Liga Dos Campeões | Futebol Italiano

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sábado, 19 de maio de 2012 Liga dos Campeões | 04:00

O representante italiano na final da Liga dos Campeões

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Antes de mais nada, é necessário fazer uma rápida introdução. Sou Luís Araújo, jornalista do iG Esporte. Ficarei encarregado por tocar a bola neste espaço daqui pra frente justamente por ter o futebol italiano como uma das minhas várias paixões.

Getty ImagesLembro-me até hoje de quando e como aconteceu meu primeiro contato com o futebol italiano. Foi no dia 18 de junho de 1994, data em que a Azzurra estreou na Copa do Mundo dos Estados Unidos. A derrota por 1 a 0 diante da Irlanda naquela oportunidade me deixou duas certezas: aquela seleção não chegaria muito longe e o camisa 10, um tal de Roberto Baggio (foto Getty Images), que muita gente falava bem, não era de nada.

Do alto dos meus cinco anos de idade, não podia ter feito análise mais equivocada. A Itália deu a volta por cima depois daquele jogo e só foi superada na final pelo Brasil nos pênaltis. Baggio foi um dos jogadores que desperdiçou a cobrança, mas já tinha aprendido a reconhecer a qualidade do camisa 10 quando ele chutou a bola por cima do gol de Taffarel.

Nos anos seguintes, não só continuei acompanhando – e admirando cada vez mais – Baggio como me encantei por um outro grande jogador que começava a despontar no futebol italiano. Era Alessandro Del Piero, outro artista com a bola nos pés. E vários outros personagens interessantes vieram depois.

Bom, chega de papo furado. A apresentação já está devidamente feita. Vamos ao que realmente interessa. O assunto para abrir os trabalhos neste espaço é a final da Liga dos Campeões – que acontece neste sábado, em Munique, entre Bayern e Chelsea.

Os times da Itália ficaram todos pelo caminho na edição deste ano da competição. A Udinese levou a pior no mata-mata preliminar contra o Arsenal e nem sequer entrou na fase de grupos. Napoli e Inter de Milão foram derrotados nas oitavas de final por Chelsea e Olympique de Marselha, respectivamente. O Milan ainda conseguiu chegar um pouco mais longe, mas não resistiu ao Barcelona nas quartas.

Getty Images

Ainda assim, o futebol italiano conta com um representante na decisão da Liga dos Campeões. Ele atende pelo nome de Roberto Di Matteo (foto Getty Images) e comanda o Chelsea desde o início de março, quando o português André Villas-Boas foi demitido.

Di Matteo tem apenas 41 anos de idade e encerrou a carreira como jogador há exatamente uma década. Após quebrar a perna em três lugares, passou cerca de 18 meses tentando se recuperar. Acabou desistindo de voltar aos gramados e anunciou a aposentadoria prematura em fevereiro de 2002.

A trajetória como jogador se encerrou justamente no Chelsea, que também foi o time pelo qual ele mais vezes atuou durante a carreira. E no início desta temporada, o destino colocou o italiano novamente no clube, que o contratou para trabalhar na comissão técnica de Villas-Boas.

A saída do português deu a oportunidade de Di Matteo mostrar serviço. Ele soube aproveitar e tem conquistado bons resultados. Sob seu comando, o Chelsea venceu 13 dos 20 jogos que disputou. Um dos resultados mais marcantes foi a goleada por 4 a 1 sobre o Napoli, no jogo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões – revertendo, assim, a derrota por 3 a 1 sofrida na partida de ida.

Neste sábado, Di Matteo pode entrar para a história como o técnico que levou o Chelsea ao título inédito da Liga dos Campeões. A tão sonhada conquista, que viria através de um triunfo sobre o Bayern de Munique em plena Allianz Arena, seria um ótimo argumento na hora de discutir a efetivação no cargo com a diretoria do clube.

Além disso, faria com que a Itália se isolasse na lista de países com o maior número de técnicos vencedores da Liga dos Campeões. Atualmente, os treinadores italianos estão ao lado dos espanhóis, com nove títulos cada.

