Chievo | Futebol Italiano

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domingo, 8 de janeiro de 2012 Chievo, Roma, Serie A | 21:32

Não adianta só treinar

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A vitória da Roma sobre o Chievo, neste domingo (8/1), poderia servir para provar que um treinador durão e com métodos ultrapassados nem sempre leva seu time ao sucesso. Não se discute a grande diferença técnica entre os dois times, mas é fato que os romanos esbanjaram preparo físico e controlaram a partida durante 90 minutos.

Totti vs Chievo (Getty Images)

"Desculpem o atraso", pede a camiseta de Totti. Contra o Chievo, o capitão da Roma encerrou jejum de sete meses

A Roma é o time que deu maior folga ao elenco, na virada do ano: onze dias, algo inédito no futebol italiano. Enquanto Totti e companhia voltaram em 3 de janeiro, os jogadores do Chievo retomaram os treinamentos em 28 de dezembro e ficaram fechados na concentração mesmo no réveillon. Tiveram apenas algumas horas de “liberdade” para a ceia do dia 31.

Os burros alados não mostraram nenhuma alternativa que não existisse no primeiro semestre. Nada de inovador. Nada que explique porque treinaram a mais. Foram o mesmo time de semanas atrás, apenas mais desgastado. Os dois gols da Roma foram marcados em pênaltis convertidos por Totti, mas a equipe da casa ainda teve pelo menos outras duas penalidades claras a seu favor, que acabaram não marcadas. Sem falar do jogo cada vez mais fluido, na melhor partida de Bojan em giallorosso.

Os métodos de Luis Enrique não param de surpreender os italianos. A Roma do espanhol não se concentra. Quando joga em casa, os jogadores se reúnem na manhã da partida; quando viagens são necessárias, tudo é organizado para que ida e volta sejam no mesmo dia do jogo. O grupo está fechado e as exibições do time têm melhorado a cada rodada. Será que realmente vale a pena tratar como crianças os profissionais do futebol, todo o tempo?

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Chievo, Genoa, Udinese | 15:19

SdV, parte 8: Solitários e desiguais

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No último episódio do Show da Virada (SdV) do Tripletta, os times solitários serão assunto. No Friuli, só dá Udinese. Na Ligúria, sobrou apenas o Genoa. E no Vêneto, o minúsculo Chievo continua representando o nome de Verona. Com o trio, fechamos a conta e passamos a régua:

Udinese (3º lugar, 32 pontos, 20 gols marcados e 9 sofridos em 16 jogos)

Antonio Di Natale (Getty Images)

Antonio Di Natale

Vinho, seu nome é Antonio Di Natale. Aos 34 anos, o camisa 10 continua decisivo. Ele marcou gols em nove partidas diferentes da Serie A e a Udinese venceu oito delas. Na Liga Europa, onde Guidolin poupou as forças do time friulano, Di Natale fez dois jogos e dois gols. Frequentemente isolado no ataque de seu time, o artilheiro tomou as rédeas. Jogador que mais finaliza no campeonato (2,8 por jogo, em média), Di Natale fez metade dos gols de um time provinciano que está a dois pontos dos líderes.

A temporada tem mostrado que a Udinese é o melhor canteiro italiano para fazer um jovem crescer. Nenhuma compra histórica foi feita para substituir os até então insubstituíveis Zapata, Inler e Sánchez, vendidos em julho, mas Guidolin conseguiu se virar com contratações baratas e jogadores que estavam dentro do próprio elenco. Badu é o melhor exemplo. Em 2010-11, jogou 90 minutos apenas na última rodada. No campeonato atual, virou titular absoluto.

A tranquilidade no Friuli transformou até Pinzi em ídolo. Mais recuado do que nos últimos anos, o camisa 66 se tornou o motorzinho do meio-campo da Udinese. É o segundo que mais desarma na Serie A (4,9 desarmes por jogo) e completa boa parte dos passes que tenta. Um cuidado especial deverá ser tomado durante a disputa da Copa Africana de Nações, que vai até metade de fevereiro. A Udinese perderá os titulares Badu, Asamoah e Benatia. Somente um dos meias foi substituído, com a chegada de Gelson Fernandes.

Genoa (10º lugar, 21 pontos, 19 gols marcados e 24 sofridos em 16 jogos)

Sébastien Frey (Getty Images)

Sébastien Frey

A pretensa revolução no estádio Luigi Ferraris fracassou, mais uma vez. Dos 14 contratados, só um vingou até agora: o goleiro Frey, responsável direto pela situação ainda razoavelmente confortável do Genoa na tabela. Seguro sem ser espetacular, o goleiro tem salvado a retaguarda das pixotadas de Moretti, Dainelli e Kaladze – o georgiano, aliás, passou quatro das 16 rodadas até agora suspenso.

Além de Frey, há um recém-chegado que pode usar o returno para se firmar. O habilidoso chileno Jorquera muda a cara do time quando entra no segundo tempo, mas precisa ganhar consistência. De resto, só decepções. Caracciolo, Zé Love e Pratto, juntos, só marcaram dois gols. Constant e Seymour são motivo de piada, no meio-campo. Birsa e Bovo perderam quase todos os jogos do time, por lesão.

2011 terminou com um vexame. Para apagar aquela derrota por 6 x 1 sofrida para o Napoli, o que o presidente Preziosi resolveu fazer? Contratar! Já buscou Gilardino, a preço de ouro, e promete mais chegadas. Marino deverá ter em mãos, no fim de janeiro, um elenco um pouco diferente daquele que tinha Malesani. Do trabalho do recém-demitido, dá para salvar algumas coisas, como o aproveitamento ideal de Palacio, autor de seis gols e cinco assistências em 12 jogos, e a ressurreição de Miguel Veloso, que finalmente mostrou ter valdio o investimento para tirá-lo de Lisboa.

Chievo (12º lugar, 20 pontos, 13 gols marcados e 18 sofridos em 16 jogos)

Përparim Hetemaj (Getty Images)

Përparim Hetemaj

Os anos passam e o Chievo vai ficando. Depois de perder Marcolini, Mantovani e Constant e não contratar sequer um jogador com experiência razoável na Serie A, este blogueiro apostou que os burros alados não resistiriam na primeira divisão. Mas Di Carlo voltou para casa e arrumou a sala e a cozinha. O Chievo continua com seu jogo chato e eficiente: ótima defesa, péssimo ataque e um lugarzinho no meio da tabela, sem nem passar pela zona de rebaixamento.

Os números não são bons. O Chievo é o time que menos acerta passes no campeonato. Com 73% de aproveitamento no quesito, falha aproximadamente uma vez a cada quatro tentativas – o que explica parcialmente porque a equipe tem em média 44,4% de posse de bola por jogo e é o time que mais desarma na Serie A (26,3 vezes por partida). Hetemaj é o rei do meio-campo clivense. Ele chegou do Brescia sob desconfiança e se tornou titular absoluto. É o jogador do campeonato que mais acerta desarmes (5,5).

Di Carlo recuperou ao mundo dos vivos o brasileiro Luciano, que não jogava bem há meses. Desde a lesão de Rigoni, ele forma com Hetemaj e Bradley um trio de meio-campo complicado de ser ultrapassado. Na ligação, depois de testar Sammarco e Cruzado sem bons resultados, o treinador encontrou em Théréau uma ótima e inesperada opção nas últimas rodadas. Quem decepciona é o capitão Pellissier, que só marcou três gols até o fim de 2011. Na temporada passada, havia virado o ano com seis tentos.

Autor: Braitner Moreira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,