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Posts com a Tag Aquilani

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Serie A | 06:12

Os melhores do primeiro quarto

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Passo a passo, a temporada do Campeonato Italiano vai ganhando corpo. Pouco mais de um quarto dos jogos foram realizados, então agora já é possível listar com mais precisão os destaques do torneio, aproveitando a parada para as partidas da seleção italiana. Há cinco semanas, publiquei a primeira seleção Tripletta. Vamos para a atual.

Klose (Reuters)

Klose decidiu o primeiro dérbi romano em que botou o pé. Precisa falar mais algo?

Goleiro: Handanovic (Udinese). Titular na primeira seleção, não perdeu o posto. Em dez jogos, levou só quatro gols e lidera a defesa alvinegra, a melhor das grandes ligas europeias. Handanovic fez milagres contra Milan, Cagliari, Palermo e Atalanta. Pelo menos cinco pontos da Udinese entram na conta dele.

Zagueiros: Barzagli (Juventus) e Benatia (Udinese). O juventino mantém o posto de melhor zagueiro do campeonato, mas o marroquino está por perto. Barzagli tem carregado uma defesa difícil, que sofre com os dias ruins de Chiellini e com a falta de um lateral esquerdo. Benatia nem parece ter vindo da segunda divisão francesa: seguro atrás, também é importante nas bolas paradas ofensivas. Menção honrosa a André Dias (Lazio).

Laterais: Basta (Udinese) e Marchese (Catania). É bem provável que você não conhecesse esta dupla antes de o campeonato começar. O lateral direito da Udinese passou a temporada passada inteira lesionado e se recuperou. Ótimo marcador, ninguém passa por ele. A fase do defensor do Catania é bem pior, mas como está difícil arrumar alguém na esquerda…

Meias: Marchisio (Juventus), Pirlo (Juventus) e Aquilani (Milan). Não dá para não colocar a dupla da Velha Senhora. Pirlo só não é o melhor jogador do campeonato porque acabou ofuscado por Marchisio, que simplesmente marcou os gols decisivos nos jogos contra Inter e Milan. Aquilani merece espaço porque subiu demais de rendimento nas cinco vitórias seguidas do Milan, nas quais fez quatro assistências. Vale citar De Rossi (Roma) e Nainggolan (Cagliari).

Atacantes: Klose (Lazio), Denis (Atalanta) e Di Natale (Udinese). Dos escolhidos há cinco semanas, só sobrou Denis, autor de sete gols em dez jogos jogando pela modesta Atalanta. Nada mal. Di Natale também não poderia ficar de fora, com oito gols marcados em nove partidas, quase todos decisivos. Mas o melhor da turma é um alemão que levou a Lazio a outro patamar. Klose está dando ao time romano aquele algo a mais tão difícil de explicar com palavras. A Lazio, agora, consegue vencer partidas sofridas, fazer gols nos últimos minutos e, claro, derrotar a Roma com autoridade. E Ibrahimovic (Milan)? Pelo que o sueco tem mostrado nas últimas rodadas, já vou ter que arrumar lugar para ele nas próximas seleções…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Seleção italiana | 11:10

O problema são os outros

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A Itália futebolística andou meio tensa nas últimas semanas, depois de a seleção perder seus dois atacantes titulares. Rossi teve de operar o joelho e Cassano se recupera de um acidente vascular cerebral. A dupla até corre o risco de perder a Eurocopa. Quem os substituiria? O amistoso com a Polônia mostrou que este é o menor problema de Cesare Prandelli.

Balotelli (Getty Images)

Balotelli chamou a responsabilidade e marcou o primeiro gol com a seleção

Balotelli assumiu o papel de Cassano e infernizou a defesa polonesa. Correu, marcou saída de bola, procurou o diferente – e achou, vale dizer. Para um primeiro gol com a camisa italiana, aquela bola por cobertura não está nada mal.

Com Pazzini no lugar de Rossi, o ataque perdeu velocidade e ficou um pouco mais previsível – e mais letal, vale ressaltar. O Pazzo só teve uma grande chance na partida. Tudo bem, estava impedido, mas botou entre as pernas do goleiro Szczesny.

A vitória por 2 x 0, mesmo assim, escancara as dificuldades criativas de um time que depende demais de Montolivo, escalado como armador no 4-3-1-2 de Prandelli pelo quinto jogo seguido. Em má fase perene, o camisa 18 até acerta um passe ou outro, mas é pouco para um time que, com alguém de qualidade no setor, poderia até pensar com carinho na final da Eurocopa.

Aquilani, que seria a outra opção para a vaga, tem atuado mais recuado no Milan e na própria seleção. Mauri se recupera de lesão. E termina aí. Faltou usar as três últimas convocações para testar alguém na posição. Cigarini foi chamado, mas nem chegou a estrear.

Alguém melhor que Montolivo levaria esta Itália a outro patamar. A defesa está bem ajustada e a linha dos três meio-campistas é uma das melhores do mundo, com De Rossi, Pirlo e Marchisio, aqueles que talvez sejam os três melhores jogadores italianos da Serie A. O ataque, que funcionou bem contra a Polônia, ainda tem ótimas opções, como Matri, Giovinco e Osvaldo.

Depois do amistoso com o Uruguai, que será disputado na terça-feira (22/11), a Itália ainda terá duas convocações e três amistosos antes da Euro. Talvez valha a pena testar alguém que mude a cara desta seleção, aumentando o nível de eficiência ao mesmo tempo em que a qualidade dê um passo a frente. Por enquanto, a imprevisibilidade fica só por conta de Balotelli. Fique com o gol dele:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 29 de outubro de 2011 Milan, Roma, Serie A | 16:32

Cinismo

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Em um esporte tão quente como o futebol, sangue frio costuma ser algo decisivo. Que o diga o Milan, que venceu o último campeonato derrotando diversos adversários que jogavam melhor, mas não conseguiam chegar ao gol. Foi assim que os rubro-negros bateram a Roma, fora de casa, por 3 x 2, e chegaram à liderança – ao menos temporária – da Serie A.

Ibrahimovic e José Ángel (Getty Images)

Ibrahimovic deitou e rolou na terrível defesa romanista

A Roma teve a bola, o Milan fez os gols. Bastou acertar o gol de Stekelenburg quatro vezes. O holandês defendeu um chute fraco de Aquilani e levou três gols de cabeça, dois deles de Ibrahimovic. A Roma finalizou 23 vezes e só conseguiu dois gols – o último deles, só porque Abbiati deu uma forcinha.

É legal ver a Roma jogar. O time tem um jogo interessante de posse de bola, não desiste das partidas, acerta ótimas sequências de passes. O elenco parece já entender as novas ideias de Luis Enrique, contratado para executar uma revolução cultural. O problema é o tal cinismo.

Nas últimas quatro partidas, a Roma perdeu três. E só conseguiu marcar cinco gols, apesar do futebol ofensivo e de ter finalizado 61 vezes. Na prática, são necessários 12 chutes a gol para que a torcida consiga comemorar um destes. Para efeito comparativo, o Siena finalizou 70 vezes em oito jogos. Parte da culpa é dos atacantes, que mostram um incrível nervosismo na hora de finalizar – os jovens Bojan e Borini, principalmente. Quem chuta de fora da área, não tem acertado o alvo – nesta lista, José Ángel é o mais notável.

Mas é importante ressaltar que o meio-campo faz a bola chegar lá na frente, mas não nas melhores condições possíveis. E aí falta Totti. Mesmo com tantas contratações, a Roma ainda depende de seu capitão, menos pelos gols e mais pelos passes e pela presença capaz de desequilibrar adversários. Como o ataque não funciona, tudo estoura na defesa. E aí falta Juan. Desde que voltou de lesão, o brasileiro tem empilhado partidas terríveis.

Dependendo dos resultados do domingo, a Roma, agora 10ª colocada, pode cair até para a 15ª posição. Por quanto tempo vai durar a paciência da torcida com um elenco que joga como nunca e perde como sempre?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 23 de outubro de 2011 Milan, Serie A | 20:19

Allegri aprendeu

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Há quase vinte anos, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, esteve em campo naquela que talvez tenha sido a maior virada da história do clube. Naquele 13 de setembro de 1992, o time alvinegro venceu o Pescara por 5 x 4, fora de casa.

