Rumo a Wembley: Defesa que ninguém passa
Fora de Old Trafford, ninguém passa. Muito por conta de sua defesa, o Manchester United é o único invicto da Liga dos Campeões. O Barcelona, rival da decisão, perdeu uma vez, para o Arsenal no Emirates. O United marcou 18 gols e sofreu quatro, todos em casa. Com quatro gols, o artilheiro é Chicharito, seguido de perto (acredite) por Anderson, autor de três. Giggs tem quatro assistências e lidera o time no quesito.
Ainda que o sorteio da fase de grupos tenha favorecido o United, a campanha não começou bem. E o empate por 0 a 0 nem foi a pior parte do insosso encontro com o Rangers em Manchester. Antonio Valencia teve o tornozelo fraturado e perdeu seis meses da temporada.
O time se recuperou do revés no compromisso mais complicado da chave. A jogada do saudoso Macheda, concluída por Chicharito, garantiu a vitória por 1 a 0 em Valencia. Os espanhóis pressionaram bastante, mas Vidic e Ferdinand já davam sinais de que não cederiam facilmente fora de Old Trafford.
Num intervalo de 12 dias, viriam duas partidas contra o Bursaspor, de alguma forma campeão turco em 2010. Na primeira, em casa, um golaço de Nani garantiu o 1 a 0. O jogo na Turquia foi o mais alternativo da temporada: o confortável triunfo por 3 a 0 teve gols dos flops Obertan e Bébé. Ferguson aproveitou a fragilidade do time de Bursa para preservar vários jogadores.
A classificação foi garantida com a vitória por 1 a 0 sobre o Rangers em Glasgow. Rooney, que passava pela pior fase da carreira pouco depois de ser o melhor jogador da Premier League, marcou, de pênalti, seu primeiro gol pelo clube em três meses. O empate por 1 a 1 com o Valencia em Old Trafford serviu para ratificar a liderança e o goleador Anderson abrir sua contagem na Champions.
Oitavas – Olympique de Marselha
Complicado, o confronto com o campeão francês de 2009-10. Em Marselha, sem Ferdinand, Giggs, Park e Valencia, Ferguson foi bem cauteloso. O lado direito teve O’Shea na defesa e Fletcher no meio para segurar Andre Ayew, filho de Abedi Pelé. Com Gibson a falhar na coordenação do time, o melhor que o jogo poderia oferecer era mesmo um empate por 0 a 0. Na volta, em outra boa exibição da equipe de Heinze, o United contou com Chicharito, que lembrou certo norueguês, para vencer por 2 a 1.
Quartas – Chelsea
A partida em Stamford Bridge foi uma das mais especiais para o clube na temporada. A vitória por 1 a 0 confirmou a boa fase de Rooney, quebrou um tabu que já incomodava muito e deu a Ferguson a certeza de que aquela formação seria a melhor para levá-lo à decisão: Rooney como 10, Hernández titular, Giggs e Carrick no centro e Valencia e Park abertos. E foi assim que o United se classificou contra um Chelsea até mais esperto, mas insuficiente para evitar os 2 a 1 com show de Giggs.
Semifinais – Schalke 04
A confortável classificação dos alemães contra a Internazionale passou longe de se repetir diante da defesa muito mais sólida do United. Em Gelsenkirchen, o Schalke não viu a bola – aliás, só Neuer viu e impediu uma goleada. A vitória por 2 a 0, com gols de Rooney e Giggs, poderia ter sido mais dilatada, mas foi o bastante para concluir que o time chegava a seu melhor momento na temporada. Os 4 a 1 da volta, com direito a brace (dois gols) de Anderson, foram construídos pelos reservas.
Sem imprudência, o United alcançou sua terceira decisão em quatro anos.









