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Arquivo da Categoria Juventus

terça-feira, 22 de maio de 2012 Coppa Italia, Juventus, Napoli, Serie A | 10:30

Napoli premia fidelidade da torcida com título após 22 anos

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O roteiro para o filme já estava pronto. No adeus de Del Piero, a Juventus vence o Napoli e fica com o título da Copa da Itália. O camisa 10, um dos maiores ídolos da história do clube de Turim (se não o maior), se despede levantando a taça – repetindo o ato da semana anterior, quando da conquista do Campeonato Italiano. Bastante aplaudido pelos torcedores, encerra a bela trajetória de 19 anos pela Juventus de maneira vitoriosa.

Não foi isso o que aconteceu. Pela primeira vez em muito tempo nesta temporada, a Juventus viu-se pressionada pelo oponente e não conseguiu controlar a posse de bola. Melhor durante a maior parte da partida, o Napoli venceu por 2 a 0, com gols de Cavani e Hamsik, e faturou a Copa da Itália. Foi um final para o filme desta decisão bem diferente do primeiro relatado. Mas igualmente carregado de emoção.

O Napoli não sentia o gosto de vencer uma competição havia 22 anos. No último título, em 1990, contava com craques como Maradona e Careca e faturou a Super Copa Italiana ao emplacar uma goleada de 5 a 1. O adversário na ocasião foi justamente a Juventus (Veja abaixo).

No intervalo de tempo entre as duas conquistas, os torcedores da Napoli sofreram bastante. Maradona, Careca e vários outros jogadores importantes saíram, e o time foi se tornando cada vez menos competitivo no decorrer da década de 1990. Caiu para a segunda divisão em 1998, depois de registrar um dos piores desempenhos da história da Serie A: venceu apenas dois jogos e somou 14 pontos em 38 rodadas. Voltou à elite do futebol italiano na temporada 2000/01, mas não resistiu e acabou amargando novo rebaixamento.

A situação chegou a ficar ainda pior. Com problemas financeiros, o Napoli foi à falência em 2004. Teve de mudar de nome e disputar a terceira divisão. Poderia até ter deixado de existir se não fosse pelos esforços de Aurelio de Laurentiis, cineasta natural de Nápoles que estava disposto a fazer o time da sua cidade se reerguer.

De Laurentiis não foi o único a demonstrar que a paixão pelo clube permanecia inabalada. Mesmo neste cenário de desgraça, os torcedores compareceram em peso aos jogos na terceira divisão e impulsionaram o Napoli rumo ao ressurgimento. A segunda colocação na Serie B da temporada 2006/07, a mesma que contou com a participação da Juventus, marcou o retorno à elite – onde permanece até hoje e dá sinais de que ficará por muito tempo.

Os últimos 22 anos não foram fáceis para os torcedores do Napoli. Até por isso, merecem agora fazer uma festa proporcional à fidelidade que demonstraram pelo clube. Dizer que o time atual é o melhor desde aquele de Maradona e Careca, no final dos anos 1980, chega a ser uma obviedade. Assim, o título da Copa da Itália acaba sendo, também, um prêmio aos jogadores desta geração.

É o final feliz para uma história que teve bem perto de dar errado.

Agora, é hora de comemorar. Ou de pagar promessa, como é o caso de Hamsik. Tenho certeza que o eslovaco não ligou em ter perdido o moicano. É melhor do que ter perdido a decisão da Copa da Itália.

Autor: Luís Araújo Tags:

domingo, 20 de maio de 2012 Coppa Italia, Juventus, Napoli | 05:02

Juventus e Napoli decidem Copa da Itália no adeus de Del Piero

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A temporada 2011/12 do futebol italiano será encerrada neste domingo. Juventus e Napoli se enfrentarão no Estádio Olímpico de Roma pela final da Copa da Itália. As duas equipes não vencem a competição já há um bom tempo e têm motivos de sobra para tentar acabar com o jejum.

Campeã italiana deste ano de maneira invicta, a Juventus não comemora o título da Copa da Itália desde 1995. Uma vitória neste domingo serviria para coroar a temporada histórica dos comandados de Antonio Conte. Além disso, permitiria à equipe de Turim bordar mais uma estrela em cima do escudo no seu uniforme da próxima temporada.

