Allegri | Futebol Italiano

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domingo, 15 de janeiro de 2012 Internazionale, Milan, Serie A | 21:53

Ele não aprende

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Massimiliano Allegri (Getty Images)

Pode pensar um pouco mais antes de agir, Allegri

Antes de perder o clássico deste fim de semana para a Inter, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, tinha três vitórias em três dérbis de Milão. Mas ele não é invencível, como ficou bem provado na noite deste domingo (15/1).

Allegri insistiu em erros simplórios e pagou por isso. O Milan teve 67% de posse de bola, índice que se mostrou inútil para que o melhor ataque da competição conseguisse marcar pelo menos um golzinho.

É básico: não adianta, simplesmente, ter a bola. Há que fazer com que ela se torne jogada de gol. O Milan de Allegri, que tão bem costuma fazer isso, teve uma noite atípica, sem poder contar com Boateng e Robinho. E por quê? Porque o treinador não quis contar com a dupla. Pagou com a liderança da Serie A.

Sim, eles estiveram em campo. Boateng jogou os 90 minutos e se tornou um dos poucos a se salvar no naufrágio do Milan. Mas por que não atuou na posição em que está acostumado a render tão bem? Meio-campista à direita no 4-3-1-2 rubro-negro, o ganês não teve a liberdade que costuma contar e, mais longe do gol, teve seu dinamismo desperdiçado. Pior ainda é a insistência em escalar Emanuelson como armador, algo que o holandês já provou dezenas de vezes que não consegue fazer.

Robinho, que jogou por pouco menos de meia hora, fez quase nada enquanto esteve em campo. E olha que foi melhor que Alexandre Pato, surpreendentemente escolhido entre os onze iniciais, e que falhou absurdamente duas vezes na partida. Sem o essencial Robinho desde o começo e com Boateng recuado, o jogo do Milan se perdeu, o Milan perdeu e Allegri terá de se explicar.

E a Inter, moço do Tripletta?

Só o gol do argentino Milito não seria suficiente. Os brasileiros foram decisivos na sexta vitória consecutiva da Inter no campeonato. Mas isso será assunto para a coluna de futebol italiano da Trivela, que passo a assinar nesta terça-feira. Nos vemos por lá também, ok?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 23 de outubro de 2011 Milan, Serie A | 20:19

Allegri aprendeu

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Há quase vinte anos, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, esteve em campo naquela que talvez tenha sido a maior virada da história do clube. Naquele 13 de setembro de 1992, o time alvinegro venceu o Pescara por 5 x 4, fora de casa.

Boateng (Reuters)

Essencial para o título da temporada passada, Boateng finalmente voltou a jogar bem

Foi de Allegri o primeiro gol do jogo – sim, ele jogava no Pescara – mas, aos 6 minutos, o Milan vencia por 2 x 1. E aí os donos da casa resolveram jogar. Massara marcou um vez e Baresi fez dois gols contra (!). Pescara 4 x 2. Quando Van Basten resolveu entrar na partida, tudo mudou. Fez três gols e virou o jogo para 4 x 5.

Pelos relatos daquele jogo, o Milan não precisou de alterações para vencer um adversário claramente inferior. Bastou mudar a mentalidade. Foi o que Allegri, que naquele dia saiu derrotado, parece ter levado de lição. Soube aplicar muito bem na partida contra o Lecce, neste domingo (23/10).

No intervalo, o Milan perdia por 3 x 0. Para injetar ânimo no time, Allegri fez duas alterações. As entradas de Aquilani e Boateng foram essenciais. O ganês, que ainda estava devendo uma boa partida na temporada, destruiu a defesa do Lecce com três gols.