Veja abaixo quais treinadores italianos já conquistaram a Liga dos Campeões:

Nereo Rocco (Milan) – 1963
Nereo Rocco (Milan) – 1969
Giovanni Trapattoni (Juventus) – 1985
Arrigo Sacchi (Milan) – 1989
Arrigo Sacchi (Milan) – 1990
Fabio Capello (Milan) – 1994
Marcelo Lippi (Juventus) – 1996
Carlo Ancelotti (Milan) – 2003
Carlo Ancelotti (Milan) – 2007

Autor: Luís Araújo Tags:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Liga Europa, Liga dos Campeões | 11:35

Ai, se eu te pego…

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Três tenores napolitanos (Reuters)

O sorteio podia ter sido melhor, mas vai dizer para o Napoli que alguma missão é impossível...

Nenhum time italiano caiu na fase de grupos das competições continentais. Ok, todos (exceto a Inter) passaram de fase na segunda posição, mas é chegada a hora do mata-mata. Os italianos ficaram de mãos abanando, já que poderiam pegar o cipriota Apoel nas oitavas da Liga dos Campeões.

Mas a sorte não está lá grande coisa: Napoli e Milan vão encarar os dois ingleses que sobraram na competição. Na Liga Europa, a Lazio enfrentará o Atlético de Madri, que, se não é um bicho-papão, também está longe de ser o peso morto que seria um Wisla Cracóvia da vida. A Udinese se deu melhor, mas ainda terá de segurar o português Vieirinha, que talvez seja o jogador em melhor fase no futebol grego.

O que você achou das combinações?

Liga dos Campeões
Napoli x Chelsea
Milan x Arsenal
Olympique de Marselha x Inter

Liga Europa
Lazio x Atlético de Madri
Udinese x PAOK Salônica

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões, Milan, Napoli | 15:27

Balanço bom

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Não que a crise do futebol italiano tenha acabado. Longe disso. Mas chama atenção o fato de o Belpaese ter sido a nação que mais colocou times nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Os três participantes da fase de grupos passaram de fase: a Inter sofreu, perdeu dois jogos, mas terminou na primeira posição do grupo B; Napoli e Milan se classificaram na segunda colocação.

Pato Plzen (ESPN)

Alexandre Pato marcou contra o Viktoria Plzen, na última rodada, mas não foi suficiente: vexame

Se os ingleses só botaram dois times na próxima fase, culpa de um italiano. O Napoli deu show, muito por causa da torcida apaixonada, e conseguiu eliminar o bilionário Manchester City. Nos confrontos entre os dois times, uma vitória por 2 x 1 para o Napoli e um empate em Manchester. Foi suficiente para desequilibrar a favor do time de Cavani, Lavezzi e Hamsík.

O Milan passou vergonha. Em um grupo fácil de lidar, se classificou com apenas duas vitórias em seis jogos. O time rubro-negro conseguiu até empatar com o bielorrusso BATE Borisov e com o tcheco Viktoria Plzen. Tropeçar no Barcelona era esperado. Mas passar vexame contra a turminha lado B…

Os resultados ainda não são bons em termos de ranking europeu e essas coisas mais matemáticas. Os times de Inglaterra, Espanha e Alemanha continuam pontuando mais do que os italianos. Até os franceses têm se dado melhor. Mas você há de convir que, pelas expectativas do início da temporada, ter tanta gente viva no terreno europeu já é um belo avanço.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Liga dos Campeões, Napoli | 02:40

Milagre napolitano

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Cavani (Reuters)

O potencial mítico de Cavani tem estado nas alturas

Lembra-se do cavanismo? Pois bem, a “seita” deve ter ganhado novos adeptos depois da vitória do Napoli sobre o Manchester City, pela Liga dos Campeões, nesta terça-feira (22/11). Cavani marcou os dois gols de um time que mostrou que pode fazer milagre nessa linda atmosfera do estádio San Paolo.

