Pavel Pogrebnyak | God Save the ball

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segunda-feira, 2 de julho de 2012 Reading | 14:22

Salto de qualidade

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O play-off que decide o último classificado à Premier League é conhecido como “o jogo de £90 milhões”. Parece nome de filme do Jackie Chan, mas é uma ótima definição. Ainda que fique apenas um ano na elite, o clube promovido garante uma receita extra de pelo menos £88 milhões parcelados ao longo de quatro temporadas, afora os ganhos com melhores acordos comerciais.

Não à toa, a diferença entre as folhas salariais da Premier League e da Championship é gritante. Apesar de o aumento nas receitas ser diluído em quatro anos, o clube que sobe à elite pode assumir compromissos que eram impossíveis antes da promoção. Campeão da segunda divisão, o Reading compreende isso e investe mais em salários altos do que em transferências caras. Mesmo que não tenham tanto dinheiro agora, os Royals sabem que podem bancar despesas em médio prazo.

Reserva de Kerzhakov na Euro, Pogrebnyak vai ganhar dinheiro no Reading

Há um mês, o clube foi comprado pelo magnata Anton Zingarevich, que até 2013 pagará £25 milhões ao antigo proprietário e ainda presidente, Sir John Madejski. Assim como Zingarevich, o primeiro reforço para a próxima temporada é russo: Pavel Pogrebnyak, que vem de bom semestre no Fulham (seis gols e um hat-trick em 12 partidas) e estava sem contrato. Mas por que ele não quis ficar em Craven Cottage?

A resposta é simples. Sem custos imediatos além das tradicionais luvas, o Reading ofereceu ao atacante de 28 anos um salário absurdo, de £65 mil libras semanais. Assim que tirar a permissão de trabalho, Pog terá o maior rendimento da história do clube, recebendo £13 milhões em quatro temporadas.

Outra contratação fechada é a de Danny Guthrie, que estava no Newcastle. Guthrie não era titular em St. James’ Park, mas mostrou valor quando substituiu Tioté em vários momentos da temporada. Sem contrato, o meio-campista foi procurado pelo West Bromwich, um clube estável na Premier League, porém o calouro Reading foi mais rápido e, certamente, generoso na proposta.

Além de Pogrebnyak e Guthrie, o Reading monitora o lateral-direito francês Matthieu Chalmé, do Bordeaux, o meia Jacob Butterfield, do Barnsley, e o atacante escocês Jordan Rhodes, que se transformou numa máquina de gols pelo Huddersfield, promovido à segunda divisão. Em tese, são transferências não muito caras, mas que, por conta da concorrência, devem exigir ótimas propostas salariais. Newcastle e Fulham estão interessados em Butterfield e Rhodes, respectivamente.

A história recente do Reading, que esteve na primeira divisão de 2006 a 2008, mostra prudência e vendas bem feitas. Nos últimos quatro anos, as saídas* de Kitson, Doyle, Mills, Sigurdsson, Hunt, Long, Shorey e Sonko renderam £36 milhões aos cofres, o que reforça o mérito do técnico Brian McDermott, por lá desde 2009. Jogadores baratos, como Harte, McAnuff e Kébé, foram destaques em 2011-12. Sob nova direção, o clube pretende gastar mais, mas também gastar certo, com um ou outro exagero financiado pelo dinheiro da Premier League.

*Dados do blog Swiss Ramble

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quarta-feira, 7 de março de 2012 Listas | 20:39

Linsanity

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O New York Knicks, da NBA, melhorou seu rendimento porque encontrou no ex-reserva Jeremy Lin as respostas para sua falta de inspiração. Lin, que há algumas semanas liderou os Knicks em sete vitórias consecutivas, foi uma solução caseira e improvável. A Premier League segue o exemplo e também tem seus heróis alternativos, responsáveis principais pelo sucesso recente de suas equipes:

Pavel Pogrebnyak no Fulham. O atacante em má fase na Bundesliga que o Fulham queria era Lucas Barrios, do Dortmund, porém não houve acordo. Pogrebnyak, então, emergiu como substituto de última hora para Bobby Zamora, brigado com Martin Jol e negociado com o QPR. Mal no Stuttgart, o russo fechou contrato por seis meses e já tem incríveis cinco gols em três jogos pelo Fulham. Está certo que a chegada dele coincidiu com o melhor momento coletivo dos Cottagers, mas o impacto do novo atacante foi fundamental para os 100% de aproveitamento nas últimas três rodadas e o atual oitavo lugar.

Gylfi Sigurdsson, nome de craque

Gylfi Sigurdsson no Swansea. Sigurdsson é um meia magrelo e islandês, ou seja, o estereótipo perfeito para alguém sentenciar que ele “não joga nada”. Gylfi arrebentou nos tempos de Reading e começou muito bem na Alemanha pelo Hoffenheim. Como estava mal em 2011-12, era a contratação óbvia para qualquer time médio da Inglaterra. O Swansea foi mais esperto, garantiu o empréstimo em janeiro e já lucrou três golaços e três assistências nos sete jogos dele, que virou o complemento perfeito para Joe Allen, Scott Sinclair e Nathan Dyer no meio-campo dos cisnes. É a prova definitiva de que a Islândia vai além de Gudjohnsen e do vulcão Eyjafjallajoekull.

James McClean no Sunderland. Ele já foi analisado por aqui.

Peter Odemwingie no West Brom. Odemwingie, de quem ninguém esperava muito antes da temporada passada, é uma das contratações mais sagazes da história da Premier League, um achado por 1 milhão de libras. Em 2011-12, porém, ele havia desaparecido e virado até coadjuvante de Shane Long nas primeiras rodadas. O desempenho no ano de estreia parecia um ponto fora da curva, mas ele reagiu recentemente com cinco gols nos últimos três jogos. Tem tudo a ver com a melhora do WBA, que chegou à primeira metade da tabela.

Alex Chamberlain no Arsenal. Deu certo antes do previsto e se converteu numa promessa e tanto para o futebol inglês. Ontem, fora de posição, foi a novidade que permitiu ao Arsenal quase eliminar um Milan que parecia estar vários níveis acima. Depois do caminhão de gols de van Persie, Chamberlain é a melhor historia dos Gunners na temporada. Cabe a Arsène Wenger dar espaço para ele continuar evoluindo e utilizá-lo com frequência entre os titulares.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , ,