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Arquivo da Categoria Seleção italiana

sexta-feira, 25 de maio de 2012 Azzurra, Seleção italiana | 14:54

A lista de Prandelli para a Eurocopa

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Com o fim da temporada para os clubes na Itália, as atenções no país se voltam para a Eurocopa, que será disputada na Polônia e Ucrânia a partir do próximo dia 8. Imagino que, a esta altura do campeonato, a lista dos 32 pré-convocados pelo treinador Cesare Prandelli (foto Getty Images) não seja mais mistério para muita gente. Por via das dúvidas, vamos relembrar.

GOLEIROS

Gianluigi Buffon – Juventus
Morgan De Sanctis – Napoli
Salvatore Sirigu – PSG (França)
Emiliano Viviano – Palermo

DEFENSORES
Ignazio Abate – Milan
Davide Astori – Cagliari
Federico Balzaretti – Palermo
Andrea Barzagli – Juventus
Salvatore Bocchetti – Rubin Kazan (Rússia)
Leonardo Bonucci – Juventus
Giorgio Chiellini – Juventus
Domenico Criscito – Zenit (Rússia)
Christian Maggio – Napoli
Angelo Ogbonna – Torino
Andrea Ranocchia – Inter de Milão

MEIO-CAMPISTAS
Luca Cigarini – Atalanta
Daniele De Rossi – Roma
Alessandro Diamanti – Bologna
Emanuele Giaccherini – Juventus
Claudio Marchisio – Juventus
Riccardo Montolivo – Milan
Thiago Motta – PSG (França)
Antonio Nocerino – Milan
Ezequiel Schelotto – Atalanta
Marco Verratti – Pescara

ATACANTES
Mario Balotelli – Manchester City (Inglaterra)
Fabio Borini – Roma
Antonio Cassano – Milan
Mattia Destro – Siena
Antonio Di Natale – Udinese
Sebastian Giovinco – Parma

Uma das surpresas desta lista é Marco Verratti (foto Getty Images). Destaque da campanha bem sucedida do Pescara na Serie B, que culminou no acesso do time à elite italiana, o jovem de 19 anos despertou a atenção dos grandes clubes do país e até ganhou o apelido de “novo Pirlo”. Outro jogador da segunda divisão lembrado na convocação é Angelo Ogbonna, zagueiro do Torino de 24 anos.

Neste início de preparação, Prandelli testou a equipe no 4-3-1-2 e no 4-3-3 e fez algumas experiências no ataque. Na primeira formação, colocou Giovinco como elemento de ligação entre o meio e a dupla de frente, composta por Cassano e Destro. Depois, observou como se saia um tridente ofensivo com Di Natale, Balotelli e Borini.

As ausências de Matri e Pazzini não chegam a surpreender. Apesar de ter sido o artilheiro da campeã Juventus, Matri perdeu espaço na equipe de Turim no decorrer da segunda metade do campeonato. O mesmo aconteceu com Pazzini, que encerrou a temporada em péssima fase.

Se o ataque representa um quebra-cabeça para Prandelli, o mesmo não pode ser dito sobre os demais setores. Tanto a defesa como o meio-campo deverão usar a escalação da Juventus como base.

O elenco final italiano para a Eurocopa será divulgado por Prandelli na próxima terça-feira (dia 29). Nove jogadores serão cortados, restarão 23. Alguém arrisca um palpite?

Autor: Luís Araújo Tags:

terça-feira, 15 de novembro de 2011 Seleção italiana | 23:28

Acabou a invencibilidade

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Cinco meses depois da última derrota, a seleção italiana percebeu que não é nada imbatível isso de jogar só pro gasto. No último amistoso do ano, no estádio Olímpico, perdeu para o Uruguai por 1 x 0. A onipresente Lilian Trigo se decepcionou com Prandelli e família, como não poderia deixar de ser:

Simone Pepe (Getty Images)

Pepe, o homem errado na hora mais errada ainda

“Um gol aos 4 minutos, cortesia do apagão de Ranocchia, Maggio e Chellini. Foi tudo que o Uruguai precisou pra demolir a seleção de açúcar de Prandelli. O jogo também não foi lá muito ‘amistoso’, com 30 faltas, uma expulsão e seis cartões amarelos. Quem sofreu mesmo foi a canela de Balotelli.