O salário dos quatro homens de frente do Manchester City paga todo o time titular napolitano, mas, em campo, os italianos se superaram. Além da força ofensiva comandada por Cavani e Lavezzi, o goleiro De Sanctis também deixou sua marca: fez pelo menos cinco defesaças e, no fim da partida, transformou-se em um muro. E o que falar de Cannavaro, que bloqueou Dzeko sem passar apuros?

Com o resultado, o Napoli precisa de uma vitória contra o já eliminado Villarreal, na última rodada da fase de grupos, para voltar às oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Para entender o que isso significa para o torcedor napolitano, ouça a narração de Raffaele Auriemma para os melhores momentos de Napoli 2 x 1 Manchester City:

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 19 de outubro de 2011 Liga dos Campeões | 22:09

Pra não passar batido

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Quem diria: tivemos mais uma rodada com italianos invictos na Liga dos Campeões! Milan e Inter venceram e o Napoli empatou em uma partida emocionante. Em termos de gols, destaque para as bombas que decidiram a vitória rossonera contra o Bate Borisov. A primeira delas, de Ibrahimovic, aquele cara que tinha perdido a paixão pelo futebol, mesmo ganhando o maior salário da Itália.

E é isso. Por questões acadêmicas, que se somaram às profissionais, o blog será atualizado a conta-gotas nas próximas três ou quatro semanas. Mas o bolão continua e espero que você continue atento ao que acontece no futebol da bota. Se algo passar batido, grite aí na caixa de comentários.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões | 21:50

Cavando, cavando

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Quem acompanha o futebol italiano já deve ter pensado “Chegaram ao fundo do poço” pelo menos uma vez. Nos últimos três anos, falei isso algumas dezenas de vezes, aliás. Mas as equipes da Velha Bota não cansam de se esforçar: continuam cavando, cavando…

Mauro Zárate (Reuters)

É de se desesperar mesmo, Zárate

Nesta temporada, a Itália está na 22ª posição no ranking que calcula as campanhas europeias das equipes de cada nação. Os times italianos disputaram 11 jogos e só venceram dois: as vitórias da Lazio sobre o medíocre Rabotnicki, da Macedônia. A inacreditável derrota da Inter para o estreante Trabzonspor, que só chegou à Liga dos Campeões porque o Fenerbahçe acabou excluído, foi só mais uma cereja nesse bolo. Países como República Tcheca, Croácia, Israel e Bielorrússia (!) têm campanhas melhores do que a italiana.

É uma questão estrutural, diria Cléber Machado. Ainda assim, a sociedade futebolística do país segue tapando o sol com a peneira, arranjando mil motivos pontuais para a sequência de decepções. Uma Roma reformulada, um Palermo em crise, uma Inter sem identidade, um Napoli sem sorte… Desculpas não faltam, mas reformas (como as que fizeram as ligas alemã e inglesa ressuscitarem) inexistem. Em fevereiro, escrevi sobre essa crise. Não mudarei uma palavra sequer.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011 Liga dos Campeões, Milan | 19:49

Um minuto, uma vitória

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Thiago Silva e Alexandre Pato (Getty Images)

Samba, o segredo do Milan

“É suicídio só se defender do Barcelona”, pregou o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, antes da estreia dos times na Liga dos Campeões. A promessa de atacar foi cumprida por 24 segundos, tempo suficiente para Alexandre Pato dar uma disparada fantástica e abrir o placar.

Daí em diante, o Milan só se defendeu. Suicidou-se, portanto, e levou um baile do Barcelona. O meio-campo rubro-negro inexistiu, sugado pelos “extraterrestres” espanhóis. Atordoados, van Bommel não mostrou a eficiência do ano passado e Nocerino parecia não acreditar que estava jogando no Camp Nou. Ambrosini, que entrou ainda no primeiro tempo, mostrou-se mais um perdedor de bolas do que um desarmador. Para não falar do incógnito Zambrotta.