Não, não tem nada a ver com a história que dominou o noticiário italiano após a conquista da Serie A. Esta estrela não tem relação alguma com a luta dos dirigentes do clube para que a Federação Italiana “devolva” os títulos nacionais de 2005 e 2006, cassados após o escândalo de manipulação de resultados. Ela seria prateada, não dourada como as outras duas, e representaria a décima Copa da Itália na história da Juventus – que deixaria a Roma para trás e se isolaria como a equipe que mais vezes venceu a competição.

O Napoli, evidentemente, tentará frustrar os planos da Juventus. Após participar da Liga dos Campeões, o time do sul da Itália terá de se contentar com a disputa da Liga Europa na próxima temporada. Sem levantar o troféu da Copa da Itália desde 1987, busca vencer o torneio pela quarta vez na história e dar pelo menos um motivo para os torcedores sorrirem neste ano.

O problema é que Walter Mazzarri, treinador do Napoli, parece estar bastante descrente com relação às chances de título. Não fez cerimônia nenhuma para jogar o favoritismo para o outro lado. Até aí, tudo bem. Afinal de contas, a Juventus, como todo mundo já sabe, conquistou o Campeonato Italiano sem perder nenhum dos 38 jogos que realizou.

No entanto, observa-se um respeito excessivo ao adversário no discurso de Mazzarri. Ele diz que a Juventus é, de fato, um oponente que parece ser imbatível, e que o Napoli terá de fazer algo extraordinário para conseguir vencer.

A Juventus é mesmo esse bicho de sete cabeças que Mazzarri desenha? O lateral-direito Maggio, por exemplo, não concorda. “Eles contam com vários jogadores de qualidade, mas nós também”, afirmou o jogador.

Amizade de Del Piero com rockstar pé quente

No dia em que fará sua última partida pela Juventus, após uma trajetória de 19 anos, Alessandro Del Piero convidou um amigo especial para comparecer ao Estádio Olímpico de Roma e assistir à partida. Trata-se de Noel Gallagher, ex-guitarrista da banda de rock britânica Oasis – findada em 2009.

Del Piero já declarou algumas vezes ser fã de Oasis. Acabou desenvolvendo uma amizade com Noel ao longo dos últimos anos e chegou até a fazer uma ponta no clipe da canção “Lord Don’t Slow Me Down”.

Esta não será a primeira vez que Noel irá a um estádio para prestigiar Del Piero. No dia 8 de julho de 2006, ele estava em Stuttgart para acompanhar de perto o jogo entre Itália e Alemanha na semifinal da Copa do Mundo. A seleção italiana venceu por 2 a 0, e um dos gols foi marcado justamente pelo craque da Juventus, que conta a história com mais detalhes no vídeo abaixo.

Será que a presença de Noel no estádio dará sorte mais uma vez a Del Piero?

Autor: Luís Araújo Tags:

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 Juventus, Serie A | 07:42

Arriscar para vencer

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Com a Velha Senhora, este blog teve seu pontapé inicial, há um ano. E, novamente com a Juventus, é hora deste blogueiro se despedir do Tripletta. Em breve, o espaço terá novo dono. Então não sumam, ok? Obrigado pela interação nestes meses!

Andrea Pirlo (Reuters)

Pirlo é, cada vez mais, rei do meio-campo da Juve. E isso não é tão bom

As mesmas 13 vitórias e, agora, 11 empates somados. Invicta depois de 24 rodadas do Campeonato Italiano, a Juventus continua um ponto atrás do líder Milan, com o qual empatou no fim de semana passado. A seu favor, a Velha Senhora tem um jogo a menos, que disputará contra o Bologna, fora de casa. Lá, bastará mais um empate para que os comandados de Conte possam reassumir a liderança do campeonato. Mas ainda é pouco: já era hora para essa Juventus estar voando mais alto.

Sem preocupações com competições europeias e apenas três jogos disputados na Copa da Itália, a Juventus disputou nove partidas a menos do que o Milan, rival na luta pelo scudetto. Apesar dos 810 minutos a menos nas pernas, conta com um elenco tão ou mais completo quanto o dos rubro-negros, que, por sua vez, têm enfrentado os jogos com o plantel dizimado por suspensões ou lesões. Flamini, por exemplo, nem estreou na temporada. Gattuso durou apenas 19 minutos.

