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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Premier League, Treinadores, West Bromwich | 14:53

A referência é o Fulham

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Um mês após deixar o Liverpool, Hodgson ganha chance para resgatar sua reputação

A opção do West Bromwich por Roy Hogdson foi a mais sensata após a estranha demissão de Roberto Di Matteo. A referência adequada de Hodgson para o novo emprego não é o fiasco no Liverpool, mas o sucesso no Fulham. A situação em sua chegada ao Hawthorns tem mais semelhanças do que diferenças em relação ao início do trabalho em Craven Cottage.

Quando Lawrie Sanchez foi demitido do Fulham, em dezembro de 2007, o clube estava à deriva. Com duas vitórias em 17 jogos e na 18ª posição da Premier League, os Cottagers enxergavam de perto a queda à segunda divisão, onde não pisavam desde 2001. Hodgson, que vinha de um trabalho respeitável na seleção finlandesa, foi escolhido para tocar o barco.

Ele começou mal. Os nove pontos nos 13 primeiros jogos praticamente sentenciavam o rebaixamento. No entanto, uma espetacular sequência na reta final atribuiu caráter heroico à salvação do Fulham. Na temporada seguinte, a sétima posição na liga rendeu ao clube a vaga na Liga Europa, competição da qual levou um histórico vice-campeonato.

A reconstrução do Fulham foi possível porque Hodgson soube explorar os bons potenciais do elenco. Sob o comando dele, vários jogadores atingiram o ápice de suas carreiras. Schwarzer, Hangeland, Konchesky, Murphy, Dempsey, Gera e Zamora são claros exemplos.

No West Bromwich, o desafio do experiente treinador é semelhante, ainda que ele não chegue a um clube em frangalhos. Hodgson recebe razoável herança de Roberto Di Matteo. A sequência recente de resultados é ruim (13 derrotas em 18 jogos por todas as competições), mas o ótimo início de temporada dos Baggies, que, pelo saldo, ainda os mantém fora da zona de rebaixamento, mostra que muita gente pode jogar mais.

Na Internazionale e no Liverpool, Hodgson provou que não é técnico para sustentar grandes ambições. Entretanto, seus 19 trabalhos em 35 anos o transformaram em um bom reconstrutor. A missão de salvar o clube da queda e justificar a demissão de Di Matteo não é simples, mas ele pode reeditar com os bons Pablo Ibáñez (relegado ao banco), Shorey, Scharner, Brunt (que parou nas dez assistências), Odemwingie e Carlos Vela o que fez às margens do Tâmisa. Ótima chance para ele esquecer o pesadelo de Anfield.

Hodgson não deve estrear amanhã, quando os Baggies recebem o olímpico West Ham na rodada do clássico de Manchester, que será devidamente repercutido por aqui.

A quem possa interessar, falei há uma semana sobre o lado humano envolvido no processo de escolha do futuro administrador do Estádio Olímpico.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sábado, 16 de maio de 2009 Sem categoria | 15:08

MANCHESTER UNITED, 18

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Mais um caneco, o terceiro consecutivo no Inglês e também o terceiro da temporada (Premiership, Copa da Liga e Mundial Interclubes) (foto Getty Images)

Como se diz na fórmula-1, foi na ponta dos dedos, mas o Manchester ficou com o 18º título de sua história. Depois de mais de três décadas, o Liverpool já não está sozinho como o maior vencedor do campeonato inglês.

O empate sem gols com o Arsenal era menos do que a torcida presente ao Old Trafford esperava, mas a festa de entrega do troféu compensou a falta de gol.

Fora uma bola na trave que Fabregas acertou aos 39 do 2º tempo, a partida teve poucas emoções. Talvez por isso o torcedor tenha se exaltado tanto quando Alex Ferguson resolveu tirar Carlitos Tevez de campo. Os já tradicionais gritos de “Argentina, Argentina” e “Fergie, Fergie, sign him up” (Ferguson, contrate-o) foram novamente ouvidos. Até algumas vaias aconteceram.


Tevez sai aplaudido: “Contrata, contrata…”, pedia a torcida (foto AFP)

Esse é o 11º título inglês de Alex Ferguson, que assumiu a equipe em novembro de 1986, após a Copa do México onde comandou a Escócia. Na época, o Manchester tinha apenas 7 campeonatos nacionais no currículo, o mesmo número que o Aston Villa tem hoje. No total, esse foi o 24º título (importante) do técnico escocês pelos Red Devils.


Sir Alex Ferguson, lenda viva do Manchester United (foto AP)

OS JOGOS DA RODADA:
> Manchester United 0 x 0 Arsenal
> Middlesbrough 1 x 1 Aston Villa
> Newcastle United 0 x 1 Fulham
> Stoke City 2 x 0 Wigan
> Tottenham Hotspur 2 x 1 Manchester City
> Bolton Wanderers 1 x 1 Hull
> Everton 3 x 1 West Ham

No domingo:
> West Brom 0 x 2 Liverpool
> Chelsea 2 x 0 Blackburn

A BRIGA PELA UEFA
(Liga Europa, na temporada que vem)

Com Aston Villa e Everton garantidos, o surpreendente Fulham deu um passo importante para conquistar seu lugarzinho no torneio continental. A equipe de Londres foi a Newcastle e bateu o desesperado time de Alan Shearer por 1 x 0. Novamente, o herói do Fulham foi o senegalês Diomansy Kamara que marcou o gol da vitória. No jogo passado, o primeiro de Kamara como titular depois de voltar de cirurgia no joelho, o atacante fez dois gols na vitória de 3 x 1 sobre o Aston Villa.

Agora,  somente outro time de Londres tem chances de passar a perna no Fulham, o Tottenham. O time do técnico Harry Redknapp contou com uma certa boa vontade do árbitro para vencer o Man City (que jogou sem Robinho e teve Elano saindo com um problema no olho ainda no 1º tempo). Defoe abriu o placar impedido no 1º tempo e Robbie Keane converteu um pênalti duvidoso, aos 40’ do 2º tempo. O resultado eliminou o City da briga.

Outro que saiu do páreo foi o West Ham, que perdeu para o Everton: 3 x 1. Com Jô sem condições de jogar a final da FA Cup por já ter jogado pelo City, Saha saiu jogando no lugar do brasileiro e fez dois gols (um de pênalti).

 

O REBAIXAMENTO

O lanterna West Brom tentou o milagre contra o Liverpool, mas não deu. É o primeiro rebaixado. O time bateu e voltou para a Championship.

O Newcastle, coitado, parece não ter jeito. Depois de conseguir vencer na rodada passada e reverter a situação a ponto de precisar somente de suas forças para se livrar do rebaixamento, o time consegue perder do Fulham em casa. Até o empate teria sido um bom resultado, já que o Hull empatou fora de casa contra o Bolton. Agora, os Magpies precisam vencer o Aston Villa (fora) e torcer por um tropeço do Hull diante do já-campeão-e-com-a-cabeça-totalmente-voltada-para-a-final-da-Champions-League Man United. Se empatarem, só a derrota do Hull salva o Newcastle.

O empate do Boro contra o Aston Villa ainda mantém as chances do time de permanecer na Premiership, mas só matematicamente. Na prática, já era. O time precisa de uma vitória por boa margem de gols contra o West Ham (fora) e torcer por derrotas de Hull e Newcastle.

 

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , , , , , , ,