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Arquivo da Categoria Internazionale

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Internazionale, Serie A | 13:22

Veloz, quase parando

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Zanetti (Getty Images)

Zanetti, nem levante do chão para comemorar

Ótima sequência, moral alta, titulares jogando o fino, alternativas táticas, possibilidade de reforços. Quase tudo conspira para que a Inter caminhe firme para disputar o título do Campeonato Italiano. Só que existe um probleminha. Entenda o que é lendo a coluna de futebol italiano que este que vos bloga assina esta semana na Trivela e aproveite para dar pitacos na seleção da 18ª rodada da Serie A.

Apareça por lá! (E, sim, continuaremos por aqui também.)

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , ,

domingo, 15 de janeiro de 2012 Internazionale, Milan, Serie A | 21:53

Ele não aprende

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Massimiliano Allegri (Getty Images)

Pode pensar um pouco mais antes de agir, Allegri

Antes de perder o clássico deste fim de semana para a Inter, o treinador do Milan, Massimiliano Allegri, tinha três vitórias em três dérbis de Milão. Mas ele não é invencível, como ficou bem provado na noite deste domingo (15/1).

Allegri insistiu em erros simplórios e pagou por isso. O Milan teve 67% de posse de bola, índice que se mostrou inútil para que o melhor ataque da competição conseguisse marcar pelo menos um golzinho.

É básico: não adianta, simplesmente, ter a bola. Há que fazer com que ela se torne jogada de gol. O Milan de Allegri, que tão bem costuma fazer isso, teve uma noite atípica, sem poder contar com Boateng e Robinho. E por quê? Porque o treinador não quis contar com a dupla. Pagou com a liderança da Serie A.

Sim, eles estiveram em campo. Boateng jogou os 90 minutos e se tornou um dos poucos a se salvar no naufrágio do Milan. Mas por que não atuou na posição em que está acostumado a render tão bem? Meio-campista à direita no 4-3-1-2 rubro-negro, o ganês não teve a liberdade que costuma contar e, mais longe do gol, teve seu dinamismo desperdiçado. Pior ainda é a insistência em escalar Emanuelson como armador, algo que o holandês já provou dezenas de vezes que não consegue fazer.

Robinho, que jogou por pouco menos de meia hora, fez quase nada enquanto esteve em campo. E olha que foi melhor que Alexandre Pato, surpreendentemente escolhido entre os onze iniciais, e que falhou absurdamente duas vezes na partida. Sem o essencial Robinho desde o começo e com Boateng recuado, o jogo do Milan se perdeu, o Milan perdeu e Allegri terá de se explicar.

E a Inter, moço do Tripletta?

Só o gol do argentino Milito não seria suficiente. Os brasileiros foram decisivos na sexta vitória consecutiva da Inter no campeonato. Mas isso será assunto para a coluna de futebol italiano da Trivela, que passo a assinar nesta terça-feira. Nos vemos por lá também, ok?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

sábado, 7 de janeiro de 2012 Internazionale, Lazio, Parma, Serie A, Siena | 20:32

O campeonato das defesas?

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Dois jogos, nove gols marcados pelos times da casa: Siena 4 x 0 Lazio e Inter 5 x 0 Parma. Goleadas inapeláveis que iniciam o 2012 do Campeonato Italiano, que até então contava com média de 2,43 gols por partida. Não era esse o torneio das defesas?

Diego Milito vs Parma (Corsport)

Ele voltou: Milito chegou ao sexto gol no campeonato

É claro que os vencedores têm boa parte do mérito pelos resultados alcançados no sábado (7/1), mas é fato que Lazio e Parma se apresentaram com defesas vexaminosas.

A Lazio merece o maior puxão de orelha. O time romano virou o ano com a terceira melhor defesa do campeonato e começa 2012 tendo que explicar uma derrota embaraçante. Levar quatro gols de um time que não marcava há cinco jogos beira o absurdo. Mais absurdo do que isso, só as oportunidades que o Siena perdeu durante a partida: o 4 x 0 ficou barato para uma equipe que aceitou ser agredida durante 90 minutos.

No primeiro gol do Siena, Destro correu com a bola por pelo menos 40 metros. Um avanço vertical, rumo ao gol laziale, sem ser parado por nenhum defensor. O mesmo Destro causaria a expulsão do goleiro Bizzarri, no fim do primeiro tempo. O camisa 22 passou (nem precisou driblar) por dois na grande área e acabou derrubado pelo arqueiro da Lazio. E o mesmo Destro fecharia o placar, de cabeça, desviando uma bola que Biava nem tentou tirar. Com os pífios Scaloni e Stankevicius nos lugares de Konko e André Dias, a defesa da Lazio fez o Siena parecer o Barcelona.

Em Milão, minutos mais tarde, a história foi parecida. Em um 4-4-2 disposto em linhas preguiçosas, o Parma praticamente se entregou à Inter. Com liberdade, Álvarez passeava pelo ataque nerazzurro, sempre levando complicação para os marcadores do Parma, sempre atrasados. Não demorou para que ele recebesse uma bola na esquerda, livre, aos 12 minutos de jogo. De primeira, cruzou; de primeira, Milito abriu o placar.

O inédito miolo de zaga do Parma sofreu bastante na partida. Brandão, que estreou na temporada, não fazia um jogo completo há dois anos. Deu para notar. Ele e Paletta não se entenderam em momento algum. Juntos, ainda falhariam feio nos terceiro e quarto gols da Inter. Para não falar do meio-campo mal liderado por Morrone, que não conseguia ganhar nenhuma bola rebatida – e assim Motta e Faraoni fizeram golaços de fora da área.

Na Itália, derrotas são difíceis de engolir. Derrotas com panes defensivas costumam derrubar treinadores. Só uma goleada por cinco gols de diferença havia ocorrido até agora, na Serie A. Depois dela, Malesani acabou devidamente demitido. Seria de uma bondade ingênua apostar que Colomba, treinador do Parma, consiga permanecer no cargo.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Atalanta, Internazionale, Milan | 18:10

SdV, parte 7: Festa na Lombardia

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Na reta final do Show da Virada (SdV) do Tripletta, o blog apresenta o que tem sido a temporada dos times da Lombardia. Em Milão, o fim do ano viu festas. E em Bérgamo, mesmo que o escândalo das apostas possa ameaçar o futuro da Atalanta, o que se viu dentro de campo só trouxe boas notícias:

Milan (1º lugar, 34 pontos, 35 gols marcados e 16 sofridos em 16 jogos)

Zlatan Ibrahimovic (Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic

Um baque foi necessário para que o Milan sentisse que empurrar o campeonato com a barriga não levaria a equipe a lugar algum. O time de Allegri teve um início de temporada complicado e a derrota para a Juventus esquentou o ambiente rubro-negro – como não poderia deixar de ser, o cargo do treinador acabou colocado em discussão e especulou-se várias contratações. Mas não é que perder para a rival funcionou para alguma coisa?

Depois da derrota, o Milan caiu para a 13ª posição. Onze rodadas depois, chegou à liderança pela primeira vez no campeonato e virou o ano de volta ao topo: foram 29 pontos em 11 jogos, uma média absurda. A liderança premia o time da Serie A que mais mantém posse de bola (média de 60,8% por partida) e mais acerta passes (85,2%). Robinho é peça importante para estes resultados, pois é o único atacante do campeonato que completa mais de 85% dos passes que tenta.