A supremacia do Milan ficou tão grande que Yepes decidiu o jogo, no finalzinho, e transformou o 3 x 4 num resultado justíssimo. A virada é um prêmio à humildade de Allegri, que reconheceu alguns erros que cometeu na escalação, como a entrada de Ambrosini, e soube corrigi-los a tempo. E dá um gás ao último campeão italiano, que agora está a apenas quatro pontos de distância da líder Udinese. Para quem vira jogos assim, nada é impossível.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Juventus, Milan, Serie A | 18:19

À espera do segundo milagre

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“Conte, depois dos cabelos, dê-nos um outro milagre: o título”. Este foi um dos coros da torcida da Juventus na vitória deste domingo, sobre o Milan, por 2×0. Uma homenagem ao ex-meia careca da Velha Senhora, que fez um implante para se tornar um treinador com belas madeixas.

Marchisio (Getty Images)

Marchisio, o nome do jogo

Depois da prova de força do Napoli, foi a vez da Juventus mostrar que fará um campeonato como protagonista. O início da última temporada também era animador, mas agora há o “algo mais”. Conte sabe o que tem em mãos e consegue arrumar alternativas táticas. Contra o Milan, Chiellini voltou à lateral esquerda e funcionou. Protegido por um meio-campo mais robusto, Pirlo esbanjou categoria e foi fundamental para que a Juve tivesse 56% de posse de bola. Na frente, um soberbo Vucinic.

Marchisio merece um parágrafo à parte. No início da temporada, o camisa 8 parecia ter perdido terreno. Chegou a ser centro de especulações de mercado. Mas este 4-1-4-1 encontrado por Conte nas últimas duas partidas valoriza demais as características mais ofensivas de Marchisio, autor dos dois gols contra o Milan.

Ter seis pontos a mais do que o atual campeão Milan, com apenas cinco jogos disputados, é muita coisa. Com uma pontaria mais calibrada (foram 53 finalizações nos três últimos jogos, mas só quatro gols) e uma defesa mais confiável (e parece que Chiellini na lateral será ótima opção), a Juventus fará a disputa pelo título ficar ainda mais interessante. E isso porque a liderança do campeonato já é alvinegra.

Curtas
- O Milan jogou como time pequeno e acabou punido. Não conseguiu segurar a bola, não chutou e, no ápice desta pequenez, viu Allegri sacar Cassano para colocar Emanuelson. Inzaghi e Aquilani ficaram no banco até o fim do jogo…

- Surpreende a queda de rendimento do goleiro milanista Abbiati. Melhor arqueiro do último campeonato, voltou a falhar bisonhamente. Será que a temporada passada é que foi a exceção?

- Na Juventus, Krasic destoou. Craque nos primeiros seis meses em Turim, o rendimento do sérvio tem caído assustadoramente. Contra o Milan, errou praticamente tudo o que tentou, até jogadas banais. Fica para a próxima.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de setembro de 2011 Liga dos Campeões, Milan | 19:49

Um minuto, uma vitória

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Thiago Silva e Alexandre Pato (Getty Images)

Samba, o segredo do Milan

“É suicídio só se defender do Barcelona”, pregou o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, antes da estreia dos times na Liga dos Campeões. A promessa de atacar foi cumprida por 24 segundos, tempo suficiente para Alexandre Pato dar uma disparada fantástica e abrir o placar.

Daí em diante, o Milan só se defendeu. Suicidou-se, portanto, e levou um baile do Barcelona. O meio-campo rubro-negro inexistiu, sugado pelos “extraterrestres” espanhóis. Atordoados, van Bommel não mostrou a eficiência do ano passado e Nocerino parecia não acreditar que estava jogando no Camp Nou. Ambrosini, que entrou ainda no primeiro tempo, mostrou-se mais um perdedor de bolas do que um desarmador. Para não falar do incógnito Zambrotta.

