O representante italiano na final da Liga dos Campeões
Antes de mais nada, é necessário fazer uma rápida introdução. Sou LuÃs Araújo, jornalista do iG Esporte. Ficarei encarregado por tocar a bola neste espaço daqui pra frente justamente por ter o futebol italiano como uma das minhas várias paixões.
Lembro-me até hoje de quando e como aconteceu meu primeiro contato com o futebol italiano. Foi no dia 18 de junho de 1994, data em que a Azzurra estreou na Copa do Mundo dos Estados Unidos. A derrota por 1 a 0 diante da Irlanda naquela oportunidade me deixou duas certezas: aquela seleção não chegaria muito longe e o camisa 10, um tal de Roberto Baggio (foto Getty Images), que muita gente falava bem, não era de nada.
Do alto dos meus cinco anos de idade, não podia ter feito análise mais equivocada. A Itália deu a volta por cima depois daquele jogo e só foi superada na final pelo Brasil nos pênaltis. Baggio foi um dos jogadores que desperdiçou a cobrança, mas já tinha aprendido a reconhecer a qualidade do camisa 10 quando ele chutou a bola por cima do gol de Taffarel.
Nos anos seguintes, não só continuei acompanhando – e admirando cada vez mais – Baggio como me encantei por um outro grande jogador que começava a despontar no futebol italiano. Era Alessandro Del Piero, outro artista com a bola nos pés. E vários outros personagens interessantes vieram depois.
Bom, chega de papo furado. A apresentação já está devidamente feita. Vamos ao que realmente interessa. O assunto para abrir os trabalhos neste espaço é a final da Liga dos Campeões – que acontece neste sábado, em Munique, entre Bayern e Chelsea.
Os times da Itália ficaram todos pelo caminho na edição deste ano da competição. A Udinese levou a pior no mata-mata preliminar contra o Arsenal e nem sequer entrou na fase de grupos. Napoli e Inter de Milão foram derrotados nas oitavas de final por Chelsea e Olympique de Marselha, respectivamente. O Milan ainda conseguiu chegar um pouco mais longe, mas não resistiu ao Barcelona nas quartas.
Ainda assim, o futebol italiano conta com um representante na decisão da Liga dos Campeões. Ele atende pelo nome de Roberto Di Matteo (foto Getty Images) e comanda o Chelsea desde o inÃcio de março, quando o português André Villas-Boas foi demitido.
Di Matteo tem apenas 41 anos de idade e encerrou a carreira como jogador há exatamente uma década. Após quebrar a perna em três lugares, passou cerca de 18 meses tentando se recuperar. Acabou desistindo de voltar aos gramados e anunciou a aposentadoria prematura em fevereiro de 2002.
A trajetória como jogador se encerrou justamente no Chelsea, que também foi o time pelo qual ele mais vezes atuou durante a carreira. E no inÃcio desta temporada, o destino colocou o italiano novamente no clube, que o contratou para trabalhar na comissão técnica de Villas-Boas.
A saÃda do português deu a oportunidade de Di Matteo mostrar serviço. Ele soube aproveitar e tem conquistado bons resultados. Sob seu comando, o Chelsea venceu 13 dos 20 jogos que disputou. Um dos resultados mais marcantes foi a goleada por 4 a 1 sobre o Napoli, no jogo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões – revertendo, assim, a derrota por 3 a 1 sofrida na partida de ida.
Neste sábado, Di Matteo pode entrar para a história como o técnico que levou o Chelsea ao tÃtulo inédito da Liga dos Campeões. A tão sonhada conquista, que viria através de um triunfo sobre o Bayern de Munique em plena Allianz Arena, seria um ótimo argumento na hora de discutir a efetivação no cargo com a diretoria do clube.
Além disso, faria com que a Itália se isolasse na lista de paÃses com o maior número de técnicos vencedores da Liga dos Campeões. Atualmente, os treinadores italianos estão ao lado dos espanhóis, com nove tÃtulos cada.
Veja abaixo quais treinadores italianos já conquistaram a Liga dos Campeões:
Nereo Rocco (Milan) – 1963
Nereo Rocco (Milan) – 1969
Giovanni Trapattoni (Juventus) – 1985
Arrigo Sacchi (Milan) – 1989
Arrigo Sacchi (Milan) – 1990
Fabio Capello (Milan) – 1994
Marcelo Lippi (Juventus) – 1996
Carlo Ancelotti (Milan) – 2003
Carlo Ancelotti (Milan) – 2007






Mesmo jogando no Emirates Stadium, a Udinese encarou o Arsenal de peito aberto, no jogo de ida dos play-offs da Liga dos Campeões. Depois de um levar um sufoco normal nos primeiros minutos, dominou a partida e teve as melhores oportunidades – não fosse a estreia ruim de Neuton na lateral-esquerda, o sufoco teria sido ainda menor. Ainda assim, perdeu por 1-0.
A partida na Inglaterra contra o Arsenal, à s 15h45 desta terça-feira (16) e transmissão de ESPN Brasil e Esporte Interativo, é o primeiro passo do sonho da Udinese. O time alvinegro está de volta à Liga dos Campeões, após alguns anos de espera. Em 2005, passou do Sporting Lisboa nas preliminares, mas foi eliminado ao cair no grupo de Werder Bremen e Barcelona. Nada mal para uma equipe provinciana, de arrecadação baixÃssima.
