15/10/2009 - 00:49

Olha o estilo!
A Inglaterra fez ontem o que o Brasil não conseguiu. Classificada, disputou o último jogo das Eliminatórias contra uma seleção fraca e sem aspirações e venceu bem: 3 x 0. O técnico Fabio Capello, os jogadores e os 77.000 torcedores presentes ao estádio de Wembley (com 13.000 lugares vazios) foram embora para casa satisfeitos.
A Inglaterra foi a campo sem Rooney e Gerrard (machucados) e com seis mudanças no time que perdeu para a Ucrânia - classificada para a repescagem depois de bater Andorra. Abaixo, a escalação e, em parênteses, as notas do The Times:
- Foster (6)
- Johnson (6), Ferdinand (6), Terry (6), Bridge (6)
- Barry (6), Lampard (6), Lennon (6), Wright-Phillips (8)
- Crouch (7), Agbonlahor (6)
Subs: David Beckham (7) (por Lennon, 59min), Carlton Cole (6) (por Agbonlahor, 66), James Milner (por Bridge, 78).

Novo visual do Becks! (fotos Getty Images)
Na escalação da Bielorrússia, o único dos “ovs” que vale a pena mencionar é o Shitov, por motivos óbvios.
Como vocês já devem ter lido, Peter Crouch marcou duas vezes e Wright Phillips uma. Foi o 16o gol de Crouch nos 17 jogos que começou como titular, quase um gol por partida. Impressionante! No total, contando as vezes que saiu do banco, são 18 gols em 35 jogos.
O nosso colega do iG Maurício “Lucky Bastard” Teixeira assistiu a partida in loco e conta mais detalhes sobre o ambiente em Wembley no Blog de Bola. Tem até uma gravação dos alto-falantes do estádio anunciando o lineup inglês. Dá uma olhada lá.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: bielorrússia, Crouch, eliminatorias, Inglaterra, wembley, wright-phillips
13/03/2009 - 09:47

Robinho esteve acordado ontem e jogou bem (foto AFP)
Pela primeira vez, vi a imprensa inglesa vislumbrando algo de bom para o Manchester City para esta temporada. A excelente performance na vitória do time de Mark Hughes sobre o Aalborg por 2 x 0 encheu de esperança os torcedores que anseiam pelo fim do jejum de 33 anos sem um mísero trofeuzinho.
Não vi o jogo, mas pelo que li, foi um massacre do City e o placar poderia ter sido bem mais elástico. Robinho, Ireland e Wright-Phillips finalmente apresentaram o futebol que se espera deles. O grande problema do time é que esse talento todo tem aparecido apenas esporadicamente e ainda assim em turnos. Raramente os três estão bem ao mesmo tempo. Ontem o que se viu foi um City envolvente, veloz e com ótimo toque de bola. Vocês podem argumentar que o Aalborg não é nenhum Man United, mas era um time invicto havia 17 jogos e que chegou a empatar com os Red Devils em Old Trafford na primeira fase da Champions. Eu realmente acredito que a atuação do City tenha sido boa mesmo. E acho que os jogadores têm capacidade para produzir muito mais do que vêm produzindo.
Robinho jogou bem, começou a jogada do primeiro gol e chegou a pedalar 5 ou 6 vezes (segundo alguns jornais, e 93, segundo outro) na frente de um zagueiro dentro da área antes de ser derrubado. O árbitro foi o único no estádio a não ver o pênalti. A jogada deve ter sido parecida com o drible em cima do corintiano Rogério, na final do Brasileiro de 2002. Elano também jogou o tempo inteiro.
O ponto negativo do jogo foi o pequeno número de torcedores presentes no estádio City of Manchester, apenas 25.000 pessoas, pouco mais da metade. Um número muito baixo para os padrões ingleses. O Interessante é que, segundo o The Guardian, boa parte dos cantos da torcida presente, em vez de serem direcionados a incentivarem o time, criticavam a torcida que não apareceu. “Onde está nossa torcida?”, cantavam. Quando o placar anunciou o público, muitas vaias.
Agora, imagine o Manchester United conquistando a Quíntupla Coroa e o City vencendo a Copa da Uefa. Não tenho dúvidas que esse caneco solitário do time azul da cidade seria muito mais comemorado que os cinco do vermelho. E haja Guinness nos pubs da cidade pra comemorar!
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Aalborg, City of Manchester, Ireland, manchester city, mark hughes, robinho, wright-phillips
23/11/2008 - 00:45
Blimey!! Rodada sem gols dos quatro grandes. Há quanto tempo isso não acontecia? Alguém sabe? A última vez que o Manchester United entrou em campo e não balançou a redes foi há 36 rodadas. No fim das contas, os Red Devils saíram ganhando, pois não só empataram fora de casa mas também enfrentaram um adversário respeitável. Chelsea e Liverpool jogaram fora dois pontos cada pela janela ao empatarem em casa com adversários da parte de baixo da tabela. O Arsenal, coitado, vai ladeira abaixo.

Robinho marca de letra e o bandeira anula (foto AP)
MAN CITY 3 x 0 ARSENAL
Eu poderia dizer que Robinho fez um golaço – toque genial encobrindo o goleiro Almunia -, marcou outro de letra anulado equivocadamente pelo bandeira e quase marcou mais um depois de driblar o goleiro e ver o zagueiro salvar em cima da linha. Se fizesse isso estaria usando aquele velho artifício de mentir dizendo só verdades.
Robinho jogou muito pouco, talvez até pelo cansaço da partida contra Portugal e viagem de volta. Esteve ausente até fazer seu gol, aos 5´do 2º tempo. Não marcou, não driblou, toda bola perdida por um companheiro foi motivo para Robinho abrir os braços e reclamar. No gol, apesar da beleza do toque, ele tinha obrigação de fazer, afinal foi deixado na cara do gol por Wright-Phillips. Elano, que entrou no 2º tempo, também deixou o ex-companheiro de Santos cara-a-cara com o gol. Robinho driblou o goleiro e tocou fraco, dando tempo para o zagueiro salvar – na jogada, o brasileiro torceu o tornozelo e foi substituído. Uma pena mesmo foi o gol de letra que marcou depois que Almunia soltou uma bola nos seus pés. O bandeira erroneamente marcou impedimento. Mas se a vitória do Man City teve responsáveis, Shaun Wright-Phillips e Stephen Ireland foram os caras.
Já no Arsenal, a coisa vai de mal a pior. Os Gunners entraram em campo cheio de desfalques. Como bem definiu o jornalista Duncan Castles do The Guardian, o tornozelo de Adebayor, o ombro de Walcott, a panturrilha de Touré, a suspensão de Fabregas e a língua de Gallas reduziram consideravelmente as opções de Wenger para a partida. Só recapitulando, Gallas disse durante a semana em entrevistas que faltava confiança, respeito e perspectiva aos seus companheiros. Sem citar nomes, revelou que um colega de equipe estraga o ambiente no vestiário. Pelas dicas que deu, esse jogador foi identificado pela imprensa inglesa como sendo Van Persie. Também criticou a insolência de um tal de “S”, identificado como sendo o também francês Samir Nasri, com o qual tem problemas de relacionamento desde a Euro2008.
Posto isso, o Arsenal entrou em campo e não jogou nada. O “laranja-podre” foi o único que levou algum perigo ao gol de Hart. Bendtner é patético e Denílson teve boa presença em campo, mas tecnicamente esteve mal.
CHELSEA 0 x 0 NEWCASTLE
Mesmo com 70% de posse de bola, o time de Felipão não conseguiu furar o bloqueio do Newcastle. Cech foi um mero espectador do jogo. Drogba, que poderia ser uma solução para o jogo de ontem, estava cumprindo uma suspensão de três jogos por ter atirado moedas (de volta) na torcida ao comemorar um gol.

Mãããããe, o Shay não quer deixar a gente fazer gol!
LIVERPOOL 0 x 0 FULHAM
Com Lucas e Fábio Aurélio entre os titulares, Fernando Torres iniciando a partida pela primeira vez desde que voltou de contusão e Gerrard apenas nas tribunas, os Reds decepcionaram. Ao contrário do que fez o Newcastle em Stamford Bridge, o Fulham até que tentou seu golzinho. Destaque para o baixo número de faltas da partida: apenas 15.

Flagra: momento exato em que Torres atinge Pantsil com uma narigada (foto Reuters)
ASTON VILLA 0 x 0 MAN UNITED
Os Red Devils perderam a oportunidade de encostar nos líderes. Wayne Rooney teve a chance de ouro para marcar o gol da vitória, mas desperdiçou. O Villa, por sua vez, reclama de um pênalti não marcado de Vidic em Agbonlahor. O jogo marcou a quebra de um tabu: nas últimas 14 partidas só havia dado vitória do Manchester. Cristiano Ronaldo foi substituído depois de ter machucado o joelho numa dividida. Em seu lugar entrou Anderson, e, meu deus!, como jogou mal. O brasileiro não acertou um passe nos dez minutos que ficou em campo.

Ao ser substituído, Cristiano Ronaldo (provavelmente) mostra à torcida do Villa em que lugar espera ficar na premiação de melhor do mundo da Fifa (foto AFP)
MIDDLESBROUGH 1 x 3 BOLTON
Transferência recorde do Bolton por £11 milhões, o sueco Johan Elmander marcou um belo gol um minuto depois de Pogatez dimnuir a diferença para 2 x 1 e assim liquidou a partida. A transferência recorde do Middlesbrough (£12,5 milhões), Afonso Alves, foi substituído antes de sua equipe marcar. O Boro teve 70% de posse de bola, mas o Bolton foi cirúrgico.
PORTSMOUTH 2 x 2 HULL
Glen Johnson desempatou a partida no segundo tempo e parecia estar completando sua semana perfeita depois da bela atuação contra a Alemanha na quarta passada. Mas um gol contra de Pamarot a três minutos do final calou o Fratton Park.
STOKE 1 x 0 WEST BROM
Gol precioso do jamaicano Sidibe aos 40′ do 2o tempo na briga da ponta de baixo da tabela.
Hoje tem: Tottenham x Blackburn e Sunderland x West Ham. Amanhã: Wigan x Everton.
TOTTENHAM 1 x 0 BLACKBURN
O lateral-esquerdo do Blackburn Olsson falhou no gol de Pavlyuchenko e ainda aos 39’ do 1º tempo foi expulso. Assim, os Spurs pulam para fora da zona de rebaixamento. Viva Harry Redknapp!
SUNDERLAND 0 x 1 WEST HAM
O suíço Behrami marcou seu primeiro gol pelo clube de Londres. Boa hora.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: arsenal, chelsea, gallas, Ireland, liverpool, manchester city, manchester united, robinho, wright-phillips