Eu e Balzaretti, certamente, não assistimos o mesmo jogo. Ele, no fim da partida, disse que a Itália merecia um empate. Eu achei que perder de 1 x 0 até foi um bom negócio. Numa noite apagada de Pirlo, Marchisio e De Rossi, ficou provado que, quando o meio de campo não está inspirado, a Itália não joga.

Prandelli segue apaixonado pelo 4-3-1-2, que só funciona quando o time adversário joga mais aberto e o meio de campo italiano pode tocar bola, mas não se acanhou em mudar o esquema, para 4-3-3, depois da entrada de Pepe. De boas intenções é acarpetado o piso do inferno e o treinador contribuiu hoje para a nova decoração do cafofo do Tinhoso.

A pergunta de 1 milhão de dólares é: ‘O que Pepe faz na seleção?’. Não pode ser pelo futebol, porque ele nunca teve intimidade com a coisa. Não pode ser pelo que está fazendo na Juventus, já que ele passa mais tempo nas acolchoadas poltronas da reserva que no gramado do estádio novo. Pepe é um espinho na carne. A mesma pergunta serve para Montolivo, que até é esforçado, mas não tem criatividade, visão de jogo e está em péssima fase. É uma bigorna, o que destoa no afinadinho meio-campo de Prandelli.

Não dá para falar muita coisa de um time que chutou oito vezes ao gol, sem nunca ser realmente perigoso. A culpa não é de Osvaldo, que não comprometeu na estreia como titular, nem de Balotelli, que teve alguns lampejos de craque. A Itália de hoje não foi muito diferente da que jogou contra a Polônia. Só esqueceram de avisar que o Uruguai não é a Polônia. Squadra Azzurra, agora, só em 2012. Com um futebol e uma camisa mais bonitos que o de hoje.”

E Balotelli entrou em campo com a camisa antiga, viram? Na foto abaixo, o detalhe:

Balotelli

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Seleção italiana | 11:10

O problema são os outros

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A Itália futebolística andou meio tensa nas últimas semanas, depois de a seleção perder seus dois atacantes titulares. Rossi teve de operar o joelho e Cassano se recupera de um acidente vascular cerebral. A dupla até corre o risco de perder a Eurocopa. Quem os substituiria? O amistoso com a Polônia mostrou que este é o menor problema de Cesare Prandelli.

Balotelli (Getty Images)

Balotelli chamou a responsabilidade e marcou o primeiro gol com a seleção

Balotelli assumiu o papel de Cassano e infernizou a defesa polonesa. Correu, marcou saída de bola, procurou o diferente – e achou, vale dizer. Para um primeiro gol com a camisa italiana, aquela bola por cobertura não está nada mal.

Com Pazzini no lugar de Rossi, o ataque perdeu velocidade e ficou um pouco mais previsível – e mais letal, vale ressaltar. O Pazzo só teve uma grande chance na partida. Tudo bem, estava impedido, mas botou entre as pernas do goleiro Szczesny.

A vitória por 2 x 0, mesmo assim, escancara as dificuldades criativas de um time que depende demais de Montolivo, escalado como armador no 4-3-1-2 de Prandelli pelo quinto jogo seguido. Em má fase perene, o camisa 18 até acerta um passe ou outro, mas é pouco para um time que, com alguém de qualidade no setor, poderia até pensar com carinho na final da Eurocopa.

Aquilani, que seria a outra opção para a vaga, tem atuado mais recuado no Milan e na própria seleção. Mauri se recupera de lesão. E termina aí. Faltou usar as três últimas convocações para testar alguém na posição. Cigarini foi chamado, mas nem chegou a estrear.

Alguém melhor que Montolivo levaria esta Itália a outro patamar. A defesa está bem ajustada e a linha dos três meio-campistas é uma das melhores do mundo, com De Rossi, Pirlo e Marchisio, aqueles que talvez sejam os três melhores jogadores italianos da Serie A. O ataque, que funcionou bem contra a Polônia, ainda tem ótimas opções, como Matri, Giovinco e Osvaldo.