O problema é que justamente agora, no momento crucial da temporada, a Juventus parece ter reencontrado um problema que a afligia no início do campeonato: decidir jogos. Nas últimas cinco rodadas, foram três empates, mesma marca dos cinco primeiros confrontos. Não bastassem os resultados ruins, o jogo alvinegro também tem regredido. E isso, sim, pode preocupar. Continue lendo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

sábado, 31 de dezembro de 2011 Juventus, Novara | 12:03

SdV, parte 2: Contrastes no Piemonte

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Depois de falar sobre os times da Sicília e Sardenha no post inaugural do Show da Virada (SdV) do Tripletta, agora vamos subir as montanhas. No Piemonte, o futebol tem encontrado seus extremos. Vamos à dupla de lá:

Juventus (2º lugar, 34 pontos, 27 gols marcados e 11 sofridos em 16 jogos)

Pirlo (AP)

Andrea Pirlo

Desde que voltou da segundona, a Velha Senhora coleciona fracassos e queima jogadores por atacado. Depois de tanto sofrimento, virar o ano dividindo a liderança da Serie A com o Milan é mais do que o torcedor da Juve esperava. Os resultados animam: nos jogos mais difíceis, os alvinegros venceram Inter, Milan, Lazio e Fiorentina e empataram com a Roma.

Os números são ótimos. A Juventus é o time que mais finaliza no campeonato (17,8 vezes por jogo) e o que mais acerta o gol (6,6). Ainda é o que menos deixa o adversário finalizar (9,8) – e o meia chileno Vidal tem cumprido um belo papel, com média de 4,9 desarmes por partida. O meio-campo alvinegro, aliás, é o ponto forte do time. Recuperado, Pirlo é o jogador que mais dá passes no campeonato (75,3/jogo) e tem a seu lado o melhor jogador da Serie A: um Marchisio agora artilheiro, com seis gols.

Para reconquistar a Serie A, a Juventus tem o calendário a favor, pois não terá que se desgastar na Liga dos Campeões. Por isso, pode (e tem que) abrir mão de jogadores que não estão sendo aproveitados, como Grosso, Toni, Iaquinta e Amauri. A presença deles é suficiente para abalar o ambiente, afinal Conte é um ótimo motivador, mas ainda sofre como gerente de recursos humanos.

A gestão daquele que deve ser o último ano de Del Piero na Juventus tem sido lamentável. Mesmo com problemas recorrentes no ataque, Conte usa seu capitão a conta-gotas: em sete dos onze jogos que disputou até agora, jogou menos de 15 minutos. Com o holandês Elia, a situação é pior: na quinta rodada, ele fez um primeiro tempo horroroso com o Catania, foi substituído no intervalo e não teve outra chance. Tudo isso com o mesmo treinador que mandou o bom lateral esquerdo Ziegler embora sem nem testá-lo.

Novara (18º lugar, 12 pontos, 17 gols marcados e 29 sofridos em 16 jogos)

Marco Rigoni (Getty Images)

Marco Rigoni

Mesmo na zona de rebaixamento, a torcida do Novara não deixou de apoiar o time. Apaixonada, ainda está em lua de mel com a equipe, de volta à Serie A depois de 55 anos. Para um time que subiu duas divisões em apenas dois anos, a campanha azzurra é bem razoável, fruto do ótimo projeto da família De Salvo, que encontrou em Tesser um treinador de mentalidade vencedora e jogo ofensivo.

O problema do Novara foi ter que desmanchar boa parte de seu ataque para poder “financiar” as contratações do início da temporada. Com as novas opções, apostar no mesmo jogo atraente que encantou nos últimos anos realmente seria suicídio. Jeda, Morimoto e Meggiorini se tornaram grandes decepções. Um dos poucos que se salva na produção ofensiva do time é o meia Rigoni, autor de seis gols e quatro assistências na temporada.

A salvezza é possível, desde que contratações importantes sejam realizadas. O mercado nem se aqueceu e duas contratações que podem mudar o rumo dos acontecimentos estão fechadas: o meia dinamarquês Jensen, ex-Werder Bremen, e o centroavante Caracciolo, ex-Brescia e Genoa. Diz-se que outro meia deve chegar, além de um defensor (Mantovani, do Palermo?). O Novara ainda é um canteiro de obras e, quem diria, manter-se na primeira divisão poderá não ser só um sonho.

E amanhã…

2012 começará com os times da capital italiana: como está sendo a temporada de Lazio e Roma?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 6 de novembro de 2011 Extracampo, Juventus, Napoli | 20:03

O Napoli cresceu

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Além de Genoa x Inter, outro jogo do Campeonato Italiano acabou adiado, neste domingo (6/11). A partida Napoli x Juventus, que deveria ser jogada às 20h45 locais, foi cancelada oito horas antes de seu início e ainda não tem data para ser disputada. Diferentemente do que aconteceu em Gênova, onde seis pessoas morreram por causa das fortes chuvas que atingiram o norte do país, em Nápoles a situação estava controlada. A decisão foi anunciada quando o sol já havia aparecido.

Chuvas (?) em Nápoles

Repare no céu de Nápoles, algumas horas antes do horário previsto para o jogo

É claro que a situação na Itália é alarmante e inspira cuidados. Quando fechei este post, sete pessoas já haviam morrido. Mas não existia qualquer motivo para adiar a partida de Nápoles. Outros jogos da rodada foram disputados sob forte chuva, nos estádios de Novara, Cagliari e Milão. O gramado possuía condições de receber a partida e o trânsito em Nápoles voltou ao normal no decorrer da tarde.

Então vamos lá. Quem tomou a decisão? Dois membros do governo napolitano e um assessor do governo da Campânia, que, oficialmente, optaram pelo adiamento “por questões de viabilidade e de ordem pública”. Quem mais estava presente no encontro? O diretor esportivo Alberto Bigon, do Napoli. Quem não foi sequer convidado? Algum diretor esportivo da Juventus e qualquer integrante da liga responsável pela Serie A.

A Juventus e a liga ficaram furiosas, é claro. O adiamento é muito bom para o Napoli, que terá tempo de recuperar os lesionados Gargano, Donadel e Britos. Além disso, os azuis vêm de duas derrotas consecutivas e, na última quarta-feira, perderam para o Bayern de Munique em uma partida muito desgastante. Por outro lado, a Juventus venceu a Inter há oito dias, pôde dar 48 horas de descanso a seus jogadores e trabalhar tranquilamente para o encontro. A rasteira prova que o Napoli cresceu. Não é qualquer um que passa a Velha Senhora para trás.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Internazionale, Juventus, Serie A | 16:45

Você precisa de alguém que te dê segurança

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Senão você dança. A filosofia de boteco de Humberto Gessinger explica bem o que foi a vitória da Juventus no dérbi com a Inter, disputado no sábado (29/10). Com dez minutos de jogo, já dava para apostar numa vitória juventina. O time entrou em campo seguro de si e não se assustou com uma Inter organizada, que fez um bom primeiro tempo, acima do que tem mostrado na temporada. De nada adiantou: no intervalo, a Juventus vencia por 2 x 1, naquele que seria o resultado final do jogo.

Estigarribia, Conte e Marchisio (Reuters)

O camisa 8 tem eclipsado Pirlo e já é o melhor jogador do campeonato

E olha que o gol da Inter, numa bomba de Maicon, só saiu porque Antonio Conte até hoje não conseguiu resolver o lado esquerdo de seu time. É um dos poucos pontos fracos de uma Juventus que mostra muita personalidade nos grandes jogos: vitórias contra Milan, Fiorentina e Inter. A segurança passa pelos pés de um formidável Marchisio, artilheiro do time na temporada.

Mario Sconcerti, autor de ótimos livros sobre o futebol italiano, escreveu um editorial muito interessante no Corriere della Sera. Para ele, existe “uma euforia quase infantil no time de Conte, difícil de encontrar nestes níveis de profissionalismo” e o diferencial da Juve é a “segurança extraordinária, quase islâmica”.

O sábado foi interessante para que pudéssemos assistir aos três principais postulantes ao título italiano. O Napoli, com cinco reservas, foi dominado pelo Catania e mostrou que ainda não consegue jogar sem o time completo. O Milan e a Juventus venceram jogos dificílimos. O Milan mostrou mais qualidade, mas depende demais de Ibrahimovic. A Juventus, porém, não precisa que Pirlo brilhe, ou que Vucinic decida, ou que Del Piero jogue. Não precisa nem do melhor Chiellini. Depende só de si mesma e, se parar de desperdiçar pontos contra os times menores, tem tudo para reconquistar a Itália.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de outubro de 2011 Juventus, Serie A | 22:09

Crise conjugal

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Líder de novo. A vitória da Juventus sobre a Fiorentina veio com suor e riscos desnecessários, mas recoloca a Velha Senhora na ponta – pelo menos até a Udinese e a Lazio entrarem em campo. No sábado, falei que o time vinha desperdiçando chances absurdas. Desta vez, o desperdício foi dos atacantes. No primeiro tempo, a Juve precisou finalizar 14 vezes para fazer um golzinho. Torcedora exigente que é, a Lilian Trigo não está nada satisfeita e pode falar melhor do que eu.

