Luís Araújo | Futebol Italiano

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quarta-feira, 22 de maio de 2013 Roma | 23:35

Roma divulga novo modelo de escudo

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A Roma divulgou em seu site oficial nesta quarta-feira o novo escudo do clube. O modelo mantém o mesmo formato do anterior. A imagem de Rômulo e Remo sendo amamentados por uma loba, figuras da mitologia romana,  também permaneceram, bem como as cores laranja e vermelho de fundo.

A diferença está na inscrição na parte de baixo do escudo. A sigla “ASR”, iniciais de Associazone Sportiva Roma, dá lugar a um simples “Roma 1927″, que dá mais destaque ao nome da cidade e mostra o ano de fundação do clube.

Veja abaixo como ficou o novo escudo da Roma:


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sexta-feira, 10 de maio de 2013 Juventus | 15:30

Juventus divulga modelo da nova camisa

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Na semana em que comemora a conquista de mais um scudetto, a Juventus mostrou ao mundo como será a camisa do time na próxima temporada. O modelo já está à venda no site oficial do clube e tem como novidades a gola no formato “V” e o fato de as listras serem mais finais e em maior quantidade – ao contrário do que vinha sendo desenhado nos últimos anos.

Mas o que mais chamou a atenção foi a falta de estrelas em cima do escudo. Oficialmente, esse foi o 29º título da Juventus. Os torcedores ignoram os dois que foram cassados e contam 31 – número que permitiria ao clube colocar uma terceira estrela no uniforme. A Juventus optou por não alimentar essa discussão e resolveu não usar nenhuma.

Veja abaixo:

A camisa de visitante ainda não foi divulgada pelo site oficial da Juventus, mas já se sabe que será dourada, como mostram as imagens abaixo:

Gostou das camisas que a Juventus usará na próxima temporada? Comente

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segunda-feira, 6 de maio de 2013 Juventus, Serie A | 11:15

Incontestável

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Torcida da Juventus faz a festa no estádio com a conquista do scudetto (Foto: Getty Images)

Não teve pra ninguém. O que muitos esperavam antes do início da temporada se confirmou neste domingo: pelo segundo ano consecutivo, a Juventus é campeã italiana. Oficialmente, é o 29º scudetto. Para a torcida, que não deixa de considerar os títulos cassados de 2005 e 2006, trata-se do 31º. Essa contagem será por muito tempo um assunto bastante discutível. A conquista da equipe treinada por Antonio Conte neste campeonato, não.

Foi um título incontestável, que já se anunciava desde o início do campeonato. Nas dez primeiras rodadas, foram nove vitórias e um empate. A soma de 28 pontos em 30 possíveis deixou a Juventus com tranquilidade na liderança e ninguém mais a tirou dali. Alguns times se revezaram ao longo da competição na condição de principal ameaça ao bicampeonato. Quem fez isso por mais tempo foi o Napoli, que pode garantir o vice-campeonato e a consequente classificação direta para a fase de grupos da Liga dos Campeões no próximo jogo. Mas a superioridade da Juventus em relação aos demais concorrentes dentro da Itália ficou bastante evidente no decorrer da disputa.

Principal trunfo na conquista invicta da última temporada, a defesa seguiu como um dos pontos fortes da equipe no título deste ano. Nas 35 partidas disputadas até o momento, a Juventus levou apenas 20 gols (o,57 por jogo), 13 a menos do que o Napoli – dono da segunda zaga menos vazada da Serie A. O trio de meio de campo, formado por Pirlo, Vidal e Marchisio, continuou a apresentar eficiência na marcação e na criação. Já o sistema ofensivo, bastante criticado há um ano, balançou as redes 67 vezes. Só a Roma marcou mais gols (69). As peças disponíveis no setor podem ainda gerar desconfiança se comparadas às principais potências europeias, mas dão para o gasto dentro da Itália.

Aliás, é justamente a extensão da força para além das fronteiras italianas o grande desafio da Juventus. Beppe Marotta, diretor geral do clube, admitiu isso neste domingo, em meio às comemorações do título. Além disso, ele deixou bem claro que o projeto para a fazer o time voltar a alcançar o topo do continente europeu será feito com Antonio Conte no comando. “Na Europa, ainda há uma distância a ser percorrida. Neste momento, o Bayern de Munique é uma máquina inalcançável. Mas nós certamente vamos tentar percorrer essa distância com Conte”, declarou o dirigente.

Pensando na situação que o clube se encontrava há dois anos, antes da chegada de Antonio Conte, é seguro classificar como muito bem sucedido o projeto de voltar a vencer. Depois de terminar a temporada 2010/11 da Serie A na sétima colocação, sem beliscar nem mesmo uma vaga na Liga Europa, a Juventus acumulou dois títulos consecutivos e hoje domina a Itália. O próximo passo em busca do sucesso absoluto é um pouco mais complicado e pode nunca ser dado.

Mas isso é coisa para ser pensada nas próximas semanas, não agora. O momento é de festa pelo 29º título (ou 31º, dependendo do ponto de vista) nacional, conquistado com facilidade. Na Itália, a Juventus é hoje soberana.

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sexta-feira, 22 de março de 2013 Azzurra, Seleção italiana | 21:59

Competência premiada

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Muita gente deve ter chamado Cesare Prandelli de louco quando os jogadores voltaram ao campo em Genebra (Suíça) para o segundo tempo do amistoso entre Itália e Brasil. Com a derrota parcial por 2 a 0, o treinador sacou Pirlo do time para a entrada de Cerci. El Shaarawy foi outro que entrou no intervalo. O esquema tático mudou do 4-3-1-2 para o 4-3-3. Foram necessários apenas 11 minutos para a ação dar resultado. A Itália não só chegou rapidamente ao empate como forçou Júlio César a trabalhar bastante para evitar a virada.

Não seria injustiça nenhuma se a virada acontecesse. Pelo contrário. Se uma das duas equipes tivesse de sair de campo vitoriosa, certamente seria a Itália. Além de servirem para fortalecer a decisão de Prandelli de tirar o maestro da Azzurra no intervalo, os gols de De Rossi e Balotelli deram justiça ao placar. A vitória por 2 a 0 do Brasil no primeiro tempo foi um exagero e não correspondia ao que tinha acontecido em campo durante os 45 minutos iniciais.

Prandelli não se deu por satisfeito após a igualdade. Ao promover a entrada de Poli no lugar de Giaccherini e de escolher Diamanti para a vaga de De Rossi, deixou o time ainda mais ofensivo. Enquanto isso, do outro lado, Luiz Felipe Scolari trocava seis por meia dúzia, fazendo substituições que pouco alteravam a forma de jogar da seleção brasileira. Por isso, só deu Itália no fim. Não à toa, Júlio César foi o brasileiro que teve a atuação mais exaltada após a partida.

O resultado final de 2 a 2 não chama a atenção e deve ser a última coisa a ser levada em consideração neste amistoso. O jogo contra o Brasil serviu para mostrar que Prandelli sabe muito bem o que fazer com as peças que tem em mãos. Sem Marchisio, desfalque de última hora porque estava com febre, colocou Giaccherini para atuar ao lado de Pirlo e De Rossi no meio de campo e manteve Montolivo na armação. As modificações no intervalo apagaram a desvantagem e deixaram a seleção bem perto da virada. Valeu também pelas novidades. Cerci aproveitou bem a chance que recebeu. Foi uma das peças mais perigosas do ataque italiano na segunda metade. O lateral De Sciglio também teve boa atuação, apesar da falha que originou o segundo gol brasileiro. Ambos devem receber mais chances de Prandelli no futuro.

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quarta-feira, 20 de março de 2013 Azzurra, Seleção italiana | 21:53

Prandelli faz mistério pelo fim do jejum

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Cesare Prandelli mudará meio time contra Malta (Foto: Getty Images)

Cesare Prandelli faz mistério na Itália (Foto: Getty Images)

Cesare Prandelli gosta de fazer um mistério. Não são raras as vezes que o treinador escondeu até o último momento a escalação da seleção italiana. Foi assim durante a maior parte do ano passado, nos jogos da Eurocopa e das Eliminatórias para a Copa do Mundo. E não foi diferente às vésperas do confronto diante da seleção brasileira. O jogo acontece às 16h30 (de Brasília) desta quinta-feira, em Genebra (Suíça).

