15/11/2009 - 23:27

Um minuto de silêncio em homenagem ao goleiro Enke (foto Getty Images)
Brasil x Inglaterra, no meio do deserto, calor escaldante, a Inglaterra com nove reservas e o Brasil em marcha lenta. Para que serve um jogo desse? Se ignorarmos os milhões que a CBF recebeu pela partida, não serve para muita coisa. Os ingleses saíram satisfeitos por não terem passado vergonha. Jogaram contra o melhor time do mundo (o ranking da Fifa é útil nessas horas), com o time B e só perderam por um gol. O Brasil também saiu contente porque venceu um “time grande” jogando melhor que o adversário.
Na realidade, as duas seleções deveriam estar frustradas. A Inglaterra poderia ter ido melhor, afinal os titulares de Capello já estão na garantidos para a Copa, mas os reservas não. E mesmo brigando por um lugar no vôo para a África do Sul, o time inteiro foi mal, com exceção de Milner. Alguns jogadores como Brown, Jenas e Bent podem ter perdido a última chance de conquistar uma vaguinha na Copa.
Quanto ao Brasil, e se Johnson, Terry, Ferdinand, Cole, Lampard, Gerrard, Carrick, Lennon, Walcott e Heskey estivessem em campo? Sem dúvida, o time de Dunga precisaria ter feito muito mais para sair com a vitória.

Rooney com cara de poucos amigos (quantos camelos teriam oferecido pela Coleen?) (foto Getty Images)
O mais legal quando o Brasil enfrenta a Inglaterra são os elogios da imprensa inglesa ao futebol brasileiro.
- Que os céus nos ajudem caso a Inglaterra encontre (na Copa) um Brasil afinado e a fim de jogo (The Guardian)
- … o maravilhoso Lucio ocasionalmente avança ao ataque com toda a autoridade majestosa do (transatlântico) Queen Mary deixando o porto. (Daily Telegraph)
- A inteligência de Nilmar em antever a intenção de Wes Brown na hora do pênalti é o toque brasileiro. (The Times)
O confronto fica agora com 11 vitórias do Brasil (4 nos 4 jogos de Copas do Mundo), 9 empates e 3 vitórias inglesas (duas em Wembley, 56 e 90, e uma no Maracanã, em 84).

Mesmo com muitos Kassabs em Doha, as barraquinhas na porta do estádio permanecem (foto AP)
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: amistoso, Barry, brasil, catar, Copa do Mundo, doha, Inglaterra, reservas, rooney, time B
12/10/2009 - 00:03

Imagine o que poderia ter feito se não tivesse que sair tão cedo, Lennon (foto AFP)
A derrota inglesa no sábado para a Ucrânia teve um sabor amargo principalmente para o goleiro Green e para o winger (devo chamá-lo de ponta, como antigamente?) AaronLennon. O primeiro foi expulso aos 13′ do 1º tempo e o segundo foi substituído para dar lugar ao goleiro reserva, David James, mas nada de muito traumático já que a vaga inglesa para a Copa já estava assegurada. Também ninguém quebrou a cabeça durante a partida. Mas o título do post é legal, então fica assim mesmo.
Bem, sempre que um time perde uma partida não muito importante alguém vem com aquele papo de “perdeu na hora certa”. No caso da sábado, tal clichê pode, mas não deve ser usado. Principalmente porque Capello entrou em campo com sua força máxima e uma vitória (ou até um empate) aumentaria ainda mais a confiança da equipe, que é um ponto fraco dos ingleses. Capello se preocupa com essa questão e a derrota de ontem foi um golpe.
No entanto, a expulsão de Green (o primeiro goleiro inglês da história a levar um vermelho) no início tornou a partida muito atípica, com os ingleses atuando mais de 80% do tempo com um jogador a menos. Qualquer avaliação sobre o desempenho da Seleção Inglesa fica comprometido. A maioria dos colunistas ingleses preferiram exaltar a grande partida do time sob condições adversas e o fato de terem perdido pelo placar mínimo tendo ainda chances de chegar ao empate.
Outros preferiram jogar a culpa no mau momento de Ferdinand, na inconstância defensiva de Johnson e na inoperância de Heskey.
Sem dúvida, Capello montou a mais respeitável Seleção Inglesa dos últimos anos, mas o time teve a chance ontem de mostrar que poderia tirar coelhos da cartola e falhou. Qualquer seleção que sonhe com título mundial precisa fazer algum tipo de mágica em algum momento. E os ingleses jogaram apenas como um time comum.
Abaixo, as notas da Seleção Inglesa, segundo o Times (na primeira linha), e segundo o Telegraph (no fim do texto de cada jogador) :
Robert Green (West Ham United) 4/10
Idade 29, convocações 8
A torcida ucraniana jogou fogos em cima dele no início do jogo. Quinze minutos depois, Rio Ferdinand jogou uma granada. O pênalti e o vermelho foram incontestáveis e acabam com a sequência de seis jogos seguidos de Green no gol inglês. (5)
Glen Johnson (Liverpool) 5/10
Idade 25, convocações 19
Bom no ataque, preocupante na defesa. (6)
Rio Ferdinand (Man United) 4/10
Idade 30, convocações 75
Seja por causa das contusões ou pela falta de jogos, Rio está fora de sua melhor forma. Uma bola em suas costas permitiu que Milevskiy sofresse o pênalti que deixou a Inglaterra com dez jogadores. (4)
John Terry (Chelsea) 6/10
Idade 28, convocações 57
O melhor da defesa. (8)
Ashley Cole (Chelsea) 5/10
Idade 28, convocações 77
O lateral está em grande forma, mas não hoje. Perdeu a bola no gol da Ucrânia e depois ainda desviou do goleiro o chute de Nazarenko. (5)
Michael Carrick (Manchester United) 5/10
Idade 28, convocações 20
Com Barry machucado, teve a primeira chance de começar jogando nessas Eliminatórias, mas deu azar pelas circunstâncias da partida. (6)
Aaron Lennon (Tottenham) 6/10
Idade 22, convocações 14
Sacrificado na expulsão de Green. Fez apenas duas jogadas até ser substituído. (6)
Frank Lampard (Chelsea) 7/10
Idade 31, convocações 75
Qualquer que sejam as circunstâncias, Lampard mantém o instinto de atacar. No pior momento inglês do 1º tempo, o Lampard teve uma chance e chutou rente ao poste. (7)
Steven Gerrard (Liverpool) 5/10
Idade 29, convocações 77
Saiu no intervalo com um problema na virilha. (6)
Wayne Rooney (Manchester United) 6/10
Idade 23, convocações 56
Foi negligente ao perder a bola no gol ucraniano, mas tentou se redimir quando deixou Lampard em condições de marcar. Virou meia-direita depois da expulsão de Green. Sua produtividade é admirável. (8)
Emile Heskey (Aston Villa) 5/10
Idade 31, convocações 57
Começou jogando mais na Seleção Inglesa que no Aston Villa o que mostra que Capello confia mais nele do que Martin O’Neill. Heskey tem dificuldades para marcar gols mesmo quando Rooney está ao seu lado. Sozinho, fica ainda menos perigoso. (7)
Entraram:
David James (no lugar de Lennon, aos 14’): Nada pode fazer no gol e fez duas grandes defesas no 2º tempo. (7)
James Milner (no lugar de Gerrard, intervalo): Deu mais gás aos ingleses e a o time melhorou no segundo tempo (7)
Carlton Cole (no lugar de Heskey, aos 72’) (6)
Rooney sentiu a panturrilha depois do jogo e não enfrentará a Bielorrússia na quarta-feira. Gerrard, que saiu machucado no intervalo, permanece com o grupo e pode até jogar.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: capello, Cole, dnipro, eliminatorias, english team, Ferdinand, gerrard, green, heskey, James, lampard, qualifier, rooney, seleção inglesa, ucrânia
16/09/2009 - 00:24

Sob a torrentosa chuva em Stamford Bridge, o capitão Terry indica o caminho: o Bernabéu é pra lá
(foto AP)
Chelsea e Manchester United entraram em campo hoje pela primeira rodada da Liga dos Campeões. O caminho é longo até a final no dia 22 de maio de 2010, no Santiago Bernabéu, e ambos os times largaram com pé direito.
Em Stamford Bridge, a chuva castigou o espetáculo. Para se ter uma idéia, a 6 km dali, o QPR iria jogar pela 2ª divisão no mesmo horário, mas o jogo teve de ser adiado de tanta água que caía. Atrapalhado pela chuva ou não, o Chelsea perdeu algumas oportunidades de gol contra o Porto, mas coletou os três pontos que queria. Drogba ficou de fora cumprindo o primeiro dos três jogos de suspensão por causa daquele ataque de nervos que teve na semifinal da Champions passada, contra o Barcelona. Bonsingwa, também de fora pelo mesmo motivo, irá cumprir duas partidas. Sem o marfinês no ataque, coube a Nicolas Anelka fazer o gol da magra vitória por 1 x 0. Joe Cole, voltando de contusão, esquentou o banco.

Duelo de estrelas: Rooney x Tabata (foto Getty Images)
Na Turquia, aconteceu o aguardado encontro de gigantes: Wayne Rooney versus… Rodrigo Tabata. E o inglês levou a melhor. Em um jogo de poucas chances, o Manchester United foi superior e bateu o Besiktas por 1 x 0, golzinho solitário de Paul Scholes, a 13 minutos do final, no rebote de um chute de Nani. Rooney foi substituído por Owen antes do gol e saiu dando chiliquinho, atirando chuteira no chão… O jogo foi bem mais ou menos, mas a torcida do Besiktas é um show à parte! Fiquei com a impressão de que se o time turco fizesse um gol, o estádio iria cair e umas 2000 pessoas iriam morrer. Que loucura!
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: anelka, Drogba, Liga dos Campeões, rooney, Scholes
14/09/2009 - 09:47
A Premier League teve de tudo. Adebayor foi tirar barato da torcida do Arsenal, Rosicky voltou marcando gol, Benayoun teve tarde de craque, Defoe fez de bicicleta, Malouda fez nos descontos, Aston Villa e Bolton também ganharam na bacia das almas…
Manchester City 4 x 2 Arsenal
Jogaço, pra variar. Mesmo sem Tevez e Robinho, o City manteve seu aproveitamento de 100% e é cada vez mais candidato ao título. Almunia levou azar no 1º gol do time de Manchester e marcou contra (a bola bateu na trave, nas suas costas e entrou). Van Persie, premiado por tentar sempre permanecer de pé (jogadores do campeonato brasileiro deveriam ver esse gol 100 vezes), empatou o jogo. Bellamy virou e Adebayor, depois de assistência de Wright-Phillips (também premiado por permanecer em pé. Jogadores brasileiros, assistam esse também umas 75 vezes), ampliou. Na comemoração. O togolês atravessou o campo para comemorar em frente aos torcedores do Arsenal, seus desafetos. A atitude provocou um mini-tumulto. Tudo parecia decidido, mas o mesmo Adebayor ainda salvou um bola em cima da linha minutos depois. Em um contra-ataque modelo, Bellamy roubou a bola de Clichy perto de sua área e deixou Shaun Wright-Phillips na cara do gol para ampliar para 4 x 1. Rosicky, voltando a Premier League depois de 20 meses machucado, descontou. Van Persie ainda acertou a trave antes do jogo acabar. Como disse lá em cima, JOGAÇO.
Além da comemoração do seu gol, um chute (de leve) na cabeça de Van Persie (que estava caído) pode dar a Adebayor uma suspensão. A Federação Inglesa vai analisar o caso.

