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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Championship, Treinadores | 18:00

O peso do treinador

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Holloway caiu com o Blackpool, mas não vai sair da sua telinha

Está encerrada a longa e sonolenta espera pela nova temporada na Inglaterra. Com direito a transmissão na televisão brasileira*, a Football League Championship, a popular segunda divisão inglesa, começa amanhã. O jogo de abertura, entre Hull City e Blackpool, faz a gente se lembrar de: 1) como é difícil definir os favoritos à promoção e 2) quão importante é a figura do manager.

Mesmo sem despontarem como candidatos sólidos no início de suas temporadas de sucesso, os estreantes de sexta-feira conseguiram acessos recentes à Premier League. O Hull de 2007-08 era comandado por Phil Brown, que assumiu em dezembro de 2006, quando o time estava na zona de rebaixamento à League One. A ascensão do Blackpool em 2009-10 foi inspirada por Ian Holloway, que, com elenco fraco, teve a sensibilidade de arriscar e concentrar as ações nos pés de Charlie Adam, hoje no Liverpool.

Em 2011-12, Brown tenta reconduzir o Preston à segunda divisão, e Holloway segue firme em Bloomfield Road após o rebaixamento com campanha empolgante na Premier League – ele provou que isso é possível. Os dois treinadores excêntricos usam as divisões inferiores também como trampolim, mas não só de vitrine vive a Football League. Em um cenário sem tanta disparidade de investimento, alguns clubes apostam em figuras carimbadas do futebol inglês para se diferenciarem pelo comando técnico.

Depois de frustrante experiência com Avram Grant, o West Ham confia a Sam Allardyce a obrigação de um pronto retorno à elite antes da mudança para o Estádio Olímpico. Big Sam acredita em conhecidos do melhor trabalho da carreira: os reforços Abdoulaye Faye e Kevin Nolan (craque da Championship há dois anos, aliás) jogaram com ele no Bolton. Embora não seja o caso de Matt Taylor, o winger chega do Reebok Stadium. Sammy Lee, que o assistiu por lá, foi especulado para a comissão técnica.

Eriksson e McClaren, ex-treinadores da seleção, estão na Championship. Quem disse que Capello não tem um futuro na Inglaterra?

Se Allardyce ainda é muito respeitado, nem o êxito no holandês Twente afastou a desconfiança sobre Steve McClaren, especialmente após temporada complicada na Alemanha. O ex-técnico da seleção inglesa assume o Nottingham Forest para tentar vencer a difícil barreira dos play-offs. Com dinheiro disponível e reforços importantes (principalmente Kasper Schmeichel, Michael Johnson – conhecidos do técnico – e Sean St Ledger), o Leicester segue a mesma receita com o revigorado Sven-Goran Eriksson.

Allardyce, McClaren e Eriksson fazem parte do grupo com grife, mas outros também podem fazer a diferença. Aos 43 anos, o uruguaio Gus Poyet, ex-jogador de Chelsea e Tottenham, já tem moral alto no recém-promovido Brighton & Hove Albion. O talentoso e ainda mais jovem Simon Grayson, do Leeds, é a principal esperança do time depois de um mercado tímido.

Fato é que poucos dos 24 clubes não podem sonhar com o acesso. Basta observar as campanhas de Norwich (2º), Leeds (7º) e Millwall (9º), então promovidos da League One, na temporada passada. Neil Warnock (QPR), Paul Lambert (Norwich) e Brendan Rodgers (Swansea) merecem todos os créditos pelo sucesso em 2010-11. Amanhã, começa uma nova corrida, com vários novos personagens. O West Ham de Allardyce e o Leicester de Eriksson parecem mais fortes, mas fazer previsão na Championship é flertar com o erro.

*Sexta-feira, às 15h45 – Hull x Blackpool na ESPN
Domingo, às 9h – West Ham x Cardiff na ESPN Brasil

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

terça-feira, 15 de setembro de 2009 Sem categoria | 23:20

JORNAL PLACAR

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Já agradeci Fabio Capello aqui no blog, mas vai abaixo outro agradecimento
via coluna do Jornal Placar de ontem.

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Carentes de uma culinária mais palatável, a pizza salva a vida dos ingleses. Cansados de vexames no futebol, esses mesmos ingleses recorreram a outro produto italiano para resgatar sua Seleção da escuridão. E deu certo. Fabio Capello deu uma ajeitada no English Team e hoje é mais popular que a pizza por aquelas bandas.

Desde que o técnico Bobby Robson chegou às semifinais da Copa de 90, nunca o torcedor inglês esteve tão confiante no bi mundial. Os seis técnicos que o sucederam formam um grupo absurdo que parece ter saído de uma esquete de Monty Python:

>> O NABO
Graham Taylor, 1990–93
Deixou a Inglaterra de fora da Copa de 94. Foi apelidado de nabo pelo The Sun por sua semelhança com o legume.

>> O PICARETA
Terry Venables, 1994-96
Perdeu a Eurocopa de 96 em casa e para a arquirrival Alemanha. Fora de campo, era bem enrolado. Com inúmeros processos nas costas, foi condenado a pagar mais de R$ 1,5 milhão por irregularidades nas empresas que administrava dentro e fora do futebol.

>> O INSENSÍVEL
Glen Hoddle, 1996–99
Esse levou uma terapeuta espiritual para a Seleção. Perdeu o emprego após dizer em uma entrevista que pessoas com deficiências físicas estão pagando por erros cometidos em vidas passadas.

>> O ARREGÃO
Kevin Keegan, 1999–2000
Gênio como jogador. Como técnico, tem o pior índice de aproveitamento da história da Seleção. Pediu demissão no primeiro jogo das Eliminatórias de 2002 por não se sentir capaz de melhorar o time.

>> O PEGADOR
Sven-Goran Eriksson, 2001–06
Sueco. Primeiro técnico estrangeiro da Seleção Inglesa. Eliminado de duas copas e uma Eurocopa por Felipão (com Brasil e Portugal). Vai ser lembrado por seus casos extra-conjugais com uma apresentadora sueca e uma secretária da Federação Inglesa.

>> O RÍDICULO
Steve McClaren, 2006–07
Vai ser sempre lembrado segurando um guarda-chuva à beira do gramado enquanto seu time era eliminado da Eurocopa de 2008 pelos croatas em pleno estádio de Wembley. Um empate bastava.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , , , ,