R Mancini | God Save the ball

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Curiosidades | 10:58

Italian Party

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Di Matteo: de bem com a vida desde 2008, quando assumiu o MK Dons

Roberto Di Matteo é o terceiro técnico italiano consecutivo a conquistar a FA Cup. O comandante interino do Chelsea seguiu o caminho dos campeões de 2010 e 2011, Carlo Ancelotti e Roberto Mancini. O manager do Manchester City, aliás, está a uma vitória sobre o Queens Park Rangers de tornar-se o segundo treinador italiano a ganhar a Premier League nas últimas três temporadas. Ancelotti, você se lembra, foi o vencedor há dois anos.

Além de Manchester City e Chelsea, o Swindon Town também é comandado por um italiano. Embalado pelo êxito de seus compatriotas, Paolo Di Canio faz ótimo trabalho para um debutante. Logo na primeira temporada como treinador, o ex-ídolo do West Ham foi finalista do Football League Trophy e, melhor ainda, levou o título da League Two, garantindo com tranquilidade o retorno do Swindon à terceira divisão. Não será surpresa se ele aparecer no West Ham em breve.

A Mancini, Di Matteo e Di Canio, somam-se Carlo Ancelotti (Chelsea, 2009-2011) Fabio Capello (Seleção, 2008-2012), Gianfranco Zola (West Ham, 2008-10), Luigi De Canio (QPR, 2007-08), Claudio Ranieri (Chelsea, 2000-2004), Gianluca Vialli (Chelsea, 1998-2000; Watford, 2001-2002) e Attilio Lombardo (Crystal Palace, 1998) no histórico de técnicos italianos na Inglaterra. Os três atuais estão bem. Ancelotti brilhou na primeira temporada. Vialli, Zola, Capello e Ranieri, nesta ordem, foram razoáveis. De Canio e Lombardo fracassaram.

A porta aberta aos italianos tem relação íntima com o Chelsea dos anos 90. Numa época em que Roman Abramovich era apenas sombra de Boris Berezovsky e não pensava em aventurar-se na Inglaterra, os Blues já se transformavam num time poderoso. Atual dono do Leeds, Ken Bates disponibilizou um belo orçamento a Ruud Gullit, que virou técnico / jogador em 1996. Se Gullit havia sido integrante do Milan dos holandeses, dá para dizer que ele formou o Chelsea dos italianos. Zola, Di Matteo e Vialli chegaram de uma vez a Stamford Bridge.

Zola é a maior prova de que existiu um Chelsea antes de Abramovich

O trio foi um sucesso – Zola é, para muita gente, o melhor jogador da história do clube –, e todo mundo ali virou treinador. Aquele Chelsea foi fundamental para a classe dos técnicos italianos no futebol inglês. No entanto, se eles têm ganhado ainda mais espaço, é simplesmente porque a maioria acrescentou bastante às equipes. Nesse caso, o hábito de associá-los ao velho estereótipo do retranqueiro é perigoso. Saber armar defesas não significa necessariamente abdicar do ataque.

O Chelsea de Ancelotti fez 103 gols na Premier League em 2009-10. Foi sob o comando dele que Didier Drogba (29 gols e 13 assistências) e Frank Lampard (22 gols e 17 assistências) tiveram sua temporada mais produtiva. O City de Mancini, de 90 gols em 37 partidas, joga com Silva, Nasri, Tevez e Agüero. Até Di Matteo, que se notabilizou por estacionar o ônibus contra o Barcelona na Champions League, consegue ser agressivo. O West Brom dele marcou menos gols apenas do que o Newcastle na Championship em 2009-10. O Milton Keynes Dons, primeiro time treinado pelo ítalo-suíço, também foi o segundo melhor ataque da League One na temporada anterior. Prova de que, para os ingleses, Itália não é sinônimo de catenaccio.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

segunda-feira, 9 de abril de 2012 Man City | 13:11

Why always you?

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A vitória do Arsenal sobre o Manchester City praticamente definiu o campeão inglês. O United parece inalcançável não apenas pela vantagem de oito pontos sobre o City, mas também porque indica que não vai tropeçar em adversários frágeis. O iminente 20º título nacional dos Red Devils, é claro, será tema por aqui.

Por enquanto, ao perdedor, os pepinos. E o primeiro que Roberto Mancini precisa descascar é Mario Balotelli. Expulso por um paciente Martin Atkinson na derrota para o Arsenal, o italiano de 21 anos certamente não ficará no Etihad. Em entrevista à BBC, Mancini revelou que Balotelli deve ser vendido e que não tem a intenção de escalá-lo novamente nesta temporada. O empresário nega, mas você confirmaria?

“Espero que ele entenda que está no caminho errado e torço muito para que mude seu comportamento no futuro”, disse o treinador, que por vezes assumiu uma postura paternal em relação ao atacante. Balotelli não é um fracasso em campo, longe disso, mas é um fiasco administrativo. De alguma maneira, a saída dele expõe um gol contra de Mancini, que bancou a aposta num talento e num comportamento que ele conhece há bastante tempo, da época de Internazionale.

"Why always me?", o maior legado de Mario Balotelli à Inglaterra

Ainda que Mancini discurse como se tivesse certeza de sua própria permanência, uma eventual demissão do treinador também não impediria a saída de Balotelli – muito pelo contrário. Isso porque a lição não foi ensinada a uma pessoa, mas ao clube. Embora seja natural haver erros de avaliação com um orçamento sem restrições, o Manchester City de Tevez e Balotelli já pode compreender que, com tanto dinheiro para gastar, você deve fazer escolhas seguras, para ter retorno em campo e não ter transtorno no vestiário.

O jogador pode ser folclórico, pode até aparecer em apresentação de técnico da Internazionale. Mas não dá para aturar antiprofissionalismo e falta de compromisso. Em suas duas temporadas na Inglaterra, Balotelli colecionou gols (27 em 59 jogos), expulsões estúpidas (quatro) e incontáveis episódios de indisciplina. Tudo isso quando os maus resultados do time não deixam dúvidas sobre a importância de aspectos psicológicos para quem está em alto nível. O City tem de deixar o risco para quem precisa corrê-lo.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

segunda-feira, 2 de abril de 2012 Man City | 07:46

Mad Men

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Mancini tenta forjar calma, mas não consegue

A duras penas, no sábado, o Manchester City empatou em casa por 3 a 3 com o Sunderland. Até metade do segundo tempo, os Black Cats davam uma aula de contra-ataques com Sessegnon, Seb Larsson e até Bendtner atormentando um adversário nervoso e vulnerável. Se o Manchester United vencer o Blackburn hoje, abrirá cinco pontos de vantagem na liderança. Nas últimas quatro rodadas, o City se limitou a dois empates, uma vitória e uma derrota. Quais são os problemas do ex-favorito ao título?

Craque sumido. David Silva, o melhor jogador do primeiro turno da Premier League, desapareceu. Incapaz de criar oportunidades com a frequência de 2011, o Silva de 2012 é bem menos brilhante e foi substituído nos últimos cinco jogos do Manchester City. O espanhol, que ainda é o melhor garçom do campeonato com 12 assistências, pode interpretar a situação de duas formas, ambas verdadeiras: 1) ele é irregular; 2) ele é importante demais para o sucesso do time.

Desfalques. Mais recentemente, foi a tal “lesão estúpida” de Sergio Agüero, que teria sido causada pela moto de brinquedo de seu filho de três anos. Outro ponto é a inconsistência defensiva. Se a fase tímida de Silva limita o ataque a brilharecos individuais, as ausências de Kompany e Lescott pesam demais na outra ponta. Os dois não atuam juntos há um mês. Sem a dupla titular de zagueiros, o City sofreu nove gols e não conseguiu nenhum clean sheet em seis partidas.

"Eu não estava chorando; estava apenas cansado", John Millington

Tensão. Alguém se lembra do choro de um torcedor (flagra ao lado) quando o Swansea abriu o placar contra o City, há três semanas? Foi um recorte da realidade. O rival por um título que não vem há 44 anos é o United, investimento e folha salarial são estratosféricos, e o time fracassou em todas as outras cinco competições da temporada. Além disso, todo mundo sabe que o emprego de Roberto Mancini está ameaçado e possivelmente atrelado à conquista da liga. A pressão é enorme. É natural também que a inexperiência nesse tipo de situação deixe elenco e staff tensos além da conta.