Depois do amistoso com o Uruguai, que será disputado na terça-feira (22/11), a Itália ainda terá duas convocações e três amistosos antes da Euro. Talvez valha a pena testar alguém que mude a cara desta seleção, aumentando o nível de eficiência ao mesmo tempo em que a qualidade dê um passo a frente. Por enquanto, a imprevisibilidade fica só por conta de Balotelli. Fique com o gol dele:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Seleção italiana | 20:20

A Itália que conta

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A seleção italiana já estava classificada para a Eurocopa, então não valeu para muita coisa a goleada sobre a Irlanda do Norte. Só mesmo para se despedir de forma invicta das eliminatórias, ao lado de Alemanha, Espanha, Grécia e Inglaterra, e para dar uma moral a Cassano, autor de dois gols e uma bela partida – para saber do jogo, vá ao final do post.

van Bommel (CDN)

Mark van Bommel: má fase no Milan, erro fatal na Holanda

Então vamos falar dos jogadores da Serie A que entraram em campo por outras seleções. Começando por quem não entrou, aliás: o milanista Ibrahimovic, que vinha decepcionando pela Suécia, não encarou a Holanda. Sorte da Suécia. Toivonen entrou no lugar dele e marcou o gol da virada que permitiu à sua seleção se classificar para a Euro sem jogar a repescagem. O único “italiano” em campo também era milanista. E se deu mal. Um corte errado de van Bommel, que tentou tirar de calcanhar, virou gol sueco.

Quem se deu bem foi Kjaer (Roma), autor de uma bela partida contra Portugal, o suficiente para levar sua Dinamarca à Euro. Os bosníacos Lulic (Lazio) e Pjanic (Roma) não tiveram a mesma sorte. A dupla jogou bem contra a França, mas a partida terminou empatada e a Bósnia terá de jogar a repescagem. A Grécia contou com outra boa apresentação de Tzorvas (Palermo) para passar pela Geórgia. Kaladze (Genoa) e Mchelidze (Empoli) não conseguiram furá-lo.

A partida com mais jogadores do Campeonato Italiano (oito!) também foi a maior zebra: já eliminada, a Eslovênia bateu a Sérvia, que acabou de fora até da repescagem. Handanovic (Udinese) deu show e fez quatro defesas que ajudaram a segurar o placar. A Eslovênia também contou com Bacinovic (Palermo), Krhin (Bologna), Birsa (Genoa), Jokic e Cesar (ambos do Chievo). Na Sérvia, Krasic (Juventus) foi banco e entrou no segundo tempo. Titular, Stankovic (Inter) deu adeus à camisa da seleção.

E também tivemos vários jogos inúteis. Stankevicius (Lazio) foi titular na sapatada que sua Lituãnia levou da República Tcheca. Kucka (Genoa) e Hamsík (Napoli) não conseguiram fazer com que a Eslováquia batesse a Macedônia. Ujkani (Novara), Cana (Lazio) e Bogdani (Cesena) conseguiram um bom empate para a Albânia, contra a Romênia de Mutu (Cesena) e Torje (Udinese). E, para fechar, uma Suíça recheada de “italianos” bateu Montenegro, já classificada e cheia de reservas. Lichtsteiner (Juventus) fez gol. Também jogaram Inler (Napoli), von Bergen (Cesena) e Behrami (Fiorentina).

Ah, Itália! – Lilian Trigo assistiu a Itália 3×0 Irlanda do Norte e conta como foi. Leia mais »

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 9 de outubro de 2011 Seleção italiana | 20:34

O perigo que vem do norte

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A Itália tem um partido difícil de entender, chamado Liga Norte (Lega Nord, no original). O grupo é composto por parlamentares ultrarregionalistas do norte do país, gente que têm como maior bandeira a independência da Padânia. Em busca da tal identidade local, o que querem mesmo é se separar do sul do país, que estaria atrapalhando o avanço econômico de Milão, Turim e Gênova. Muitos deles nem se consideram italianos: são padanos e ponto final.

Pablo Osvaldo (CDN)

Osvaldo com a camisa italiana, em 2007. Liga Norte chegou atrasada

O ultrarregionalismo europeu tem provado ser ainda mais delicado do que o ultranacionalismo – esta foi a ideia que deu no fascismo e no nazismo, lembra? Infelizmente, são sentimentos que ganham espaço em momentos de grave crise econômica, como a que a Itália vive hoje, inclusive com pequenas cidades sendo extintas. Cheios de xenofobia, os ideais da Liga Norte chegaram ao futebol. A vítima? O atacante Pablo Daniel Osvaldo, presente na última convocação de Cesare Prandelli para a seleção italiana.