“Eu tenho algumas dúvidas. Nós queremos nos preparar bem para esse jogo e não quero dar nenhum tipo de vantagem ao rival”, afirmou Prandelli.

As dúvidas do comandante da Azzurra giram principalmente em torno da armação — considerando a manutenção do 4-3-1-2. Nos últimos jogos, o dono da posição vinha sendo Montolivo. Mas a imprensa italiana, com base no que acompanhou nos treinos antes do duelo contra o Brasil, sugere que Giaccherini pode ser o escolhido para desempenhar a função.

Relembre a trajetória da Itália na Euro 2012

Ao ser questionado sobre como pretende decidir quem vai atuar atrás dos atacantes, Prandelli respondeu: “Preciso levar em conta algumas situações, como a condição física dos jogadores. Mas independentemente de quem for jogar, nosso time será muito proativo, com bons jogadores e com nível técnico capaz de criar oportunidades de gol.”

Outra posição que estava em aberto era a lateral esquerda. Chiellini, zagueiro que pode ser escalado no setor, está lesionado nos tornozelos e não poderá jogar. Nesse caso, porém, o mistério não é tão grande assim. Prandelli disse que quer dar chance à renovação na lateral. Sinal de que vai escalar De Sciglio, de apenas 20 anos.

De resto, o time deve ser o mesmo que se formou em 2012. A Juventus formará a base da defesa, com Buffon no gol e a dupla Barzagli e Bonucci na zaga. Abate será o lateral direito. O trio de meio-campo terá Pirlo, Marchisio e De Rossi. Balotelli e Osvaldo formarão o ataque.

Veja abaixo a numeração dos jogadores da Itália para o jogo contra o Brasil

Goleiros: 1 Buffon, 24 De Sanctis, 25 Marchetti e 26 Sirigu
Defensores: 2 Maggio, 3 Antonelli, 5 De Sciglio, 7 Abate, 13 Astori, 15 Barzagli, 17 Ranocchia e 19 Bonucci
Meio-campistas: 4 Cerci, 6 Poli, 8 Marchisio, 16 De Rossi, 18 Montolivo, 20 Candreva, 21 Pirlo, 22 Diamanti e 23 Giaccherini
Atacantes: 9 Balotelli, 10 Osvaldo, 11 Gilardino, 12 Giovinco e 14 El Shaarawy

Del Piero marcou o último gol da Itália contra o Brasil (Foto: Getty Images)

Del Piero marcou o último gol da Itália contra o Brasil (Foto: Getty Images)

Confronto histórico

- A Itália não costuma se dar bem em partidas diante do Brasil. Ao longo da história, foram disputados 14 duelos entre as duas seleções, com sete vitórias brasileiras, cinco italianas e dois empates. Para saber o resultado de todas estas partidas, bem como as competições pelas quais elas ocorreram, acesse a matéria publicada no iG Esporte.

- O último confronto aconteceu na Copa das Confederações de 2009. O Brasil ganhou por 3 a 0, com dois gols de Luis Fabiano e um contra de Dossena. São cinco os remanescentes italianos daquele jogo: Buffon, De Rossi, Pirlo, Montolivo e De Sanctis. O número poderia ser maior se Chiellini não estivesse lesionado.

- A última vitória italiana aconteceu na Copa do Mundo de 1982, quando Paolo Rossi marcou três vezes no triunfo por 3 a 2 que definiu a classificação para a semifinal da competição.

- O último gol italiano foi marcado em 1997. O autor foi Alessandro Del Piero, de pênalti, no empate pelo placar de 3 a 3 em jogo válido pelo Torneio da França. O ídolo da Juventus foi também quem abriu o placar. O outro gol da Itália foi marcado por Albertini. Roberto Carlos, Ronaldo e Romário  fizeram pelo Brasil.

- Levando em conta apenas amistosos, brasileiros e italianos se enfrentaram seis vezes, com três vitórias para cada lado.

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sexta-feira, 15 de março de 2013 Liga dos Campeões, Milan | 02:46

Milan leva goleada e choque de realidade do Barcelona

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Defesa do Milan cerca Messi, mas não consegue evitar chute do argentino (Foto: AP)

O Milan entrou em campo para enfrentar o Barcelona no Camp Nou com uma boa vantagem, conquistada com a vitória por 2 a 0 na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões. O placar no estádio espanhol já apontava 1 a 0 para os donos da casa quando os italianos tiveram uma chance de ouro para chegarem ao empate – algo que, naquele momento, complicaria bastante a missão do oponente.

Niang aproveitou-se do toque errado de cabeça de Mascherano, escalado como parceiro de Pique na zaga do Barcelona. Ele dominou a bola e partiu em direção ao gol. Não havia marcação. Apenas o goleiro Victor Valdés estava à sua frente. Três ou quatro passos após entrar na área, chutou cruzado e acertou a trave. O castigo não demorou. Menos de dois minutos depois, Messi marcou o segundo gol do Barcelona, que foi para os vestiários ganhando por 2 a 0, continuou pressionando no segundo tempo e balançou as redes outras duas vezes. Um passeio.

“Se aquela bola tivesse entrado, o confronto poderia ter terminado de uma maneira diferente”. Foi isso o que disse depois do jogo Bojan, atacante do Milan que foi revelado pelo Barcelona e que ainda pertence ao clube catalão. “Eles são uma grande equipe, mas são apenas humanos. Estou desapontado com a maneira que a partida se desenrolou. Ficamos tão felizes com o que fizemos no San Siro e com a vantagem que trouxemos para cá. Nós batalhamos, mas o futebol é assim”, completou.

Se Niang tivesse empatado o jogo para o Milan naquele momento, as coisas seriam diferentes? Provavelmente, não. Pelo que mostrou em campo, é difícil imaginar o Barcelona saindo de campo sem a classificação. “Quando eles estão em uma noite como essa, eles são dureza para qualquer um”, reconheceu Niang após a partida.

Jogadores do Milan não escondem frustração após o quarto gol do Barcelona (Foto: AP)

Ele tem razão. O Barcelona atual, uma das melhores equipes da história do futebol, é um pesadelo para qualquer adversário que cruzar o seu caminho. Por que isso seria diferente diante de um dos times mais impotentes que o Milan formou nos últimos tempos? Um time com um goleiro pouco confiável, uma defesa confusa, um meio de campo pouco criativo e que ainda não pôde contar no ataque com um jogador do talento de Balotelli – de qualidade muito acima da média do elenco.

A camisa do Milan é tão pesada quanto a do Barcelona, mas o time italiano, hoje, é frágil demais para fazer frente ao esquadrão espanhol. O que resta agora é centrar forças na Serie A. Depois de um péssimo início de temporada, os comandados de Massimiliano Allegri fazem boa campanha de recuperação e já aparecem na terceira colocação.

“Temos que fazer tudo o que for possível para chegar ao segundo lugar. Estamos a apenas dois pontos (do Napoli, vice-líder). Estamos conquistando coisas que pareciam inimagináveis para a gente no início da temporada. Tem sido uma grande luta, mas a parte difícil vem agora”, declarou o atacante El Shaarawy.

Essa é a realidade do Milan hoje. Para um time que iniciou os trabalhos para esta temporada vendendo Thiago Silva e Ibrahimovic, suas duas principais peças, terminar o Campeonato Italiano entre os três primeiros e com a vaga na Liga dos Campeões representaria um sucesso. Mas ainda há um longo caminho para chegar nos mata-matas da competição continental e se colocar ao lado das principais potências europeias. Falta muita qualidade no elenco para isso.

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sábado, 9 de março de 2013 Juventus, Liga dos Campeões | 14:37

Juventus avança com tranquilidade e alimenta sonho

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Matri toca na saída do goleiro e marca para a Juventus (Foto: AP)

Matri toca na saída do goleiro e marca para a Juventus (Foto: AP)

O sorteio das oitavas de final da Liga dos Campeões foi generoso com a Juventus. Dos seis adversários que poderia ter nesta fase da competição, o Celtic era o menos forte. Ainda assim, impressiona a tranquilidade com a qual o time comandado por Antonio Conte conquistou a classificação à fase seguinte.

No jogo de ida, vitória por 3 a 0 no Celtic Park. Aqui cabe uma observação: se o time escocês é o menos temido dentre os 16 que chegaram ao mata-mata, o mesmo não pode se dizer do seu estádio. A fanática torcida é sempre um espetáculo à parte, capaz de jogar junto com a equipe e dificultar ao máximo a vida do rival. Visitar o Celtic tornou-se uma tarefa bastante indigesta. O Barcelona que o diga, afinal de contas, saiu de lá derrotado na fase de grupos.

Com a Juventus, a história não foi diferente. Houve muita pressão durante os 90 minutos em que a bola rolou no estádio escocês. Apesar de ter saído na frente com gol de Matri logo no início, o clube italiano foi bastante atacado e precisou contar com intervenções pontuais de Buffon para evitar o empate. Depois de tanto se segurar, conseguiu encaixar dois contra-golpes no segundo tempo. A vitória por 3 a 0 deixou a classificação praticamente assegurada. Jogadores e comissão técnica, no entanto, tiveram o cuidado de não pensar assim.

Pirlo se lembrou da decisão da Liga dos Campeões de 2005, quando ainda vestia a camisa do Milan. Naquela ocasião, o time que defendia foi para o intervalo vencendo por 3 a 0 e permitiu no segundo tempo o empate do Liverpool, que acabou ficando com o título. Se os ingleses conseguiram fazer sumir uma vantagem de três gols em alguns minutos, por que os escoceses não conseguiriam fazer o mesmo durante toda uma partida? Conte teve essa pergunta em mente ao escalar a equipe para a partida da volta. Não poupou ninguém. Mandou a campo o que tinha de melhor, como se seus comandados tivessem de correr atrás do resultado, não o oponente.

Jogadores da Juventus comemoram classificação (Foto: AP)

Jogadores da Juventus comemoram classificação (Foto: AP)

Sem dar chance para a zebra, a Juventus mostrou mais uma vez que é mais forte que o Celtic e venceu novamente. Desta vez, por 2 a 0. Resultado conquistado com ainda mais tranquilidade, apesar do resultado menos elástico.

“A qualidade conta no final”, disse Neil Lennon, técnico do Celtic, ao final do duelo de Turim. “Espero que os jogadores tenham aprendido bastante e sigam em frente com suas carreiras. Tenho muito orgulho como técnico de estar neste estádio e espero que os jovens aproveitem essa experiência”, completou.

A propriedade com a qual a Juventus passou pelo Celtic fez os jogadores alimentarem ainda mais o sonho de se sagrarem campeões europeus. Esse foi o ponto em comum nos discursos de Marchisio e Pogba após a conquista da vaga nas quartas de final. Ambos dizem saber o quanto será difícil fazer esse sonho se tornar realidade, mas estão convictos de que têm condição de fazer isso. Eles não são os únicos que pensam assim.

Integrante do time da Juventus que conquistou a Liga dos Campeões pela última vez, em 1996, Pietro Vierchowod vê a equipe comandada por Conte no mesmo nível de Bayern de Munique e Real Madrid, clubes que ele coloca como os mais fortes do continente.

“O Celtic não é um grande adversário, isso é verdade. Mas a Juventus passou por eles sem levar um gol sequer em 180 minutos”, disse Vierchowod, antes de completar: “Conte levou esse time ao nível máximo. Eles podem chegar onde nós chegamos em 1996. Um clube como a Juventus deveria ganhar mais vezes a Liga dos Camepeões. Talvez a hora de vencer novamente seja agora.”

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 Juventus, Serie A | 06:30

Rubinho vê Lazio e Napoli como principais rivais da Juventus

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Rubinho, goleiro da Juventus

Há uns dias, conversei com o brasileiro Rubinho, goleiro reserva da Juventus. Ele falou sobre a curiosa reação dos companheiros quando o Corinthians, clube que o revelou, foi campeão mundial e relatou como é a experiência de trabalhar diariamente com Gianluigi Buffon – quem ele julga ser o melhor do mundo na posição. Tudo isso está na matéria publicada no iG Esporte.

Mas tem coisas que não estão lá. As impressões de Rubinho sobre a temporada da Juventus no Campeonato Italiano, a fase de mata-mata da Liga dos Campeões, a ausência de Buffon e Pirlo na seleção ideal da Fifa e os jovens jogadores do futebol italiano aparecem apenas por aqui.

Veja abaixo:

Tripletta: Qual time você imagina que será o principal concorrente da Juventus na corrida pelo scudetto?

Rubinho: A Lazio é um time que pode chegar longe e que vai dar trabalho para muita gente. É um dos candidatos a nos desbancar no Campeonato Italiano. Mas, nos últimos cinco jogos, o Napoli conseguiu resultados importantes, ganhando jogos difíceis, e está a apenas três pontos da gente. Acredito que nosso principal rival na briga pelo título está entre esses dois. O que nós devemos fazer é tomar cuidado em todos os jogos que tivermos pela frente, porque quem nos encara vai sempre querer fazer a partida da vida.

Tripletta: O adversário nas oitavas de final da Liga dos Campeões será o Celtic. Dá para dizer que o sorteio foi generoso com a Juventus?

Rubinho: Todos dizem que fomos favorecidos pelo sorteio, mas temos que mostrar isso dentro de campo. É difícil jogar lá na Escócia. O Celtic chegou a ganhar do Barcelona no seu estádio, que está sempre muito cheio. Não vai ser fácil, mas a gente tem condição de fazer um bom resultado lá para garantir a vaga em Turim, no jogo da volta. Nosso estádio também faz a diferença.

Tripletta: A seleção dos melhores do ano da Fifa incluiu apenas jogadores que atuam na Espanha. Pensa, no entanto, que algum companheiro de clube merecia aparecer nesta lista?

Rubinho: Acho que sim. Buffon foi muito mais regular que o Casillas na última temporada. O Pirlo, então, nem se fala. O que posso dizer sobre eles é que são duas feras. Merecem sempre aparecer entre os melhores. Enquanto tiverem gás e continuarem jogando bem, poderão sempre estar ali.

Tripletta: Como você avalia os jovens jogadores que estão surgindo na Itália nesta temporada? O futebol no país está bem servido para os próximos anos?

Rubinho: A crise no país trouxe isso de positivo. Muitos clubes tiveram que botar os jovens para jogar e, no fim das contas, eles estavam preparados para assumir a bronca. O El Shaarawy jogou bem na Serie B e foi para o Milan. No início, entrava pouco, mas sempre muito bem. Os jovens estão aproveitando esse momento. Quando os times tinham mais dinheiro, a base era meio que deixada de lado. Agora, as coisas mudaram. Os jovens que foram colocados em campo estão correspondendo e fizeram com que os clubes olhassem para eles de maneira diferente.

Tripletta: Um jovem italiano escalado na Juventus nesta temporada foi Stefano Beltrame, atacante de 19 anos que entrou durante o empate com o Genoa por 1 a 1. Pelo que você acompanha no dia a dia, ele pode repetir o que El Shaarawy faz no Milan e se destacar na equipe?

Rubinho: Ele não vai jogar sempre, mas pode vir do banco. Conte deve confiar muito nele. Se não confiasse, não teria o colocado no jogo. Ele chamou a atenção nos treinos. Cabe a ele continuar jogando bem.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 Milan, Serie A | 17:44

Balotelli é apresentado em Milão

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Balotelli é apresentado no Milan (Foto: AP)

Depois de dois anos e meio, Mario Balotelli está de volta a Milão. Desta vez, para defender a metade rubro-negra da cidade. O atacante foi apresentado pelo Milan nesta sexta-feira e concedeu uma entrevista coletiva que durou pouco mais de meia hora. Referindo-se com respeito ao Manchester City, agradeceu todos que fazem parte do seu ex-clube – até mesmo o técnico Roberto Mancini, com quem viveu relacionamento conturbado. Mas como Balotelli está longe de querer parecer uma pessoa que ele não é, brindou os jornalistas com respostas tão honestas quanto interessantes.