Boateng (Reuters)

Essencial para o título da temporada passada, Boateng finalmente voltou a jogar bem

Foi de Allegri o primeiro gol do jogo – sim, ele jogava no Pescara – mas, aos 6 minutos, o Milan vencia por 2 x 1. E aí os donos da casa resolveram jogar. Massara marcou um vez e Baresi fez dois gols contra (!). Pescara 4 x 2. Quando Van Basten resolveu entrar na partida, tudo mudou. Fez três gols e virou o jogo para 4 x 5.

Pelos relatos daquele jogo, o Milan não precisou de alterações para vencer um adversário claramente inferior. Bastou mudar a mentalidade. Foi o que Allegri, que naquele dia saiu derrotado, parece ter levado de lição. Soube aplicar muito bem na partida contra o Lecce, neste domingo (23/10).

No intervalo, o Milan perdia por 3 x 0. Para injetar ânimo no time, Allegri fez duas alterações. As entradas de Aquilani e Boateng foram essenciais. O ganês, que ainda estava devendo uma boa partida na temporada, destruiu a defesa do Lecce com três gols.

A supremacia do Milan ficou tão grande que Yepes decidiu o jogo, no finalzinho, e transformou o 3 x 4 num resultado justíssimo. A virada é um prêmio à humildade de Allegri, que reconheceu alguns erros que cometeu na escalação, como a entrada de Ambrosini, e soube corrigi-los a tempo. E dá um gás ao último campeão italiano, que agora está a apenas quatro pontos de distância da líder Udinese. Para quem vira jogos assim, nada é impossível.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Bolão, Serie A | 11:20

Italianão, prévia da 2ª rodada

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Com quase 15 dias de atraso, a Serie A começa nesta sexta-feira (9/9), com Milan x Lazio, no estádio Giuseppe Meazza. Por causa daquela greve sem sentido, a segunda rodada abre o campeonato e a primeira ainda não tem data para ser disputada.

E nosso bolão também terá início. Ao fim da temporada, o Tripletta e a parceira Liga Retrô oferecerão uma camisa retrô do Genoa, a do título italiano de 1915, a quem vencê-lo. Se você ainda não se cadastrou, basta clicar aqui, começar a apostar e avisar os amigos. Imperdível, não?

Hernanes (Getty Images)

Com responsabilidade dividida, Hernanes terá mais espaço para brilhar na Lazio

Na abertura do certame, o Milan deve entrar em campo com a mesma base da temporada passada. Dos recém-chegados, só Aquilani e El Shaarawy ficarão no banco. A Lazio terá pelo menos três novidades no time titular: o lateral direito Konko e os atacantes Cissé e Klose. A dupla ofensiva é a esperança da torcida para que a águia voe mais alto. O goleiro Marchetti cumprirá suspensão. Ele acabou expulso na última partida que fez, pelo Cagliari, em uma partida do time primavera.

O sábado verá um Cesena de ataque reformulado. Os estreantes Éder, Mutu e Martínez puxarão os galões pela equipe alvinegra, que receberá um Napoli bem reforçado no meio-campo. Inler e Dzemaili podem ser o que faltava para que o ex-time de Maradona dispute o título de forma séria.

Das oito partidas de domingo, as três mais chamativas terão transmissão na TV. Será o dia da inauguração da Juventus Arena, belíssimo estádio que pode ser a pedra fundamental na reconstrução do clube. Teremos a volta do ídolo Conte a Turim, agora como treinador.

Também veremos a  ”Roma norte-americana”, que estreará seis contratações recentes no time titular, enfrentar um Cagliari com problemas no ataque, pois Larrivey está suspenso e Thiago Ribeiro ainda não foi regularizado. (Atualização: conseguiram acertar os documentos de Thiago, na tarde de hoje). Para fechar, um tira-teima entre dois times que parecem enfraquecidos: Palermo e Inter terão de vencer para superar as desconfianças deste início da temporada. Mangia e Gasperini chegarão a comer o panetone ou serão mandados para a forca antes do natal?

Programação da TV
Sexta, 9/9
às 15h45, Milan x Lazio – ESPN Brasil e Rai

Sábado, 10/9
às 15h45, Cesena x Napoli – RedeTV! e Rai

Domingo, 11/9
às 7h30, Juventus x Parma – ESPN, ESPN HD e Rai
às 10h, Roma x Cagliari – ESPN, RedeTV! e Rai
às 15h45, Palermo x Inter – ESPN Brasil, SporTV e Rai

O Tripletta aposta (valendo a camisa ao lado!)
Catania 2×0 Siena
Cesena 1×1 Napoli
Chievo 1×0 Novara
Fiorentina 3×1 Bologna
Genoa 2×2 Atalanta
Juventus 2×0 Parma
Lecce 1×3 Udinese
Milan 2×0 Lazio
Palermo 1×2 Inter
Roma 2×1 Cagliari

E você, apostou em quem no nosso bolão?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 25 de março de 2011 Seleção italiana | 19:56

No caminho certo

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Thiago Motta comemora com Cassano (Foto: Getty Images)

Thiago Motta comemora com Cassano: brasileiro marcou seu primeiro gol logo na estreia em jogos oficiais

Apesar da discutível exclusão de Balotelli e De Rossi do elenco, a seleção italiana não teve problemas para bater a Eslovênia por 1 a 0. Com a vitória, Prandelli e comandados chegam a quatro vitórias e um empate no grupo C das eliminatórias para a Eurocopa, o que coloca a Nazionale bem próxima de uma vaga na competição. E, mais do que isso, confirma a ascensão do time azzurro.

Os pontos fortes mostrados no empate com a Alemanha, no início de fevereiro, continuaram presentes: superação, correria, confiabilidade, humildade, volúpia. A técnica e o bom jogo ainda são objetivos para o futuro, mas os bons resultados garantem tranquilidade e aumentam a autoestima.

Prandelli escalou seu 4-3-1-2 sem nenhum incontrista (nenhum Gattuso ou Jonílson, por exemplo) e teve o trabalho facilitado pela dificuldade eslovena em colocar pressão – muito disso pelo desfalque de Matavz. O meio-campo leve e técnico, então, não teve grandes desafios. Mas não foi tão efetivo assim e só ganhou equilíbrio quando Nocerino entrou para ajudar a anular Kirm, que jogou muito e sabe-se lá porque está no futebol polonês. As notas do jogo:

ITÁLIA
Buffon, 6 – uma boa defesa em chute de Koren e várias bolas interceptadas pelo alto
Maggio, 7 – atacou bem e defendeu ainda melhor, serviu Pazzini com bons passes
Bonucci, 5,5 – não chegou a falhar, mas jogou sem segurança e passou dificuldades com Dedic
Chiellini, 6 – vai melhor com a camisa da seleção do que com a da Juventus
Balzaretti, 6,5 – não sentiu o peso da camisa, atacou com desenvoltura e tabelou com Motta para o gol
Aquilani, 5,5 – os melhores lances eslovenos saíram nas suas costas. Ineficiente no ataque
Motta, 7 – responsável pelo primeiro combate aos adversários, de quebra marcou um gol
Montolivo, 7 – impecável, fez sua melhor exibição em azzurro até hoje

Marchisio (entrou aos 42’st), sem nota
Mauri, 5,5 – se movimentou bem, mas não basta para ser titular – o que não é mais nem na Lazio
Nocerino (aos 18’st), 6 – acertou a marcação e permitiu que Motta avançasse no lance do gol
Cassano, 6 – em alguns lampejos foi bem, mas ainda falta consistência
Rossi (aos 29’st), sem nota
Pazzini, 6,5 – lutou bastante, fez pressão e acertou a trave no primeiiro tempo

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 20 de março de 2011 Seleção italiana | 17:49

Hipocrisia azzurra

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Daniele De Rossi (Foto: Getty Images)

Vice-capitão da seleção italiana, De Rossi é (ou era) pilar do time de Prandelli

Cesare Prandelli anunciou hoje a lista de convocados para os próximos jogos da seleção italiana: Eslovênia (eliminatórias para a Euro, em Ljubljana, dia 25) e Ucrânia (amistoso, em Kiev, dia 29). Como antecipado por todos os jornais do país, De Rossi e Balotelli ficaram de fora por motivos disciplinares.

O motivo? Violaram o código ético implantado por Prandelli quando o técnico chegou. As regras foram definidas junto de alguns “senadores” do elenco: Zambrotta, Pirlo, Palombo e o próprio De Rossi. “Quem joga na seleção representa todo o país e deve ser sempre um modelo, por isso comportamentos errados não serão mais tolerados”, garantiu Prandelli na época.

