Morra de inveja, Adílson Batista
Um dos esportes favoritos de boa parte da torcida do São Paulo (e do Cruzeiro, do Corinthians, do Santos) é criticar o técnico Adílson Batista. “Professor Pardal” é a alcunha mais comum após improvisações difíceis de entender, como Denílson na zaga e João Filipe na lateral. Mas o Capitão América está longe de alcançar uma das referências na pardalice mundial: Gian Piero Gasperini.

Sorria enquanto pode, Gasperini
O novo treinador da Inter não abre mão de seu pseudo-revolucionário 3-4-3. Teimoso, no Genoa morreu abraçado a ele. Agora, na Inter, arrisca não comer o panetone empregado. Moratti não costuma ser paciente com aqueles que têm uma concepção muito diferente da dele – e este é o caso de Gasperini, que insiste em seu esquema favorito e assim perdeu os dois jogos oficiais que disputou até aqui. Sem falar nas decepções em amistosos contra Galatasaray, Manchester City, Olympiacos e Chievo.
Na derrota de 4 a 3 para o Palermo, não faltaram invencionices. Um dos três zagueiros foi o capitão Zanetti, em detrimento ao selecionável Ranocchia, que ficou no banco apesar de ter sido o único atleta a atuar nos dez jogos da pré-temporada. O titular na lateral esquerda foi Nagatomo, que passou boa parte da pré-temporada lesionado e claramente sentiu o calor siciliano. Acabou substituído por Obi, que se deu bem melhor.
Sneijder ficou no banco e entrou com meia hora de jogo, no lugar de um Zárate totalmente perdido. No segundo tempo, “destaque” para a substituição de Cambiasso. Quando o argentino saiu, a Inter perdeu o meio-campo e não demorou a levar dois gols. No lugar dele, entrou Ricky Álvarez, que atuou centralizado e pelo menos 30 metros mais recuado do que está acostumado. Concepção de jogo não basta. Não importa se a Inter usa um 3-4-3, um 4-4-2 ou um 4-5-1, se falta concentração nos momentos decisivos e os erros de posicionamento se repetem a cada minuto. A lição que a viagem à Sicília ensina é que não dá pra fazer limonada usando laranjas.
4 comentários | Comentar
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4 elton santos 12/09/2011 21:12
Ele é muito ruim.
Acredito que não dure muio tempo não!
Agora, o maior vexame para mim foi a derrota da Roma. Não jogou absolutamente nada!
http://calciobrasil.wordpress.com/
3 Rafael 12/09/2011 14:53
A questão é que a Inter tem um elenco vitorioso, mas já velho e com alguns dos seus principais jogadores em decadência e uma reformulação é inevitavél, mas Gasperini não é e nem vai ser o cara mais indicado pra tal função.
Braitner Moreira 12/09/2011 17:12
Concordo com isso. Benítez se queimou muito por causa desse envelhecimento do elenco, há muita gente ali que já viu a melhor fase passar há anos e continua na equipe. Júlio César é o melhor exemplo: os dois últimos gols de ontem…
2 Gregório 12/09/2011 9:09
Pô, há 1 ano e pouco o cara era o “Gasperson”, agora já é Professor Pardal? Qual a explicação?
Braitner Moreira 12/09/2011 15:01
Bom, a mesma pessoa que criou o apelido “Gasperson” demitiu Gasperini ano passado… Enquanto ele tinha um elenco que cabia no esquema pretendido, deu certo. Parece que o tempo deu a ele motivos para se sentir mais confiante e poder mexer à vontade nos times…
1 Everthon Perin 12/09/2011 9:02
“se falta concentração nos momentos decisivos e os erros de posicionamento se repetem a cada minuto” eu vejo isso desde a saída do Benítez .