Adebayor, além do gol, bateu o recorde dos 100m rasos no sprint até a torcida do Arsenal (foto Getty Images)
Liverpool 4 x 0 Burnley
Hat-trick de Benayoun. Jogo fácil.
Stoke City 1 x 2 Chelsea
Lembram-se daquela vitória histórica do Chelsea de Felipão, gol de Lampard, nos descontos? Foi também sobre o Stoke. A história se repetiu, só que o gol da vitória dessa vez foi de Malouda. O Stoke saiu na frente graças a uma bobeada de Petr Cech – o goleiro ficou no meio do caminho em um cruzamento e Faye cabeceou por cobertura. O empate veio com um belo gol de Drogba, nos descontos do 1º tempo. Belletti teve sua participação no gol da vitória ao bater o lateral lá no meio da área, quase como Delap. Chelsea continua 100%.
Tottenham 1 x 3 Manchester United
Outro jogão! Os Spurs saíram na frente com um golaço de bicicleta de Defoe, mas o Manchester acabou virando a partida para 2 x 1 e, mesmo com um jogador a menos (Scholes foi expulso por causa dos seus carrinhos assassinos), conseguiu ampliar com Rooney. O grande acontecimento do jogo foi o gol de Anderson. Foi o primeiro gol oficial do brasileiro com a camisa do Manchester (ele já havia marcado em decisão por pênaltis e em amistoso). Para quem saiu do Brasil com status de novo Ronaldinho Gaúcho, esse mísero golzinho demorou para sair, não? Gomes, com contusão na virilha, não jogou. Rio Ferdinand voltou.

Giggs, de falta, empatou a partida (foto Getty Images)
Blackburn 3 x 1 Wolverhampton
Primeira vitória dos Rovers.
Portsmouth 2 x 3 Bolton
Cinco jogos, cinco derrotas para o Pompey. E a primeira vitória do Bolton no campeonato saiu com um gol de Gary Cahill, aos 44’ do 2º tempo.
Sunderland 4 x 1 Hull City
A mudança de ares fez bem para ele. Darren Bent colocou mais dois gols na sua conta – já são quatro no campeonato até agora.
Wigan 1 x 0 West Ham
O colombiano Rodallega marcou seu segundo no campeonato.
Birmingham 0 x 1 Aston Villa
Agbonlahor marcou aos 40 do 2º tempo no clássico de Birmingham. Em campo, o jogo foi bem mais ou menos. Mas fora dele, a coisa esquentou. Muita briga e quatorze pessoas presas.
Fulham 2 x 1 Everton
Jogo entre os dois times ingleses da Liga Europa. Damien Duff deu a vitória ao time de Londres.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: adebayor, Anderson, Benayoun, bicicleta, Defoe, Ferdinand, Giggs, primeiro gol, rooney, Rosicky
06/09/2009 - 22:28
No sábado, a Inglaterra bateu a Eslovênia por 2 x 1 em Wembley. O jogo foi um amistoso de preparação para a batalha contra a Croácia, nesse mesmo estádio, na quarta-feira, que pode carimbar o passaporte inglês para a Copa da África do Sul.
Quanto ao jogo falo mais tarde, o que vale a pena ser mencionado é que depois de toda a controvérsia gerada no pênalti “cavado” pelo “estrangeiro” Eduardo da Silva e sua conseqüente punição, o “inglês” Wayne Rooney (que já havia sido acusado de desabar no pênalti contra o Arsenal) fez o mesmo contra a Eslovênia, ou para ser preciso, fez pior, bem pior. Rooney segurou a camisa do zagueiro esloveno, pisou no seu tornozelo e desabou sozinho. Resultado: pênalti para a Inglaterra e substituição do zagueiro com torção no tornozelo.
Não vou ficar aqui julgando a índole de Rooney ou pregando a necessidade de auxílio tecnológico para as arbitragens. Queria só chamar a atenção para a ironia de toda essa situação.
Eduardo se jogou na área em partida contra um clube escocês. Como se não bastasse os dois jogos de suspensão impostos pela Uefa, Eduardo levou puxões de orelha do Reino Unido inteiro. E não só da imprensa. Alex Ferguson disse que não gostaria que um jogador seu fizesse uma coisa dessas. John Terry, capitão da Seleção Inglesa, declarou que “não está na mentalidade do jogador inglês esse tipo de coisa”, que “o inglês é honesto demais”, blá blá blá…
E aí vem Wayne Rooney, queimando a língua de todos:
Para não dizerem que fico em cima do muro, acho que Eduardo merecia ser punido, sim. E também acho que o jogador inglês, de um modo geral, não “mergulha” (como dizem lá), mas quando você fala mais do que deve – e essa discriminação contra estrangeiros não era necessária – você corre o risco de queimar a língua. Foi o que aconteceu.
E agora, o que deveria acontecer com Rooney? Um jogo, dois jogos de suspensão? Sou a favor de uma pena proporcional ao prejuízo causado. Como o jogo era amistoso, acho que uma carta de advertência seria suficiente. Mas imagina se uma final de Copa do Mundo é decidida com um pênalti desses. Aí é prisão perpétua.
A PARTIDA
O jogo foi bem mais ou menos e a vitória foi conseguida com uma preocupante dificuldade. O atacante Jermain Defoe guardou mais um. Agora são cinco gols nos últimos três jogos. E olha que Defoe começou as três partidas no banco. Impressionante.