O problema é que fica difícil manter este código ético acima do bom senso. De Rossi e Balotelli não foram convocados pela conduta violenta demonstrada em partidas pela Roma e pelo Manchester City. Digamos que os dois representam um modelo para o país. Mas o país preferiria ser representado por dois grandes jogadores, fundamentais no elenco de Prandelli, ou por seus reservas? A partida contra a Eslovênia, fora de casa, vale a primeira posição do grupo C das eliminatórias e pode ser decisiva.

Não há um grande nome no meio-campo azzurro e, hoje, pode-se dizer que De Rossi é imprescindível. A dupla da Juventus (Aquilani e Marchisio) vive má fase, Mauri tem ficado na reserva da Lazio, Montolivo faz sua pior temporada nos últimos anos e Thiago Motta ainda se adapta à “nova nacionalidade”. Os dois jogadores em melhor fase no setor são os novatos Nocerino e Parolo, que ainda buscam espaço – o último é estreante em convocações.

A ausência de Balotelli deve ser menos sentida. A seleção conta com Rossi e Pazzini, dupla em ótima fase, e ainda tem como opções Cassano e Giovinco para criar o jogo e Matri e Gilardino para finalizá-lo. Ainda assim, dá para justificar a ausência de Di Natale? Idade à parte, não dá para simplesmente descartar quem fez mais de 50 gols nos últimos dois anos.

Se qualquer “conduta violenta” for motivo para sacar jogadores da seleção italiana, o clima por lá pode ficar instável gratuitamente. O código ético é uma boa sacada de segurança, mas não seria melhor oferecer apoio psicológico aos jogadores que representariam um modelo ao país? Antes assim do que esbarrar na hipocrisia: antes dois “violentos” em campo do que uma derrota decisiva, convenhamos.

Os 25 de Prandelli
Goleiros: Buffon (Juventus), Sirigu (Palermo), Viviano (Bologna);
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Chiellini (Juventus), Criscito (Genoa), Gastaldello (Sampdoria), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter), Santon (Cesena);
Meio-campistas: Aquilani (Juventus), Marchisio (Juventus), Mauri (Lazio), Montolivo (Fiorentina), Thiago Motta (Inter), Nocerino (Palermo, Parolo (Cesena);
Atacantes: Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Matri (Juventus), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 Cesena, Juventus, Serie A | 20:04

Outro ano na fila

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Bergonzi expulsa Motta (Foto: Ansa)

Expulsão de Motta é bom retrato da péssima temporada daquele que foi capitão de diversas seleções de base

Definitivamente, não será desta vez que a Juventus retornará à Liga dos Campeões. O empate em 2 a 2 com o Cesena deixou o time nove pontos atrás da Lazio, quarta colocada, e a tendência é que a diferença aumente.

Dois gols de Matri colocaram os visitantes em vantagem, mas um blecaute na defesa da Juve colocou tudo a perder. Primeiro, Buffon fez um pênalti em Parolo e dois minutos depois Motta foi expulso por levantar o pé na altura do rosto de Giaccherini. No segundo tempo, o Cesena só não virou o jogo por pouca pontaria e pelas defesas de Buffon. Parolo, melhor em campo, fez o gol dele e fechou as contas. As notas do jogo, com os melhores em negrito:

CESENA
Antonioli, 6 – sem culpa nos gols, também não fez nenhum milagre
Santon, 5,5 – defendeu bem, atacou mal: nada a ver com o Santon dos tempos de Inter
Ceccarelli (aos 34’st), sem nota
Pellegrino, 6 – sofreu com Matri durante meia hora e depois só assistiu à partida
Von Bergen, 6,5 – xerife da defesa, deu segurança à área
Lauro, 6,5 – venceu a batalha com Motta, Krasic, Pepe e quem mais se arriscasse por ali
Caserta, 6 – pareceu fisicamente recuperado, o que já é muito, mas ainda falta atacar
Malonga (7’st), 6 – entrou esbanjando velocidade, com um pouco mais definiria o jogo
Colucci, 6,5 – administrou bem o meio-campo e anulou a dupla Aquilani-Marchisio
Parolo, 8 – melhor em campo, sofreu o pênalti e empatou o jogo. Bela temporada de estreia
Giaccherini, 4,5 – errou um gol inacreditável, sem goleiro, e jogou sem confiança pelo resto da partida
Rosina (28’st), 5,5 – cobrou a falta do empate e deixou a impressão de que deveria ter entrado antes
Jiménez, 6,5 – tecnicamente, é muito superior. Quando joga pelo centro, se reencontra
Bogdani, 5 – não conseguiu ganhar nenhum lance e terminou o jogo exausto