“A convocação de Osvaldo é a prova do fracasso da política da federação. O projeto de Prandelli, que deveria ter levado nossos jovens talentos a vestir a camisa azzurra, está se transformando em uma pensão para imigrantes”, criticou o deputado leghista Davide Cavallotto. Argentino de nascimento, Osvaldo se mudou para a Itália aos 19 anos. Logo se casou com uma italiana e hoje tem dois filhos. Um ano depois de chegar ao Belpaese, o atacante foi chamado para a seleção sub-21. Isso deve ter passado despercebido a eles.

Osvaldo poderia ter ficado calado, mas detonou Cavallotto. “Ouvir certas críticas me faz rir, talvez eu seja mais italiano do que alguns políticos da Liga Norte”, disparou. Perguntado se cantará o hino antes da partida, foi ainda mais enfático: “Eu sempre cantei, inclusive na seleção sub-21, inclusive sexta-feira, em Belgrado, quando fiquei no banco”.

Há quem seja completamente contra a convocação de jogadores estrangeiros. Eu tenho a mesma posição há anos: fronteiras querem dizer cada vez menos. Como dizer que Osvaldo não é identificado com a Itália, que inclusive defendeu na base? Argumentos contrários sempre serão aceitos. A não ser que venham contaminados pela xenofobia leghista.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de outubro de 2011 Seleção italiana | 22:15

A Itália de Regina Duarte

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Como não pude ver o empate da Itália com a Sérvia, pelas Eliminatórias da Eurocopa, pedi que a sempre presente Lilian Trigo me contasse o que foi o jogo. Com uma Itália já classificada, imaginei que não pudesse sair muita coisa dali. Vamos para o papo do dia:

Cesare Prandelli (Getty Images)

Prandelli, o grande expoente da reginaduartização italiana

Tripletta: Então Prandelli continua só com duas derrotas, agora em 13 jogos. É uma boa Itália, certo?
Lilian: A “nova Itália” é a cara dele. Cesare Prandelli é a Regina Duarte do futebol (antes da viúva Porcina e de Clô Hayalla, nos tempos de namoradinha do Brasil). Cesare é moço pra casar. Cara bacana, sonho de toda sogra, alívio de todo sogro, certeza que não vai comer a sobremesa antes do jantar, nunca vai aparecer vestindo uma camisa de bicheiro e o máximo de ousadia que se pode esperar é que ele, num momento de extrema loucura, ande a 61 km/h. Enfim, é a garantia de uma vida sem emoção. A moça que namora Prandelli, com certeza, no silêncio da noite, no escuro do quarto, sonha com Lippi.

Tripletta: Foi o primeiro jogo da Itália depois da classificação. Deu algum caldo?
Lilian: Hoje, contra a Sérvia, a Itália quase me enganou. Prandelli prometeu uma Itália com um ânimo diferente, que, apesar de entrar em campo já classificada, jogando no esquema 4-3-1-2, não iria se intimidar com o clima e a torcida sérvia. A coisa parecia bem, depois do gol de Marchisio aos 54 segundos e rendeu até 25 minutos de bom futebol. Aí, veio o gol de Ivanovic…

Tripletta: E acabou o jogo, imagino.
Lilian: O segundo tempo foi digno de um cochilo, com Montolivo fazendo um dos piores jogos da sua carreira. Cassano, brincando de homem invisível, não tocou na bola mais que meia dúzia de vezes. Sorte da Itália que Krasic gastou todo seu futebol naquele 4 x 2 de Juventus e Cagliari, em setembro do ano passado. Prandelli não soube nem aproveitar a oportunidade de testar Osvaldo. Pior que os que estavam em campo, certamente, não faria.

Tripletta: Não deu pra salvar nada? Vai ficar só na corneta?
Lilian: Barzagli voltou bem, depois de quatro anos longe da seleção. Chiellini na esquerda não comprometeu. O resto, da dimenticare (pra se esquecer).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Seleção italiana | 12:56

Testes adiados

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Se alguém esperava qualquer surpresa na última convocação de Cesare Prandelli, se decepcionou. A única novidade é Cigarini, da Atalanta, que entrou no lugar de Mauri, lesionado. Barzagli, zagueiro da Juventus e melhor beque nas cinco primeiras rodadas do campeonato, também foi chamado, mas dificilmente terá espaço.