Para repetir o scudetto da temporada passada, o Milan tem a melhor carta que poderia encontrar na manga. Ibrahimovic vence todos os campeonatos nacionais que disputa desde 2004 e tem feito a parte dele. Nessa série de 11 jogos, o sueco contribuiu com nove gols e cinco assistências, o suficiente para eclipsar as falhas daquela que, no ano passado, era a melhor defesa da Itália. Em 2010-11, o Milan sofreu 0,63 gols por partida. Na atual Serie A, o número subiu para 1 por jogo. Deméritos do goleiro Abbiati, que faz uma temporada abaixo da crítica, e do meio-campo, que perdeu boa parte de sua capacidade de marcação após a lesão de Gattuso e a subutilização de Ambrosini.

Inter (5º lugar, 26 pontos, 22 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Claudio Ranieri (Getty Images)

Claudio Ranieri

O lado azul e negro de Milão teve um início de temporada ainda pior do que o do rival. A Inter viveu um pesadelo sob o comando de Gasperini, que inventou um 3-4-3 intragável, colheu a antipatia com os líderes do elenco e acabou afastado depois de apenas cinco jogos. Foram quatro derrotas e um empate que representaram o vice na Supercopa Italiana, uma queda vexaminosa para o Trabzonspor na estreia da Liga dos Campeões e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Italiano.

Com a chegada de Ranieri, tudo mudou. A Inter que queria dar espetáculo virou um time com pés no chão e se tornou a segunda equipe do campeonato que mais finaliza (15,9 vezes por partida, em média). Variando entre o 4-4-2 e o 4-3-1-2, o treinador romano fez a Inter escalar na tabela e encerrar 2011 com quatro vitórias consecutivas, no melhor momento interista da temporada. Com Ranieri, 13 jogadores já marcaram gols na Serie A, recorde no campeonato. Paciente, o treinador tem conseguido fazer Álvarez e Obi funcionar. Thiago Motta e Nagatomo renasceram. Faraoni, aposta pessoal, também tem rendido mais do que esperado.

Lutar pelo título é missão impossível, mas se classificar para a Liga dos Campeões está dentro da realidade da Inter. Para isso, seria interessante que os atacantes voltassem a fazer gols – desde que Eto’o saiu, o setor ofensivo interista foi à bancarrota. Juntos, Milito, Pazzini, Forlán e Castaignos marcaram apenas nove dos 22 tentos da Inter no campeonato. Zárate só marcou uma vez, mas na Liga dos Campeões.

Atalanta (11º lugar, 20 pontos, 23 gols marcados e 19 sofridos em 16 jogos)

Germán Denis (Getty Images)

Germán Denis

Grande surpresa do campeonato, a Atalanta teria o mesmo número de pontos da Inter, não fosse a penalização que recebeu antes do campeonato. Com seis pontos a menos, era de se esperar que a equipe sofresse na luta contra o rebaixamento, mas a rainha dos provinciais só ficou na zona nas duas primeiras rodadas. Quem não esperava muita coisa deste time (este blogueiro, por exemplo) não contava com a astúcia do argentino Denis.

Há quatro meses, quem dissesse que Denis viraria o ano como artilheiro do Campeonato Italiano poderia ser internado. Aos 30 anos, ele faz a melhor temporada da carreira: presente em todos os jogos da Atalanta na Serie A, já fez 12 gols e duas assistências. É ele o destaque individual de uma equipe que joga um futebol sem muita fantasia, mas que até encanta pela objetividade e pelas trocas rápidas de passe.

Mas Denis não está sozinho. No 4-4-1-1 de Colantuono, ele tem jogado pouco à frente de outro argentino, o baixinho Moralez. Habilidoso, bom na bola parada e com grande visão de jogo, o ex-meia do Velez é daqueles capazes de mudar o rumo de uma partida. Contra o Parma, por exemplo, fez os dois gols da vitória da Atalanta. O meio-campo é o ponto forte do conjunto: dificilmente o setor montado por Schelotto, Cigarini, Bonaventura e Padoin faz uma partida ruim. Olho no quarteto, que pode aparecer bem no futuro da seleção italiana.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Internazionale, Liga dos Campeões, Milan, Napoli | 15:27

Balanço bom

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Não que a crise do futebol italiano tenha acabado. Longe disso. Mas chama atenção o fato de o Belpaese ter sido a nação que mais colocou times nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Os três participantes da fase de grupos passaram de fase: a Inter sofreu, perdeu dois jogos, mas terminou na primeira posição do grupo B; Napoli e Milan se classificaram na segunda colocação.