O problema do Barça foi não converter a posse de bola em gols. Aos 47 minutos do segundo tempo, ainda estávamos em 2×1. Eis que Thiago Silva deu uma cabeçada fulminante em escanteio de Seedorf e empatou o jogo. Serafino Ingardia, jornalista italiano, é quem fez o melhor resumo da partida: “Milan, o único time capaz de segurar o Barcelona jogando 30 segundos no início e 30 segundos no final do jogo”. O suficiente para sair de campo com uma baita vitória. Ou vai dizer que alguém esperava mais?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Internazionale, Milan | 13:13

Nada mudou

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AC Milan's Robinho (L), Gennaro Ivan Gattuso (C) and Zlatan Ibrahimovic celebrate with the trophy after winning the Italian Super Cup soccer match against Inter Milan at the National Olympic Stadium, also known as the Bird's Nest, in Beijing, August 6, 2011.

Mesmo em Pequim, na final da Supercoppa, o Milan que terminou o ano dominando a Itália manteve o posto. No terceiro dérbi de Allegri desde que assumiu a equipe, o treinador toscano conseguiu a terceira vitória. Gasperini, em seu primeiro, teve problemas maiores ao mudar demais um time que dominava o rival facilmente. Fez substituições ruins, desmontou o esquema de três zagueiros e saiu derrotado.

As notas

MILAN
Abbiati, 5,5 – só precisou fazer uma defesa, mas levou o gol de falta de Sneijder
Abate, 5,5 – sofreu demais na marcação, porém foi decisivo no gol da vitória
Nesta, 6 – no segundo tempo, se recuperou das incertezas
Thiago Silva, 7 – anulou Eto’o em todas as chances e coordenou a defesa
Zambrotta, 5 – alguém viu em campo?
Gattuso, 5,5 – poderia ter sido expulso pelo menos duas vezes
Ambrosini (aos 30′ do 2º tempo), sem nota
van Bommel, 6 – venceu o confronto com Sneijder
Seedorf, 7 – grande segundo tempo, com o passe para o gol de empate
Boateng, 6,5 – mesmo muito mal fisicamente, marcou o gol do jogo
Emanuelson (aos 36′/2ºt), sem nota
Robinho, 6 – os gols perdidos continuam no repertório
Pato (aos 16′/2ºt), 6,5 – em meia hora, deixou sua marca
Ibrahimovic, 7,5 – decisivo desde o começo da temporada

INTER
Júlio César, 5 – não faz defesa alguma e não é completamente isento de culpa nos dois gols
Ranocchia, 5,5 – ainda parece perdido nos esquemas de Gasperini
Samuel, 6 – o melhor da defesa a três, líder que a mantém de pé
Chivu, 5 – tudo passou pelo romeno. Tutto da rivedere, diriam os italianos
Zanetti, 5,5 – mesmo sem treinamentos antes do jogo, consegue defender bem
Motta, 5 – no segundo tempo, apareceu só para chutar Thiago Silva
Stankovic, 5,5 – o sérvio se recuperou de última hora, mas não conseguiu aguentar o segundo tempo
Pazzini (aos 29′/2ºt), 6 – entrou tarde demais
Álvarez, 6 – melhor jogador da Inter, inacreditável ter sido substituído
Faraoni (aos 18′/2ºt), 6 – grandes qualidades, mas não suficientes para virar o jogo sozinho
Obi, 6 – venceu o duelo com Abate, mas, depois do intervalo, desapareceu
Castaignos (aos 36′/2ºt), sem nota
Sneijder, 6 – muito nervoso, se limitou ao gol de falta e a alguns bons passes
Eto’o, 5,5 – se bateu contra um muro chamado Thiago Silva e levou a pior

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Serie A | 00:20

Podcast: O velho ou o novo?

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O Milan (campeão da última Serie A) e a Inter (da Coppa Italia) decidirão a Supercoppa no próximo sábado (6). Além da rivalidade, será uma boa disputa para ver quem prevalece: um Milan que manteve a base da temporada passada ou uma Inter totalmente reformulada?