Matri (Getty Images)

Matri, a estrela da noite

Tripletta: A Juventus tá liderando… Por que essa insatisfação toda?
Lilian: A Juve e eu estamos vivendo uma daquelas crises de casal. Até segunda ordem, ela dorme no sofá. Desde 2006, ser juventina não tem sido fácil. Escândalo de apostas, perda de scudetto, Série B, debandada de jogadores… Mas amor é chupar a manga, mesmo quando é amarga.

Tripletta: Mas como uma vitória pode ser amarga? Conta aí como foi o jogo.
Lilian: Noite chuvosa em Turim, 5° C, estádio cheio e a Juventus em campo com a camisa mais feia do mundo. Debaixo do implante capilar, Antonio Conte sacou um esquema 4-2-3-1, pra dar uma chance de Vidal dizer a que veio. Krasic, que não tem nada a dizer desde setembro do ano passado, nem no banco ficou. O primeiro tempo foi bacaninha, mesmo com Pirlo apagado e o pé de Vucinic precisando de uma calibrada. O ataque perdeu bem uma dúzia de chances, mas, hoje, Bonucci desencantou e fez mais ou menos tudo o que fez no Bari nas duas últimas temporadas passadas. Espero que este não seja o gol de 15 milhões de euros. Fim do primeiro tempo.

Tripletta: Na volta, seu time quase entregou a rapadura, certo?
Lilian: Nas suas sábias palavras, no segundo tempo a Juventus voltou Roma. Mihajlovic colocou Gilardino e ele, logo de saída, resolveu infernizar a vida de Storari, dublê de goleiro e jockey nas horas vagas. Como lá pros lados de Turim empate é o sabor da estação, depois de 13 minutos de sofrimento, a Fiorentina faz o dela com Jovetic.

Tripletta: E aí foi a vez da Fiorentina “romar”.
Lilian: Porque Pepe, o jogador que eu amo odiar (e xingar), resolveu calar minha boca e fez um passe perfeito pra Matri desempatar a partida. Hoje a Juve dorme líder do campeonato. Eu devia estar feliz, não é? Devia, mas não consigo deixar de pensar naquele time de 1995, que, além de encher os olhos com o futebol, tinha a camisa mais bonita de todos os tempos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 22 de outubro de 2011 Genoa, Juventus, Serie A | 19:23

Desperdício

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As estatísticas dependem do otimismo de quem as proferem. Depois do empate em casa com o Genoa, a Juventus segue invicta na Serie A. Mas só o torcedor mais animado vai comemorar isso: são três vitórias e quatro empates em sete jogos. Um desperdício sem tamanho.

Matri (Reuters)

Matri fez a parte dele, mas os dois gols em sete finalizações não foram suficientes

Desde que começou a Serie A, a Juventus, que não disputa qualquer copa europeia, tem média de uma partida a cada 5,9 dias. O Milan, por exemplo, joga uma vez a cada 4,2 dias. Ou seja: entre um jogo e outro, dá para ter um descanso maior do que os rivais e ainda um período importante de trabalho para adaptar o elenco ao tipo de jogo exigido por Conte.

Fazer só os jogos caseiros faz diferença. Isso ficou claro no confronto direto entre Juventus em Milan, no início de outubro, vencido pelo time alvinegro. O elenco da Juve não é o melhor da Itália, mas a ausência europeia pode decidir a favor. Em 1999, por exemplo, o Milan de Alberto Zaccheroni venceu o scudetto e só fez 38 jogos na temporada, entre campeonato e copa. A Lazio, vice-campeã por um ponto de diferença, disputou 49 partidas.

Isso ajuda a explicar porque um Milan que tinha Helveg, N’Gotty, Guly e Sala entre os titulares habituais foi campeão e porque a Lazio de Mihajlovic, Nesta, Stankovic, Nedved e Vieri terminou na segunda posição. As semanas sem jogos europeus significam menos viagens, lesões e desgastes. E podem ser decisivas para que a Juventus volte a conquistar um scudetto, algo essencial para que a Velha Senhora possa voltar a ser o que já foi, com tantos craques desfilando com a camisa alvinegra. Vacilos como a entrega do gol de empate a Caracciolo representam um desperdício que pode, sim, mudar o futuro do clube.

Curtas
- Chiellini tinha recuperado o bom futebol jogando na lateral esquerda. Tinha. Desta vez com a faixa de capitão, fez outra partida lamentável e merece visitar o banco de reservas.