Cigarini ganha espaço com ótima fase da Atalanta (Diretta News)

Em ótima fase na Atalanta, Cigarini pode ter chance com a camisa azzurra

A Itália já está classificada para a Eurocopa e disputará os dois últimos jogos do grupo (contra Sérvia e Irlanda do Norte) apenas para cumprir tabela. Como os rivais ainda têm chance de classificação, Prandelli decidiu não fazer testes, para “não falsear a ordem do grupo”. Bom para o esporte e para um time que precisa mais ganhar corpo do que encontrar novas peças.

E se é para ganhar corpo, fica difícil entender a convocação de Cigarini. O meia de 25 anos surgiu muito bem no Parma, mas depois desapareceu. Nas melhores chances da carreira, fracassou no Napoli e no Sevilla. No 4-3-1-2 de Prandelli, Cigarini pode ser encaixado em qualquer lugar do meio-campo. Um bom reserva para Pirlo, será? Uma opção para a criação, se Montolivo abaixar o nível? Pode ser. Mas mesmo a surpreendente Atalanta tinha opções melhores, como Padoin ou Schelotto.

Os convocados
Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Salvatore Sirigu (Paris Saint Germain).
Defensores: Davide Astori (Cagliari), Federico Balzaretti (Palermo), Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Mattia Cassani (Fiorentina), Giorgio Chiellini (Juventus), Domenico Criscito (Zenit), Christian Maggio (Napoli).
Meias: Alberto Aquilani (Milan), Luca Cigarini (Atalanta), Daniele De Rossi (Roma), Claudio Marchisio (Juventus), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Antonio Nocerino (Milan), Andrea Pirlo (Juventus).
Atacantes: Mario Balotelli (Manchester City), Antonio Cassano (Milan), Sebastian Giovinco (Parma), Giampaolo Pazzini (Inter), Giuseppe Rossi (Villarreal).

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Seleção italiana | 21:15

Itália 1-0 Ilhas Feroe, o resumo definitivo

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Antonio Cassano (Getty Images)

Cassano recebe, dribla, chuta, marca... e descansa o resto da partida, que ninguém é de ferro

Dá para ter uma noção do que foi o jogo só de olhar o placar apertado contra o combinado de moradores da ilha que fica entre o Reino Unido e a Islândia. Como não pude assistir à partida, pedi que a Lilian Trigo resumisse o que foi este grande cotejo:

“Não dá nem um parágrafo: Itália entrou em campo, jogou 15 minutos, Cassano fez um gol impedido, e foi mais ou menos tudo que ele fez. FIM. Não gosto desse meio de campo do Prandelli. Pra dar certo, Montolivo precisaria de 58% a mais de talento e não tem. Não gosto de Giuseppe Rossi.”

Então é isso.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 30 de agosto de 2011 Seleção italiana | 00:05

Renovação, só a fórceps

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Um comentário do Rogério no post sobre a última convocação de Cesare Prandelli chama atenção para um fato: os times italianos não se renovam. Ele pergunta quais jovens poderiam ter chance na seleção principal. “Ninguém”, pensei no ato. E então resolvi buscar as últimas convocações sub-21 e sub-20 italianas, feitas nesta semana.

Davide Santon (QT)

Santon até jogou na seleção principal, mas agora está prestes a ir para o Newcastle

Há muitos nomes promissores, mas vale lembrar que não cabem nos dedos das mãos o número de “foguetes molhados” que a Itália lança por década. Olha o pessoal que disputou a Olimpíada de Pequim, em 2008, por exemplo: Marco Motta, De Ceglie, Cigarini, Russotto, Coda… Mas nada supera a geração de Sidney-2000. Ou você se lembra de Scarlato, Grandoni, Mezzano, Margiotta (este chegou a jogar pela seleção venezuelana!) e Comandini?

