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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Chievo, Genoa, Udinese | 15:19

SdV, parte 8: Solitários e desiguais

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No último episódio do Show da Virada (SdV) do Tripletta, os times solitários serão assunto. No Friuli, só dá Udinese. Na Ligúria, sobrou apenas o Genoa. E no Vêneto, o minúsculo Chievo continua representando o nome de Verona. Com o trio, fechamos a conta e passamos a régua:

Udinese (3º lugar, 32 pontos, 20 gols marcados e 9 sofridos em 16 jogos)

Antonio Di Natale (Getty Images)

Antonio Di Natale

Vinho, seu nome é Antonio Di Natale. Aos 34 anos, o camisa 10 continua decisivo. Ele marcou gols em nove partidas diferentes da Serie A e a Udinese venceu oito delas. Na Liga Europa, onde Guidolin poupou as forças do time friulano, Di Natale fez dois jogos e dois gols. Frequentemente isolado no ataque de seu time, o artilheiro tomou as rédeas. Jogador que mais finaliza no campeonato (2,8 por jogo, em média), Di Natale fez metade dos gols de um time provinciano que está a dois pontos dos líderes.

A temporada tem mostrado que a Udinese é o melhor canteiro italiano para fazer um jovem crescer. Nenhuma compra histórica foi feita para substituir os até então insubstituíveis Zapata, Inler e Sánchez, vendidos em julho, mas Guidolin conseguiu se virar com contratações baratas e jogadores que estavam dentro do próprio elenco. Badu é o melhor exemplo. Em 2010-11, jogou 90 minutos apenas na última rodada. No campeonato atual, virou titular absoluto.

A tranquilidade no Friuli transformou até Pinzi em ídolo. Mais recuado do que nos últimos anos, o camisa 66 se tornou o motorzinho do meio-campo da Udinese. É o segundo que mais desarma na Serie A (4,9 desarmes por jogo) e completa boa parte dos passes que tenta. Um cuidado especial deverá ser tomado durante a disputa da Copa Africana de Nações, que vai até metade de fevereiro. A Udinese perderá os titulares Badu, Asamoah e Benatia. Somente um dos meias foi substituído, com a chegada de Gelson Fernandes.

Genoa (10º lugar, 21 pontos, 19 gols marcados e 24 sofridos em 16 jogos)

Sébastien Frey (Getty Images)

Sébastien Frey

A pretensa revolução no estádio Luigi Ferraris fracassou, mais uma vez. Dos 14 contratados, só um vingou até agora: o goleiro Frey, responsável direto pela situação ainda razoavelmente confortável do Genoa na tabela. Seguro sem ser espetacular, o goleiro tem salvado a retaguarda das pixotadas de Moretti, Dainelli e Kaladze – o georgiano, aliás, passou quatro das 16 rodadas até agora suspenso.

Além de Frey, há um recém-chegado que pode usar o returno para se firmar. O habilidoso chileno Jorquera muda a cara do time quando entra no segundo tempo, mas precisa ganhar consistência. De resto, só decepções. Caracciolo, Zé Love e Pratto, juntos, só marcaram dois gols. Constant e Seymour são motivo de piada, no meio-campo. Birsa e Bovo perderam quase todos os jogos do time, por lesão.

2011 terminou com um vexame. Para apagar aquela derrota por 6 x 1 sofrida para o Napoli, o que o presidente Preziosi resolveu fazer? Contratar! Já buscou Gilardino, a preço de ouro, e promete mais chegadas. Marino deverá ter em mãos, no fim de janeiro, um elenco um pouco diferente daquele que tinha Malesani. Do trabalho do recém-demitido, dá para salvar algumas coisas, como o aproveitamento ideal de Palacio, autor de seis gols e cinco assistências em 12 jogos, e a ressurreição de Miguel Veloso, que finalmente mostrou ter valdio o investimento para tirá-lo de Lisboa.

Chievo (12º lugar, 20 pontos, 13 gols marcados e 18 sofridos em 16 jogos)

Përparim Hetemaj (Getty Images)

Përparim Hetemaj

Os anos passam e o Chievo vai ficando. Depois de perder Marcolini, Mantovani e Constant e não contratar sequer um jogador com experiência razoável na Serie A, este blogueiro apostou que os burros alados não resistiriam na primeira divisão. Mas Di Carlo voltou para casa e arrumou a sala e a cozinha. O Chievo continua com seu jogo chato e eficiente: ótima defesa, péssimo ataque e um lugarzinho no meio da tabela, sem nem passar pela zona de rebaixamento.

Os números não são bons. O Chievo é o time que menos acerta passes no campeonato. Com 73% de aproveitamento no quesito, falha aproximadamente uma vez a cada quatro tentativas – o que explica parcialmente porque a equipe tem em média 44,4% de posse de bola por jogo e é o time que mais desarma na Serie A (26,3 vezes por partida). Hetemaj é o rei do meio-campo clivense. Ele chegou do Brescia sob desconfiança e se tornou titular absoluto. É o jogador do campeonato que mais acerta desarmes (5,5).

Di Carlo recuperou ao mundo dos vivos o brasileiro Luciano, que não jogava bem há meses. Desde a lesão de Rigoni, ele forma com Hetemaj e Bradley um trio de meio-campo complicado de ser ultrapassado. Na ligação, depois de testar Sammarco e Cruzado sem bons resultados, o treinador encontrou em Théréau uma ótima e inesperada opção nas últimas rodadas. Quem decepciona é o capitão Pellissier, que só marcou três gols até o fim de 2011. Na temporada passada, havia virado o ano com seis tentos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 3 de dezembro de 2011 Internazionale, Serie A, Udinese | 20:51

A emoção da incompetência

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Pazzini (Reuters)

A vitória da Udinese sobre a Inter, em Milão, neste sábado (03/12), não foi um daqueles jogos cheios de boas oportunidades. Das 27 finalizações das duas equipes, apenas oito acertaram o alvo. E só uma virou gol, num contra-ataque perfeito, concluído por Isla, o melhor em campo.

As maiores emoções da partida ficaram por conta dos sete minutos finais: um cartão vermelho e um pênalti perdido para cada lado. Ruim para a Udinese, que perdeu a chance de ampliar a vantagem, depois quase viu a Inter empatar e ainda perdeu Ferronetti, expulso.

Péssimo para a Inter. Se Júlio César havia defendido a cobrança de Di Natale dois minutos antes, Pazzini nem fez Handanovic trabalhar. Escorregou e isolou a bola que daria aos nerazzurri um empate heróico, a cinco minutos do fim e três minutos após a expulsão de Zanetti, que não levava um cartão vermelho desde 1999.

A Udinese voltou a liderar o campeonato, ao lado do Milan. Pode ser por pouco tempo, mas os resultados de um time provincial que perdeu três dos principais jogadores impressiona – e ganhará um post especial no Tripletta em breve, pode esperar. E a Inter também impressiona. Como pode a atual campeã do mundo arriscar cair para a 17ª posição, no fim da rodada?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Milan, Serie A, Udinese | 18:31

Estratégia infalível

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A Udinese nunca cansa de nos impressionar. A melhor equipe provincial vista pelo futebol italiano nos últimos anos empatou com o Milan, em San Siro, e saiu de lá dividindo a liderança da Serie A com o Genoa e a Juventus. Nada mal para um time que perdeu três dos melhores jogadores há pouco tempo e conseguiu se reconstruir.

Di Natale x Abbiati (Reuters)

Di Natale abriu o placar após falha de Abbiati

Os milhões ganhos com Zapata, Inler e Sánchez poderiam ter sido revertidos no mercado para montar uma Udinese estrelada. Poderiam. Mas o trio acabou substituído por Danilo, Doubai e Torje. E aí poderia dar tudo errado e a Udinese sumir do mapa. Poderia. Mas o time ainda não perdeu na Serie A e venceu na estreia da Liga Europa. E Di Natale marcou gol nas cinco últimas partidas.

