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Arquivo da Categoria Sampdoria

domingo, 22 de maio de 2011 Genoa, Sampdoria, Vídeos | 22:04

RIP Samp

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Torcida do Genoa (Foto: Getty IMages)O Genoa não fez um grande campeonato, longe disso. Mas terminou a Serie A por cima. Fez o último jogo da temporada em casa, no Estádio Luigi Ferraris, e pôde tripudiar bastante da rival Sampdoria, já rebaixada.

Antes da partida, uma vitória por 3 a 2 sobre o Cesena, teve até um minuto de silêncio “em homenagem” à queda dos cugini (primos, numa tradução livre). Entre as faixas levadas pela torcida, algumas pediam a beatificação de Cavasin, o terrível treinador que comandou a Sampdoria rumo à Serie B.

Depois do jogo, cheio de cânticos e agradecimentos pela desgraça rival, os torcedores comandaram as comemorações com um cortejo fúnebre. Teve até padre abençoando o caixão da Sampdoria, que foi carregado pelo bairro Marassi. Confira o vídeo aí embaixo:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 8 de maio de 2011 Genoa, Sampdoria, Serie A | 19:02

Falta só um empurrãozinho

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Sampdoria cabisbaixa (Foto: La Presse)

Levar um gol no sétimo minuto de acréscimos pode ser o último balde de água fria na Sampdoria

O dérbi de Gênova foi um clichê. Teve confusão, erro de arbitragem, expulsão e gol aos 52 minutos (!) do segundo tempo. O que é até normal para um jogo como o derby della Lanterna, que costuma ser feio, exasperado, mas sempre emocionante. O Genoa venceu a Sampdoria e manteve a 10ª posição. Os dorianos continuam na zona de rebaixamento, dois pontos atrás do Lecce, a duas rodadas para o fim. Já é hora de rezar: basta um empurrãozinho e a Samp voltará à Serie B.

Com a palavra, Thiéres Rabelo:

Além dos jogos de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Goiás, o domingo também contou com um grande clássico na Itália. Genoa e Sampdoria fizeram o derby della Lanterna, em Gênova. E não foi um dérbi qualquer. Com a vitória por 2 a 1, o Genoa pode ter conseguido a vingança de um clássico de oito anos atrás.

Em 2003, com os dois times na Serie B, a Sampdoria bateu o rival por 2 a 0. O resultado ajudou a equipe vencedora a sagrar-se campeã e voltar para a Serie A e foi essencial para que o Genoa fosse rebaixado à Serie C1. Hoje, os papeis se inverteram. Com a vitória do Lecce sobre o Napoli, mais cedo, os blucerchiati foram para a zona de rebaixamento sem nem entrar em campo. Uma vitória os tiraria de lá. Mas não aconteceu.

Pelo que a Sampdoria tem mostrado durante a temporada, é difícil para a torcida acreditar em vitórias sobre Palermo (em casa) e Roma (fora). O time da capital, aliás, perdeu o scudetto por apenas dois pontos e foi derrotado pela própria Sampdoria, no Olímpico, na reta final do campeonato. A chance de tirarem o pé é nula.

Torcida do Genoa (Getty Images)

A torcida do Genoa comemora: vitória no dérbi poderá representar uma vingança saborosa

Dentro de campo, não faltou nervosismo. Nas laterais, Mannini e Milanetto se estranhavam de um lado, Rafinha e Ziegler de outro. A cada falta marcada, e foram 19 só no primeiro tempo, todos protestavam. Palacio quase esbofeteou o auxiliar após uma falta perto da bandeira de escanteio.

A Sampdoria dominou o primeiro tempo, mas o Genoa precisou de um só escanteio para abrir o placar, já nos acréscimos. Após o cruzamento, a bola quicou e a fraca zaga doriana deixou que Floro Flores viesse de trás e, na cara do goleiro brasileiro Da Costa, cabeceasse.

No segundo tempo, a Samp aumentou a pressão, principalmente após a entrada de Guberti, aos 12 minutos. O empate foi questão de tempo: o capitão Palombo chutou, Eduardo deu rebote e Pozzi marcou, de joelho. Foi quando começou o sofrimento blucerchiato. O Genoa só se defendeu e resistiu ao fraco ataque da Samp. Uma briga no final ainda fez Mesto ser expulso, mas o time não aproveitou.

O golpe de misericórdia veio no último lance do jogo. A defesa da Sampdoria errou um corte e a bola foi lançada para o recém-entrado Boselli, que girou, chutou e definiu a partida. Para o Genoa, a vitória não significa tanto na tabela de classificação. A equipe não tem chance alguma de se classificar à Liga Europa ou ser rebaixada. Mas dar essa mão no rebaixamento rival é um modo bem interessante de comemorar os 113 anos do primeiro scudetto do clube.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 3 de maio de 2011 Genoa, Sampdoria | 21:09

Em boca fechada não entra mosca

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Marco Rossi e Angelo Palombo (Foto: Getty Images)

O Genoa do capitão Rossi venceu quatro dos últimos cinco dérbis contra a Sampdoria de Palombo

Como vocês sabem, existem dois times de Gênova na primeira divisão, o Genoa e a Sampdoria. Nenhum deles faz boa campanha, mas o Genoa ao menos pode se vangloriar de não estar lutando contra o rebaixamento. A cidade se prepara para o dérbi deste fim de semana: a três jogos do fim da Serie A, uma derrota da Samp pode ser um grande baque.

Marta Vincenzi, prefeita da cidade, é torcedora fanática da Sampdoria e, ontem, pediu que este seja “um dérbi com a marca da solidariedade e da civilidade”. Não satisfeita, disse que “pode-se brigar entre primos, mas somos todos da mesma família, então precisamos estar unidos”. É claro que a declaração pegou mal. Muitos torcedores do Genoa consideraram que a prefeita estava pedindo para que os jogadores “pegassem leve” com a rival. E a situação só piorou, quando a política quis marcar um encontro com os capitães das equipes.

Uma boa parte dos torcedores do Genoa ficou irada. Alguns criticaram a prefeita, dizendo que era inaceitável que pedisse solidariedade com à rival. Outros zombaram que ela apenas clamava por piedade, torcendo para que Genoa era acabar logo com o sofrimento da Sampdoria, a mandando para a Serie B já no próximo domingo.

A prefeita botou panos quentes, dizendo que foi apenas mal entendida. É bem provável que as palavras tenham sido mal interpretadas, até. Mas, da próxima vez, dá pra evitar a mistura entre política e futebol. Gianni Alemano, de Roma, e Michele Emiliano, de Bari, já ouviram o que não precisavam porque meteram o dedo onde não foram chamados. Não custa nada ficar quieta, prefeita.

¿Por qué no te callas?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 22 de março de 2011 Sampdoria | 00:32

Buraco sem fundo

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Curci leva gol de Migliaccio (Foto: Getty Images)

Curci vê Migliaccio comemorar gol contra sua Sampdoria. Justo na melhor temporada pessoal do camisa 85, o time não ajuda

Não faltam decepções nesta Serie A: Juventus, Roma, Genoa, Fiorentina, Bari… Mas talvez nenhum destes supere a crise em que se meteu a Sampdoria. Há dois meses, alertei para a situação doriana, que já estava tensa. Hoje, o estado é crítico. Desde então, foram um empate e quatro derrotas em seis jogos. A Samp está apenas três pontos acima da zona de rebaixamento e pode conseguir uma façanha e tanto.

O Chievo ainda é o único time italiano que foi rebaixado na mesma temporada em que disputou a Liga dos Campeões, em 2006-07. A Sampdoria pode repetir o feito com um time pelo menos duas vezes mais caro e com maiores perspectivas, que começou a temporada com três jogadores de seleção italiana. O problema é que ainda é refém de dois deles, Pazzini e Cassano.

O feito da Sampdoria pode ser ainda mais histórico que o do Chievo. Os burros alados só alcançaram a Liga dos Campeões naquele ano por conta do escândalo do calciopoli, que tirou Juventus, Fiorentina e Lazio das competições europeias. O Chievo caiu nas preliminares para o Levski Sofia e acabou rebaixado com certa facilidade.

A Sampdoria conquistou no campo a vaga na LC e caiu para o Werder Bremen nas preliminares mesmo jogando melhor. Na última partida que Cassano e Pazzini fizeram juntos, na 8ª rodada, o time estava a três pontos dos líderes. Foi quando Cassano se rebelou e foi afastado. Pazzini ainda carregou os blucerchiati nas costas até a 21ª rodada, com gols solitários e umas poucas assistências.

O péssimo Di Carlo foi demitido consideravelmente tarde e a contratação do medíocre Cavasin (dois jogos, duas derrotas) para seu lugar é injustificável. Nas últimas dez rodadas, a Samp perdeu sete vezes e só venceu uma. Marcou cinco gols e fez incríveis 16,7% de aproveitamento. Menos que o lanterníssimo Bari. Não é coincidência que estes dez jogos coincidam com prestações terríveis de Biabiany, Maccarone, Tissone, Koman e Ziegler, por exemplo.

Para não dizer que o time tem 16 pontos a menos do que tinha na 30ª rodada da temporada passada. Levanta, Samp! Não é hora de voltar para a Serie B. O esforço de reconstrução dos últimos anos pode ser simplesmente jogado no lixo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 5 de fevereiro de 2011 Sampdoria, Serie A | 20:29

A pior crise

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Certamente a maior decepção da temporada italiana atende pelo nome de Sampdoria. Hoje, na abertura da 24ª rodada, os dorianos caíram pela enésima vez, agora para a Udinese do artilheiro Di Natale. A partida foi um bom resumo daquilo que tem sido visto nos últimos seis meses: um time que marca mal, aceita ser dominado passivamente e, na frente, é refém de Cassano e Pazzini. O fato de os dois terem sido negociados é “apenas” um agravante.

Di Carlo

Domenico Di Carlo, primeiro pescoço a ser cortado

A derrota por 2 a 0 para a Udinese deve (ou ao menos deveria) marcar a despedida de Domenico Di Carlo, que decididamente fracassou em sua melhor oportunidade como treinador. A escolha do time principal, na tarde de hoje, com certeza deixou até Tissone de queixo caído. O argentino, xodó do técnico, foi escalado como armador em um 4-2-3-1 que inexplicavelmente relegou Guberti ao banco. O ex-romanista é o melhor jogador da Sampdoria na temporada e deu trabalho quando entrou, faltando meia hora de jogo. O mesmo não se pode dizer do jovem Macheda, que entrou esbanjando toques – errados – de calcanhar.

A Sampdoria começou a temporada disputando com o Werder Bremen um lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões. Certo, caiu com alguma injustiça, mas nada que explique a tenebrosa participação na Liga Europa, com direito a derrotas para Debrecen e Metalist. Na Serie A, Di Carlo flutuou entre o 4-3-1-2 que sempre usou em sua carreira, mas para o qual a Sampdoria mostrou claramente não ter opções, e o 4-4-2 que foi essencial para os grandes resultados recentes do time. Enquanto Cassano esteve no time, os pontos ainda apareciam. Depois, só Pazzini conseguia salvar.

Do meio para trás, a base doriana é praticamente a mesma da espetacular campanha do ano passado. Então é difícil entender como até a defesa, ponto alto da Samp dos tempos de Luigi Delneri, agora titubeia e colhe  fracassos. Ao fim da rodada, os blucerchiati podem terminar até na 15ª colocação. Não que já seja a hora de ligar o alarme anti-rebaixamento, mas é impossível negar que os seis pontos de diferença para o Z3 preocupam. Ainda mais para um time em crise consigo mesmo e com a própria torcida.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , ,