Milan leva goleada e choque de realidade do Barcelona
O Milan entrou em campo para enfrentar o Barcelona no Camp Nou com uma boa vantagem, conquistada com a vitória por 2 a 0 na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões. O placar no estádio espanhol já apontava 1 a 0 para os donos da casa quando os italianos tiveram uma chance de ouro para chegarem ao empate – algo que, naquele momento, complicaria bastante a missão do oponente.
Niang aproveitou-se do toque errado de cabeça de Mascherano, escalado como parceiro de Pique na zaga do Barcelona. Ele dominou a bola e partiu em direção ao gol. Não havia marcação. Apenas o goleiro Victor Valdés estava à sua frente. Três ou quatro passos após entrar na área, chutou cruzado e acertou a trave. O castigo não demorou. Menos de dois minutos depois, Messi marcou o segundo gol do Barcelona, que foi para os vestiários ganhando por 2 a 0, continuou pressionando no segundo tempo e balançou as redes outras duas vezes. Um passeio.
“Se aquela bola tivesse entrado, o confronto poderia ter terminado de uma maneira diferente”. Foi isso o que disse depois do jogo Bojan, atacante do Milan que foi revelado pelo Barcelona e que ainda pertence ao clube catalão. “Eles são uma grande equipe, mas são apenas humanos. Estou desapontado com a maneira que a partida se desenrolou. Ficamos tão felizes com o que fizemos no San Siro e com a vantagem que trouxemos para cá. Nós batalhamos, mas o futebol é assim”, completou.
Se Niang tivesse empatado o jogo para o Milan naquele momento, as coisas seriam diferentes? Provavelmente, não. Pelo que mostrou em campo, é difícil imaginar o Barcelona saindo de campo sem a classificação. “Quando eles estão em uma noite como essa, eles são dureza para qualquer um”, reconheceu Niang após a partida.
Ele tem razão. O Barcelona atual, uma das melhores equipes da história do futebol, é um pesadelo para qualquer adversário que cruzar o seu caminho. Por que isso seria diferente diante de um dos times mais impotentes que o Milan formou nos últimos tempos? Um time com um goleiro pouco confiável, uma defesa confusa, um meio de campo pouco criativo e que ainda não pôde contar no ataque com um jogador do talento de Balotelli – de qualidade muito acima da média do elenco.
A camisa do Milan é tão pesada quanto a do Barcelona, mas o time italiano, hoje, é frágil demais para fazer frente ao esquadrão espanhol. O que resta agora é centrar forças na Serie A. Depois de um péssimo início de temporada, os comandados de Massimiliano Allegri fazem boa campanha de recuperação e já aparecem na terceira colocação.
“Temos que fazer tudo o que for possível para chegar ao segundo lugar. Estamos a apenas dois pontos (do Napoli, vice-líder). Estamos conquistando coisas que pareciam inimagináveis para a gente no início da temporada. Tem sido uma grande luta, mas a parte difícil vem agora”, declarou o atacante El Shaarawy.
Essa é a realidade do Milan hoje. Para um time que iniciou os trabalhos para esta temporada vendendo Thiago Silva e Ibrahimovic, suas duas principais peças, terminar o Campeonato Italiano entre os três primeiros e com a vaga na Liga dos Campeões representaria um sucesso. Mas ainda há um longo caminho para chegar nos mata-matas da competição continental e se colocar ao lado das principais potências europeias. Falta muita qualidade no elenco para isso.

