Pato Plzen (ESPN)

Alexandre Pato marcou contra o Viktoria Plzen, na última rodada, mas não foi suficiente: vexame

Se os ingleses só botaram dois times na próxima fase, culpa de um italiano. O Napoli deu show, muito por causa da torcida apaixonada, e conseguiu eliminar o bilionário Manchester City. Nos confrontos entre os dois times, uma vitória por 2 x 1 para o Napoli e um empate em Manchester. Foi suficiente para desequilibrar a favor do time de Cavani, Lavezzi e Hamsík.

O Milan passou vergonha. Em um grupo fácil de lidar, se classificou com apenas duas vitórias em seis jogos. O time rubro-negro conseguiu até empatar com o bielorrusso BATE Borisov e com o tcheco Viktoria Plzen. Tropeçar no Barcelona era esperado. Mas passar vexame contra a turminha lado B…

Os resultados ainda não são bons em termos de ranking europeu e essas coisas mais matemáticas. Os times de Inglaterra, Espanha e Alemanha continuam pontuando mais do que os italianos. Até os franceses têm se dado melhor. Mas você há de convir que, pelas expectativas do início da temporada, ter tanta gente viva no terreno europeu já é um belo avanço.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sábado, 3 de dezembro de 2011 Internazionale, Serie A, Udinese | 20:51

A emoção da incompetência

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Pazzini (Reuters)

A vitória da Udinese sobre a Inter, em Milão, neste sábado (03/12), não foi um daqueles jogos cheios de boas oportunidades. Das 27 finalizações das duas equipes, apenas oito acertaram o alvo. E só uma virou gol, num contra-ataque perfeito, concluído por Isla, o melhor em campo.

As maiores emoções da partida ficaram por conta dos sete minutos finais: um cartão vermelho e um pênalti perdido para cada lado. Ruim para a Udinese, que perdeu a chance de ampliar a vantagem, depois quase viu a Inter empatar e ainda perdeu Ferronetti, expulso.

Péssimo para a Inter. Se Júlio César havia defendido a cobrança de Di Natale dois minutos antes, Pazzini nem fez Handanovic trabalhar. Escorregou e isolou a bola que daria aos nerazzurri um empate heróico, a cinco minutos do fim e três minutos após a expulsão de Zanetti, que não levava um cartão vermelho desde 1999.

A Udinese voltou a liderar o campeonato, ao lado do Milan. Pode ser por pouco tempo, mas os resultados de um time provincial que perdeu três dos principais jogadores impressiona – e ganhará um post especial no Tripletta em breve, pode esperar. E a Inter também impressiona. Como pode a atual campeã do mundo arriscar cair para a 17ª posição, no fim da rodada?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Internazionale, Juventus, Serie A | 16:45

Você precisa de alguém que te dê segurança

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Senão você dança. A filosofia de boteco de Humberto Gessinger explica bem o que foi a vitória da Juventus no dérbi com a Inter, disputado no sábado (29/10). Com dez minutos de jogo, já dava para apostar numa vitória juventina. O time entrou em campo seguro de si e não se assustou com uma Inter organizada, que fez um bom primeiro tempo, acima do que tem mostrado na temporada. De nada adiantou: no intervalo, a Juventus vencia por 2 x 1, naquele que seria o resultado final do jogo.

Estigarribia, Conte e Marchisio (Reuters)

O camisa 8 tem eclipsado Pirlo e já é o melhor jogador do campeonato

E olha que o gol da Inter, numa bomba de Maicon, só saiu porque Antonio Conte até hoje não conseguiu resolver o lado esquerdo de seu time. É um dos poucos pontos fracos de uma Juventus que mostra muita personalidade nos grandes jogos: vitórias contra Milan, Fiorentina e Inter. A segurança passa pelos pés de um formidável Marchisio, artilheiro do time na temporada.

