Bogdani | Futebol Italiano

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domingo, 21 de agosto de 2011 Coppa Italia | 23:00

Aquecimento

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O Campeonato Italiano só volta no próximo fim de semana, então as equipes vão entrando na reta final das preparações. Como o mercado se fechará três dias após a primeira rodada, as impressões dessa fase de testes acabam se tornando mais relevantes. Além dos amistosos e das eliminatórias europeias, 12 dos 20 times da Serie A finalmente estrearam na Coppa Italia – os oito primeiros da temporada passada só entram nas oitavas-de-final.

Bologna (Getty Images)

O Bologna estreou novo uniforme com vitória suada sobre o Ascoli

O terceiro turno da Coppa Italia causou algumas quedas de respeito: dois times da Serie A já deram adeus ao torneio. A Atalanta perdeu em casa para o Gubbio (4 a 3, com expulsão de Tiribocchi e boa estreia do argentino Maxi Moralez) e o Lecce, também em casa, caiu para o Crotone (2 a 0). A Sampdoria, recém-rebaixada, foi outra eliminada. Perdeu para o Empoli de um renascido Tavano, por 2 a 1.

Novara (4 a 0 na Triestina), Cagliari (5 a 1 no Albinoleffe, com três de Larrivey) e Parma (4 a 1 no Grosseto, com dois de Crespo) passearam em casa. Dos times da primeira divisão, o Cesena foi o que mais passou sufoco: Bogdani marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ascoli no penúltimo minuto da prorrogação. O Bologna também penou e só conseguiu o gol da virada sobre o Padova nos acréscimos do segundo tempo, com o bom meia Della Rocca.

Ah, os brasileiros: nossos compatriotas foram coadjuvantes nesse fim de semana. Dos 59 gols marcados, só três vieram daqui – nenhum de peso considerável. O zagueiro Emerson (ex-Caxias) estreou na Reggina e marcou um gol inútil na derrota por 2 a 1 para o Modena e o atacante Jonathas (ex-Cruzeiro) abriu o placar para o Brescia que levou virada do Catania. Só Nenê (ex-Santa Cruz e Cruzeiro) decidiu: marcou o primeiro dos cinco gols do Cagliari.

É isso. O torneio só volta no fim de novembro, com o quarto turno. E as equipes grandes só entram nas oitavas-de-final, em dezembro. Então esqueçam a Coppa Italia depois desse post, falaremos dela daqui a alguns meses.

Quarto turno

Bologna x Crotone (o vencedor enfrenta a Juventus nas oitavas-de-final)
Fiorentina x Empoli (Roma nas oitavas-de-final)
Parma x Hellas Verona (Lazio nas oitavas-de-final)
Catania x Novara (Milan nas oitavas-de-final)
Cagliari x Siena (Palermo nas oitavas-de-final)
Chievo x Modena (Udinese nas oitavas-de-final)
Genoa x Bari (Inter nas oitavas-de-final)
Cesena x Gubbio (Napoli nas oitavas-de-final)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 Cesena, Juventus, Serie A | 20:04

Outro ano na fila

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Bergonzi expulsa Motta (Foto: Ansa)

Expulsão de Motta é bom retrato da péssima temporada daquele que foi capitão de diversas seleções de base

Definitivamente, não será desta vez que a Juventus retornará à Liga dos Campeões. O empate em 2 a 2 com o Cesena deixou o time nove pontos atrás da Lazio, quarta colocada, e a tendência é que a diferença aumente.

Dois gols de Matri colocaram os visitantes em vantagem, mas um blecaute na defesa da Juve colocou tudo a perder. Primeiro, Buffon fez um pênalti em Parolo e dois minutos depois Motta foi expulso por levantar o pé na altura do rosto de Giaccherini. No segundo tempo, o Cesena só não virou o jogo por pouca pontaria e pelas defesas de Buffon. Parolo, melhor em campo, fez o gol dele e fechou as contas. As notas do jogo, com os melhores em negrito:

CESENA
Antonioli, 6 – sem culpa nos gols, também não fez nenhum milagre
Santon, 5,5 – defendeu bem, atacou mal: nada a ver com o Santon dos tempos de Inter
Ceccarelli (aos 34’st), sem nota
Pellegrino, 6 – sofreu com Matri durante meia hora e depois só assistiu à partida
Von Bergen, 6,5 – xerife da defesa, deu segurança à área
Lauro, 6,5 – venceu a batalha com Motta, Krasic, Pepe e quem mais se arriscasse por ali
Caserta, 6 – pareceu fisicamente recuperado, o que já é muito, mas ainda falta atacar
Malonga (7’st), 6 – entrou esbanjando velocidade, com um pouco mais definiria o jogo
Colucci, 6,5 – administrou bem o meio-campo e anulou a dupla Aquilani-Marchisio
Parolo, 8 – melhor em campo, sofreu o pênalti e empatou o jogo. Bela temporada de estreia
Giaccherini, 4,5 – errou um gol inacreditável, sem goleiro, e jogou sem confiança pelo resto da partida
Rosina (28’st), 5,5 – cobrou a falta do empate e deixou a impressão de que deveria ter entrado antes
Jiménez, 6,5 – tecnicamente, é muito superior. Quando joga pelo centro, se reencontra
Bogdani, 5 – não conseguiu ganhar nenhum lance e terminou o jogo exausto