Jermain Defoe, o super-reserva (foto Getty Images)
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: amistoso, capello, Defoe, eslovênia, rooney, super-reserva
23/08/2009 - 19:54
Premiership começa a esquentar. Chelsea e Tottenham são os únicos 100% em três partidas. Arsenal e Man City também não perderam pontos ainda, mas só fizeram dois jogos. Bolton, Blackburn, Portsmouth e Everton são os times 0%.
Wigan 0 x 5 Manchester United
Jogo histórico. Rooney abriu o placar marcando seu centésimo gol com a camisa dos Red Devils. Michael Owen, por sua vez, marcou seu primeiro. E foi um belo gol bem ao seu estilo, com frieza e precisão na cara do gol. Berbatov também deixou sua marca, chapelando o goleiro. Rooney ainda marcou mais um e Nani fechou a goleada com um gol de falta.

Michael Owen: – Viu isso, seu Capello? (foto AFP)
Arsenal 4 x 1 Portsmouth
Vitória fácil dos Gunners sobre um Portsmouth perdido, na partida e no campeonato. Perdeu os três jogos até agora e enquanto não se resolver quem será o dono do time vai ficar difícil colocar ordem na casa. O garoto Aaron Ramsey, de 18 anos, entrou e fechou a goleada com um toque na saída do goleiro David James, de 39 anos. Quando Ramsey nasceu, em dezembro de 1990, James já era titular do Watford, seu primeiro clube.

Diaby: endiabrado, o francês guardou um “brace” (dois gols) no jogo de ontem (foto AFP)
Manchester City 1 x 0 Wolverhampton
Novamente um bom início de jogo, novamente uma vitória magra de 1 x 0 e novamente gol de Adebayor. Até agora dois jogos, dois gols e seis pontos graças ao togolês de £25 milhões. Se no início do campeonato, com o time ainda sem entrosamento, o City vai ganhando, o que acontecerá quando a equipe estiver mais acertada? Briga por título?