De realidade, jogadores quase prontos, não há nada. Nem compare com o Brasil campeão mundial sub-20, com Danilo, Casemiro e Oscar. Dos 40 atletas italianos chamados por Ciro Ferrara (treinador da sub-20) e Luigi Di Biagiio (sub-19), aqueles com mais partidas na Serie A são o lateral Santon (40), os atacantes Paloschi (37) e Destro (16) e o zagueiro Donati (14).

Você daria chance na seleção principal a alguém das listas* a seguir?

Sub-21
Goleiros: Bardi (Livorno/Inter), Colombi (Juve Stabia/Atalanta), Pinsoglio (Pescara/Juventus)
Defensores: Antei (Roma), Caldirola (Inter), Capuano (Pescara), Crescenzi (Bari/Roma), Donati (Padova/Inter), Faraoni (Inter), Santon (Inter)
Meias: Bertolacci (Lecce/Roma), D’Alessandro (Verona/Roma), Fabbrini (Udinese), Florenzi (Crotone/Roma), Marrone (Juventus), Fausto Rossi (Vicenza/Juventus), Saponara (Empoli), Soriano (Sampdoria)
Atacantes: Borini (Parma), Destro (Siena/Genoa), Gabbiadini (Atalanta), Paloschi (Chievo/Milan)

Sub-20
Goleiros: Iacobucci (Sudtirol/Siena), Tozzo (Sampdoria)
Defensores: Benedetti (Gubbio/Inter), De Sciglio (Milan), Frascatore (Benevento/Roma), Piccini (Fiorentina), Sini (Bari/Roma), Suagher (Tritium/Atalanta)
Meias: De Vitis (Modena/Parma), Laribi (Sassuolo/Palermo), Minotti (Atalanta), Verratti (Pescara), Viviani (Roma)
Atacantes: Berretta (Ascoli/Genoa), Dumitru (Empoli/Napoli), Insigne (Pescara/Napoli), Longo (Inter), Pettinari (Crotone/Roma)

*em parênteses: o clube que defende atualmente/o clube que o emprestou, se existir.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Seleção italiana | 11:38

A seleção joga

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Gilardino (iG)

Gilardino pode comemorar: ele voltou

A Serie A não tem data pra começar, mas a Squadra Azzurra entrará em campo no próximo fim de semana. Os  convocados por Cesare Prandelli disputarão duas partidas pelas eliminatórias da Euro 2012: sábado, dia 3, Ilhas Faroe, fora de casa; terça-feira, dia 6, Eslovênia, em Florença.

Se vencer as duas partidas, a Itália estará classificada para o torneio europeu com duas rodadas de antecedência. Com a animação garantida depois da vitória sobre a Espanha, no último amistoso disputado, a Itália nem parece aquela equipe que vinha em uma forte crise de resultados e de identidade.

No jogo contra a Eslovênia, Prandelli completará um ano no banco italiano. Até aqui, um trabalho exemplar. A Itália de Prandelli tem 63,6% de aproveitamento, melhor marca desde a geração de Arrigo Sacchi (1991-96). Os números são bons: média de 1,54 gol marcado por jogo e 0,64 sofrido – melhores que os da seleção brasileira de Mano Menezes, para efeito comparativo.

Da convocação, não há muito o que dizer. Há o retorno de Gilardino, que por sua vez está de saída da Fiorentina. Balotelli e Cassano, os bad boys, conseguiram evitar alguma cagada recente e continuam na lista. E chama atenção o número de convocados que atuam fora da Itália: quatro. É a convocação mais “estrangeira” desde aquela da Euro 2008, que contou com Grosso (Lyon), Toni (Bayern), De Sanctis (Sevilla) e Zambrotta (Barcelona). Só que agora os jogadores são do Villarreal, do Zenit, do Paris Saint Germain…

Goleiros: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli), Sirigu (PSG)
Defensores: Astori (Cagliari), Balzaretti (Palermo), Bonucci (Juventus), Cassani (Fiorentina), Chiellini (Juventus), Criscito (Zenit), Maggio (Napoli), Ranocchia (Inter)
Meias: Aquilani (Milan), De Rossi (Roma), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Motta (Inter), Nocerino (Palermo), Pirlo (Juventus)
Atacantes: Balotelli (Manchester City), Cassano (Milan), Gilardino (Fiorentina), Giovinco (Parma), Pazzini (Inter), Rossi (Villarreal)

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