JUVENTUS
Buffon, 6 – fez pênalti, arriscou ser expulso, mas salvou o empate pelo menos três vezes
Motta, 4 – mal na defesa, o cartão vermelho aos 42 minutos foi a cereja do bolo
Bonucci, 5,5 – ganhou todas de Bogdani, o que não é grande coisa
Chiellini, 5 – o melhor zagueiro da Itália falhou demais e deu sorte: Giaccherini não aproveitou
Traoré, 5,5 – não marcou história, mas ao menos não fez grandes cagadas, o que já é grande coisa
Krasic, 5 – onde está o jogador do início da temporada?
Grygera (1’st), 5,5 – com muito custo e muitas faltas, conseguiu parar o lado esquerdo do Cesena
Aquilani, 5 – participa pouco do jogo, parece estar com a cabeça em outro lugar
Marchisio, 5,5 – marca bem, luta bastante, mas ainda falta maior produção ofensiva
Pepe, 6 – corre pela esquerda de uma ponta a outra, mas vai melhor defendendo do que atacando
Del Piero, 8 – provou que não pode ser reserva neste time e tirou os gols da cartola
Martínez (22’st), 5 – merecia meio ponto a mais, mas entrou no lugar de Del Piero
Matri, 7,5 – estava ali para fazer gols: anotou dois
Iaquinta (32’st), sem nota

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Cesena, Extracampo | 23:23

Todos contra dois

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Igor Campedelli

As palavras polêmicas de Campedelli só pioraram a situação

“Parem de ameaças ou deixo o clube. Vendo os jogadores úteis e não inscrevo o time no próximo campeonato. Devolvo o clube ao limbo, assim como estava quando comprei.”

A declaração forte aí de cima é de Igor Campedelli, presidente do Cesena, vice-lanterna da Serie A. Em uma coletiva tensa, o empresário disse que é preciso civilidade para que a torcida conteste o que tem sido feito e pediu que entendessem as dificuldades de um retorno à primeira divisão após 20 anos.

As principais críticas recaem sobre a última campanha do Cesena no mercado de contratações (realmente lastimável) e sobre o trabalho de Massimo Ficcadenti (realmente contestável). O que não torna aceitável que quatro torcedores do time invadam a loja oficial do clube dizendo que “quebrarão tudo” caso o treinador não seja demitido.

O clima quente tem sido alimentado inclusive por alguns jogadores, de certa forma. Pouco depois do empate contra o Parma, Jiménez reclamou publicamente que ele e Rosina são “armadores, não atacantes laterais”. O capitão Colucci veio dizer que já se havia se esclarecido com os torcedores. Sammarco disparou que o time levou o empate porque havia deixado de ser inteligente.

O trabalho de Ficcadenti não entrará para a história do Cesena, de fato. E o treinador peca bastante ao deixar seus favoritos em péssima fase, como Lauro, Parolo e Bogdani, entre os titulares. As escolhas têm sido contestáveis, as substituções ainda mais, e a personalidade arrogante é mais um entrave na relação com a torcida. No último jogo em casa, foi vaiado sempre que possível. O clima no estádio tem sido insuportável e Ficcadenti parece ter apenas o presidente Campedelli na luta contra todos os outros.

O relacionamento entre torcida e torcidos só tende a piorar. A principal organizada do Cesena redigiu um comunicado oferecendo um Oscar à atuação de Campedelli na entrevista aqui do primeiro parágrafo, dizendo não aceitar “que se jogue no mesmo caldeirão quem contesta e quem ameaça”. E foram além, insinuando que a ameaça de tirar o time do circuito profissional jogaria “toda a região contra Campedelli, amigos, colegas e familiares”.

Itália, um país de todos – inclusive dos imbecis

Roma

A foto é de 2009, mas o clima na Roma, dois anos depois, mudou bem pouco. Paciência da torcida continua em baixa

Esse clima hostil tem sido comum na Itália. Há alguns dias, torcedores da Roma receberam a equipe no aeroporto atirando algumas dúzias de ovos. A torcida da Sampdoria tem entoado cantos nada elogiosos a Domenico Di Carlo durante os jogos. Em Bari, uma carta-bomba foi enviada à casa do presidente Matarrese.

Os casos não ficam só na Serie A. Nos últimos 12 meses, cartas-bomba explodiram na sede do Torino, e nos estádios da da Pro Patria e da Carrarese. Aí pergunto: falta mais alguma morte para que a segurança volte a ser pauta no futebol italiano?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,