Mind games. Os famosos jogos mentais de Alex Ferguson não são para qualquer um. Executivo no Manchester City, Patrick Vieira acusou a arbitragem de favorecer o United e qualificou como “demonstração de fraqueza” a decisão do rival de resgatar Paul Scholes da aposentadoria. A resposta de Ferguson à última afirmação foi tão perfeita quanto óbvia: e a volta de Tevez, representa o quê? Enquanto isso, Mancini demonstrava confiança irrestrita no título até sábado. O empate com o Sunderland o fez recuar e revelar inconsistência no discurso. O silêncio teria sido bem mais produtivo.

Força, Stiliyan
Diagnosticado com leucemia aguda, o volante búlgaro Stiliyan Petrov, do Aston Villa, faz uma pausa na carreira para lutar pela vida. Entre Celtic e Villa, Petrov passou dez anos ao lado de Martin O’Neill, seu admirador confesso. Ele enxerga além do futebol para tratar de algo mais importante, assim como fez há sete meses o francês Steed Malbranque, ex-Tottenham, Sunderland e Fulham, que encerrou a carreira para se dedicar ao filho com câncer. A eles e a Fabrice Muamba, toda a sorte do mundo.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

terça-feira, 20 de março de 2012 Man City | 20:57

De veneta

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Assim como Jaiminho, o carteiro, Tevez pode evitar a fadiga

Roberto Mancini resgatou Carlos Tevez, ausente do primeiro time desde setembro de 2011 por indisciplina. O técnico italiano revelou que a indomável estrela deve aparecer no banco amanhã, quando o Manchester City recebe o Chelsea. Com quatro pontos e um jogo a menos em relação ao United, o City não pode mais falhar até o fim do campeonato, cenário perfeito para Tevez decidir brilhar ou simplesmente se omitir e tumultuar o ambiente. Escolha sua versão:

1) Tevez levará o City ao título porque pode entrar definitivamente na história do clube. Já foi bem demais em suas duas primeiras temporadas, e um retorno triunfal seria suficiente para a torcida perdoá-lo pelas peripécias de 2011-12. Convertendo-se em alternativa confiável a Agüero, Tevez deve marcar gols preciosos na corrida pelo título. A má fase do City exige alguém assim para chamar para si a responsabilidade. Além disso, tirar a Premier League de Alex Ferguson seria especial demais para ele.

2) O retorno de Tevez será um fracasso porque, apesar de Mancini sugerir o contrário, ele está desinteressado. O argentino sabe que a manutenção do emprego do treinador, por quem não tem tanto apreço, é atrelada à conquista da Premier League. Para que se esforçar? Um corpo mole também seria conveniente para derrubar ainda mais seu valor de mercado, deteriorar o clima no Etihad Stadium e criar as condições necessárias para ele deixar o clube sem resistência da diretoria.

3) Tevez não terá impacto porque não joga há seis meses. Ninguém fica fora tanto tempo impunemente. Tevez é ótimo, foi o melhor jogador da última Premier League e se mata em campo quando está a fim, mas não deve reconquistar espaço no ataque de Agüero, Dzeko e Balotelli.

Homenagem a Brian Clough*
Brian Clough passou apenas 44 dias no Leeds United, como nos conta o filme The Damned United (Maldito Futebol Clube na versão brasileira). O histórico treinador reconstruiu a carreira brilhantemente no Nottingham Forest, com o qual foi campeão inglês e bicampeão europeu. Hoje, esteja onde estiver, ele ficou mais feliz.

O Leeds, cujo vestiário queimou Clough em 1974, resolveu homenageá-lo 38 anos depois: pela primeira vez em sua história, levou sete gols em casa numa partida de liga. Ironicamente, o algoz foi o Nottingham Forest, que, mesmo em péssima temporada, aplicou sonoros 7 a 3 no Elland Road. Se estivesse vivo, Clough certamente seria chamado a comentar o resultado e a inexplicável demissão de Simon Grayson, substituído por Neil Warnock no Leeds, mais longe do acesso à Premier League.

*Clough completaria 77 anos amanhã, 21 de março.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Mercado, Treinadores | 14:19

O pior fantasma

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José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008

Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.

Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.

Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.

André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.

Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.

Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.

José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

terça-feira, 22 de novembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:49

A medida do fracasso

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Há três temporadas, Agüero chegou às oitavas da Champions com o Atlético

O Manchester City está à beira do precipício em sua primeira Champions League em quatro décadas. A derrota no San Paolo condiciona a classificação a um milagre na última rodada. Para seguir adiante, o City precisa, além de uma vitória sobre o Bayern em casa, que o Villarreal tire pontos do Napoli em El Madrigal. Alemães e espanhóis têm as vidas definidas e não devem alterar a situação, desfavorável aos ingleses.