Mario Sconcerti, autor de ótimos livros sobre o futebol italiano, escreveu um editorial muito interessante no Corriere della Sera. Para ele, existe “uma euforia quase infantil no time de Conte, difícil de encontrar nestes níveis de profissionalismo” e o diferencial da Juve é a “segurança extraordinária, quase islâmica”.

O sábado foi interessante para que pudéssemos assistir aos três principais postulantes ao título italiano. O Napoli, com cinco reservas, foi dominado pelo Catania e mostrou que ainda não consegue jogar sem o time completo. O Milan e a Juventus venceram jogos dificílimos. O Milan mostrou mais qualidade, mas depende demais de Ibrahimovic. A Juventus, porém, não precisa que Pirlo brilhe, ou que Vucinic decida, ou que Del Piero jogue. Não precisa nem do melhor Chiellini. Depende só de si mesma e, se parar de desperdiçar pontos contra os times menores, tem tudo para reconquistar a Itália.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 15 de outubro de 2011 Catania, Internazionale, Serie A | 18:17

Esfrie a cabeça, interista

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“Ainda temos muito a trabalhar”, tergiversou o treinador da Inter, Claudio Ranieri, depois da derrota para o Catania. O rival atuou bastante recuado e deu espaço para que a Inter fizesse seu jogo. Enquanto o time de Milão jogou bem, fez só um gol. No segundo tempo, a turma siciliana virou a partida e poderia ter ampliado. Algo que tem sido típico: é a sexta derrota da Inter na temporada. A cada três partidas, o time perde duas – e leva seis gols.

Ranieri (AFP)

Aproveita a chuva, Ranieri. Acredite, não vai adiantar nada se esquentar...

Dependendo dos jogos de domingo, o time de Júlio César, Sneijder, Samuel e Forlán pode voltar à zona de rebaixamento, três rodadas depois de ter saído de lá. O que o quarteto citado tem em comum? Todos estão lesionados, junto de coadjuvantes como Obi e Poli. Esperar que saiam do departamento médico é fundamental para que a Inter volte a disputar o título.

Para sair da luta contra o rebaixamento, porém, o que Ranieri tem em mãos é suficiente. “Estamos falando de outra derrota e de tantos gols sofridos. Devemos mudar a mentalidade”, resumiu o capitão Zanetti. Chama atenção a dificuldade que a Inter tem encontrado para reagir dentro das partidas. As vitórias em Bologna e Moscou são apenas um ponto fora da curva? Ou mostram uma evolução esquecida contra o Catania, que venceu a Inter mesmo com Legrottaglie no sacrifício e Izco improvisado na lateral?

Trabalhar, mudar a cabeça… “Reencontrar a lucidez”, completou Cambiasso. Afinal, a vida do interista não ficará mais fácil. Nas próximas rodadas, em apenas oito dias, a Inter jogará contra o Chievo, que já foi pedra no sapato durante a pré-temporada, a ascendente Atalanta e a Juventus. Mesmo que os resultados não apareçam, é bom continuar de cabeça fria. Em momentos de pânico, ideias mirabolantes parecem soluções viáveis e aquele sussurro sobre um retorno de Eto’o por apenas dois meses pode ficar um pouco mais alto. E recaídas nunca são muito interessantes.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 1 de outubro de 2011 Internazionale, Napoli, Serie A | 23:46

Dois indícios constituem uma prova?

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Menos de um mês depois de vencer o Milan com relativa tranquilidade, desta vez o Napoli passou pela Inter com direto a goleada. Se, como diz o ditado, dois indícios constituem uma prova, o Napoli mostrou que é sério candidato ao título italiano desta temporada. Agora, com potencial muito maior que o do ano passado: um Inler, um Pandev, um Dzemaili e um Fideleff a mais, basicamente.

Campagnaro e Lavezzi (Reuters)

Campagnaro, que abriu o placar, comemora com Lavezzi. Como jogaram!

A vitória sobre a Inter foi recheada de polêmicas, com direito a expulsão incorreta e pênalti duvidoso. Tirando os meios pelo fim, premiou o melhor time em campo. O Napoli dominou a partida em pleno Giuseppe Meazza e, mais essencial, conseguiu fazer três gols.

Talvez o ponto mais importante seja o Napoli não ter dado chance para que o time de Ranieri pudesse reagir – aliás, quanto nervosismo em campo e fora dele, com a expulsão do próprio Ranieri e os amarelos para Zanetti e Júlio César. Um “cinismo”, como dizem os italianos, essencial para quem sonha com o título. E o Napoli jamais foi tão forte, desde a saída de Maradona.

O compositor italiano Francesco De Gregori escreveu, certa feita, que não dá para julgar uma apresentação através de um pênalti. Tinha razão. Indiscutivelmente superior, o Napoli teve uma noite de humildade e muito trabalho, na qual todos seus jogadores brilharam. Até Mascara conseguiu um belo passe que acabou se tornando o gol de Hamsík. O pênalti pode ter decidido a partida, mas não tira uma certeza: é um belo Napoli, pronto para voos mais altos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Bologna, Internazionale, Serie A | 15:15

Vitória do óbvio

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Pazzini (Getty Images)

Um gol e um passe decisivo. O que fazia no banco?

Arquive os jogos da Inter sob o comando de Gasperini: aquele time já acabou. Bastou uma partida para que Claudio Ranieri mudasse a cara da equipe, agora mais confiante e que se cobra a cada lance. O segredo de Ranieri na vitória por 3×1 sobre o Bologna? Fazer o óbvio.

Com sete jogadores no departamento médico e um suspenso, o novo treinador interista apostou em uma escalação sem grandes surpresas. O único sobressalto foi a escolha de Philippe Coutinho na meia direita de um 4-4-2 que se tornava um 4-3-1-2 enquanto havia posse de bola – Álvarez era o favorito para começar como titular.

Além de não abusar da boa vontade dos jogadores, com improvisações e exigências absudas, Ranieri optou por escolhas naturais. Pazzini ganhou a posição de Milito, que estava mal demais. Forlán passou a atuar mais centralizado e recuado. Chivu deixou de ser zagueiro. Cambiasso ganhou liberdade e vontade de jogar.

O meio-campo da Inter sofreu mais que o esperado, mas mostrou uma energia que estava em stand-by na curtíssima “Era Gasperini”. Quando o Bologna empatou, o medo da derrota parece ter voltado a assombrar o time nerazzurro, mas Pazzini desequilibrou com um belo passe para que Milito (entrou no segundo tempo) sofresse um pênalti. E Pazzini já havia deixado o dele.

A maior vitória de Ranieri é não repetir os erros da gestão anterior. Os tropeços atuais, como a entrada de Jonathan, a saída de Forlán ou a má abordagem após o intervalo, devem ser corrigidos com o tempo. O elenco já se livrou da má vontade como estava encarando as partidas. Bom começo.

Curtas
- “Quero dedicar essa vitória a Gasperini, que nos deu tanto, mas sem conseguir os resultados”, disse Milito. Tarde demais, meu caro.

- Mais acertada na defesa, a Inter pôde atacar com mais tranquilidade. Além dos três gols marcados, ainda acertou duas bolas na trave e só perdeu a tranquilidade por causa de um pênalti mal marcado para o Bologna.

- O desânimo de Bisoli no banco do Bologna é contagiante. Em momentos tensos da partida, o treinador ficou andando de um lado para o outro, de cabeça baixa. Conseguiu um só ponto em quatro jogos. Será o próximo a cair?

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