Adebayor: – Falei que eu tava barato, chefia. (foto AFP)
Sunderland 2 x 1 Blackburn
E foi de virada. Kenwyne Jones foi o herói do jogo com dois gols.
Hull 1 x 0 Bolton
O americano Altidore fez sua estreia entrando aos 15’ do 2º tempo. No seu primeiro toque na bola, deixou Ghilas na cara do gol para marcar o gol da vitória.
Birmingham 0 x 0 Stoke
Primeiro empate do campeonato. Sorensen, goleiro do Stoke, pegou tudo.
HOJE
Fulham 0 x 2 Chelsea
Primeiro tempo. De Anelka para Drogba, Chelsea 1 x 0. Segundo tempo. De Drogba para Anelka, Chelsea 2 x 0. No derby entre vizinhos*, vitória tranquila dos Blues contra uma boa equipe.

Anelka e Drogba: feitos um para o outro (foto AFP)
West Ham 1 x 2 Tottenham
Mais um derby londrino. Carlton Cole foi o nome do jogo. Fez um golaço para os Hammers e depois deu um presente para Defoe – que anda fazendo muitos gols – empatar a partida. Aaron Lennon fez o gol da vitória a onze minutos do fim. Os Spurs estão 100% nesse início de campeonato.
Burnley 1 x 0 Everton
Graças ao pênalti perdido por Saha, a 15 minutos do fim, o caçula Burnley conquistou mais três pontinhos. Já o Everton precisa fazer alguma coisa. Além de ter perdido as duas partidas que disputou, provavelmente, perdeu também o bom zagueiro Lescott para o City. Contratação a ser confirmada.
Amanhã tem Liverpool x Aston Villa.

Fulham e Chelsea são vizinhos no subdistrito de “Hammersmith and Fulham”, em Londres. Mais próximos que eles, na Premier League, só Liverpool e Everton (1,1 km). Se clicar na foto, abre um mapa um pouco maior.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: adebayor, altidore, anelka, berbatov, craven cottage, diaby, Drogba, kenwyne jones, Owen, ramsey, rooney, show da rodada, Stamford Bridge, vizinhos
10/06/2009 - 22:54

AUTÓGRAFOS SÓ LÁ FORA. Defoe entrou no intervalo e marcou dois. (foto AFP)
Como bem disse o jornalista que fez o lance-a-lance do The Guardian, Inglaterra x Andorra seria “o jogo mais inútil da história das eliminatórias de Copa”. A Inglaterra teve 84% de posse de bola. Era só uma questão de saber de quanto seria. Foi 6.
OS GOLS:
1 x 0 (4`): cruzamento/passe lindo de Glen Johnson na cabeça de Rooney
2 x 0 (29`): Glen Johnson colocou Walcott na linha de fundo, que cruzou para trás e Lampard mandou para as redes, sem problemas.
3 x 0 (39`): Cruzamento perfeito de Glen Johnson – de novo ele – Sem-pulo de Rooney.
4 x 0 (73`): Cruzamento perfeito de…. Glen Johnson. Cabeçada de Jermaine Defoe, que havia entrado no lugar de Rooney.
5 x 0 (76`): falta batida por Beckham, goleiro solta e Defoe faz no rebote.
6 x 0 (81`): Em busca do hat-trick, Defoe escapa pela direita e bate para o gol. O chute é bloqueado e zagueiro e goleiro ficam indecisos. Crouch chega e marca o seu.
Agora, os ingleses pegam a Croåcia (“a revanche”) no dia 9/9. Uma vitória garante matematicamente a equipe na Copa de 2010. Um empate também servirá se a Ucrânia não vencer a Bielorrúsia no mesmo dia.
E A GREVE?
A greve do metrô e trens realmente atrapalhou o público que foi ao Wembley. Foram vendidos 70.000 ingressos, mas apenas 57.897 pessoas compareceram ao jogo. Embora a capacidade do estádio seja de 75.000, a FA decidiu parar de vender assim que percebeu que a greve poderia acontecer.