“Na Inter, eu ganhava quando jogava e também quando não jogava. Vim para o Milan porque quero vencer como protagonista”, afirmou o atacante logo no início da entrevista. Ele ainda revelou que pretende, sim, comemorar se marcar gols contra a Inter.

Depois de ter comentado que a oportunidade de jogar no Milan representa um sonho, foi perguntado se a calorosa recepção da torcida aumenta sua responsabilidade no clube. Ele limitou-se a responder: “Não”.

O atacante foi direto ao ponto também quando foi questionado se já votou em Silvio Berlusconi: “Nunca votei e não me sinto envergonhado em dizer isso”.

Balotelli classificou o Campeonato Inglês como o melhor do mundo e reconheceu que está à frente do Italiano. Mas isso não significa que ele vai sentir saudades do país. Pelo contrário. “A única coisa boa da Inglaterra era quando eu estava treinando em Carrington. O resto da Inglaterra são coisas ruins”, disse, antes de deixar claro quais são essas coisas ruins que tanto o incomodam: “A imprensa, a comida, o clima e a direção”.

A imprensa mereceu um capítulo à parte nas reclamações do atacante. “Na Inglaterra, falam muito sobre a minha vida pessoal e exageram. Aqui na Itália, vocês (jornalistas) escrevem as reportagens de vocês. Eu estou focado no futebol”, disse.

E quando o jornalista do The Sun quis perguntar, Balotelli disse que não iria responder, alegando que o jornal que sempre escreveu coisas ruins sobre ele durante sua passagem pelo City.

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 Juventus | 21:28

Até 2015

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Gianluigi Buffon renova com a Juventus até 2015 (Foto: Getty Images)

A Juventus anunciou durante a semana a renovação de contrato de Gianluigi Buffon até junho de 2015. O goleiro, tido para muitos como o melhor do mundo das últimas décadas, chegou em Turim em 2001, quando a Velha Senhora desembolsou cerca de 47 milhões de euros, transferência mais cara da história envolvendo um jogador desta posição. Na época, ele era cobiçado também pelo Barcelona, mas garante não se arrepender da escolha que fez.

“Eu fico me perguntando como teria sido a minha carreira, mas o Barcelona começou a ganhar títulos em 2006. Cinco anos sem vencer nada é tempo demais. Ao ver como a minha carreira se desenvolveu neste período, não tenho arrependimentos”, disse Buffon à imprensa italiana nesta quinta-feira.

Buffon de fato brilhou nos seus primeiros anos pela Juventus, apesar de o time não ter conseguido estender o domínio que tinha na Itália pela Europa. Mas o que fez o goleiro ter seu nome imortalizado na história do clube é o fato de ter permanecido no time mesmo atuando na segunda divisão. E isso logo após ter sido campeão do mundo com a seleção italiana, em 2006.

Após renovar, Buffon fez uma carta aberta à torcida da Juventus. Nela, ele explica que ainda não desistiu de vencer a Liga dos Campeões pela Velha Senhora, meta que passou a alimentar ainda com mais força quando a equipe teve de disputar a segunda divisão italiana. “Tomei esta decisão porque há sete anos eu tinha um sonho: o de levar essas cores ao topo da Europa. Depois de sete anos, não estou perdendo a vontade de sonhar e tomei esta decisão porque acredito que esse sonho se tornará realidade”, escreveu.

No final da mensagem, Buffon ainda diz: “Talvez isso poderia ser a escolha de um sonhador. Talvez. Mas como De Gaulle disse, a glória se dá apenas para aqueles que sonharam com ela”. (clique aqui para ler a carta na íntegra)

Abaixo, veja a emoção com a qual Buffon comemorou o título italiano da Juventus em 2012:

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