- O Vucinic da Juventus é aquele mesmo dos tempos de Roma. Sonolento em vários momentos da partida, perde bolas, não consegue finalizar, não dá combate. Só a técnica não lhe basta.

- O empate pode garantir o emprego de Malesani por pelo menos mais alguns jogos. Ele colocou Kucka e Caracciolo em campo no segundo tempo. Um fez a jogada e o outro marcou o gol de empate.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Juventus, Milan, Serie A | 18:19

À espera do segundo milagre

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“Conte, depois dos cabelos, dê-nos um outro milagre: o título”. Este foi um dos coros da torcida da Juventus na vitória deste domingo, sobre o Milan, por 2×0. Uma homenagem ao ex-meia careca da Velha Senhora, que fez um implante para se tornar um treinador com belas madeixas.

Marchisio (Getty Images)

Marchisio, o nome do jogo

Depois da prova de força do Napoli, foi a vez da Juventus mostrar que fará um campeonato como protagonista. O início da última temporada também era animador, mas agora há o “algo mais”. Conte sabe o que tem em mãos e consegue arrumar alternativas táticas. Contra o Milan, Chiellini voltou à lateral esquerda e funcionou. Protegido por um meio-campo mais robusto, Pirlo esbanjou categoria e foi fundamental para que a Juve tivesse 56% de posse de bola. Na frente, um soberbo Vucinic.

Marchisio merece um parágrafo à parte. No início da temporada, o camisa 8 parecia ter perdido terreno. Chegou a ser centro de especulações de mercado. Mas este 4-1-4-1 encontrado por Conte nas últimas duas partidas valoriza demais as características mais ofensivas de Marchisio, autor dos dois gols contra o Milan.

Ter seis pontos a mais do que o atual campeão Milan, com apenas cinco jogos disputados, é muita coisa. Com uma pontaria mais calibrada (foram 53 finalizações nos três últimos jogos, mas só quatro gols) e uma defesa mais confiável (e parece que Chiellini na lateral será ótima opção), a Juventus fará a disputa pelo título ficar ainda mais interessante. E isso porque a liderança do campeonato já é alvinegra.

Curtas
- O Milan jogou como time pequeno e acabou punido. Não conseguiu segurar a bola, não chutou e, no ápice desta pequenez, viu Allegri sacar Cassano para colocar Emanuelson. Inzaghi e Aquilani ficaram no banco até o fim do jogo…

- Surpreende a queda de rendimento do goleiro milanista Abbiati. Melhor arqueiro do último campeonato, voltou a falhar bisonhamente. Será que a temporada passada é que foi a exceção?

- Na Juventus, Krasic destoou. Craque nos primeiros seis meses em Turim, o rendimento do sérvio tem caído assustadoramente. Contra o Milan, errou praticamente tudo o que tentou, até jogadas banais. Fica para a próxima.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 25 de setembro de 2011 Juventus, Serie A | 15:05

Procura-se: Giorgio Chiellini

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Ponto de referência da Juventus, no início da temporada o zagueirão Chiellini era considerado a maior garantia de uma Velha Senhora tão reformulada. Na péssima defesa do ano passado, que levou só dois gols a menos do que a rebaixada Sampdoria, o toscano quase sempre se salvava.

Chiellini (AP Photo)

Chiellini entregou dois gols ao Catania, mas só Bergessio conseguiu aproveitar

O campeonato nem bem começou e a maré de Chiellini já virou. No empate com o Catania, ele voltou a ser antagonista. Acabou antecipado por Bergessio no primeiro gol  que o time siciliano fez com bola rolando em quatro jogos e cometeu outro erro grosseiro no final. Este último, Suazo não aproveitou.

A sequência de falhas tem atrapalhado os planos alvinegros. Contra o Bologna, na rodada passada, errou no gol de Portanova. Em Siena, mostrou-se nervoso e cometeu mais faltas do que o habitual. As más apresentações contrastam com a temporada que faz Barzagli. Antes contestado pela torcida, tem sido o defensor mais confiável desta nova Juventus.

Difícil entender o que tem acontecido com Chiellini. A Juventus não possui um lateral esquerdo e tem passado por apuros com De Ceglie, Grosso, Vidal ou qualquer um que jogue por ali – o que não é novidade, pois a carência na posição existe há quase meia década. O meio-campo tem “filtrado” o jogo adversário menos do que o habitual, já que não há alguém que se destaque na marcação, algo que Felipe Melo fazia aos trancos e barrancos. Motivos suficientes para a queda vertiginosa?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , ,

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