“Tivemos que andar até Wembley” (foto Getty Images)
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: capello, Defoe, eliminatorias, glen johnson, rooney, wembley
07/06/2009 - 18:29

A coisa não estava boa para os ingleses até Gareth Barry abrir o placar aos 40’ do 1º tempo. Dando graças a Deus de ir para o vestiário com a vantagem, os ingleses ainda ampliaram a vantagem com Heskey, aos 46’. Foi apenas o 7º gol em 53 jogos do atacante grandalhão pelo English Team, que não marcava desde a Copa de 2002, contra a Dinamarca.
Se até Heskey havia marcado, o jogo estava ganho. A Inglaterra voltou para o 2º tempo melhor. Em parte porque o preparo físico do time cazaque é de quinta divisão (palavras do próprio técnico do time) e também porque Ostapenko, disparado o melhor jogador da equipe, se machucou ainda no primeiro tempo.
Aos 28′, Rooney ampliou com um golaço, seu 8º gol nas últimas seis partidas – traduzindo, Rooney fez nos últimos seis jogos o que Heskey ainda não conseguiu fazer em 53. E, aos 33′, Lampard converteu pênalti cometido sobre Heskey.
O goleiro do West Ham, Robert Green, começou jogando pela primeira vez. Quando foi exigido, no início da partida, esteve hesitante – como, por exemplo, na saída do gol anulado por impedimento de Ostapenko. Glen Johnson e Barry também começaram mal a partida, mas foram se acertando. Barry fez o primeiro de cabeça e Johnson fez bela jogada no gol de Rooney. O contundido Ferdinand foi substituído por Upson na zaga.
Apesar do placar elástico, não se pode dizer que a Inglaterra fez uma boa exibição. O 2 x 0 do primeiro tempo definitivamente não aconteceria se justiça fosse critério no futebol.
A Inglaterra entrou em campo com:
- Green
- Johnson, Terry, Upson e A. Cole
- Barry, Lampard, Gerrard e Walcott
- Rooney e Heskey
Quarta-feira, o English Team pega Andorra, em Wembley. Convenhamos, mera formalidade.


Golaço de Rooney merece ser visto de dois ângulos (fotos AP e Getty Images)
Agora, é preciso cornetar a várzea que é o Cazaquistão. Nem no Maracanã tem tanta gente dentro de campo. Dá uma olhada nesses dois manés que conseguiram credenciais sabe-se lá como e ficaram tirando fotos ao lado dos jogadores.
e aqui, pior ainda.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: cazaquistão, eliminatorias, rooney
27/05/2009 - 21:33

Na Euro 2008, após após o jogo da semi Espanha 3 x 0 Rússia, o técnico Guus Hiddink disse que tinha a convicção que seu time (a Rússia) só conseguiria bater a seleção espanhola se tivesse saído na frente no marcador. Depois de fazer o primeiro gol, a seleção espanhola começou a tocar a bola de uma maneira infernal, deixando os russos sem o menor poder de reação.
Hoje, a tive a mesma impressão. O troca de passes do Barcelona, liderados por Xavi e Iniesta, não permite roubadas de bola, não proporciona contra-ataques e faz com que o adversário tenha que correr demais. Ou você faz o primeiro gol (como o Chelsea fez) e fica explorando contra-ataques ou você não consegue mais buscar o empate, e ainda fica exposto a levar mais. O gol de Eto’o, marcado quando o Manchester mandava no jogo, mudou completamente o destino da final. Pode-se dizer que o melhor ataque da Europa (na verdade, do mundo) venceu a melhor defesa, mas acho mais correto dar o crédito ao meio campo azul e grená.
O Manchester, que joga marcando a saída do adversário para roubar a bola e tem um contra-ataque mortal, não achou espaço para fazer seu jogo. A partida pode até ter parecido um pouco chata, mas foi uma aula de futebol do Barcelona.
Enfim, era o jogo mais importante da temporada. O Manchester United não perdia uma partida de Champions League havia 25 jogos, desde 19/9/07, mas todo tabu um dia é quebrado.