Poder desenvolver um bom futebol sem pressão ajuda bastante no projeto friulano, que não prevê grandes contratações, mas um trabalho de prospecção em todos os continentes. Basta olhar para o elenco da Udinese para ver que a estratégia tem funcionado: são 27 jogadores de 15 nacionalidades diferentes.

O time que arrancou o empate em Milão é menos brilhante do que o da última temporada, mas é tão ou mais eficiente do que aquele. E aí entra o dedo de Francesco Guidolin, treinador que consegue pensar em curto e longo prazo. Além de fazer o time funcionar, ele planeja os próximos “lançamentos” com cuidado.

É o caso do lateral direito Basta e do meia Agyemang-Badu. O sérvio passou mais de uma temporada lesionado, mas voltou em alto nível e assumiu o flanco. O ganês, contratado em janeiro de 2010, foi trabalhado até que pudesse assumir o lugar de Inler. Há um mês, tornou-se titular absoluto. Um processo sem torcida organizada pichando muros ou jogando amendoim no banco de reservas. E aguarde: Neuton, Ekstrand, Fabbrini e tantos outros já pedem passagem.

Curtas
- Não demorou para que a Juventus tropeçasse em casa. Logo na segunda partida na nova arena, contra um risível Bologna, veio o empate. E olha que o gol alvinegro foi irregular.

- Mazzarri, treinador do Napoli, vivia sendo criticado por não poupar titulares nas longas maratonas. Contra o Chievo, escalou sete reservas no time titular. Perdeu.

- Com dois gols, Palacio foi o protagonista da goleada do Genoa sobre o Catania. Tudo isso no dia em que Gasperini acabou demitido. “Eu pedi tanto esse cara”, deve estar pensando.

- E a Atalanta já tem pontos positivos! O time começou com -6 e segue invicto, com duas vitórias e um empate. A fuga do rebaixamento, nesse ritmo, estará no papo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 16 de agosto de 2011 Liga dos Campeões, Udinese | 23:48

Vale a pena ver de novo

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Guidolin (Getty Images)Mesmo jogando no Emirates Stadium, a Udinese encarou o Arsenal de peito aberto, no jogo de ida dos play-offs da Liga dos Campeões. Depois de um levar um sufoco normal nos primeiros minutos, dominou a partida e teve as melhores oportunidades – não fosse a estreia ruim de Neuton na lateral-esquerda, o sufoco teria sido ainda menor. Ainda assim, perdeu por 1-0.

>> Leia o relato do jogo

O azar alvinegro foi ter levado o gol de Walcott logo no início da partida, em boa jogada de Ramsey numa área que deverá ser trabalhada. Neuton e Armero não se entenderam pelo setor esquerdo, e Danilo também teve dificuldades de posicionamento. Depois que o time se acertou, por volta dos 20 minutos de jogo, várias chances de gol foram desperdiçadas, Di Natale acertou a trave uma vez e, no fim, o Handanovic teve de provar que é um dos melhores goleiros do mundo, apesar de subvalorizado.

Se repetir no Friuli o que jogou em Londres, o time de Francesco Guidolin tem tudo para acabar com a sequência dos Gunners, que há 15 anos disputam a fase de grupos da Liga dos Campeões. Sánchez e Inler fazem uma falta absurda, mas dá para se virar com o que se tem disponível, desde que Badu não seja tão exigido quanto hoje. Desde a temporada passada, o ganense tem mostrado que é um bom cão de guarda, nada mais que isso. Não conseguirá fazer a função de Inler, que conseguia combater e reconstruir o jogo.

Pela postura fora de casa, a Udinese merece aplausos. Se pensarmos no Palermo, que caiu para o Thun na Liga Europa, o pessoal de Friuli nem parece ser um time italiano…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

Liga dos Campeões, Udinese | 11:32

O sonho recomeça

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VERONA, ITALY - MAY 15: Antonio Di Natale of Udinese looks on during the Serie A match between AC Chievo Verona and Udinese Calcio at Stadio Marc'Antonio Bentegodi on May 15, 2011 in Verona, Italy.A partida na Inglaterra contra o Arsenal, às 15h45 desta terça-feira (16) e transmissão de ESPN Brasil e Esporte Interativo, é o primeiro passo do sonho da Udinese. O time alvinegro está de volta à Liga dos Campeões, após alguns anos de espera. Em 2005, passou do Sporting Lisboa nas preliminares, mas foi eliminado ao cair no grupo de Werder Bremen e Barcelona. Nada mal para uma equipe provinciana, de arrecadação baixíssima.

Neste ano, o rival é mais poderoso. Mas é um Arsenal cheio de dúvidas este que a Udinese vai encarar. Um Arsenal que perdeu o principal jogador (Fàbregas), logo deve se ver sem outro (Nasri) e que vive momentos de incertezas. A Udinese também está sem alguns atletas essenciais na última temporada. Como montar um time sem Zapata, Inler e Sánchez, afinal, é uma pergunta que Guidolin deverá responder.

Os amistosos mostram uma Udinese forte. As goleadas contra times amadores são sempre esperadas, mas os ótimos resultados contra rivais franceses (3-1 no Bordeaux e 2-1 no Olympique de Marselha) deram animação. Falta é definir qual será o esquema tático de uma Udinese sem três dos principais jogadores. A pré-temporada mostrou um time que abandonou o sistema de três zagueiros e já colocou dois brasileiros entre os titulares.

O time de hoje deve ir num 4-1-4-1: Handanovic; Basta, Benatia, Danilo, Neuton; Doubai; Isla, Pinzi, Asamoah, Armero; Di Natale. Se optar por algo mais ofensivo, Abdi deve ser a primeira opção.

Atualização às 15h12: Basta não se recuperou de lesão e Ekstrand o substitui, na lateral-direita. No meio, Badu ganhou concorrência e botou Doubai no banco. O resto do time é o mesmo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 21 de junho de 2011 Udinese | 08:13

Tocou, virou ouro

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Dani Benítez (Granada CF)

Ao menos o futebol dele é bonito

Em julho de 2009, a família Pozzo (dona da Udinese há 25 anos) decidiu investir no Granada, clube da terceira divisão espanhola. Aquele seria o lugar perfeito para que jovens jogadores da Udinese ganhassem experiência por atacado. Só na temporada recém-terminada, foram onze atletas alvinegros no elenco do Granada.

O que impressiona é que tudo o que os Pozzo tocam tem virado ouro. Na primeira temporada, o Granada foi promovido. Nesta última, também: em 2011-12, o clube andaluz estará de volta à primeira divisão, algo que não ocorria desde o rebaixamento de 1976. O resultado foi conhecido no último domingo, após o empate em 2 a 2 com o Elche. Nada mal para uma família que, através da Udinese, já disputará as preliminares da próxima Liga dos Campeões.

Se algum dos onze empretados pode pintar no elenco da Udinese? Improvável. Destaque da turma, o meia canhoto Dani Benítez (foto ao lado) deve ser negociado com Valencia ou Mallorca – vale lembrar que os Pozzo têm um bom apreço ao dinheiro. O lateral-direito francês Nyom, o atacante chileno Orellana, o atacante nigeriano Ighalo e o centroavante suíço Geijo também se deram bem. Mas é difícil esperar que sejam catapultados à Liga dos Campeões, convenhamos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 Udinese | 11:10

Contagem progressiva: Um presidente que faz diferença

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Giampaolo Pozzo (Getty Images)

O império de Pozzo começou com uma madereira e culminou na melhor equipe provinciana da Itália

Começa aqui o review que o Tripletta fará da temporada italiana. Será uma contagem “progressiva”, de 1 a 11. O personagem de hoje será o empresário Giampaolo Pozzo, presidente da Udinese e melhor mandatário da Serie A.

Pozzo comprou a Udinese em julho de 1986. Dos titulares da Udinese de hoje, seis jogadores nasceram depois desta data, gente como Sánchez, Isla e Zapata. Já dá pra ter uma medida da extensão de seu poder. E todos chegaram ao clube a preços módicos, com 18 anos ou menos.

Reflexo de um ótimo trabalho de observação, com gente em todos os continentes. Juntos, Isla, Zapata, Inler e Asamoah custaram 2 milhões de euros. O capitão Di Natale foi buscado por 100 mil. Com isso, Pozzo vai lucrando: disse que recusou, por Sánchez, uma proposta 15 vezes superior ao que já gastou com ele e a possível venda de Asamoah ao Milan deve render lucro de mais de 1000%.

Não é uma tendência nova. Exemplos podem ser pinçados desde o fim da década de 1980, com os argentinos Balbo e Sensini, levados à Itália pela Udinese. Nos últimos anos, outros vieram quase de graça e saíram por um caminhão de dinheiro: Amoroso, Bierhoff, Iaquinta, Pizarro, Pepe, Muntari… Desde que assumiu a Udinese, Pozzo percebeu que o lucro na venda dos jogadores seria o truque para tornar a equipe ambiciosa, já que a receita com TV e ingressos é bem menor que a dos rivais.

Gokhan Inler (Getty Images)

O suíço Inler, na mira do Napoli há anos, deverá ser o primeiro da atual geração a dizer adeus

A rede de olheiros começou atuando em Brasil, Argentina e divisões inferiores da Itália. Depois, avançou para o resto da América Latina e países de menor tradição futebolística na Europa, antes de aportar na África. Além de olheiros, há uma infraestrutura televisiva em dezenas de países, que monitora milhares de jogos por mês. Não é coicidência que, só entre compras e vendas de jogadores, a Udinese tenha lucrado 54 milhões de euros nos últimos três anos.

Em 2008, entrevistei Antonello Preiti, então diretor técnico da Udinese. Ele disse que, no clube, a única prioridade era o custo-benefício. Para Preiti, o segredo da formação dos jovens alvinegros é que “eles possuem todo o tempo para amadurecer, pois na Udinese não há pressa por resultados ou retorno financeiro”. Pouco mudou. Tudo bancado pelo presidente Pozzo, que investiu bastante desde que chegou e agora colhe os louros.

Ano passado, 35% das receitas da Udinese vieram de vendas de jogadores. E, nos dois últimos anos, a Udinese fechou “no branco”: não lucrou, mas não deu prejuízo. Algo de causar inveja à Inter e seu passivo de 223 milhões acumulado apenas em duas temporadas. Empreendedor que saiu do nada para se tornar o homem mais rico da região do Friuli, Pozzo levou ao clube o tino comercial, contratou gente que entende de futebol e até colocou esposa e filho para trabalhar pela evolução da Udinese. E assim o clube se classificou à Liga dos Campeões pela segunda vez em seis anos.

O time friulano tornou-se uma máquina perfeita, pronta para gerar lucros, e que busca atletas semi-amadores para vendê-los a um custo milionário. Enquanto isso, paga salários bem abordáveis – Di Natale ganha o mesmo que o laziale Floccari, Sánchez leva quatro vezes menos que o interista Pandev. Tudo isso em uma cidade provinciana e com pouquíssima pressão por resultados: vale lembrar que Pozzo bancou Guidolin no comando mesmo com a Udinese na zona de rebaixamento nas seis primeiras rodadas do torneio. Se o tempo é senhor da razão, Pozzo mostrou-se senhor do tempo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Udinese, Vídeos | 20:35

Professor no embalo do Armeration

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Para encerrar a sequência de vídeos aqui no Tripletta, é hora de uma dança mais latina. Espaço mais que merecido, depois do moon walk de Boateng e do break de Marcos De Paula. Vamos de kuduro, ritmo que ficou famoso no Brasil por causa do gingado do colombiano Armero, que comemorava com o “Armeration” os gols dos tempos de Palmeiras.

Armero levou à Udinese não só um bom futebol. Levou a dancinha também. Depois de comemorar alguns gols com o “Armeration”, o rebolation colombiano caiu no gosto do elenco e até do treinador. Durante a comemoração pela vaga na Liga dos Campeões, Guidolin se uniu aos jogadores para dar aquela comemorada. E o professor provou que ainda precisa entrar no ritmo. Veja aí:

Dica de Nelson Oliveira

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

domingo, 1 de maio de 2011 Bologna, Udinese | 14:40

Pedido de desculpas

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Viviano leva gol do Chievo (Foto: Getty Images)

A fase do Bologna está tão ruim que Viviano tem tomado gol até de Constant

O Tripletta reconhece que errou ao elogiar o Bologna (em fevereiro e em abril) e a Udinese (em fevereiro). As equipes vinham em ótima fase, mas este blogueiro parece ter lançado uma praga sobre a dupla: a Udinese perdeu quatro das últimas cinco partidas, enquanto o Bologna foi derrotado em todas estas.

Elogiei um Bologna de caráter, guerreiro, capaz de milagres nos últimos minutos. Um time que se superou para afastar a crise política que marcou o início da temporada. E elogiei uma Udinese goleadora, equipe que mais havia pontuado em 2011, uma espécie de Barcelona italiano.

A dupla acumula fracassos nas últimas rodadas. O Bologna sonhava com Liga Europa, mas voltou a se preocupar com o rebaixamento, e a Udinese tinha a vaga na Liga dos Campeões já encaminhada, mas deve terminar a rodada na sexta posição.

No Bologna, o problema parece ser de preparação física. Após o ápice nos últimos meses, com vitórias arrancadas a fórceps nos minutos finais, o time sentiu o cansaço. Isso ficou claro na derrota para o Cesena, na semana passada. Contra o Milan, mais cedo, surgiu um restinho de esperança: foi a derrota menos dura da série e o empate não veio por capricho.

É mais difícil entender o que passa na Udinese. Talvez seja a falta de um Sánchez em alto nível, já que o chileno tem jogado no sacrifício. Ou um Inler em crise, envolvido em tantas especulações e com dificuldade para reeditar as exibições no início do ano. Mas a campanha recente é marcada de falhas pontuais. Contra a Roma, a arbitragem; contra o Lecce, o sono; contra a Fiorentina, Benatia.

Peço desculpas aos torcedores dos dois times. Daqui para o fim do campeonato, Udinese e Bologna eu não elogio mais. Até porque será difícil arranjar um motivo…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,

sábado, 23 de abril de 2011 Serie A, Udinese | 16:39

O presidente falou, o presidente avisou

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Paolo Valeri (Foto: Getty Images)

Fazer o quê? Péssima arbitragem de Valeri reduziu as pretensões europeias da Udinese

Quando os árbitros da 34ª rodada da Serie A foram designados, o presidente da Udinese, Gimpaolo Pozzo, chiou bastante. O escolhido para apitar Udinese x Parma foi o romano Paolo Valeri – vale lembrar que o time da casa disputa uma vaga na Liga dos Campeões com Roma e Lazio,.

Mas Valeri foi confirmado. E a Udinese foi derrotada por 2 a 0. Os dois gols de Amauri foram ilegais (o brasileiro estava impedido) e ainda houve um cartão vermelho (ok, esse até aceitável) para o suíço Inler no primeiro tempo. Depois da partida, o treinador alvinegro, Guidolin, resumiu bem: “A Itália é um país estranho”.

Confira os lances no vídeo abaixo:

Super Amauri
O brasileiro tem sete gols em onze partidas pelo Parma, mesma marca de Matri na Juventus. Amauri tem sido essencial para a ressurreição de um time que havia perdido o brilho.

Super Robinho
Meio que improvisado como referência no ataque do Milan, Robinho fez uma grande partida e marcou o gol da vitória rossonera. Agora, faltam quatro pontos em quatro jogos para o scudetto.

Super Sneijder
Essencial na virada da Inter sobre a Lazio, o holandês marcou o gol do empate e jogou quase meia hora no sacrifício. Regenerado.

Super Pastore
Na virada do Palermo sobre o Napoli, o argentino provou que voltou a ser aquele do início da temporada. Principalmente quando se esquecem de marcá-lo…

Super Totti
Desde que Montella assumiu o time, Totti parece cinco anos mais jovem. Se Vucinic tivesse aproveitado metade das chances criadas pelo camisa 10, o dia seria de goleada no Olímpico.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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