O problema do Barça foi não converter a posse de bola em gols. Aos 47 minutos do segundo tempo, ainda estávamos em 2×1. Eis que Thiago Silva deu uma cabeçada fulminante em escanteio de Seedorf e empatou o jogo. Serafino Ingardia, jornalista italiano, é quem fez o melhor resumo da partida: “Milan, o único time capaz de segurar o Barcelona jogando 30 segundos no início e 30 segundos no final do jogo”. O suficiente para sair de campo com uma baita vitória. Ou vai dizer que alguém esperava mais?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 16 de agosto de 2011 Liga dos Campeões, Udinese | 23:48

Vale a pena ver de novo

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Guidolin (Getty Images)Mesmo jogando no Emirates Stadium, a Udinese encarou o Arsenal de peito aberto, no jogo de ida dos play-offs da Liga dos Campeões. Depois de um levar um sufoco normal nos primeiros minutos, dominou a partida e teve as melhores oportunidades – não fosse a estreia ruim de Neuton na lateral-esquerda, o sufoco teria sido ainda menor. Ainda assim, perdeu por 1-0.

>> Leia o relato do jogo

O azar alvinegro foi ter levado o gol de Walcott logo no início da partida, em boa jogada de Ramsey numa área que deverá ser trabalhada. Neuton e Armero não se entenderam pelo setor esquerdo, e Danilo também teve dificuldades de posicionamento. Depois que o time se acertou, por volta dos 20 minutos de jogo, várias chances de gol foram desperdiçadas, Di Natale acertou a trave uma vez e, no fim, o Handanovic teve de provar que é um dos melhores goleiros do mundo, apesar de subvalorizado.

Se repetir no Friuli o que jogou em Londres, o time de Francesco Guidolin tem tudo para acabar com a sequência dos Gunners, que há 15 anos disputam a fase de grupos da Liga dos Campeões. Sánchez e Inler fazem uma falta absurda, mas dá para se virar com o que se tem disponível, desde que Badu não seja tão exigido quanto hoje. Desde a temporada passada, o ganense tem mostrado que é um bom cão de guarda, nada mais que isso. Não conseguirá fazer a função de Inler, que conseguia combater e reconstruir o jogo.

Pela postura fora de casa, a Udinese merece aplausos. Se pensarmos no Palermo, que caiu para o Thun na Liga Europa, o pessoal de Friuli nem parece ser um time italiano…

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , ,

Liga dos Campeões, Udinese | 11:32

O sonho recomeça

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VERONA, ITALY - MAY 15: Antonio Di Natale of Udinese looks on during the Serie A match between AC Chievo Verona and Udinese Calcio at Stadio Marc'Antonio Bentegodi on May 15, 2011 in Verona, Italy.A partida na Inglaterra contra o Arsenal, às 15h45 desta terça-feira (16) e transmissão de ESPN Brasil e Esporte Interativo, é o primeiro passo do sonho da Udinese. O time alvinegro está de volta à Liga dos Campeões, após alguns anos de espera. Em 2005, passou do Sporting Lisboa nas preliminares, mas foi eliminado ao cair no grupo de Werder Bremen e Barcelona. Nada mal para uma equipe provinciana, de arrecadação baixíssima.

Neste ano, o rival é mais poderoso. Mas é um Arsenal cheio de dúvidas este que a Udinese vai encarar. Um Arsenal que perdeu o principal jogador (Fàbregas), logo deve se ver sem outro (Nasri) e que vive momentos de incertezas. A Udinese também está sem alguns atletas essenciais na última temporada. Como montar um time sem Zapata, Inler e Sánchez, afinal, é uma pergunta que Guidolin deverá responder.

Os amistosos mostram uma Udinese forte. As goleadas contra times amadores são sempre esperadas, mas os ótimos resultados contra rivais franceses (3-1 no Bordeaux e 2-1 no Olympique de Marselha) deram animação. Falta é definir qual será o esquema tático de uma Udinese sem três dos principais jogadores. A pré-temporada mostrou um time que abandonou o sistema de três zagueiros e já colocou dois brasileiros entre os titulares.