Mesmo quando você tem a bola em 70% do tempo, perder no San Paolo é aceitável. Mais ingrata é a lembrança do empate por 1 a 1 com o Napoli no Etihad Stadium, quando o City pecou pela ausência de De Jong justamente no espaço de atuação de Lavezzi e Hamsik. Os dois sempre alimentavam um Cavani inspirado e de três gols nos confrontos contra os Citizens.

A sensação, correta, é de que o Manchester City falhou além da conta nos três jogos diante de Napoli e Bayern, que praticamente eliminam da Champions a melhor equipe da Inglaterra. No entanto, os descuidos defensivos da estreia, a submissão ao adversário em Munique e as falhas capitais em Nápoles não devem sacrificar um trabalho que, de forma geral, tem sido muito bem administrado.

Afinal, o sorteio impôs ao City um Bayern precocemente encantador com Jupp Heynckes e um Napoli forte, dedicado e repleto de referências ofensivas em seu retorno à principal copa europeia. Olhar para dentro é necessário para entender que Agüero é importante demais para ser reserva durante 80 minutos numa partida decisiva ou mesmo que o rodízio de atletas precisa ter um limite, mas também é importante reconhecer que os oponentes eram muito bons.

O pior é que a iminente eliminação mal tem um lado positivo. “Ah, o City vai se dedicar à Premier League”. Até vai, mas o elenco é grande e homogêneo o bastante para anular qualquer problema de cansaço. Ainda que ameaçar o emprego de Mancini agora seja um sacrilégio, é impossível não pensar no tamanho do desperdício em ter uma equipe de 34 pontos em 36 possíveis na Inglaterra disputando a Liga Europa a partir de fevereiro. O City não deve maximizar o fracasso, porém tem muito a lamentar.

Time das pontas
Mesmo que seja improvável, quem também pode parar na Liga Europa é o Manchester United, que empatou em casa com o Benfica. A primeira colocação da chave deve ficar com os portugueses. A classificação do United depende de um empate com o Basel na Suíça, o que pode não ser tão simples.

Hoje, Ferguson não teve Cleverley e Rooney. Dá para imaginar a pobreza do meio-campo com a bola. Ashley Young atuou atrás do atacante único, como fazia em sua última temporada no Aston Villa, e foi mal. O United tem infinitas armas para atacar pelas pontas, inclusive Young, e depende demais de um garoto propenso a lesões, que retorna agora de um empréstimo ao Wigan, para criar pelo centro. Isso não está certo.

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domingo, 23 de outubro de 2011 Man City | 15:07

A goleada de Silva e Milner

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Se David Silva já era o grande jogador da temporada antes de ir a Old Trafford, agora as dúvidas foram dirimidas de vez. É inegável que a histórica goleada por 6 a 1 do Manchester City sobre o United teve muito a ver com a expulsão e a trágica atuação de Jonny Evans. No entanto, é evidente também que assistimos a uma irrefutável demonstração de força dos líderes e a um concerto do espanhol, que cumpriu todas as tarefas que você pode esperar de um criador de jogadas. Um timaço, um craque.

O roteiro perfeito: coadjuvante e protagonista em harmonia

O melhor jogador da Premier League participou de cinco dos seis gols. A leitura e a execução das jogadas foram perfeitas. A exibição ratificou a importância da liberdade que Roberto Mancini concede a ele. Na formação original, Silva partia do lado esquerdo para fazer o que e onde quisesse. Sem a bola, apesar da recomposição naturalmente mais lenta, o espanhol também incomodava Smalling e Nani.

Silva ainda deixou claro que, quando Mancini precisar de uma formação mais conservadora, o meia barrado será sempre Samir Nasri, ainda não fundamental a ponto de ser comparado ao espanhol. Hoje, James Milner foi quem ocupou o lugar do francês para lidar com Ashley Young e Evra pelo lado direito da defesa. E que atuação dele! Enquanto havia igualdade numérica, Milner foi o melhor em campo.

Logo ele, que, ao fim da temporada passada, era tachado de flop. Contratado por £24 milhões em um negócio que incluiu Stephen Ireland, Milner não teve espaço pelo centro do campo (onde mais se destacara no Aston Villa) e passou o ano inteiro tímido, apagado. Agora é diferente, mesmo quando ele precisa atuar pelos lados. Com duas assistências e ótima relação com Silva, Milner reconquista seu espaço e deve ter muitos minutos pela frente.