JUVENTUS
Buffon, 6 – fez pênalti, arriscou ser expulso, mas salvou o empate pelo menos três vezes
Motta, 4 – mal na defesa, o cartão vermelho aos 42 minutos foi a cereja do bolo
Bonucci, 5,5 – ganhou todas de Bogdani, o que não é grande coisa
Chiellini, 5 – o melhor zagueiro da Itália falhou demais e deu sorte: Giaccherini não aproveitou
Traoré, 5,5 – não marcou história, mas ao menos não fez grandes cagadas, o que já é grande coisa
Krasic, 5 – onde está o jogador do início da temporada?
Grygera (1’st), 5,5 – com muito custo e muitas faltas, conseguiu parar o lado esquerdo do Cesena
Aquilani, 5 – participa pouco do jogo, parece estar com a cabeça em outro lugar
Marchisio, 5,5 – marca bem, luta bastante, mas ainda falta maior produção ofensiva
Pepe, 6 – corre pela esquerda de uma ponta a outra, mas vai melhor defendendo do que atacando
Del Piero, 8 – provou que não pode ser reserva neste time e tirou os gols da cartola
Martínez (22’st), 5 – merecia meio ponto a mais, mas entrou no lugar de Del Piero
Matri, 7,5 – estava ali para fazer gols: anotou dois
Iaquinta (32’st), sem nota

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domingo, 13 de fevereiro de 2011 Internazionale, Juventus, Serie A | 21:21

Quando os craques não decidem

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Krasic e Matri

Com Krasic apagado, Matri resolveu resolver

Ao fim do campeonato, Krasic e Eto’o concorrerão ao posto de melhor jogador da temporada italiana. Mas não pelo que fizeram no jogo de hoje. O sérvio da Juventus até tentou dribles e tabelas, mas foi anestesiado por Zanetti e jamais conseguiu chegar vez à linha de fundo. O camaronês da Inter parou no jovem Sorensen e só teve duas boas chances, todas nos últimos minutos de jogo: furou uma delas e mandou a outra no travessão.

Como nenhum dos dois decidiu para o bem, aumentou a importância da turma de, digamos, menos “poderio técnico”. A vitória da Juventus por 1 a 0 foi construída em uma partida modorrenta e sem grandes oportunidades de gol. No duelo dos centroavantes recém-chegados, Matri levou a melhor sobre Pazzini. Foi ele o autor do gol da partida, um cabeceio que até pareceu simples depois do belo cruzamento de Sorensen.

O lance do gol de Matri foi mais uma prova das falhas clamorosas da defesa da Inter em bolas aéreas. Desta vez, Ranocchia marcou o homem errado, Córdoba pulou em falso e Maicon não chegou a tempo. Pazzini, por outro lado, se perdeu na marcação de Barzagli e só conseguiu finalizar uma vez, no início do segundo tempo: um cabeceio fraco parado por Buffon.

A Juve chegou a duas vitórias seguidas na competição, o que não acontecia desde 12 de dezembro. Com os três pontos e a moral conquistada no derby d’Italia, volta à luta por um lugar na Liga dos Campeões. O time que bateu a Inter não parece nem sombra daquele que caiu para o Palermo há duas rodadas. Barzagli, reforço recebido com desconfiança, tem surpreendido e já se tornou essencial na defesa. Com ele em campo, até o problema na lateral-esquerda parece resolvido em curto prazo, com o retono de Chiellini à posição. Outro que cresceu desde a última derrota foi Felipe Melo, que passou a jogar mais recuado para dar liberdade a Aquilani.

Para que a Inter continue na luta pelo scudetto, basta acreditar que a derrota foi apenas um tropeço e que tudo em breve voltará ao normal. Enquanto isso, Leonardo, não custa nada treinar a defesa de seu time nas bolas aéreas.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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