O time de hoje deve ir num 4-1-4-1: Handanovic; Basta, Benatia, Danilo, Neuton; Doubai; Isla, Pinzi, Asamoah, Armero; Di Natale. Se optar por algo mais ofensivo, Abdi deve ser a primeira opção.

Atualização às 15h12: Basta não se recuperou de lesão e Ekstrand o substitui, na lateral-direita. No meio, Badu ganhou concorrência e botou Doubai no banco. O resto do time é o mesmo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 14 de abril de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões | 00:16

Pela porta dos fundos

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Ranocchia (Foto: Getty Images)

Inter encerrou a campanha na Liga dos Campeões como pior defesa do torneio: foram 21 gols sofridos

Por compromissos profissionais, não pude assistir à queda definitiva da Inter para o Schalke 04, com mais uma derrota na Liga dos Campeões. Passo a palavra a quem pôde acompanhar de perto, Nelson Oliveira, editor do Quattro Tratti:

O roteiro já estava escrito e necessitava apenas de uma revisão para cortar excessos e acrescentar uma ou outra linha. Apagar tudo o que havia escrito e começar uma nova história, ainda que baseada na antiga, dependeria da Inter. Porém, a vontade e a confiança de virar o resultado negativo da semana passada parece ter ficado apenas no discurso. A boa organização defensiva do Schalke 04 logo calou o pequeno ímpeto interista, demonstrado só em alguns momentos da primeira etapa. No final, a vitória por 2 a 1 da equipe alemã foi mais que merecida.

Claramente cansado, o time de Leonardo quase não testou Neuer. A única vez que o goleiro teve trabalho foi em um chute forte de Stankovic, ainda no primeiro tempo. No mais, teve apenas de subir para defender os muitos cruzamentos da Inter, que não conseguia verticalizar seu jogo, tanto pelo bom entrosamento de Metzelder e Höwedes quanto pela partida apagadíssima de Sneijder, que chegou a ser substituído no fim do segundo tempo.

Leonardo voltou a ter responsabilidade pelo resultado. Depois de, no último sábado, acenar com a volta de Cambiasso ao vértice baixo do meio-campo nerazzurro, o técnico barrou o argentino e preferiu que Thiago Motta exercesse a função, por passar melhor a bola. O resultado? Com ou sem Stankovic em campo (o sérvio foi substituído no intervalo para a entrada de um nulo Pandev), Motta não apoiou o ataque e esteve mal posicionado no lance dos dois gols dos azuis-reais.

Eto'o (Foto: Getty Images)

Fisicamente esgotado e pouco lúcido, Eto'o esteve longe do jogador decisivo que foi na primeira fase do torneio

O posicionamento da defesa continua sem correção. Sempre em linha, sofreu com Raúl, que se infiltrou por ela no primeiro gol sem a companhia de Lúcio para marcar seu gol e assistir para o de Höwedes. Com os gols da noite de hoje, a Beneamata chegou aos 21 sofridos – nove sob o comando de Leonardo – e fechou a participação na LC com a pior defesa do torneio. Com José Mourinho, o retrospecto era diametralmente oposto: apenas nove gols sofridos em treze partidas fizeram a Inter vencer o torneio no posto de melhor defesa.

Hoje, a Inter tem apenas dois motivos para se consolar: o primeiro é que, depois das semifinais da Coppa Italia, o time jogará apenas uma vez por semana e os jogadores poderão se recuperar com mais eficiência. O outro aspecto é que, mais uma vez, o melhor em campo pela equipe voltou a ser Nagatomo, talvez por estar em melhor condicionamento físico. O japonês fez a segunda partida consecutiva no lugar a Chivu e em ambas foi melhor do que o titular,. Mais um dado que Leonardo deve anotar, na tentativa de diminuir os espaços de sua defesa, ainda que na reta final da temporada – quando já pode ser tarde demais.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

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