Revezando titulares e com este material humano à disposição, Mancini faz do seu o melhor emprego da Inglaterra. Se o grupo se mantiver ligado e confiante, no mínino disputará o título até a última rodada. Não apenas por ser o mais brilhante elenco do país, mas especialmente pela identidade e o espírito coletivo que não existiam no lado azul de Manchester.

Seleção da rodada
John Ruddy (Norwich); Micah Richards (Man City), Vincent Kompany (Man City), Joleon Lescott (Man City); James Milner (Man City), Jack Rodwell (Everton), Rafael van der Vaart (Tottenham), David Silva (Man City), Royston Drenthe (Everton); Mario Balotelli (Man City), Gervinho (Arsenal).

Fantasy
Vá acompanhando. Cedo ou tarde, a classificação será atualizada.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Copas Europeias, Man City | 19:46

Por linhas tortas

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Único winger genuíno do elenco, Adam Johnson sorri na foto para o site do clube

Roberto Mancini não mede esforços para evitar jogadores dispersos no Manchester City. A intensa rotação de titulares certamente não visa apenas a preservar peças-chave, mas também a deixar todo mundo ligado para, na hora das lesões, suspensões e sequências ingratas, ele ter a quem recorrer. Mesmo hoje, no decisivo confronto contra o Villarreal pela Champions League, Mancini fugiu do trivial e escalou Zabaleta, Kolarov, De Jong e Adam Johnson, reservas de seu suposto time ideal.

Coincidência ou não, foi um sufoco. A crucial vitória por 2 a 1, que deixou o City a um ponto do Napoli num grupo dominado pelo Bayern, teve o Villarreal à frente logo no começo e gol de Agüero aos 93 minutos. A pressão sobre o 14º colocado da liga espanhola, que encerrou o jogo encolhido, foi descoordenada. As forças ofensivas do elenco pelo lado direito viam do banco o time se amontoar na congestionada faixa central. Enquanto Richards foi vítima do rodízio de laterais, Johnson esbravejou ao ser substituído por Barry no primeiro tempo.

Se a ideia era abrir a retranca do adversário, pelo menos um deles precisava estar em campo. Não à toa, o lateral-esquerdo Kolarov foi o jogador mais ativo da equipe pelos lados. Mas Mancini tem sido um cara de sorte. O gol da vitória saiu justamente de uma ótima combinação pela direita. Milner, que rende muito mais pelo centro, acionou Zabaleta, mais eficiente na defesa, para o cruzamento que encontrou Agüero. Por linhas tortas, as escolhas alternativas de Mancini deram a vitória e a sobrevivência ao City. Hora de virar o disco e pensar no United, contra quem tenta manter a liderança doméstica no próximo domingo.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 19:20

Passaporte vencido

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Ao lado de um Ferguson boquiaberto, Mancini se protege do cheiro desta terça-feira

Supostamente absolutos na Inglaterra, os clubes de Manchester derrapam na Liga dos Campeões. Em duas rodadas ou quatro partidas, foram três míseros pontos (dois do United) e 25% de aproveitamento agregado. Enquanto um United com vários titulares sofreu para empatar por 3 a 3 com o Basel em Old Trafford, o City caiu por 2 a 0 sem incomodar o Bayern em Munique.

Aqui
Fabian (1) e Alexander (2) Frei marcaram para o Basel contra os Red Devils. Além de criarem uma piada por conta própria, os três gols dos suíços no segundo tempo já derrubaram a previsão de que o United faria 16 pontos no grupo depois de empatar com o Benfica em Lisboa. Agora, chega no máximo a 14. O resultado não é suficiente para acender sinal amarelo à classificação, mas certamente ampliou a lista de preocupações de Alex Ferguson.

Primeiro porque, com Rafael, Smalling, Evans e Vidic lesionados, ele não pôde preservar defensores. Logo na área mais crítica do time, que tem falhado muito e concedeu, mesmo no primeiro tempo, várias chances ao Basel. Depois porque os próximos jogos, contra o romeno Otelul Galati, ganharam contornos decisivos. A vantagem de ter um grupo fácil não era a classificação em si, mas a chance de concentrar-se na liga nacional. Ela não existe mais.

