, reserva de Gianluigi Buffon na seleção italiana, foi protagonista de uma pixotada histórica. Ídolo do Bologna e um dos melhores da atual geração, ele tinha 50% dos direitos ligados à Inter. O time de Milão ofereceu 4,1 milhões de euros pela metade rival, enquanto o Bologna pretendia dar 4,7 milhões e levá-lo. Mas, por causa de um erro técnico, o diretor geral Stefano Pedrelli fez uma proposta de 2,35 milhões – exatamente a metade do que pretendia. O erro foi tão lamentável que ele pediu demissão, mas foi mantido no cargo, ao menos por enquanto.

Outro episódio incrível ocorreu no resgate de Daniele Mannini. Titular da Sampdoria nos dois últimos anos e até cogitado na seleção italiana durante a temporada passada, Mannini estava dividido entre Samp e Napoli. Como não estava interessado em levar o jogador, o Napoli ofereceu zero euro no envelope da co-propriedade. Ainda menos interessada, a Sampdoria nem envelope preencheu. E é assim que Mannini estará de volta ao Napoli, certamente com a moral em frangalhos.

As principais resoluções de co-propriedade

Daniele Cacia (volta ao Lecce)
Gaetano D’Agostino (volta à Udinese)
Albin Ekdal (volta à Juventus)
Fernando Forestieri (volta ao Genoa)
Antimo Iunco (volta ao Chievo)
Gianni Munari (volta ao Palermo)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Serie A | 10:46

Quem manda é o norte

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(Kataweb)Como o norte italiano é consideravelmente mais rico que o sul (na Lombardia, o PIB per capita é de mais de 25 mil euros; na Sardenha, menos de 16 mil), é normal que haja uma espécie de predomínio setentrional na Serie A.

Com a queda do Bari e a promoção do Novara, serão 11 times do norte italiano na próxima Serie A. O maior número desde a temporada 2002-03, quando foram 13 equipes em um campeonato com 18 times.

A grana do norte, sempre mais desenvolvido que o sul, também ajuda a explicar a distribuição dos títulos italianos: nos últimos 50 anos, só oito títulos fugiram do eixo. E o futebol vai afunilando…

Serie A 2011-12

Noroeste: Atalanta, Genoa, Inter, Juventus, Milan e Novara
Nordeste: Bologna, Cesena, Chievo, Genoa e Parma
Centro: Fiorentina, Lazio, Roma e Siena
Sul: Lecce e Napoli
Ilhas: Cagliari, Catania e Palermo

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