Nelson Oliveira, do QuattroTratti, está comigo novamente. É só dar o play:

O jogo será às 9h de Brasília, com transmissão da ESPN Brasil e da Rai. Prováveis formações:

Milan (4-3-1-2): Abbiati; Abate, Nesta, Thiago Silva, Zambrotta (Antonini); Gattuso, van Bommel, Seedorf; Boateng; Ibrahimovic, Pato.
Inter (3-4-3): Júlio César; Ranocchia, Samuel, Chivu; Santon, Thiago Motta (Stankovic), Sneijder, Zanetti; Pandev (Álvarez), Pazzini, Eto’o.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de maio de 2011 Serie A | 22:59

Muda tudo!

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Walter Mazzarri (Reuters)

Sem espaço na Juve, há quem diga que Mazzarri está prestes a fazer as pazes com o presidente Di Laurentiis

60% dos treinadores da atual Serie A mudarão de time no próximo mês. E é possível que o número chegue a 80%, pelo andar da carruagem. Só quatro comandantes têm vaga cativa na próxima temporada: Guidolin, Colomba, Donadoni e Allegri. E há quem se encaminhe tranquilamente para a confirmação (Leonardo), quem terá de se resolver com o presidente do clube (Mazzarri), quem enfrentará a torcida em caso de permanência (Reja) e quem só fica se não receber proposta melhor (Pioli).

O campeonato nem terminou e a dança das cadeiras já está a todo vapor. Hoje, De Canio e Ficcadenti confirmaram que não irão renovar, o que é surpreendente, já que a dupla atingiu o objetivo de seus times: não ser rebaixado. A saída que mais impressiona é a de Gigi De Canio, um dos poucos treinadores italianos que tinha liberdade para atuar como manager e fez milagre com um elenco terrível.

Difícil é prever o futuro. Até Montella, que há três meses era treinador de time sub-17, parece ter virado objeto de desejo de Sampdoria e Lecce. Torrente, que comandou o azarão Gubbio na terceirona, tem sido especulado em Palermo, Catania, Cesena e Genoa.

Confira abaixo um pequeno raio X do mercado dos “professores” italianos. Lembrando que até aqui nenhum dos clubes que ficará sem treinador confirmou algum nome para 2010-11. Ao que tudo indica, Juventus e Genoa serão os primeiros da fila. A Velha Senhora está prestes a confirmar Conte (vice-líder da Serie B, pelo Siena) e o Grifone deve acertar com Malesani (do Bologna).

Vincenzo Montella (Getty Images)

Primeiro, Montella caiu da bicicleta e quebrou o braço. Depois, caiu do cavalo: ele achou que continuaria na Roma

Quem sai
Alberto Cavasin (Sampdoria)
Alberto Malesani (Bologna)
Bortolo Mutti (Bari)
Davide Ballardini (Genoa)
Delio Rossi (Palermo)
Diego Simeone (Catania)
Giuseppe Iachini (Brescia)
Luigi Delneri (Juventus)
Luigi De Canio (Lecce)
Massimo Ficcadenti (Cesena)
Sinisa Mihajlovic (Fiorentina)
Vincenzo Montella (Roma)

Quem é dúvida
Edy Reja (Lazio)
Leonardo (Inter)
Stefano Pioli (Chievo)
Walter Mazzarri (Napoli)

Quem fica
Francesco Guidolin (Udinese)
Franco Colomba (Parma)
Massimiliano Allegri (Milan)
Roberto Donadoni (Cagliari)

Alguma injustiça na lista do seguro-desemprego?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de maio de 2011 Milan, Serie A | 08:00

Dossiê Milan, parte 2: Montando o quebra-cabeça

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Cesena 0-2 Milan

Cesena 0-2 Milan, na 2ª rodada

Na Itália, não são poucos os que dizem que foi Massimiliano Allegri o maior personagem do título do Milan. Não é um pecado dizer isso. O jovem ex-treinador do Cagliari foi buscado pelo administrador-delegado milanista, Adriano Galliani, e recebeu total confiança. Forte no vestiário e fora dele, conseguiu até convencer Galliani de que precisava de reforços importantes em janeiro, mesmo com o Milan na liderança da Serie A.