Não é a primeira vez que o Basel empata por 3 a 3 com um time inglês. A diferença é que, naquela ocasião, o Liverpool foi eliminado da Champions.


Que coisa estranha, o Manchester City hoje. A primeira meia hora foi normal, com o time habitual de Mancini (no 4-4-2, com Kolo Touré no lugar de Lescott) tomando a iniciativa e vendo Silva sofrer pênalti ignorado pela arbitragem. Daí em diante, especialmente a partir do primeiro gol de Mario Gomez, o City simplesmente desapareceu e não ofereceu resistência a um Bayern rápido e eficiente.

À medida que o segundo tempo passava com pleno domínio dos alemães, Roberto Mancini se encolhia, com destaque para a entrada de De Jong, que precisa ser titular em jogos assim. No frigir dos ovos, a derrota por 2 a 0 foi um presente para quem ofereceu ao forte adversário 12 finalizações no alvo. O problema é a vitória do Napoli, que já deixa o City a três pontos da segunda posição e bem pressionado a vencer duas vezes o Villarreal.

O maior prejuízo, no entanto, não aparece na tabela. Dzeko reclamou por sair e, em atitude ridícula, Tevez, que recebe 200 mil libras semanais, disse “não” ao aquecimento e à chance de participar do jogo. Com razão, Mancini descartou o argentino para sempre e alertou o bósnio. Vestiário fácil, não?

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 Copas Europeias, Man City | 19:35

O fator De Jong

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O Man City com De Jong: sem o Sky Blue disponível, vai o rubro-negro mesmo

Na sexta-feira passada, um dos breves assuntos do podcast foi a presença ou não do volante holandês Nigel De Jong, hoje lesionado, no time titular do Manchester City. Agora há pouco, no Etihad Stadium, a dúvida começou a ser desfeita. Em sua estreia na Champions League moderna, o City apenas empatou por 1 a 1 com um valente Napoli. Péssimo resultado para quem ainda tem de brigar com o Bayern no grupo. Claramente e com trocadilho, De Jong, um dos melhores marcadores do mundo, fez falta.

O elenco à disposição de Roberto Mancini é fantástico, mas lhe impõe alguns desafios. Por exemplo, há muita gente boa com a bola e nem tão boa sem ela. Talvez por isso, Mancio tanto buscou um volante defensivo no fim do mercado de verão – está de olho em Sergio Busquets para janeiro, dizem – e acabou tentado a oferecer um contrato ao free agent e duvidoso Owen Hargreaves.

Mesmo desconsiderando Hargreaves, De Jong não é o único que pode fazer o trabalho sujo. Normalmente utilizados em outras funções, Zabaleta, Yaya Touré e até Kompany podem servir a Mancini numa emergência. No entanto, o início empolgante de temporada, a goleada sobre o Tottenham e a ótima forma de Barry minimizaram o problema. O pé lesionado do holandês, que deve voltar no fim do mês, deu lugar a pés mais talentosos e a um vistoso 4-4-2.

Deu muito certo no começo, com Barry e Yaya na dupla função de combater e municiar os armadores Silva e Nasri, que atuam abertos. De Jong não é o melhor amigo da bola, seria difícil para ele entrar nessa rotação e nesse esquema. A questão é que o Napoli lembrou a Mancini (quem diria?) que sua defesa tem problemas. Os contra-ataques puxados por Lavezzi e Hamsik renderam três chances claras e o gol de Cavani aos napolitanos. O City também produziu bastante, mas correu riscos além da conta e dependeu de um gol de falta de Kolarov para escapar de uma desastrosa derrota.

É o fim do 4-4-2 moleque, do toco y me voy, do sonho de ser o Barcelona inglês? É claro que não. Mas o resultado e a liberdade que o Napoli desfrutou devem fazer Mancini repensar a formação em pelo menos alguns grandes jogos. Mesmo que Barry siga bem, promover De Jong e reposicionar Nasri para não perder tanta qualidade pelo centro podem ser boas soluções. E atenção a Adam Johnson, o único winger do elenco. Ele entrou bem e deve ganhar espaço num time que centraliza muito as jogadas.

Rapidamente, sobre o Manchester United: o empate por 1 a 1 com o Benfica em Lisboa foi esclarecedor. Com Basel e Otelul Galati no grupo, o time já sabe se vai terminar a fase com 15, 16 ou 18 pontos. Resposta: 16.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

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