Eto’o passou por Vidic e Carrick chegou meio segundo atrasado
AS NOTAS DO MANCHESTER UNITED
Van der Sar – 7.0
Poderia ter sido mais se não fosse ele. Não teve culpa nos gols.
O’Shea – 5.5
Controlou bem seu lado na defesa, mas não fez o algo mais que se espera de um lateral no ataque.
Vidic – 4.5
Perdeu ritmo no final do temporada. Não foi sombra do jogador eleito o melhor da temporada pela Liga Inglesa. Tomou um drible previsível no primeiro gol.
Ferdinand – 5.0
Um pouco melhor que Vidic, mas também falhou no segundo gol. Não poderia ter perdido o contato com Messi.
Evra – 6.5
Não deixou Messi crescer pelo seu lado. Isso já é muita coisa..
Carrick – 5.0
Perdeu o confronto no meio campo. Poderia ter evitado o passé de Iniesta no gol e chegou meio segundo atrasado para bloquear o chute de Eto’o.
Anderson – 4.0
Foi mal, tatica e tecnicamente. Deu uma furada grotesca e foi substituído no intervalo.
Giggs – 4.5
Não impôs seu jogo. Esteve em campo apenas.
Park – 5.0
Correu muito, como sempre, mas não produziu o suficiente para o time. Para comemorar, apenas o fato de ter se tornado o primeiro jogador asiático a jogar uma final de Champions League.
Ronaldo – 6.5
Começou com muita fome de bola, chutou cinco bolas ao gol nos primeiros 20 minutos, mas depois do gol do Barça, assim como todo o time do Manchester, foi caindo de produção. No segundo tempo, perdeu um gol.
Rooney – 5.5
Para mim o melhor jogador da temporada do Manchester, mas hoje não se encontrou.
ENTRARAM
Tevez – 5.5
Substitui Anderson, mas não causou impacto nenhum no time.
Berbatov – 5.0
Menos ainda.
Scholes – 4,5
Entrou e merecia ter sido expulso. Não usou sua experiência em favor do time.

Messi fez de cabeça. Vê se pode. (fotos AFP)
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: barcelona, barcelona campeão, champions league, cristiano ronaldo, final, Liga dos Campeões, manchester united, Messi, rooney
05/05/2009 - 19:46

Roma nunca esteve tão perto de Manchester (foto Crystian Cruz)
Meu Deus!
Os Gunners estão há 21 jogos invictos na Premiership e não perdiam em casa pela Champions League havia 24 partidas. O time não havia ido bem no Old Trafford mas havia escapado quase ileso com um light 1 x 0. Portanto, as perspectiva eram boas. Antes da partida começar, uma vitória por 2 x 0 contra o vencível Manchester não parecia ser tarefa impossível. Dez minutos mais tarde era.
Park marcou aos 7′ depois de uma escorregada (literal) de Gibbs e Cristiano Ronaldo marcou aos 10′, depois de uma escorregada (essa metafórica) de Almunia. Aí já era. O Arsenal precisava marcar quatro para passar.
Ainda levou outro. Um contra-ataque fulminante que começou em um escanteio para o Arsenal cortado por Vidic e construído por Cristiano Ronaldo, Park e Rooney. O português concluiu fazendo seu segundo na partida. Foi uma atuação maiúscula do Manchester, mas que contou com uma enorme colaboração dos dois escorregões dos Gunners.

Cristiano Ronaldo fez dois gols e jogou como melhor do mundo (foto Getty Images)
Agora o United está há 25 jogos sem perder na Liga dos Campeões. A má notícia ficou por conta de Fletcher. O volante cometeu pênalti em Fabregas, foi expulso e está fora da final de Roma no dia 27. Um absurdo. As Uefas, Fifas, CBFs e Conmebois da vida precisam ter o bom senso de só suspender jogador de final quando ele cometer um crime em campo. Caso contrário, deixem o cara jogar. Lembram do Ballack em 2002?
Meu palpite para o primeiro finalista da Champions já foi para o espaço. Para amanhã, apostei no Barcelona. Veremos.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: cristiano ronaldo, Park, rooney
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