Allegri teve liberdade e soube aproveitá-la. Mesmo pressionado pela imprensa a escalar Ibrahimovic, Pato, Robinho e Ronaldinho juntos, não sucumbiu – e olha que a Gazzetta dello Sport fez até simulações táticas, mostrando como eles se encaixariam. No decorrer do campeonato, driblou as lesões de Inzaghi, Ambrosini e Pirlo, deu confiança a Abate, Zambrotta e Abbiati, reinventou Boateng e Robinho e mandou Seedorf para o banco quando achou necessário.

A engenharia de Allegri foi essencial para segurar um time com diversos problemas físicos – todos os atletas do elenco ficaram ao menos uma rodada no departamento médico. Dos jogadores de linha, quem mais jogou foi Thiago Silva: 31 partidas em 36 possíveis. Com isso, 35 atletas foram usados em 36 rodadas, número bem acima do que a Internazionale pentacampeã costumava usar. No Milan dos ausentes, Allegri conseguiu montar um quebra-cabeça que poderia ter custado a dele próprio.

Milan 3-0 Brescia

Milan 3-0 Brescia, na 15ª rodada

Com o passar das rodadas, o Milan se tornou um time consistente e ganhou bastante em solidez, mesmo com mudanças constantes e 36 escalações diferentes durante o torneio. Talvez tenha sido o primeiro campeão da história italiana que não perdeu qualquer jogo de virada – nem sequer venceu partida alguma assim.

A chegada de Ibrahimovic foi um marco na campanha rubro-negra. O sueco foi contratado no fim de agosto e estreou contra o Cesena (veja o primeiro campinho tático, à direita). Ibra perdeu um pênalti e bateu-se com Pato, buscando os mesmos espaços do brasileiro. Tudo isso por conta do ataque isolado. Culpa de um meio-campo inócuo que era, no máximo, guiado por lançamentos de Pirlo. Isolado na ponta-esquerda, Ronaldinho não conseguiu decidir, ficou nervoso e acertou uma cotovelada em Pellegrino. Mas o caos foi mesmo na defesa, onde Sokratis, mal protegido por Bonera, falhou nos dois gols do Cesena.

Não demorou para que Allegri derrubasse o 4-3-3, o transformando em 4-3-1-2. O elo entre meio-campo e ataque foi dúvida por muito tempo. Na 15ª rodada (veja o segundo campinho), no início de dezembro, foi possível notar a primeira guinada tática do Milan. Allegri barrou Seedorf, em má fase, e inventou Boateng de trequartista. O ganês vinha jogando mais recuado e estreou na nova posição marcando gol. Recuperou bolas, distribuiu o jogo rapidamente e esbanjou caráter. Virou xodó, claro.

Milan 4-0 Parma

Milan 4-0 Parma, na 25ª rodada

Foi mais ou menos nesta época que Robinho começou a evoluir. Com um papel menos incisivo que o tradicional, o camisa 70 foi instruído a procurar mais jogos pelas laterais, onde encontraria mais espaços, e aprimorou seus cortes diagonais, praticamente impossíveis de serem marcados. Para não falar da consciência tática aprimorada: Robinho ajuda na marcação, se desdobra como garçom e ainda conseguiu colocar doze golzinhos na conta.

Na defesa, já era possível observar um Abate em evolução, bem acima do que mostrou no ano passado e com o trauma da expulsão no primeiro dérbi contra a Inter já superado. Com Gattuso em boa fase e a zaga segura sob o comando de Nesta e Thiago Silva, a tarefa do lateral-direito ficou mais fácil.

O Milan da perfeição defensiva foi encontrado na 25ª rodada, na goleada contra o Parma, com a ajuda de van Bommel (veja o terceiro campinho). Desde então, foram quatro gols sofridos em doze jogos. O holandês deixou o time mais seguro e atendeu à expectativa de Allegri em ter um verdadeiro cão de guarda à frente de sua defesa. Ele já havia testado Ambrosini por ali, antes de o capitão se lesionar, mas os resultados não haviam sido tão satisfatórios. Com van Bommel, Pirlo acabou no banco. Se o italiano ficou satisfeito, é outra história.

Milan 3-0 Inter

Milan 3-0 Inter, na 31ª rodada

Por toda a campanha, a defesa só aparentava ter um calcanhar de Aquiles, na lateral-esquerda. Fraco no apoio, Antonini parece não ter evoluído nos últimos meses e, lá atrás, cometeu várias falhas bobas. Não demorou a ser sacado. Allegri testou Jankulovski, mas escolheu o veterano Zambrotta, que retomou a titularidade no dérbi contra a Inter, na 31ª rodada (veja no quarto campinho). Mesmo depois de tanto tempo parado e uma cirurgia no joelho, o campeão mundial anulou Maicon com sobras, o que lhe deu garantias até o fim da temporada.

De resto, foram poucas alterações estruturais, que não mudaram a cara deste quebra-cabeça milanista. Seedorf também deu a volta por cima e reassumiu seu posto de titular no meio-campo, mostrando que não encerrou a carreira. No ataque, Allegri se virou para escolher a dupla ideal. Robinho parece ter uma vaga cativa de titular, o que deixaria a outra para Pato ou Ibrahimovic. Mas para que fazer uma escolha tão difícil numa hora dessas, não é mesmo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Milan | 18:12

Allegria, allegria

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Foto: AFP

“Faz sete anos desde a última vez. Eles disseram que a velha guarda estava morta e ainda estamos aqui. Espero que seja o começo de um novo ciclo no Milan, pois eu estou no fim.” Novamente campeão, Gattuso foi a alma de um Milan corajoso, lutador e voluntarioso. A campanha do título pode não ter sido brilhante, mas premia por merecimento. Consistente, o time de Massimiliano Allegri exterminou os rivais diretos, com duas vitórias sobre o Napoli e outras duas na Inter.

No decorrer da semana, o Tripletta fará um dossiê sobre o scudetto do Milan. O que o time fez para vencer com antecipação, qual a importância dos brasileiros, o que mudou desde o último título, qual a importância política da conquista, como manter a equipe nos trilhos… Esta série substituirá o Domingo é dia de história, que não será publicado amanhã. Fique de olho!

As notas do Milan campeão:

Alexandre Pato e Thiago Silva (Foto: Getty Images)

O pato e o monstro

5 estrelas

  • Abbiati, goleiro: com 18 gols sofridos em 34 partidas, o arqueiro supera a média de Dida, titular no último scudetto vencido pelo clube. Vale lembrar que Abbiati era reserva naquela ocasião. Sempre dispensável, visto como moeda de troca, emprestado com frequência, parecia que seria novamente jogado para escanteio quando Amelia foi contratado. Mas esbanjou discrição e segurança. Aos 33 anos, venceu como protagonista pela primeira vez.
  • Allegri, treinador: jovem e com ideias fortes, às vezes pareceu estar na corda-bamba, mas sempre superou as dificuldades. Pressionado pela imprensa italiana a escalar quatro atacantes no início da temporada, não cedeu. Começou com três e, com o tempo, escolheu apenas dois. Psicologicamente, esbanjou tranquilidade ao fazer o time atravessar bem os momentos de êxtase (goleadas contra Inter e Napoli) e superar os traumas (sobretudo a queda para o Tottenham na Liga dos Campeões). Vencer na temporada de estreia é um grande feito: Allegri se iguala a Capello, Sacchi e Zaccheroni.
  • Gattuso, meia: alma guerreira de um time que não se entregou, o camisa 8 brilhou no pior momento do Milan na temporada. No returno, quando a Inter se aproximava a passos largos e tudo parecia estar se perdendo, Gattuso marcou o gol de uma vitória suada contra a Juventus. O desabafo depois da conquista só fará aumentar o carinho da torcida por ele.
  • Nesta, zagueiro: lutou e venceu as lesões que o tiraram de combate na temporada passada e ressurgiu das cinzas para formar, com Thiago Silva, uma das defesas mais confiáveis da Europa. O preparo físico não é o mesmo do auge de alguns anos atrás, mas a classe de Nesta parece aumentar ano após ano. Quem disse que o zagueiro romano já estava cumprindo aposentadoria deve ter se arrependido.
  • Pato, atacante: o início de temporada foi difícil e parece que o brasileiro terminará a campanha do título sem ter conseguido fazer uma boa dupla com Ibrahimovic. Isso não importa, porém. Jogou seis partidas a menos que o sueco e marcou o mesmo número de gols. De quebra, foi decisivo no delicadíssimo dérbi contra a Inter, que poderia ter empurrado o Milan para a terceira posição. Tornou-se o atacante sub-23 mais goleador desde Giuseppe Meazza e ainda conquistou a filha do chefe.
  • Seedorf, meia: reforço do Corinthians? Difícil. O camisa 10 não teve um começo espetacular de temporada e passou por sérias dificuldades até convencer Allegri de sua titularidade. Na reta final do campeonato, tornou-se indiscutível e esbanjou a classe que estava faltando ao Milan desde o início do torneio. Inteligência, bom passe, domínio do jogo, controle emocional e poucas falhas – enfim, tudo o que um bom armador precisa.
  • Thiago Silva, zagueiro: melhor jogador da campanha do título milanista, não é à toa que o brasileiro passou a ser conhecido como “O Monstro” e arrancou elogios dos ícones Baresi e Maldini. Hoje, é o melhor zagueiro do mundo e é tão técnico que foi utilizado até como volante, com bons resultados. Thiago Silva foi à Europa na hora certa, no time certo. Aos 25 anos, chegou para suprir um lugar carente de um time internacionalmente reconhecido por ter defensores top de linha. Venceu.

Massimiliano Allegri e Zlatan Ibrahimovic (Foto: Getty Images)

O estreante e o octacampeão

4 estrelas

  • Boateng, meia: chegou cercado de desconfiança, um novo volante para um time que já era recheado deles. Improvisado por Allegri como trequartista, deu à equipe um dinamismo desaparecido há alguns anos e foi o principal responsável por empurrar Ronaldinho para o banco. Sua importância pode ser medida pela dificuldade do Milan em vencer quando esteve lesionado – nessa época, a Inter esteve a uma vitória da liderança.
  • Cassano, atacante: contratado em janeiro, distribuiu seis assistências e ainda marcou quatro golzinhos mesmo sem jamais ser titular absoluto. Peça essencial na comemoração do título, afinal foi ele (claro) quem jogou a champanhe na cara do treinador.
  • Robinho, atacante: na melhor temporada do brasileiro desde que chegou à Europa, Robinho se afirmou como um atacante completo e bastante útil. Na hora do aperto, jogou até como centroavante. Semeou pânico nas defesas adversárias no mesmo ritmo em que perdia gols inacreditáveis. Se acertar a mira, quem sabe possa retomar a meta de tentar ser o melhor do mundo?
  • Ibrahimovic, atacante: 14 gols e 11 assistências poderiam colocar o sueco como jogador mais importante na campanha do título, o oitavo dele consecutivo, por cinco times diferentes. Mas o atacante essencial no primeiro semestre virou dor de cabeça no returno e, desnecessariamente, colocou o time em dificuldades em um momento crucial.
  • van Bommel, meia: também chegou em janeiro e logo mostrou o cartão de visitas, sendo expulso na partida de estreia. Apesar disso, o holandês deu a volta por cima e se tornou insubstituível no meio-campo, um verdadeiro destruidor de jogadas que restituiu o equilíbrio ao setor. No returno, o Milan só sofreu seis gols. Não é coincidência.

Massimo Ambrosini e Christian Abbiati (Foto: Getty Images)

O novo protagonista e o capitão sumido

3 estrelas

  • Abate, lateral-direito: afobado, estabanado e ingênuo, porém voluntarioso e disponível. Abate não é o melhor lateral do mundo, mas evoluiu bastante, conseguiu se firmar como titular e não comprometeu nas grandes partidas.
  • Ambrosini, meia: o capitão da equipe ficou lesionado por quase todos os jogos, mas teve papel relevante enquanto esteve disponível.
  • Antonini, lateral-esquerdo: esteve um pouco abaixo do que Abate mostrou e nunca foi muito confiável, mas merece seu espaço pela garra mostrada em campo.
  • Pirlo, meia: machucado durante boa parte do ano, perdeu espaço com Allegri, que prefere utilizá-lo mais adiantado do que o próprio Pirlo gosta de jogar, e deve sair. Dizia-se que um Milan vencedor começaria por seus pés. O scudetto mostra que sua importância para o Milan já pertence à história.
  • Yepes, zagueiro: contratação discutível no início da temporada, o veteraníssimo colombiano pode dizer que teve sua importância no scudetto milanista. Fez onze partidas em alto nível quando foi escalado e virou xodó da torcida.

Clarence Seedorf e Filippo Inzaghi (Foto: Reuters)

O cerebral e o interminável

2 estrelas

  • Bonera, lateral-direito/zagueiro: nem ao céu, nem à terra. Duvide de quem disser que se lembrará de Bonera daqui a dez anos.
  • Flamini, meia: autor de um gol decisivo contra o Bologna, mas pouco mais que isso. Com Allegri, recuperou o espaço perdido com Leonardo, mas não recuperou o futebol dos tempos de Arsenal.
  • Inzaghi, atacante: dois gols em cinco jogos e uma lesão que o tirou da temporada, mas que não apagou a idolatria da torcida do Milan por ele.
  • Merkel, meia: com boas partidas quando o parte do meio-campo esteve no departamento médico, o alemãozinho provou que pode ser uma boa opção para o futuro.
  • Strasser, meia: assim como Merkel, só troque o alemãozinho por serraleonêsão.
  • Oddo, lateral-direito: jogou pouquíssimo, mas deu três assistências em sete partidas.
  • Zambrotta, lateral-esquerdo: nem sombra do que foi na Copa do Mundo em 2006, o ex-melhor lateral do mundo fez partidas seguras na defesa e medíocres no ataque.

Ronaldinho no Flamengo (Foto: Reuters)

E o campeão distante

1 estrela

  • Amelia, goleiro: segundo título italiano do goleiro campeão do mundo em 2006 – e que não foi titular em nenhuma das conquistas. Quando jogou pelo Milan, não convenceu.
  • Beretta, atacante: oito minutos na campanha do título.
  • Borriello, atacante: foi vendido para a Roma depois da primeira rodada.
  • Emanuelson, meia/lateral-esquerdo: chegou para ser a solução da lateral. Teve chances no meio-campo e deve ficar por lá, ainda que não tenha convencido.
  • Jankulovski, lateral-esquerdo: mesmo bem fisicamente, não conseguiu ser titular.
  • Legrottaglie, zagueiro: contratado para ser a primeira opção da defesa, se machucou gravemente logo na estreia. Azarado.
  • Oduamadi, atacante: disputou dez minutos de campeonato e nada mais.
  • Papastathopoulos, zagueiro/lateral-direito: as prestações terríveis do início da temporada o empurraram para as margens do elenco.
  • Roma, goleiro: nem chegou a entrar em campo.
  • Ronaldinho, atacante: nenhum gol nas várias partidas que fez antes de ir para o Flamengo, contra a vontade de Silvio Berlusconi.
Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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